Obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura corporal, que causa
prejuízos à saúde do indivíduo. Ela coincide com um aumento de peso, mas nem todo
aumento de peso está relacionado à obesidade, um exemplo são os atletas, sendo “pesados”
devido à massa muscular e não adiposa.
É importante ressaltar, antes dos dados serem mostrados, que este termo obesidade
corresponde as pessoas que estão fora do padrão de normal e saudável do brasileiro, pois se
formos observar a “margem de realidade” de um outro país todos os dados e a comparação de
padrões será totalmente diferente, portanto a concepção de obesidade será outra. Não há
avaliação perfeita para sobrepeso e obesidade, pois ela varia de acordo com fatores étnicos e
genéticos.
É aconselhado que não use somente o parâmetro do IMC para dar o diagnóstico. Apesar de ele
ser extremamente rápido de ser feito e sem custo, não há tanta especificidade neste exame
como de não refletir a distribuição da gordura corporal. A gordura visceral intra-abdominal é
determinante para o veredito do sobrepeso ou obesidade, já que a circunferência abdominal
deve ser menor que a metade da estatura, dessa forma, a medição da relação cintura-estatura
está sendo cada vez mais usada.
Já na avaliação das crianças e adolescentes os exames de IMC convencionais são uma atitude
erronia para o diagnóstico, o mais adotado, de acordo com a ABESO são as curvas
desenvolvidas pela OMS, que incluem curvas de IMC desde o período lactente até os 19 anos
de idade e consideram os pontos de corte para sobrepeso e obesidade. Neste caso se dispensa
a avalição adiposa rotineira, pois nesta idade sua utilidade é limitada, graças a grande
mudança que pode haver do corpo e crescimento da criança.
Entre outros fatores existe a genética, no qual define-se em crianças de pais obesos que
apresentam maior risco de se tornarem obesas quando comparadas às crianças cujos pais
apresentam peso normal. Isto tem a ver com a leptina, que é uma proteína que “avisa” o
cérebro quando o organismo está satisfeito e deve começar a queimar as calorias ingeridas. O
estudo foi feito com camundongos e verificou-se que, sem essa substância em ação, o
camundongo não só desconhece a sensação de saciedade como é também incapaz de queimar
as calorias ingeridas com eficiência. Também há queima ineficiente de gordura e distribuição
de gordura corporal que podem influenciar.
Endocrinopatias, são doenças de origem hormonal, são causas raras da obesidade (inferior a
10% dos casos). A baixa atividade física, também pode influenciar, assim como a alimentação.
As consequências desta doença podem ser diversos fatores físicos, como, apneia do sono,
acidente vascular cerebral, conhecido popularmente como derrame cerebral, fertilidade
reduzida em homens e mulheres, hipertensão arterial ou “pressão alta”, diabetes melito,
dislipidemias, doenças cardiovasculares, cálculo biliar, aterosclerose, vários tipos de câncer,
como o de mama, útero, próstata e intestino, doenças pulmonares, problemas ortopédicos e
gota.
Estes prejuízos comprometem extremamente a vida do paciente, estima-se que 80 mil mortes
no país poderiam ter sido evitadas se tais pessoas não fossem obesas. Além disso a obesidade
quase sempre leva a pessoa a ter depressão, infeliz com sua imagem e com o estado em que
vive.
http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-82312012000300007
http://biologiacontraobesidade.blogspot.com.br/2013/10/artigo-cientifico.html
http://www.scielo.br/pdf/prc/v18n1/24815
http://www.abeso.org.br/uploads/downloads/92/57fccc403e5da.pdf
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https://www.mastereditora.com.br/periodico/20141130_215847.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/obesidade_desnutricao.pdf