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6. NORMAS DA DISCIPLINA
Para um bom aproveitamento da turma ,solicitamos que entendam a
necessidade de termos normas a serem
acatadas.Professores,Alunos,Funcionários e Pacientes
Indumentária e Apresentação Pessoal
• Traje para as aulas práticas:
• Prezar pela higiene corporal (barba,unhas,cabelos etc)
Alunas: calçados na cor branca e fechados, vestimentas
adequadas e jaleco brancos(devidamente asseados). Alunos:
Sapatos, meias, calças, camisa e jaleco brancos(devidamente
asseados).
• Os jalecos deverão possuir, no bolso, o nome do aluno
(bordado, pintado ou em crachá de identificação
EXCLUSIVAMENTE COM O BRASÃO DA UFPE).

Atividade Clínica
I. As tarefas clínicas serão realizadas em dupla, ficando a escolha
das duplas a critério do aluno sendo determinada pelo grau de
afinidade com o colega. Caso a dupla não esteja trabalhando
harmonicamente a disciplina se encarregará de dialogar com a
dupla e tomar outras providências para que todos trabalhem
com tranqüilidade .
II. Não será permitido o atendimento individual do aluno a
qualquer paciente, exceto com o consentimento da equipe de
professores
III. A responsabilidade do trabalho será dividida entre ambos os
alunos.
IV. Na falta de um aluno, o outro acumulará as funções realizando
o trabalho programado.
V. Na falta de ambos, por motivos não relevantes, não justificados,
o paciente será dispensado e este fato levado em consideração
na avaliação
VI. Para o atendimento clínico, a dupla deverá dispor de TODO o
material e instrumental necessário para realização do mesmo.
Ambos deverão trazer o instrumental devidamente esterilizado
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.Caso não tenha o material necessário ao procedimento o


paciente não será atendido,prejudicando a pontuação na
avaliação prática da dupla .O paciente só entrará na clinica
quando toda a mesa clinica estiver organizada e equipamento
testado (seleção e organização de material,água, ar , etc.).
Encaminhamentos e marcação de pacientes novos é EXCLUSIVO
da triagem da disciplina
VII. Compete ao auxiliar:
• Manipular os materiais;
• Trocar pontas dos instrumentos, afastar tecidos moles, fazer
sucção.
• Executar todas as demais atividades indiretas confiadas ao
pessoal auxiliar como revelar radiografias, preenchimento de
fichas, anotação dos códigos do SUS.
• Organizar bancada e mesa clínica
VIII. Os alunos deverão apresentar-se com o material e instrumental
esterilizados, necessários, antes do horário de início da
atividade clínica, com o objetivo de organizar seu ambiente de
trabalho em tempo hábil, evitando atrasos prejudiciais ao
desempenho de suas atividades.
IX .Após a realização dos procedimentos diários a dupla deverá deixar
o equipamento e bancada organizados. O professor deverá conferir o
trabalho realizado e registrar a sua assinatura.
X O plano de tratamento deverá ser apresentado por escrito, em ficha
específica, devendo receber o visto do professor após sua
construção.A disciplina oferece uma ficha por paciente.Em caso de
repetir os dados da ficha ,o aluno se responsabilizará em fazer cópia
de uma nova ficha clínica.

Biossegurança
I. É obrigatória a obediência às “Normas de Biossegurança na
Clínica Odontológica” determinadas pela Comissão de Controle
de Infecção que dizem respeito à esterilização do instrumental;
ao uso de barreiras físicas nos equipos e ao uso de EPIs
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(Equipamentos de Proteção Individual).Todo o instrumental


necessário para os procedimentos requisitados pela disciplina
deverão ser esterilizados anteriormente ao horário de aula .
II. Trazer sempre toalhas de papel e sabonete líquido antisséptico
para lavar as mãos.Higienizar as mãos antes de colocar as
luvas.
III. Usar sugadores e agulhas descartáveis para cada paciente.
IV. Os objetos perfuro-cortantes devem ser desprezados em
recipiente específico.
V. A esterilização em estufa ou autoclave dos instrumentais deve
ser realizada na Central de Esterilização do Curso de
Odontologia da UFPE .
VI. A utilização de EPI’s deve ser limitada ao ambiente clínico.
VII. Ao final do atendimento clínico, o aluno deverá remover as
barreiras de proteção dos equipamentos.

