Você está na página 1de 18

INSTITUTO POLITÉCNICO VÉNUS

CHIMOIO

Nível I – Curso: ESMI7

Cadeira de: Nutrição

Tema: Nutrição e Dietoterapia, Gestação e relação com a Nutrição

Discentes: 3º Grupo

Ester João Chilaule

Floriana Armando Combe

Josefina Tomé Wilson

Nelfa Neto Júlio João

Maria Filipe Pita

Sara Nelsone Oliveira

Período:

Manhã

Chimoio, Março de 2022


Ester João Chilaule

Floriana Armando Combe

Josefina Tomé Wilson

Nelfa Neto Júlio João

Maria Filipe Pita

Sara Nelsone Oliveira

Nutrição e Dietoterapia, Gestação e relação com a nutrição

Trabalho científica da cadeira de Nutrição a ser


apresentado ao Departamento de Enfermagem de
Saúde Materno Infantil ESMI, sob orientação do
docente: Marcelo Cesaido Cristiano

Chimoio, Março de 2022


Índice
1 Resumo.......................................................................................................................1

2 Introdução..................................................................................................................2

3 Objectivos..................................................................................................................3

3.1 Geral....................................................................................................................3

3.2 Específicos..........................................................................................................3

4 Metodologias..............................................................................................................3

5 Fundamentação teórica...............................................................................................4

5.1 Definições...........................................................................................................4

5.1.1 Nutrição.......................................................................................................4

5.1.2 Dietoterapia.................................................................................................4

5.1.3 A gestação...................................................................................................4

6 Nutrição e Dietoterapia, Gestão e relação com a nutrição.........................................4

7 Nutrição......................................................................................................................5

7.1 Nutrição humana.................................................................................................5

7.2 Nutrientes............................................................................................................5

7.2.1 Reguladores.................................................................................................5

7.2.2 Energéticos..................................................................................................5

7.2.3 Construtores:................................................................................................6

7.3 Proteínas..............................................................................................................6

7.3.1 Principais fontes de proteínas......................................................................6

7.4 Sintomas de falta de proteína alimentação:........................................................6

7.5 Classificação.......................................................................................................7

7.5.1 Monossacarídeos.........................................................................................7

7.5.2 Dissacarídeos...............................................................................................7

7.5.3 Polissacarídeos............................................................................................7

7.6 Gorduras e Lipídios............................................................................................7


7.7 O excesso de gordura causa................................................................................8

8 A dietoterapia.............................................................................................................8

8.1 O objectivo da terapia dietética?.........................................................................8

8.2 Papel do nutricionista na terapia.........................................................................9

8.3 Tipos de doenças tratadas por dietoterapia.........................................................9

8.4 Precauções da dietoterapia..................................................................................9

8.5 Os benefícios da Dietoterapia...........................................................................10

8.6 Indicação Dietoterapia......................................................................................10

8.7 A diferença entre Dietoterapia e Dieta.............................................................10

9 Gestação e relação com a Nutrição..........................................................................11

9.1 Estado nutricional na gestação..........................................................................11

9.2 Enfermagem e pré-natal....................................................................................12

10 Conclusão.................................................................................................................13

11 Referências bibliográficas........................................................................................14
1

1 Resumo
A gestação é uma fase da vida em que a mulher necessita de cuidados específicos,
diante disso é preciso uma alimentação equilibrada que contenha todos os nutrientes que
darão suporte no desenvolvimento do bebé. O estado nutricional inadequado é um risco
de vida para o binômio mãe-filho, tornando-se um problema de saúde publica. O
presente estudo se propôs a conhecer o estado nutricional das gestantes no terceiro
trimestre de gestação. Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa
realizado no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) com 30 gestantes. Foi
utilizado como instrumento de colecta de dados, um questionário realizado nos dias de
consulta pré-natal. O estado nutricional foi classificado de acordo com o índice de
massa corporal - IMC para a idade gestacional de acordo com Atalah e Castro. Portanto,
os resultados indicam que a necessidade de estratégias de cuidado especiais que ajudem
as gestantes a despertar a consciência para o auto cuidado em todos os aspectos, isto é
um grande desafio, pois envolve uma reorganização nas maneiras de levar a viver nesta
fase.

