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Caro Professor,

Em 2009 os Cadernos do Aluno foram editados e distribuídos a todos os estudantes da


rede estadual de ensino. Eles serviram de apoio ao trabalho dos professores ao longo de
todo o ano e foram usados, testados, analisados e revisados para a nova edição a partir
de 2010.

As alterações foram apontadas pelos autores, que analisaram novamente o material, por
leitores especializados nas disciplinas e, sobretudo, pelos próprios professores, que
postaram suas sugestões e contribuíram para o aperfeiçoamento dos Cadernos. Note
também que alguns dados foram atualizados em função do lançamento de publicações
mais recentes.

Quando você receber a nova edição do Caderno do Aluno, veja o que mudou e analise
as diferenças, para estar sempre bem preparado para suas aulas.

Na primeira parte deste documento, você encontra as orientações das atividades


propostas no Caderno do Aluno. Como os Cadernos do Professor não serão editados em
2010, utilize as informações e os ajustes que estão na segunda parte deste documento.

Bom trabalho!

Equipe São Paulo faz escola.

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GABARITO

Caderno do Aluno de Filosofia – 1ª série – Volume 2

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DA CIÊNCIA


 

Páginas 3 - 4

Deve-se estimular a pesquisa entre os alunos. Essa pesquisa poderá ser realizada a
partir de fontes variadas tais como dicionários de Língua Portuguesa e, principalmente
de Filosofia. Vale, ainda, a pesquisa em sites da internet que oferecem muitos dados,
mas que devem ser analisados criticamente.

Exercícios

Páginas 4 - 6
1. A diferença é que, no Bloco 1, temos como ponto de partida uma afirmação geral que
conduz a uma afirmação sobre experiência particular e, no Bloco 2, ocorre o
contrário: o ponto de partida se dá em afirmação particular para depois chegar-se a
uma afirmação geral.
2. Resposta aberta, que, exige no entanto, o acompanhamento do professor para
verificar se os alunos compreenderam o significado de dedução e indução.
Exemplo de Indução: Meu bairro é muito povoado. Meu bairro apresenta intenso
problema de congestionamento. Todo bairro povoado apresenta intenso problema de
congestionamento.
Exemplo de Dedução: Os bairros de periferia não contam com serviços de lixo
reciclável. Meu bairro é de periferia. Portanto, meu bairro não conta com serviço de
lixo reciclável.
3. Este exercício visa aprofundar e exercitar o conhecimento dos alunos sobre dedução
e indução. Quanto mais eles praticarem, melhor será.

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Desafio!

Páginas 6 - 7

As respostas para o Desafio estão no final do Caderno do Aluno.

Páginas 7 - 8
1. Deve-se estimular a pesquisa entre os alunos. Essa pesquisa poderá ser realizada a
partir de fontes variadas tais como dicionários de Língua Portuguesa e,
principalmente de Filosofia. Vale, ainda, a pesquisa em sites da internet que
oferecem muitos dados, mas que devem ser analisados criticamente.
2.
a) A relação de causa e efeito.
b) A experiência.
3. Porque ainda podemos nos perguntar quais os fundamentos da observação e da
experiência. Sempre contamos com perguntas que nos levam mais adiante em termos
dos fundamentos, cada vez mais difíceis de responder.

Exercícios

Páginas 8 - 9
1. Leis e teorias podem ser contraditadas pela experiência. Nada nos garante que o Sol
nascerá amanhã.
2. A observação de cada indivíduo depende do lugar de onde se observa, dos critérios
com os quais se observa, das interpretações pessoais sobre o que se observa. A
observação é limitada ou delineada pelo olhar de quem observa.

3
Páginas 10 - 11

Deve-se orientar e incentivar a observação dos alunos, recomendando que seja feito
um registro que resulte de reflexão sobre as relações percebidas no processo observado.
Os quadros presentes no Caderno do Aluno os auxiliam na organização da reflexão.

Exercícios

Páginas 11 - 13
1.
• Tem de ser clara e precisa, não podendo ser obscura ou deixar margem
para várias interpretações. Quanto mais específica, melhor.
• Deve permitir a falseabilidade e, quanto mais, melhor.
• Precisa ser ousada, para conseguir progredir em busca de um conhecimento
mais aprofundado sobre a realidade.
2. Baseados na observação do modelo, temos ainda aqui dois quadros com mais duas
possibilidade de respostas como exemplos.

Hipótese:
A diretora está irritada com o computador.

Falsificações possíveis:
1. A diretora não está irritada com nada.
2. A diretora não está irritada com o computador.
3. A diretora está fingindo estar irritada.
4. A diretora está irritada, não com o computador, mas com o aparelho de fax.

