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FACULDADE NOBRE

ÁLVARO GUIBSON
DENÓCLES SILVA BARRETO JUNIOR
LUIZ ALBERTO ALMEIDA SANTOS
MARCONE LIMA DA COSTA
RAPHAEL SANCHO ALMEIDA NASCIMENTO
VAGNNER JESUS DE JESUS ANDRADE

PROJETO MECÂNICO DE UM TROCADOR DE CALOR TUBO


DUPLO

Feira de Santana

2018
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ÁLVARO GUIBSON
DENÓCLES SILVA BARRETO JUNIOR
LUIZ ALBERTO ALMEIDA SANTOS
MARCONE LIMA DA COSTA
RAPHAEL SANCHO ALMEIDA NASCIMENTO
VAGNNER JESUS DE JESUS ANDRADE

PROJETO MECÂNICO DE UM TROCADOR DE CALOR TUBO


DUPLO

Trabalho apresentado ao curso


de Engenharia Mecânica, da
Faculdade Nobre, como requisito
avaliativo para a disciplina de
Transferência de Calor.

Orientador: Wesley Mascarenhas.

Feira de Santana

2018
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Sumário
Índice de figuras................................................................................4
Índice de tabelas................................................................................5
1 - Resumo........................................................................................6
2 - Abstract........................................................................................7
3 - Introdução.....................................................................................8
4 - Justificativa...................................................................................9
5 - Objetivos.....................................................................................10
5.1 - Objetivo geral.................................................................10
5.2 - Objetivos específicos......................................................10
6 - Metodologia................................................................................11
7 - Referencial teórico......................................................................12
7.1 - Trocadores de calor........................................................12
7.2 - Transferência de calor....................................................12
7.3 - Análise dos trocadores de calor.....................................13
8 - Trocador de Calor tubo duplo.....................................................14
8.1 - Especificação de materiais.............................................15
8.2 - Estimativa de Custo........................................................16
8.3 - Aplicações......................................................................17
8.4 - Dimensionamento através de memorial de cálculo........18
8.5 - Plano de inspeção preventiva........................................19
8.6 - Plano de manutenção preventiva...................................20
8.7 - Desenhos.......................................................................21
9 - Conclusão...................................................................................23
10 - Referências Bibliográficas........................................................24
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Índice de Figuras
Figura 1 - Rede de resistência térmica associada a transferência de calor em
um trocador de calor de tubo duplo............................................................................12
Figura 2 - Equação da taxa de transferência de calor.......................................14
Figura 3 - Equação da taxa de capacidade térmica...........................................14
Figura 4 - Esquema de um trocador de calor tubo duplo...................................14
Figura 5 - Trocador de calor tubo duplo.............................................................15
Figura 6 - Diferentes regimes de escoamentos e perfis de temperatura
associados em trocador de calor de tubo duplo......................................15
Figura 7 - Projeto - trocador de calor de tubo duplo..........................................31
Figura 8 - Desenho Técnico - trocador de calor de tubo duplo..........................31
Figura 9 - Protótipo - trocador de calor de tubo duplo.......................................32
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Índice de Tabelas
Tabela 1 - Cotação............................................................................................16
Tabela 2 - Materiais de protótipo.......................................................................17
Tabela 3 - Escoamento paralelo........................................................................18
Tabela 4 - Escoamento contra corrente.............................................................19
Tabela 5 - Número de Nusselt para escoamento laminar completamente
desenvolvido em um anel circular com uma superfície isolada e outra
isotérmica................................................................................................23
Tabela 6 - Fatores de incrustação representativos (resistência térmica devido à
incrustação para unidade de superfície..................................................29
Tabela 7 - Plano de inspeção preventiva...........................................................30
Tabela 8 - Plano de manutenção preventiva.....................................................30
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1 - Resumo
O trabalho a seguir é uma revisão de literatura, baseado na pesquisa
sobre dimensionamento de um trocador de calor do tipo tubo duplo, onde serão
abordadas as características do mesmo, os cálculos de dimensionamento e
aplicações.
O trocador de calor do tipo tubo duplo ele é especialmente utilizado para
pequenas aplicações, devido sua pequena capacidade, além de ter uma fácil
manutenção. O seu processo de funcionamento baseia-se no escoamento de
um fluido no interior do tubo principal e outro de forma anular entre os tubos.
Os fluidos utilizados em seu processo podem ser os mais variados, a
nível de cálculos, os fluidos utilizados foram água e ar.

Palavras-Chave: Fluidos, tubo duplo, trocador de calor.


