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O Planejamento como instrumento de decisão antecipada

por Leonardo Hoff dos Santos


Os diversos fatores hoje percebidos no ambiente empresarial não apenas aumentaram
os riscos corridos diariamente como também tornaram os processos de planejamento e
de tomada de decisão bem mais difíceis do que outrora.

O crescimento econômico mais lento, a intensificação da concorrência, a estrutura


demográfica em rápida transformação, o avanço tecnológico e a globalização tomaram
conta da realidade econômica e empresarial, sobretudo em nações com recente
histórico de abertura político-econômica.

Essas transformações criaram a necessidade de adaptação na estrutura e nas


estratégias de empresas e governos, exigindo destas agilidade e flexibilidade, além de
tornar cada vez mais necessário conhecer o ambiente no qual se está inserido,
analisando-o cuidadosamente e definindo planos e metas para enfrentar as mudanças
necessárias para superar os riscos ou ameaças eminentes.

Além disto, a concorrência cada vez mais acirrada exige uma gestão empresarial com
controle de custos, com aumento de flexibilidade na estrutura (tanto organizacional
quanto operacional), aliando a isso a busca contínua de incremento de valor aos
produtos e serviços oferecidos, o que pode ser alcançado através da qualidade, da
diferenciação, da superação das expectativas de seus clientes e, também, através da
conquista de um maior número de consumidores visando privilegiar-se de uma
economia de escala.

Assim, neste ambiente um tanto hostil, as empresas precisam compreender o


comportamento de seus clientes-alvo e, também, as mudanças sócio-econômicas, as
variáveis demográficas, as tecnologias emergentes etc, para, então, identificar as
tendências e desenvolver os atributos que o qualificarão a atender seu mercado
satisfatoriamente, sobretudo considerando-se aqueles mercados em expansão e/ou
com alto potencial de consumo.

Se a realidade multiplica os riscos para empresas mal estruturadas ou que tenham


estratégias equivocadas ou confusas (gerando uma grande incerteza sobre seu futuro),
é cada vez mais importante prestar especial atenção ao rol de fatores que influenciam
seus negócios e suas oportunidades, buscando-se promover uma maior ênfase na
monitoração dos mesmos e na preparação para uma rápida adaptação às mudanças.

Se os negócios sinalizam para resultados negativos, então as empresas deverão


perceber e agir rápida e corretivamente. Para se manterem no mercado deverão adotar
uma estratégia de enxugamento de negócios menos lucrativos e focalização daqueles
mais positivos, ou até mesmo terceirizando atividades que não possa fazer tão
eficientemente quanto um possível parceiro o faria.

Isso tudo sem jamais esquecer de procurar manter-se atualizada em tecnologia, em


continuar aperfeiçoando seus recursos humanos e investindo em pesquisa e
desenvolvimento de novos produtos e mercados.
Estas políticas, sem dúvida, possibilitarão estar preparado para assumir potencialmente
novas oportunidades de negócios e, assim, continuar uma trajetória de conquistas. De
outra forma, sob uma perspectiva negativa ou pela inabilitação para a mudança (fator
chave da evolução), talvez seja melhor "recolher as malas" e abandonar os negócios
para evitar prejuízos maiores.

Mas para aqueles que realmente tiverem perfil empreendedor isso não será problema, e
ficará fácil tomar a decisão acertada de continuar trabalhando para construir mais
riquezas e desenvolvimento para si e para nossa sociedade, não somente por sua
natureza de buscar realizar seus sonhos e ideais como, também, pela sua capacidade
de planejar como atingirá seus objetivos.

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