Você está na página 1de 2

FACULDADES ESPAM/GRUPO PROJEÇÃO

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO
FILOSOFIA E ÉTICA APLICADA A ADMINISTRAÇÃO
PROF. HELIO FABELIANO LOBATO CUNHA

ÉTICA COMO PROBLEMA FILOSÓFICO: MORAL E VALORES

Objetivo Geral:

Conhecer a ética, a partir dos conceitos de moral e valores.

Objetivos específicos:

Conceituar moral na perspectiva histórica do trabalho.

Apresentar a relação entre moral e valores no contexto da Administração

ÉTICA COMO PROBLEMA FILOSÓFICO

Problemas éticos são também da obrigatoriedade moral, isto é, da natureza e funda-


mentos do comportamento moral enquanto obrigatório, bem como da realização moral,
não só como empreendimento individual, mas também como empreendimento coleti-
vo.

Os homens, porem, em seu comportamento pratico-moral, não somente cumprem de-


terminados atos, como, ademais, julgam ou avaliam os mesmos.

Formulam juízos de aprovação ou de reprovação deles e se sujeitam consciente e li-


vremente a certas normas ou regras de ação. Tudo isto toma a forma lógica de certos
enunciados ou proposições.

Neste ponto, abre-se para a etica urn vasto campo de investigação que, em nosso
tempo, constituiu uma sua seção especial sob 0 nome de metaetica, cuja tarefa é o es-
tudo da natureza, função e justificativa dos juízos morais.

O PROBLEMA MORAL

Precisamente este ultimo (O JUÍZO MORAL) é um problema metaetico fundamental:


ou seja, examinar se podem apresentar razões ou argumentos - e, em tal caso, que
tipo de razões ou de argumentos para demonstrar a validade de um juízo moral e, par-
ticularmente, das normas morais.

Os problemas teóricos e os problemas práticos, no terreno moral, se diferenciam, por-


tanto, mas não estão separados por uma barreira intransponivel.

As soluções que se dão aos problemas teóricos não deixam de influir na colocação e
na solução dos problemas práticos, isto e, na própria pratica moral.

Por sua vez, os problemas propostos pela moral pratica, bem como suas soluções,
constituem a matéria de reflexão.

A teoria ética deve retornar constantemente para que não seja uma especulação es-
téril, mas sim a teoria de urn modo efetivo, real, de comportamento do homem.
COMPORTAMENTO MORAL E VALORES

Todo ato moral inclui a necessidade de escolher entre vários atos possíveis. Esta es-
colha deve basear-se, numa preferência. Ter de escolher supõe, portanto, que preferi-
mos o mais valioso ao menos valioso moralmente ou ao que constitui uma negação de
valor desse gênero (valor moral negativo ou desvalor).

O comportamento moral não só faz parte de nossa vida cotidiana, é um fato humano
entre outros, mas é valioso; ou seja, para nós tem valor. Ter valor significa a existência
de um conteúdo axiológico e não implica em conduta boa mas, também, que pode ser
má do ponto de vista moral.

Mas, antes de examinar em que sentido atribuímos valor moral a um ato humano, é
preciso determinar qual o significado que damos às palavras valor e valioso. Mas, o
que significa ter valor ou ser valioso?

Dessa forma, temos as propriedades naturais dos objetos: brilho, maleabilidade ou vis-
cosidade e as valiosas que emprestam ao objeto uma natureza “econômica”: belo, útil
e prazeroso. Apesar da diferenciação, as propriedades existentes podem ser chama-
das de humanas, porque o objeto só as possui em relação ao homem.

O objeto valioso não pode existir sem uma relação com o sujeito, e nem prescinde das
propriedades naturais, sensíveis e físicas que sustentam seu valor. Assim, sobre o va-
lor econômico, o termo se estende a todos os setores da atividade humana, incluindo
a moral, deriva da economia e tem uma relação direta com o termo mercadoria.

O valor de uso só existe efetivamente quando o objeto tem propriedades materiais e é


usado. Então, as propriedades materiais do objeto (valor material) dependem da utili-
zação pelo homem (valor de uso). Por essa razão, podemos dizer que o valor de uso
de um objeto natural existe somente para o homem como ser social. Nesse sentido, o
objeto somente é valioso para um sujeito.

Para que um objeto tenha um valor de uso, exige-se que satisfaça uma necessidade
humana. Quando os produtos se destinam não só a ser usados, mas a ser trocados,
transformam-se em mercadorias.

Enquanto o valor de uso põe o objeto numa relação clara e direta com o homem (satis-
fação dos interesses do homem), o valor de troca aparece como uma propriedade das
coisas, sem relação alguma com o homem. Assim, os valores de uso e troca não tem
uma propriedade do objeto em si, mas é produto do trabalho humano.

Definições de Valor

1) Não existem valores em si, como entidades irreais (ideais), mas objetos reais
que possuem valor.
2) Somente existe valor na relação do objeto com a natureza e com o homem.
3) Os valores exigem a existência de propriedades reais, suporte necessário das
propriedades que consideramos valiosas.
4) As propriedades reais que sustentam o valor são valiosas somente em potên-
cia. Significa dizer que o objeto deve estar em relação com o homem social,
seus interesses e suas necessidades. Só assim adquire valor efetivo.

Valor não é propriedade dos objetos em si, mas propriedade adquirida graças à sua
relação com o homem como ser social. Os objetos podem ter valor quando dotados de
propriedades objetivas.
http://www.ipae.com.br/pub/pt/re/ae/95/materia6.htm