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Grécia Antiga

História da Grécia
A Grécia esta situada na Europa Oriental, entre os mares Jônio, Egeu e
Mediterrâneo. É um país montanhoso. Suas costas apresentam muitos golfos e
enseadas. Na Grécia continental, o solo é árido e pedregoso, o que tornava
difícil a prática da agricultura. O relevo, muito acidentado, dificultava a
comunicação entre vários pontos do interior dessa região. No litoral, havia
facilidade de comunicação pelo mar. Sendo extremamente recortada, a costa
grega apresentava uma série de portos naturais.As ilhas são numerosas,
destacando-se Eubélia, Samos, Lesbos e Rodes. O Clima é temperado e
saudável. Do solo pobre os gregos tiravam três produtos principais: trigo, uvas
e azeitonas. Versão Mito: O povo grego julgava-se autóctones, descendentes
lendários de Heleno, filho de Deucalião e Pirra, que povoaram o mundo após o
Dilúvio. Diziam ser Heleno pai de Doro, Éolo e Xuto, e avô de Aqueu e Jônio,
filhos de Xuto. Os filhos e os netos de Heleno deram origem aos quatro ramos
do povo da Hélade, nome da Grécia na época clássica (Jônios, Eólios, Dórios e
Aqueus). Versão Histórica: O provável é que os gregos pertencessem aos
grupos nórdicos e alpinos da raça branca, que chegaram à Grécia por volta de
2000 a.C e cruzaram-se com os primitivos mediterrâneos. Ocuparam toda a
península grega a partir de aproximadamente 1200 a.C distribuídos nos
seguintes grupos: Jônios, Eólios, Dórios e Aqueus, que eram clãs Patriarcais ou
Genos. De uma reunião dos Genos, criou-se as Fratrias e delas originaram-se
as tribos, destas os Demos que eram pessoas que se uniram por costumes e
cultos comuns por volta de uma acrópole (centro), criaram as Pólis, cidades
antigas (ver período Arcaico). Os gregos eram altos, brancos, musculosos,
cabelos ondulados e escuros, olhos grandes, nariz reto, dotados de inteligência
criadora, imaginação, sentimento artístico, espírito aventureiro, sóbrios,
alegres, otimistas e devotados ao ideal da liberdade. A Grécia antiga
desempenhou um papel muito importante na Antigüidade, constituindo uma
civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura ocidental.
A Evolução Política
Quase todas as cidades-Estados da Grécia passaram pelos seguintes estágios:
• Realeza ou monarquia: patriarcal e hereditária. O “basileu” (rei) exercia
as funções sacerdotais, militares e judiciais. Seu poder era limitado pelo
“Conselho dos Anciãos”, formado pelos membros da nobreza agrária;
• Oligarquia: governo de minoria, estabelecida pela aristocracia que se
apoderou do poder;
• Arcontado: Exercido pelos aristocratas e proprietários de terra,
estabeleciam uma verdadeira oligarquia (apenas em Atenas).
• Tirania: exercida por ditadores que usurpavam o poder. Os tiranos nem
sempre eram opressores e satisfaziam a maioria da população, cuja
situação econômica era precária;
• Democracia: na qual o povo tinha o direito de exercer uma parcela do
poder público.
A Religião Grega
A religião grega era politeísta e antropomórfica (formas humanas), era
praticada para obter recompensas materiais e agradar aos deuses. Os gregos
imaginavam seus deuses como seres humanos, e por tanto, com suas
qualidades e defeitos. Os deuses nasceram na origem do mundo, onde no
início tudo era Caos. Deste Caos surgiram Nix ( a noite do alto) e seu irmão
Érebo (obscuridade dos infernos). Os dois, pouco a pouco, foram se separando.
Nix instalou-se numa imensa esfera que se dividia em duas metades: Urano
(abóboda celeste) e Gea (também chamada de Gaia). Da união de Urano e
Geia nasceram os 12 Titãs: Cronos e Réia que governam as terras e o tempo;
Oceânos e Tétis que governam as Águas; Himpérios e Thia, que governam o
Fogo ( o Sol ); Coeos e Febe que governam a Escuridão (as Estrelas e a Lua );
Iapetos e Themis que governam a Justiça e, Círos e Minemosine; que governam
as Memórias e as Escrituras dos Destinos, os Ciclopes, os monstros de cem
braços, os Gigantes e outras divindades fantásticas distribuídas sobre a terra.
