PRESTADOR JURÍDICO ASSES.

E CONSULTORIA
AGOSTO 2005

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MATERIAL: REVISÃO AUXÍLIOACIDENTE PARA 50% EXPLICATIVO REVISÃO AUXÍLIOACIDENTE PARA 50%
1. Evolução legislativa

Era esta a norma inserta no artigo 6º, §1º da Lei de Acidentes do Trabalho (Lei n. 6.367 de 21.10.76): Art. 6º (...) §1º O auxílio-acidente, mensal, vitalício e independente de qualquer remuneração ou outro benefício não relacionado ao mesmo acidente, será concedido, mantido e reajustado na forma do regime de Previdência Social do INPS e corresponderá a 40% (quarenta por cento) do valor de que trata o inciso II do artigo 5º desta Lei, observado o disposto no §4º do mesmo artigo. Vigente a Lei n. 8.213/91, assim dispôs na letra de seu artigo 86, §1º: Art. 86. O auxílio-acidente será concedido ao segurado quando, após a consolidação das lesões decorrentes do acidente de trabalho, resultar seqüela que implique: §1º O auxílio-acidente, mensal e vitalício, corresponderá respectivamente às situações previstas nos incisos I, II e III deste artigo, a 30% (trinta por cento), 40% (quarenta por cento) ou 60% (sessenta por cento) do salário-decontribuição do segurado vigente no dia do acidente, não podendo ser inferior a esse percentual do seu salário-de-benefício. A Lei n. 9.032, de 29.4.95, trouxe a seguinte modificação na legislação acidentária:

Ocorre que a Autarquia Previdenciária – em total afronta aos beneficiários da Previdência Social – não elevou a Renda Mensal dos benefícios em manutenção. temos que reconhecer que a jurisprudência nesse sentido é tranqüila. 9. I. como indenização. 86. com a edição da Lei n. desde época anterior ao advento da Lei n.032/95 – houve majoração no coeficiente utilizado no cálculo da Renda Mensal dos benefícios acidentários. que embora não haja razão para excluir da competência da Justiça Federal os litígios decorrentes de benefício acidentário quando intentados em face do INSS. ao segurado quando.4. 8. §1º O auxílio-acidente mensal e vitalício corresponderá a 50% (cinqüenta por cento) do salário-de-benefício do segurado.Art. Assim. 2. 205.98) ¹ Portanto. sobre o direito daqueles que eram beneficiários de auxílioacidente. não obstante se referentes à majoração do coeficiente de cálculo do benefício. Assim. a Justiça Estadual é competente para conciliar e julgar as ações de revisão de benefício acidentário.4. expressamente exclui do âmbito da Justiça Federal a competência para conhecer das demandas que versem sobre acidente do trabalho. 109. Moreira Alves no RE n. a verem o percentual elevado para 50% do salário-de-benefício. . Tal proceder vem causando prejuízo aos segurados projetando-se esta diferença mês a mês nos benefícios acidentários concedidos antes de 29. 9. competindo.032/95. portanto. inicialmente. Da competência da Justiça Estadual para conciliar e julgar as demandas que versem sobre reajuste de benefício acidentário Registramos.886-6/SP (DJ 17. O auxílio-acidente será concedido. à Justiça Estadual processar e julgar ações desta natureza. o art.213/91 – alterada pela Lei n. Auxílio-acidente – Majoração do percentual para 50% do saláriode-benefício – Incidência da lei nova mais benéfica Discute-se. 3. de acordo com o entendimento predominante. após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza que impliquem em redução da capacidade funcional. conforme muito bem demonstrado na decisão do Min. da Constituição Federal de 1988.1995. estando a matéria pacificada no Supremo Tribunal Federal.

e no AgRg n. Recurso extraordinário conhecido e provido. o Plenário desta Corte reafirmou o entendimento de ambas as Turmas (assim. Há pouco. independentemente da norma vigente quando do seu fato gerador. 176. por força da natureza continuada da própria relação. ² Vale dizer. alcançando as relações jurídicas que lhes são anteriores. A aplicação imediata da lei nova encontra quando a nova regra for prejudicial ao segurado. mas de aplicação da lei de forma imediata e igualitária. ao valor do tempo da concessão. ao julgar o RE n. a título de reforço de argumentação. mas sim. até porque o acessório segue a sorte do principal. 2ª Turma) no sentido de que a competência para julgar causa relativa a reajuste de benefício oriundo de acidente de trabalho é da Justiça Comum. no RE n. 9. ¹ Competência. não.632. Nesse sentido confira-se o disposto no artigo 6º da Lei de Introdução ao Código Civil – LICC: “Art. se essa Justiça é competente para julgar as causas de acidente de trabalho por força do disposto na parte final do inciso I do artigo 109 da Constituição. Reajuste de benefício oriundo de acidente do trabalho. A lei em vigor terá efeito imediato e geral. deverá sempre obedecer a Lei vigente à época do efetivo pagamento. tem-se que independentemente do direito ao benefício. nos efeitos que. Ressaltamos. mas de sua incidência e aplicação imediata. a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça ³ tem entendimento no sentido de que o dispositivo legal que majora o coeficiente utilizado no cálculo da renda mensal deve ser aplicado a todos os benefícios previdenciários. Justiça comum. seguem se produzindo a partir da sua vigência. Ademais. por se tratar de prestação de trato sucessivo. que em benefício previdenciário a lei nova só tem incidência imediata se benéfica ao segurado.032/95 aplica-se aos benefícios concedidos sob a égide da legislação pretérita.938. será ela igualmente competente para julgar o pedido reajuste desse benefício que é objeto da causa que não deixa de ser relativa a acidente dessa natureza. o direito subjetivo do beneficiário é o direito ao benefício no valor irredutível que a lei lhe atribua na data do pagamento e. porquanto. In casu não há que falar em retroatividade da lei. Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido. Assim. nos seus efeitos já realizados. Não se trata de retroatividade da lei nova mais benéfica. uma vez que os efeitos financeiros projetamse tão somente para o futuro. 6º. razão pela qual não há que se falar em violação ao direito adquirido ou ao ato jurídico perfeito. 169. mas em sua incidência imediata.” Do exposto. a majoração do coeficiente de cálculo introduzida pela Lei n. respeitados o ato jurídico perfeito.532. o direito adquirido e a coisa julgada. o valor deste.No sistema de direito positivo brasileiro a lei nova e mais benéfica – vedada à ofensa ao ato jurídico perfeito – tem efeito imediato e geral. não havendo que falar em retroatividade da lei. Se a legislação tema de for mais restrição dá novo . 1ª Turma. na. 154.

