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Teoria musical e composição parte I

Harã Lemes

Oi pessoal tudo bem? Pra quem não se lembra de mim, meu nome é Harã Lemes. Exibi
meu meu primeiro cd, na coluna do visitante graças ao espaço que meus amigos Jaime,
Mauricio e Renan me deram. Vou postar matérias aqui todo os domingos que for possivel,
ao convite do meu amigo Jaime.
Bom, vocês ficam estudando técnica, ritmo, transcrições, e etc, mais na hora de compor
uma música, a maioria de vocês ficam meio perdidos não é? Então a gente vai falar sobre
Teoria musical e de composições, calma, isso não é chato não, o guitarrista que vc gosta
tanto, não compôs aquela música que vc gosta tanto sem saber teoria....técnica por si só,
não resolve!!
Vamos ver o que a gente pode fazer pra vocês melhorarem no "som" de vocês.
Por falar nisso som é o efeito produzido no ouvido pelos efeitos vibratórios elásticos,
(cordas, tubos cilindricos, peles elásticas, madeiras, cordas vocais e etc).
Então sons musicais vão ser vibrações. E classificamos isso em Frequências regulares e
irregulares, calma, já explico.
Frequências regulares, nada mais é do que sensações agradáveis. Um exemplo são os sons
musicais, sons que nos agradam dependendo do gosto musical de cada um, claro.
Frequências Irregulares, são sons que não podem ser chamados de sons musicais, podem
ser ruidos, estrondos ou barulhos, bom então vibrações irregulares sãos sons desagradáveis
ok? Vou dar um exemplo, sabe quando vc está na beira da calçada esperando fechar o sinal
pra você passar? E de repente vem aquela motoca velha no pau, deixando todo mundo
surdo com aquele barulho de pirar o poposão? Então, som irregular é isso!!
Então vamos estudar a música, que é o resultado de frequências regulares!!
A primeira coisa que precisamos saber é que uma música é formada por harmonia, melodia
e ritmo.
A partir desses 3 elementos temos uma música, (Música: Arte de manifestar os diversos
afetos da alma através do som), vamos começar falando primeiramente sobre a melodia.
Melodia é a parte principal da música, ela é o que vai caracterizar uma música. Ela é a parte
da música que se move, que evolui. Uma melodia bem conscistente é a chave perfeita para
uma música conscistente.
Melodia pode ser a voz do cantor ou cantora, pode ser o solo de uma guitarra ou pode ser
também o som do vento batendo em uma janela.
A partir de agora eu vou começar a ensinar vocês como montar e a trabalhar a melodia de
uma música, como usar o um acorde para montar uma melodia legal, e como usar
modulações de melodias dentro de uma música.

Teoria musical e composição parte II


Harã Lemes

Oi Galera sejam bem vindos, a Revista Virtual do Guitarrista!!!


Bom, nessa aula, vamos começar trabalhando uma melodia por si só. Sem o ritmo e sem a
harmonia ok?
Vamos começar usando como exemplo, músicas de ninar e cantigas de roda.
Se vocês escutarem uma cantiga de roda que vocês nunca ouviram antes, automaticamente
você vai ver que ela tem um sentido musical, dependendo do caso você até pode perceber
as mudanças de acordes da música, mesmo você ouvindo ela sem acordes nenhum. Isso se
dá por que a melodia foi feita em cima de um padrão, exemplo: uma escala, um tom, um
começo meio e fim....e o não menos importante....um ritmo.
Escrevi esse tema bem simples pra vocês tocarem (não muito rápido, seus viciados), e com
isso, sacarem que só a melodia fala tudo.

Audio - Melodia Jônio

Teoria musical e composição parte III


Harã Lemes

Oi pessoal, quanto tempo héim? Desculpem, tive uns problemas com meu pc também.

Bom, vamos ao que interessa. Nessa coluna vamos continuar falando mais um pouco sobre
um dos componentes da música que é a melodia.

Bom, eu to passando pra vocês, uma música do Heraldo do Monte que se chama, "Na
pisada", ela foi composta basicamente sobre a escala mixolídia!

Essa música é muito interessante por que ela retrata muito bem aquilo que eu chamei de
"melodia consistente". O trecho que eu passei, foi composta quase inteiramente sobre o
acorde de G7, isso prova o quanto à melodia pode ir conduzindo e dando direções para uma
música, quanto à harmonia.

Heraldo mostrou que a melodia é que manda, claro que não estou induzindo vocês a não
ligarem para a Harmonia da música, que é muito importante por sinal, mais se lembrem que
a melodia é a parte da música que esta na "cara" da música.
Teoria Musical e composição parte IV
Harã Lemes

Oi pessoal, tudo em cima?