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2 - Abstract
The following work is a literature review, based on the research on
design of a double tube type heat exchanger, which will discuss its
characteristics, design calculations and applications.
The double tube type heat exchanger is specially used for small
applications due to its small capacity and easy maintenance. Its operating
process is based on the flow of a fluid inside the main tube and another of
annular form between the tubes.
The fluids used in its process may be the most varied, at the level of
calculations, the fluids used were water and air.

Keywords: Fluids, double tube, heat exchanger.


8

3 - Introdução
Atualmente a competitividade entre as indústrias brasileiras vem
passando por constantes reestruturações em busca de modernização para se
tornarem mais produtivas e conseguirem manter ativo no mercado de trabalho.
Esse aperfeiçoamento de processos se da pelo fato que hoje as
empresas estarem se importando com a economia energética, buscando assim
uma eficiência melhor em seus equipamentos. Nesse mesmo sentido, apesar
das inovações tecnológicas serem as maiores representantes da capacidade
das empresas gerarem lucros, essas inovações também se tornaram o
principal gerador da diversidade competitiva entre elas, tornando o mercado
mais competitivo.
O aperfeiçoamento energético das empresas, pode ser feito com a
otimização de equipamentos como os trocadores de calor, que são dispositivos
de extrema importância para o setor industrial. Existem muitos tipos de
trocadores de calor, que são utilizados em diversas aplicações, desde o setor
industrial, comercial, no aquecimento ou condicionamento de ar e ate mesmo
domésticos. Esses dispositivos foram projetadospara trocar calor entre fluidos,
segundo as leis da termodinâmica, proporcionando o reaproveitamento da
energia térmica presentes nos fluidos quentes. Diante dessa função o trocador
de calor se tornaram importantes ferramentas para a preservação do meio
ambiente, já que eles conservam a energia.
Dentre os vários tipos de trocadores de calor, um dos mais simples é o
tipo tubo duplo. Este equipamento consiste, resumidamente, por dois tubos
concêntricos conectados nas extremidades com a finalidade de suportar o tubo
interno mantendo-o centralizado, promovendo a entrada, a saída ou o retorno
do fluido. Um dos fluidos de trabalho escoa pelo tubo interno e o outro fluido,
pelo tubo externo. A troca térmica é realizada através das paredes dos tubos.
No presente trabalho, será abordado o de trocadores de calor do tipo
tubo duplo, fazendo o levantamento de como ele é constituído, custo,
manutenção, vantagens e desvantagens, aplicações e o seu dimensionamento.
O projeto tem como objetivo analisar e dimensionar um trocador de calor
de tubo duplo.
9

4 - Justificativa
O presente trabalho visa demonstrar o dimensionamento de um trocador
de calor tubo duplo, onde será possível a partir da revisão de literatura,
desenvolver posteriormente um protótipo, baseado na pesquisa desenvolvida.
A ênfase do trabalho é inteiramente didática, a fim de avaliar as
características de um equipamento de troca térmica, definindo parâmetros para
que se consiga a eficiência máxima na troca térmica.
O trocador de calor tubo duplo, é considerado o mais simples dos
trocadores de calor, baseado na sua capacidade, para isso é de extrema
importância que se consiga a máxima eficiência durante a troca térmica, tendo
em vista é necessário que seja feito um correto dimensionamento.
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5 - Objetivos

5.1 - Objetivo Geral

 Analisar e dimensionar um protótipo de um trocador de calor de tubo


duplo, pelos métodos trabalhados em sala de aula.

5.2 - Objetivos Especificos

 Realizar um estudo, sobre o funcionamento, utilidades e componentes


de um trocador de calor do tipo tubo duplo;
 Construir o desenho do protótipo no Autocad;
 Dimensionar um trocador de calor, levando em consideração a
manutenção e o custo do mesmo;
11

6 - Metodologia
A metodologia utilizada neste estudo foi uma revisão de literatura, onde
as coletas de dados foram feitas através de sites, livros e artigos relacionados
ao tema. Posteriormente, foi efetuada uma análise de dados baseados em uma
fundamentação teórica que resolvesse o problema pesquisado. Este tipo de
pesquisa visa o conhecimento para a disciplina de Transferência de Calor.
A escolha desta metodologia, deve-se ao fato da mesma estar ligada a
pesquisa, onde visa gerar conhecimento de determinado objeto ou processo,
voltado para o dimensionamento de um trocador de calor do tipo tubo duplo.
12

7 - Referencial teórico

 7.1 - Trocadores de calor


Os trocadores de calor são dispositivos que facilitam a troca de calor
entre dois fluidos se encontram em diferentes temperaturas, evitando a mistura
de um com o outro (CENGEL e GHAJAR, 2012, p.629).
Segundo ÇENGEL e GHAJAR (2012) a transferência de calor em um
trocador normalmente envolve o processo de convecção em cada fluido e o
processo de condução através das paredes que separam os dois fluidos.
Durante o estudo dos trocadores de calor, pode-se observar que o coeficiente
global de transferência de calor U, representa esses efeitos sobre a troca de
calor e que sua taxa de transferência entre fluidos depende do coeficiente de
temperatura no local, que pode variar ao logo do trocador de calor.

