Você está na página 1de 63

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP

➢ O VIH é o vírus da imunodeficiência humana que causa a SIDA. O vírus ataca e destrói o sistema
imunitário do nosso organismo, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem de
doenças.

➢ SIDA significa síndrome de imunodeficiência adquirida. É um conjunto de sinais e de sintomas


que aparecem pela deficiência do sistema imunitário, que vai ficando com menos capacidade de
resposta ao longo da evolução da doença. Pode surgir após a infeção por VIH.

➢ Importa realçar que estar infetado com VIH não é o mesmo que ter SIDA. As pessoas que estão
infetadas com VIH são seropositivas, e podem ou não desenvolver SIDA.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


• A Sida é a consequência
tardia de uma infeção pelo
VIH (vírus da
imunodeficiência humana) é
por isso que falamos de
síndrome (aparecimento
simultâneo de diferentes
sintomas de doenças) da
imunodeficiência humana
adquirida.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Uma infeção pelo VIH evolui em diferentes estádios (estádios do sistema imunitário é fortemente
deteriorado), onde doenças graves e letais como tumores podem desenvolver-se. Uma infeção pelo
VIH/SIDA não pode ser curada, no entanto, graças ao melhoramento das terapias médicas, existem
fortes possibilidades que uma deficiência imunitária já adquirida fique latente, ou se a terapia já
começou há algum tempo o seu aparecimento seja retardado por diversos anos. Em algumas
pessoas infetadas pelo VIH, o progresso médico levou a um aumento bastante considerável da
esperança média de vida.

Uma infeção pelo VIH é e continua a ser, no entanto uma doença mortal.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Inicialmente a pessoa infetada com VIH não tem sintomatologia. Após contrair a infeção podem
existir sintomas semelhantes à gripe:

• febre
• dores de cabeça
• cansaço
• gânglios inflamados no pescoço e virilhas

Posteriormente, os sintomas tornam-se mais graves, tais como:


•perda rápida de peso
•infeções graves
•pneumonia
•diarreia prolongada
•lesões na boca, ânus ou genitais
•perda de memória
•depressão Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
Posteriormente, os sintomas tornam-se mais graves, tais como:

• perda rápida de peso


• infeções graves
• pneumonia
• diarreia prolongada
• lesões na boca, ânus ou genitais
• perda de memória
• depressão
• outros distúrbios neurológicos

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


O VIH pode ser transmitido através de:

• Relações sexuais desprotegidas (não utilização de preservativo) com pessoas infetadas por VIH. As práticas
sexuais com uma pessoa com VIH acarretam risco de transmissão, no entanto:
• o sexo anal desprotegido tem maior risco do que o sexo vaginal desprotegido
• no sexo anal desprotegido entre homens, existe maior risco para a pessoa recetiva
• o sexo oral desprotegido pode também constituir risco de transmissão do VIH, mas o risco é menor
do que na penetração anal ou vaginal
• múltiplos parceiros sexuais ou a existência de outras doenças sexualmente transmissíveis podem
aumentar o risco de infeção durante o ato sexual
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
• Partilha de agulhas, seringas ou outro equipamento utilizado na preparação de drogas ilícitas
para injeção
• Transmissão de mãe para filho: o VIH pode ser transmitido durante a gravidez, parto ou através
do leite materno

Um teste ao VIH permite confirmar ou excluir a contaminação pelo vírus da SIDA, em


geral os resultados só são fiáveis após 3 meses da exposição ao risco.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


O VIH não se transmite através de:

• aperto de mão, abraços e beijos


• suor ou saliva
• partilha de pratos, talheres ou copos
• roupa
• tosse ou espirros
• conversa ou contactos sociais
• picada de insetos
• uso de casas de banho
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
❑ O indivíduo após se infetar com o HIV, passa por diferentes estádios clínicos da infeção até
chegar ao estádio da SIDA. Isto significa que, um indivíduo, mesmo apresentando resultado
positivo para a infeção pelo HIV pode não estar com SIDA. Dizemos, então, que o indivíduo é
infetado pelo HIV, seropositivo para o HIV, HIV positivo ou portador do HIV. A SIDAS, por sua
vez, representa o estádio mais avançado da infeção, quando o sistema imunológico já se
encontra bastante comprometido.