Previdenciário. ao direito adquirido e à coisa julgada (Constituição da República. Inocorrência de ofensa a dispositivo constitucional. esta a ele aproveitará. retroatividade. o que implica dizer que. somente aplicação imediata. como na situação aqui discutida. 238. Benefícios em manutenção.2001. mas. 9. II – RE inadmitido.092. Carlos Velloso. Auxílio-acidente. Paul Roubier.032/95. Não há. 1. à tous les effets qui résulteront dan l’venir de rapports juridiques nés ou à naítre”. Previdência Social. Agravo Regimental no Agravo de Instrumento. Precedentes do STF. alcançando as relações jurídicas que lhes são anteriores. Compete à Justiça Estadual processar e julgar ação que tem por objetivo a revisão de benefício previdenciário decorrente de acidente de trabalho (artigo 109. No sistema de direito positivo brasileiro. 4. nos efeitos que.11. (Lês Conflits de Lois lê Temps. por força da natureza continuada da própria relação. tem efeito imediato e geral. DJ 16. sim.816-SC – Min. I – Percentual majorado pela Lei n. a qualquer momento. da Constituição da República). 306. que alcançarão as situações em curso. Incidência. a partir da sua vigência. artigo 6º). mantido o quantum daí resultante. Justiça Comum Estadual. Possibilidade. decisão unânime) ² De acordo com o Supremo Tribunal Federal equivocam-se aqueles que defendem que os segurados do Regime Geral de Previdência Social – RGPS têm direito adquirido a certa forma de reajuste. A lei nova. p. ³ STJ – Embargos de Divergência em Resp n. Paris. AgR/SC. Lei mais benéfica. Recurso especial. Revisão de ação acidentária. situação bastante comum em relação aos pedidos de manutenção dos benefícios em número de salários mínimos. artigo 5º. (STF. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Competência. e LICC. “Léffet immédiat de la loi éter consideré comme la régle ordinaire: la loi nouvelle sápplique. salvo quanto ao ato jurídico perfeito. ao direito adquirido e à coisa julgada. 2ª Turma. Gílson Dipp – 3ª Seção – data do julgamento 24. nessa construção normativa. O STF entendeu nessa hipótese que o segurado não tem direito adquirido ao regime jurídico que foi observado para o cálculo do benefício. o princípio tempus regit actum se subordina ao do efeito imediato da lei nova. esse regime jurídico pode ser modificado. nos seus efeitos já realizados. É da jurisprudência. seguem se produzindo. inciso XXXVI. vedada a ofensa ao ato jurídico perfeito. . Rel.4. Portanto. AI n. Caso contrário não. a lei pode. ampliando os direitos do destinatário da norma. se não há direito adquirido a regime jurídico de um instituto de direito.2002. Relator (a): Min. a propósito: Constitucional. inciso I. não. dés sa promulgation. trazer alterações. Agravo não provido. 00018.tratamento à relação de direito previdenciário. mas sempre na pressuposição de vantagem ao segurado. 1929) 2.

12. Dês. apenas. 4. do Regulamento de Custas e Emolumentos do Estado.2003) Assim. uma vez que a Lei 9. expressamente exclui do âmbito da Justiça Federal a competência para conhecer das demandas que versem sobre acidente do trabalho. DJ: 19. da Constituição Federal/88. 109. 2003. sendo o percentual referente ao auxílio-acidente majorado. O direito subjetivo do segurado é o direito ao benefício. Anselmo Cerello. 9. O art. 9.5.032/95 o auxílio-acidente deve ser majorado para 50% do salário-de-benefício. Recurso especial conhecido e impriovido (STJ.1995.8.032/95 deve incidir imediatamente sobre todos os benefícios. Resp n. 33.4.032/95.2002. 6. consoante o art. no valor irredutível que a lei lhe atribua e. (TJSC – Apelação Cível n. Indissociável o benefício previdenciário das necessidades vitais básicas da pessoa humana. a assegurar aos efeitos continuados da relação jurídica a regência da lei nova que lhes recolha a produção vinda no tempo de sua eficácia. independentemente da lei vigente à época em que foram concedidos.032/95 – Aplicação imediata da legislação mais benéfica ao segurado sem que haja ofensa ao princípio da irretroatividade das leis – Possibilidade – Isenção parcial de custas processuais – Recurso e remessa parcialmente providos. O órgão ancilar arca. em razão do caráter social da norma.583/SC. 437. competindo. portanto. 6ª Turma) Apelação Cível – Ação acidentária – INSS – Auxílio-acidente – Reajuste do percentual – Competência – Justiça Estadual a teor do artigo 109. editada após o infortúnio originário do benefício acidentário. com a metade das custas processuais por ele devidas. não. a divergência envolvendo a majoração do coeficiente de cálculo considerado no levantamento da renda mensal atual (RMA) dos benefícios acidentários não comporta maiores digressões. põe-se na luz da evidência a sua natureza alimentar. A aplicação imediata da lei mais benéfica. Hamilton Carvalhido.004593-7. como na situação em tela. não bastante as referentes à majoração de percentual de benefício acidentário. ao valor do tempo do benefício. Rel. à Justiça Estadual processar e julgar ações desta natureza. 9. 7. I. Considerações finais . em se cuidando de norma nova relativa à modificação de percentual dos graus de suficiência do benefício para o atendimento das necessidades básicas do segurado e de sua família. tão somente. Data da decisão: 8. como é da natureza alimentar do benefício previdenciário. tendo em vista que não gera efeitos patrimoniais ao segurado. a partir de 28. parágrafo único. Isso significa dizer que a partir da entrada em vigor da Lei n. Min. data de entrada em vigor da Lei n. da CF/88 – Majoração do percentual para 50% sobre o salário-de-benefício a partir da edição da Lei n. I. não fere o princípio da irretroatividade da lei.