 7.2 - Transferência de calor


Um trocador de calor normalmente envolve dois escoamentos de fluidos
separados por uma parede solida. O calor é transferido do fluido por convecção
e condução, qualquer efeito da radiação é incluído no coeficiente de
transferência de calor. A rede de resistência térmica associada ao processo de
transferência de calor envolve uma resistência de condução e duas de
convecção. (ÇENGEL e GHAJAR, 2012, p. 633).

Figura 1 - Rede de resistência térmica associada a transferência de calor em um trocador de calor de tubo
duplo Fonte: (ÇENGEL & GHAJAR, 2012)
13

 7.3 - Análise dos trocadores de calor


Os trocadores de calor são comumente usados na prática e cabe ao
engenheiro escolher o trocador que vai atender os padrões determinados, que
alcance as temperaturas específicas, bem como sua vasão mássica. (ÇENGEL
e GHAJAR, 2012).
Existem dois métodos utilizados na análise de trocadores de calor.
Destes, o método da diferença de temperatura média logarítmica (LMTD), e o
método da efetividade-NTU.
No entanto deve-se levar emconsideração:
 Dispositivos de escoamento permanente;
 Vazão mássica de cada fluido permanece constante, e as propriedades
do fluido, como temperatura e velocidade em qualquer entrada ou saída,
permanecem a mesma;
 Energia cinética ou potencial, não sofrem mudanças significativas,
devido às poucas alterações de velocidade no escoamento do fluido;
 O calor específico em geral mudacom a temperatura, no entanto em
uma faixa de temperatura especificada, o calor especifico pode ser
tratado como constante;
 A condução de calor axial ao longo do tubo geralmente é insignificante e
pode ser considerada desprezível;
 Deve-se considerar que a superfície externa do trocador de calor de
calor é perfeitamente isolada, de modo que não haja perda de calor para
o meio envolvente;

Esses aparelhos funcionam por um longo período de tempo, sem


quaisquer alterações em suas condições de funcionamento, por conta disso,
pode-se disser que operam em regime permanente, portanto, a vasão mássica
dos fluidos permanecem constantes e as propriedades dos fluidos, como
temperatura e velocidade permanecem as mesmas. Em pratica, todas as
idealizações atribuídas aos trocadores são boas aproximações, e comumente
usadas. Partindo disso, a primeira lei da termodinâmica exige que a taxa de
transferência de calor do fluido quente seja igual ao do fluido frio:
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Figura 2 - Equação da taxa de transferência de calor, Fonte: (ÇENGEL & GHAJAR, 2012)

Na análise de trocadores de calor, é interessante combinar o produto da


vazão mássica e do calor especifico do fluido em uma única quantidade. Essa
quantidadeé chamada taxa de capacidade térmica, definida para escoamento
dos fluidos quentes e frio como:

Figura 3 - Equação da taxa de capacidade térmica, Fonte: (ÇENGEL & GHAJAR, 2012)

8 - Trocador de Calor tubo duplo


Este tipo de trocador é geralmente usado em aplicações de pequenas
capacidades. Considerado, como sendo o mais simples de todos os tipos de
trocador de calor pela fácil manutenção envolvida, além de sua utilização ser
muito rara e particular. O trocador de tubo duplo consiste de dois tubos
concêntricos. Um dos fluidos escoa pelo tubo interno e o outro pela parte
anular entre tubos, em uma direção de contra fluxo.

Figura 4 - Esquema de um trocador de calor tubo duplo


15

Figura 5 - Trocador de calor tubo duplo

Figura 6 - Diferentes regimes de escoamentos e perfis de temperatura associados em trocador de calor


de tubo duplo (Fonte: ÇENGEL & GHAJAR, 2012, p.630)

O fluido escoa através do tubo menor, enquanto que o outro escoa


através do espaço anular entreos dois tubos. Nessesistema de trocador de
calor são possíveis dois tipos de escoamento: escoamento paralelo, os fluidos
quentes e frios entram na mesma extremidade e avançam na mesma direção.
No escoamento contracorrente, os fluidos quente e frio entram de forma oposta
e escoam de forma oposta (ÇENGEL e GHAJAR, 2012, p. 630).

