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Curso de Proteção Digital de Sistemas Elétricos de Potência

Professor Dsc. Aryfrance Rocha Almeida - UFPI


Graduando: Herick Wallace da Silva- UFPI

Teresina
13 de Janeiro de 2022
1
4.Análise de Defeito Fase-
Terra em Sistemas elétricos

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.1.Introdução

➢ Apesar de ser indesejado, o curto-circuito sempre ocorre em pontos


aleatórios da rede elétrica. Se os curtos-circuitos não forem rapidamente
eliminados, os danos nos equipamentos da rede elétrica podem ser levados.

➢ As causas do defeito na rede elétrica podem ser devido problemas de


diversas naturezas, como: problemas elétricos, problemas mecânicos,
problemas de isolação, problemas de natureza térmica, problemas de
manutenção, dentre outros.

➢ Estudos confirmam que a maior parte dos curtos circuitos ocorrem nas
linhas de transmissão, isso porque elas estão sujeitas a diversos locais e
condições indesejados.

➢ O tipo de curto-circuito que mais ocorre é o monofásico terra, que abrange


mais de 60% das ocorrências. 3

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.1.Introdução

➢ Encontrando as correntes de curto-circuito se torna possível dimensionar a


linha de transmissão, dimensionar os disjuntores, dimensionar o
transformador de corrente, efetuar a coordenação dos relés, dentre outros
tratamentos importantes.

➢ Portanto, as correntes de curto-circuito devem ser encontradas em todo o


sistema elétrico para todos os tipos de defeito.

➢ Todos os conceitos necessários para a compreensão da análise feita neste


capítulo se encontram em [1].

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

O Sistema de energia elétrica tem o diagrama unifilar apresentado na


figura abaixo:

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

➢ Todos os transformadores são de núcleos envolventes. O exemplo será


resolvido considerando um defeito na linha de transmissão “bc”. O
defeito é um curto-circuito 1∅ −terra, isto é, envolvendo a fase ”a” e a
terra, situado a 70% da linha de transmissão “bc”. O sistema apresentado
está operando a vazio, isto é, sem carga.

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4.2. Problemática de Exemplo

a) Fazer o diagrama de impedância de sequências positiva, negativa e zero.


Adotando 13,8kV e 30M como bases a partir do gerador G1, prosseguimos com a
transformação dos valores para o sistema por unidade.
➢ Para o gerador G1 temos as reatâncias de sequência já referidas na mesma base
adotada.

X1G1 = 𝟎, 𝟏𝟓 𝐩𝐮; X2G1 = 𝟎, 𝟐𝟎 𝐩𝐮; X0G1 = 𝟎, 𝟎𝟓 𝐩𝐮

A reatância de aterramento do gerador G1 é dada por:

2
XN 13,8k
XN(pu) = Zbase = = 6,348 Ω
Zbase 30M

1
XN(pu) = 6,348 = 𝟎, 𝟏𝟓𝟕 𝐩𝐮

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para o Trafo T1 temos que fazer mudança de base da impedância equivalente no lado
de baixa tensão.

2
13,2k 30M
XT1 = 0,10 .
13,8k 35M

X1T1 = X2T1 = 𝟎, 𝟎𝟕𝟖 𝐩𝐮

➢ Como o Trafo tem ligação Delta-Estrela(aterrado), a impedância de sequência zero


vai ser do tipo:

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para a Linha de Transmissão “bc” é necessário calcular a nova tensão de base a partir
da relação de tensão de T1..
2
138k 144,27
VLTbc base = 13,8 = 144,27kV ZLTbcbase = = 693,79Ω
13,2k 30M

➢ Logo, as reatâncias de sequência vão ser:

90
X1LTbc = X2LTbc = 693,79 = 𝟎, 𝟏𝟐𝟗 𝐩𝐮

210
X0LTbc = 693,79 = 𝟎, 𝟑𝟎𝟑 𝐩𝐮

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para a Linha de Transmissão “ce” tem-se a mesma tensão de base e impedância de


base calculada para linha “bc”, logo, as impedâncias de sequência vão ser:

40
X1LTce = X2LTce = 693,79 = 𝟎, 𝟎𝟓𝟕 𝐩𝐮

160
X0LTce = 693,79 = 𝟎, 𝟐𝟑 𝐩𝐮

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para o Trafo T2 temos que fazer mudança de base da impedância equivalente no lado
de alta tensão.

2
138k 30M
XT2 = 0,10 .
144,27k 20M

X1T2 = X2T2 = 𝟎, 𝟏𝟑𝟕 𝐩𝐮

➢ Como o Trafo tem ligação Estrela(aterrado)-Estrela(aterrado), a impedância de


sequência zero vai ser do tipo:

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para o gerador G2 é necessário fazer mudança de base no lado de baixa tensão de T2.
A nova tensão de base no trecho de G2 vai ser:
2
18k 18,82k
VG2base = 144,27k = 18,82kV ZG2base = = 11,8Ω
138k 30M

➢ Mudança de base das impedâncias de sequência:


2
18k 30M
X1G2 = 0,13 = 𝟎, 𝟏𝟕𝟖 𝐩𝐮
18,82k 20M

X2G2 = 𝟎, 𝟐𝟒𝟕 𝐩𝐮

X0G2 = 𝟎, 𝟎𝟓𝟓 𝐩𝐮

➢ Reatância de aterramento:

2
XNG2 = 11,8 = 𝟎, 𝟏𝟔𝟗 𝐩𝐮
12

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para o Trafo T3 temos que fazer mudança de base da impedância equivalente no lado
de alta tensão.