Palavras-chave: Gestão, Estado nutricional, Hábitos alimentares.


2

2 Introdução
A nutrição exerce um papel fundamental na promoção da saúde das populações. Porém,
a sociedade moderna tem produzido e comercializado grandes quantidades de alimentos
industrializados, além de incentivar o consumo de alimentos altamente calóricos, fato
este que vem reflectindo no ganho de peso em todas as fases da vida.

Na gestação, é preciso uma atenção especial, pois nesta fase, há a necessidade adicional
de energia por causa do crescimento do feto, da placenta, dos tecidos maternos, sendo
indispensável que a dieta contenha todos os nutrientes necessários para a formação,
crescimento e desenvolvimento adequado da criança.

É importante destacar que a fonte de nutrientes necessária para o feto provém do


organismo materno, diante disto se faz necessário aumentar, proporcionalmente, os
constituintes da alimentação materna, visando controlar o ganho de peso e o
crescimento fetal.

Portanto, surge a necessidade da conscientização das gestantes a respeito da importância


de uma nutrição balanceada para garantir a saúde da mãe e da criança.

Durante a gestação o aumento do aporte de energia materna é necessário para satisfazer


as necessidades da mãe e do feto. Caso contrário pode ocorrer um estado de competição
biológica, comprometendo o bem-estar de ambos. Assim, as recomendações
nutricionais durante o pré-natal devem ser direccionadas para dois focos: o consumo
energético pelo organismo e o ganho de peso durante a gestação, de modo que uma
adequada ingestão energética se traduza num ganho ponderal gestacional satisfatório
(SAUNDERS, 2003 apud ANDRETO, 2006, p. 2401).
3

3 Objectivos

3.1 Geral
Analisar A nutrição e Dietoterapia, Gestação e a relação com a nutrição.

3.2 Específicos
Conceituar nutrição, Dietoterapia e a Gestação;
Explicar a Nutrição e a Dietoterapia;
Identificar a classificação da Nutrição e tipos de doenças tratadas por
Dietoterapia;
Caracterizar e Descrever a Gestação e a relação com a nutrição.

4 Metodologias
Com propósito metodológico, recorremos as pesquisas bibliográficas, a uma vista de
olhar nos Livros (Módulos/Manuais) e nos serviços electrónicos (internet), seguindo da
compilação da informação recolhida fez se o que a seguir nos é apresentado. Porem para
a concretização do trabalho fez se uso do método de consulta bibliográfica como forma
de finalizar o trabalho a ser aprestado.
4

5 Fundamentação teórica

5.1 Definições

5.1.1 Nutrição
É um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de
alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais.

Devido sua importância à sobrevivência de qualquer ser vivo a nutrição faz parte do
aprendizado durante grande parte do período de estudo básico e em nível secundário,
assim como em muitos cursos de nível de graduação e pós-graduação, em áreas como
medicina, enfermagem, biologia, agronomia e zootecnia dentre outras.

5.1.2 Dietoterapia
É uma ciência que se dedica a indicação de dietas específicas de modo individualizado
levando em consideração a enfermidade. A palavra Dieto tem o significado de dieta, já a
Terapia tem como significado o tratamento.

Então essa palavra Dietoterapia pode ser entendida como um tratamento através da dieta
considerando a patologia e ao mesmo tempo o indivíduo como as suas preferências,
aversões alimentares, ou seja, através dessa terapia pretende-se corrigir as deficiências e
restabelecer o seu estado nutricional.