DISPOSIÇÕES GERAIS
I. Os alunos que se atrasarem 15 minutos após a realização da
chamada ficarão com uma falta registrada (a chamada terá tolerância
até 8:15 na aula prática).
II. Nenhum aluno poderá se ausentar durante o atendimento ao
paciente, sem autorização do professor.
III. Nenhum aluno será dispensado das atividades teóricas antes do
seu término, e das atividades clínicas antes da conclusão do
atendimento. Salvo por motivo relevante com o prévio consentimento
do Professor.
IV. Aos alunos que não estiverem em atividade, será vetada a sua
entrada e permanência na mesma.
V. O ambiente de trabalho deve ser calmo e silencioso. O uso de
aparelhos de som , MP3, etc... , serão vetados.
VI. Ao final de cada clínica os alunos deverão recolocar a cadeira, os
mochos e refletor nas posições corretas, bem como notificar algum
mau funcionamento do equipamento.
• O paciente deve ser tratado com responsabilidade, respeito e
atenção.
• Usar sempre avental e touca no paciente e também realizar a
higiene da boca, das mãos e rosto do mesmo
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• Não será permitida a permanência de acompanhantes ou


qualquer pessoa estranha dentro da clínica sem autorização dos
professores.
• Telefone celular dos alunos deve estar desligado durante as
aulas teóricas e práticas.
• Não é permitida a gravação em fitas K-7 ou VHS das aulas
teóricas.
• Qualquer inobservância destas normas será anotada na ficha de
ocorrência do aluno, interferindo na sua avaliação.
• Os casos aqui omissos deverão ser comunicados ao
Coordenador da Disciplina que buscará e determinará a solução
adequada.

7. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CORRÊA, M.S.N.P. Sucesso no atendimento Odontopediátrico –


aspectos psicológicos. São Paulo: Santos, 2002.

KLATCHOIAN, D. A. Psicologia Odontopediátrica. 2 ed. São Paulo:


Santos, 2002.

MCDONALD, R. , AVERY, D. Odontopediatria. 7 ed. Rio de Janeiro:


Guanabara Koogan, 2001.

MUKHINA, V. Psicologia da idade pré-escolar. São Paulo: Martins


Fontes, 1996.

PINKHAM, J. Casamassino, P, Fields, H.W. Pediatric Dentistry: Infancy


through adolescce. 3ed. Chicago : Elsevier. 2005.

COLARES, V. ; PINKHAM , J. “Domínio Lingüístico” : uma nova


perspectiva na abordagem do paciente infantil. J Bras Odontopediatr
Odontol Bebe, 4 (22) : 497-500, nov. /dez. 2001.

COLARES, V.; ROSENBLATT, A. Clínica Odontopediátrica – uma


abordagem psicológica. Recife:EDUPE, 1998.

SANTOS,V.I.M. et al . Estudo do Primeiro Molar


Permanente.Recife:1999

COUTO, G.B.L.;SANTOS , Manual de Odontopediatria .Recife: Medsi,


1999
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GUEDES-PINTO,A . C. ODONTOPEDIATRIA :São Paulo :Santos

Poderão ser utilizadas outras fontes literárias como referência para


estudo desde que o professor ministrante da aula apresente-a por
escrito no plano de aula entregue ao aluno ou entregue cópia da
literatura indicada.
Qualquer alteração nas atividades e datas estabelecidas deverá
ser feita em comum acordo entre o Coordenador da Disciplina, os
Professores e Alunos mediante assinatura de um termo de
concordância.
8. ANEXOS

8.1- Lista de Instrumental e Material de Consumo para as atividades


clínicas
Pinça para algodão
 Espelho bucal
 Seringa Carpule
 Hollemback
 Curetas para Dentina
 Sonda clínica
 Placa de vidro
 Espátula para cimento
 Broqueiro e/ou placa de Petri
 Copos Dappen
 Arcos de Young ou Ostby
 Lençol de borracha
 Perfurador para lençol de borracha
 Pinça para grampos
 Jogo de Grampos – 211, 210, 209, 205, 00, W8A, 26
 Colgadura
 Porta Dycal
 Porta guardanapo e/ou avental plástico
 Bandeja de aço para instrumental média
 Caneta (alta rotação)
 Micro motor
 Contra – ângulo
 Instrumental para remoção de tártaro
 Cabo de bisturi
 Jogo de abridor de boca de borracha
 Sindesmótomo
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 Cureta alveolar
 Porta agulha
 Tesoura
 Jogo de fórceps (infantil)
 Jogo de fórceps (adulto)
 Jogo de Calcadores
 Jogo de holembak
 Elevadores infantis (jogo com 3 peças)
 Toalha de papel
 Plástico para bancada
 Taça de borracha
 Escova de Robinson
 Tiras de aço para matriz 05 e 07
 Brocas para polimento de resina
 Brocas nº 1012, 1312, 1343, 1091, 1066, 2113 (longa e curta)
 Sabão líquido para higiene do acadêmico e paciente
 Detergente
 Luva de borracha para lavagem do instrumental
 Esponja
 Cunha de madeira
 Fio dental
 Filme PVC
 Disco de lixa Soft-lex ou Pontas para acabamento EANCE
 Máscara
 Gorro
 Luva
 Óculos de proteção
 Jaleco branco
 Caixas metálicas para colocar grupos de instrumental
 Rolos de algodão pré-fabricados
 Microbruch
 Pontas para centrix
 Bolinhas de algodão estéril
 Limas endodônticas
 Super bonder
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8.2 PROTOCOLOS CLÍNICOS