❑ A síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) é a manifestação clínica (sinais, sintomas


e/ou resultados laboratoriais que indiquem deficiência imunológica) da infeção pelo vírus HIV
que leva, em média, oito anos para se manifestar. Desta forma, a evolução na história natural
da infeção pelo HIV dos estádios iniciais assintomáticos até fases avançadas (SIDA), caracteriza-
se por uma contínua e progressiva deficiência imunológica e pode variar entre os indivíduos.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


A infeção pelo HIV pode ser dividida em quatro fases
clínicas que estão intimamente ligadas à evolução
natural da infeção. O evento inicial é a síndrome aguda
pelo HIV (definida pelo período de tempo entre a infeção
inicial e o desenvolvimento da resposta imunológica),
que é acompanhada por uma súbita diminuição da
contagem das células CD4, altos níveis de viremia
(presença de vírus no sangue circulante em um ser vivo)
plasmática e altos níveis de RNA-HIV no plasma.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


❖ Mais tarde, a contagem de células CD4 volta a aumentar

❖ Mesmo na ausência de tratamento antirretroviral, o período de latência clínica pode durar 8-10
anos.

❖ Importa ressaltar que a duração e a gravidade de cada estágio dependem de vários fatores
relacionados tanto com o vírus quanto com o hospedeiro e que os fatores do hospedeiro
determinam.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Como comportamentos de risco, podemos destacar os seguintes:

❖ Toxicodependentes que se injetam e partilham agulhas, seringas e outro material


usado na preparação da droga para injeção.

❖ Pessoas que não praticam sexo seguro, isto é, que não usam preservativos e têm
mais do que um parceiro sexual.

❖ Profissionais de saúde - acidentes com contacto com objetos cortantes contaminados


(agulhas) ou com sangue, ou outros líquidos orgânicos, contaminados.

É, também, preciso ter atenção à utilização de objetos, uma vez que, se estiverem em contacto
com sémen, fluidos vaginais e sangue infetados, podem transmitir o vírus.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Um portador de VIH é alguém que adquire características muito próprias.
Por maiores que sejam as afinidades que possamos ter com um portador de VIH é necessário uma
aproximação à causa, um debruçar sobre sentimentos e reações para que possamos transmitir para
o nosso mundo vivências que, pese embora as aproximações, nunca mais serão iguais às nossas.

O portador de VIH é duplamente magoado pela doença e pelo estigma. Torna-se hipersensível,
mais inseguro e mais amedrontado. Por vezes receia a compreensão que vem de fora e que não
entra no seu mundo inabitável para quem não pode entender, por não as sentir, as suas
inseguranças e os seus medos. E também os seus anseios de vida agora mais agudizados pela
ameaça e pela ansiedade com que preenche os dias.
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
A sua estrutura emocional é mais frágil, mais carente, os seus humores mais diversificados. A

solidão é mais densa. Sente-se mais incompreendido. Recusa o que mais anseia. Porque a vida

continua a pular entre as suas desesperanças.

A estrutura nervosa/emocional está pronta a abanar ao menor sopro. Diz que está mais forte

para se convencer que tem o que lhe falta. É preciso uma psicologia própria para deambular por

este mundo e ganhar nele afeto e confiança. Mas quando se consegue passar entre as malhas do

medo, entre os nervos que abanam ao mais pequeno deslize, encontramos pessoas

enriquecidas pelo sofrimento.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


O portador do VIH é ainda mais sensível se for portador doutro tipo de estigma. Ele tem
medo do amor dos diferentes por muito que os diferentes se igualizem. Só os de condição
igual falam a sua linguagem, lhe dão as suas certezas. Mas esses também são frágeis,
também têm medo, também sofrem de ansiedades e humores ameaçados. Talvez os
diferentes sejam a resposta se ele perder o medo. Afinal quem se aproxima já não é
diferente. Vem de peito aberto sem medo de partilhar. E vem derrubar os estigmas na
aproximação. E tem para dar a tal estrutura que o abana por vezes...