Cronos destronou seu pai Urano e se converteu no soberano do Universo e
devorador de seus próprios filhos. Zeus, seu filho menor, foi salvo por Réia,sua
mãe. Zeus depois de vencer os Titãs e os gigantes e matar seu pai, tornou-se o
senhor do Universo. Começa a era dos filhos de Cronos, a origem do homem,
graças ao Titã Prometeu, que sobreviveu a Zeus roubando o fogo de Zeus de
cima do monte Olimpo, uma montanha do Norte da Grécia, cujo cume era
sempre coberto de neve, e onde os deuses se reuniam para decidir o destino
do mundo. Com o fogo, cedido aos homens por Prometeu, os homens saíram
de seu estado de irracionalidade e transformaram-se em seres racionais.
Zangado, Zeus castigou Prometeu mantendo-o acorrentado nas montanhas do
Cáucaso, onde um abutre lhe comia todos os dias as entranhas que
regeneravam para serem comidas novamente, para a eternidade. Os homens
foram quase todos exterminados por um Dilúvio, mas Deucalião, filho de
Prometeu e sua mulher sobreviveram. Nasceu assim uma nova
humanidade.Zeus, querendo castigar os sobreviventes do Dilúvio e seus
descendentes, reuniu todos os males do mundo e os colocou em uma caixa de
madeira e a largou no mundo. Pandora, famosa por sua beleza e curiosidade
abriu a caixa e soltou sobre o mundo as desgraças e sofrimentos. Fora aberta a
“caixa de Pandora”. Os Heróis, considerados filhos dos deuses, semi–deuses ou
personalidades famosas de uma região ou cidade, foram homens ilustres, que
combatiam esses males e quando morriam eram venerados. A expedição dos
Argonautas é um conto onde vários desses heróis foram reunidos e onde se
contou suas aventuras, mais do que um mito ele narra as primeiras tentativas
dos gregos em busca de novas terras e de riquezas além mar. A religião grega
não satisfazia certas exigências de alma, tais como uma moral mais pura, uma
união mais íntima com os deuses, para isso serviam os rituais e os santuários,
onde geralmente a maioria dos rituais eram realizados,para todos os deuses,
para a natureza ou para deuses específicos.
A Formação dos Mitos
Os gregos não somente imaginavam seus deuses, como lhe atribuíam uma
personalidade, uma história e muitas aventuras. Os relatos fantásticos dos
feitos dos deuses, semi-deuses, criaturas fantásticas e heróis formam a
Mitologia, que foi elaborada lentamente através dos séculos, durante os quais
se formou o próprio povo grego. Muitos homens notáveis também foram
elevados à categoria de semi-deuses, acumulando-se assim um conjunto de
crenças, de tradições e de contos populares. Os poetas e artistas modelaram a
imagem definitiva dos deuses em suas obras.
A Cultura Grega
Artes: os gregos alcançaram notável progresso no campo das artes,
principalmente na Escultura e na Arquitetura. Desenvolveram também a
Pintura, o Teatro, a Música e a Cerâmica. Suas características principais são:
humanismo, simplicidade, nacionalismo, equilíbrio, ordem e moderação.
Letras: as poesias Épicas, que contavam as aventuras dos heróis, deuses e
semi-deuses e a poesia Lírica, contando sobre personalidades, suas vidas e
seus lugares tiveram grande importância.
Teatro: o Drama e a Comédia gregas em forma de poesia, foram um marco
para o que se conhece nos dias de hoje.
Ciências: matemática: temos Pitágoras, Arquimedes e Euclides. Na Biologia
temos: Aristóteles e na Medicina temos: Hipócrates de cós e Acméon.
