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OBTENÇÃO DE ENERGIA

Existem duas vias catabólicas responsáveis pela transferência de energia de compostos orgânicos para moléculas de
ATP: a fermentação e a respiração aeróbia, consoante as condições sejam de anaerobiose (ausência de oxigénio)
e aerobiose (presença de oxigénio), respetivamente.
Fermentação e Respiração aeróbia (A primeira etapa de degradação dos compostos orgânicos é comum à
fermentação e à respiração e designa-se glicólise)

RESPIRAÇÃO AERÓBIA - RESPIRAÇÃO CELULAR


A respiração aeróbia processa-se em quatro etapas: 3 constituem a degradação oxidativa da glicose e 1 a
fosforilação oxidativa
glicólise,
formação da acetil-CoA
ciclo de Krebs
fosforilação oxidativa.

1ª FASE GLICÓLISE
 engloba o conjunto de reações de ativação e hidrólise da glicose até ácido pirúvico;
 ocorre no hialoplasma;
É possível definir duas fases.
– fase da ativação: inicia-se com a ativação da molécula de glicose, por duas moléculas de ATP, e termina com a
formação de duas moléculas de aldeído fosfoglicérico (PGAL);
– fase de rendimento: inicia-se com a oxidação do PGAL, que perde dois hidrogénios que vão ser utilizados para
reduzir a molécula de NAD+, formando-se NADH e H+, e termina com a formação de quatro moléculas de ATP e
de duas moléculas de ácido pirúvico.

No final da glicólise restam:- 2 moléculas de ácido pirúvico;- 2 moléculas de NADH;– 2 moléculas de ATP (formam-se
quatro, mas dois são gastos na ativação da glicose).
2ª FASE - FORMAÇÃO DA ACETIL-CoA
– desenvolve-se na matriz mitocondrial;
– ocorre a descarboxilação e oxidação do ácido pirúvico (resultante da glicólise) a acetil-CoA.
– há formação de CO2;
– redução do NAD+ que passa a NADH e H+;

Produtos finais (por molécula de glicose):


– 2 moléculas de acetil-CoA;
– 2 NADH e H+;
– 2 CO2.

3ª FASE - CICLO DE KREBS


– desenvolve-se na matriz mitocondrial;
– inclui uma série de reações enzimáticas cíclicas, que permitem a oxidação do grupo acetil a CO2, devido a
desidrogenações e descarboxilações;
– há formação de CO2;
– há produção de ATP por fosforilação a nível do substrato;
– os hidrogénios libertados são aceites pelo NAD+ e FAD

Produtos finais (por molécula de glicose)


– 2 ATP;
– 6 NADH e H+;
– 2 FADH2;
– 4 CO2.
4ª ETAPA - FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA
– cedência dos eletrões do NADH e do FADH2 a uma cadeia transportadora de eletrões, ordenados de
acordo com o seu potencial redox;
– produção de ATP, por fosforilação oxidativa;
– formação de H2O por aceitação dos eletrões e dos protões (iões de hidrogénio), pelo oxigénio (último
aceitador de eletrões da cadeia respiratória);

Produtos finais (por molécula de glicose):


– H2O;
– 32 ou 34 ATP;
– calor.

Na respiração aeróbia os compostos orgânicos são degradados até compostos inorgânicos muito simples, H2O e
CO2, o rendimento energético, é portanto elevado.

A equação geral da respiração aeróbia traduz-se por:

C6H12O6 + 36Pi + 36ADP à 6 CO2 + 36ATP + 42 H2O

RESUMO DA RESPIRAÇÃO CELULAR AERÓBIA


FERMENTAÇÃO
Na fermentação não há uma degradação completa dos compostos orgânicos e, consequentemente, o rendimento
energético é reduzido (2 ATP). O álcool etílico e o ácido láctico formado, são moléculas ricas em energia.
A fermentação ocorre no hialoplasma e compreende duas etapas: a glicólise e a redução do ácido pirúvico.

1ª ETAPA GLICÓLISE
é comum à fermentação e à respiração

2ª ETAPA - REDUÇÃO DO ÁCIDO PIRÚVICO:


O ácido pirúvico em condições de anaerobiose é reduzido pelo NADH (formado durante a glicólise) formando
diferentes produtos, consoante o tipo de fermentação.
Os dois tipos mais frequentes de fermentação são a alcoólica e a láctica.

Na fermentação alcoólica, o ácido pirúvico é descarboxilado (perde CO2), originando aldeído acético. Este é
reduzido pelo NADH, formando álcool etílico.

Na fermentação láctica, não se verifica a descarboxilação do ácido pirúvico. Este é reduzido pelo NADH, formando
ácido láctico.

Fermentação Acética
É uma fermentação derivada da alcoólica. Na fermentação acética, o etanol gerado é oxidado e convertido em ácido
acético, quando em contacto com bactérias específicas. É importante na produção de vinagres, onde o ácido acético
é seu principal constituinte.

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