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Revelar a um paciente um resultado positivo para HIV/SIDA é uma questão que deve ser
tratada com o maior cuidado. Antes da realização do teste, recomenda-se que o paciente
passe por um aconselhamento pré-teste realizado por profissionais de saúde capacitados para
isso. O paciente deve ser informado das implicações que envolvem o teste anti-HIV, da
natureza do exame, da necessidade da realização e do significado do resultado.
O aconselhamento pré teste, que pode ser individual ou coletivo, não deve ser exigido como
condição para realização do exame anti-HIV.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


DIAGNÓSTICO POSITIVO

❖ Em caso de diagnóstico positivo, o paciente deve receber um aconselhamento pós-teste por


parte dos profissionais de saúde previamente treinados para esta função e ser encaminhado
para tratamento. Quanto melhor for a acolhida, melhor será adesão do paciente à terapia
antirretroviral.
Apenas o paciente testado poderá receber o resultado, e isso deverá ocorrer, em primeiro lugar,
numa entrevista individual, mesmo se o paciente for adolescente.
Só após a entrevista e, se o paciente consentir, é que o profissional de saúde poderá revelar o
resultado dos exames a outras pessoas, como familiares, parceiros, amigos, etc.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


A quebra do sigilo profissional só é permitida no caso de proteção da vida de terceiros
(caso o paciente se recuse a revelar o diagnóstico para parceiros sexuais ou membros de
grupo de uso de drogas injetáveis). É importante lembrar que a revelação do diagnóstico
de um paciente não pode ser feito nem para outros profissionais da unidade de saúde.
Caso o sigilo seja quebrado, mediante as condições permitidas pela lei, é importante que o
profissional descreva a situação no prontuário do paciente, para embasar possíveis ações
judiciais futuras.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


❖ Direito a não pagar taxa moderadora nos
❖ Direito à não discriminação580 serviços de saúde desde que apresente
❖ Direito à liberdade documento assinado pelo seu médico, onde
❖ Direito à vida privada conste a justificação da isenção sem
❖ Direito à confidencialidade em relação aos dados de necessidade de especificarão da enfermidade
saúde que lhes respeitem ❖ Direito à educação
❖ Direito à imagem ❖ Direito à segurança social
❖ Direito à proteção da saúde ❖ Direito ao trabalho
❖ Direito a ser tratado com delicadeza, urbanidade e ❖ Direito a casar e a constituir família
dignidade nos serviços de saúde ❖ Direito a não sofrer tratamentos
❖ Direito a consentir e a recusar exames e tratamentos desumanos ou degradantes
desde que tal não ponha em causa a saúde de terceiros ❖ Direito de resistência a qualquer ordem
❖ Direito a ser informado de forma clara sobre o seu que ofenda os seus direitos, liberdades e
estado de saúde antes de dar o seu consentimento à garantias e de repelir pela força qualquer
realização de quaisquer atos médicos agressão quando não seja possível recorrer à
autoridade pública
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
❖ Dever de usar o preservativo em qualquer tipo de relação sexual
❖ Dever de só emprestar seringas convenientemente desinfetadas
❖ Dever de desinfetar todos os locais onde derrame sangue ou outros líquidos corporais
❖ Dever de colaborar com os profissionais de saúde que o assistem
❖ Dever de informar os seus parceiros sexuais do seu estado de saúde bem como todas as pessoas a quem o
desconhecimento daquele possa criar riscos de contaminação
❖ Dever de obter informação e aconselhamento adequado na perspetiva de querer ter filhos
❖ Dever de se informar e de praticar todas as formas de prevenir a propagação da infeção