Filosofia Grega
Modernamente é a disciplina, ou a área de estudos, que envolve a
investigação, a argumentação, a análise, discussão, formação e reflexão das
idéias sobre o mundo, o Homem e o todo. Originou-se da inquietude gerada
pela curiosidade em compreender e questionar os valores e as interpretações
aceitas sobre a realidade dadas pelo senso comum e pela tradição. A filosofia
grega pode ser dividida em três fases: período pré-socrático, socrático e
helenístico. No período pré-socrático, a Filosofia foi utilizada para explicar a
origem do mundo e das coisas ao redor. Os pré-socráticos buscavam um
princípio que deveria ser presente em todos os momentos da existência de
tudo. Os principais filósofos dessa fase foram: Tales de Mileto, Heráclito,
Anaximandro, Xenófanes e Parmênides. O período socrático foi caracterizado
pela mudança em relação ao objeto de estudo da filosofia, passando da
metafísica para o homem em si. Esse caráter antropológico se deu através dos
três principais filósofos gregos: Sócrates, Platão e Aristóteles. O período
helenístico compreende desde o final do Século III a.C até o Séc. II d.C. Essa
fase foi marcada pela associação da visão cristã à filosofia, passando a crer
mais em soluções individuais que coletivas. Entre os filósofos deste período,
podemos citar: Marco Aurélio, Séneca, Epíteto, Lucano, Pirro de Elis,
Antístenes, Diógenes de Sínope, etc.
Causas da Expansão Marítima
A expansão marítima foi caracterizada pelo colonialismo, povoamento e
exploração econômica, e pelo imperialismo, domínio econômico , motivada
pelos seguintes fatores:
• Pobreza do solo, que obrigou aos gregos procurarem em outras terras o
necessário para a sua subsistência;
• Concentração das terras nas mãos das grandes famílias, que obrigava os
elementos de categoria inferior á emigração;
• Situação geográfica, o território recortado pelos mares despertou no
povo o interesse pelas atividades marítimas;
• Desejo de enriquecer e o espírito aventureiro dos gregos empobrecidos
que saíam em busca de fortunas no Oriente.
As conseqüências da Colonização
As conseqüências foram:
• Extinção do monopólio do comércio marítimo dos fenícios;
• Progresso econômico dos povos do Mediterrâneo;
• Ascensão da classe dos mercadores;
• Desenvolvimento do comércio e da indústria(caseira) por conta do
prejuízo na agricultura;
• Supressão da monarquia, ascensão da tirania e posteriormente da
democracia;
• Difusão da cultura grega.
As Causas da Decadência da Grécia Antiga
As causas foram:
• Isolamento das cidades – Estados;
• Lutas internas;
• Política imperialista que provocou lutas civis, crises econômicas e
degeneração dos costumes.
As Principais Contribuições
• Democracia;
• Artes;
• Filosofia;
• Ciências.
Períodos da História Grega
Pré-Homérico (1900-1100 a.C) — Período antes da formação do homem
grego e da chegada cretense e Fenícia. Nessa época, estavam se
desenvolvendo as civilizações Cretense ou Minóica (ilha de Creta) e a Micênica
(continental).
Homérico (1100-700 a.C) — Quando acontece a chegada de Homero, que foi
considerado marco na história por suas obras, Odisséia (O livro segue os
eventos da viagem do rei Odisseu (ou Ulisses), de Ítaca, que voltava da guerra
de Tróia) e Ilíada (livro que narra os acontecimentos ocorridos no período de
pouco mais de 50 dias durante o décimo e último ano da Guerra de Tróia e que
se baseia no ódio de Aquiles.). Período que iniciou a ruralização e comunidade
gentílica (comunidade na qual um ajuda o outro na produção e colheita).
Denominava-se também de “tempos homéricos” ou “tempos heróicos” esse
período. A organização política baseava-se na Monarquia, o rei não era
absoluto, pois seus poder era limitado pelo Conselho dos Nobres. Exercia as
funções sacerdotais e militares sem remuneração. A organização social era
simples, quase não havia distinção entre as classes sociais. O trabalho era
digno. As famílias estavam unidas por um antepassado comum. A economia
baseava-se na pecuária e na agricultura, só plantavam o que iriam consumir
(quando a terra não estava fértil saíam em busca de terra). O comércio era
pouco desenvolvido e na base de trocas.
Obscuro (1150-800 a.C.) — Chegada dos Aqueus, Dóricos, Eólios e
Jônicos(explicação sobre eles no início do texto); formação dos Genos (tipo de
organização social da Grécia Antiga, eram uma espécie de clãs ou grandes
famílias. Cada geno era chefiado pelo homem mais velho e o poder era
passado do pai para o filho primogênito); ausência da escrita.