Vocês se lembram do pequeno lick que utilizamos na 2ª aula para entendermos um pouco
mais sobre melodias?
Bom, hoje voltaremos a utiliza-lo, mais é para podermos trabalhar uma melodia em tons
diferentes, então vamos lá?!
Saber trabalhar em tons diferentes, tanto para compor ou improvisar é importantíssimo,
tanto para a parte técnica e tbm teórica do instrumento, é por isso que eu digo, não adianta
saber fazer todos os modelos possíveis de escalas no braço na velocidade da luz e não saber
usar nem para fazer uma simples modulação de tom.
Então, para relembrar a melodia eu estou passando ela abaixo novamente, e agora vamos
fazer ela ficar em tom menor,não no seu relativo, mais sim, uma mudança utilizando a
mesma tônica, que é o Sol.
Então para isso é importante a gente sacar a diferença entre uma escala maior de
uma escala menor, em termos de som, a diferença fica bem clara quando tocamos.
Experimente tocar um acorde de lá maior, você vai perceber que o acorde maior, seja lá
qual for tem um som alegre, pra cima, já um menor por exemplo (toque um lá menor), tem
um som melancólico, triste. Agora em termos teórico, vamos ao que interessa, veremos a
diferença entre uma escala de Sol maior e a de Sol menor.
Apenas 3 notas, vão diferenciar uma da outra, que são a: 3ª, 6ª e 7ª.
A 3ª, é a nota que vai caracterizar se um acorde, ou uma escala será maior ou menor, se
pintar uma 3ª menor, evidentemente o acorde ou a escala, será menor.

Sol maior (G A B C D E F# ) (G A B C D E F# ) (G A B C D E F# )
G Tônica, A 2ª maior, B 3ª maior, C 4ª justa, D 5ª justa, E 6ª maior, F# 7ª maior.

Sol menor (G A Bb C D Eb F G) (G A Bb C D Eb F G) (G A Bb C D Eb F G)

G Tônica, A 2ª maior, Bb 3ª menor, C 4ª justa, D 5ª justa, Eb 6ª menor, F 7ª menor.

Bom abaixo está a pequena melodia no tom original e na segunda está a melodia em tom
menor, então galera, é só substituir a 3ª, 6ª e 7ª, para conseguir essa diferença de tonalidade,
isso em vista não tem muito importância, mais é bom saber isso tanto teoricamente e tanto
na prática, alguns de meus alunos gostavam de transformar músicas em tons maiores em
tons menores, e em certos casos ficavam lindas....façam o mesmo, peguem algo que
gostem, nem que seja uma coisa pequena e transponham para menor e tbm para os modos
mixolídio, lídio, e etc. Para compor é sempre bom saber trabalhar com isso tudo. Um
abraço para todos, bons estudos e pratiquem em casa.....É bom pegar um papel pautado e
uma caneta as vezes, ok?

Melodia Jônio

Audio - Melodia Jônio

Melodia Eólio
Audio _ Meolodia Eólio
Teoria Musical e Composição parte V
Harã Lemes

Oi pessoal, uma coisa comum de quem toca guitarra e violão, é a enfocação de acordes
como barras verticais. Isso se dá, ao fato de nós começarmos a aprender a tocar acordes, no
violão ou guitarra, encarando os acordes como estar fazendo um mero acompanhamento.
Todos nós, fizemos, fazemos, ou ainda vamos fazer, pois isso faz parte de nosso
instrumento, mais não é bem por ai!!

Estava eu conversando com um amigo que é um super pianista, um dos melhores da cidade
de Campinas, sobre a questão de que dependendo do instrumento, temos visões diferentes
sobre arranjos, composições e etc. Ao meu ver, o instrumento que nos da uma melhor visão
musical é o piano. Você já prestou atenção nas músicas do Bach? Deus o que era aquilo?
Ele mostrou para o mundo o que é uma visão horizontal de acordes, ele trabalhava um
acorde tendo como primeiro plano a melodia, quer dizer, procurando criar uma melodia
tocando acordes, é o que os músicos de Jazz chamam de Chord melody, coisas que ja eram
feitas por Bach a muito tempo atrás.

Bom, tudo isso por que ele era um pianista, e na minha visão, o piano é um instrumento que
proporciona uma facilidade muito grande para compor, pelo fato de as notas musicais
estarem na sua frente e é só apertá-las para tirar a dúvida se aquelas notas vão soar legais ou
não, coisa que não é igual com a guitarra, devido a abertura da mão, que é um tanto
limitada.

Então veremos um pequeno tema de acordes fazendo melodias em suas "notas de ponta",
que é a nota mais aguda do acorde. Isso que chamamos de acordes horizontais. Procure
fazer sequências de acordes que não sejam iguais às que tocamos todos os dias, em nossas
"bases rockeiras". Faça da nota mais aguda do acorde uma melodia. Isso vai abrir muito a
sua cabeça para futuras composições e arranjos. Ai vai um pequeno exemplo do assunto
desta aula.

Oi Guitarreiros e Guitarreiras, ó nóis aqui traveiz!!