Hipótese:
Todos os estudantes egressos do Ensino Médio encontram trabalho.

Falsificações possíveis:
1. Nem sempre os estudantes encontram trabalho.
2. Os estudantes com melhor desempenho encontram trabalho.
3. Nem todos os estudantes encontram trabalho.

4
Páginas 13 - 14
1. Alternativa a.
2.
(3)
(2)
(4)
(5)
(1)
3. Alternativa e.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DA RELIGIÃO – DEUS E A RAZÃO

Página 15

Deve-se estimula a pesquisa entre os alunos, tanto em casa, quanto na escola ou em


bibliotecas do bairro. Se for possível pode-se consultar também a internet.

Debate

Páginas 15 - 17
1. Resposta aberta, a depender das hipóteses dos alunos. Peça a eles para que reflitam
sobre suas experiências religiosas: se são religiosos; como chegaram à religião que
praticam ou que apenas conhecem ou simpatizam; quais os valores desta religião.
Essa conversa inicial pode preparar os debates em grupo.

Página 17

Neste exercício, incite os alunos devem ser provocados a responder com base em
reflexão sobre seu cotidiano. Diferenças culturais que não ferem ética de solidariedade
entre pessoas e que não representam atos de violência contra a natureza e os outros
homens devem ser respeitados e mantidos.

Exercícios

Página 18
1. As provas da existência de Deus poderiam ser demonstradas dos pontos de vista
ontológico (sobre o ser real de Deus), cosmológico (sobre existência necessária e real
de Deus) e físico-teológico (sobre o universo como resultante de um plano de um ser
criador).

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2. Para Kant, estas três provas para existência de Deus não podem ser demonstradas
pela razão humana. A existência de Deus não pode ser provada, nem demonstrada
pela razão humana, porque temos a ideia de Deus, e não evidências sensíveis sobre
seu ser, sua realidade e seu planejamento do mundo. A razão humana não dispõe de
categorias capazes de demonstrar esta ideia que corresponde a um ser absolutamente
diferente de todos os seres e criador de todos os seres.

Páginas 18 - 20

O aluno deve identificar e apresentar a religião sobre a qual pesquisou. Nesta


questão, o aluno o aluno vai destacar aspectos que considera pertinentes em suas
descobertas relativas à religião pesquisada.Agora, podem-se destacar aspectos que mais
chamaram a atenção do aluno, e neste momento, sem críticas que carreguem algum tipo
de preconceito, mas com perguntas que possam ajudar na reflexão sobre os motivos que
levam tais aspectos a despertar seu interesse.As imagens associadas nesta colagem
devem revelar as representações do aluno sobre a religião em questão.Neste momento,
trata-se de orientar os alunos para a reflexão crítica, com destaques e questionamentos
que abordem estranhamentos e valorizações de práticas observadas durante a pesquisa.

Páginas 20 - 21
1. Alternativa (a) e (b).
2. Alternativa c.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DA CULTURA – MITO E CULTURA

Páginas 22 - 23

Como já dissemos, devemos incentivar o aluno a usar o dicionário, em casa, na


escola ou em bibliotecas do bairro. Se possível, deve-se acessar a internet que oferece
muitos dados, mas que devem ser analisados criticamente.

Páginas 23 - 25
1. De novo, voltamos a insistir na importância de estimular o uso do dicionário, em
casa, na escola ou em bibliotecas do bairro. Se houver a possibilidade, a internet
também poderá ser consultada também.
2. Relato simbólico, passado de geração em geração dentro de um grupo, que narra e
explica a origem de determinado fenômeno, ser vivo, acidente geográfico,
instituição, costume social; exposição alegórica de uma ideia qualquer, de uma
doutrina ou teoria filosófica; fábula, alegoria.
3. Caso o aluno não conte em seu repertório com um mito para ser aqui registrado em
linhas gerais, ele poderá pesquisar na internet, na biblioteca da escola ou do bairro.
4.

Signo Significado
Significa que o clima está parcialmente nublado, ou seja, o sol
aparecerá um pouco durante o dia, mas será encoberto pelas nuvens.

Cruz do sacrifício de Cristo

Significa o amor, afeto que as pessoas sentem umas pelas outras.

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Significa reciclagem de material

Significa dinheiro e riqueza.

Sinal de negativo

Significa que é proibido fumar neste ambiente.

