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Componente

Curricular Módulo II
Química Tecnológica Combustão e Combustíveis

Química Orgânica Para


Ciência e Tecnologia

Edição 2011.1
Autores
Dayanne Chianca de Moura
Jeanne Freire de Medeiros
Kytéria Sabina Lopes de Figueredo
Luis Ferreira de Lima
Maryelzy Felipe David de Oliveira Aula
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Apresentação
Atualmente, a química orgânica é definida como a química dos
compostos do carbono. O carbono apresenta uma habilidade única de
formar ligações covalentes estáveis com ele mesmo e com outros
elementos em infinitas variações. Para facilitar o estudo da química
orgânica, os seus milhões de compostos são divididos em funções
orgânicas que estudamos na aula anterior. Vimos as características
estruturais dos grupos e o comportamento químico. Nesta aula
estudaremos as regras que determinam a nomenclatura desses
compostos, e, por fim, as propriedades físicas.

Hidrocarbonetos:
ALCANOS: Sua nomenclatura é dada utilizando o intermediário AN e o
sufixo O, ou seja, os nomes dos alcanos possuem prefixo de numeração
e ANO no final.

1 Carbono 2 Carbonos 3 Carbonos 4 Carbonos


+ AN + O + AN + O + AN + O + AN + O
Metano Etano Propano Butano

As fórmulas moleculares de todos os alcanos se encaixam na FÓRMULA


GERAL CnH2n+2, onde n é um número inteiro

ALCENOS: Em casos onde existem mais de uma possibilidade para a


posição da dupla ligação, é necessário indicar a sua posição, através de
uma numeração. O Carbono 1 é sempre o Carbono da extremidade mais
próxima da dupla ligação na cadeia, fazendo com que sejam usados os
menores números possíveis.

Ligação dupla no Carbono 1 Ligação dupla no Carbono


+ 5 Carbonos + EN + O 2 + 6 Carbonos + EN + O
1-Penteno 2-Hexeno

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DIENOS: Sua nomenclatura é igual ao dos Alcenos, porém utiliza antes
do intermediário EN o prefixo DI, para indicar duas ligações duplas. Em
sua numeração, deve-se numerar a cadeia de tal forma que as ligações
duplas tenham os menores números possíveis. Em Dienos com 3
Carbonos, fica óbvio que não é necessário numerar. Possuem fórmula
geral CnH2n-2.

Ligação dupla no Carbono 1 Ligação dupla no Carbono 1


+ Ligação dupla no Carbono + Ligação dupla no Carbono
2 + 4 Carbonos + DIEN + O 3 + 5 Carbonos + DIEN + O
But-1,2-dieno Pent-1,3-dieno

ALCINOS: Possuem nomenclatura igual a dos alcenos, porém o seu


intermediário é IN. Possuem fórmula geral CnH2n-2

Ligação tripla no
2 Carbonos +
Carbono 2 + 5
IN + O
Carbonos + IN + O
Etino
2-Pentino

Radicais Orgânicos:
São formados por cisão homolítica da ligação covalente.

A B Cisão B
A
homolítica
radicais

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GASOLINA ADULTERADA

Aproveitando-se do conhecimento de que qualquer


composto orgânico se dissolve em qualquer outro
composto orgânico, pessoas inescrupulosas
misturam à gasolina solventes orgânicos descartados de
outros processos industriais, o que lhes permite aumentar
os lucros de forma ilícita. Essas misturas não só alteram
o desempenho do motor, levando-o a consumir mais
combustível, como podem danificá-lo seriamente. Além
de danos materiais, a adulteração de combustíveis
acarreta danos ao meio ambiente, constituindo-se em
mais um fator do aumento da poluição atmosférica.
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Hidrocarbonetos Ramificados

