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O uso ético do Comércio Eletrônico

A grande popularização da Internet possibilitou o avanço estrondoso das formas de


comercialização eletrônica, e até da concepção de produtos meramente digitais no sentido
da sua virtualidade, como por exemplo, softwares que são produtos de bits. A agilidade
permitida nestes tipos de transação e os novos paradigmas que assustam tanto as
empresas como os consumidores exigem a definição de um código de ética no intuito de
desenvolver um sentimento de confiança para os e-consumidores.
Num primeiro instante a preocupação se encontra em metodologias seguras de serem
desenvolvidas as transações eletrônicas utilizando implementações computacionais que
permitam o tráfego de dados de forma segura utilizando SSL1, SET2 ou outros métodos que
usem algoritmos de criptografia para codificar os dados em uma transação segura.
Após verificou-se a necessidade de comunicar a utilização de dados pessoais sempre
que eles forem recolhidos através de formulários, cookies, certificados digitais ou quaisquer
outras formas. Além da disponibilização visível de informações sobre contatos com a
empresa que vende ou presta o serviço como, por exemplo, nome, endereço eletrônico,
endereço físico, números de telefone e algum tipo de atendimento a consumidor.
As práticas desenvolvidas acima não são suficientes para garantir um comércio
eletrônico que seja exclusivamente ético, existe a necessidade de padronização de
metodologias de marketing que assegurem os direitos à privacidade e de escolha. Assim
algumas características foram selecionadas para servir de base para as organizações que
desejam ter uma imagem positiva na Internet, tais como:

• A negação de publicidades que sejam falsas, enganosas e ilusórias juntamente com


técnicas de marketing que promovam a intimidação ou sejam coercivas e hostis;
• A negação do uso de campanhas de qualquer tipo que promova o envio de
mensagens não solicitadas como práticas de junk mail ou spam;
• A explicitação de informações claras e precisas de mensagens relativas aos
newsletters e outros intrumentos semelhantes;

O comércio eletrônico somente poderá ter total confiança dos consumidores e,


conseqüentemente, terá uma maior ampliação deste tipo de mercado se, além das
características anteriores, as empresas desenvolverem suas transações de forma honesta e
clara, inclusive no que diz respeito aos limites dos serviços que irão oferecer e/ou descrições
completas dos produtos envolvidos na transação.
A utilização de imagens, sons, software e outros elementos que possam ferir a
propriedade intelectual podem representar uma quebra de confiança com o cliente ou
fornecedores, pois as empresas acabam incentivando a copia ilegal mesmo quando utiliza
em seu site uma imagem ou trecho de texto que não é de domínio público.
As empresas que puderem respeitar todos os elementos acima citados estarão dando
um grande passo para fortalecer esse novo canal de comercialização e, inclusive,
desenvolver um relacionamento com seu cliente de forma que este possa ser considerado
muito mais um parceiro de negócios do que um simples consumidor.
Autor: Emerson de Oliveira Batista ©

1
Secure Socket Layer – Camada de transmissão segura.
2
Secure Electronic Transaction – Transação eletrônica segura.