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Tempo de decomposição do lixo

O tempo de decomposição do lixo vai depender do resíduo analisado. Enquanto uns


demoram alguns meses, outros podem demorar centenas de anos.

Decomposição de alguns resíduos pode demorar centenas de anos


O tempo de decomposição do lixo é o tempo que os resíduos demoram para se decompor e
desaparecer do meio. Cada material tem um tempo diferente de decomposição: alguns se
decompõem de maneira relativamente rápida e outros podem permanecer por centenas de
anos no ambiente.

→ Tempo de decomposição de materiais na natureza


A decomposição do lixo orgânico é relativamente rápida na natureza. Já os produtos
produzidos pelo homem podem demorar vários anos para sumir do ambiente. Isso é um grave
problema, uma vez que muitos afetam diretamente o ambiente, poluindo-o e causando danos
aos seres vivos.
Leia também: O que fazer com meu lixo orgânico?
Veja a seguir alguns materiais e seu tempo de decomposição segundo o Consumo sustentável:
manual de educação*, produzido pelo Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Educação e
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor:
Papel → 3 a 6 meses
Pano → 6 meses a 1 ano
Filtro de cigarro → Mais de 5 anos
Madeira pintada → Mais de 13 anos
Náilon → Mais de 20 anos
Metal → Mais de 100 anos
Alumínio → Mais de 200 anos
Plástico → Mais de 400 anos
Vidro → Mais de 1000 anos
Borracha → Indeterminado

Lixo pode demorar anos para se decompor no ambiente


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→ O problema do lixo no meio ambiente


Como dito anteriormente, o tempo de decomposição de alguns materiais, como o plástico e o
vidro, por exemplo, é extremamente longo. Fica claro com isso que, por várias gerações, esse
lixo permanecerá no ambiente, causando danos. Muitos animais, por exemplo, morrem ao se
alimentar do lixo, sem contar os resíduos que podem contaminar a água e o solo.

Leia também: Descarte correto de pilhas e baterias usadas


Não podemos nos esquecer ainda que muitos dos produtos que compõem o lixo podem
ser reciclados e são simplesmente descartados. A reciclagem desses materiais ajuda
na diminuição de lixo descartado no meio ambiente e garante uma utilização menor dos
nossos recursos naturais.
Ao conhecermos o tempo de decomposição e entendermos o grave problema que o lixo causa
no ambiente, fica claro que é necessário rever nossos hábitos. Você pode começar hoje
mesmo a ajudar o meio ambiente, fazendo o descarte correto do lixo, separando o material
que pode ser reciclado e reduzindo o consumo desnecessário. Com a participação de todos,
podemos ter um meio ambiente saudável para as futuras gerações.

*Fonte: para conferir a íntegra do Manual, clique aqui.


e baterias usadas: perigoso lixo tóxico

Muitas vezes não levamos a sério a periculosidade que representa esses objetos que se fazem
presentes em praticamente todas as residências. Pilhas ou baterias são usadas em aparelhos
como rádios portáteis, telefones celulares, computadores laptops, controles remotos de TV e
outros aparelhos eletroeletrônicos.

Devido ao seu pequeno tamanho, pilhas e baterias parecem inofensivas, mas representam um
grave problema ambiental. No Brasil, cerca de 800 milhões de pilhas são produzidas por ano, a
maioria delas (80%) são constituídas de zinco, carbono e os outros 20% de pilhas alcalinas. Nos
dois tipos de pilhas há presença de mercúrio (0,025%-1%).

A modernização das pilhas agravou ainda mais o problema, elas ficaram mais compactas, ou
seja, estão ainda menores, mais potentes e ao mesmo tempo mais contaminantes. Exemplos:
botão de mercúrio, pilhas de níquel-cádmio, pequenas baterias de chumbo (SLA).

O mercúrio, o chumbo e o cádmio são metais altamente tóxicos, afetam o sistema nervoso
central, os rins, o fígado, os pulmões, o cádmio é carcinogênico e o mercúrio também provoca
mutações genéticas. O fator agravante é que estes elementos químicos são bioacumulativos,
podem ficar retidos no ambiente durante milhares de anos.

Sendo assim, pilhas e baterias são consideradas como resíduos domésticos perigosos, existem
programas de coleta seletiva e o descarte deste lixo tóxico deve ser feito em aterros sanitários
(especiais para substâncias perigosas).

Infelizmente no Brasil, pilhas e baterias são descartadas em lixões ao ar livre contaminando o


solo, e quando são descartados em aterros sanitários acabam contaminando lençóis freáticos
e cursos d’água, estendendo a contaminação para a fauna e a flora das regiões próximas.
Através da cadeia alimentar esses metais chegam aos seres humanos, e o pior, de uma forma
acumulada.

O que fazer então com as pilhas e baterias?

Não coloque esses materiais usados junto com o restante do lixo, separe-os e envie para locais
de recepção própria.

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