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DIDÁTICA

O processo do ensino-aprendizagem avançará a partir da fundamentação da didática


na dialéctica, sendo que é uma área em constante mudança e isenta de objetivos
que a deixe pronta e acabada. Considerada a “arte de ensinar”, é imprescindível no
processo pedagógico com tendências distintas na visão do homem e do mundo,
flexibilizando, sempre, o papel do professor, do aluno, as metodologias, as
avaliações e a forma de ensinar. Ela converte objetivos sócio-políticos e pedagógicos
em outros de ensino, métodos e conteúdos vinculados ao ensino-aprendizagem
através das capacidades mentais dos educandos.

De modo que a didática opera na capacidade crítica e desenvolvimentista dos


docentes para que eles analisem, explicitamente, a realidade do ensino, refletindo-o
“como” ensinar, para que ensinar, o que ensinar etc. (LIBÂNEO, 1990).

Em outras palavras, a disciplina de didática institui diretrizes sinalizadoras das


atividades pedagógicas, investiga o desenvolvimento do ensino-aprendizagem e
sonda as ineficiências sujeitas a reflexões-ações por parte do professor. Isento da
didática, o professor não disporia da ferramenta essencial para a cooperação entre
professor/aluno e jamais ocorreria a delineação entre o ensinar e o aprender.

A didática, como disciplina, é a essência nas estratégias de ensino e têm o papel de


realizar a transformação da teoria à prática pedagógica. Com base na teoria, cabe
ao professor a organização da didática, utilizando materiais que lhe deem suporte na
facilitação do ensino-aprendizagem, sujeito a reflexão-ação para o cumprimento dos
objetivos propostos. Há uma variedade de elementos que compõem a didática
pedagógica sendo a metodologia, o planejamento e a avaliação os mais importantes.
Todos sujeitos a flexibilização, uma vez que cada indivíduo tem uma maneira
diferente de entender, ao tempo em que a prática docente encontra-se em
constante processo de mudança.

Todavia, cada professor possui as suas próprias concepções e metodologias que o


nortearão em seus planejamentos e em sua didática em sala de aula. Logicamente
em cada assunto, em cada docente e em cada aluno há necessidades específicas e à
medida em que elas surgem, a didática deve flexibilizar-se.
Torna-se necessário considerar a didática como algo que concretize a teoria nos
trabalhos pedagógicos cotidianos, tendo em vista, a importância da sua eficácia
como ponte ao acesso ensino-aprendizagem.

Há, algum tempo, a didática era interpretada como disciplina metodológica de


ensino que tinha como missão “ensinar”. Existia, inclusive, manuais ou receitas
prontas que orientavam os professores a se portarem em sala de aula. Porém a
verdadeira função da didática vai além dessas premissas, isso porque a visão
humana e de mundo modifica-se à proporção que surge a necessidade. O
conhecimento didático deixou sua estagnação e partiu em busca das melhores
estratégias de ensinar e das mais acessíveis formas de aprender.

Contudo, a didática tem a sua essência a partir do oferecimento de formas variadas


de ensinar e de compreender a construção do ensino-aprendizagem com a aplicação
diversificada de metodologias que surtam efeito para a concretização dos seus
objetivos.

No processo ensino-aprendizagem o docente deve variar, reflexivamente, suas


metodologias na busca de resultados que lhe satisfaçam, pois a tarefa de trabalhar,
de forma explícita e segura, está incumbida, exclusivamente no professor. Se o
professor deixar de preocupar-se no remanejamento dos conteúdos e de suas
estratégias, instigando e orientando os seus alunos a respeito da importância dos
estudos e da formação para a vida, certamente não obterá êxito no seu trabalho
pedagógico. A razão prática é essencial para a conclusão da teoria que se planejou.
Essa conclusão é a confirmação da sua verdade. Quando o professor não faz com
que o aluno aprenda, o induz a aceitar uma falsa verdade e sem valor científico.

