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I.

Resumo
1. O que é resumir um texto?
- Resumir é condensar o essencial de um texto, reduzindo-o a cerca de um quarto (25%) da sua
extensão tendo o cuidado de não amputar nenhuma ideia fundamental.

2. Quais as vantagens de resumo?


- Melhora a compreensão do texto;
- Aumenta o poder de concentração;
- Desenvolve:
- o espírito critico;
- a capacidade de síntese;
- o domínio de expressão oral e escrita.

3. Indica as características do resumo


- Brevidade – redução da extensão do texto a ¼ do original;
- Clareza - Contém, somente, as ideias principais;
- Rigor - Respeita a ideia do autor;
- Coerência -reproduz na sequência lógica do texto original;
- Linguagem pessoal - é regida por palavras próprias.

4. Importante evitar no resumo


i. Transcrição integral do texto original;
ii. Má escolha das ideias principais;
iii. Comentários com julgamentos do leitor;
iv. Confundir as causas e as consequências;
v. Aglomerado de frases sem a relação lógico do texto original.

5. Regras de elaboração do resumo (Supressão, Generalização, construção e integração)

6. Resumir o texto "A contradição nas relações Homem-Natureza"


Itens de avaliação:
i. O texto é breve e claro?
ii. Tem todas as ideias essências do texto?
iii. Resumido em palavras próprias?
iv. Apresenta correcção frásica?

II. Fichas de trabalho


1. Ficha técnica - elementos constantes no verso da página do rosto da obra, contendo
informações diversas, tais como: o número de exemplares, a oficina gráfica, o autor, a
editora, o número de edição, ano da publicação, cidade, etc.
2. Ficha bibliográfica – conjunto de elementos que permitem a identificação de
uma publicação como um todo ou em partes, capítulos, secções, etc., ordenados segundo
determinadas normas.
Os elementos permitem identificar um livro ou uma publicação encontram-se na capa,
na folha de rosto, n as “orelhas”, na ficha técnica do livro.
Elementos da ficha bibliográfica de um livro:
⇒ Título + subtítulo da obra;

⇒ n° de edição;

⇒ nome e apelido do autor;

⇒ data de edição (ano);

⇒ local de edição (cidade);

⇒ editor;

⇒ volume;

⇒ colecção.
Exemplo de ficha bibliográfica:
NOA, Francisco. Escrita infinita. Maputo. Imprensa Universitária da UEM. 1998.
GONÇALVES, Perpétua & DINIZ, Maria .João. Português no Ensino Básico:
Estratégias e exercícios. Maputo. INDE. 2004.
SEQUEIRA, Fátima. " A importância dos materiais curriculares em contextos de ensino-
aprendizagem do Português". In: DUARTE, Inês. & LEIRIA, Isabel. Congresso
internacional sobre o Português. Actas. Lisboa. APL e Colibri. V.II, 1996, pp59-76.

Ficha bibliográfica é o conjunto de elementos devidamente ordenados, que permitem


a identificação da publicação no todo ou em parte.
Não se deve confundir Ficha bibliográfica com referências bibliográficas nem com Bibliografia
porque:
3. Referências bibliográficas são citadas em lista própria incluindo nelas fontes
efectivamente utilizada na elaboração do trabalho. Enquanto Bibliografia é uma lista de
documentos que, embora não citados ao longo do texto, foram consultados e dão uma
informação.

4. Ficha de leitura
Fichamento - é o registo (feito em fichas ou caderno) que indica todas as referências sobre a
obra, como o nome do(s) autor(es), título e subtítulo, edição, editora, ano de publicação e
outros dados, e também anotações de interesse para o trabalho, como resumos, sínteses das
ideias e citações literárias relevantes. É um instrumento importante, pois é resultado da
leitura realizada, do entendimento da obra (ou parte dela) e é o registo do que vai ser
utilizado na redacção final do trabalho.
Os elementos acima indicados organizam-se como vem indicado no quadro que se segue:

Referências a)
Tema:

Pg. Notas/Resumo observações

III. Texto Expositivo-Explicativo

A. Parte teórica
1. Natureza
Texto configurado pela relação entre o Sujeito/Emissor cuja intenção comunicativa é de
transmitir conhecimento (informar) e a de clarificar e explicar com o objectivo de tornar
explícitos processos, relações (explicar).
1.1. Contexto de produção de texto Expositivo-Explicativo
Imaginemos que haja um problema da ordem do saber.
Perante esta situação, alguém ou um grupo de indivíduos investiga ou resolve o problema e
decide comunicar aos outros a solução encontrada com o objectivo de modificar (aumentando,
corrigindo, clarificando) a percepção que os outros têm do real. Isto é, farão saber e farão
compreender algo antes mal entendido ou não suficientemente compreendido.
Por isso, se afirma que o texto Expositivo-Explicativo questiona o mundo sob duas perspectivas:
A investigação de uma evidência (que procura o como e por quê da evidência) ou a existência de
um paradoxo (que procura conhecer/saber e fazer compreender/explicar o paradoxo).
P.Ex.: Textos de divulgação científica, pedagógicos, didáctico-científicos.

2. Organização textual
Geralmente o Expositivo-Explicativo a seguinte organização retórica:
i. Momento de questionar (introdução)
Delimitação do texto, faz-se referência aos antecedentes e se apresenta o estado da questão
(designação, denominação, definição ou composição dos termos ou elementos);
ii. Momento de resolução (desenvolvimento – corpo do texto)
Apresentação dos dados de forma sistemática e interligada cujo articulado é caracterizado pelo
raciocínio lógico (demonstração com enunciados que encerram resultados, a descrição e
caracterização, as transformações e os processos verificados)
iii. Momento de conclusão (conclusão)
Apelo, persuasão ou recomendação a ser observada pelos interessados modificando a sua atitude
inicial.
3. Organização discursiva
Os segmentos que se seguem alternam-se na formação do texto Expositivo-Explicativo.
i. Segmentos expositivos
Sucessão de informações que tem por fim fazer saber, fazer conhecer.
ii. Segmentos explicativos
Segmentos que visam fazer compreender o por quê, e o como de um processo, uma relação.
iii. Segmentos metadiscursivos
Usados para marcar uma articulação no discurso quando se pretende:
 Anunciar o que vai ser dito (em seguida, iremos analisar…);

 Resumir o que se disse (como acabámos de referir…);

 Antecipar o que vai ser dito (Aparelhagem de títulos, subtítulos, numerações, etc.);

 Focalizar o que é dito (mudanças tipográficas, sublinhados, negrito, etc.).


4. Características linguísticas
Lembre-se que a finalidade deste tipo de texto, além de fazer saber, é fazer compreender. Por
isso, compõe-se essencialmente de três categorias de enunciados:
i. Enunciados expositivos
 Sem marcas gramaticais na 1ª pessoa;

 Presente e pretérito perfeito;

 Com recurso a passiva.


ii. Enunciados explicativos
 Recurso a construções de detalhe;

 Uso de comparações e reformulações parafrásticas;

 Uso de asserções afirmativas ou negativas

 Uso do condicional (quando o Enunciador pretende refutar hipóteses do Enuciatário);


iii. Enunciados balizas
Permitem ao enunciador comentar o desenrolar dos acontecimentos através do uso de:
 Pronomes (nos…, se…);

 Fórmulas do Imperativo (observemos…! Analisemos…!);

 Verbos no futuro (começaremos por…);

 Deícticos temporais (primeiro…, segundo…, agora…, finalmente…);

 Redundâncias para:
- Recordar o dito (depois de termos… );
- Anunciar o que se vai desenvolver (Propomo-nos …)
iv. Substituições nominais
Que é a escolha mais adequada de termos (escolher entre: casa, palhota, aposentos, residência,
lar, apartamento, mansão, tenda, …);

v. Nominalizações
Transposição de uma palavra ou classe de palavras para a classe de nome – permite condensar
informação que vai ser tema central do discurso. (real-realidade; fingir-fingimento; ler-leitura;
claro-claridade; belo-beleza; criar-criação);
vi. Orações relativas (que funcionam como);
 Expansão de Nome: O rapaz que vi ontem, está doente; Este é o jornal que fala sobre a
eminência da guerra entre os EUA e a Coreia do Norte.

