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INTRODUÇÃO

- A pesquisa nas ciências humanas é perceber um problema teórico ou prático a ser


resolvido, formular uma hipótese, testá-la e tirar conclusões.

- Neste contexto de produção de conhecimento é imperioso que o processo seja


observado de um método, que para Rene Descartes, evitar de se tomar um erro como
verdade e nem desperdiça forças do pesquisador em vão para chegar ao conhecimento
que é verdadeiro.

Parte I
NASCIMENTO DO SABER CIENTÍFICO

- Apesar de hoje viger o método científico as outras formas de produção de


conhecimento não despareceram.

O SABER ESPONTANEO

- A pesquisa do saber se presta a conhecer o funcionamento das coisas para melhor


controla-las e fazer previsões melhores a partir daí.
- Alguns conhecimentos são adquiridos pelo conhecimento pessoal. Se a criança toca o
fogão e se queima, sabe que ele é quente. Assim fará a relação e não tornará a tocar
mais.

INTUIÇÃO

- A intuição é o que hoje chamamos de senso comum. Ela serve para produzir saberes
com o fito de compreendermos o mundo em que vivemos com explicações simples e
cômodas. Mas temos de ter cuidado pois seu caráter de aparência evidencia nos
desestimula a pesquisar e verificar.

A TRADIÇÃO

- É um saber que se passa de geração em geração e é mantido até os dias de hoje por ser
presumidamente verdadeiro, por ter sido assim no passado, e pensa-se que também o
será no futuro.
- Os saberes que a tradição repassa carecem de base de dado racionalizada.
- A observação das consequências de alguns atos oportunizam o saber espontâneo.

A AUTORIDADE

- autoridades vinculadas a instituições (escolas, igrejas, etc) transmitem seus saberes


que guiam a vida de seus seguidores, sem que seu sentido ou origem sejam sempre
evidentes. Para quem recebe o saber ele se apresenta com um caráter de saber
espontâneo.
- A força desse saber advem do fato que nem todos conseguem produzir saberes
espontâneos sobre todos os fatos da vida. Dai a comodidade de conduzir a vida com
repertorio de saberes prontos.
- Com isso o peso do saber transmitido irá variar de acordo com a confiança que o
receptor tem na autoridade. Um ateu não irá dar credibilidade no saber de um líder
religioso.

O SABER RACIONAL

- O humano sentiu fragilidade nos métodos de produção de conhecimento anterior e


procurou desenvolver métodos para obter resultados mais confiáveis. Agora iremos ver
a historia do desenvolvimento do conhecimento cientifico.

O reino dos filósofos

- Os filósofos tiveram papel relevante no desenvolvimento do pensamento científico,


tendo até mesmo pontos na historio que o conhecimento filosófico se confunde com
aquele.

- Na Grécia antiga começou a se questionar as explicações do universo baseado em


mitologia e superstição. Com isso os filósofos gregos desenvolveram instrumentos na
logica para distinguir sujeito e objeto (sujeito é quem procura conhecer e o objeto a ser
conhecido) e também vieram com o princípio da causalidade (uma causa provoca uma
consequencia e a consequencia esteja compreendida dentro da causa).

- Daqui nasce o pensamento dedutivo (todo homem é mortal; socrátes é homem, logo
socrátes é mortal);

- No decorrer dos séculos seguintes a grecia antiga pouca invocação surgiu na ciência,
tendo os romanos negligenciado a teoria pela prática, demonstrando ser mais técnicos
que sábios.

- Na idade média a filosofia ressurge ligada à religião para conciliar os saberes daquele
aos dogmas do cristianismo.

- No renascimento, no que pese o florescimento das artes e letras, não houve um


desenvolvimento do pensamento científico.

- A negligencia do saber filosóficos do passado leva a humanidade a novos pontos de


vista no século XVII: a preocupação em fazer a observação empírica do real antes de
interpretá-lo pela mente, e depois, eventualmente, submetê-lo à experimentação se
utilizando de ciências matemáticas para assistir suas observações e explicações.

- Francis Bacon prega que a razão e a experimentação devem se unir e no século XVII
essa tendencia é confirmada com a construção do pensamento científico que preza pelo
empirismo (observação da realidade) colocando o resultado à prova (experimentação).

- O raciocínio indutivo conjuga-se com o dedutivo surgido o raciocínio hipotético-


dedutivo, cada vez mais associado a matemática para aprender a dimensão dos
fenômenos, auxiliado pela construção de novos instrumentos de medida (calor, tempo,
distancia etc).
- Com isso muda-se o paradigma e conhecimento não é mais oriundo somente da
especulação, mas também da experimentação. Assim não se preocupa só em investigar
uma explicação geral para um fenômeno, mas sim determinar qual principio que
fundamenta essa explicação geral.

A ciência triunfante

- No século XVIII a ciência se desenvolve com as múltiplas aplicações resultando em


diversos descobrimentos no campo de conhecimento de natureza física.

- Mas é no século XIX que a ciência triunfa com o encontro da ciência e tecnologia por
meio da conciliação da pesquisa fundamental acompanhada da pesquisa aplicada. As
descobertas modificam o éculo e refletem em todos os campos da atividade humana.

- Com as visíveis melhoras ocorridas no século XIX questionou-se se poderia utilizar


esses paramentros científicos para o âmbito das ciências humanas, especialmente
porque os progressos aqui narrados foram acompanhados de problemas sérios no plano
social, que seria bom resolver logo.

Ciências humanas e o positivismo

- Até então o estudo o estudo do homem havia ficado com os filosfos cuja ideiais
tiveram influencia nas revoluções francesa e nas américas.

- O sucesso das ciências na física começaram a demandar pelo conhecimento tão prático
e confiável para estudar o homem e a sociedade. Com isso o método da natureza poderia
ser empregado para humanos.

- Com isso surge o positivismo cuja características são:


* empirismo: qualquer experiencia que não for oriunda da realidade parece suspeito,
bem como o que se origina de ideia inatas.
* Objetividade: o objeto deve ser preservador como é. Não cabe ao pesquisador fazer
inteferencias no objeto devendo tomar precauções que eliminem ou reduzam os efeitos
não controlados dessas intervenções.
* Experimentação: a observação só pode levar o pesquisador a supor tal ou tal coisa.
Somente o teste dos fatos (experimentação) que pode demonstrar sua precisao.
* Validade: a experimentação permite que se afaste elementos que poderiam pertubá-la
e, com isso, temos um resultado matematicamente preciso. Desse modo, ao repetir a
experiencia nas mesmas condições, atingiremos o mesmo resultado.
* Leis e previsão: o conhecimento positivista é determinista. Isto porque, aplicando o
modelo da ciência física que se aplica a ciências humanas e por consequencia suas leis,
conclui-se que os humanos estão inscritos nelas. Por isso o conheciemtno permitiria
prever comportamentos sociais e geri-los cientificamente.

A importância do método

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