PROTOCOLO CLÍNICO: ANESTESIA LOCAL

Indicação

• Todos os procedimentos clínicos que possam vir a causar dor.

Dose máxima permitida

Lidocaína a 2% com Mepivacaína a 2% Prilocaína a 3% com


Noradrenalina com Noradrenalina 0,03 UI/mL de
1:50.000 1:100.000 ou Felipressina
Adrenalina 1:10.000
4,4 mg/kg 4,4 mg/kg 6,0 mg/kg

% mg/tubete
0,4 7,2
1 18
2 36
3 54
4 72

Exemplificando: Usando-se a prilocaína e uma criança com 25 quilos

CÁLCULO: 25Kg (peso da criança) x 6,0mg/Kg (dose máxima


permitida) = 150

O resultado deve ser dividido pela quantidade, em miligramas, de


cada tubete. No caso da prilocaína a 3% corresponde a 54 mg/tubete,
então, 150/54 = 2,7 tubetes.
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Tipo de anestésico
Peso da criança Mepivacaína / Lidocaína Prilocaína a 3%
a 2%
15Kg 1,8 tubetes 1,5 tubetes
25Kg 3 tubetes 2,7 tubetes
30Kg 3,5 tubetes 3,3 tubetes
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PROTOCOLO CLÍNICO: PSICOLOGIA INFANTIL / ANESTESIA

• Explicação prévia
 Explicar a criança que ela terá sensações diferentes da
normal: formigamento, crescimento, mas que é transitório.
 Adequar às palavras ao nível de compreensão da criança.
 Evitar ao máximo palavras como DOR, AGULHA,
PICADA.
 Conversar durante todo o procedimento (contar uma história) e
manter a tranqüilidade profissional.
 Observar os sinais vitais da criança.

Cuidados quando do uso da técnica


anestésica :

• Preparo prévio da bandeja, antes do paciente entrar na clínica


ou mesmo depois que o paciente sentou-se na cadeira, mas sem
que ele perceba o referido preparo:
• Agulha curta (nos casos da anestesia pterigomandibular) ou
extra-curta (anestesia infiltrativa).
• Estabilização da cabeça (feita pelo colega que está auxiliando).
• Colocar, na agulha, rolo de algodão pré-fabricado;.
• ADMINISTRAÇÃO LENTA DA SOLUÇÃO ANESTÉSICA
• Antecipar movimentos reflexos: O auxiliar deverá ficar atento a
possíveis movimentos que a criança pode realizar durante a
anestesia.
• Evitar reinjeção.

ANESTESIA TÓPICA

• Indicações
• Diminuir ou suprimir possível dor no momento da
punctura da agulha.
 Os anestésicos tópicos são muito tóxicos e
devem ser evitados nas regiões inflamadas e em
ulcerações.
• Técnica
 Uso da pomada ou gel com cotonete, algodão ou
gaze.
 A mucosa deverá estar seca.
 Usar uma pequena quantidade e deixar agir durante 2
minutos.
 Dar explicação ao paciente das sensações.

ANESTESIA INFILTRATIVA
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• Indicações
• Arco superior – região anterior ou posterior
• Arco inferior - região anterior
 Dentes decíduos e permanentes – Aplicar a solução
anestésica usando uma AGULHA EXTRA-CURTA.
(Quando necessária a complementação com a infiltração na região
palatina, esta deverá ser feita através da papila – anestesia
intrapapilar ou intraligamentar, até ser observada isquemia na região
da anestesia. ⇒ VEJA TÓPICO ABAIXO

obs: em crianças a anestesia na região palatina


não deve ser aplicada, pois é muito dolorosa.

• Técnica

 A anestesia é realizada no fundo de sulco vestibular (ápice


do dente).
 Os tecidos devem ser estirados e tracionados contra a
agulha.
 O bisel da agulha deverá estar voltado para o osso.