irredutíveis e reajustáveis. O STF decidiu recentemente a respeito da ação das pensionistas que pediam equiparação a 100%. sem que se possa falar em ofensa ao direito adquirido ou ao ato jurídico perfeito.Como a ação é um direito público subjetivo.RELAÇÃO JURÍDICA DE DÉBITO CONTINUADO . . a partir da vigência da Lei nº 9.032/95 "devem incidir imediatamente sobre todos os benefícios de pensão..MATÉRIA FÁTICA. convém esclarecer que a tese aqui levantada não afronta o primado do ato jurídico perfeito. consignou que o "almejado equilíbrio atuarial não significa relação imediata. os beneficiários de auxílioacidente. Quanto à necessidade de fonte de custeio.FONTE DE CUSTEIO .. independentemente da lei vigente ao tempo do óbito do segurado" (folha 54).PENSÃO POR MORTE .032/95.)" (folha 57). 1. elevando a renda mensal para 100% do salário-de-benefício. Além disso.MARCO AURÉLIO DJ DATA-31/03/2005 P OOO78 Julgamento 28/02/2005 Despacho DECISÃO CONFLITO DE LEIS NO TEMPO . com a devida correção monetária(. A Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado de Santa Catarina acolheu pedido formulado no recurso. Este aumento de percentual não deve. concedido antes do advento da Lei n.213/91 e 9. Assim há incidência imediata da lei nova mais benéfica sobre cada uma delas. não podendo a autarquia previdenciária evocar as garantias constitucionais do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. condenando o Instituto Nacional do Seguro Social a "a) revisar o benefício de pensão por morte da parte autora.. 9. provocando a prestação jurisdicional para majorar o coeficiente de cálculo do benefício acidentário para 50% (cinqüenta por cento|) do salário-de-benefício. contudo. . mas sim “prestações sucessivas”.032/95 (28/04/1995). Explica-se: as importâncias de natureza previdenciária não representam “prestações fracionadas” de um quantum a receber. O Colegiado entendeu que as Leis nºs 8. retroagir à época anterior à vigência da lei mencionada.APLICAÇÃO IMEDIATA DA NORMA VERSUS APLICAÇÃO RETROATIVA . respeitada a prescrição qüinqüenal. podem movimentar a máquina judiciária. e de certa forma pacificou o entendimento. sendo favorável a aplicação de lei mais benéfica conforme podemos verificar: Classe / Origem RE 420551 / SC RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a) Min. insuscetíveis de serem alterados. em virtude do princípio genérico da irretroatividade das leis. b) pagar as diferenças das parcelas vencidas.

sob o ângulo de direitos e obrigações. Ante o quadro. é de notar que a base de cálculo da pensão . Cumpre distinguir aplicação retroativa da lei e incidência imediata. até mesmo. desdobrando-se a ponto de atrair. registrou não haver preceito na Constituição Federal a exigir que. a corrigir quadro pouco consentâneo com a ordem natural das coisas. de 50% para 100%. inciso XXXVI. diante da complexidade dos sistemas orçamentários. § 5º. em síntese. para serem concedidos. 4. decisão que restou referendada pela Turma. sendo ônus da Administração Pública. do Diploma Fundamental. passando a pensão para 100% do salário de benefício. representada pelo Instituto Nacional de Seguro Social. relatora ministra Ellen Gracie. nas quais discorre sobre o acerto da conclusão adotada pela Turma Recursal. e 195. há de se ter presente que a recorrida é beneficiária de pensão por morte do cônjuge. o Instituto Nacional do Seguro Social articula com a transgressão dos artigos 5º. na lei que importou na criação. tributários e de financiamento da seguridade social. interposto com alegada base na alínea "a" do permissivo constitucional.560-2/SC. a aplicação da lei nova. não havendo margem a entender-se pela ofensa ao artigo 195. Salienta que a elevação. Publique-se. § 5º. acarretaria o rompimento do equilíbrio atuarial do sistema. No recurso extraordinário de folha 59 a 70. não estava em vigor a Lei nº 9. que a concessão do benefício previdenciário é ato jurídico perfeito. na lei majoradora da pensão.032/95. majoração ou extensão de benefício.032/95. 3. A Procuradoria Geral da República. de contribuições. É certo que. O tema não é novo e com ele já se defrontou a Primeira Turma em processo no qual funcionei como relator . fica esclarecido que.direta e específica entre determinado benefício previdenciário e as contribuições que supostamente lhe deveriam servir por suporte financeiro" (folha 54). Por outro lado. A recorrida apresentou as contra-razões de folha 72 a 86. Às folhas 94 à 98.pressupõe as contribuições cabíveis. 2. que aumentou a pensão de 50 para 100%. sem a correspondente fonte de custeio. No tocante à fonte de custeio. seja criada ou apontada a fonte de custeio.Agravo de Instrumento nº 401. no que veio. Fez ver que a Lei nº 9. da morte do segurado. relativamente a parcelas a vencer. Entrementes. indeferi o pleito de liminar formulado.Recurso Extraordinário nº 420. à época do início da satisfação do benefício. Não fora isso. a pensão. O recurso foi admitido por meio do ato de folhas 87 e 88. no parecer de folha 111. a ausência de demonstração de violência aos preceitos evocados e o direito à pensão majorada conforme a Lei nº 9. Brasília. Sustenta. a demonstração de eventual desequilíbrio não pode ficar a cargo dos segurados. Também a Segunda Turma vislumbrou no caso a incidência imediata da lei nova. Asseverou ainda que. consoante se extrai do acórdão de folha 99 a 107.o salário de benefício . não podendo ser modificado por lei posterior que tenha alterado o percentual do benefício. trata-se de relação jurídica que não se exaure. preconiza o não-conhecimento do recurso. refutando a vulneração de ato jurídico perfeito e acabado . ao tempo em que aumentou a percentagem da pensão por morte. previram-se receitas previdenciárias. Então. considerada relação jurídica de débito permanente projetado no tempo. nego seguimento a este recurso extraordinário.032/95. sobretudo aqueles relacionados à assistência social.597-1/RJ. Assentou que alguns benefícios não dependem de carência. no caso. da Carta (folha 45 a 58). na decisão prolatada. . incrementou as receitas previdenciárias. em um ato único.

MARCO AURÉLIO DJ DATA-16/03/2004 P . sem a correspondente fonte de custeio.art. § 5º. O recorrente requer.715 Assunto : Emenda Regimental . sob pena de romper-se o equilíbrio atuarial do sistema. inciso XXXVI.551-3 PROCED.RECURSO EXTRAORDINÁRIO LIMINAR SUSPENSIVA DE PROCESSOS EM CURSO . e 195.: SANTA CATARINA RELATOR : MIN.032/95. Eis o teor do voto: Processo : 318. 420. Além disso. do Regimento Interno texto adaptado às normas constitucionais em vigor e a inserir nesse artigo o § 5º com a seguinte redação: . 321 RISTF A proposta de emenda regimental visa a dar ao artigo 321. Ministro MARCO AURÉLIO Relator Partes RECURSO EXTRAORDINÁRIO N.(A/S): FLORIPE VENTURELLI ADV. § 5º.INDEFERIMENTO.LIMITES SUBJETIVOS E OBJETIVOS DA LIDE . de 50% e 100%. 2. cabeça. são alcançados pelas alterações introduzidas pelas Leis de nos 8. a partir das respectivas edições.(A/S): PAULO CESAR PIVA E OUTRO(A/S) fim do documento Classe / Origem RE 416744 / SC RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a) Min. Aponta violação aos artigos 5º.LIMINAR JUIZADOS ESPECIAIS . independentemente da lei em vigor ao tempo do óbito do segurado. da Carta Política da República e sustenta que o ato de concessão do benefício previdenciário é ato jurídico perfeito. inviável é a majoração da pensão. "seja concedida medida liminar suspendendo todos os processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida". da Lei nº 10. o receio de dano de difícil reparação e o teor do artigo 14.259/2001.00066 Julgamento 27/02/2004 Despacho DECISÃO .213/91 e 9. evocando esteio da alínea "a" do permissivo constitucional. Para indeferir a pretensão liminar.INSS ADV.28 de fevereiro de 2005. tendo em vista a plausibilidade do direito evocado. prossegue.(S): INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . não podendo ser alterado por lei posterior que tenha alterado percentual do benefício. valho-me de voto que cheguei a proferir em sessão administrativa na qual submetida proposta de emenda regimental que visava a disciplinar o tema. 1.(A/S): MIGUEL ÂNGELO SEDREZ JUNIOR RECDO. O Instituto Nacional do Seguro Social interpôs recurso extraordinário. no caso a pensão. A Turma Recursal da Seção Judiciária do Estado de Santa Catarina entendeu que todos os benefícios de pensão. MARCO AURÉLIO RECTE.