Gostaria de agrader pelas boas vindas e pelos milhares de mails que eu recebi, mentira só
recebi 2 hehe,bom mais é isso ai! Bom aproveitando, gostaria de dizer tbm que é muito
bom estar fazendo parte do GUITAR X, que é um canto só nosso, onde nós guitarristas
damos espaço para nós mesmos, por que se não ninguém vai dar. Galera é muito bom estar
tabalhando com vcs, obrigados aos meus 3 irmãos Jaime, Mauricio e Renan do Guitar X,
por tudo, e principalmente pela amizade.
Bom, vamos lá, na aula passada o assunto foi melodias que podemos obter dos acordes,
sequências de acordes, dando ênfase às notas agudas, nessa aula, vamos falar sobre os
baixos.
O baixo do acorde, pode ser usado não só como tônica, mais tbm como melodia, é claro que
não vai ser tão "principal" como uma melodia com uma nota aguda, mais vai dar uma
perspectiva diferente para o bloco de acordes de uma música, por exemplo. O que eu estou
dizendo é que o baixo tbm pode andar, enquanto acordes estão sendo feitos. Bom nesse
post, eu criei um dedilhado para usar como exemplo, um exemplo mais light por sinal, uma
sequências de acordes que se repetem enquanto o baixo muda (trabalhando como tônica
mesmo). Bom, esse teminha tem 4 compassos como vcs podem ver, nos dois primeiros
compassos eu criei uma sequencia de acordes com as notas agudas se movimentando (post
da aula passada), e repeti a mesma coisa no compasso 3 e 4. E adicionei o post de hj, que é
o baixo, mudando os acordes, quer dizer enquanto o baixo anda, nos 4 compassos, o acorde
fica fazendo a mesma sequência de acordes. Prestem atenção na indicação do dedo a ser
usado, nas notas da partitura. Na aula que vem, vamos ver um baixo se movimentando pra
valer, ok?

Teoria e Composição parte VII


Harã Lemes

Oi galera tudo ok?


Bom, conforme prometido hoje vamos ver um lance bem bacana que é uma sequência de
acordes com o baixo andando. Bom, então eu criei uma sequência bem Jazzistica, e para
quem não gosta de Jazz, eu aconselho a tentar também, por que é um estudo bem legal.
Bom, os baixos dos acordes ficam andando totalmente, e nesse caso você terá que tocar os
acordes com a mão, quer dizer, sem o uso da palheta certo?, ou vc pode tambem optar para
a palheta e dedo, mais nesse caso vc palhetará só o baixo.
Bom, tecnicamente não é muito complicado, mais sugiro para tocar numa velocidade de
195 bpm, que é um pouco dificil, é a partir dessa velocidade que o teminha fica legal, mais
comece devagar e vá aumentando aos poucos a velocidade, sempre com o uso do
metrônomo.
Essa tecnica de "baixo andante", foi muito comum em músicas do Bach por exemplo. O
estilo de música que mais se usa, é o funk (não to falando do funk do Rio héim hehe).
Dando assim um clima muito legal para as músicas. Além de isso ter sido usado por Bach, e
grandes nomes do erudito, e depois ter passado para o Jazz com uma conotação menos
barroca, o funk aproveitou isso pensando bastante no swing.
Bom, a gente pode tocar baixos andantes em acordes no nosso próprio instrumento, e
podemos aproveitar esse lance dos estilos que eu citei acima para criar o nosso som, que
também dá pra fazer o baixo andar no blues e no rock por exemplo.

Tema

Análise Harmônica
Vocês perceberam que o post de hoje foi feito sobre 4 acordes certo?!??!?!
Não, errado, ele está apenas maquiado em baixo de 4 acordes, na verdade existe bem mais.
É que com o baixo em uma nota diferente, com certeza muda-se o acorde. Isso que dá a
cara do Jazz.
Vamos ver quais acordes são esses??

No primeiro compasso, começamos com o acorde de cmaj7(9) certo? mais no 2ª tempo do


1ª compasso, com o baixo em sol, teremos o acorde G6, e com isso não será mais o
Cmaj7(9). No 3ª tempo teremos um Em7, já que o baixo estará em E, no 4ª tempo, teremos
o G#º, e assim vai....vamos ver os outros compassos?

No 2ª compasso, começamos com Am7, no tempo 2 temos o acorde C, no tempo 3, o


Ab6(13b) e no 4ª tempo um C/E, já que o baixo pega a nota E.

No 3ª compasso, começamos com o acorde Dm7(9), o próximo será um Cadd4, no próximo


um Am(6b).
Bom, no 4ª e último compasso teremos, G7(13) iniciando o bloco, e já no 2ª tempo teremos
um E5, no 3ª tempo um Dsus(6/9) e no último tempo do último compasso, fechamos com
um A5.
Bom está ai uma análise harmônica do bloco....
Espero que vocês tenham gostado da coluna, um grande abraço para todos.

Harã Lemes