Arcaico (800-500 a.C.) — Formação da pólis (era o modelo das antigas
cidades gregas: a pólis possuía uma configuração espacial própria:
normalmente ficava justaposta ou circundava a Acrópole (a parte alta da
cidade, destinada aos templos); possuía um espaço central público, onde
também se localizava o mercado; além de uma espécie de ginásio esportivo.
Mais que um modelo ela era um modo de vida urbano que se tornaria a base
da civilização ocidental, mostrando-se um elemento fundamental na
constituição da cultura grega); colonização grega; aparecimento do alfabeto
fonético, da arte e da literatura além de progresso econômico com a expansão
da divisão do trabalho do comércio, da indústria(do tipo caseira) e processo de
urbanização.
Clássico (500-338 a.C.) — O período de esplendor da civilização grega, ainda
que discutível.Conhecido como o “Século de Péricles”, o apogeu da democracia
e desenvolvimento das letras, das artes e das ciências. As duas cidades
consideradas mais importantes desse período foram:
Atenas: localiza-se na península de Ática, ao sudoeste da Grécia, era a mais
próspera da Grécia Antiga. Por ser uma cidade bem sucedida e comercial,
Atenas despertou a cobiça de muitas cidades gregas. Esparta se uniu a outras
cidades gregas para atacar Atenas. A Guerra do Peloponeso (403 a 362 aC)
durou 41 anos e Esparta venceu, tomando a capital grega para si, que, a
propósito, continuou riquíssima culturalmente.A educação ateniense era
diferente da de Esparta. Visava formar bons cidadãos. Os meninos começavam
a freqüentar escolas desde os sete anos, acompanhado de um escravo
chamado “pedagogo”, isto é, “condutor da criança”. A Pederastia também era
praticada em Atenas. No início, aprendiam a ler, escrever e contar. Depois
estudavam música e Literatura. Terminando o serviço militar, chamado Efíbia,
dos 18 aos 20 anos, os jovens eram considerados cidadãos. Alguns dos maiores
nomes do mundo viveram nesta região repleta de escritores, pensadores e
escultores, entre eles estão: os autores de peças de teatro Ésquilo, Sófocles,
Eurípedes e Aristófanes e também os grandes filósofos Platão e Sócrates. A
democracia ateniense privilegiava apenas seus cidadãos (homens livres,
nascidos em Atenas e maiores de idade) com o direito de participar ativamente
da Assembléia e também de fazer a magistratura. No caso dos estrangeiros,
estes, além de não terem os mesmos direitos, eram obrigados a pagarem
impostos e prestar serviços militares. Tanto Esparta quanto Atenas, eram
cidades evoluídas e, em pleno século VI aC, a forma de governo em ambas era
democrática.
Atenas (do vídeo Navegantes: Grécia)
Eupátridas: era a elite, a aristocracia
Geomores: pequenos proprietários rurais
Metecos: estrangeiros
Areópagos: Formado por eupátridas, era o conselho dos anciãos.
Assembléia (Eclésia): composta pelos integrantes do exército. Elegia os
governantes, aprovava leis e decidia questões referentes à paz e a guerra.
Arconte: Principal autoridade civil, junto com os Polemarcas, exerciam o poder
político, militar e religioso.
Arconte Drácon: foi o primeiro a redigir leis escritas em Atenas.
Sólon: acabou com a escravidão por dívidas, perdoou os devedores, devolveu
aos antigos donos as pequenas propriedades tomadas pelos grandes
proprietários de terras, conferiu maiores poderes à Eclésia e intituiu um
tribunal popular (Bulé), cujos os juízes eram escolhidos por sorteio entre os
cidadãos.
Arconte Pisístrato: confiscou as terras dos Eupátridas e distribuiu aos
camponeses.
Clístenes: tomou o poder através de uma revolta popular e decretou a
democracia. Dividiu a Ática em cem unidades.políticas e territoriais, os Demos,
cada qual reunindo indivíduos de diferentes clãs e camadas sociais. Cada
Demos tinha o seu chefe, o Demiarca, escolhido por meio de voto, os demos
foram agrupados em 10 diferentes distritos eleitorais.
