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Parte 1 – Mecânica

Aulas 36. Leis de Newton aplicadas em Resolução


De acordo com a teoria exposta, podemos escrever:
Sistemas (II)
1. Máquina de Atwood
A figura abaixo representa a montagem realizada pelo
físico inglês Atwood, no século XVIII, para estudar corpos
em queda.

A tração no fio 1 é dada por: T1 = mA . (g – )

A tração no fio 2 é dada por:

Supondo que a roldana apresente massa desprezível em


relação às demais do sistema, temos os seguintes 2. Sistema de Blocos Horizontal - vertical
esquemas de forças atuantes, após o sistema ser A figura abaixo apresenta um bloco A apoiado numa
liberado: superfície horizontal perfeitamente lisa e ligado, através
de um fio, a um bloco B, que se encontra dependurado.

Como o peso do bloco A é maior que o do bloco B, o


bloco A desce em movimento acelerado e o bloco B sobe
em movimento acelerado, tal que = = . Assim, Devido à inexistência de atrito entre o bloco A e o plano
temos: horizontal, podemos afirmar que, qualquer que seja a
• Bloco A FR(A) = PA – T = mA · massa do bloco B, os blocos entrarão em movimento
• Bloco B FR(B) = T – PB = mB · acelerado, sendo a aceleração de módulo igual para os
Somando-se as duas equações acima, obtemos: dois blocos.
PA – PB = (mA + mB) .g
(mA - mB) · g = (mA + mB) · As figuras abaixo apresentam os diagramas das forças
atuantes nos dois blocos:

Após a determinação da aceleração dos blocos, podemos


determinar o valor da tração no fio que os une , por meio
da relação:

conforme utilizemos a equação da força resultante dos


blocos A ou B.
Finalmente, pelo estado de equilíbrio da roldana (de peso
desprezível), podemos concluir que o valor da tração no e, de acordo com as figuras acima, as equações para os
fio que a segura (T1) é o dobro da tração T. dois blocos são as seguintes:

Aplicação numérica
Na figura abaixo, determinar as acelerações de cada um Somando as duas equações correspondentes às forças
dos blocos A e B, de massas 6,0 kg e 4,0 kg, resultantes, temos:
respectivamente, e as trações nos fios 1 e 2. Adote
g = 10 m/s2.

A tração no fio que une os dois blocos é dada por:

Como exemplo numérico, consideremos mA = 8,0 kg , mB


= 2,0 kg e g = 10 m/s2. Nestas condições, temos:

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a) Caso a massa de B seja maior que o dobro da massa de


A ( mB > 2 mA), o bloco B descerá em movimento
acelerado. Se ocorrer o contrário (mB < 2 mA), o bloco A é
que irá descer de modo acelerado.
Porém, conforme veremos a seguir, desde que haja
aceleração, as acelerações de A e B terão módulos
b) diferentes.
Consideremos que, por exemplo, o bloco B desça, de
modo acelerado, uma distância d, num certo intervalo de
tempo. Nesse mesmo período, considerando os fios
inextensíveis, o bloco A subirá uma distância de valor 2d,
para que libere esse comprimento de fio (2d) para a polia
móvel (Y) descer, com B, a tal distância d.
Leitura Complementar
Roldana móvel
Denominamos roldana móvel a polia que possui eixo de
rotação móvel, ou seja, eixo que pode sofrer translação.

Dessa forma, a aceleração de subida do bloco A deverá


ter módulo igual ao dobro do módulo da aceleração de
descida de B, isto é:

Considere o sistema ao lado composto por duas polias,


uma de eixo fixo (X) e outra de eixo móvel (Y), e dois
blocos A e B, sendo A preso ao fio 1 (que contorna as
polias) e B preso ao fio 2 (fixado no eixo da polia móvel).
Dependendo dos pesos dos blocos A e B, ao
abandonarmos o sistema em repouso, poderão ocorrer
três situações:
a) o sistema permanece em repouso;
b) o bloco B desce acelerado, enquanto A sobe
acelerado;
c) o bloco A desce acelerado, enquanto B sobe acelerado.
Vamos analisar, primeiramente, a situação de equilíbrio,
observando o diagrama de forças atuantes (tração e
peso) nos blocos e as correspondentes trações dos fios
nas polias, desconsiderando seus pesos (polias ideais).

Para que o sistema permaneça em equilíbrio, temos:


• Bloco A T = PA
• Bloco B 2T = PB

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