poderá o relator conceder de ofício ou a requerimento do interessado. em especial quando a decisão recorrida contrariar súmula ou jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. que poderão exercer juízo de retratação ou declará-los prejudicados. habeas corpus e mandado de segurança. o relator lançará relatório. medida liminar para determinar o sobrestamento. VI . ou seja. IV . se for o caso.§ 2º do artigo 542 do Código de Processo Civil -.259. b. III . II. os recursos extraordinário e especial são recebidos apenas no efeito devolutivo. instituídos pela Lei nº 10. 321 .eventuais interessados.recebido o parecer do Ministério Público Federal.verificada a plausibilidade do direito invocado e havendo fundado receio da ocorrência de dano de difícil reparação. e 121. § 3º.O recurso extraordinário para o Tribunal será interposto no prazo estabelecido na lei processual pertinente. alíneas "a". ou mediante requerimento desta. § 3º. os recursos referidos no inciso anterior serão apreciados pelas Turmas Recursais ou de Uniformização. Impossível é ter-se regra regimental a alijar o que previsto no Código de Processo Civil. V . e incluirá o processo em pauta para julgamento. colocando-o à disposição dos demais Ministros. dos processos nos quais a controvérsia esteja estabelecida. se cuidarem de tese não acolhida pelo Supremo Tribunal Federal. que deverá pronunciar-se no prazo de 05 (cinco) dias. que serão prestadas no prazo de 05 (cinco) dias. VII . a contar da publicação da decisão concessiva da medida cautelar prevista no inciso I deste § 5º. de 12 de julho de 2001. aplicam-se as seguintes regras: I . "b" e "c". até o pronunciamento desta Corte sobre a matéria. Surge a problemática referente à inserção do § 5º e incisos ao artigo 321. § 5º Ao recurso extraordinário interposto no âmbito dos Juizados Especiais Federais. solicitará informações ao Presidente da Turma Recursal ou ao Coordenador da Turma de Uniformização. poderão se manifestar no prazo de 30 (trinta) dias. ad referendum do Plenário. da Constituição Federal.Art.o acórdão que julgar o recurso extraordinário conterá. em face do poder de cautela geral do Judiciário. aos artigos 102. deferir liminar. Quanto à proposta de alteração da cabeça do artigo 321 do Regimento Interno. ficarão sobrestados. na origem.o relator. de ação cautelar. a. aguardando-se o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal. Por força de norma legal . Há a necessidade de o interessado buscar o efeito excepcional . da Constituição Federal. mediante o ajuizamento. recebidos subseqüentemente em quaisquer Turmas Recursais ou de Uniformização. à exceção dos processos com réus presos. VIII .eventuais recursos extraordinários que versem idêntica controvérsia constitucional. II . e 121. conferindo ao relator a faculdade de. A concessão de eficácia suspensiva corre à conta de situação extravagante. com preferência sobre todos os demais feitos. conforme proclamado em inúmeros casos pelo próprio Tribunal. tem-se simples atualização para que ocorra referência aos dispositivos constitucionais hoje em vigor. para comunicação a todos os Juizados Especiais federais e às Turmas Recursais e de Uniformização. com indicação do dispositivo que o autorize. dentre os casos previstos nos artigos 102. em lugar especificadamente destacado no Diário da Justiça da União. c.publicado o acórdão respectivo. se entender necessário.o relator abrirá vistas dos autos ao Ministério Público Federal.que é o suspensivo -. Acresça- . e dele será enviada cópia ao Superior Tribunal de Justiça e aos Tribunais Regionais Federais. inciso III. súmula sobre a questão constitucional controvertida. ainda que não sejam partes no processo. sem provocação da parte.

publicou a Resolução do Conselho de Justiça Federal nº 330. Vale dizer. e não o relator. no caso. O preceito ganha alcance superlativo. além da observância da ordem natural das coisas . O preceito longe fica de direcionar à conclusão segundo a qual cumpre ao Supremo pacificar. mais uma vez. em medida cautelar. aprovando o Regimento Interno da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência. ou seja. versando a retenção para que se aguarde o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça. considerada a cláusula "no âmbito de suas competências". e até mesmo o § 4º do citado artigo. via norma regimental. que o artigo 14 da Lei nº 10. no que o artigo 21 da Lei nº 9. que. Vale salientar que o Diário Oficial. dando ao relator no Supremo Tribunal Federal incumbência que extravasa os limites subjetivos do processo a ele distribuído.no Supremo e na Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência. ao âmbito do processo subjetivo. A proposta efetuada possibilita que a liminar deferida no recurso extraordinário. 1º de outubro de 2003. ainda que não . iniludivelmente. Assim. considerados os juizados especiais e respectivas Turmas. a jurisprudência dos Juizados Especiais. qual seja. No tocante ao inciso III. por oportuno. com sobreposição de medidas uniformizadoras . a Turma de Uniformização. considerado o sistema processual vigente até aqui. dispondo acerca de pedidos de uniformização idênticos. dentro do Supremo Tribunal Federal -. diz respeito à admissibilidade do recurso extraordinário interposto na origem em processo subjetivo. o órgão competente para o julgamento do incidente de uniformização. sendo dois de cada Região.se dado de maior envergadura. cumpre ao Supremo Tribunal Federal apenas a fixação das balizas a serem observadas pelo juízo primeiro de admissibilidade do extraordinário. Quanto aos demais incisos propostos. presidida pelo Coordenador-Geral da Justiça Federal e integrada ainda por dez juízes federais. de 5 de setembro de 2003. Descabe estender a previsão. com a peculiaridade de ter-se a atuação do relator. cabendo algumas observações. Implica a possibilidade de atuar em situação idêntica à prevista quanto ao processo objetivo revelador da ação declaratória de constitucionalidade.talvez mesmo diante da circunstância de tratar-se de processo objetivo . Nem se diga que o § 10 alude não só aos tribunais regionais.a possibilidade de o Plenário. ante mesmo a existência de mecanismo próprio. seguem eles a sorte do inciso I. sinalizando a ordem natural das coisas. em incidente de uniformização. A referência nele contida. tenho a regra como a modificar a relação processual do próprio recurso extraordinário.868/99 estabelece . no que se prevê que "eventuais interessados. ter-se-á conflito de normas regimentais. possuidor de balizas subjetivas próprias. ao recurso extraordinário. de ontem. os embargos de divergência do artigo 546 do Código de Processo Civil. como também ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal.259/01 refere-se a pedido de uniformização de interpretação de lei federal quando houver divergência entre decisões sobre questões de direito material proferidas por Turmas Recursais na interpretação da lei. remete às Turmas Recursais. na Seção 1. suspender. o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo. Frise-se. alcance processos diversos em curso em qualquer juizado do País. O § 6º do artigo mencionado. não estará integrada ao Supremo Tribunal Federal.a uniformização é no âmbito de certo Tribunal ou. não cabendo.