ANESTESIA INTERPAPILAR

• Indicações
• Complementar a anestesia infiltrativa.
• Em casos específicos para a colocação de grampo ou matriz,
preparo e fixação de coroa de aço.

• Técnica
 Aplicar após observado o efeito da anestesia
infiltrativa.
 A agulha deverá ser paralela à oclusal.
 Introdução na vestibular, em direção à palatina.
 Desviar de resistência óssea.
 Observar isquemia da região palatina.

Bloqueio do nervo bucal

 É uma técnica anestésica complementar nos casos de


exodontia de molares inferiores e colocação de grampos.

 Deverá ser feita com infiltração terminal no fundo de vestíbulo,


num ponto distal ao dente em questão.
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Bloqueio do nervo alveolar inferior ou


anestesia pterigomandibular

Nervo a ser anestesiado: Nervo dentário inferior e nervo lingual.

• Indicações
 Dentes decíduos e permanentes inferiores
 Complementar com a anestesia infiltrativa para anestesiar o
nervo bucal.

• Técnica para crianças


 Método direto (seringa na altura dos md do lado oposto)
 Inclinação inferior da ponta da agulha

ATENÇÃO: o bloqueio do nervo dentário inferior não é contra-


indicado no paciente infantil.

Bloqueio do nervo alveolar superior

• Complementação da técnica infiltrativa:


 20 molar decíduo e 10 molar permanente

Anestesia intraligamentar

• Técnica complementar à infiltrativa e de bloqueio.


• Realizada para complementação em exodontias.
• É mais confiável essa complementação para a obtenção do
controle da dor, pela sua rapidez e facilidade de execução da
técnica.

Técnica
 Agulha colocada no sulco gengival, introduzida até
encontrar resistência.
Devemos utilizar pouca quantidade de anestésico.

Anestesia Intrapulpar

 Técnica complementar, durante terapia endodôntica,


quando a tentativas de anestesia local falharam;
 Desvantagem: dolorosa (necessária, nos casos de
dor, duramente o procedimento operatório).
 Início rápido da anestesia.
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Complicações locais da anestesia

• Úlcera traumática
• Dor (infecção, injeção no músculo, traumatismo)
• Injeção intravascular
• Trismo
• Infecção
• Hematoma
• Escaras
• Paralisia temporária
• Fratura da agulha
• Reações alérgicas
• Isquemia da pele e da face

RECOMENDAÇÕES FINAIS AOS ALUNOS

 Após qualquer procedimento cirúrgico, solicitar à disciplina:


compressa gelada.
Deixar o paciente 10 minutos na cadeira + 5 minutos na sala de
espera, antes de libera-lo.

RECOMENDAÇÕES FINAIS AOS RESPONSÁVEIS

 Orientar os pais para vigiar o filho após a anestesia para que a


criança não morda o lábio, língua e bochechas e não coçar a
região até que volte à normalidade
 A criança não deve mastigar alimentos consistentes para não
causar ferimentos
 Evitar alimentos quentes para não ocorrer queimaduras

REFERÊNCIAS

McDONALD, RE; AVERY, DR. Odontopediatria. 2001, Rio de


Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 7 ed.

CORRÊA, MSNP. Odontopediatria na primeira infância. 1999, São


Paulo: Livraria Santos Editora, 1 ed.

GUEDES-PINTO, AC. Odontopediatria. 1998, São Paulo: Livraria


Santos Editora, 5 ed.
MALAMED, SF. Manual de anestesia local. 1993, Rio de Janeiro:
Editora Guanabara Koogan, 3 ed.
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PROTOCOLO CLÍNICO: CIRURGIA ORAL MENOR

Todo instrumental utilizado na clínica de Odontopediatria será


checado pelo professor antes do inicio de cada procedimento.

Introdução:

• Controle de infecção.
• Barreiras protetoras: luvas, máscara, gorro, jaleco, óculos
e métodos eficientes de esterilização de instrumentais,
campo cirúrgico estéril.

Cirurgia aplicada a Odontopediatria:

1. Considerações Gerais
• Aspecto psicológico dos pais e paciente;
• Constante crescimento e desenvolvimento das estruturas
anatômicas do paciente infantil;
• Seleção da técnica e instrumental utilizado na cirurgia;
• Cavidade bucal pequena dificultando o acesso ao campo
operatório;
• Estrutura óssea mais flexível e menos propensa a fraturas;
• Interferências que podem levar a má oclusão.