8.1 - Especificação de Materiais


Os trocadores de calor podem ser fabricados de diversos tipos de
materiais, e a escolha dos mesmos, dependem do processo no qual o trocador
de calor deverá ser submetido, para o trocador de calor tubo duplo o ideal em
sua construação é que o mesmo seja contruído em aço carbono e seu tubo
interno de passagem água em aço inox. Esse trocador, possui o mesmo
16

princípio de funcionamento de um trocador de calor tubo duplo comum,


construído com tubo de cobre ou aço carbono (1020).
O trocador de calor tubo duplo em aço inox, possui vantagens
operacionais quando comparado a equipamentos do mesmo tipo, mas
construídos com outros materiais, onde podemos destacar, sua maior
resistência mecânica, maior resistência a ataques químicos, maior resistêcia à
corrosão e maior resistência a abrasão. Todavia, apesar das vantagens
apresentadas é mais caro quando comparado a outros materiais.
O trocador de calor tubo duplo deve ser fabricado utilizando-se normas
técnicas internacionalmente aceitas, como:

 A.S.M.E. - American Society of Mechanical Engineers

 T.E.M.A. - Tubular Exchanger Manufacturers Association

 D.I.N. - Deutsches Institut für Nurmung

 J.I.S. - Japanese Industrial Standards

 A.B.N.T. - Associação Brasileira de Normas Técnicas.

A utilização das normas técnicas acima e a observância das inspeções e


ensaios não destrutivos ( E.N.D. ), preconizados por estas, garantem que
o trocador de calor tubo duplo atenda, integralmente a norma NR-13.

8.2 - Estimativa de Custo

Empresa TermoTek Bermo Global Trocadores


Tubos concêntricos de
aço carbono e casco de R$ 2750,19 R$ 2930,37 R$ 2714,22
aço carbono
Tubos concêntricos de
aço inox e casco de aço R$ 4400,00 R$ 3983,92 R$ 4181,39
carbono

Tabela 1 - Cotação

Foi efetuado cotações com alguns fabricantes da cidade de São Paulo,


onde nos forneceram alguns valores de trocadores que se assemelham com o
protótipo mecânico enviado para cotação.
17

Desenvolvemos um protótipo para demonstração em sala da estrutura


do trocador, onde utilizamos material de sucata, cedidos por uma empresa
local.

Para o desenvolvimento do mesmo utilizamos:


Valor dos materiais para construção de protótipo
Unidades Material Valor
1 (metro) Tubo de 3 1/2" de aço carbono, SCH 40 R$ 168,00
1 (metro) Tubo de 7/8" de aço carbono, SCH 40 R$ 26,50
1 (metro) Tubo de 1/2" de aço carbono, SCH 40 R$ 14,00
4 (unidades) Flanges de 1/4", 4 furos, 150 LBS R$ 63,00
1 (metro) Chapa de 1/4" de aço carbono R$ 12,75
Valor total R$ 284,25

Tabela 2 - Materiais protótipo

8.3 - Aplicações
Este tipo de trocador é aplicado no meio industrial em situações que
necessitam de pequena vazão e pequena quantidade de energia térmica
envolvida e que, normalmente, precisa ser um trocador de calor com fluxos em
contra corrente verdadeira, pois existirá cruzamento de temperaturas, ou seja,
a temperatura de saída do fluido quente será menor que a temperatura de
saída do fluído frio como, por exemplo, o ar comprimido que se encontra a
140°C e deve ser resfriado a 40°C e a água de resfriamento que será a fonte
fria, estando a 30°C, será aquecida até a temperatura de 50°C.
Existe ainda o trocador de calor tubo duplo que e fabricado utilizando-se
de um tubo menor, instalado dentro de outro maior e que tem como elemento
de ligação entre eles, aletas metálicas, tal aplicação, muito particular,
e encontrada em alguns resfriadores de ar comprimido.
18

8.4 - Dimensionamento através de memorial de cálculos


ESCOAMENTO PARALELO

Água fria
Temperatura inicial (To) 25ºC
Temperatura final (Ti) 30ºC
Viscosidade dinâmica (μ) 0,891x10-3kg/ m.s
Viscosidade cinemática (ʋ) 0,893x10-6m2/s
Calor específico (cp) 4,180J/(kg . K)
Massa específica – Densidade (ρ) 997 kg/m³
Número de Prandt (Pr) 6,14
Condutividade térmica do material (K) 0,607 W/(m. K)
Vazão mássica (ṁ) 0,00850 kg/s