5.1.3 A gestação
É uma fase da vida em que a mulher necessita de cuidados específicos, diante disso é
preciso uma alimentação equilibrada que contenha todos os nutrientes que darão suporte
no desenvolvimento do bebé

6 Nutrição e Dietoterapia, Gestão e relação com a nutrição


Existe uma disciplina que une alimentos com necessidades nutricionais, isso é
Dietoterapia. Basicamente, trata diferentes doenças, alimentando-se de uma dieta
personalizada. Assim, se um plano alimentar precisa se adaptar às necessidades de cada
pessoa, ao tratar uma patologia, o mesmo deve ser feito. Isso ocorre porque uma
condição relacionada ao peso inadequado deve ser controlada e ajustada ao paciente.
5

7 Nutrição
O nosso organismo pode ser comparado a uma maquina, assim como esta requer para
seu funcionamento, óleos e graxas, á nossa maquina humana exige o seu combustível o
alimento. Entretanto, este tem que ser de boa qualidade, variedade e fornecido em
quantidades adequadas. Um pequeno descontrole nesses factores é suficiente para que o
organismo não funcione bem, ocasionando sérias perturbações. Sem alimento não há
vida, uma alimentação inadequada ou deficiente traz inúmeros prejuízos a sua saúde.

7.1 Nutrição humana


A nutrição pode ser feita por via oral, ou seja, pela maneira natural do processo de
alimentação, ou por um modo especial. No modo especial temos a nutrição enteral e a
nutrição parenteral.

A primeira ocorre quando o alimento é colocado directamente em uma área do tubo


digestivo geralmente o estômago ou o jejuno através de sondas que podem entrar pela
narina ou boca ou por um orifício feito por cirurgia directamente no abdômen do
paciente. A nutrição parenteral é a que é feita quando o paciente é alimentado com
preparados para administração directamente na veia, não passando pelo tubo digestivo.

A boa nutrição depende de uma dieta regular e equilibrada - ou seja, é preciso fornecer
às células do corpo não só a quantidade como também a variedade adequada de
substâncias.

7.2 Nutrientes
são compostos específicos encontrados nos alimentos, no solo e nos fertilizantes
e são importantes para o crescimento e sobrevivência dos seres vivos. Os nutrientes de
acordo

7.2.1 Reguladores
Exercem função no controle ou no equilíbrio do metabolismo, protegendo contra as
doenças. São as vitaminas, os sais minerais, a água e as fibras vegetais.

7.2.2 Energéticos
Exercem a função de fornecer energia (combustível para que nosso organismo para
realizar suas funções normais). São carboidratos e as gorduras.
6

7.2.3 Construtores:
Actuar na formação de tecidos orgânicos no plano de renovação dos mesmos e,
principalmente no crescimento. São as proteínas.

7.3 Proteínas
São substâncias nitrogenadas e complexas compostas por carbono, hidrogénio,
oxigénio, nitrogénio, constituídas de aminoácidos. Sua principal função é actuar na
formação de tecidos orgânicos, no processo de renovação dos mesmos, e,
principalmente no crescimento. Por isso são chamados de alimentos construtores.

7.3.1 Principais fontes de proteínas


Alimentos de origem animal: carnes em geral, peixe, leite e seus derivados,
ovos.
Alimentos de origem vegetal: os melhores são os leguminosos como soja,
lentilha,
feijão, ervilha, amendoim, grão-de-bico.
A dieta pobre em proteínas é incapaz de promover o crescimento e manter a
vida.

A carência de proteínas leva ao crescimento retardado e menor desenvolvimento da


musculatura, provocando efeitos na postura ficando os indivíduos com ombros caídos,
cabeça pendida para frente e os braços caídos ao longo do corpo.

7.4 Sintomas de falta de proteína alimentação:


Cansaço facial;
Palidez e desanimo;
Falta de resistência contra doenças;
Difícil cicatrização;
Síndrome de Kwashiorkor;
Carboidratos, hidrato de carbono ou glicídios;
São substâncias que introduzidas no nosso organismo, fornecem calor e energia.