2. Período pré-operatório
• Anamnese;
• Exame clínico e radiográfico
• Diagnóstico;
• Planejamento;
• Preparo psicológico do paciente;
• Orientações aos pais;
• Pré-medicação.

3. Materiais e instrumentais
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 Materiais de proteção;
 Álcool iodado;
 Gaze;
 Campo esterilizado;
 Odontoscópio;
 Pinça para algodão;
 Algodão;
 Anestésico tópico;
 Tubete anestésico;
 Agulha;
 Seringa carpule;
 Sindesmótomo;
 Jogo de elevadores infantis;
 Jogo de fórceps infantis;
 Porta agulha;
 Fio de sutura;
 Tesoura.

Não será permitida a realização de exodontia de dentes


decíduos com fórceps e alavancas para adultos.

Exodontia de dentes decíduos

1. Indicações
 Dentes com lesões extensas não permitindo qualquer
tratamento restaurador;
 Dentes com lesão de furca;
 Quando não se obteve sucesso após várias tentativas de
tratamento endodôntico;
 Se o estado geral de saúde do paciente não permite um
tratamento conservador do dente;
 Dentes com raízes fraturadas;
 Dentes anquilosados;
 Dentes extranumerários que estejam interferindo na erupção
da série normal;
 Indicação ortodôntica ou ortopédica;
 Quando um processo patológico atinge o germe do
permanente envolvendo-o;
 Se a rizólise atingiu mais de dois terços da raiz.

2. Contra-indicações
 Estomatites infecciosas agudas, estomatites herpéticas e
lesões similares devem ser tratadas antes das cirurgias;
 Discrasias sanguíneas graves;
 Enfermidades cardíacas congênitas;
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 Abscessos dentoalveolares;
 Infecções agudas na infância;
 Quando há suspeita de tumores malignos;
 Crianças diabéticas não compensadas;
 Qualquer doença de ordem geral ou bucal deve ser tratada
antes da intervenção cirúrgica.

* Obs: As contra-indicações ditas acima, em alguns casos, são apenas


temporárias; em outros, poderão ser superadas de acordo com o
planejamento.

3. Técnica cirúrgica
 Desinfecção;
 Colocação do campo estéril;
 Anestesia tópica;
 Anestesia da região;
 Sindesmotomia;
 Luxação com elevadores infantis;
 Remoção do elemento dentário com fórceps infantis;
 Compressão digital;
 Caso necessário, sutura;
 Orientações pós-operatórias por escrito.


RECOMENDAÇÕES FINAIS AOS ALUNOS

 Após qualquer procedimento cirúrgico, solicitar à disciplina:


compressa gelada.
Deixar o paciente 10 minutos na cadeira + 5 minutos na sala de
espera, antes de liberá-lo.

RECOMENDAÇÕES FINAIS AOS RESPONSÁVEIS

 Orientar os pais para vigiar o filho após a anestesia para que


a criança não morda o lábio, língua e bochechas e não coçar
a região até que volte à normalidade

 Evitar alimentos quentes, alimentação fria, liquida e pastosa


levando em consideração cada procedimento cirúrgico.
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PROTOCOLO: EXAME CLÍNICO

1. Anamnese – com a presença dos pais


• Identificação do paciente;
• Informações sobre a história médica e odontológica
do paciente;
• Informações sobre higiene bucal, corporal e dieta.

2. Termo de Consentimento
• Deverá ser informado ao responsável pelo paciente
o seu conteúdo;
• Deverá ser preenchido e assinado pelo responsável
do paciente, pelo professor e pelo aluno antes da
entrada do paciente na clínica.
ATENÇÃO!
O aluno deverá lavar as suas mãos, as mãos e face do
paciente, e colocar o gorro e óculos de proteção no paciente.

3. Exame clínico
 Exame físico;
 Exame dos tecidos moles;
 Exame oclusal;
 Presença de anomalias dentárias;
 Observações pertinentes

4. Avaliação de Placa e Sangramento Gengival Inicial e Final:


 Verificar índice de placa visível – IPV
 Verificar índice de sangramento gengival – ISG

5. Realizar as radiografias iniciais, evidenciação de placa,


orientação de higiene bucal e profilaxia
Observação: Lembrar o responsável pelo paciente de trazer,
a cada sessão, a escova de dentes da criança.