Desligue o celular

Som, barulho, alegria

Página 26
1. Em geral, quando falamos de cultura, a primeira ideia que vem à nossa cabeça é que
ela é ao oposto da à natureza. No entanto, o conceito de cultura é derivado da
natureza, em especial do ato de cultivar uma lavoura. Por isso, a cultura tem seu
início absolutamente material, passando, posteriormente, a ser entendida como
atividade do espírito, principalmente como a praticada pelos homens urbanos, logo,
não mais do meio rural. Se considerarmos cultura em sentido mais amplo, resulta que
tanto a vida humana no campo como na cidade constituem cultura.
2. O Estado deve garantir a produção e a preservação da cultura. A não ser em casos que
merecem crítica uma vez que ferem ética de preservação de si mesmo, do outro ser

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humano e da natureza. Exemplo que merece crítica: Farra do Boi. Exemplo que
merece ser preservado: Festas do Divino.

Página 27
1. Não podemos nos esquecer de procurar despertar o interesse do uso do dicionário
entre os alunos, em casa, na escola ou em bibliotecas do bairro. E também de apoiar
consultas à internet que é uma ótima fonte, oferecendo muito dados, mas que devem
ser analisados e cotejados criticamente pelos estudantes.
2. A educação estabelece diferença entre os espíritos cultivados e os que não o são, e
aumenta a que se acha entre os primeiros à proporção da cultura.
3. Resposta aberta, a qual deve ser orientada na perspectiva de recuperar a memória
sobre processos educacionais da história de cada aluno, mas também no sentido de
refletir sobre a escolarização e os ambientes nos quais se educa no presente.

Página 28
1. Na resposta a esta questão, os alunos vão identificar práticas ou falas etnocêntricas
em seu cotidiano. Um exemplo: quando consideramos superior certos hábitos
próprios de grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, e expressamos que
populações que habitam cidades pequenas não têm acesso à cultura, entendida esta
como possibilidade de visitas a museus, frequência a teatros e cinemas.

Páginas 28 - 29
1. Alternativa c.
2. Alternativa b.
3. Alternativa c.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA DA ARTE – NIETZSCHE

Página 31
1. Deve-se estimular a pesquisa entre os alunos. Essa pesquisa poderá ser realizada a
partir de fontes variadas tais como: dicionários de Língua Portuguesa, Mitologia e
(ou) Filosofia em casa, na escola ou em bibliotecas. Vale ainda consultar sites que
podem oferecer muitos dados que devem ser analisados criticamente.
• Dionísio, o deus do vinho e do prazer. Segundo Nietzsche este deus representava
a embriaguez como o esvaziamento do eu. Por ele, esqueceríamos de nós e nos
uniríamos à natureza, produzindo prazer e terror. A subjetividade acabaria anulada
no profundo contato com a exterioridade da arte.
• Apolo é o deus da perfeição, da cura e do sol. Para Nietzsche, Apolo
representava o desejo de descansar dos problemas da vida, como no sonho.
• A estética é a área da filosofia que estuda racionalmente o belo – aquilo que
desperta a emoção estética por meio da contemplação – e o sentimento que ele
suscita nos homens. A palavra “estética” vem do grego aisthesis, que significa
conhecimento sensorial ou sensibilidade, e foi adotada pelo filósofo alemão
Alexander Baumgarten (1714-1762) para nomear o estudo das obras de arte como
criação da sensibilidade, tendo por finalidade o belo.
Embora a expressão "estética" tenha uso recente para designar essa área filosófica,
ela já era abordada sob outros nomes desde a Antiguidade. Entre os gregos usava-se
frequentemente o termo “poética” (poiesis) – criação, fabricação –, que era aplicado
à poesia e a outras artes. Aos poucos, a estética passou a abranger toda reflexão
filosófica que tem por objeto as artes em geral ou uma arte específica. Engloba tanto
o estudo dos objetos artísticos quanto os efeitos que estes provocam no observador,
abrangendo os valores artísticos e a questão do gosto.
Contemporaneamente, contamos com a crítica à ideia de um único valor estético (o
belo) com base no qual julgamos todas as obras de arte. Cada objeto artístico

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estabelece seu próprio tipo de beleza, ou seja, o tipo de valor pelo qual será julgado e
dependerá, ainda, do olhar de quem o aprecia.
• A arte é uma criação humana que envolve linguagem e técnica para expressar
emoções, história e cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar
obras que sintetizam aspectos racionais, emocionais, inconscientes e intuitivos.
Apresenta-se sob variadas formas, como a plástica, a música, a escultura, o cinema, o
teatro, a dança, a literatura. A arquitetura também é considerada arte.

Exercício

Página 32
1.