mormente via norma regimental. Também não vejo como disciplinar-se sobrestamento de processos diversos. com valia inafastável. Indefiro a medida acauteladora de suspensão de processos em curso a versarem sobre a matéria. As partes têm o direito constitucional à tramitação regular dos processos. com a automaticidade contemplada no inciso VI. observada a interposição do recurso extraordinário com alegada base na alínea "a" do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. não havendo como caminhar para a mesclagem sugerida. surgindo.259/2001. tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas artigos 467 e 468 do Código de Processo Civil. Em síntese. eficácia que a torna imutável e indiscutível quando não mais sujeita a recurso ordinário e extraordinário.(A/S): HEITOR WENSING JÚNIOR E OUTRO(A/S) fim do documento Classe / Origem RE 418638 / SC RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a) Min. Publique-se e intime-se pessoalmente a União. 3. no prazo de trinta dias.(A/S): MIGUEL ÂNGELO SEDREZ JUNIOR RECDO. para o crivo regimental. 27 de fevereiro de 2004. Tem este dispositivo íntima ligação com o incidente de uniformização de competência da Turma Recursal e não do Supremo Tribunal Federal.EROS GRAU DJ DATA-11/03/2005 P OOO86 . a ponto de transferir-se aos próprios órgãos prolatores das decisões impugnadas mediante o recurso extraordinário o julgamento deste.: SANTA CATARINA RELATOR : MIN.744-1 PROCED.redação em conformidade com o § 7º do artigo 14 da Lei nº 10. as balizas subjetivas e objetivas do processo. Após a apreciação.(S): INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL . A decisão. MARCO AURÉLIO RECTE. 416. Descabe ainda a eficácia vinculante retratada no inciso VII que se pretende aprovar. Ministro MARCO AURÉLIO Relator Partes RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. uma vez coberta pelo manto da coisa julgada material. . reafirmando a necessidade de se atentar para a organicidade e a dinâmica tão próprias ao Direito instrumental. peço vênia para votar contra a inserção do § 5º no artigo 321 do Regimento Interno do Tribunal. Até aqui não houve reforma constitucional em tal sentido. considerado o teor proposto. colha-se o parecer do Procurador-Geral da República.INSS ADV. nos quais interposto recurso extraordinário. referendada ou não esta decisão. 5. Brasília. À Turma. 6. poderão se manifestar. nesse campo. a contar da publicação da decisão concessiva da medida cautelar prevista no inciso I deste § 5º" . 4.(A/S): MARIA BECKER HOFFMANN ADV.sejam partes no processo.

9. quando se entendesse ser o caso da chamada 'retroatividade mínima' (Matos Peixoto. Insubsistentes. nego seguimento ao recurso extraordinário. de outro lado. a legitimidade da aplicação das disposições da Lei n. o pedido de suspensão de segurança nº 1. Não há falar. DJ de 23. 2. XXXVI.931. Intime-se. portanto. DJ de 9.8." Ante o exposto. Relator o Ministro Luiz Gallotti. essa violação inexiste. mas restrita às hipóteses de prejuízo ao direito adquirido. alega a autarquia federal que a aplicação retroativa da referida lei a fatos constituídos antes da sua vigência implicou violação do disposto no artigo 5º.. Como decidido por esta Corte em caso similar. 244.. mas de incidência imediata da norma. 9. do RISTF.032/95 ao artigo 75 da Lei n.AI n. ao alterar o artigo 75 da Lei n. Ministro Eros Grau . e. como demonstrou o eminente Ministro Sepúlveda Pertence ao indeferir. adequando as modificações introduzidas pela Lei n. com base no artigo 21. importa atentar para o fato de que o dispositivo legal que majorar o percentual relativo às cotas familiares de pensão por morte deve ser aplicado a todos os benefícios previdenciários. 'verbis': De logo. Relator o Ministro Moreira Alves. 8. ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada (Pontes de Miranda.Julgamento 14/02/2005 Despacho DECISÃO: Discute-se. para evitar a estagnação que resultaria do aviltamento da moeda". 5. independentemente da lei vigente na data do fato gerador. tem aplicação o julgado deste Tribunal proferido nos autos do RE n.. 14 de fevereiro de 2005.72 ---. a situação não parece ser de retroação. Pede. em violação do ato jurídico perfeito. que assegura a intangibilidade do ato jurídico perfeito. § 1º. o direito dos beneficiários da Previdência Social ao recálculo da prestação que percebem. não se trata.213/91.. A decisão recorrida julgou procedente a pretensão da autora para determinar a alteração do percentual da prestação.). conseqüentemente. 9.2002: "Ementa: (. Por outro lado.032/95. do que.213/91. a reforma do julgado. que alteraram a Lei n. que não houve alteração dos pressupostos constitutivos para a concessão da prestação.213/91. mas tão-só do quantum percebido.8. portanto. 54.478-AgR. então. nestes autos. 8. "apud" Moreira Alves. 6. cuida-se de "uma relação de trato sucessivo. inclusive a decorrente de acidente de trabalho. 8. [e] óbvio é que a lei (. Comentários à Constituição de 1946. 1953. em caso análogo ao presente. sendo inadmissível a alegação de aplicação retroativa da lei. da Constituição do Brasil. em que se controvertia a respeito do teto de benefício tendo em consideração também o salário de contribuição --. que se projeta para o futuro. Em casos como o da espécie. mas de aplicação imediata. RTJ 143/724. de regra.) pretendeu abranger as suas sucessivas alterações. o certo é que a proibição constitucional da lei retroativa não é absoluta. no entanto. Resta evidente. evidentemente. Brasília. Até porque. ADIN 493. 744). No presente recurso extraordinário. Agravante INPS. 3. IV/126). cujo parâmetro é a contribuição previdenciária a que o beneficiário esteve obrigado. os argumentos expendidos pelo recorrente. Por outro lado. não os pode invocar contra o particular o Estado de que dimana a lei nova. a hipótese não é de retroação. por isso. no tocante à alegação de ofensa a ato jurídico perfeito e a direito adquirido. dispôs que "o valor mensal da pensão por morte. A Lei n. consistirá numa renda mensal correspondente a 100% (cem por cento) do salário-decontribuição".033.032/95. 4.

