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Nomes: Daniel

Vitor Tadeu

CONTROLE JURISDICIONAL DA DISCRICIONARIEDADE ADMINISTRATIVA: AS


POSSIBILIDADES E OS LIMITES PARA O EXERCÍCIO DESSE CONTROLE

Primeiramente antes de falar da atividade discricionária da Administração Pública,


devemos saber que ela esta ligado direto ao principio da legalidade, sendo que, a
discricionariedade nada mais é que a liberdade conferida pela lei à Administração (órgão
administrativo) onde aprecia e escolhe dentro de um caso concreto uma dentre duas ou
mais soluções, utilizando a mais adequada a satisfazer o interesse público, sendo que,
deve estar sempre obedecendo ao principio da legalidade, ou seja, dentro da lei.
A Administração Pública encontra-se dentro da organização estatal, sendo ela que
aplica a lei aos casos concretos para satisfazer as necessidades da coletividade, dando a
ela a denominação de sujeito de direitos, tendo uma superioridade sobre os demais órgãos
administradores.
A lei é de grande valia para a administração, pois é ela que rege e norteia a
administração como agir, e a forma de como o administrador vai atuar, sendo que a forma
de atuação do administrador nunca será da mesma, existindo assim duas maneiras de agir,
sendo elas a de forma vinculada e de forma discricionária, surgindo assim à discussão em
questão. Como a forma discricionária ira agir?
Como vimos, já sabemos o que é a discricionariedade, e devemos saber que a
liberdade dada ao administrador é relativa, existindo limites a serrem seguidos, devendo
ele exerce - lá de modo em que se possa haver um controle de seus atos.
Assim surge novamente o principio da legalidade, que juntamente como controle da
administração pelo Poder Judiciário, irá nos garantir que a relação administrativa e a
vontade da Administração Pública virão de fonte segura, isto é, da lei.
Na lei, temos o direito privado e o público, sendo que ao direito privado prevalece o
interesse e a liberdade individual, ou seja, o particular poderá fazer o que a lei não proibiu.
Já no direito público, é onde iremos encontrar o Direito Administrativo, pois é nele que
temos a lei em prol à coletividade, e a administração pública atuando sempre nos limites
impostos pela lei, impondo a administração pública a atuar obedecendo rigorosamente
estas regras atribuídas pelo legislador.

DISCRICIONARIEDADE E MÉRITO ADMINISTRATIVO


Como vemos o mérito administrativo é um instituto que possui íntima relação com a
discricionariedade administrativa. E que fica a cargo do administrador publico a realizar a
escolha entre varias soluções legalmente previstas. O administrador ao analisar o caso
concreto deverá não apenas proceder a escolha por seu livre arbítrio, ele também deverá
observar qual das opções legalmente previstas será a melhor para a satisfação do
interesse público diante das situações fáticas apresentadas no caso concreto.

LIMITES PARA O EXERCÍCIO DA DISCRICIONARIEDADE


Os limites à discricionariedade são delineados pelo próprio ordenamento jurídico, e
são teorias que delimitam o administrador público a se desviar da lei, são finalidade
específica prevista na norma. A teoria do desvio de poder ou finalidade o administrador usa
a competência discricionária para atingir finalidade diversa da prevista em lei, nesse caso
não importa se a diferente finalidade tenha sido moralmente lícita e justa, o ato será
considerado inválido por ter ocorrido de forma diversa da orientação legal.Necessário
mencionar que os motivos podem ou não estar previstos em lei, mas no caso de eles
serem expressamente previstos a atuação do administrador estará obrigatoriamente
vinculada ao motivo alegado. Entretanto, quando não existir previsão de motivos, poderá o
administrador escolher a situação fática em vista da qual editará o ato, porém deve o ato
obedecer aos limites legais abstratamente previstos.

DISCRICIONARIEDADE E CONTROLE JUDICIAL


O controle jurisdicional das condutas administrativas discricionárias é tema recorrente em
estudos de Direito Administrativo.
E é dever do Poder Judiciário, como guardião do ordenamento jurídico e zelador do Estado
Democrático de Direito, examinar toda lesão ou ameaça de lesão a direitos de seus
cidadãos.
No princípio da finalidade, o descumprimento dessa prerrogativa também ensejará ao
Judiciário a revisão do ato administrativo.
A motivação dos atos administrativos além de ser indispensável, deve ser congruente e
exata, discricionariedade não é meio livre de atuação da Administração Pública existem
limites para o seu exercício

CONCLUSÃO
A função Jurisdicional no controle dos atos administrativos discricionários é a
aplicação correta e precisa do espírito da lei. O controle jurisdicional dos atos da
Administração Pública não pode invadir o mérito administrativo uma vez que tem por
função principal impedir que a Administração ultrapasse os limites da lei ou ofenda os
interesses públicos.