Hidrocarbonetos Saturados: A cadeia principal é a seqüência que


possui o maior número de Carbonos. Em casos de duas cadeias
principais com o mesmo número de Carbonos, a cadeia principal é a
mais ramificada. O Carbono 1 é aquele que faz com que a estrutura
tenha os menores números para indicar a posição dos radicais. Quando
a estrutura tiver dois ou mais radicais iguais, colocamos apenas uma vez
o nome deste radical antecedido do prefixo di, tri, tetra, etc de acordo
com a sua quantidade e colocamos as suas respectivas posições

Exemplo: Radicais:
Metil (Carbonos 3 e 4)
Etil (Carbono 5)
Isopropil (Carbono 5)

Cadeia Principal:
Octano

5-etil-5-isopropil-3,4-dimetiloctano
(Note que neste caso a cadeia principal não foi uma
seqüência representada numa linha reta)

Hidrocarbonetos Insaturados: Nestes casos, a cadeia principal é


a maior seqüência que contiver a ligação dupla ou tripla e o Carbono 1
será o Carbono mais próximo da instauração.

Exemplo:
Radicais:
metil (Carbonos 4,5 e 5)
t-butil (Carbono 3)

Cadeia Principal:
hepteno
Ligação Dupla:
Carbono 2

3-t-butil-4,5,5-trimetilept-2-eno

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Hidrocarbonetos Cíclicos

Ciclos Saturados: Nos ciclos saturados contendo apenas um radical,


não é necessário numerar. Naqueles que tiverem mais de um radical, o
Carbono 1 é aquele que faz com que a estrutura tenha os menores
números possíveis. A numeração pode girar em sentido horário ou anti-
horário.

Exemplos:
Radicais:
metil (Carbono 2)
etil (Carbono 1)

Cadeia Principal:
Cicloexano

1-etil-2-metilcicloexano

Ciclos Insaturados: Nos Ciclos Insaturados Ramificados, a numeração


deve começar sempre por um dos Carbonos da insaturação, de modo que
ela fique entre os Carbonos 1 e 2. A numeração deve continuar ao longo do
anel, de forma a se obterem os menores números possíveis para os
radicais. No caso dos insaturados, não é necessário indicar a posição da
insaturação, mas deve-se indicar a posição dos radicais, mesmo quando o
Ciclo só tiver uma ramificação.

Exemplos:
Radicais:
metil (Carbonos 1 e 3)
etil (Carbono 6)

Ciclo:
cicloexeno

6-etil-1,3-dimetilcicloexeno

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Hidrocarbonetos Aromáticos Ramificados originados do
Benzeno: Para ramificados benzênicos temos regras de numeração
simples. Para apenas um radical, não é necessário indicar a posição. Para
radicais iguais, o Carbono 1 é aquele que faz com que a cadeia tenha os
menores números possíveis. Para radicais diferentes, o Carbono 1 é
aquele contiver o radical mais simples e a numeração deve seguir de
modo a se obterem os menores números possíveis para os outros
radicais. Quando o ramificado benzênico apresentar apenas dois radicais,
suas posições podem ser indicadas de outra maneira, utilizando-se
prefixos:

Posições dos
Prefixo
Radicais
orto- ou o- 1e2

meta- ou m- 1e3

para- ou p- 1e4

Exemplo:

Radicais:
metil (Carbono 3)
etil ( Carbono 1)

Ciclo:
Benzeno

1-etil-3-metilbenzeno ou
m-metil etil benzeno

Hidrocarbonetos Aromáticos Ramificados originados do


Naftaleno: Os aromáticos do Naftaleno possuem um sistema de
nomenclatura parecido com o do Benzeno, mas sua numeração é
característica. Os Carbonos são divididos em alfa e beta, de acordo
com sua posição. O Carbono 1 é sempre um dos Carbonos alfa e o
Carbono 2 deve ser um Carbono beta, para evitar erros de numeração.