2
138k 30M
XT3 = 0,12 .
144,27k 15M

X1T3 = X2T3 = 𝟎, 𝟐𝟏𝟗 𝐩𝐮

➢ Como o Trafo tem ligação Estrela-Delta, a impedância de sequência zero vai ser do
tipo:

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para o motor M é necessário fazer mudança de base no lado de baixa tensão de T3. A
nova tensão de base no trecho de M vai ser:

13,2k
= 13,8kV VMbase = 144,27k
138k
➢ Mudança de base das impedâncias de sequência:
2
13,8k 30M
X1M = 0,12 = 𝟎, 𝟑𝟔 𝐩𝐮
13,8k 10M

X2M = 𝟎, 𝟒𝟖 𝐩𝐮

X0M = 𝟎, 𝟏𝟓 𝐩𝐮

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Diante disso, o diagrama unifilar de impedância da sequência positiva é


mostrado abaixo:

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Observa-se que a impedância em pu da linha de transmissão “bc” foi


dividida em duas partes, uma com 70% e outra com 30%.

➢ Como antes do defeito o sistema estava operando à vazio, as três fontes de


tensão estão em fase e pode-se aplicar o teorema de deslocamento de fontes.
Assim as três fontes se reduzem a uma única fonte de tensão da forma como é
mostrado a seguir.

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Diagrama unifilar de impedância da sequência positiva:

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Diagrama unifilar de impedância da sequência negativa:

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Diagrama unifilar de impedância da sequência zero:

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4.2. Problemática de Exemplo

b) Calcular as correntes verdadeiras de curto-circuito que fluem do sistema


para a terra.
.
➢ Como o curto-circuito é 1∅ −terra, os modelos de sequência devem ser conectados em
série[1]. As ligações das conexões devem ser feitas no ponto do defeito.

➢ Como as correntes de sequência são iguais para esse tipo de defeito, basta reduzir o
modelo série 3 impedâncias equivalentes em série e encontrar a corrente que circula.

➢ O circuito completo é mostrado na figura a seguir, e suas simplificações são mostradas


posteriormente.

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4.2. Problemática de Exemplo

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4.2. Problemática de Exemplo

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4.2. Problemática de Exemplo

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4.2. Problemática de Exemplo

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ De acordo com o modelo apresentado anteriormente, podemos calcular as correntes de


sequência:

1∠90°
Ia0 = Ia1 = Ia2 = = 𝟏, 𝟖𝟓𝟖𝟕 𝐩𝐮
j0,1447 + j0,1680 + j0,2253

➢ Pela condição do defeito, tem-se: Ib = Ic = 0

Ia = Ia0 + Ia1 + Ia2 = 3 . 1,8587

𝐈𝐚 = 𝟓, 𝟓𝟕𝟔𝟏 𝐩𝐮

➢ A corrente de base no local do defeito é dada por:

Sbase 30M
Ibase = = = 120,05A
3 Vbase 3 . 144,27k
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➢ 𝐈𝐚 = 5,5761 . 120,05 = 𝟔𝟔𝟗, 𝟒𝟏 𝐀
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4.2. Problemática de Exemplo

c) Calcular as correntes verdadeiras nas três fases da linha de transmissão


”bc”, correspondente ao trecho que vai da barra ”b” ao ponto do defeito.
.
➢ As correntes de sequência do trecho “bc” estão indicadas nas figuras das páginas 331 e
332. Podemos aplicar divisor de corrente para encontrá-las.

➢ Sabendo que Ia0 = Ia1 = Ia2 = 1,8587 pu, temos que:

j0,2652
Ia1bc = . I = 𝟎, 𝟖𝟒𝟒𝟖 𝐩𝐮
j0,3183 + j0,2652 a1

j0,3091
Ia2 bc = . I = 𝟎, 𝟖𝟒𝟖𝟏 𝐩𝐮
j0,3683 + j0,3091 a2

j1,0186
Ia0bc = . I = 𝟏, 𝟒𝟒𝟕𝟓 𝐩𝐮
j0,2894 + j1,0186 a0

26
4.2. Problemática de Exemplo

➢ Pode-se encontrar as correntes em pu nas três fases da linha de transmissão “bc”


aplicando a expressão matricial abaixo[1].

Iabc 1 1 1 Ia0bc
Ibbc = 1 α2 α . Ia1bc
Icbc 1 α α2 Ia2bc

➢ Substituindo os valores, tem-se:

Iabc 1 1 1 1,4475
Ibbc = 1 α2 α . 0,8448
Icbc 1 α α2 0,8481

𝐈𝐚𝐛𝐜 = 𝟑, 𝟏𝟒𝟎𝟒 𝐩𝐮

𝐈𝐛𝐛𝐜 = 𝟎, 𝟔𝟎𝟏𝟏∠𝟎, 𝟐𝟕𝟐° 𝐩𝐮

𝐈𝐜𝐛𝐜 = 𝟎, 𝟔𝟎𝟏𝟏∠ − 𝟎, 𝟐𝟕𝟐° 𝐩𝐮 27

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para encontrar as correntes verdadeiras em cada fase da linha de transmissão ”bc” é


necessário encontrar a corrente de base nesse trecho, que já foi encontrada no item a.

Ibase = 120,05 A

➢ Multiplicando os valores encontrados em pu pelo valor de base da corrente, obtemos:

𝐈𝐚𝐛𝐜 = 𝟑𝟕𝟕, 𝟎𝟏 𝐀

𝐈𝐛𝐛𝐜 = 𝟕𝟐, 𝟏𝟔∠𝟎, 𝟐𝟕𝟐°𝐀

𝐈𝐜𝐛𝐜 = 𝟕𝟐, 𝟏𝟔∠ − 𝟎, 𝟐𝟕𝟐° 𝐀

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Para uma melhor análise, abaixo está a configuração das correntes no ponto do
defeito:

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4.2. Problemática de Exemplo

d) Calcular as correntes verdadeiras em cada fase do gerador síncrono G1..