 Meio de apresentar informação nova: O meu pai, que vive em Catuane, chegou hoje para
nos visitar; Filipe Nyusi, que preside a Frelimo e o Estado moçambicano, fala muito da
paz e reconciliação nacional;
vii. Reformulações parafrásticas
Servem para aclarar o discurso (usa: ou seja, isto é, por outras palavras…)
viii. Conectores
Estabelecem as conexões entre as diversas partes do texto através de:
 Laços de adição (também…, igualmente …);

 Laços de oposição (mas…, ao contrário…);

 Laços de consecução ou de casualidade (porque…, visto que…, dado…)


xi. Titulagem
O texto Expositivo-Explicativo apresenta também títulos, subtítulos, variações tipográficas,
quadros, gráficos desenhos, etc. …

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B. Parte Prática
Agora, vai ler o texto que se segue duas ou três vezes para lhe compreender o sentido.
Engenharia, o que é?
A engenharia é a ciência (definição) e a profissão de adquirir e de aplicar os conhecimentos
matemáticos, técnicos e científicos na criação, aperfeiçoamento e implementação de utilidades,
tais como materiais, estruturas, máquinas, aparelhos, sistemas ou processos, que realizem uma
determinada função ou objectivo.
Nos processos de criação, aperfeiçoamento e implementação, a engenharia conjuga os vários
conhecimentos especializados no sentido de viabilizar as utilidades, tendo em conta a sociedade,
a técnica, a economia e o meio ambiente.
A engenharia é uma ciência bastante abrangente que engloba uma série de ramos mais
especializados, cada qual com uma ênfase mais específica em determinados campos de aplicação
e em determinados tipos de tecnologia.

História
O conceito de engenharia existe desde a antiguidade, a partir do momento em que o ser humano
desenvolveu invenções fundamentais como a polia, a alavanca e a roda. Cada uma destas
invenções é consistente com a moderna definição de engenharia, explorando princípios básicos
da mecânica para desenvolver ferramentas e objectos utilitários.
O termo "engenharia" em si tem uma etimologia muito mais recente, derivando da palavra
"engenheiro", que apareceu na língua portuguesa no início do século XVI e que se referia a
alguém que construía ou operava um engenho. Naquela época, o termo "engenho" referia-se
apenas a uma máquina de guerra como uma catapulta ou uma torre de assalto. A palavra
"engenho", em si, tem uma origem ainda mais antiga, vindo do latim "ingenium" que significa
"génio" ou seja uma qualidade natural, especialmente mental, portanto uma invenção inteligente.
O Farol de Alexandria, as Pirâmides do Egipto, os Jardins Suspensos da Babilónia, a Acrópole
de Atenas, o Parténon, os antigos aquedutos romanos, a Via Ápia, o Coliseu de Roma,
Teotihuacán e as cidades e pirâmides dos antigos Maias, Incas e Astecas, a Grande Muralha da
China, entre muitas outras obras, mantêm-se como um testamento do engenho e habilidade dos
antigos engenheiros militares e civis.

O primeiro engenheiro civil conhecido pelo nome foi Imhotep. Como um dos funcionários do
faraó Djoser, Imhotep provavelmente projectou e supervisionou a construção da Pirâmide de
Djoser, uma pirâmide de degraus em Saqqara, por volta de 2630 a.C.-2611 a.C.. Ele poderá
também ter sido o responsável pelo primeiro uso da coluna na arquitectura.

Os antigos gregos desenvolveram máquinas tanto no domínio civil como no militar. A Máquina
de Antikythera (o primeiro computador mecânico conhecido) e as invenções mecânicas de
Arquimedes são exemplos da primitiva engenharia mecânica. Estas invenções requereram um
conhecimento sofisticado de engrenagens diferenciais e planetárias, dois princípios-chave na
teoria das máquinas que ajudou a projectar as embraiagens empregues na Revolução Industrial e
que ainda são amplamente utilizadas na actualidade, em diversos campos como a robótica e a
engenharia automóvel.

Os exércitos chineses, gregos e romanos empregaram máquinas e invenções complexas como a


artilharia que foi desenvolvida pelos gregos por volta do século IV a.C.. Estes desenvolveram a
trirreme, a balista e a catapulta. Na Idade Média, foi desenvolvido o trabuco.
Com a ascensão da engenharia como profissão, durante o século XVIII, o termo tornou-se mais
estritamente empregue para designar as actividades para cujos fins eram aplicadas a matemática
e a ciência. Além disso, além das engenharias militar e civil, também foram incorporadas na
engenharia o que antes eram conhecidas como "artes mecânicas".

Era moderna
A engenharia eléctrica pode traçar as suas origens às experiências de Alexandre Volta em 1800,
às experiências de Michael Faraday, Georg Ohm e outros, bem como à invenção do motor
eléctrico em 1872. O trabalho de James Maxwell e de Heinrich Hertz no final do século XIX
deram origem à electrónica.