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


❖ Promover a aquisição precoce de comportamentos seguros
❖ Promover a mudança de comportamentos necessária para a diminuição dos riscos
❖ Fornecer a perspetiva psicológica específica na educação para a saúde e nos programas de
prevenção
❖ Dar resposta às necessidades emocionais dos preocupados, infetados, doentes e famílias
❖ Contribuir para a implementação da qualidade de vida dos sujeitos afetados
❖ Sensibilizar os outros técnicos de saúde para as implicações psicológicas da infeção VIH/SIDA

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


❖ A pneumonia causada por Pneumocistys, um fungo normalmente não patológico, comum em
doentes com SIDA

❖ Linfomas (cancros do sistema linfático)

❖ Sarcoma de Kaposi (cancro que se desenvolve nas camadas mais internas dos vasos sanguíneos e a
manifestação mais comum é o aparecimento de lesões na pele de coloração vermelho-arroxeada, que
podem surgir em qualquer parte do corpo.)

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


• De acordo com as notificações recebidas até 30 de junho do corrente ano, em 2019 foram
diagnosticados 778 novos casos de infeção por VIH em Portugal, o que equivale a uma taxa
de 7,6 casos/100 mil habitantes, não ajustada para o atraso da notificação. Foram ainda
notificados 172 novos casos de SIDA e 197 óbitos ocorridos em 2019 em casos de infeção
por VIH ou SIDA. Encontram-se registados cumulativamente 61.433 casos de infeção por
VIH, dos quais 22.835 casos em estádio SIDA, em que o diagnóstico aconteceu entre 1983 e
final de 2019. No mesmo período, foram notificados 15.213 óbitos em casos de infeção por
VIH.
(SNS – Instituto Dr. Ricardo Jorge)

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


A hepatite é uma doença altamente contagiosa, que afeta o fígado. Os sintomas gerais da
hepatite incluem:

➢ Pele e olhos amarelados;


➢ Urina escura;
➢ Fezes de cor clara;
➢ Sensação de fraqueza generalizada;
➢ Enjoo e falta de apetite;
➢ Pode haver febre e calafrios;
➢ Pode haver dor abdominal.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Os sintomas de hepatite são geralmente os mesmos na hepatite A, B, pois a hepatite C é crónica
e nem sempre gera sintomas.

Sintomas da hepatite fulminante:


➢ Inchaço no abdómen,
➢ Perturbações no sono;
➢ Voz rouca;
➢ Raciocínio lento;
➢ Urina escura;
➢ Fezes de cor clara
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
➢ Sensação de fraqueza generalizada;
➢ Enjoo e falta de apetite;
➢ Pode haver febre e calafrios;
➢ Pode haver dor abdominal.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Modos de transmissão, comportamentos de risco
Hepatite A

Durante a estação mais quente do ano, o número de vítimas do vírus da Hepatite A aumenta
muito. Isso porque o perigo esconde-se na água. Para que o vírus se instale, basta dar um
mergulho no mar e engolir umas gotinhas infetadas de água ou mastigar pedras de gelo feito com
água de fonte contaminada.

Transmissão:

Por via oral, principalmente por meio da água e de alimentos contaminados com o vírus. Trata-se
de uma doença altamente transmissível de uma pessoa para outra por saliva, sangue e contacto
sexual.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Hepatite B
Mais da metade da população mundial já foi contaminada pelo vírus do tipo B e nem imagina.
Assim como os outros tipos de Hepatite, este avança sem dar sinais: o vírus pode ficar quietinho por
até três décadas.

Transmissão: A Hepatite B é muito transmissível pelo sexo, muito mais contagiosa do que o vírus da
Sida. O contacto com o sangue contaminado também pode infecta

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Hepatite C

Segundo o Ministério da Saúde, a Hepatite C é a mais mortal doença infeciosa do país, mais do que a
SIDA. Apenas 20% das pessoas infetadas desenvolvem imunidade e 80% se tornam portadoras
crônicas.
O que pouca gente sabe é que até mesmo um inofensivo vidro de esmalte de unhas pode manter
vivo, por 15 dias, o silencioso vírus desta doença.