➢ Pela figura da página 330, as correntes de sequência positiva e negativa, em pu, do
gerador síncrono G1 são as mesmas correntes de sequência do trecho “bc”.

Ia1G1 = Ia1bc = 0,8448 pu

Ia2G1 = Ia2bc = 0,8481 pu

➢ Devido o bloqueio do enrolamento delta do transformador T1, a corrente de


sequência zero é nula.

Ia0G1 = 0

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Considerando a o deslocamento angular de 30° causado pelo transformador T1, as


correntes de sequência do gerador G1 ficam:


Ia1 G1
= Ia1G1 ∠30° = 𝟎, 𝟖𝟒𝟒𝟖∠𝟑𝟎° 𝐩𝐮


Ia2G1
= Ia2G1 ∠ − 30° = 𝟎, 𝟖𝟒𝟒𝟖∠ − 𝟑𝟎° 𝐩𝐮


Ia0G1
=𝟎

➢ Aplicando a expressão matricial para encontrar as correntes de fase em pu no gerador


G1, temos:

IaG1 1 1 1 0
IbG1 = 1 α2 α . 0,8481∠30°
IcG1 1 α α2 0,8481∠ − 30°

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Resolvendo a expressão matricial da página anterior, obtemos:

𝐈𝐚𝐆𝟏 = 𝟏, 𝟒𝟔𝟔𝟏 𝐩𝐮

𝐈𝐛𝐆𝟏 = 𝟎

𝐈𝐜𝐆𝟏 = 𝟏, 𝟒𝟔𝟔𝟏∠𝟏𝟖𝟎° 𝐩𝐮

➢ A corrente de base no nível de tensão do gerador G1 é:

Sbase 30M
Ibase = = = 1255,1A
3 Vbase 3 . 13,8k

➢ Desse modo, as verdadeiras correntes de fase do gerador G1 são dadas pelas correntes
em pu multiplicadas pelo valor de corrente de base:

𝐈𝐚𝐆𝟏 = 𝟏𝟖𝟒𝟎, 𝟏 𝐀

𝐈𝐛𝐆𝟏 = 𝟎
32

𝐈𝐜𝐆𝟏 = 𝟏𝟖𝟒𝟎, 𝟏∠𝟏𝟖𝟎° 𝐀


➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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4.2. Problemática de Exemplo

e) Calcular as correntes verdadeiras na linha de transmissão “bc”


correspondentes ao trecho do ponto de defeito a barra”c”..

➢ Pela figura da página 338, tem-se que as correntes nas fases b e c são as mesmas da
barra b ao ponto de defeito.

𝐈𝐛′ 𝐛𝐜 = 𝐈𝐛𝐛𝐜 = 𝟕𝟐, 𝟏𝟔∠𝟎, 𝟐𝟕𝟐° 𝐀

𝐈𝐜′ 𝐛𝐜 = 𝐈𝐜𝐛𝐜 = 𝟕𝟐, 𝟏𝟔∠ − 𝟎, 𝟐𝟕𝟐° 𝐀

➢ Pela Lei de Kirchhoff das correntes, a corrente na fase a é dada por:

Ia′ bc = Iabc − Ia = 377,01 − 669,41

𝐈𝐚′ 𝐛𝐜 = 𝟐𝟗𝟐, 𝟒∠𝟏𝟖𝟎° 𝐀

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➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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4.2. Problemática de Exemplo

f) Calcular a corrente que sobe pelo terra do transformador T1


➢ Pela figura da página 330, tem-se que a corrente de sequência zero, em pu, do
transformador T1 é a mesma corrente de sequência zero do trecho “bc”, na qual já foi
calculada.

Ia0T1 = Ia0bc = 1,4475pu

➢ A corrente que sobe pelo terra de T1 é dada pela expressão:

INT1 = 3 . Ia0T1 = 3 . 1,4475 = 𝟒, 𝟑𝟒𝟐𝟓 𝐩𝐮

➢ A corrente de base no nível de tensão do lado ‘Y-aterrado’ de T1 é a mesma corrente


de base da linha de transmissão “bc”( Ibase = 120,05 A). Logo, a verdadeira corrente
que sobe pelo terra de T1 é dada por:

INT1 = 4,3425 . Ibase


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𝐈𝐍𝐓𝟏 = 𝟓𝟐𝟏, 𝟑𝟏𝟕 𝐀
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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4.2. Problemática de Exemplo

g) Calcular a corrente que sobe pelo terra do transformador T2 pelo lado de


alta tensão.

➢ Essa corrente é o complemento da corrente que sobe pelo terra do transformador T1.

Ia(flui 𝑑𝑜 𝑠𝑖𝑡𝑒𝑚𝑎 𝑎 𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎) = INT1 + INT2

INT2 = 669,41 − 521,317

𝐈𝐍𝐓𝟐 = 𝟏𝟒𝟖, 𝟎𝟗𝟑 𝐀

35

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

h) Calcular a corrente que sobe pelo terra do gerador G2.


➢ Essa corrente é dada por.