Ar quente
Temperatura inicial (To) 180ºC
Temperatura final (Ti) 140ºC
Viscosidade dinâmica (μ) 2,504x10-5kg/m.s
Viscosidade cinemática (ʋ) 3,212x10-5m2/s
Calor específico (cp) 1,019 J/(kg . K)
Massa específica – Densidade (ρ) 0,7788 kg/m³
Número de Prandt (Pr) 0,6992
Condutividade térmica do material (K) 0,03646 W/(m . K)
Vazão mássica (ṁ) 0,006700 kg/s

Tabela 3 - Escoamento paralelo


19

ESCOAMENTO CONTRA CORRENTE


Água fria
Temperatura inicial (To) 30ºC
Temperatura final (Ti) 40ºC
Viscosidade dinâmica (μ) 0,798x10-3kg/m.s
Viscosidade cinemática (ʋ) 0,800x10-6m2/s
Calor específico (cp) 4,178 J/(kg . K)
Massa específica – Densidade (ρ) 996 kg/m³
Número de Prandt (Pr) 5,42
Condutividade térmica do material (K) 0,615 W/(m. K)
Vazão mássica (ṁ) 0,00945 kg/s

Ar quente
Temperatura inicial (To) 200ºC
Temperatura final (Ti) 160ºC
Viscosidade dinâmica (μ) 2,577X10-5kg/m.s
Viscosidade cinemática (ʋ) 3,455x10-5m2/s
Calor específico (cp) 1,023 J/(kg . K)
Massa específica – Densidade (ρ) 0,7459 kg/m³
Número de Prandt (Pr) 0,6974
Condutividade térmica do material (K) 0,03779 W/(m. K)
Vazão mássica (ṁ) 0,00940 kg/s
Tabela 4 - Escoamento contra corrente
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Memorial de cálculos

Método da diferença de temperatura Média Logarítmica

Escoamento Paralelo
Análise da água fria - Taxa de capacidade térmica
Qf = m.Cp (Tfs - Tfe)
Qf= 0,00850.4,180 (30-25)
Qf=0,177 kW

Velocidade Média da água


Vm = m/P.A
Vm = 0,00850 / 997 ( 1/4.0,02223²)
Vm = 0,02197 m/s

Número de Reynolds
Re = V.d / v
Re =( 0,02197.0,02223)/0,893.10-6
Re = 546,91 - > Escoamento Laminar

Número de Nusselt
* De acordo com a tabela 11.3 do livro de Çengel
DI/DO = 0,02223/0,0889
DI/DO = 0,250

NU = 7,37

Coeficiente Convectivo
hi = (K/Dh). NU
hi = (0,007/0,06667).7,37
hi = 67,10 W/m².K
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Análise para fluido quente


taxa da capacidade térmica
Qq = mq.Crq(Tqe - Tqs)
Qq = 0,006700.1,019 (180 - 140)
Qq= 0,273 kW

Velocidade Média
Vm = m/P.A
Vm = 0,006700/0,7788(1/4(0,0889²-0,02223²))
Vm = 1,478 m/s

Número de Reynolds
Re = V.D/v
Re = (1,478.0,0889)/3,212.10-5
Re = 4090,73 -> Escoamento Turbulento

Número de Nusselt
Nu = 0,023.Re4/5.Prn
Nu = 0,023 (4090,734/5).0,69920,3
Nu = 15,45

Coeficiente Convectivo
ho = (K/Dh).NU
ho = (0,03646/0,06667).15,45
ho = 8,45 W/m².K

Coeficiente Global de transferência de Calor


U=1/(1/hi+1/ho)
U = 1/(1/67,10 + 1/8,45)
U = 7,50 w/m²K

Diferença de temperatura para dois fluidos


∆t1 = 180 - 25
∆t1 = 155 °C
22

∆t2 = 140 - 30
∆t2 = 110 °C

∆tma = (∆t1 - ∆t2) / ln(∆t1 / ∆t2)


∆tma = (155 - 110) / ln (155/110)
∆tma = 131,22 °C

Taxa de transferência de calor


Q = U.A. ∆tma
Q = 7,50..0,02223.0,75.131,22
Q = 51,55w

Escoamento contra corrente

Análise da água fria


Taxa da capacidade térmica
Qq = mq.Cpq(Tqe - Tqs)
Qq = 0,00945.4,178 (40-30)
Qq = 0,39 kW

Velocidade Média
Vm = m/P.A
Vm = 0,00945 / (996 (1/4..0,2223²))
Vm = 0,0244 m/s

Número de Reynolds
Re = V.D/v
Re = (0,0244.0,02223)/(0,800.10-6)
Re = 678,015
23

Número de Nusselt
Di/D0 NUi NU0
0,00 - 3,66
0,05 17,46 4,06
0,10 11,56 4,11
0,25 7,37 4,23
0,5 5,74 4,43
1,0 4,86 4,86
Tabela 5 - Número de Nusselt para escoamento laminar completamente desenvolvido em um anel circular
com uma superfície isolada e outra isotérmica, Fonte: Çengel e Ghajar (2012)

