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Parte 1 – Mecânica

Aula 35. Leis de Newton aplicadas em c) Apliquemos a Segunda Lei de Newton em


Sistemas (I) cada bloco e, a seguir, somemos o sistema de equações.
1. Introdução
Neste módulo analisaremos, através das leis de Newton,
o movimento retilíneo de sistemas de blocos sobre
superfícies horizontais isentas de atrito.
O método de análise desses sistemas consiste,
basicamente, nas seguintes regras:
a) procuramos indicar em cada bloco todas as forças
atuantes, salientando que as forças trocadas
internamente, entre dois blocos do sistema, constitui um
par ação-reação, ou seja, possuem mesmas intensidades;
b) no caso de deslizamentos em planos horizontais, as
forças verticais se neutralizam (equilíbrio). Logo, se
houver resultante de forças em cada bloco do sistema, d) Retornemos às equações originais, para que possamos
esta será uma força horizontal (o que explica a existência obter as intensidades das forças de compressão trocadas
de uma aceleração horizontal); entre os blocos.
c) apliquemos a segunda lei de Newton em cada bloco,
lembrando que cada um, devido ao movimento em
conjunto, possui a mesma aceleração. Em seguida,
resolvemos o sistema de equações obtidas.

2. Exemplos de Sistemas B. Blocos tracionados


A. Blocos comprimidos A figura a seguir mostra dois blocos A e B de massas
Consideremos um sistema formado por três blocos (A, B e iguais a 3,0 kg e 2,0 kg, respectivamente, apoiados numa
C), de massas mA = 3,0 kg , mB = 2,0 kg e mC = 1,0 kg , superfície horizontal isenta de atritos. O fio que liga A a B
encostados entre si e apoiados sobre uma superfície é ideal, isto é, de massa desprezível e inextensível. A
horizontal perfeitamente lisa. Empurrando-se o conjunto
através de uma força horizontal F = 12 N, o sistema força horizontal , que puxa o sistema, tem intensidade
igual a 20 N.
adquire uma aceleração horizontal , como ilustra a
figura a seguir.

Vamos obter, através do método de análise já exposto, as


intensidades da aceleração do sistema e das forças
internas de tração trocadas pelos elementos do sistema.
Determinemos, através do método de análise a) Indicação das forças atuantes:
anteriormente exposto, as intensidades da aceleração do
sistema e das forças internas de compressão trocadas
pelos blocos.
a) Indicação das forças atuantes:

b) Observando o equilíbrio das forças verticais,


identifiquemos a intensidade da resultante horizontal
em cada bloco:

b) Observando o equilíbrio das forças verticais,


identifiquemos a intensidade da resultante horizontal
em cada bloco:
c) Apliquemos a Segunda Lei de Newton em
cada elemento:

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Parte 1 – Mecânica

Como o fio é ideal


Ou seja: T1 = T2 = T
Devido a isso, podemos reescrever as equações de A e B
assim:

Somando-se as expressões acima, vem:

Logo,

d) Retornemos às equações originais, para que possamos


obter a intensidade da força de tração que o fio exerce
nos blocos.

Observação final
Nos dois exemplos de sistemas apresentados, um cálculo
rápido da aceleração pode ser feito considerando o
conjunto de blocos como sendo um único corpo. Nessas
condições, a força externa passa a ser a força
resultante em tais sistemas, ou seja, podemos descartar
as forças internas de tração ou compressão trocadas
entre os elementos.

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