ING2 = 3. Ia0G2

➢ Pela figura da página 331, a corrente Ia0G2 é dada por:

Ia0G2 = Ia0 − Ia0bc = 1,8587 − 1,4475 = 0,4112 pu

ING2 = 3 . 0,4112 = 𝟏, 𝟐𝟑𝟑𝟔 𝐩𝐮

➢ A corrente de base no nível de tensão de G2 é dada por:

Sbase 30M
Ibase = = = 920,32A
3 Vbase 3 . 18,82k

➢ Assim, a corrente verdadeira que sobe pelo terra de G2 é dada por:


36

𝐈𝐍𝐆𝟐 = 1,2336 . 920,32 = 𝟏𝟏𝟑𝟓, 𝟑𝟏 𝐀


➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

i) Calcular as correntes verdadeiras de curto-circuito do motor síncrono M.


➢ Pela figura da página 331, as correntes de sequência do motor M são dadas por:

j0,372
Ia1M = . I − Ia1bc = 𝟎, 𝟑𝟗𝟔𝟔 𝐩𝐮
j0,372 + j0,579 a1

j0,441
Ia2M = . I − Ia2bc = 𝟎, 𝟑𝟗𝟎𝟗 𝐩𝐮
j0,441 + j0,699 a2

Ia0M = 𝟎

➢ Considerando deslocamento angular de 30° devido o transformador T3, tem-se:

𝐈𝐚𝟏𝐌 = 𝟎, 𝟑𝟗𝟔𝟔∠𝟑𝟎° 𝐩𝐮

𝐈𝐚𝟐𝐌 = 𝟎, 𝟑𝟗𝟎𝟗∠ − 𝟑𝟎° 𝐩𝐮

𝐈𝐚𝟎𝐌 = 𝟎
37

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

➢ Substituindo as correntes de sequência do motor M na expressão matricial, obtemos:

I aM 1 1 1 0
I bM = 1 α2 α . 0,3966∠30°
IcM 1 α α2 0,3909∠ − 30°

𝐈𝐚𝐌 = 𝟎, 𝟔𝟖𝟐𝟎 𝐩𝐮

𝐈 𝐛𝐌 = 𝟎

𝐈𝐜𝐌 = 𝟎, 𝟔𝟖𝟐𝟎∠𝟏𝟖𝟎° 𝐩𝐮

Sbase 30M
Ibase = = = 1255,1A
3 Vbase 3 . 13,8k

➢ Desse modo, as verdadeiras correntes de fase do gerador M são dadas pelas correntes
em pu multiplicadas pelo valor de corrente de base:

𝐈𝐚𝐌 = 𝟖𝟓𝟓, 𝟗𝟖 𝐀 𝐈 𝐛𝐌 = 𝟎 𝐈𝐜𝐌 = 𝟖𝟓𝟓, 𝟗𝟖∠𝟏𝟖𝟎° 𝐀 38

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Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

j) Calcular as correntes verdadeiras que passam pela linha de transmissão


“ec”.
➢ Pela figura da página 330, as correntes de sequência do trecho “ec” em pu são as
mesmas que passam pelo gerador G2.

Ia1ec = Ia1 − Ia1bc − Ia1M = 1,8587 − 0,8448 − 0,3966 = 𝟎, 𝟔𝟏𝟕𝟑 𝐩𝐮

Ia2ec = Ia2 − Ia2bc − Ia2M = 1,8587 − 0,8481 − 0,3909 = 𝟎, 𝟔𝟏𝟗𝟕 𝐩𝐮

Ia2ec = Ia0G1 = 𝟎, 𝟒𝟏𝟏𝟐 𝐩𝐮

➢ Aplicando a expressão matricial:

Iaec 1 1 1 0,4112
Ibec = 1 α2 α . 0,6173
Icec 1 α α2 0,6197

39

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4.2. Problemática de Exemplo

➢ Resolvendo a expressão matricial, obtemos:

𝐈𝐚𝐞𝐜 = 𝟏, 𝟔𝟒𝟖𝟐 𝐩𝐮

𝐈𝐛𝐞𝐜 = 𝟎, 𝟐𝟎𝟕𝟑∠𝟏𝟖𝟎° 𝐩𝐮

𝐈𝐜𝐞𝐜 = 𝟎, 𝟐𝟎𝟕𝟑∠ − 𝟏𝟖𝟎° 𝐩𝐮

Sbase 30M
Ibase = = = 120,05A
3 Vbase 3 . 144,27k

➢ Desse modo, as verdadeiras correntes de fase do trecho ”ec” são dadas pelas correntes
em pu multiplicadas pelo valor de corrente de base:

𝐈𝐚𝐞𝐜 = 𝟏𝟗𝟕, 𝟖𝟕𝟑 𝐀

𝐈𝐛𝐞𝐜 = 𝟐𝟒, 𝟖𝟗∠𝟏𝟖𝟎° 𝐀


40
𝐈𝐜𝐞𝐜 = 𝟐𝟒, 𝟖𝟗∠ − 𝟏𝟖𝟎° 𝐀

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
4.2. Problemática de Exemplo

k) Calcular as correntes verdadeiras nas fases do gerador G2.


➢ Pela figura da página 330, as correntes nas fases, em pu, do gerador G2 são as mesmas
do trecho “ec”.

IaG2 = Iaec = 𝟏, 𝟔𝟒𝟖𝟐 𝐩𝐮

IbG2 = Ibec = 𝟎, 𝟐𝟎𝟕𝟑∠𝟏𝟖𝟎° 𝐩𝐮

IcG2 = Icec = 𝟎, 𝟐𝟎𝟕𝟑∠ − 𝟏𝟖𝟎° 𝐩𝐮

➢ A corrente de base no nível de tensão de G2 é dada por:

Sbase 30M
Ibase = = = 920,32A
3 Vbase 3 . 18,82k

➢ Assim, as correntes verdadeiras nas fases do gerador G2 são dadas por:

𝐈𝐚𝐆𝟐 = 𝟏𝟓𝟏𝟔, 𝟖𝟕 𝐀 𝐈𝐛𝐆𝟐 = 𝟏𝟗𝟎, 𝟕𝟖∠𝟏𝟖𝟎° 𝐀 𝐈𝐜𝐆𝟐 = 𝟏𝟗𝟎, 𝟕𝟖∠ − 𝟏𝟖𝟎° 𝐀


41

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4.2. Problemática de Exemplo

k)Fazer o diagrama Trifilar com as correntes em todos os trechos.