Transmissão: no tipo C, o perigo está no sangue. O vírus é transmitido por alicates, agulhas e outros
instrumentos cortantes infetados. A contaminação por contacto sexual pode ocorrer, mas é rara.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Tuberculose

O contágio da tuberculose ocorre através do ar quando o indivíduo respira o ar contaminado


com o bacilo de Koch, causador da tuberculose. Este contágio pode ocorrer quando se está
perto de um tuberculoso mas também pode ocorrer em locais públicos cheios de gente como
os shoppings e cinemas pois o bacilo de Koch pode permanecer no ar durante muitas horas e
se um tuberculoso tossir num sítio, outra pessoa pode respirar o ar contaminado e
desenvolver a doença.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Os principais meios para a prevenção da Hepatite são:

Lavar bem as mãos; Se não for tratada


Ter cuidado ao manipular dos alimentos; adequadamente a
Evitar alimentos crus; hepatite pode levar a
Lavar bem os alimentos; morte. Por isso as
Evitar consumir alimentos de fontes desconhecidas; medidas preventivas
são determinantes
A vacinação contra a hepatite, principalmente se pertencer a grupos de riscos, tais
para a manutenção
como viajantes e profissionais de saúde; de uma vida
Utilizar preservativos (evita a hepatite B e D); saudável.
Não consumir álcool em excesso;
Não administrar remédios sem orientação médica;
Não utilizar doses de medicamentos maiores do que as recomendadas;

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Para se prevenir da tuberculose recomenda-se tomar a vacina da tuberculose (BCG) ainda na
infância.
Esta vacina diminui as hipóteses de contaminação com formas graves da tuberculose e de casos
de tuberculose extrapulmonar, mas não é muito eficaz contra a tuberculose pulmonar. Mesmo
tomando a vacina o indivíduo pode ser contaminado e desenvolver a doença se houver algum
comprometimento do sistema imune.

Indivíduos amigos ou familiares de pacientes diagnosticados com a tuberculose devem evitar


permanecer no mesmo local que o doente tuberculose e recomenda-se que o paciente use
continuamente a máscara respiratória e lenços de papel descartável sempre que tossir ou
espirrar. Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
A Hepatite A é considerada benigna, ou seja, em 99% dos casos o fígado recupera. Por isso, a
vacina para essa doença não faz parte do programa de vacinação oferecido pelo Ministério da
Saúde. Remédios para náuseas e vómitos são receitados, além de repouso e uma alimentação
leve.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Para a Hepatite B em metade dos casos, a doença manifesta-se e desaparece sozinha, sem que
o paciente necessite de tratamento. Menos de 5% dos casos evoluem para a forma crónica, que
não tem cura. Nesse estágio, ela pode ser controlada com medicação para evitar que se
transforme em cirrose ou cancro de fígado, às vezes, e muitos anos depois.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Para a Hepatite C não há vacina, mas as drogas existentes curam oito em cada dez
pacientes crónicos. O tratamento é feito com remédios que fortalecem o sistema
imunológico e ajudam a combater a inflamação crónica no fígado.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Para a tuberculose o tratamento para a tuberculose pulmonar consiste na toma de 2 ou
4 antibióticos combinados entre si durante no mínimo 6 meses, e o tratamento para a
tuberculose extrapulmonar também é feito com a toma diária de antibióticos que pode
demorar de 18 meses a 2 anos.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
Violência é um comportamento que causa intencionalmente dano ou intimidação moral a
outra pessoa ou ser vivo. Tal comportamento pode invadir a autonomia, integridade física ou
psicológica e até mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou
esperado. O termo deriva do latim violência (que por sua vez o amplo, é qualquer
comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra
qualquer coisa.