DI/DO = 0,02223 / 0,0889


DI/DO = 0,250

NU = 7,37

Coeficiente Convectivo
hi = (K/Dh).Nu
hi = (0,615/0,0889).7,37
hi = 50,98 W/m².K

Análise para o fluido Quente


Qq = mq.Cp(Tqe - Tqs)
Qq = 0,00940.1023 (200-160)
Qq = 0,38 kW

Velocidade Média
Vm = m/P.A
Vm = 0,00940 / (0,7459(1/4(0,0889²-0,02223²))
Vm = 2,165 m/s

Número de Reynolds
Re = (V.D)/v
Re = (2,165.0,0889) / 0,00003455
Re = 5570,72 - > Escoamento Turbulento
24

Número de Nusselt
Nu = 0,023.Re4/5.Prn
Nu = 0,023 (5570,724/5).0,69740,3
Nu = 20,49

Coeficiente Convectivo
ho = (K/Dh).NU
ho = (0,03779/0,06667).20,49
ho = 11,61 W/m².k

Coeficiente Global de transferência de Calor


U=1/(1/hi+1/ho)
U = 1/(1/50,98 + 1/11,61)
U = 9,45 w/m²K

Diferença de temperatura para dois fluidos


∆t1 = 200 - 40
∆t1 = 160 °C

∆t2 = 160 - 30
∆t2 = 130 °C

∆tml = (∆t1 - ∆t2) / ln(∆t1 / ∆t2)


∆tma = (160 - 130) / ln (160/130)
∆tma = 144,48 °C

Taxa de transferência de calor


Q = U.A. ∆tma
Q = 9,45..0,02223.0,75.144,48
Q = 71,51w
25

Método da efetividade

Escoamento paralelo
Cf = mf.Cpf
Cf=0,00850.4,180
Cf= 0,035 kW/K

Capacidade térmica do ar quente


Cq = mq.Cpq
Cq = 0,006700.1,019
Cq = 0,00682 kW/K

Taxa de transferência Máxima de Calor


*Considerando o Cmin para os cálculos
Qmax= Cmin (TqE-Tfe)
Qmax= 0,00682 (200-25)
Qmax= 1,193 kW

NTU = (A.U)/Cmin
NTU = ((0,02223..0,75).6,19)/(0,00682.1000)
NTU = 0,0576

Efetividade da transferência de calor


C = Cmin/Cmax
C = 0,00682 / 0,035
C = 0,195

= (1-EXP [-NTU(1+C)])/(1+C)
= (1-EXP [-0,0576(1+0,195)])/(1+0,195)
 = 0,0557
26

Taxa de transferência de calor


 = Q/Qmax
0,0557 = Q/1,193
Q = 0,066kW

Temperatura de saída da água fria


Q = Cf (Tfs-Tfe)
0,066 = 0,035 (Tfs-25)
0,066 = 0,035Tfs-0,875
Tfs= (0,066+0,875)/0,035
Tfs= 26,88 °C

Temperatura de saída do ar quente


Q = Cq (Tqe-Tqs)
0,066 = 0,00682(180 -Tqs)
0,066 = 1,23 - 0,00682Tqs
0,066 - 1,23 = - 0,00682Tqs
Tqs =(0,066 - 1,23) / (-0,00682)
Tqs= 170,67°C

Escoamento contra corrente

Capacidade térmica da água

Cf = mf.CpB
Cf = 0,00945.4,178
Cf = 0,039 kW/K

Capacidade térmica do ar quente


Cq = mq.Cpq
Cq =0,00940.1,023
Cq = 0,0096 kW/K
27

Taxa máxima de transferência de calor


Qmax = Cmin (Tqe-Tf)
Qmax = 0,0096 (200-30)
Qmax = 1,632 kW

NTU
NTU = (As.U)/Cmin
NTU = ((0,02223..0,75).9,45)/(0,0096.1000)
NTU = 0,05156

Efetividade de transferência de calor


C = Cmin/Cmax
C = 0,0096 / 0,039
C = 0,246

= (1-EXP [-NTU(1-C)])/(1-C.EXP [-NTU(1-C)])


= (1-EXP [-0,05156(1-0,246)])/(1-0,246.EXP [-0,5156(1-0,246)])
= 0,0499

Taxa de transferência de calor


 = Q/Qmax
0,0499 = Q/1,632
Q = 0,0814 kW

Temperatura de saída da água fria


Q = Cf (Tfs-Tfe)
0,0814 = 0,039 (Tfs-25)
0,0814 = 0,039Tfs-0,975
Tfs= (0,0814+0,975)/0,039
Tfs= 27,09 °C
28