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X. Referências

➢ [1] KINDERMANN, Geraldo. CURTO-CIRCUITO. Edição do Autor -


Florianópolis - SC, 2010, 5ª Edição.
➢ [2] MARDEGAN, Cláudio. PROTEÇÃO E SELETIVIDADE EM
SISTEMAS ELÉTRICOS INDUSTRIAIS. São Paulo, 2019, 1ª Edição.
➢ [3] MIGUEL, Pablo. INTRODUÇÃO À SIMULAÇÃO DE RELÉS DE
PROTEÇÃO USANDO A LINGUAGEM “MODELS”NO ATP. Editora
CIÊNCIA MODERNA. Rio de Janeiro. 2011
➢ [4] KINDERMANN, Geraldo. PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRIOS
DE POTÊNCIA. VOL 1. Editoração GERALDO KINDERMANN.
Florianópolis. 2012
➢ [6] KINDERMANN, Geraldo. PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS
DE POTÊNCIA -VOL 2. Edição do Autor- Florianópolis - SC, 2008.
➢ [7] MESH, Engenharia.

43
Curso de Proteção Digital de Sistemas Elétricos de Potência

Professor Dsc. Aryfrance Rocha Almeida - UFPI


Graduando: Herick Wallace da Silva- UFPI

Teresina
13 de Janeiro de 2022
44
5. Modelagem de Sistemas
elétricos com o ATPDraw
7.3

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5.1. Introdução

➢ O ATPDraw é um software livre derivado do ATP (Alternative Transients


Program). O ATP é um poderoso software de simulação de transitórios
eletromagnéticos em sistemas de energia elétrica (ou redes polifásicas), que
aplica o método baseado na utilização da matriz de admitância de barras.

➢ O programa ATPDraw usualmente é utilizado como passo inicial para uma


simulação com o ATP. Com o programa ATPDraw o usuário pode construir um
circuito elétrico convencional, bastando para isso selecionar modelos pré-
definidos dos principais elementos componentes de uma rede elétrica.

➢ Clicando sobre o link abaixo é possível criar um conta na plataforma online


do ATWDRAW e ter acesso aos arquivos de instalação da versão mais atual.
Além disso, é possível cadastrar dúvidas no fórum, visualizar exemplos de
simulações e baixar o manual de uso.

http://www.atpdraw.net/
46

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Ao clicar duas vezes sobre o ícone do ATPDRAW na área de trabalho é


aberta seguinte tela inicial.

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Para criar uma nova simulação basta ir em File→ New


Localização do novo arquivo criado

CONFIGURAÇÕES DE SIMULAÇÃO

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ As principais abas na barra superior são detalhadas a seguir.

Criar novo arquivo, abrir


arquivo existente, salvar
arquivo, importar arquivo
de circuito...
Ajustes de visualização

Configurações do ATP, executar


simulação, abrir a plotagem,
visualizar o arquivo .LIS, editar
o arquivo de simulação do ATP.

Configurações dos ícones dos


componentes e de texto Ajuda 49

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ As principais abas na barra de simulação são detalhadas a seguir.

Adicionar um texto
à simulação

plotagem
Compilar/ executar simulação

50

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Para abrir uma simulação clique no ícone . As simulações salvas no


ATPDraw são os arquivos salvos com extensão “.acp “ e “.adp”.

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Principais teclas de atalho:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ O arquivo chamado All.adp irá conter todos os componentes que podem ser
encontrados no ATPDraw.

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Clicando com o botão direito do mouse na tela inicial do ATPDraw dará


acesso aos componentes disponíveis:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

56

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

57

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

58

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

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➢ Dentro de cada menu tem-se:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

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5.2. Tela Inicial do ATPDRAW

➢ Dentro de cada menu tem-se:

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Neste tópico será abordado um manual resumido de como modelar os


principais componentes de um SEP no ATPDRAW 7.3. Para isso, utilizou-se
uma versão atualizada do sistema estudado no capítulo 4. A versão atualizada
conta com informações adicionais como resistência das linhas de transmissão e
relação X/R dos transformadores, afim de uma modelagem no ATPDRAW
mais próxima de um sistema elétrico real.

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➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ O objetivo agora é modelar o sistema elétrico da página anterior bem como


alguns tipos de defeitos localizados na linha de transmissão LT1. Usando as
ferramentas disponíveis no ATPDraw se torna possível tal modelagem.

➢ A seguir são mostrados os componentes necessários para a montagem do


sistema elétrico em questão.

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Os geradores G1 e G2 e o motor síncrono M3 foram modelados com o


componente SM59/58. Ao clicar duas vezes sobre o ícone do componente é
aberta a janela de parametrização.