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Para dar nome a um aromático com apenas um radical, basta indicar a
posição com sua respectiva letra grega. Com dois ou mais é recomendado
utilizar a numeração.
Exemplo: Radicais:
Metil (Carbono 1)
Etil (Carbono 3)

Ciclo:
Naftaleno

3-etil-1-metilnaftaleno

Álcool

Nomenclatura oficial dos alcoóis: É dada indicando a posição da


Hidroxila através de numeração (para alcoóis com mais de 2 Carbonos), o
prefixo de numeração indicando a quantidade de Carbonos presentes na
molécula e o sufixo OL, que indica a função álcool. Veja as regras em um
resumo:
• O Carbono 1 será sempre o que estiver mais próximo da Hidroxila.
• Quando a Hidroxila puder estar presente em mais de um Carbono, é
necessário indicar sua posição.
• Se o álcool for ramificado, a posição dos radicais deverá ser indicada
através de numeração.
• Quando o álcool tiver mais de uma Hidroxila, suas posições devem ser
indicadas utilizando sempre os menores número possíveis. Antes do
sufixo OL deverá ser indicada, através do prefixo di, tri, tetra, etc a
quantidade de Hidroxilas presentes no álcool.
Em alcoóis insaturados, a posição da insaturação virá antes do infixo e a
posição da Hidroxila virá antes do prefixo OL, separada por hífens.

Exemplo: Radical:
metil (Carbono 2)

Hidroxila no Carbono 2
+ 4 Carbonos

2-metilbutan-2-ol
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Nomenclatura usual dos alcoóis: A nomenclatura usual dos
álcoois, que é válida somente para álcoois saturados, é composta de
regras bem simples, mas para dominá-la é necessário saber bem a
nomenclatura de radicais. Veja como fazer:
• Antes do nome, colocar a palavra Álcool.
• Identificar o radical orgânico preso à Hidroxila, utilizando o prefixo de
numeração e o sufixo -ico.

Exemplos:
Radical Etil

Álcool etílico

Radical Terc-butil

Álcool t-butílico

Radical Benzil

Álcool benzílico

Nomenclatura de Kolbe dos alcoóis: A nomenclatura de Kolbe,


pouco utilizada atualmente, considera o Carbono ligado à Hidroxila como
um radical chamado Carbinol e tubo que estiver ligado a ele como outros
radicais. Veja as regras:
• Considerar o Carbono ligado à Hidroxila como um radical chamado
Carbinol.
• Considerar os outros Carbonos como radicais, dando os seus nomes e
colocando-os antes do nome Carbinol, em ordem crescente de
complexidade.
• Em caso de dois ou três radicais iguais, usa-se o prefixo Di ou Tri
respectivamente.

Exemplos:

2 Radicais Metil

dimetil carbinol

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Enol

Sua nomenclatura é igual a dos álcoois, porém a posição da Hidroxila deve


vir indicada entre o prefixo de numeração e o sufixo OL.

Exemplo: Radical Metil no Carbono 2 +


Ligação Dupla no Carbono 1 +
Hidroxila no Carbono 1 + 3
Carbonos

2-metilprop-1-en-1-ol

Fenol

Na sua nomenclatura, a Hidroxila é denominada Hidróxi e depois coloca-se


o nome do aromático. Caso ocorram ramificações, é necessário indicar
suas posições através das regras de nomenclatura de hidrocarbonetos
cíclicos ou utilizando o Carbono 1 como o Carbono da Hidroxila.

Exemplo:
Radicais:
Etil (Carbono 2)
Metil (Carbono 4)
Hidroxila:
Carbono 1
Ciclo:
Benzeno
2-etil-4-metil-1-hidróxibenzeno

Éteres
Nomenclatura oficial dos Éteres:
• O menor radical ligado ao Oxigênio é nomeado dando-se o prefixo de
numeração para radicais seguido do prefixo-óxi, que indica a presença do
Oxigênio.
• O maior radical recebe o nome normal de um hidrocarboneto.

Para nomear, utiliza-se sempre o nome da menor parte e depois o da


maior parte, separada ou não por hífens.