Dionisíaco
1. Embriaguez (do vinho e dos prazeres – a loucura)
2. Da dança (sentir a natureza do corpo)
3. Selvagem (viver com a força das paixões)
4. Da mutação (não precisar ser sempre o mesmo, o devir)
5. Violência (como na natureza)
6. Do coletivo (esquecer de si em meio a algo maior, como na alegria da festa, ou da
natureza)

Apolíneo
1. Sonho (homem adormece)
2. Aparência (o homem copia as formas)
3. Filosofia (na razão que faz pensar)
4. Luz (nada pode ser oculto)
5. Ordem (tudo deve ser harmônico)
6. Do individual (entende-se como único)

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Páginas 32 - 39

Cada obra destacada deve ser associada às características estudadas sobre apolínease
dionisíacas segundo a abordagem de Nietzsche. Se alguns grupos de alunos
apresentarem dificuldades para localizar obras que tragam essas características, eles
poderão realizar essa atividade em sala de aula com obras selecionadas por outros
grupos ou pelo professor.

Biografias

Páginas 41 - 46

O importante é estimular os alunos a buscarem informações na internet ou na


biblioteca.

AJUSTES

Caderno do Professor de Filosofia – 1ª série – Volume 2

Professor, a seguir você poderá conferir alguns ajustes. Eles estão sinalizados a cada
página.

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Os livros de Matemática são difíceis.
Exercício de dedução Este livro é de Matemática.
Portanto, este é um livro difícil.

Dialogar e ler – Por uma visão os alunos leiam o texto a seguir, sobre como
crítica da Ciência David Hume propõe o problema:

Para esta aula, será fundamental prepa-


rar uma pequena biografia de David Hume “Entretanto, não chegamos ainda a nenhu-
ou pedir aos alunos que façam essa pesquisa. ma resposta satisfatória a respeito da primeira
Depois, é importante recapitular a imagem do questão proposta. Cada solução gera uma
conceito não-crítico de ciência, aquele que se nova questão tão difícil como a precedente e
utiliza da indução. nos conduz a novas investigações. Quando se
pergunta: qual é a natureza de todos os nossos
ff Com base na observação de um grande nú- raciocínios sobre os fatos? A resposta conve-
mero de experiências, por meio dos cinco niente parece ser que eles se fundam na relação
sentidos, cria-se uma lei ou uma teoria. de causa e efeito. Quando se pergunta: qual é
o fundamento de todos os nossos raciocínios
ff Ao se repetirem as condições enuncia- e conclusões sobre essa relação? Pode-se repli-
das nessa lei, pode-se prever um acon- car numa palavra: a experiência. Mas se ainda
tecimento. continuarmos com a disposição de esmiuçar o
problema e insistirmos: qual é o fundamento
ff Isso garantiria a objetividade do conheci- de todas as conclusões derivadas da experiên-
mento científico, isto é, ele não dependeria cia? Esta pergunta implica uma nova questão
da opinião das pessoas, mas poderia ser que pode ser de solução e explicação mais difí-
comprovado por todos os seres humanos. ceis. Os filósofos que se dão ares de sabedoria
superior e suficiência têm uma tarefa difícil
ff Com a indução, parte-se do particular para quando se defrontam com pessoas com dispo-
o universal; esse conceito utiliza a generali- sições inquisitivas, que os desalojam de todos
zação para criar leis e teorias científicas. os esconderijos em que se refugiam, e que es-
tão seguras de levá-los finalmente a um peri-
ff Com as leis e as teorias científicas, é possí- goso dilema. O melhor recurso para evitar esta
vel, por meio da dedução, prever e explicar confusão consiste em ter modestas pretensões
acontecimentos. e descobrir em nós mesmos as dificuldades an-
tes que nos sejam objetadas. Dessa maneira,
Sabemos que a ciência é, sem dúvida, uma faremos de nossa ignorância uma virtude.”
atividade racional e, por isso, se vale das re- HUME, David. Ensaio sobre o entendimento humano. Tra-
gras da lógica para fundamentar seus conheci- dução Anoar Aiex. Digitalização: Membros do grupo de
mentos. No entanto, a indução não parte das discussão Acrópolis (Filosofia). <http://br.egroup.com/
regras lógicas para se legitimar. Ela parte da group/acropolis >. p. 26. Disponível em: <http://www.domi
experiência. A experiência pode parecer racio- niopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_
nal, mas não é, pois está envolvida com os sen- action=&co_obra=2258>. Acesso em: 30 set. 2008.
tidos, e não com o raciocínio. Peça para que

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