.638-1 PROCED. 418.previdenciasocial. APLICAÇÃO DA LEI NOVA MAIS BENÉFICA. AUXÍLIO-ACIDENTE. admite-se a aplicação da lei posterior.SEXTA TURMA Data do Julgamento 11/02/2003 Data da Publicação/Fonte DJ 10.(S): INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL .(A/S): MIGUEL ÂNGELO SEDREZ JUNIOR RECDO. porque imediata a incidência desta.213/91 E 9.: SANTA CATARINA RELATOR : MIN. em face da relevância da questão social que envolve o assunto.032/95.Recurso especial não conhecido. com a nova redação conferida pela Lei 9. da Lei 8213/91.Em tema de revisão de auxílio-acidente.INSS ADV.gov.03. 357 Ementa RECURSO ESPECIAL.(A/S): JACY PRUDÊNCIO MACIEL ADV. EROS GRAU RECTE. POSSIBILIDADE. LEIS Nº 8. .032/95 é aplicável aos benefícios concedidos antes de sua edição.O art.Relator Partes RECURSO EXTRAORDINÁRIO N. .2003 p. RECURSO ESPECIAL 2002/0148164-0 Relator(a) Ministro VICENTE LEAL (1103) Órgão Julgador T6 .(A/S): GERSON BUSSOLO ZOMER E OUTRO(A/S) DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA Cópia do RG e CPF Cópia da Carta de Concessão e Memória de Cálculo Cópia do extrato dos últimos pagamentos ou histórico dos últimos pagamentos pela internet no site www. 86. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. .br Procuração ACÓRDÃOS RECENTES STJ Processo RESP 476571 / SC .

. . RECURSO ESPECIAL 2001/0097453-7 Relator(a) Ministro VICENTE LEAL (1103) Órgão Julgador T6 . com casos pendentes de concessão ou já concedidos. sem exceção. deve incidir a todos os filiados da Previdência Social. ocasionalmente o Sr.Sendo a Lei 9.032/95 – REGRA DE ORDEM PÚBLICA.032/95 mais benéfica. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir. 164 Ementa AÇÃO ACIDENTÁRIA – BENEFÍCIO CONCEDIDO SOB A ÉGIDE DA LEI ANTERIOR REAJUSTE NOS CRITÉRIOS DA LEI 9. Ministro-Relator. nos termos do voto do Sr. Ministros Fernando Gonçalves. Ministros EDSON VIDIGAL. Paulo Gallotti e Fontes de Alencar votaram com o Sr. Ministro-Relator. Ministro JOSÉ ARNALDO DA FONSECA Processo RESP 337795 / SC . Processo RESP 240771 / SC . Ministro Relator. não conhecer do recurso. Ausente. relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas. relatados e discutidos estes autos. . RECURSO ESPECIAL 1999/0109927-7 Relator(a) Ministro JORGE SCARTEZZINI (1113) Órgão Julgador T5 . e visando atingir a todos que nesta situação fática se encontram. conhecer do recurso e dar-lhe provimento.SEXTA TURMA Data do Julgamento 27/08/2002 Data da Publicação/Fonte .Acórdão Vistos. FELIX FISCHER e GILSON DIPP.QUINTA TURMA Data do Julgamento 08/05/2001 Data da Publicação/Fonte DJ 18. Acórdão Vistos. por unanimidade.Em se tratando de lei de ordem pública.Recurso conhecido e provido. Os Srs. Hamilton Carvalhido.2001 p. por unanimidade. acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça em.06. não faz sentido excepcionar-se sua aplicação sob o manto do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. nos termos do voto do Sr. com quem votaram os Srs.

sendo ela uma lei de ordem pública e aplicabilidade imediata.560/SP. Maurício Corrêa e RE 264. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA. em se tratando de acidente do trabalho.DJ 16. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. Ilmar Galvão).032/95. o faz embasado em fatores da vida social. REVISIONAL DE BENEFÍCIO ACIDENTÁRIO. deve abranger a todos que se . .A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou o entendimento de que as ações revisionais de benefícios acidentários tem como foro competente a Justiça Comum Estadual (RE 204. ressalvando apenas os casos pendentes de concessão. sobretudo porque. em se tratando de acidente do trabalho.09. AUXÍLIO-ACIDENTE.A concessão do benefício previdenciário.032/95. ressalvando apenas os casos pendentes de concessão. . . deve submeter-se ao comando da norma vigente à época da constatação do infortúnio.SEXTA TURMA Data do Julgamento 13/08/2002 Data da Publicação/Fonte DJ 02. para adequá-lo aos novos padrões que se estabelecem . RECURSO ESPECIAL 2001/0097468-7 Relator(a) Ministro VICENTE LEAL (1103) Órgão Julgador T6 . deve submeter-se ao comando da norma vigente à época da constatação do infortúnio. LEI Nº 9. LEI Nº 9.09. Min. utilizando-a de forma diferente a iguais. mostra-se um equívoco. PERCENTUAL.204/SP. PREVIDENCIÁRIO.A concessão do benefício previdenciário. mostra-se um equívoco.O legislador.Excepcionar a aplicação de uma lei.O legislador. para adequá-lo aos novos padrões que se estabelecem. rel. rel. APLICAÇÃO RETROATIVA. 253 Ementa PROCESSO CIVIL. quando altera o percentual do auxílio-acidente. o faz embasado em fatores da vida social.Recurso especial não conhecido Processo RESP 337819 / SC . sob o manto do princípio de sua irretroatividade. Min. deve abranger a todos que se encontrem na situação fática por ela abarcada. 238 Ementa PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. sobretudo porque. . quando altera o percentual do auxílio-acidente. AUXÍLIO-ACIDENTE. utilizando-a de forma diferente a iguais.Excepcionar a aplicação de uma lei. .2002 p. sob o manto do princípio de sua irretroatividade. sendo ela uma lei de ordem pública e aplicabilidade imediata. .2002 p. LEGISLAÇÃO MAIS BENÉFICA. . APLICAÇÃO RETROATIVA DA LEI.

Recurso especial não conhecido EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO DA COMARCA DE ITU . .encontrem na situação fática por ela abarcada.SÃO PAULO .