Existe violência explícita quando há rutura de normas ou moral sociais estabelecidas a esse
respeito: não é um conceito absoluto, variando entre sociedades. Por exemplo, rituais de
iniciação podem ser encaradas como violentos pela sociedade ocidental, mas não pelas
sociedades que o praticam.
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
Os maus tratos é a ação e o efeito de maltratar (tratar mal uma pessoa, sujeitando-a à violência e
aos abusos). O conceito está associado a uma forma de agressão no âmbito de uma relação entre
duas ou mais pessoas. Exemplos: “O jovem abandonou a esquadra com sinais de maus tratos”, “A
Joana acabou por pedir o divórcio face aos sucessivos maus tratos que recebia por parte do seu
marido”, “A mulher, farta dos maus tratos, não tolerou mais a situação e acabou por disparar oito tiros
contra o seu companheiro”.
Não há nenhuma definição única e precisa de maus tratos, uma vez que as suas características
dependem do contexto. Os maus tratos podem abarcar desde um insulto ocasional a um vendedor
cujo agressor mal conhece às tareias e pancadas quotidianas que um abusador pratica sobre a sua
esposa.
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
A negligência (do latim "negligentia") é o termo que designa falta de cuidado ou de aplicação
numa determinada situação, tarefa ou ocorrência. É frequentemente utilizado como sinónimo
dos termos "descuido", "incúria", "desleixo", "desmazelo" ou "preguiça".
É uma forma de conduta humana que se caracteriza pela realização do tipo descrito numa lei
penal, através da lesão a um dever de cuidado, objetivamente necessário para proteger o bem
jurídico e onde a culpabilidade do agente se assenta no fato de não haver ele evitado a
realização do tipo, apesar de capaz e em condições de fazê-lo.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


A violência doméstica abarca comportamentos utilizados num relacionamento, por
uma das partes, sobretudo para controlar a outra.

A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ENGLOBA DIFERENTES TIPOS DE ABUSO, TAIS COMO:

• violência emocional: qualquer comportamento do(a) companheiro(a) que visa fazer o


outro sentir medo ou inútil. Usualmente inclui comportamentos como: ameaçar os
filhos; magoar os animais de estimação; humilhar o outro na presença de amigos,
familiares ou em público, entre outros.

• violência social: qualquer comportamento que intenta controlar a vida social do(a)
companheiro(a), através de, por exemplo, impedir que este(a) visite familiares ou
amigos, cortar o telefone ou controlar as chamadas e as contas telefónicas, trancar o
outro em casa.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


• violência física: qualquer forma de violência física que um agressor(a) inflige ao companheiro(a). Pode
traduzir-se em comportamentos como: esmurrar, pontapear, estrangular, queimar, induzir ou impedir que
o(a) companheiro(a) obtenha medicação ou tratamentos.

• violência sexual: qualquer comportamento em que o(a) companheiro(a) força o outro a protagonizar
atos sexuais que não deseja. Alguns exemplos: pressionar ou forçar o companheiro para ter relações
sexuais quando este não quer; pressionar, forçar ou tentar que o(a) companheiro(a) mantenha relações
sexuais desprotegidas; forçar o outro a ter relações com outras pessoas.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


• violência financeira: qualquer comportamento que intente controlar o dinheiro do(a) companheiro(a) sem que este
o deseje. Alguns destes comportamentos podem ser: controlar o ordenado do outro; recusar dar dinheiro ao outro ou
forçá-lo a justificar qualquer gasto; ameaçar retirar o apoio financeiro como forma de controlo.

• perseguição: qualquer comportamento que visa intimidar ou atemorizar o outro. Por exemplo: seguir o(a)
companheiro(a) para o seu local de trabalho ou quando este(a) sai sozinho(a); controlar constantemente os
movimentos do outro, quer esteja ou não em casa.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
A violência contra as mulheres é um fenómeno complexo e multidimensional, que atravessa
classes sociais, idades e regiões, e tem contado com reações de não reação e passividade por
parte das mulheres, colocando-as na procura de soluções informais e/ou conformistas, tendo
sido muita a relutância em levar este tipo de conflitos para o espaço público, onde durante
muito tempo foram silenciados.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


A reação de cada mulher à sua situação de vitimação é única. Estas reações devem ser encaradas
como mecanismos de sobrevivência psicológica que, cada uma, aciona de maneira diferente para
suportar a vitimação.