MÁQUINA SÍNCRONA

➢ A modelagem de um motor usando este componente é satisfatória para o


estudo de curto-circuito, pois durante o curto o motor síncrono alimenta a falta
como um gerador cerca de alguns ciclos [1].
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➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58):

Dados de placa do
gerador (alteráveis
pelo usuário) Terminais de entrada e saída: saída
de tensão e entradas de controle de
massa e de tensão

Configurações gerais;
configuração da
corrente de campo;
especificação das
massas; saídas Tutorial de parametrização
do componente
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58):

Configurações gerais:
tensão fase-N de pico
e defasagem de
regime permanente;
tipo de conexão
(padronizado em
estrela aterrada);
Máquina tipo 58 ou
59 (58 é no domínio
de fase onde as
indutâncias variam
no tempo)
69

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58):

Corrente de campo em
Ampères dada uma
tensão de armadura
em pu (é possível
adicionar a saturação) 70

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58):

Configurações mecânicas
da máquina: HICO é uma
constante que define o
momento de inércia. Em
geral, para HICO = 1 tem-
se um alta inércia
suficiente para manter o
nível a corrente de curto 71
por um tempo adequado
para análises.
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58):

Grandezas a serem
externadas na simulação:
ângulo, velocidade,
torque, correntes de 72
armadura, etc.

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58) – Observações:

➢ A máquina síncrona SM5958 já vem com os dados de placa de um gerador


síncrono de 4 polos. Para parametrizar o gerador G1 do sistema em questão
alterou-se apenas alguns parâmetros e manteve-se os dados de placa restantes.
Segue abaixo os dados inseridos de acordo com as especificações do gerador
G1:
Potência(MVA) 30 XN(pu) 0,157
Frequência(Hz) 60 RN(pu) 0
Tensão nominal(kV L-L) 13,8 X0(pu) 0,05
Tensão de estado estável(Peak L-G) 11267,65 Ra(pu) 0,0001

Ângulo de estado estável(graus) 60 HICO 1


Polos 2*PP 4
Conexão 𝐘𝐚𝐭𝐞𝐫𝐫𝐚𝐝𝐨
Xd(pu) 1
73
Xd’(pu) 0,32
Xd’’(pu) 0,17
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
Ferreira do Canal Solar que foram gentilmente cedidos de acordo com a lei 5.988 de 14/12/73 lei dos direitos autorais.
5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58) – Observações:

➢ As fontes CA e os geradores síncronos do ATPDraw tem a referência


angular de 0º com a representação de um sinal de tensão cossenoidal, diferente
da representação senoidal abordada em diversas literaturas de circuitos CA.
Isso não interferirá na análise das simulações mas é uma importante
observação.
➢ Se o usuário deseja uma fonte senoidal é necessário utilizar a referência de
- 90º . Observe um sinal de tensão cossenoidal com referêcnia 0º retirado do
ATPDraw:

Tensão da fonte-Fase A

𝑣 𝑡 = 𝑉𝑚 cos 𝜔𝑡

𝑣 0° = 𝑉𝑚 cos(0°)
74

𝑣 𝑡 = 𝑉𝑚
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58) – Observações:

➢ O ângulo de regime permanente do gerador G1 foi definido como 120º


devido dois fatores:

▪ 1- Utiliza-se, em algumas literaturas, 1∠90º pu como tensão de thevenim


no ponto em análise do curto-circuito. Isso se dá afim de zerar o ângulo
da corrente de curto, que predominantemente é próximo de 90º como foi
visto no capítulo 3.

▪ 2- O ângulo do gerador têm que acompanhar a defasagem angular de 30º


dos transformadores ∆ − Y e Y − ∆.

Logo, tem-se que : θ = 0° + 90° + 30° = 120°

➢ O ângulo de regime permanente do gerador G2 foi definido como 90º, pois


ele está conectado a um transformador Y − Y que não possui defasagem 75
angular.
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58) – Observações:

➢ Se surgirem dúvidas no momento da modelagem da máquina síncrona ou de


qualquer componente, verifique as características de cada parâmetro
detalhadamente ao clicar na aba Help da janela de parametrização.

Tutorial de parametrização
do componente

76

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58) – Observações:

➢ HELP:
Name : Synchronous Machine. Type 59 (park transformed), 58 (phase domain)
Card : SOURCE
Data: Frequency Rated frequency in, hz
Power Rated power in MVA
Volt. L-L Rated line-to-line voltage in kVrms
P Number of poles (pole pairs * 2)
Ra Armature resistance in pu (efficiency ~ 1- Ra)
Xd Synchronous reactance d axis in p.u. (larger for round rotor, ~1.6, 1.4 for SalDQDamp)
Xq Synchronous reactance q axis in p.u. (~doubled for round rotor, ~1.6)
Xl Leakage reactance in pu
Xd' Transient reactance d axis in p.u. ~0.28 for SalDDamp and SalDQDamp
Xq' Transient reactance q axis in p.u.
Xd'' Subtransient reactance d axis in p.u.
Xq'' Subransient reactance q axis in p.u.
Td0 Open circuit time const in d axis in sec. Less for salient rotor (~5 sec.)
Tq0 Open circuit time const in q axis in sec.
Td0'' Open circuit subtransient time const in d axis in sec. (~0.055 for salient rotor)
Tq0'' Open circuit subtransient time const in q axis in sec. (~0.07 for salient rotor)
X0 Zero sequence reactance in pu
RN Real part of neutral grounding impedance in pu
XN Imaginary part of neutral grounding impedance in pu
XCAN Canay's characteristic reactance in pu (if unknown use XCAN=Xl)
General:
Steady-state initialization. Peak of phase voltage and its angle.
Determines the power flow and generator/motor operation.
Time constants based on open or short cirucit test?
Armature winding Y or D-coupled?
Type 58 or 59 machine? Type 58 is a phase domain (time varying inductances).
Parallel operation? If so the machine must be connected to the same bus and the share of initial power provided.d.
Field current:
If=AGLINE The current in A giving one pu armature voltage.
Or specify saturation characteristics with S1, A1, S2, A2 points.
For each mass:
EXTRS Fraction of total maechanical power associated with the mass. Motor + sign
HICO Moment of intertia in (J=1e-6*kg*m^2 = 2*H[s]*S[MVA]*(PP/(2*pi*Freq))^2 ) 77
DSR Speed deviation self damping T=DSR(w-ws), [Nm/(rad/s)]
DSD Absolute speed self damping, T=DSD*w, [Nm/(rad/s)]
DSM Mutual damping coefficient between mass i and i+1, T=DSM(w_i-w_i+1). Ignore for last mass.
HSP Spring constant between mass i and i+1 in [1e6*Nm/rad]. Ignore for last mass.
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do gerador 𝐆𝟏 (SM59/58) – Observações:

➢ HELP:
Output:
Check boxes for plotted output:
ID current in the d-axis armature winding
IQ current in the q-axis armature winding
I0 armature winding zero sequence current
IF field winding current
IKD current in the d-axis damper winding
IG current in the eddy-current winding
IKQ current in the q-axis damper winding
IA current in phase "a" of the armature winding
IB current in phase "b" of the armature winding
IC current in phase "c" of the armature winding
VF voltage applied to the field winding (constant if no active TACS control)
MFORCE the total mmf in the air-gap of the machine
MANGLE angle between the q- and d-axis components of the total mmf
TEG electromagnetic torque of the machine
TEXC electromagnetic torque of the exciter

For each mass:


Angle mechanical angle of the mass
Speed deviation in mass speed from synchronous speed [rad/s]
Torque mechanical torque on the mass [1e6*Nm]
TACS output:
#TACS out 0-5 optional TACS outputs of internal machine parameters.
Click on the appearing node(s) to set the type of output.

Node : BUS 3-phase stator output terminal.


POWER Multi-phase node dependent on the number of masses. Mass 1 = phase A.
Connect single phase connections with phase number corresponding to the mass to TACS.
If phase not connected the mass is assume uncontrolled.
Specify TACS initial condition =1 is control is added.
EXFD Control node (TACS, MODELS) for field voltage in pu.
If not connected the field voltage is assume uncontrolled. 78
Specify TACS initial condition =1 is control is added.
EXOUT1-5 Additional output nodes for transfer of inrternal machine variables to TACS
Specify the number of TACS nodes under Output.
RuleBook : Section VIII - Three phase synchronous machine
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Os transformadores T1 , T2 e T3 foram modelados com o componente Hybrid


Transformer. Ao clicar duas vezes sobre o ícone do componente é aberta a
janela de parametrização.

TRANSFORMADOR

79

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do transformador 𝐓𝟏 (cálculo da reatância e resistência):

➢ A impedância na base do transformador é dada por: 𝑍𝑇1 = 0,1 pu e a relação


(X/R) = 28 (página 372).

➢ A resistência R e a reatância X são dadas pelas seguintes equações, abordadas em [2]:

𝑍 0,1
𝑅= = = 0,003569 𝑝𝑢
𝑋 2 1+ 282
1+ 𝑅

𝑋
𝑋= × 𝑅 = 28 × 0,003569 = 0,09994 𝑝𝑢
𝑅

80

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do transformador 𝐓𝟏 :

Estrutura:
Conexões:
Nº de fases
Tensões nominais de primário e secundário
Nº de enrolamentos
Potência Nominal em MVA
Tipo de núcleo
Tipo de conexão
Frequência
Defasagem angular
Nome dos Nós
Dados de:
Indutância
Resistência
Capacitância
Listagem de valores típicos de
Núcleo
acordo com a potência e a tensão
nominal.
Resitência do trafo em %

Tutorial de parametrização
do componente
81

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Janela de parametrização do transformador 𝐓𝟏 :

Reatância do trafo em % Quando não se tem o valor das


Potência(MVA) perdas, é considerado o mesmo
Perdas(kW) valor da reatância de sequência
positiva em %

82

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização do transformador 𝐓𝟏 − Observações:

➢ Para uma defasagem de 30º no transformador T2 é preciso definir Phase shifts como
sendo 330º devido à inversão de ∆ − Y para Y − ∆.

➢ Como não foram informados os dados de capacitância e do núcleo, não é necessária a


parametrização dessa parte.

➢ Os dados de: reatância, resistência, capacitância e núcleo podem ser parametrizados


de três formas diferentes:

▪ Design param.: o usuário define alguns parâmetros estruturais do transformador e


o ATP calcula o valor do dado em questão;

▪ Test report: o usuário informa diretamente qual o valor do dado em questão;

▪ Typical values: o ATP faz algumas estimativas com base em tabelas de livros
didáticos usando a tensão e a potência nominais.
83

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ As linhas de transmissão foram modeladas com o componente LINE3.

LINHA

84

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização da Linha de Transmissão LT1:

➢ Esse componente permite, além de definir os parâmetros da linha, ajusta


qualquer tipo de falta numa certa porcentagem da linha de transmissão. Na aba
“Fault” é possível definir o tipo de falta, a duração e a resistência de falta.

Parâmetros da linha: Terminais de E/S


Resistência de seq. positiva
Indutância de seq. positiva
Capacitância de seq. positiva
Resistência de seq. zero
Indutância de seq. zero
Capacitância de seq. zero

Tipo de falta, Resistência


de falta, Posição onde
85
ocorreu a falta(em % da
LT), tempo de início e de
término da falta
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização da Linha de Transmissão LT1:

➢ Na aba “Line” são definidos outros parâmetros, listados abaixo.