Por esse motivo são chamadas de alimentos energéticos. Contribui a maior fonte de
alimentos dos povos mundiais. Os carboidratos, depois de ingeridos, são absorvidos
sob a forma de um açúcar simples, a glicose. A glicose é transformada e reservada no
7

fígado. Conforme necessidades do organismo, ele transforma parte da reserva em


glicose novamente, a qual é quebrada, produzindo calor para a locomoção e trabalho.

7.5 Classificação

7.5.1 Monossacarídeos
Açúcar simples, são aqueles que, através do processo digestivo, não podem ser
desdobrados em unidades de menor complexidade. São: glicose, frutose e galactose.

7.5.2 Dissacarídeos
São formados por dois monossacarídeos e podem por hidrolise, ser desdobrada em seus
componentes. São sacarose (glicose + frutose) e maltose (glicose+glicose).

7.5.3 Polissacarídeos
Contém de três a dez unidades de monossacarídeos, são os CHO mais complexos. São o
amido e o glicogênio, composto por várias unidades de glicose, embora somente o
amido tenha valor alimentício. Ex: hortelã, arroz, fubá, trigo, etc. A falta de CHO no
organismo manifesta se por sintomas de fraqueza, tremores, mãos frias, nervosismo,
tonturas e desmaios. O excesso de CHO transforma-se em gordura passando a
obesidade.

7.6 Gorduras e Lipídios


Os lipídios são considerados nutrientes energéticos devido ao elevado potencial
calórico, fornecem calor e energia com o dobro de intensidade e ainda tem
propriedades que conduzem as vitaminas na lipossolúveis (A, D, E, K). Os organismos
tem grande capacidade de armazenar gorduras e os principais depósitos são no tecido
conjuntivo subcutâneo, esta reserva funciona como isolante térmico.

Protegendo o organismo contra mudanças bruscas de temperatura do meio ambiente. As


fontes de gordura podem ser de origem animal e vegetal.

Origem animal: manteiga, creme de leite, banha de porco, toucinho, carne gorda, gema
de ovo, etc.

Origem vegetal: óleos extraídos do milho, soja, semente de girassol, coco, nozes,
castanhas, etc.
8

A carência de gorduras nas crianças pode provocar o aparecimento de lesões na pele e


em adultos, alterar a quantidade de ácidos graxos essenciais no plasma sanguíneo.

7.7 O excesso de gordura causa


Aumento do colesterol;
Diarreia;
Aumento do peso corpóreo;
Fermentações que irritam as mucoses de aparelho digestivo, causando colites ou
outras patologias.

8 A Dietoterapia
Desde os tempos remotos a humanidade já utilizava os alimentos e ervas para fins
medicinais, pois, ainda não existiam o que chamamos hoje de medicamentos. A
Dietoterapia é uma ferramenta da saúde, e em especial do profissional nutricionista, que
usa dos alimentos (principalmente), para o tratamento e prevenção de enfermidades,
levando ao organismo a adquirir os nutrientes necessários para a boa perfomace e saúde.
Os alimentos podem auxiliar sobremaneira a recuperação da saúde, sendo, em alguns
casos, a única opção de tratamento de algumas doenças. A terapia que os utiliza como
complemento ou única forma de tratamento é chamada Dietoterapia. Dietoterapia é a
parte da ciência da nutrição que se dedica às dietas específicas para cada enfermidade.

8.1 O objectivo da terapia dietética?


Actualmente, as principais doenças são resultado de condições crónicas causadas, em
parte, por má nutrição. É por isso que a Dietoterapia procura promover um consumo
equilibrado de alimentos necessários para uma boa saúde. Assim, misturando a comida
apropriada para cada pessoa e bebendo água suficiente, é possível manter o corpo
saudável. Nesse sentido, uma dieta adequada é importante para todos, especialmente
para aqueles com necessidades nutricionais e médicas especiais.