Muitas mulheres não consideram os maus-tratos a que são sujeitas, o sequestro, o dano, a injúria,
a difamação ou a coação sexual e a violação por parte dos cônjuges ou companheiros, como
crimes.

As mulheres encontram-se, na maior parte dos casos, em situações de violência doméstica pelo
domínio e controlo que os seus agressores exercem sobre elas através de variadíssimos
mecanismos, tais como: isolamento relacional; o exercício de violência física e psicológica; a
intimidação; o domínio económico, entre outros.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


O ambiente familiar é o exemplo do que é uma relação para os jovens.
Atenção aos nossos jovens, e ao que eles consideram e aceitam como sendo
normal e o amor.

Adolescentes!!!

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Testemunhas de violência doméstica: Tal inclui presenciar ou ouvir os abusos infligidos sobre a
vítima, ver os sinais físicos depois de episódios de violência ou testemunhar as consequências
desta violência na pessoa abusada;

Instrumentos de abuso: Um pai ou mãe agressor pode utilizar os filhos como uma forma de
abuso e controlo;

Vítimas de abuso: As crianças podem ser física e/ou emocionalmente abusadas pelo agressor
(ou mesmo, em alguns casos, pela própria vítima).

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a violência contra as pessoas idosas como:

“A ação única ou repetida, ou a falta de resposta adequada, que causa angústia ou dano a uma pessoa
idosa e que ocorre dentro de qualquer relação onde exista uma expectativa de confiança.”

A violência contra as pessoas idosas tem sido classificada em diferentes tipos – violência física; violência
psicológica; violência sexual; violência económica ou financeira; negligência; abandono – podendo estes
surgir isoladamente ou combinados.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Apesar de as mulheres sofrerem maiores taxas de violência doméstica, os homens também são
vítimas deste crime. As mulheres também cometem frequentemente violência doméstica, e não o
fazem apenas em autodefesa.

Os homens vítimas de violência doméstica experimentam comportamentos de controlo, são alvo


de agressões físicas (em muitos casos com consequências físicas graves) e psicológicas, bem como
também estes receiam abandonar relações abusivas.
O medo e a vergonha são, para estas vítimas, a principal barreira para fazer um primeiro pedido de
ajuda. Estes homens receiam ser desacreditados e humilhados por terceiros (familiares, amigos e
até mesmo instituições judiciárias e policiais) se decidirem denunciar a sua vitimação.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Ver powerpoint de IE

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


APOIO JURÍDICO
Da extensão das matérias relativas ao Apoio Jurídico a pessoas vítimas de crime podem
apontar para três grandes vertentes que o devem estruturar:

Informar a pessoa vítima de crime acerca dos seus direitos;

Elucidar a pessoa vítima acerca das várias etapas de determinados processos judiciais,
designadamente o processo criminal, o divórcio, a regulação do poder paternal, entre outros;

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


APOIO JURÍDICO

Auxiliar a pessoa vítima a elaborar requerimentos e peças processuais que ela possa,
por si, assinar (isto é, quando não é necessário advogado), como sejam o pedido de
apoio judiciário, a denúncia, a queixa, o pedido de indemnização civil, o pedido de
suspensão provisória do processo criminal ou, no caso de vítimas de crimes violentos ou
de violência conjugal, o pedido de indemnização dirigido ao Ministro da Justiça

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Apoio social

O Apoio Social é prestado por técnicos (as) de Serviço Social, educadores sociais e outros
profissionais de Trabalho Social devidamente qualificados. Em termos sociais, a vítima
apresenta frequentemente necessidades básicas ao nível do acolhimento, alimentação e da
saúde.