Comprimento da linha;
tipo (linha ou cabo);
modelo da linha(modelo PI
equivalente – parâmetros
concentrados ou modelo
Bergeron - parâmetros
distribuidos); nível de 86
tensão; externar saídas

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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Parametrização da Linha de Transmissão LT1 – Observações:

➢ Note que a resistência de falta considerada foi de 0,01 ohms, valor que não
interferiu muito no resultado esperado. É aconselhável, sempre, fixar um valor
maior que zero no campo a ser preenchido por este parâmetro.

➢ Como não foi informado os valores de capacitância, adotou-se uma


capacitância padrão de 0,03 uF para a sequência positiva e sequência zero.

87

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Medidores de Tensão e de Corrente:

Os medidores externam os sinais de tensão e corrente(monofásicas ou


trifásicas) para a plotagem após a compilação

88

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Medidores de Tensão e de Corrente:

➢ Além da visualização gráfica, é possível visualizar o valor instantâneo de


corrente no formato 𝐼𝑝𝑖𝑐𝑜 ∠𝜃𝐼 a partir do medidor de corrente, como é
mostrado abaixo(serve também para o medidor de tensão).
Frequência e Tempo de
Escala captura da corrente (s)

89
Mostrar na tela de simulação(corrente ou potência); tamanho da fonte; precisão;
Formato; escolha desejada(IA , IB , IC , I0 , I1 , I2 )
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Configurações de simulação:

90

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.3. Problemática de Exemplo

➢ Ao modelar o restante do sistema analogamente aos componentes mostrados


anteriormente, tem-se a configuração final, ilustrada abaixo. Foi inserido um
curto-circuito monofásico-terra(fase A) a 70% da LT1 e ocorrendo em 0,01
segundos.

91

➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.4. Simulações

➢ Corrente de curto-circuito monofásico-terra na LT1( barra B ao ponto de


falta)

FASE A 92
FASE B
FASE C
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5.4. Simulações

➢ Tensão de curto-circuito monofásico-terra (na barra B)

FASE A 93
FASE B
FASE C
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5.4. Simulações

➢ Fasores de correntes e de tensões correspondentes às figuras anteriores:

Correntes da barra B à falta[A rms] em 0,05 s

Tensões da barra B [pu] em 0,1 s

94

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5.4. Simulações

➢ Ao comparar os resultados de corrente na barra B ao ponto de falta com os


valores calculados no capítulo 4, observou-se uma certa proximidade. Note
que nos cálculos de capítulo 4 foram considerados somente as reatâncias dos
equipamentos, já no ATPDraw o sistema foi atualizado com valores de
resistências e dados de placa inseridos.

Corrente B_F Resultados do ATP em Resultados calculados


0,05 s no capítulo 4
Fase A 361,47∠7,43° 377,01∠0°
Fase B 65,08∠2,21° 72,16∠0,272°
Fase C 63,59∠16,74° 72,16∠ − 0,272°

95

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5.4. Simulações

➢ Como era de se esperar, a corrente na fase em falta se eleva(sobrecorrente)


e a tensão diminui(subtensão).

➢ Note que no momento do curto-circuito há o surgimento de transitórios de


alta frequência na tensão devido aos efeitos capacitivos das linhas.

➢ Um aprimoramento nesse estudo de curto-circuito seria inserir cargas e


rodar o fluxo de potência afim de determinar as verdadeiras condições de
regime antes da falta.

➢ As correntes medidas por todo o sistema possuíram valores próximos as


resultados teóricos no capítulo 4.

➢ A seguir serão ilustradas as tensões e correntes medidas para os demais tipos


de falta.

96

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5.4. Simulações

➢ Corrente de curto-circuito trifásico na LT1( barra B ao ponto de falta)

FASE A 97
FASE B
FASE C
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.4. Simulações

➢ Tensão de curto-circuito trifásico( barra B)

FASE A 98
FASE B
FASE C
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5.4. Simulações

➢ Corrente de curto-circuito bifásico na LT1( barra B ao ponto de falta)

FASE A 99
FASE B
FASE C
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.4. Simulações

➢ Tensão de curto-circuito bifásico (barra B)

FASE A 10
FASE B 0
FASE C
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.4. Simulações

➢ Corrente de curto-circuito bifásico-terra na LT1( barra B ao ponto de falta)

FASE A 10
FASE B 1
FASE C
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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5.4. Simulações

➢ Tensão de curto-circuito bifásico-terra (barra B)

FASE A 10
FASE B 2
FASE C
➢ As figuras e textos desta apostila são com base nos seguintes livros: Proteção e seletividade em sistemas industriais do prof. Cláudio Mardegan, Proteção de Sistemas Elétricos vol1,vol2, vol3, Curto-circuito do prof. Geraldo Kindermann, Mesh Engenharia, prof. Dirceu José
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X. Referências

➢ [1] KINDERMANN, Geraldo. CURTO-CIRCUITO. Edição do Autor -


Florianópolis - SC, 2010, 5ª Edição.
➢ [2] MARDEGAN, Cláudio. PROTEÇÃO E SELETIVIDADE EM
SISTEMAS ELÉTRICOS INDUSTRIAIS. São Paulo, 2019, 1ª Edição.
➢ [3] MIGUEL, Pablo. INTRODUÇÃO À SIMULAÇÃO DE RELÉS DE
PROTEÇÃO USANDO A LINGUAGEM “MODELS”NO ATP. Editora
CIÊNCIA MODERNA. Rio de Janeiro. 2011
➢ [4] KINDERMANN, Geraldo. PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRIOS
DE POTÊNCIA. VOL 1. Editoração GERALDO KINDERMANN.
Florianópolis. 2012
➢ [6] KINDERMANN, Geraldo. PROTEÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS
DE POTÊNCIA -VOL 2. Edição do Autor- Florianópolis - SC, 2008.
➢ [7] MESH, Engenharia

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