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Vocabulário Kant

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"Não seria exagerado dizer que a Crítica da razão pura, principal obra de Immanuel Kant, divide
a história da filosofia em duas: antes da Crítica, depois da Crítica. Não à toa, foi o próprio autor,
antevendo o impacto de seu empreendimento filosófico, quem comparou sua transformação da
filosofia à revolução efetuada por Cope mico no âmbito da física, afirmando tratar-se de uma
inversão análoga de perspectiva: do mesmo modo como o astrónomo polonês deslocara o Sol
para o centro do universo, deixando a Terra orbitar em torno dele, Kant propõe tomar não mais
o objeto como centro do conhecimento, mas o sujeito e suas faculdades cognitivas.Num
momento em que a filosofia, procurando compreender as transformações por que vinha
passando a ciência da natureza, dividia-se em racionalistas de um lado, a defender a origem
puramente racional de nossos conhecimentos, e empiristas de outro, a defender que eles se
originam na experiência, procurou Kant demonstrar, a partir de tal “revolução copernicana",
que o nosso conhecimento é, necessariamente, tanto empírico como racional, isto é, tem de
resultar da conjunção da intuição sensível (pela qual apreendemos o objeto na experiência)
com o conceito do entendimento (por meio do qual pensamos o mesmo objeto)". CRP, Vozes,
contra-capa.

Razão [logos/nous, ratio, Vernunft]


(1.) Que “sabemos algo pela razão”, dizemos, segundo Kant, “se estamos conscientes de que
poderíamos ter sabido, se também não nos tivesse ocorrido na experiência; portanto, o
conhecimento da razão e o conhecimento a priori são o mesmo ”(5:12). O sentido geral da
razão surge da oposição ao empírico: Kant entende “sob a razão toda a faculdade cognitiva
superior” e “assim opõe o racional ao empírico” (KrV A 835 / B 863).
(2.) O sentido mais estreito e específico de 'razão' só surge quando, dentro da faculdade
cognitiva superior, uma distinção é feita entre → entendimento e razão: “Todo o nosso
conhecimento começa com os sentidos, vai lá para o entendimento e termina com razão, sobre
a qual nada superior nos é sugerido ”; A razão, neste sentido específico, não é apenas superior,
mas se torna o "maior poder de conhecimento". (KrV A 298f. / B 355; vgl. KrV A 299f. / B 356).
Outros pontos importantes: KrV A 302 / B 359; KrV A 326 / B 383; KrV A 645 / B 673; 4:452.
- Razão teórica ou especulativa: em Kant, trata-se da faculdade dos princípios a priori, que em
sua função crítica tem o papel de estabelecer as condições de possibilidade do conhecimento.
“Distinguimos a razão do entendimento, definindo-a como a faculdade dos princípios … Se o
entendimento pode ser definido como a faculdade de dar aos fenômenos unidade por meio de
regras, a razão é a faculdade de dar unidade às regras do entendimento sob forma de
princípios” (Crítica da razão pura). (Dic.DM)
-. Razão prática: a razão tal qual aplicada no campo da ação humana, permitindo que o homem
tome suas decisões ao agir baseado em princípios. Para Kant, é a razão prática que responde à
pergunta “que devo fazer?”, estabelecendo os princípios morais que regem a ação humana. Ver
imperativo; prática. (Dic. DM)
Gemüt (espírito, mente)
Conceito [Begriff]
Espírito [Geist], [Mind]
Função filosófica:
1. No significado metafísico - (lat. spiritus)
Representação

Função (in. Function; fr. Fonction; ai. Funktion; it. Funzioné). Esse termo tem duas significações
fundamentais: 1- Operação (Platão, Aristóteles, Kant); 2- Relação
Operação: neste significado o termo corresponde à palavra grega ergon, do modo como é
empregada por Platão , quando diz que a F. dos olhos é ver, a F. dos ouvidos é ouvir, que cada
virtude é uma F. de determinada parte da alma e que a F. da alma, em seu conjunto,é comandar
e dirigir (Rep, I, 352 ss.). F., nesse sentido, é a operação própria da coisa, no sentido de ser
aquilo que a coisa faz melhor do que as outras coisas (Ibid, 353 a). Essa palavra é usada
freqüentemente com esta significação tanto na linguagem científica quanto na comum. Em
filosofia.
Kant chamou de Funções os conceitos que "se baseiam na espontaneidade do pensamento,
assim como as intuições sensíveis se baseiam na receptividade das impressões". Em outras
palavras, os conceitos são funções porque são atividade, operações, e não modificações
passivas como as impressões sensíveis. A Função conceptual é definida por Kant como
"unidade do ato de ordenar diversas representações sob uma representação comum " (Xcrít.
R. Pura, Anal. transc , cap. I, seç. 1).

Juízo: "Podemos, contudo, reduzir a juízos, todas as ações do entendimento, de tal modo que o
entendimento em geral pode ser representado como uma faculdade de julgar. Porque,
consoante o que ficou dito, é uma capacidade de pensar. Ora pensar é conhecer por conceitos.
Os conceitos, porém, referem-se, onquanto predicados de juízos possíveis, a qualquer
representação de um objecto ainda indeterminado" (CRP, Anal. transc, I, cap. I, seç. I; B94).
"Para Kant, J. é "a representação da unidade da consciência de representações distintas; ou a
representação das relações entre estas representações, na medida em que constituem um
único conceito" (Logik, § 17). Kant, porém, considera que a unidade entre as representações
estabelecida pelo J. é objetiva, ou seja, não se baseia na associação psicológica das
representações, mas na apercepção, que é a função lógica unificadora da consciência em geral,
comum a todos os seres pensantes. Este é o sentido da definição que se encontra expressa de
várias maneiras na Crítica da Razão Pura; p. ex., quando se diz que "o J. outra coisa não é senão
o modo de reintegrar conhecimentos dados na unidade objetiva da apercepção" (Crít. R. Pura, §
19). Deste modo, uma operação subjetiva (por pertencer ao sujeito, mas objetiva por ser
universal ou comum, em Kant é fundamento do J. e de sua validade. A doutrina de Kant
determinou o predomínio da concepção do J. como ato intelectual de síntese em toda a lógica
filosófica do séc. XIX". (ABAG, p.592).

Juízo sintético a priori:

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