“A didática concretiza planos e credibiliza o trabalho docente, dando suporte para a


consumação da cientificidade, deixando de ser algo aleatório, mas autêntico”.
(GRIFO nosso)

Evolução histórica da didática


A evolução da didáctica, a partir dos trabalhos de Ratke e Comênio, foi lenta, se comparada com
outras ciências. Uma causa fundamental, já foi mencionada, era que os estudos sempre
focalizavam, indistintamente, instrução, ensino e educação como se fossem fenómenos de uma
mesma essência.
Assim, a Pedagogia foi ganhando forças como ciência particular, se separando aos poucos da
filosofia e da teologia, e deixando a didáctica como uma simples disciplina técnica. Foi, por isso
que as histórias da Pedagogia e da Didáctica se misturam no tempo. Quando se estuda a História
da Filosofia e da Teologia, necessariamente se faz referencias a pedagogos. Quando se estuda a
História da Pedagogia se refere a Teólogos e Filósofos, entre outros. Algo similar acontece,
quando contamos a História da Didáctica.
No século XVIII, Jean Jacques Rosseau propôs uma concepção de ensino baseada em um novo
conceito de infância. Depois de Ratke e Comênio, Rousseau foi o outro grande didacta que surgiu.
Por ser, também, um grande pedagogo, ajudou a revolucionar a Didáctica. Não se pode
considerar um sistematizador do ensino, mas sua obra dá origem, de modo marcante, a um novo
conceito de infância e sua relação direita com o ensino.
A prática das ideias de Rousseau foi empreendida, entre outros, por Henrique Pestalozzi, que em
seus escritos e actuação dá dimensões sociais à problemática educacional. O aspecto metódico da
Didática encontra-se, sobretudo, em princípios, e não em regras, transportando-se o foco de
atenção às condições para o desenvolvimento harmônico do discente. Rosseau considerava que a
valorização da infância está carregada de conseqüências para a pesquisa e a ação didática.
No século XIX, João Frederico Herbart destaca-se no plano didático por defender a idéia da
"educação pela instrução". Como didata estabeleceu quatro passos didáticos, que são essências
no processo de ensino, ainda hoje. Naturalmente que já sofreram variações e aperfeiçoamento,
mas a essência é a mesma desde seu descobrimento. O primeiro passo é a apresentação da
matéria nova. O segundo passo é a associação entre as idéias antigas e as novas; o terceiro, a
sistematização do conhecimento com vista à generalização; e o último a aplicação do
conhecimento.
Para alguns estudiosos, Herbart é o pai da Pedagogia; pois teve por mérito torná-la, Segundo
Castro (2008, p. 17) "o ponto central de um círculo de investigação própria". Não obstante,
contribuiu, e muito, com o desenvolvimento teórico da Didática.
No século XX, por ser o século onde surge a Didática como ciência autônoma, tem muitos didatas
que se destacaram no desenvolvimento do ensino. Do ensino, visto como isso, como conceito de
objeto de estudo da didática e não como um simples articular dos professores com estudantes ou
alunos. Nesse século XX, muitos se autodenominaram especialistas ou cientistas do currículo.
São aqueles que defendem o Desenho Curricular como uma ciência independente da Didática,
senão fosse pelo fato que não existe ensino sem uma conceição do desenho curricular. É ilógico
pensar no surgimento de uma nova ciência a partir do mesmo objeto de estudo.
Outro grande didata foi o norte-americano John Dewey (l859 - l952). Foi como a maioria, muito
mais pedagogo que didata, não obstante, foi um destacado representante de uma das tendências
do pragmatismo didático. Na didática, sua maior contribuição está no ensino laboral e a relação
do ensino com a vida

Objecto de estudo da Didáctica

O objecto de estudo da Didáctica é o processo de ensino, que inclui os conteúdos


dos programas e dos livros didácticos, os métodos e formas organizativos do ensino,
as actividades do professor e dos alunos e as directrizes que regulam e orientam
esse processo.

Relação da Didáctica com outras Ciências

A didáctica é uma ciência pedagógica, por isso mantém uma relação com a
pedagogia. Mas também vemos que devido à complexidade do processo de ensino
e aprendizagem, de um lado, e por outro, tendo em conta o carácter interdisciplinar
de quase todos os ramos de saber, a didáctica mantém relações com outras
ciências.