As invenções de Thomas Savery e de James Watt deram origem à moderna engenharia


mecânica. O desenvolvimento de máquinas especializadas e de ferramentas para a sua
manutenção durante a Revolução Industrial levaram ao crescimento acentuado da engenharia
mecânica.
A engenharia química - tal como a engenharia mecânica - desenvolveu-se no século XIX,
durante a Revolução Industrial. A produção à escala industrial precisava de novos materiais e de
novos processos. Por volta de 1880, a necessidade da produção em larga escala de químicos era
tanta que foi criada uma nova indústria, dedicada ao desenvolvimento e fabricação em massa de
produtos químicos em novas fábricas. A função do engenheiro químico era a de projectar essas
novas fábricas e processos.

Métodos
Tradicionalmente, a engenharia lidava apenas com objectos concretos e palpáveis.
Modernamente, porém, esse cenário mudou. A engenharia lida agora também com entidades
não-palpáveis, tais como custos, aplicações informáticas e sistemas.

Na engenharia, os conhecimentos científicos, técnicos e empíricos são aplicados para exploração


dos recursos naturais e para a concepção, construção e operação de utilidades.

Resolução de problemas
Em seguida iremos ver que estratégia é usada para a complementaridade da acção do engenheiro.
Os engenheiros aplicam as ciências físicas e matemáticas na busca de soluções adequadas para
problemas ou no aperfeiçoamento de soluções já existentes. Mais do que nunca, aos engenheiros
é agora exigido o conhecimento das ciências relevantes para os seus projectos, o que resulta que
eles tenham que realizar uma constante aprendizagem de novas matérias ao longo de todas as
suas carreiras.
Se existirem opções múltiplas, os engenheiros pesam as diferentes escolhas de projecto com base
nos seus méritos e escolhem a solução que melhor corresponda aos requisitos. A tarefa única e
crucial do engenheiro é identificar, compreender e interpretar os constrangimentos de um
projecto, de modo a produzir o resultado esperado. Normalmente, não basta construir um produto
tecnicamente bem sucedido, sendo também necessário que ele responda a outros requisitos
adicionais.
Os constrangimentos podem incluir as limitações em termos físicos, criativos, técnicos ou de
recursos disponíveis, a flexibilidade para permitir modificações e adições futuras, além de
factores como os custos, a segurança, a atractividade comercial, a funcionalidade e a
suportabilidade. Através da compreensão dos constrangimentos, os engenheiros obtêm as
especificações para os limites dentro dos quais um objecto ou sistema viável pode ser produzido
e operado.
Tipicamente, os engenheiros irão tentar prever o quão bem os seus projectos se irão comportar
em relação às suas especificações, antes de ser iniciada a produção em larga escala. Para isso,
irão empregar, entre outros: protótipos, maquetes, simulações, testes destrutivos, testes não
destrutivos e testes de esforços. Testar assegura que o produto irá comportar-se de acordo com o
esperado.
Como profissionais, os engenheiros levam a sério a sua responsabilidade em produzir projectos
que se comportem conforme o esperado e que não causem males não intencionados ao grande
público. Tipicamente, os engenheiros incluem uma margem de segurança nos seus projectos para
reduzir o risco de falha inesperada. Contudo, quanto maior a sua margem de segurança, menos
eficiente se poderá tornar o projecto.
A engenharia também se ocupa do estado dos produtos falhados. A sua aplicação é muito
importante a seguir a desastres como o colapso de pontes ou a queda de aviões, onde uma análise
cuidadosa é necessária para descobrir as causas das falhas ocorridas. Este estudo poderá ajudar o
projectista a avaliar o seu projecto com base em condições reais ocorridas no passado com
projectos semelhantes.
O uso do computador
Tal como nas restantes actividades científicas e tecnológicas, os computadores e os programas
informáticos desempenham um papel cada vez mais importante na engenharia. Existem inúmeras
aplicações assistidas por computador específicas para a engenharia. Os computadores podem ser
usados para gerarem modelos de processos físicos fundamentais, que podem ser resolvidos
através de métodos numéricos.

Umas das ferramentas mais utilizadas pelos engenheiros são as aplicações de desenho assistido
por computador (CAD), que lhes permitem criar desenhos e esquemas em 2D e modelos em 3D.
As aplicações CAD, juntamente com as aplicações de maquete digital (DMU) e de engenharia
assistida por computador (CAE) - incluindo as de análise de elementos finitos e de elementos
analíticos - permitem criar modelos de projectos que podem ser analisados sem a necessidade da
construção de protótipos dispendiosos em termos de custo e de tempo.