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Exemplo:

Menor Parte: Maior Parte:


2 Carbonos 3 Carbonos

etóxi-propano

Nomenclatura usual dos Éteres

•Antes do nome, coloca-se a palavra Éter, para indicar a função.


•Dá-se o nome do menor radical ligado ao Oxigênio, seguido do prefixo -
ílico.
•Dá-se o nome do maior radical ligado ao Oxigênio, seguido do prefixo -
ílico. Em caso de Éteres com duas partes iguais, apenas coloca-se o
nome do radical com o prefixo Di- (opcional), seguido do prefixo -ílico.
•O nome do menor radical vem primeiro, seguido do nome do maior
radical.
Exemplo:

Menor Parte: Maior Parte:


2 Carbonos 3 Carbonos

Éter Etílico e Propílico

Aldeídos

•O Carbono 1 será sempre o Carbono da Aldoxila. Em caso de duas


Aldoxilas, o Carbono 1 será a que der os menores números para as
ramificações e depois para as insaturações.
• O nome é dado utilizando o prefixo de numeração com o sufixo AL. Em
caso de duas Aldoxilas, usa-se o prefixo DIAL, sem necessidade de
informar posição, pois as mesmas sempre se encontram na extremidade
das cadeias.
• Caso o Aldeído seja ramificado, pode-se indicar as posições 2, 3 e 4
com as letras gregas a, b e g, respectivamente. Geralmente esta
numeração é utilizada em Aldeídos com apenas uma ramificação e não é
muito usada atualmente, não podendo ser usada para indicar posição de
insaturações.
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Exemplos:

Nome Oficial Nome Usual Fórmula

Aldeído Fórmico,
Metanal Formaldeído ou
Formol

Aldeído Acético ou
Etanal
Acetaldeído

Aldeído Propiônico
Propanal
ou Propionaldeído

Aldeído Butírico ou
Butanal
Butiraldeído

Aldeído Valérico ou
Pentanal
Valeraldeído

Aldeído Oxálico ou
Etanodial Oxalaldeído

Aldeído Benzóico ou
Fenil-Metanal
Benzaldeído

AROMÁTICOS

Todos os hidrocarbonetos aromáticos, assim


como seus derivados, são substâncias prejudiciais à
saúde humana, sendo muitos deles considerados
agentes cancerígenos. O tolueno é comumente
utilizado na produção de certas colas, conhecidas por
cola de sapateiro,e afeta não só os profissionais que
as usam no seu trabalho diário, mas também as
pessoas que as utilizam como droga. 12
Cetonas

Nomenclatura oficial das Cetonas:


•Em caso de existir mais de uma possibilidade para a posição da
Carbonila, sua posição deve ser indicada fazendo com que o Carbono 1
seja aquele que estiver na extremidade mais próxima da Carbonila.

• Nas Cetonas com mais de uma Carbonila, o Carbono 1 é aquele que faz
com que a cadeia tenha os menores números possíveis.

•Em Cetonas insaturadas, a posição da Carbonila deverá vir entre o


prefixo de insaturação (-en ou -in) e o sufixo que designa função (-ONA).

Exemplo:

Radical: Carbonila: Cadeia:


Metil (Carbono 2) Carbono 3 5 Carbonos
2-metilpentan-3-ona

Nomenclatura Usual das Cetonas: A nomenclatura usual das


Cetonas é semelhante a nomenclatura de Kolbe (dos álcoois). Denomina-
se o Carbono da Carbonila como Cetona e coloca-se os nomes dos
radicais presos a ela

Radicais Etil e
2 Radicais Metil Radicais Fenil e p-Toluil
Isopropil

etil isopropil
dimetilcetona fenil-p-toluilcetona
cetona

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Ácidos Carboxílicos

Nomenclatura Oficial dos Ácidos Carboxílicos: O sufixo da


função Ácido Carboxílico é -ÓICO e o nome deve ser acompanhado da
palavra Ácido.

• O Carbono 1 será sempre o Carbono da Carboxila. Em caso de duas, o


Carbono 1 será a que der os menores números para as insaturações e
depois para as ramificações.