Temperatura de saída do ar quente


Q = Cq (Tqe-Tqs)
0,0814 = 0,0096(200 -Tqs)
0,0814 = 1,92 - 0,0096Tqs
0,0814 - 1,92 = - 0,0096Tqs
Tqs =(0,0814 - 1,92) / (-0,0096)
Tqs= 191,52 °C

Resistência Térmica Total Escoamento Paralelo


Rt+Rparede+Ro = (1/(h1+A1)) + (ln(DO/DI)/(2KL)) + (1/(h0+A0))
Rt=(1/(67,10(.0,2223.0,75))+(ln(0,0889/0,02223))/(2.50,2.0,75)+
(1/(8,45..0,0889.0,75)
Rt = (1/3,5145)+(1,3860/236,5619)+(1/1,769)
Rt= 0,855 w/m

Resistência Térmica Total Escoamento contra corrente


Rt+Rparede+Ro = (1/(h1+A1)) + (ln(DO/DI)/(2KL)) + (1/(h0+A0))
Rt=(1/(50,98(.0,2223.0,75))+(ln(0,0889/0,02223))/(2.50,2.0,75)+
(1/(11,61..0,0889.0,75)
Rt = (1/2,67)+(1,3860/236,5619)+(1/2,43)
Rt= 0,79 w/m
29

Fator de incrustação - Escoamento paralelo


Fluido Rf m2k/w
Água destilada, água-marinha, água
fluviais, água de alimentação de
caldeiras.
Abaixo de 50°C 0,0001
Acima de 50°c 0,0002
Óleo de combustível 0,0009
Vapor (livre de óleo) 0,0001
Refrigerantes (liquido) 0,0002
Refrigerante (vapor) 0,0004
Vapor de álcool 0,0001
Ar 0,0004
Tabela 6 - Fatores de incrustação representativos (resistência térmica devido à incrustação para unidade
de superfície), Fonte: Çengel e Ghajar (2012)

R = (1/(h1.A1)) + (Rf1/A1) +(ln(DO/DI)/(2KL))+ (Rf0/A0) + (1/(h0.A0))


R=(1/(67,10(.0,2223.0,75))+(0,0001/0,02223)+(ln(0,0889/0,02223))/(2.50,2.0,
75) +(0.0004/0,0889)+(1/(8,45..0,0889.0,75)
R= (1/3,5145)+(0,0001/0,02223)+(1,3860/236,5619)+(0.0004/0,0889)+(1/1,769)
R = 0,2845+0,004498+0,005859+0,004499+0,565
R = 0,864 °C/W

Fator de incrustação - Escoamento contra corrente


R = (1/(h1.A1)) + (Rf1/A1) +(ln(DO/DI)/(2KL))+ (Rf0/A0) + (1/(h0.A0))
R=(1/(50,98(.0,2223.0,75))+(0,0001/0,02223)+(ln(0,0889/0,02223))/(2.50,2.0,
75) +(0.0004/0,0889)+(1/(11,61..0,0889.0,75)
R=(1/2,6702)+(0,0001/0,02223)+(1,3860/236,5612)+(0.0004/0,0889)+(1/2,431)
R = 0,3745+0,004498+0,005859+0,004499+0,4112
R = 0,800 °C/W
30

8.5 - Plano de inspeção


Periodi- Descrição Sistema/Subsiste-
Área Equipamento TAG Fabric. Modelo Descrição Tarefa
cidade Plano ma do Equip.
TROCADOR DE
ADT- TURMA PROT INSPEÇÃO TUBULAÇÕES E VERIFICAR
AUDIT CALOR TUBO 7 dias MECÂNICA CONEXÕES VAZAMENTOS
TC 2018 01
DUPLO
TROCADOR DE
ADT- TURMA PROT INSPEÇÃO VERIFICAR VAZÃO
AUDIT CALOR TUBO 7 dias VAZÃO DA ÁGUA
DA ÁGUA
TC 2018 01 MECÂNICA
DUPLO
TROCADOR DE TEMPERATURA VERIFICAR A
ADT- TURMA PROT INSPEÇÃO
AUDIT CALOR TUBO 7 dias DE ENTRADA E EFICIÊNCIA DA
TC 2018 01 MECÂNICA SAÍDA TROCA TÉRMICA
DUPLO
TROCADOR DE VERIFICAR
ADT- TURMA PROT INSPEÇÃO SENSORES DE
AUDIT CALOR TUBO 7 dias VAZÃO
EFICIÊNCIA E
TC 2018 01 ELÉTRICA FUNCIONAMENTO
DUPLO
TROCADOR DE VERIFICAR
ADT- TURMA PROT INSPEÇÃO SENSORES DE
AUDIT CALOR TUBO 7 dias TEMPERATURA
EFICIÊNCIA E
TC 2018 01 ELÉTRICA FUNCIONAMENTO
DUPLO