Estas aplicações permitem que os produtos e componentes sejam verificados para detecção de
falhas, avaliados em termos de montagem e ajustamento e estudados em termos de ergonomia.
Também permitem a análise das características dinâmicas dos sistemas como as tensões,
temperaturas, emissões electromagnéticas, correntes eléctricas, voltagens, vazão e cinemática. O
acesso e a distribuição de toda esta informação são geralmente organizados através do uso de
aplicações de gestão de dados do produto (PDM).

Existem também uma série de ferramentas para suporte de tarefas específicas de engenharia,
como as aplicações de fabricação assistida por computador (CAM) que geram instruções para as
máquinas de controlo numérico computorizado (CNC), as de gestão de processos de fabrico
(MPM) para a engenharia de produção, as de desenho de electrónica assistido por computador
(ECAD ou EDA) para desenho de esquemas de circuitos eléctricos e de circuitos impressos para
a engenharia electrónica, as de manutenção, reparação e operações para a gestão da manutenção
e as de arquitectura, engenharia e construção (AEC) para a engenharia civil.

Recentemente, o uso do computador no auxílio ao desenvolvimento de utilidades passou a ser


colectivamente conhecido como gestão do ciclo de vida do produto.

Do acima explicado, acreditamos que fica claro o que é engenharia, qual foi o seu percurso desde
os primordios até aos dias de hoje. E, não há mais razões para se confundir engenharia com
construção civil.

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Lido o texto, verifique a demonstração da aplicação da teória acima abordada


A. Organização textual

1. Momento de questionamento
"A engenharia é a ciência (definição) e a profissão (...) em determinados campos de aplicação e
em determinados tipos de tecnologia."
2. Momento de resolução
"O conceito de engenharia existe desde a antiguidade (...) as de arquitectura, engenharia e
construção (AEC) para a engenharia civil."

3. Momento de conclusão
“Do acima explicado, acreditamos que (...) confundir engenharia com construção civil”.

B. Características linguísticas:
1. Enunciados expositivos
I. Uso do presente
- "A engenharia é a ciência…"
- …"a engenharia conjuga os vários conhecimentos especializados"
- "A engenharia … engloba"
- "O conceito de engenharia existe desde a antiguidade"
ii. Uso do Pretérito perfeito
- "a partir do momento em que o ser humano desenvolveu invenções fundamentais"
- "… que apareceu na língua portuguesa no início do século XVI "
- "O primeiro engenheiro civil conhecido pelo nome foi Imhotep"
- "Os antigos gregos desenvolveram máquinas tanto no domínio civil como no militar"
- "Os exércitos chineses, gregos e romanos empregaram máquinas e invenções complexas como
a artilharia"
iii. Recurso a passiva
- "…foi desenvolvido o trabuco."
- "…passou a ser colectivamente conhecido"
- "…podem ser analisados…"
- "ainda são amplamente utilizadas"
- …"foi criada uma nova indústria."

2. Enunciados explicativos
i. Reformulações parafrasticas
- "A palavra "engenho", em si, tem uma origem ainda mais antiga, vindo do latim "ingenium"
que significa "génio" ou seja uma qualidade natural" (- "…implementação de utilidades, tais
como materiais, estruturas, máquinas, aparelhos, sistemas ou processos, que realizem uma
determinada função ou objectivo" (e construção de detalhe)
- Desde "O Farol de Alexandria", … ate "dos antigos engenheiros militares e civis"
(reformulações parafrasticas)
- " A Máquina de Antikythera [isto é] (o primeiro computador mecânico conhecido) "

3. Enunciados baliza - Anúncio do que vai ser dito


- "Em seguida, iremos ver que estratégia é usada para a complementaridade da acção do
engenheiro "

Usa-se ainda:
i. titulagem:
- Engenharia, o que é?
- História
- Era moderna
- Resolução de problemas
- O uso do computador
ii. Orações relativas, aqui apresentadas em bold/negrito:
- "A engenharia é uma ciência … que engloba uma série de ramos…"
- "…como materiais, estruturas, máquinas, aparelhos, sistemas ou processos, que realizem uma
determinada função ou objectivo "
- "…permitem criar modelos de projectos que podem ser analisados sem a necessidade da
construção de protótipos "
- "…de fabricação assistida por computador (CAM) que geram instruções para as máquinas
de controlo numérico computorizado"

Docente: Mateus Houane

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