•Em caso de duas Carboxilas, usa-se o prefixo DIÓICO, sem necessidade


de informar posição, pois as mesmas sempre se encontram na
extremidade das cadeias.

• Caso o Ácido seja ramificado, pode-se indicar as posições 2, 3 e 4 com


as letras gregas a, b e g, respectivamente. Geralmente esta numeração é
utilizada em Ácidos com apenas uma ramificação e não é muito usada
atualmente, não podendo ser usada para indicar posição de insaturações.

Exemplo:

Radical: Ligação
Ácido:
Metil Dupla:
4 Carbonos
(Carbono 3) Carbono 2
Ácido 3-Metil-2-Butenóico

Ésteres

Nomenclatura Oficial dos Ésteres: O prefixo que indica a função é


-ATO. A nomenclatura dos ésteres é dividida em duas partes. veja as
regras:
• Contar o número de Carbonos da parte ligada ao Carbono do Acilato
(incluindo o Carbono do Acilato), dar o nome como Hidrocarboneto,
colocar o prefixo -ATO e a preposição de.

• Caso seja necessário indicar posição de ramificações ou insaturações, o


Carbono 1 é o Carbono do Acilato.

• Contar o número de Carbonos presos ao Oxigênio do Acilato e


considerá-los como um radical orgânico, dando sua nomenclatura oficial.
Normalmente utiliza-se o prefixo -ILA para estes radicais.

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Exemplo:

Acilato: Oxigênio:
4 Carbonos 2 Carbonos

butanoato de etila

Nomenclatura Usual dos Ésteres:


Fórmula
Nome Oficial Nome Usual
Estrutural

Metanoato Formiato

Etanoato Acetato

Propanoato Propionato

Butanoato Butirato

Pentanoato Valerato

Fenil-Metanoato Benzoato

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Aminas
Nomenclatura de Aminas simples:

1.Contar quantos radicais estão presentes na amina.


2.Colocar seus nomes, em ordem do menor para o maior, seguido da
palavra AMINA.
3.Se for necessário, colocar prefixos DI ou TRI para indicar radicais iguais.

Exemplos:

Dois Radicais Radicais Metil +


Radical Propil
metil Etil + Fenil
etilmetilfenilam
dimetilamina Propilamina
ina

Amidas
Nomenclatura Oficial de Amidas: A nomenclatura oficial das
amidas utiliza o sufixo amida para dar o nome dos compostos desta
função. Veja as regras:
1.Dar o nome do Hidrocarboneto correspondente ao radical R1-CO ligado
ao Nitrogênio. Em caso de necessidade de numeração para indicar ligação
dupla e/ou insaturação, o Carbono 1 é aquele que está ligado ao
Nitrogênio.
2. Em amidas substituídas, é necessário indicar quais são os radicais
nomeando-os e colocando antes de cada um dos seus nomes o prefixo N-
, para indicar que os radicais estão ligados ao Nitrogênio

4 Carbonos + 2 2 Carbonos + 1 Carbono +


2 Carbonos Radicais Metil Radical Etil Radicais Metil e
(Carbono 3) (Nitrogênio) Fenil (Nitrogênio)
3,3-
N-metil-N-fenil-
etanoamida dimetilbutanoami N-etiletanoamida
metanoamida
da

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Propriedades físicas dos compostos orgânicos

As propriedades físicas dos compostos orgânicos podem ser


interpretadas, e muitas vezes até previstas, a partir do conhecimento das
ligações químicas que unem os átomos de suas moléculas e das forças
que agem entre elas, chamadas de forças intermoleculares. Elas também
permitem identificar as substâncias e determinar suas aplicabilidades.
Ponto de fusão
Ponto de ebulição
Solubilidade
Densidade
Viscosidade

Solubilidade dos compostos orgânicos: Líquidos miscíveis e


imiscíveis: dois ou mais líquidos são miscíveis quando um se dissolve
completamente no outro, exemplo: água e álcool, gasolina e querosene. A
solubilidade depende da polaridade.

