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Psicologia no Brasil: a história da profissão no país

Mais um ano se passa e chega a data de comemorar a profissão de psicólogo. O dia


27 de agosto foi escolhido porque no ano de 1962 neste mesmo dia, a lei 4.119
reconhecia a profissão de psicólogo no Brasil. Foi estabelecido um currículo mínimo
para as instituições de ensino formarem seus alunos e também foram definidas
normas para a atuação profissional. Os primeiros campos de atuação, na psicologia,
são a clínica, o campo escolar-educacional e a organização do trabalho.
A profissão tem seu principal obstáculo na ditadura militar que criou impasses para o
desenvolvimento da mesma. As práticas clínicas e educacionais psicológicas eram
repudiadas pelas autoridades vigentes da época, já que era componente da luta a
favor de direitos humanos e contra posições de caráter autoritário e de censura.
Com o auge da ditadura em 1970, a psicologia atuava como uma ciência supostamente
neutra e distante de reflexões políticas e seus efeitos nas pessoas. Também era
comum a execução de uma prática psicológica que visava a normalização dos
indivíduos frente a uma sociedade opressora.
Em 1971, foi criado o Conselho Federal de Psicologia (CFP), sob o controle do
Ministério da Saúde, que levou dois anos para convocar as associações de psicologia
para o primeiro plenário. Com isso foi possível desenvolver melhor a profissão, iniciou-
se a publicação de uma revista cientifica que aderiu ao movimento contra a ditadura
militar e também foi possível oficializar o código de ética em 1975. Ao longo dos anos,
CFP passou a operar politicamente em união aos órgãos relacionados a Psicologia.
Com Jose Sarney na presidência da República, se inicia a nova república e assim em
1985 as liberdades democráticas foram restabelecidas no Brasil. O que levou a
publicação de um novo código de ética profissional em 1987, que definiu deveres,
direitos e responsabilidades dos psicólogos de acordo com os princípios da Declaração
Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.
Então, a partir de 1989 diversos congressos e encontros foram fundamentais para
direcionar os rumos da psicologia brasileira. Até que em 1997 é criada a Comissão
Nacional de Direitos Humanos, que norteava a reflexão sobre os direitos humanos
relacionados a formação, a pesquisa em psicologia e a prática profissional, a
participação nas lutas pela garantia de direitos humanos e a intervenção em situações
nas quais há violações de direitos humanos.
A psicologia através do Conselho Federal de Psicologia (CFP) foi uma grande aliada ao
Movimento da Luta Antimanicomial por meio de campanhas, participação e promoção
de eventos e seminários. Os resultados da Luta Antimanicomial foram diversos,
entretanto o mais relevante foi a concretização do dia 18 de maio como Dia Nacional
da Luta Antimanicomial e a aprovação da lei 10.216 de 2001, que garante direitos e
proteção a portadores de sofrimento psíquico.
Essa lei assegura a assistência integral ao atendido, abrangendo serviços médicos,
psicológicos, ocupacionais e de assistência social. Também garante o tratamento com
humanidade, respeito e proteção contra qualquer forma de abuso e exploração.
A psicologia no mundo contemporâneo
As profundas alterações que o mundo moderno sofreu recentemente criaram um novo
contexto de vida, caraterizado pela desconstrução da noção de socialização anterior. A
população mundial ganhou a possibilidade de se reinventar e aprender novas formas
de conviver com o coletivo.
Posto isso, o ramo da psicologia clínica cresceu exponencialmente nos últimos meses,
contudo há diversos outros ramos que o psicólogo pode atuar, como no setor
educacional auxiliando professores e alunos a solucionar problemas de aprendizagem
e comportamento.
Outro ramo é na esfera esportiva, no qual o objetivo é orientar e dar suporte
emocional aos atletas que sofrem com diversos tipos de pressões antes de
competições. A atuação psicológica em equipes pode potencializar o rendimento dos
atletas e promover harmonia entre os integrantes do grupo esportivo.
Outra especialidade da psicologia é a área organizacional, onde o profissional pode
trabalhar com os recursos humanos da empresa ou operar com desenvolvimento e
treinamento do capital humano. Também há a possibilidade de orientar planos de
carreia, realizar pesquisas de satisfação laboral e estratégias para reestruturação de
setores.
Encontra-se também campo de trabalho na esfera social, onde o psicólogo se dedica
em penitenciárias, abrigos, asilos ou centros de assistência social, no qual, elabora
planos e programas de atendimento coletivo ou oficinas para a melhora de demandas
especificas para pessoas em vulnerabilidade social, por exemplo.
Também existe a psicologia do trânsito onde a meta é realizar avaliação psicológica
para estudar o comportamento humano nesse contexto, e se possível, desenvolver
ações educativas com condutores que apresentam histórico de infrações.
A psicologia, assim como a existência humana, é bastante diversa. Onde há pessoas e
suas especificidades, a psicologia também está!

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