Finalmente, no que diz respeito às outras disciplinas, constatamos que a relação da


didáctica geral com estas disciplinas se explica da seguinte forma:

A psicologia indica à didáctica as oportunidades que melhor favorecem a


expansão/desenvolvimento da personalidade, bem como os processos que melhor
garantem a efectivação da aprendizagem.

A biologia orienta sobre o desenvolvimento físico e os índices de fadiga dos alunos.


A sociologia indica as formas de trabalho que permitem desenvolver a solidariedade,
a liderança e responsabilidade.
A filosofia actua na integração das demais ciências que servem de base à didáctica,
coordenando-as numa visão que tem por fim explicar ao educando como um ser
completo que necessita de atendimento adequado, personalizado, de forma que se
possam efectivar os propósitos da educação.

Diferenciar o objecto de Estudo da Didáctica geral e Didáctica Especificas

3. Processo de Ensino e Aprendizagem

3.1. Particularidades de uma educação com carácter intencional:

3.2. Conceitualização do PEA;

Aprender é o processo de assimilação de qualquer forma de conhecimento, desde o mais simples


onde a criança aprende a manipular os brinquedos, aprende a fazer contas, lidar com as coisas,
nadar, andar de bicicleta etc., até processos mais complexos onde uma pessoa aprende a escolher
uma profissão, lidar com as outras. Dessa forma as pessoas estão sempre aprendendo (LIBÂNEO,
1994). Para que se possa haver aprendizagem é necessário que haja todo um processo de
assimilação onde o aluno com a orientação do professor passa a compreender, reflectir e aplicar os
conhecimentos que foram obtidos, assim à aprendizagem é observada com a colocação em prática
por parte do aluno dos conhecimentos que foram transmitidos durante uma aula ou actividade.

O processo de ensino Ensinar é a actividade que tem por finalidade que o outro obtenha o
conhecimento. Para que se tenha um ensino de forma que realmente agregue valor é preciso que o
professor como sendo um transmissor de conhecimentos se utilize de métodos e técnicas
adequadas que tenham base não apenas no contexto geral como o local, assim a necessidade básica
do aluno será encarada como uma ponte para o ensino e não como um obstáculo.
Segundo Libâneo (1994, p. 90) “a relação entre ensino e aprendizagem não é mecânica, não é uma
simples transmissão do professor que ensina para um aluno que aprende.” Ele mesmo concluiu que
é algo bem diferente disso “é uma relação recíproca na qual se destacam o papel dirigente do
professor e a actividade dos alunos.” Dessa forma podemos perceber que “O ensino visa estimular,
dirigir, incentivar, impulsionar o processo de aprendizagem dos alunos.

A relação de ensino e aprendizagem não deve ter como base a memorização, por outro lado os
alunos também não devem ser deixados de lado sozinhos procurando uma forma de aprender o
assunto, o professor nesse caso sendo apenas um facilitador (LIBÂNEO, 1994).

3.3.Características do PEA;

3.4.Diferença Entre Instrução e Educação.

A instrução se refere a formação intelectual, formação e


desenvolvimento das capacidades cognoscitivas mediante o
domínio de certo nível de conhecimentos sistematizados.
O ensino corresponde a acções, meios e condições para realização
da instrução: contém, pois a instrução.

Educação é instituição social, que se organiza no sistema


educacional de um país, num determinado momento histórico. É um
produto significando os resultados obtidos da acção educativa
conforme propósitos sociais e políticos pretendidos. É Processo por
consistir de transformações sucessivas tanto no sentido histórico
quanto no de desenvolvimento da personalidade.

4. Descrição das Tarefas do Professor e do Aluno na Relação Dialéctica entre eles.

DIALÉCTICA
A dialéctica não é mais do que a ciência das leis gerais do movimento e da evolução
da natureza, da sociedade e do pensamento." (Engels). Prosseguindo, este autor
sentencia o seguinte: A grande ideia cardinal é que o mundo não pode conceber-se
como um conjunto de objectos terminados e acabados, senão como um conjunto de
processos, em que as coisas que parecem estáveis passam por uma série de
reflexos mentais em nossas cabeças, os conceitos passam por uma série
ininterrupta de mudanças, por um processo de génese e caducidade.
5. Estrutura da Aula (o Momento entre o professor e Alunos na sala de Aula).

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