6. Odontograma:
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• Circular o número do dente presente


• Circular de vermelho a face do dente com presença
de cárie
• Pintar a face do dente com presença de
restauração adequada (em azul)
• Restaurações provisórias ou insatisfatórias,
considerar como cárie
• Dentes com indicação de exodontia, marcar com
um traço
• Elementos selados, indicar com um “S”
• Preenchimento do CPO-D e ceo-d
• Elementos já extraído, indicar com X

7. Plano de tratamento:
• Trabalho por quadrante e sob anestesia local e
isolamento absoluto
• Deverá ser supervisionado e assinado pelo
professor

8. Trabalho executado:
• O paciente só será liberado após o visto do
professor que esteja acompanhando o caso
• O quadro deverá ser preenchido diariamente e
assinado pelo professor que esteja acompanhando
o caso
• A conclusão do tratamento deverá ser checada pelo
aluno/professor, dado como concluído somente
após o preenchimento do odontograma final.
A conclusão do tratamento consiste em:
1. Realização das radiografias finais (2 interproximais e 1
oclusal, quando necessária.
2. Reforço nas orientações preventivas/educativas:
evidenciação de placa, profilaxia, aplicação tópica de
flúor.
3. Preenchimento do odontograma final.
4. Avaliação final do IPV e ISG.
5. Solicitação da assinatura do professor.

IMPORTANTE: Ambos os alunos da dupla deverão trazer não só


o instrumental do procedimento agendado, mas também, todo
instrumental solicitado pela disciplina. Nos casos de paciente
eletivo, encaixe, paciente de atendimento de urgência, etc. os
instrumentais poderão ser solicitados à dupla pelo professor.
O tratamento de cada paciente será efetuado por uma dupla
de alunos.
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Todo instrumental utilizado na clínica de Odontopediatria será


checado pelo professor antes do inicio de cada procedimento.

• Materiais e Instrumentais para o trabalho na clínica:

1. Roupa branca;
2. Sapato branco fechado;
3. Jaleco com manga longa;
4. Gorro (paciente e aluno), máscara, óculos de proteção
(paciente e aluno) e luvas;
5. PVC;
6. Guardanapo;
7. Odontoscópio;
8. Sonda exploradora;
9. Pinça clínica;
10. Espátula de madeira;
11. Micro-motor;
12. Escova de Robson;
13. Evidenciador de placa;
14. Pedra pomes;
15. Fio dental;
16. Flúor
17. Bandeja clínica
PROTOCOLO CLÍNICO: RADIOLOGIA

O exame radiográfico é fundamental e indispensável entre os


dados necessários para auxiliar o diagnóstico para a construção do
plano de tratamento. Sua interpretação deve ser considerada em
conjunto com a anamnese, exame clínico e outros dados.

ATENÇÃO!
A ficha radiográfica é um documento de valor legal.
Deverá ser anexada à ficha clínica, datada, identificando cada hemi-
arco.

• As radiografias devem ser coladas com fita durex e papel de


transparência.
• 1a consulta
 Radiografia oclusal da região ântero-superior
 Duas radiografias interproximais
 Outras radiografias se forem necessárias
 Consultas subseqüentes
 Radiografias necessárias para o acompanhamento
• Indicações do exame radiográfico de acompanhamento
 Diagnóstico de cárie
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 Anomalias de desenvolvimento do dente


 Condições patológicas dos tecidos duros/moles
 Trauma
 Distúrbio de erupção
 Terapia pulpar
 Avaliação do resultado de tratamentos
• Cuidados na técnica
 Familiarizar a criança com o equipamento
 Orienta-la antes do posicionamento do filme
 Regular angulação e tempo de exposição antes do
posicionamento do filme
 Filmes proporcionais ao tamanho da boca
 Realizar primeiro as tomadas mais fáceis
• Métodos de proteção do paciente infantil
 Avental e colar de chumbo
 Filmes ultra-rápidos
 Utilização de posicionadores, quando necessário.
 Controle de qualidade da câmara escura

Obs: Em todas as técnicas, o filme deve ser posicionado sempre com


o picote para a mesial ou oclusal.

RADIOGRAFIA INTERPROXIMAL

Técnica:
 Plano sagital perpendicular ao horizontal, linha trágus-
comissura paralela ao plano horizontal
 Confecção da asa de mordida centralizando o filme radiográfico
 Posicionamento do filme na cavidade bucal, tracionamento da
asa e oclusão
 Raio X central incide sobre o plano oclusal
 Angulação vertical: +80 angulação horizontal: paralela às faces
proximais

RADIOGRAFIA PERIAPICAL

Técnica do paralelismo:

Indicação Dentição decídua

Método Película paralela ao longo do eixo


Distância focal = 40 cm
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Vantagem Menor distorção (aumento da distância)

Desvantagem Aumento no tempo de exposição

Técnica da bissetriz:
Indicação Dentição mista (7 anos ou +)

Método Raio central perpendicular à bissetriz do ângulo formado


pelo longo eixo do dente e o filme

Vantagem Passível de adaptações para crianças menores,


dobrando-se o filme e fazendo asa de mordida com
fita crepe e roletes de algodão.