Esparta: localizava-se no Peloponeso, no Vale da Lacônia, nas margens do rio
Eufrates. Foi uma das mais notórias cidades-Estado da Grécia Antiga, era uma
cidade de caráter militarista e oligárquico (significa, literalmente, governo de
poucos), nunca tendo desenvolvido uma área urbana importante. O governo de
Esparta tinha como um de seus principais objetivos fazer de seus cidadãos
modelos de soldados, bem treinados fisicamente, corajosos e obedientes às
leis e às autoridades. Em Esparta os homens eram na sua maioria soldados e
foram responsáveis pelo avanço das técnicas militares, melhorando e
desenvolvendo um treino, organização e disciplina intensivos, nunca vistos até
então. O sistema educativo visava formar grandes guerreiros. A disciplina era
severa. As crianças permaneciam com a mãe até os sete anos, aprendiam a
dizer a verdade, respeitar os mais velhos e a não ter medo. O aprendizado
militar, chamado de Agogê, ministrado pelo Estado, começava aos sete anos e
se prolongava até os 18, quando entravam para o exército. Os jovens eram
submetidos a exercícios físicos, castigos corporais, privações e Pederastia. Em
algumas situações, a pederastia era vista como uma questão de fascínio
estético; em outras era inserida na educação dos adolescentes do sexo
masculino, rapazes de famílias de boa posição social, por parte dos pedagogos
– homens maduros. Geralmente estes pedagogos tinham o papel de mestres
destes rapazes, ensinando-lhes algum ofício. Em outros casos, era conveniente
para uma família que seu filho homem pudesse conseguir um mestre de
prestígio, e desta forma ascender socialmente. Com freqüência, o
relacionamento entre ambos ultrapassava a mera amizade, ganhando
contornos de relacionamento amoroso e, por vezes, também sexual e de poder
do mestre sobre o adolescente. O exército espartano era composto de
infantarias pesadas, armadas com lanças, espadas, escudos e de cavalaria. O
soldado ia para a luta disposto a matar ou morrer. Sua alimentação consistia
em um picado de legumes, verduras e carne. O banho era raro. O casamento
era obrigatório, os celibatários (preferiam não se relacionar) eram
ridicularizados. A mulher espartana estava a serviço da pátria, era
independente e dominadora. Quando solteira, praticava exercícios que a
tornavam fortes para se defender e aos filhos e saudável para procriar. Casada,
sua missão era dar ao Estado filhos fortes, bons soldados e bons cidadãos.
Filhos com alguma deformidade eram atiradas ao nascer no abismo de
Taigueto, porque representariam um fardo para a sociedade.
Esparta (do vídeo Navegantes: Grécia)
Espartíatas: típico espartano, vivia em função do Estado e do exército,
pertencia a elite.
Periecos: eram da periferia, uma classe não nobre, se dedicavam ao comércio
e ao artesanato.
Hilotas: escravos, vencidos em guerras ou por dívidas.
Gerúsia (Senado): Conselho de Anciãos. Era constituída por 2 reis e mais de 28
Gerontes, com mais de 60 anos, cuja função era decidir sobre questões
importantes, compor leis e julgar crimes. Eram eleitos pela assembléia do
povo, composta por todos os espartíatas com mais de 30 anos e que tinham
por função votar as questões encaminhadas pela Gerúsia.
Educação espartana: os Esparciatas entravam para o exército aos 7 anos.
As leis de Licurgo: todo espartano seguia rigorosamente a legislação de
Licurgo.
Éforos: Eram 5 magistrados, eleitos pela assembléia do povo, com mandato de
um ano, formando o Eforato. Realizavam atividades de verdadeiros chefes do
governo, tendo autoridade para fiscalizar a cidade, os funcionários, os reis e a
educação.
Helenístico (338-146 a.C.) — Crise da pólis grega, invasão macedônica,
expansão militar e cultural helenística, a civilização grega se espalha pelo
Mediterrâneo e se funde a outras culturas. Este é o período da história da
Grécia compreendido entre a morte de Alexandre III (O Grande) da Macedónia
em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 147 a.C..
Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se
estendia do mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o
helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a
cultura grega aos territórios que conquistava. O helenismo marcou um período
de transição para o domínio e apogeu de Roma.