O apoio social prestado tem, entre outros, os seguintes objetivos:


❖ Fazer o diagnóstico das necessidades sociais da vítima de crime e da sua família,
nomeadamente ao nível da habitação, educação emprego e formação profissional;
❖ Informar a vítima acerca dos vários recursos sociais existentes;
❖ Refletir e explorar com a vítima os recursos sociais mais adequados;

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


❖ Auxiliar a vítima no contacto, presencial ou não, com outros serviços e instituições (locais, regionais ou
nacionais), para otimizar os recursos mais adequados para o processo de apoio;
❖ Encaminhar a vítima para outros serviços e instituições (locais, regionais ou nacionais), favorecendo o
contacto com os respetivos profissionais;
❖ Acompanhando a vítima presencialmente;
❖ Elaborando os relatórios de processo de apoio à vítima necessários.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Quando estamos perante uma vítima de violência, importa ter em conta alguns aspetos não
diretamente relacionados com o atendimento, mas com regras elementares de bom trato e
cortesia.
Estas ajudam-nos a mostrar-lhe que é bem-vinda, num momento difícil.

O apoio emocional deve estar presente em todos os momentos do processo. Não necessita que
dele se façam grandes explicações: devemos estar diante da vítima com sensibilidade humana,
capazes de a ouvir, de a compreender e estabelecer empatia

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


O apoio emocional deve ser garantido por qualquer profissional que esteja implicado no processo.
É de natureza pessoal, não requer nenhuma especialização académica, ou profissional.

No atendimento presencial, devemos ter com a vítima uma relação de empatia, no qual a
comunicação tenha qualidade.

Numa necessária interação, alternamos com a pessoa papéis de emissor e recetor, estabelecendo
por isto uma relação da qual deverá resultar o apoio de que necessita.

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Existem algumas técnicas para que possamos estabelecer esta comunicação:

❑ Apresentação. Em primeiro lugar, devemos apresentar-nos: este é sempre o primeiro passo a dar no
início do atendimento, ao qual devemos associar sempre uma saudação agradável, simpática.

❑ Ouvir com atenção. Quando a vítima fala, ouçamos com atenção. Devemos prestar atenção
apreendendo os conteúdos da sua mensagem, tanto racionais, como emocionais. Devemos também
responder não verbalmente, mostrando que estamos a prestar atenção ao que está a dizer-nos. Podemos
fazê-lo através do uso de sinais, como:
Manter os olhos fixos nos seus
Acenar com a cabeça
Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP
Utilizar interjeições
❑ Reformular. Devemos expor os conteúdos emitidos pela vítima no seu discurso, de modo a
termos certeza de o ter apreendido adequadamente, podendo também fazer uso de exemplos
simples que os expliquem em concreto. Isto é importante também para que a vítima tenha a
certeza de que está a ser ouvida com atenção, o que a encorajará a continuar;

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Questionar. Devemos questionar a vítima sempre que esta não tenha emitido toda a informação necessária ao
processo de apoio e/ou ao encaminhamento, ou quando a informação tenha sido contraditória ou menos clara.
Para tal, podemos utilizar questões abertas, que geralmente implicam conteúdos mais ou menos vastos e/ou
complexos ou que envolvem abstração e cujas respostas não serão simples e/ou curtas, como por exemplo:

Que receio tem de ir a Tribunal?


Como se sente agora?
O que o preocupa?

questões fechadas, que geralmente implicam uma resposta de “sim” ou “não”

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Encorajar a expressão de emoções e/ou sentimentos. Devemos mostrar disponibilidade, para que a
vítima se expresse espontaneamente, auxiliando-a na libertação de emoções e/ou sentimentos, usando
expressões como:

Não se reprima
Chorar é natural e pode fazer-lhe bem
Esteja à vontade...
É natural que se sinta assim abalado...
Chorar não é motivo de vergonha...

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP


Dentro deste grande tema escolha um subtema e realize um trabalho escrito
onde um dos conteúdos seja aprofundado:

- Violência nas mulheres;


- Violência nas crianças;
- Violência nos idosos;
- Violência nos homens;
- Perfil do agressor;
- Negligência
- Escolha um dos tipos de violência (física, psicológica,
financeira, sexual, etc..)
- Violência no namoro
- Bullying

Cuidados na saúde a populações vulneráveis-IEFP

Você também pode gostar