RADIOGRAFIA OCLUSAL PARA REGIÃO ÂNTERO-SUPERIOR

 Filme radiográfico no 2 posicionado na região


 Diâmetro maior no sentido comissura a comissura
 Criança morde o filme
 Cabeça inclinada +300 em relação ao solo
 Arco superior: raio X incide na ponta do nariz (+950)

REFERÊNCIAS

MILES, DA; PARKS, ET. Técnicas radiográficas. In: McDONALD, RE;


AVERY, DR. Odontopediatria. Guanabara Koogan, 7 ed, p.43-59, Rio
de Janeiro, 2001.

WALTER, LRF. et al. Radiologia aplicada à primeira infância. In:


WALTER, LRF; FERELLE, A.; ISSAO, M. Odontologia para o bebê.
Artes Médicas, 1 ed, p.183-196, São Paulo, 1997.
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PROTOCOLO CLÍNICO: TERAPIA PULPAR EM DENTES DECÍDUOS


COM VITALIDADE

1. CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO:

INDICAÇÕES:
• CÁRIES PROFUNDAS SEM NENHUM SINAL CLÍNICO E
RADIOGRÁFICO DE DEGENERAÇÃO PULPAR;
• CÁRIES PROFUNDAS SEM EXPOSIÇÃO PULPAR.

TÉCNICA OPERATÓRIA:
 Anestesia
 Isolamento absoluto
 Remoção do tecido cariado com instrumentos rotatórios
 Lavagem da cavidade com soro fisiológico ou água de cal
 Proteção do fundo da cavidade com cimento de hidróxido
de cálcio
 Colocação de uma restauração definitiva com IonÔmero
de vidro, resina foto polimerizável ou amálgama.
 PROSERVAÇÃO.

2. CAPEAMENTO PULPAR DIRETO:


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INDICAÇÕES:
• EM CASO DE TRAUMAS SEM QUE OCORRA
CONTAMINAÇÃO SALIVAR;
• EM CASO DE EXPOSIÇÃO MECÂNICA DURANTE O
PREPARO CAVITÁRIO SEM HISTÓRICO DE DOR
ESPONTÂNEA.

TÉCNICAOPERATÓRIA:
 Anestesia
 Isolamento absoluto;
 Remoção do tecido cariado com instrumentos rotatórios;
 Lavagem da pequena exposição com soro fisiológico ou
água de cal;
 Secagem com pelota de algodão estéril;
 Colocação de hidróxido de cálcio P.A.;
 Colocação de cimento de hidróxido de cálcio sobre o
HIDRÓXIDO DE CÁLCIO P.A.;
 Colocação de Ionômero de vidro seguido da restauração
definitiva no elemento dentário envolvido;
 Proservação.

3. PULPOTOMIA:
INDICAÇÔES:
• DENTES COM VITALIDADE PULPAR;
• POSSUAM MENOS DE 2/3 DE REABSORÇÃO
RADICULAR;
• DENTES QUE POSSIBILITEM SUA RECONSTRUÇÃO
CORONÁRIA
• HIPERPLASIA INFLAMATÓRIA (PÓLIPO PULPAR)

CONTRA-INDICAÇÕES:
• DENTES QUE APRESENTEM DOR ESPONTÂNEA;
• NÃO SE CONSIGA HEMOSTASIA ESPONTÂNEA APÓS A
AMPUTAÇÃO DA POLPA CORONÁRIA;
• DENTES QUE APRESENTEM COMPROMETIMENTO DE
FURCA, FÍSTULA OU TUMEFAÇÕES
• LESÕES RADIOLÚCIDAS NOS ÁPICES RADICULARES.