As Guerras Históricas
A guerra de Tróia: A disputa pelas terras vizinhas do Mar Negro, ricas em
minérios e trigo, deu origem à guerra entre Gregos e Troianos. Segundo a
lenda, a causa da luta foi o rapto de Helena, esposa de Menelau, rei de
Amicléia, futura Esparta, pelo príncipe troiano Paris, irmão mais novo de Heitor
o campeão de Tróia. Para trazê-la de volta, mandaram Aquiles, rei dos
Mirmidões (Os Mirmidões eram habitantes da ilha de Egina que tornaram-se
soldados e seguidores de Aquiles na Guerra de Tróia) e campeão da futura
Esparta. Na lenda, conta-se que ao nascer sua mãe o mergulhou nas águas do
Estígio, tornando-o invulnerável, exceto pelos calcanhares, por onde ela o
segurou. Ele entrou na cidade fortificada de Tróia através do famoso Cavalo de
Tróia, (o cavalo era um símbolo de honraria, e os troianos o levaram para
dentro da sua cidade e fizeram uma grande festa, imaginando ter vencido a
guerra) feito com a madeira dos próprios barcos, onde um punhado de homens
abriu os portões de Tróia para o exército de Aquiles, que matou Heitor, mas foi
morto por Paris, que o acertou nos calcanhares, seu ponto fraco. (sugestão: ver
o filme Tróia).
Guerra do Peloponeso: Relativamente ao poder, as causas da guerra foram
por causa da hegemonia de Atenas sobre as demais cidades gregas e as
diferenças culturais entre Esparta e Atenas, que era a principal rival de
Esparta, e que no século V a.C., então, ela declara guerra contra Atenas, pela
região do Peloponeso, com o pretexto do pequeno conflito entre as cidades de
Córcira e Corinto, onde Esparta apóia Corinto e Atenas Córcira. Mais
precisamente, eles queriam realmente era dominar o Golfo de Corinto, que era
rota para a Sicília e a Itália Meridional, e por isso houve a guerra, uma guerra
entre os gregos. Esparta venceu, derrotou Atenas e passou virtualmente a
governar toda a Grécia, mas em 371 a.C. os outros Estados revoltaram-se e
Esparta foi derrubada, e Tebas tornou-se a principal cidade – Estado grega,
pois por conta da guerra, Atenas entrara em decadência e Esparta tinha
dificuldades para manter o controle da Grécia e, os Tebanos, que tinham um
regime aristocrático e desejo de impor o seu domínio sobre a Grécia,
encontraram nesse momento a oportunidade de se impor e o apoio das outras
cidades. Além de Atenas e Esparta, outras cidades muito importantes foram
Tebas, Corinto e Siracusa.
As Guerras Médicas ou Greco – Pérsicas: Foram guerras entre gregos e
persas, motivadas pelos seguintes fatores:
• Choque de interesses entre o imperialismo grego e o imperialismo persa,
ambos visando os mercados consumidores do Oriente Próximo;
• Revolta das cidades gregas da Ásia Menor contra o domínio persa. Os
aliados entraram na Ásia e incendiaram Sardes, os persas reagiram e
teve início a luta.
A primeira Guerra Médica (490 a.C): Dario I dirigiu-se para Atenas, o auxílio de
Esparta não chegou a tempo, mas mesmo assim, Atenas vence a guerra,
salvando a Grécia.
A segunda Guerra Médica (480 a 479 a.C) Xerxes, filho de Dario I, atacou a
Grécia e Leônidas, rei de Esparta, envio 300 espartanos contra Xérxes, o “Deus
homem” Persa, Leônidas acabou morrendo junto com seus 300 homens, mas
seus outros Espartanos o vingaram, juntamente com os atenienses na batalha
de Salamina. (Sugestão: ver filme 300).
A terceira Guerra Médica (468 a.C): os Persas tentaram tomar parte da Ásia
Menor, mas foram derrotados pelos atenienses e tiveram de admitir em tratado
(tratado de Susa) a supremacia dos gregos no Mar Egeu.
A Confederação de Delos (478 a.C): forma-se uma Liga de cidades gregas sob
a proteção de Atenas denominada “Confederação de Delos” ou “Liga de
Delos”, com sede na cidade de Delos. Seu objetivo era combater os Persas e
lhes manter seguros. As cidades que faziam parte dela deveriam contribuir,
anualmente, com dinheiro, homens e barcos. Chegou a reunir 200 cidades-
Estados e gerou volumosos recursos para Athenas.
Conseqüências das Guerras Médicas:
• Hegemonia de Atenas sobre as demais cidades gregas;
• Revigoramento da democracia;
• Decadência do Império Persa;
• Formação da Confederação de Delos;
• Rivalidade entre Atenas e Esparta.