 Substância polar dissolve substância polar.


Exemplo: água e álcool etílico.

Substância apolar dissolve em substância apolar.


Exemplo: gasolina e querosene.

Substância polar não dissolve substância apolar. Exemplo:água e


gasolina.

Ponto de Ebulição:

Quanto mais fortes forem as ligações intermoleculares, mais elevada


será a temperatura de ebulição.

Quanto mais “esférica” for a molécula, menor será seu ponto de


ebulição, já que as forças de Van der Waals são mais eficientes quanto
maior for a superfície de contato.

A água tem comportamento excepcional quando comparado aos pontos


de ebulição de substâncias moleculares semelhantes.

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Podemos notar que, caso a água mantivesse a linearidade do gráfico,
sendo essa linearidade ditada pela massa molecular dos compostos da
mesma família, teria um ponto de ebulição próximo de - 100 C!.

Caso isso fosse


verdade, a Terra não teria
lagos, rios ou oceanos, e a
água existiria na Terra
somente no estado gasoso,
mesmo nos pólos do Norte e
Sul!

Ponto de Fusão:

As substâncias iônicas tem P.F , P.E elevados e são geralmente


sólidas porque os cátions e os ânions se atraem fortemente e a
dificuldade de afastar os cátions e os ânions se traduz na dificuldade de
fundir e de ferver as substâncias iônicas.

Pelo contrário , as substâncias orgânicas são em geral covalentes e


freqüentemente apolares; em conseqüência tem P.F e P.E. baixos e
são geralmente líquidos ou gases.

Hidrocarbonetos

Quanto maior o n.º de Carbonos maior o


PM (peso molecular) , maior o PF (ponto de
fusão) e PE (ponto de ebulição) ( maior a
FVW ).

Dois hidrocarbonetos de mesmo nº de “C”,


quanto menos ramificada , maior 'a superfície
de contato, maior a FVW, maior PF e PE.

Não são polares, não são solúveis em água ( ou são pouco solúveis),
são solúveis em solventes orgânicos.

São menos denso que a água.

PF e PE dos compostos cíclicos são maiores que dos não cíclicos.

PE e PF dos alcenos são maiores que dos alcanos correspondentes.


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Alcoóis

Formam pontes de Hidrogênio entre si (tem - OH).

Quanto maior o PM maior o PE ( maior a FVW).

PE (álcool) > PE (Hidrocarboneto correspondente)


(devido às pontes de Hidrogênio).

Quanto maior o PM , menor a solubilidade em água (os primeiros


álcoois são solúveis em água pois são polares e formam pontes de
Hidrogênio c/ a água).

Éter

Não formam pontes de Hidrogênio entre si


(só tem força dipolo-dipolo).

 ( R - O - R ) por isso tem baixo PE e PF.

Quanto maior o PM, maior PE (maior FVW).

Muito pouco solúveis em água (devido à


força dipolo)

PE (álcool) > PE (éter) > PE (Hidrocarboneto de PM correspondente)


(pontes de H).

Ácidos Carboxílicos

( - COOH ) são polares (tem FVW, força dipolo


e pontes de H entre si e com a água)

Os 4 primeiros ácidos são solúveis em água devido


à polaridade e às pontes de H

PE (ácidos) > PE (alcoóis) > PE (aldeídos e cetonas) > PE (éter) >
PE (Hidrocarboneto Correspondente)

Amidas e Aminas

São polares pois formam pontes de H (entre o N e o H ), são solúveis


em água.

