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EFICIÊNCIA DE FUNGOS ENTOMOPATOGÊNCIOS

NO CONTROLE DE Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadelidae)

Nadiel Augusto Kist1, Felipe de Souza Prates2, Rafaela da Silva Muraro 3, Camila Estefani
Piccin Masiero4, Eduardo Engel5, Mauricio Paulo Batistella Pasini6

O controle biológico de insetos-pragas é uma estratégia de controle que constitui o Manejo


Integrado de Pragas (MIP). Este método pode ser realizado por organismos do ambiente ou
pela aplicação de inimigos naturais no sistema produtivo, visando a regulação populacional dos
insetos causadores de danos econômicos às culturas agrícolas. Neste aspecto, dentre os
microrganismos entomopatogênicos encontram-se vírus, fungos e bactérias, sendo que os
fungos exercem notória importância no controle dos insetos-pragas, haja vista o amplo
espectro de ação e capacidade de colonizar as espécies hospedeiras nas diferentes fases de
desenvolvimento biológico. Estes organismos devem ser aplicados diretamente sobre o alvo
desejado, podendo penetrar no inseto por diversas vias (comumente pela cutícula) e iniciando
o processo de colonização e multiplicação, levando-o à morte em função da destruição de
tecidos e liberação de toxinas pelos fungos, causando consequentemente sintomas de redução
alimentar, lentidão e/ou inchamento das estruturas. Após este processo, ocorre a emergência
de estruturas do fungo sobre o inseto, disseminando esporos que se em contato com outros
insetos, inicia-se novamente o ciclo (epizootia). Neste sentido, uma das principais pragas da
cultura do milho, a cigarrinha do milho (Dalbulus maidis), encontra-se entre os hospedeiros
das principais espécies de fungos utilizados comercialmente no controle de pragas, a Beuvaeria
bassiana, Isaria fumosorosea e Metarhizium anisopliae. Na cultura do milho, a cigarrinha
deve ser controlada em função dos danos diretos ocasionados pela sucção de seiva da planta e
principalmente em função do dano indireto ocasionado pela transmissão de vírus e molicutes
(bactérias com ausência de parede celular), causadores de danos severos como o enfezamento.
Para um controle efetivo do inseto-praga, é preferencial optar pela aplicação de inseticidas
específicos, biológicos e rotação de culturas em associação, tornando o a utilização de
controladores biológicos uma ferramenta complementar ao manejo do insetos-pragas. Frente a
isso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência dos fungos entomopatogênicos no
controle de D. maidis. O trabalho foi realizado na Área Experimental da Universidade de Cruz
Alta, no milho de 2ª safra de 2020, no início de desenvolvimento da cultura. As parcelas foram
de 10x10 m com 10 repetições. Os tratamentos foram compostos por produtos à base de
Beuveria bassiana (CEPA ESALQ PL63), Isaria fumosorosea (CEPA ESALQ 1296) e
Metarhizium anisopliae (CEPA ESALQ E9) nas doses do produto comercial de 300, 500 e
1000 ml. A avaliação foi realizada em 6 dias após aplicação pelo método destrutivo das
plantas, onde posteriormente os resultados foram submetidos ao teste de eficiência de Abbott.
Com os resultados obtidos, verificou-se que em função da baixa umidade relativa do ar do
período em questão, houve ineficiência no controle de cigarrinhas decorrente da rápida
inviabilização dos microrganismos após aplicados. Este resultado evidencia a importância da
aplicação de defensivos biológicos em condições condizentes com as características
bioecológicas de cada microrganismo.
Palavras-chave: Manejo Biológico. Fitossanidade. Viabilidade.

1 Discente do curso de Agronomia, da Universidade de Cruz Alta - Unicruz, Cruz Alta, Brasil. E-mail: nadiel.kist@gmail.com
2 Discente do curso de Agronomia, da Universidade de Cruz Alta - Unicruz, Cruz Alta, Brasil. E-mail: felipepprates@gmail.com
3 Engenheira Agrônoma, Biotrigo Genética, Brasil. E-mail: raffa-muraro@hotmail.com
4 Discente do curso de Agronomia, da Universidade de Cruz Alta - Unicruz, Cruz Alta, Brasil. E-mail: camilamasiero0@gmail.com
5 Mestrando em Entomologia, ESALQ – USP, Piracicaba, SP, Brasil. E-mail: eduardo.engel@usp.br
6 Eng. Agr. Docente da Universidade de Cruz Alta - Unicruz, Cruz Alta, Brasil. E-mail: mpasini@unicruz.edu.br
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