No entanto, essa terapia individualizada fornece uma visão relevante das condições
relacionadas à alimentação. Assim como a importância da educação na função de vários
nutrientes, como proteínas, carboidratos e gorduras. A dieta como terapia pode ser
adaptada para atender às necessidades e melhorar o bem-estar geral.
9

8.2 Papel do nutricionista na terapia


Quando você for à clínica, o nutricionista perguntará sobre seus hábitos nutricionais e
seu histórico médico. É importante que você discuta seus problemas especificamente
para poder adaptar a dieta às suas necessidades e se sentir melhor. Além disso, ele
indicará o tipo de alimento mais recomendado para você, de acordo com a sua
intolerância ou alergia que você apresenta. Na verdade, todo profissional resolverá suas
dúvidas para ajudá-lo de todas as maneiras possíveis.

Quanto ao tratamento, será estabelecido um cardápio especial, também levando em


consideração seus gostos pessoais. Então você pode tomá-lo sem complicações e manter
um estilo de vida saudável por um longo tempo. Lembre-se, tudo isso é feito para ajudar
seu corpo a ser saudável.

8.3 Tipos de doenças tratadas por Dietoterapia


Muitas das doenças relacionadas aos alimentos são causados por excesso ou diminuição
de nutrientes. Isso é comum em nossa sociedade devido à quantidade de informações
erradas sobre os planos alimentares. Além disso, devido ao consumo excessivo de
alguns alimentos que causam o aparecimento das seguintes patologias:

Diabetes
Altos níveis de colesterol e triglicerídeos.
Ataques cardíacos, angina de peito, arritmias.
Hipertensão nas artérias.
Doenças digestivas (úlcera, gastrite, má digestão, hérnias).
Hepatite
Insuficiência renal
Alergias alimentares

8.4 Precauções da Dietoterapia


Como mencionamos acima, as dietas prescritas devem ser específicas para cada
paciente. Se as pessoas tiverem condições médicas ou qualquer sensibilidade alimentar,
devem informar o médico ou o nutricionista da família. E eles têm que ter muito
cuidado com o que comem. O melhor é que esses pacientes não seguem um plano
alimentar elegante sem antes consultar um profissional. Na verdade, dietas populares
podem ser perigosas porque são pobres em carboidratos. Isso significa que eles privam
o corpo da glicose necessária para o sistema nervoso central e suas funções cerebrais.
10

Em suma, existem muitos tratamentos baseados em alimentos saudáveis. Assim, o


recurso à Dietoterapia como ferramenta para prevenção ou eliminação dos sintomas da
doença é a chave. Portanto, para um estilo de vida saudável, os alimentos devem basear-
se no consumo de alimentos naturais. Da mesma forma, tendo como referência principal
a pirâmide nutricional básica.

8.5 Os benefícios da Dietoterapia


A utilização da Dietoterapia contribui para inúmeros benefícios já que a introdução
dessa terapia tem a função de contribuir para o restabelecimento do estado nutricional.
Dentre os inúmeros benefícios podem ser destacados os seguintes:

Auxilia no alívio de dores;

Contribui para restabelecer a saúde;

Reduz o mal-estar;

Contribui para o alcance do peso adequado;

Manutenção dos quadros de glicemia;

Aumento da imunidade;

Melhora as taxas de proteínas.

Dietoterapia: O que é e quais são os seus benefícios.

8.6 Indicação Dietoterapia


Essa terapia pode ser indicada em uma variedade de enfermidades como obesidade,
câncer, pré-operatório, pós-operatório, problemas renais, disfagia, pancreatite, úlceras,
problemas intestinais dentre outros.