Tabela 7 - Plano de inspeção preventiva

8.6 - Plano de Manutenção Preventiva


Periodi- Descrição Sistema/Subsist
Área Equipamento TAG Fabric. Modelo Descrição Tarefa
cidade Plano e-ma do Equip.
TROCADOR DE
ADT- TURMA PROT PREVENTIVA TUBULAÇÕES RETIRAR
AUDIT CALOR TUBO 7 dias E CONEXÕES VAZAMENTOS
TC 2018 01 MECÂNICA
DUPLO
TROCADOR DE
ADT- TURMA PROT 180 PREVENTIVA TUBULAÇÃO EFETUAR LIMPEZA
AUDIT CALOR TUBO INTERNA QUÍMICA
TC 2018 01 dias MECÂNICA
DUPLO
TROCADOR DE
ADT- TURMA PROT 365 PREVENTIVA TUBULAÇÃO EFETUAR
AUDIT CALOR TUBO MECÂNICA INTERNA VARETAMENTO
TC 2018 01 dias
DUPLO
TROCADOR DE
ADT- TURMA PROT 365 PREVENTIVA TROCADOR DE SUBSTITUIR
AUDIT CALOR TUBO CALOR JUNTAS LATERAIS
TC 2018 01 dias MECÂNICA
DUPLO
TROCADOR DE VERIFICAR
ADT- TURMA PROT 365 PREVENTIVA TROCADOR DE TRINCAS COM
AUDIT CALOR TUBO MECÂNICA CALOR LÍQUIDO
TC 2018 01 dias
DUPLO PENETRANTE
TROCADOR DE TESTAR, CALIBRAR
ADT- TURMA PROT PREVENTIVA SENSORES DE
OU SUBSTITUIR
AUDIT CALOR TUBO 7 dias TEMPERATURA
TC 2018 01 ELÉTRICA SENSORES
DUPLO
TROCADOR DE TESTAR, CALIBRAR
ADT- TURMA PROT PREVENTIVA SENSORES DE
OU SUBSTITUIR
AUDIT CALOR TUBO 7 dias TEMPERATURA
TC 2018 01 ELÉTRICA SENSORES
DUPLO
Tabela 8 - Plano de manutenção preventiva
31

8.7 - Desenhos - Trocador de Calor (Tubo Duplo)

Figura 7 - Projeto - Trocador de calor tubo duplo

Figura 8 - Desenho Tércnico - Trocador de calor tubo duplo


32

Figura 9 - Protótipo Construído - Trocador tubo duplo


33

9 - Conclusão
O desenvolvimento deste trabalho durante a disciplina nos preparou
para efetuar corretas avaliações para dimensionamento dos trocadores de
calor, onde pôde-se conhecer a importância do mesmo dentro dos processos
que necessitam da utilização destes componentes, principalmente no ramo
industrial, não excluindo sua utilização doméstica e automotiva.
A partir do desenvolvimento do trabalho foi possível aliar os
conhecimentos teóricos aprendidos em sala com os conhecimentos adquiridos
em pesquisa e desenvolvimento da estrutura de um protótipo.
34

10 - Referências Bibliográficas
ÇENGEL, A. Y.; GHAJAR, A. J. Transferência de calor e massa. 4° ed.
Editora McGraw-Hill, 2012.

INCROPERA F. P.; DEWITT. D. P. Fundamentos de transferência de calor e


de massa. Rio de Janeiro: 6. ed. Livros técnicas e Científicos Editora S.A,
2007.

KREITH, FRANK; BOHN, MARK S. Princípios da Transferência de Calor.


São Paulo: 1º ed. Editora Thomson, 2003.

Global Trocadores de Calor - Tubo Duplo.


Disponível em: < http://www.globaltrocadores.com.br/trocador-calor-tubo-
duplo>. Acessado em: 04 de Novembro de 2018.

OLANDO, WASHINGTON. Aula 23 – Trocadores de Calor.


Disponível em:
<https://www.google.com/search?q=Aula+23+%E2%80%93+Trocadores+de+C
alor&oq=Aula+23+%E2%80%93+Trocadores+de+Calor&aqs=chrome..69i57.79
1j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8>. Acessado em: 01 de Dezembro de 2018;

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