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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E

TECNOLOGIA DE MINAS GERAIS


CAMPUS BAMBUÍ
CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS

Disciplina: Laboratório de Ondas, Óptica e Termodinâmica


Professores: José Hilton Pereira da Silva, Mayler Martins e Gustavo Henrique Pereira
Luz
Aluno(a): Mateus Vinícius Carvalho Simões

Relatório da Atividade Prática de Laboratório

Experimento de Gases

Bambuí-MG, 18 de março de 2021.


A lei de Boyle-Mariotte, também chamada de lei de Boyle, se refere as
transformações isotérmicas que em um gás ideal. Em uma transformação isotérmica , a
temperatura de um gás se mantém constante, e o produto da pressão (P) pelo volume
(V) será sempre uma constante que pode ser obtida da seguinte forma:

Onde P é a pressão exercida pelo gás e V o volume que o gás ocupa. Pode ser
uma lei que não é deduzida por outras equações, ela é obtida de forma experimental, e
utilizaremos o Simulador PhET para demonstrar a veracidade dessa equação. Como o
produto da pressão pelo volume é o mesmo para qualquer estado de gás (com a T
constante) podemos escrever a Lei de Boyle-Mariotte da seguinte forma:

O simulador PhET conta com uma interface bastante interativa e dinâmica onde
podemos selecionar com que propriedades do gás queremos trabalhar.
Figura 1 – Tela Inicial do Simulador

Para o experimento, iremos utilizar a opção Ideal da tela inicial. Ao clicar na


opção podemos manter alguns parâmetros constantes e também existe um botão no qual
podemos trabalhar com a densidade de partículas “leves” ou “pesadas” limitando o
número.
Figura 2 – Simulador em funcionamento

Esta primeira parte, iremos avaliar a pressão, o volume (tamanho do recipiente)


e o produto (PxV) deste gás primeiramente para partículas leves, montando uma tabela
onde registraremos cada ponto do experimento, o volume (6nm,7nm ,... ,11nm,12nm),a
menor pressão (kPa), a maior pressão (kPA), média da pressão (kPa) e o produto (PxV),
e depois para partículas pesadas, e analisar se o gás depende de outros parâmetros como
a densidade.
A seguir a tabela 1, com os valores devidamente cálculos para partículas leves.

Volume (nm) Maior Menor pressão Pressão (kPa) Pressão x


pressão (kPa) (kPa) Volume
6 1033 952 992,5 5,955 E-3
7 881 800 840,5 5883,5 E-3
8 780 699 739,5 5916 E-3
9 699 608 653,5 5881,5 E-3
10 638 547 592,5 5925 E-3
11 578 496 537 5907 E-3
12 537 446 491,5 5898 E-3
Com esses resultados podemos compreender que a pressão e volume mesmo em
pontos diferentes, continuam sendo a mesma constante. Se aumentarmos o volume do
sistema percebemos que a pressão diminui.
Após isso foi feito os mesmos cálculos, mas utilizando partículas pesadas e
analisar se há diferença a densidade das partículas no produto (P x V).

Volume Maior Menor pressão Pressão Pressão x


pressão (kPa) (kPa) (kPa) Volume
6 1023 942 982,5 5,89E-3
7 892 800 846 5,92 E-3
8 780 689 734,5 5,88 E-3
9 699 618 658,5 5,93 E-3
10 618 547 582,5 5,82 E-3
11 567 486 526,5 5,79 E-3
12 537 446 491,5 5,90 E-3
Com isso, vemos que a densidade das partículas não interfere no sistema.
A segunda parte do experimento consistiu em analisar a veracidade da Lei de
Gay-Lussac, em que nos diz que se o volume (V) de um gás é mantido constante,
quando aumentarmos a temperatura (T) , sua pressão (P) também aumenta, e se
diminuir a temperatura, a pressão também diminui. E se dá pela fórmula:

Como a razão entre pressão e temperatura do gás é a mesma para qualquer


estado do gás (volume constante), podemos escrever a formula de Gay-Lussac da
seguinte forma:

Onde i e f representam o estado inicial e final do gás, respectivamente.


Então a segunda parte do experimento, consistiu em utilizar o Simulador PhET e
analisar a veracidade da Lei de Gay-Lussac.
Figura 3 – Simulador em Volume constante

O experimento foi feito da mesma maneira que a primeira parte, iremos avaliar a
pressão, o volume (fixo em 10,0nm) e o produto (PxV) deste gás primeiramente para
partículas leves, montando uma tabela onde registraremos cada ponto do experimento, a
temperatura ,a menor pressão (kPa), a maior pressão (kPA), média da pressão (kPa) e o
divisão (P/T), e depois para partículas pesadas, e analisar se o gás depende de outros
parâmetros como a densidade.
Segue a seguir a tabela abaixo para partículas leves.
Temperatura(K) Maior Menor Pressão(kPa) Pressão /
pressão pressão (kPa) Temperatura
(kPa)
200 436 355 395,5 1977,5
250 537 456 496,5 1986
300 638 547 592,5 1975
350 729 648 688,5 1967,1
400 831 750 790,5 1976,2
450 922 840 881 1957,8
500 1033 952 992,5 1985

Depois, o experimento foi feito em partículas pesadas e comparadas com a


tabela anterior. E obtivemos o seguinte resultado.

Temperatura Maior Menor Pressão Pressão /


pressão pressão (kPa) Temperatura
(kPa)
200 345 446 395,5 1977,5
250 527 446 486,5 1946
300 628 547 587,5 1958,3
350 729 638 683,5 1952,9
400 830 750 790 1975
450 932 851 891,5 1981,1
500 1033 942 987,5 1975

Assim, concluímos que o experimento tanto de Boyle quanto de Gay-Lussac, a


massa fixa da partícula não interferiu nos resultados, onde podemos analisar que em
cada situação os resultados ficaram muito próximos entre si. Assim, a teoria é verificada
empiricamente com o Simulador PhET.

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