8.7 A diferença entre Dietoterapia e Dieta


A Dietoterapia tem como finalidade ofertar ao organismo debilitado alimentos ou
nutrientes adequados de forma que melhor se adeque a patologia existente. A dieta é um
estilo ou modo de vida, é um conjunto de alimentos consumidos pela pessoa que podem
ser ajustadas de acordo com diferentes objectivos.
11

9 Gestação e relação com a Nutrição


A alimentação, quando adequada e variada, promove a saúde, prevenindo deficiências
nutricionais e resguardando contra doenças infecciosas; a oferta equilibrada de
nutrientes pode melhorar as defesas do organismo, favorecendo a uma boa qualidade de
vida e longevidade.

No entanto, os hábitos alimentares estão relacionados a basicamente três factores:

Culturais: transmitidos por gerações e pela sociedade;


Económicos: custo e a disponibilidade de alimentos; e
Sociais: de acordo com a aceitação ou rejeição de padrões alimentares (crenças,
aversões, tabus ou proibições) (RAMALHO et al, 2000).

A alimentação saudável deve ser quantitativamente suficiente, harmoniosa nos


componentes, adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina, para que se
possa obter saúde e qualidade de vida (CREDIDIO, 2008).

Portanto, as repercussões nutricionais recaem sobre a clínica da gestante (VITOLO,


2003 apud SILVA, 2005).Os profissionais da saúde reconheceram, há muito tempo, os
efeitos da nutrição adequada durante a gravidez sobre a saúde do bebé e da mãe. Vários
factores determinam o progresso e o resultado de uma gravidez, inclusive o estado
nutricional da mãe pré-gestacional (AZEVEDO; SAMPAIO, 2003).

9.1 Estado nutricional na gestação


Observam-se evidências de que o ganho ponderal, durante a gestação, serve de
prognóstico para o peso do recém- nascido, que pode ser afetado pelo estado nutricional
da mãe antes da gravidez (SANTOS et al, 2005). Portanto, uma alimentação saudável e
equilibrada antes da gestação é imprescindível para o desenvolvimento adequado do
feto (MAHAN, 2005).

No segundo e terceiro trimestre da gestação, o ganho de peso adequado no período


gestacional, à ingestão adequada de nutrientes, o controle do factor emocional e o estilo
de vida serão determinantes para o desenvolvimento e crescimento normal do feto
(NOCHIERI, 2008).

Portanto, o cuidado nutricional pré-natal tem papel importante na identificação de


gestantes consideradas de risco e na possível intervenção a fim de reduzir os efeitos da
12

má nutrição na criança. Segundo o estudo de Leivas et al (2007). Exercício físico e


gestação Com a actual epidemia global de obesidade, a integração de uma dieta
adequada à prática regular de exercícios físicos é de fundamental importância para
evitar o ganho ponderal excessivo em gestantes (BATISTA, 2003).

A prática de exercícios físicos além de ajudar na manutenção da forma física, também


contribui para a postura, facilita o trabalho de parto diminuindo sua duração, prevenção
das dores lombares, melhor adaptação psicológica as mudanças da gravidez e
diminuição do risco de pré-eclâmpsia (GOUVEIA et al, 2006).

O exercício reduz e previne as lombalgias, devido à orientação da postura correcta da


gestante frente à hiperlordose que comumente surge durante a gestação, em função da
expansão do útero na cavidade abdominal e o conseqüente desvio do centro
gravitacional (BATISTA et al, 2003).

Exercício físico na gestação é indicado na total ausência de anormalidades e mediante


avaliação médica especializada, porém as contra indicações absolutas existentes são:

Sangramento uterino de qualquer causa;


Placentação baixa;
O trabalho de parto pré-termo;
O retardo de crescimento intra-uterino;
Os sinais de insuficiência placentária;
A ruptura prematura de membranas e a incompetência istomocervical.

Mas durante a gravidez normal quem já praticava exercícios pode continuar, adequando
a prescrição, a gestação (LEITÃO 2000).