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Aldeídos e Cetona

(C = O) são polares (força dipolo-dipolo)

Aldeídos e Cetonas de baixo PM são


solúveis em água (os outros são insolúveis)

PE (álcoois) > PE (aldeídos e cetonas) > PE (Hidrocarboneto


Correspondente) ( pontes de H )

 Força dipolo ) ( FVW )

Éster e Cloretos Ácidos

São compostos polares (força dipolo)

Tem PE próximos ao PE dos aldeídos e cetonas correspondentes

Densidade

As substâncias Orgânicas são, em geral pouco densas (tem densidade


menor que da água) por este motivo quando insolúveis em água essas
substâncias formam uma camada que “flutua” sobre a água, como
acontece com a gasolina, o éter comum , o benzeno, etc.

Substâncias orgânicas contendo um ou mais átomos de massas


atômicas elevadas podem ser mais densas que a água , exemplo CHBr3
é três vezes mais denso que a água.

Viscosidade

Quanto maior a polaridade de uma molécula, maior será sua


viscosidade

Comparação da gasolina e a glicerina. A glicerina apresenta:

Maior polaridade Glicerina Gasolina


Maior temperatura de ebulição
Maior solubilidade em água
Menor volatilidade
Maior viscosidade

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Referências
BRUICE, P. Y. Química orgânica. São Paulo: Pearson Prentice Hall,
2006. v 1 e 2.

CAREY, F. A. Organic chemistry. New York: Mc Graw-Hill,1992.

MORRINSON, R.; BOYD, R. Química orgânica. Lisboa: Fundação


Calouste Gulbenkian, 1992.

McMURRY, J. Química orgânica. São Paulo: Pioneira Thomson


Learning, 2005. v 1 e 2.

SOLOMONS, T. W. G. Química orgânica. Rio de Janeiro: Livros


Técnicos e Científicos, 2001.v 1 e 2.

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Atividade
1) O GLP (gás liquefeito de petróleo) é formado por propano e
butano. Equacione as reações de combustão completa de 1 mol
dessas substâncias.

A chama amarela
indica a predominância
da combustão incompleta.

A chama azul indica a


predominância da
combustão completa.

2) Supondo que, nos dois exemplos, acima o combustível seja o gás


natural, identifique o principal componente deste gás. Em qual das duas
situações deve aparecer uma mancha negra no fundo externo da
panela? Identifique a substância responsável pelo aparecimento da
mancha negra.

3) O nome do composto formado pela união dos grupos (radicais) etil e


tercio-butil é (escreva a fórmula estrutural encontrada):

a) 2,2 dimetilbutano
b) n-hexano
c) 2-metilpentano
d)2-etilpropano
e) 3-metilpentano

4) A substituição de um hidrogênio do propano por um radical isopropila


resulta em:

a) n-hexano
b) 2 - metil butano
c) 3 - metil pentano
d) 2,2 - dimetil butano
e) 2,3 - dimetil butano ou 2 - metil pentano

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Atividade
5) Considere o seguinte composto:

Sua nomenclatura correta é:


a) 1, 2-etil-3-propil benzeno.
b) 1, 2-dimetil-3-propil benzeno.
c) 1-propil-2, 3-dimetil benzeno.
d) o-dimetil m-propil benzeno.
e) m-dimetil o-propil benzeno.
6) A destilação fracionada é um processo de separação de líquidos com
pontos de ebulição diferentes.Num experimento, a mistura dos solventes
propanol, pentano e acetato de metila é destilada. A ordem de obtenção
desses solventes através da destilação da mistura é:

a) propanol — pentano — acetato de metila.


b) pentano — acetato de metila — propanol.
c) acetato de metila — pentano — propanol.
d) pentano — propanol — acetato de metila.
e) propanol — acetato de metila — pentano.

7) A aspirina tem efeito analgésico porque inibe a síntese de


prostaglandinas no corpo humano, a qual ocorre a partir do ácido
araquidônico ácido araquidônico Com relação ao ácido araquidônico,
podemos afirmar que são corretas as afirmativas:

a) É mais solúvel em gorduras do que o ácido acético.


b) É mais solúvel em água do que o ácido acético.
c) É mais solúvel em água do que em solventes orgânicos apolares.
d) Não forma pontes de hidrogênio.
e) É um ácido carboxílico de cadeia insaturada.

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