TÉCNICA OPERATÓRIA (hIDRÓXIDO DE CÁLCIO):

 Deve ser realizada em apenas uma sessão clínica;


 Anestesia;
 Isolamento absoluto;
 Remoção do tecido cariado com instrumentos
rotatórios sob refrigeração;
 Remoção do teto da câmara pulpar;
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 Remoção da polpa coronária com curetas pulpares;


 Lavagem da câmara coronária com soro fisiológico,
líquido de Dakin, Solução de água de cal;
 Secagem com pelotas de algodão estéril;
 Hemostasia espontânea;
 Colocação de pelota de algodão (sendo retirado o
excesso numa gaze) com otosporim *sobre o
remanescente pulpar por 5 a 10 minutos;
 Verificação do remanescente pulpar : não deverá
haver sangramento após a remoção do penso de
algodão com a medicação;
 sub-base COM HIDRÓXIDO DE CÁLCIO;
 Seguido de uma base de fosfato de zinco OU
ionômero de vidro;
 Restauração definitiva com: resina fotopolimerizável.
 RADIOGRAFIA FINAL
 PROSERVAÇÃO

TÉCNICA OPERATÓRIA (FORMOCRESOL DILUÍDO A 1/5):

Obs: Será utilizado em casos selecionados

 Deve ser realizada em DUAS sessões clínicas;


 Anestesia;
 Isolamento absoluto;
 Remoção do tecido cariado com instrumentos
rotatórios sob refrigeração;
 Remoção do teto da câmara pulpar;
 Remoção da polpa coronária com curetas pulpares;
 Lavagem da câmara coronária com soro fisiológico,
líquido de Dakin, Solução de água de cal;
 Secagem com pelotas de algodão estéril;
 Colocação de pelota de algodão COM
FORMOCRESOL DILUÍDO A 1/5 (sendo retirado o
excesso numa gaze) sobre o remanescente pulpar por
7 DIAS;
 COLOCAÇÃO DE CURATIVO PROVISÓRIO COM ÓXIDO
DE ZINCO E EUGENOL;
 NA SEGUNDA SESSÃO, Verificação do remanescente
pulpar : não deverá haver sangramento após a
remoção do penso de algodão com a medicação;
 SOBRE a polpa radicular colocar uma base de óxido de
zinco e eugenol;
 COLOCAÇÃO DE UMA BASE COM IONÔMERO DE
VIDRO;
 Restauração definitiva com: resina fotopolimerizável.
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 RADIOGRAFIA FINAL
 PROSERVAÇÃO

OBS: ESTA TÉCNICA PODERÁ SER USADA EM DENTES PERMANENTES


JOVENS

TRATAMENTO ENDODÔNTICO EM DENTES SEM VITALIDADE


PULPAR PULPECTOMIA
INDICAÇÕES :
• MANUTENÇÃO DOS DENTES NA ARCADA;
• MENOS DE DOIS TERÇOS DE REABSORÇÃO RADICULAR;
• MANUTENÇÃO DE ESPAÇO;

CONTRA-INDICAÇÕES:
• MAIS DE DOIS TERÇOS DE REABSORÇÃO RADICULAR
• EXTENSAS LESÕES PERIAPICAIS E DE FURCA
• ANOMALIAS NA MORFOLOGIA DOS CANAIS RADICULARES
• PACIENTES DEBILITADOS SISTEMICAMENTE

MATERIAIS MAIS COMUMENTE UTILIZADOS PARA OBTURAÇÃO


DOS CANAIS RADICULARES:

• Hidróxido de cálcio + propilenoglicol (callen)


• PASTA DE HOLLAND (hidróxido de cálcio P.A.+
propilenoglicol+óxido de zinco+colofonia+iodoformio)

SUBSTÂNCIAS IRRIGADORAS MAIS UTILIZADAS:

• Solução de Milton a 1%

TÉCNICA OPERATÓRIA:
Pode ser realizada em uma ou duas sessões clínicas:
 Anestesia
 Isolamento absoluto
 Remoção do tecido cariado
 Acesso à câmara pulpar com instrumentos rotatórios
 Neutralização da câmara pulpar terço a terço com solução de
Milton a 1%
 Instrumentação com limas tipo Keer – 3 instrumentos
 Irrigação com solução de Milton a 1%
 Secagem dos canais radiculares com cone de papel estéril (caso
após a secagem dos canais radiculares, ainda apresente
secreção, deve-se colocar um curativo de demora com uma
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pelota de algodão contendo uma solução de furacin + pmcc,


por um período de no máximo sete dias)
 Obturação dos canais radiculares com a pasta contendo
hidróxido de cálcio P.A. + propilenoglicol + óxido de zinco +
colofonia + iodoformio (pasta de Holland)
 Selamento com uma sobre-base de cimento de ionômero de
vidro ou fosfato de zinco
 Restauração definitiva do elemento dentário com resina
fotopolimerizável ou amálgama ou Ionômero de Vidro
 RADIOGRAFIA FINAL
 PROSERVAÇÃO

obs: as técnicas preconizadas nesse protocolo poderão ser utilizadas


em dentes permanentes jovens