.IVONE SABINO MACHADO. inscrita no CPF/MF sob o nº 533. I . 129.INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL.Centro . por meio de seu advogado (mandato incluso).CEP: 01048-000. pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL A Justiça Estadual é competente para julgar lides em que o objeto seja Acidente de Trabalho. que esta subscreve. STJ”. senão vejamos: A competência para julgamento das ações acidentárias é da Justiça Estadual.877-69. portadora do RG nº 3. com Superintendência Regional na cidade de São Paulo. bairro de Ituverava.607. Doze de Outubro.SP .São Paulo .989-6. brasileira. com endereço à Rua Xavier de Toledo.213/91 e nas inúmeras decisões de nossos tribunais: “PROCESSUAL CIVIL – CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA – AÇÃO ACIDENTÁRIA – COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL – SÚMULA Nº 15. propor a presente AÇÃO DE REVISÃO DE AUXÍLIO-ACIDENTE PREVIDENCIÁRIO em face do INSS . 199. solteira. forte no art. ascensorista.13º andar . da Lei 8. nº 280 .CEP: 14625-000.867. cidade de Itú . Autarquia Federal. Tal entendimento vem de decisões inúmeras de nossos tribunais.SP . vem à presença de Vossa Excelência. residente e domiciliada à Av.

03. para verificar se não está no inciso III que dava direito a 60%. (STJ – CC 31708 – MG – 3ª S. da CF. (STJ – CC 1057 (199000018722/RJ) – 1ª Seção – Rel. a legislação vigente impunha o percentual de 30% do valor do salário-decontribuição em caso de acidente de trabalho como no caso da Autora. através de Comunicação de Acidente de Trabalho-CAT. – Rel. II ou III da Lei 8. ex vi do artigo 109. Desde então. anexo 2). I.213/91 é claro: “Os litígios e medidas cautelares relativos a acidentes do trabalho serão apreciados: I. CIVIL. STJ. IIna via judicial. COMPETENCIA. Conflito conhecido. da Lei nº 8. 109. segundo o rito sumaríssimo. declarando-se competente o Tribunal de Justiça. (verificar qual o inciso em que se enquadrava: I. mediante petição instruída pela prova de efetiva notificação do evento à Previdência Social..2002)" ”PROCESSUAL ESTADUAL”. I da CF/88 é da Justiça Comum do Estado a competência para processar e julgar ações acidentárias.Compete à Justiça Estadual processar e julgar as ações cuja pretensão envolva o reexame veiculado à matéria acidentária em si mesma. fazendo jus desde então. AÇÃO ACIDENTARIA. Ocorre que. pela Justiça dos Estados e do Distrito Federal. Competente o MM. inc. JUIZO Conforme art.” II . a Autora vem recebendo seu benefício desta forma e neste patamar.213/91. que é superior a lei atual. Vicente Leal – DJU 18.. inscrita no benefício sob o nº 00889546-2 (doc. à época da concessão do benefício da Autora.DOS FATOS A autora é beneficiária do instituto-Réu desde 27/07/1992 (doc. anexo 1). Carlos Velloso – DJU 14/05/1990)” O artigo 129. ao recebimento de auxílio-acidente. o suscitado. Min. Juiz de direito da 3ª Vara de Acidentes do Trabalho da Comarca do Rio de Janeiro. artigo 86. sem qualquer alteração ou sequer revisão de seu . inclusive durante as férias forenses. recaindo no âmbito de incidência do enunciado da Súmula nº 15. Min.

redução da capacidade laborativa que impeça. independentemente de reabilitação profissional. fazia jus a tal assistência conforme os ditames da Lei da Previdência nº 8. O auxílio-acidente será concedido ao segurado quando.” No entanto. III . II e III deste artigo. por si só. que a de se socorrer do Judiciário para ver reparado seu direito.213 de 1. Dizia a antiga redação do artigo 86 da Lei 8.213/91: “Art. mensal e vitalício. por si só. que assim estabelecia: .032/95. Desta feita. a Autora não vislumbra outra alternativa. porém. apesar de haver legislação posterior regulando de maneira diferenciada este tipo de benefício. Estipulava então. a 30% (trinta por cento). de nível inferior de complexidade. não podendo ser inferior a esse percentual do seu salário-de-benefício. por ocasião. que estipulou o patamar de 50% para todos os casos.redução da capacidade laborativa que exija maior esforço ou necessidade de adaptação para exercer a mesma atividade. após reabilitação profissional. ou III . visto estar enquadrada no inciso I do referido artigo.valor. constante em nossa Lei Maior. o desempenho da atividade que exercia à época do acidente. o artigo 86 da referida Lei. resultar seqüela que implique: I . tal artigo sofreu alteração dada pela Lei nº 9. amparado pelo Princípio da Igualdade. 40% (quarenta por cento) ou 60% (sessenta por cento) do salário-de-contribuição do segurado vigente no dia do acidente. em 27/07/1. corresponderá. não o de outra. II .991 em seu artigo 86. após a consolidação das lesões decorrentes do acidente do trabalho.redução da capacidade laborativa que impeça. o desempenho da atividade que exercia à época do acidente. porém não o de outra. que o valor do benefício Auxílio-Acidente deveria equivaler a 30% (trinta por cento) do valor do salário-de-contribuição. § 1º O auxílio-acidente.992. após reabilitação profissional. 86. do mesmo nível de complexidade. em seu artigo 3º.DO DIREITO A Autora obteve a concessão do seu benefício AuxílioAcidente. respectivamente às situações previstas nos incisos I.

Veja-se.032/95. não foi aplicada ao benefício da Autora. 86. no momento da elaboração da lei. portanto.)". ferindo um Princípio norteador de nossa Constituição. alcançaram um valor maior de prestação em comparação com aqueles segurados com benefício concedido anteriormente a referida lei. . Vale ressaltar. após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza que impliquem em redução da capacidade funcional. O auxílio-acidente será concedido. que o instituto-Réu não realizou qualquer revisão ou alteração no valor do benefício da Autora. apresentado-se isto como algo lógico e coerente. em virtude da alteração do percentual aplicado. que era de 30% (trinta por cento) e passou a ser de 50% (cinqüenta por cento). que se viu em desigualdade de condições em relação àqueles segurados que tem o benefício Auxílio-Acidente regido pela Lei 9. portanto que o Princípio da Igualdade tem sede explícita no texto constitucional.“Art. como é o caso da Autora. ao segurado quando. à segurança e a propriedade. “ Infere-se assim. que é o Princípio da Isonomia ou Igualdade..032/95. novamente privilegiou-se alguns excluindo-se outros.988: "Todos são iguais perante a lei. para o qual todas as demais normas devem obediência.. Desta forma. Prescreve o artigo 5º da nossa Carta Magna de 1. como indenização. sem distinção de qualquer natureza. Destarte. do Princípio da Isonomia ou Igualdade. é norma supraconstitucional. Esta nova sistemática de cálculo. 1º O auxílio-acidente mensal e vitalício corresponderá a 50% (cinqüenta por cento) do salário-de-benefício do segurado. que aqueles segurados que obtiveram o deferimento de seu benefício posteriormente ao advento da Lei 9. que agora teriam um percentual de 50% (cinqüenta por cento) do valor do salário-de-contribuição. à igualdade. isto é. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Há que se valer. o que se pode denotar é que o instituto-Réu está agindo desigualmente entre os iguais. sendo mencionada inclusive no Preâmbulo da Constituição. (. estamos diante de um Princípio.