9.2 Enfermagem e pré-natal


A principal meta do pré-natal é prestar assistência à mulher desde o início de sua
gravidez, onde ocorrem mudanças físicas e emocionais e que cada gestante vivencia de
forma distinta. O pré-natal de baixo risco pode ser inteiramente acompanhado pela
enfermeira (BRASIL, 2000).
13

10 Conclusão
A Dietoterapia é uma terapia muito utilizada pelos nutricionistas e que tem bons
resultados com a aplicação dessa terapia quando empregada de modo adequado. Essa
terapia actua como um adjuvante em momentos de restabelecimento do estado
nutricional que pode ser decorrente de alguma patologia específica.

A ingestão de uma alimentação inadequada pode trazer prejuízos não apenas a sua
saúde, mas também a saúde do seu filho. Desta forma, mostra-se indispensável uma
nova formulação de políticas públicas voltadas para a orientação dos hábitos de vida na
gestação, visando à conscientização das gestantes e dos profissionais para os riscos do
baixo peso e do excesso de peso gestacional, cabendo, também, investir na capacitação
de profissionais para que este processo seja eficaz.

Diante da influência da nutrição na saúde materna e do feto, o presente estudo buscou


investigar seu perfil nutricional na gravidez. Concluindo que é preciso repensar a
importância do profissional enfermeiro como educador em saúde, que tem papel
relevante na orientação às gestantes quanto aos riscos decorrentes de hábitos de vida
inadequados, desenvolvendo acções que promovam a reeducação alimentar, melhorando
com isto a qualidade de vida, evitando complicações durante a gravidez.
14

11 Referências bibliográficas
1. ANDRETO, Luciana Marques et al.Fatores associados ao ganho ponderal
excessivo em gestantes atendidas em um serviço público de pré-natal na cidade
de Recife, Pernambuco, Brasil. Cad. Saúde Pública . v. 22, n. 11, p. 2401-2409.
2006.
2. ANJO, Douglas Farla Corrêa. Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia
cardiovascular. J. Vasc Br, v. 3, n. 2, p. 145-54. 2004.
3. ATALAH E, C. C.; CASTRO R; A. A. Propuesta de um nuevo estándar de
evoluación nutricional em embarazadas. Rev. MedChile, v. 125, p. 1429-1436,
1997.
4. AZEVEDO, Daniela Vasconcelos de; SAMPAIO, Helena Alves de Carvalho.
Consumo alimentar de gestantes adolescentes atendidas em serviço de
assistência pré-natal. Rev. Nutr., Vol.16, n.3, pp. 273-280. 2003.
5. BATISTA, Daniele Costa et al. Atividade física e gestação: saúde da gestante
não atleta e crescimento fetal. Rev. Bras. Saude Mater. Infant.v. 3, n. 2, p. 151-
158. 2003.
6. BAIAO, Mirian Ribeiro; DESLANDES, Suely Ferreira. Alimentação na
gestação e puerpério. Rev. Nutr., Campinas, v. 19, n. 2, Apr. 2006.
7. BARROS, Denise Cavalcante de et al. O consumo alimentar de gestantes
adolescentes no Município do Rio de Janeiro. Cad. Saúde Pública. 2004, vol.20,
suppl.1, pp. S121-S129.
8. BATISTA, Daniele Costa, et al. Atividade física e gestação: saúde da gestante
não atleta e crescimento fetal. Revista Brasileira.Saúde Materno Infantil.v. 03 n.
02. Recife. 2003.
9. BELARMINO, Glayriann Oliveira et al. Risco nutricional entre gestantes
adolescentes. Acta paul. enferm. 2009, vol.22, n.2, pp. 169-175.
10. BERTIN, Renata Labronici et al. Métodos de avaliação do consumo alimentar
de gestantes: uma revisão.Rev. Bras. Saude Mater. Infant., v. 6, n. 4, p. 383-390,
2006.
11. Disponível em: http://www.biotrato.com.br/dietoterapia/. Acesso em 18/10/2021

Você também pode gostar