calculadas à base de 50% (cinqüenta por cento) do valor do salário-de-contribuição. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada e.213⁄91 E 9. Com efeito. a Lei 9. de sobrevivência e não é de forma alguma diferente dos benefícios Acidentários concedidos atualmente. o faz para adequá-lo aos novos padrões da vida social. por conter normas gerais de concessão de benefícios. tem cunho alimentar. não há impedimento de que ela seja aplicada. O legislador. encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente. agora sob a égide da Lei nº 9. denominada AuxílioAcidente. PENSÃO POR MORTE. na espécie. sem exceção. Assim. uma vez sendo a norma posterior mais benéfica ao beneficiário. sem que se alegue agressão a direito adquirido ou ato jurídico perfeito. existe entendimento já pacificado no âmbito dos tribunais de que a lei nova pode ser aplicada aos efeitos futuros de relação jurídica preexistente. de caráter eminentemente social.Se em épocas diferentes. não havendo amparo para perpetrar uma discriminação entre benefícios concedidos em datas distintas. No mesmo sentido. vários são os julgados: "PREVIDENCIÁRIO. tempo de serviço. deve comportar interpretação extensiva. destina-se a proteger os segurados assegurando-lhes o direito à percepção de benefícios que se constituem de meios indispensáveis à sua manutenção em razão de incapacidade. sob pena de produzirse uma instabilidade social. necessário e pertinente que se faça a adequação dos casos anteriores à realidade atual. A prestação continuada da Autora.032/95. na hipótese. se estabeleceram valores e parâmetros diferentes para um mesmo caso. Sendo a norma de direito público. realça a questão social. LEIS Nº 8. ao alterar o percentual do benefício. idade avançada.032⁄95. embora o tempus regit actum seja a regra geral para disciplinar as relações jurídicas. desde que se respeite o direito adquirido. deve tutelar a todos os beneficiários da previdência. ou seja. . desemprego involuntário.032⁄95. quando a situação jurídica é rigorosamente idêntica. RETROATIVIDADE DA LEI NOVA MAIS BENÉFICA. É cediço que a lei previdenciária. É que. POSSIBILIDADE.

00137).213⁄91. vedada a ofensa ao ato jurídico perfeito. Quinta Turma. INCIDÊNCIA IMEDIATA DA LEI NOVA.213⁄91. "AÇÃO ACIDENTÁRIA – BENEFÍCIO CONCEDIDO SOB A ÉGIDE DA LEI ANTERIOR .Embargos de divergência conhecidos e acolhidos.O art. .032⁄95.032⁄95 mais benéfica. não faz sentido excepcionar-se sua aplicação sob o manto do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. . . admite-se a retroação da lei instituidora. POSSIBILIDADE. Precedentes. 164). DJ de16⁄09⁄2002. deve incidir a todos os filiados da Previdência Social.REAJUSTE NOS CRITÉRIOS DA LEI 9.Em tema de concessão de benefício previdenciário decorrente de pensão por morte. e a lei nova. Minha Relatoria.. II – Esta orientação. alcançando todos os benefícios previdenciários.Embargos rejeitados. III .Sendo a Lei 9. Relator Ministro Gilson Dipp. tem efeito imediato e geral.771⁄SC. DJ de 07⁄10⁄2002. pág. . na redação da Lei 9. pois qualquer aumento de percentual passa a ser devido a partir da sua vigência.ARTIGO 75 DA LEI 8. É indissociável o benefício previdenciário. I . porque imediata a sua incidência. com casos pendentes de concessão ou já concedidos. em face da relevância da questão social que envolve o assunto. das necessidades vitais básicas da pessoa humana. 75.Em se tratando de lei de ordem pública. DJ de 18⁄06⁄2001." (ERESP 297274 ⁄ AL. pág. não significa aplicação retroativa da lei nova. independentemente da lei vigente à época em que foram concedidos." (RESP 240.O artigo 75 da Lei 8.032⁄95 – REGRA DE ORDEM PÚBLICA. entretanto. ALTERADO PELA LEI 9. .032⁄95 é aplicável às pensões concedidas antes de sua edição. . e visando atingir a todos que nesta situação fática se encontram. PENSÃO. 170).032⁄95 deve ser aplicado em todos os casos. Terceira Seção.Recurso conhecido e provido. Terceira Seção. ao direito adquirido e à coisa julgada. mas sua incidência imediata. PREVIDENCIÁRIO. pág. MAJORAÇÃO DE COTA. Dentro dessa visão teleológica. não há porque a Autora permanecer com o valor do benefício Auxílio-Acidente no mesmo patamar que à época." (ERESP 311302 ⁄ AL. com a nova redação conferida pela Lei 9. Relator Ministro Jorge Scartezzini. alcançando as relações jurídicas que lhes são anteriores. sem exceção. "EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. sendo que os benefícios da mesma espécie tem um valor maior com base em um percentual maior. da Lei 8213⁄91.

da Lei 10259/01. quando da atualização. São Paulo. atualizadas com a incidência da correção monetária conforme a Súmula nº 148 do E. na forma do artigo 86 da Lei 8. na pessoa de seu representante judicial. 28 de julho de 2003 Advogado OAB/SP nº . com a redação dada pela lei 9. STJ. do valor total da condenação. que tem cunho alimentar (declaração de pobreza anexo). ser julgada procedente. Ademais. requer a condenação ao pagamento das diferenças encontradas entre o novo valor. novecentos e sessenta e três reais e trinta centavos). aos honorários advocatícios em 20%. apresentar a contestação que entender cabível. e ainda. Excelência. querendo.032/95. conforme reza o parágrafo 4º do artigo 17. sem exclusão de qualquer. e o valor efetivamente pago até a sentença definitiva. Requer. consistindo seu valor em renda mensal igual a 50% (cinqüenta por cento) do salário-de-contribuição. Indica as provas pertinentes. ao final. por derradeiro.213/91.Portanto.DO PEDIDO Diante de todo o exposto. para que possa a autora optar pelo pagamento do saldo sem o precatório. Requer. III . no endereço declinado no preâmbulo para.963.04. a renúncia do crédito excedente a 60 salários mínimos.95. Dá à causa o valor de R$ 13. a Autora faz jus ao novo recálculo de seu benefício pelos argumentos apresentados. condenando-a efetuar a revisão do benefício Auxílio-Acidente. a partir de 28. requer seja a Autarquia citada.30 (treze mil. e por força da natureza da causa. a contar da citação da autarquia até a data do pagamento. que lhe seja concedida a Assistência Judiciária Gratuita diante de sua condição. outrossim. devendo a demanda. e acrescidas de juros moratórios de 6% ao ano.

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