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MEDICINA 3º PERÍODO

UNESC/SER
EDUCACIONAL
Enfermeira Mestre: Paula Fernanda R. Souza

• Mestrado:
1) Gestão de cuidados da Saúde
• Especialista:
1) Ginecologia e Obstetrícia;
2) Programa Saúde da Família;
3) Programa de Residência Multiprofissional do
SUS;
4) Educação e Saúde em Metodologias Ativas;
5) Educação Médica
SAÚDE COLETIVA?
O QUE SERIA?
Campo de ações e saberes voltados para a
promoção, proteção e recuperação da saúde
das populações, respeitando suas
diversidades

Entendendo saúde não apenas como


ausência de doença, mas um processo que
envolve questões: epidemiológicas,
socioeconômicas, ambientais, demográficas e
culturais.
QUAIS SÃO SUAS DEMANDAS POTENCIAIS DO MERCADO
DE TRABALHO?

• ESFERA PÚBLICA: Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e


Municipais de Saúde, Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
Hospitais, Postos e Centros de Saúde, entre outros.

• ESFERA PRIVADA: Planos de Saúde, Hospitais, Indústria


Farmacêutica, entre outros.

• TERCEIRO SETOR: ONGs, Sindicatos de Trabalhadores e


Patronais, Associação de moradores, entre outros.
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
 O Brasil foi um dos países de maior crescimento
populacional do mundo, pois tinha 3,4 milhões de
habitantes em 1800 (representando 0,35% da população
global)

 Passou para cerca de 213 milhões em 2021


(representando 2,7% da população global)

 A população brasileira cresceu 62 vezes em 1800 e 2021

 O maior crescimento ocorreu no século XX.


TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
 A teoria da transição demográfica, proposta nas
primeiras décadas do século XX, relaciona o
crescimento populacional com o desenvolvimento sócio-
econômico.

 Segundo essa teoria, com o desenvolvimento econômico


e o processo de modernização, as sociedades, que eram
rurais e tinham altas taxas de natalidade e
mortalidade, se tornariam urbanas e teriam essas
respectivas taxas diminuídas.
 Segundo a teoria da transição demográfica, essa mudança
não aconteceria rapidamente, existindo um processo de
transição, com um desequilíbrio demográfico e um
descompasso entre as taxas de mortalidade e natalidade.

 Esse desequilíbrio é devido a uma redução precoce da


primeira em relação à segunda, acarretando em um ritmo
acelerado de crescimento populacional.

 O equilíbrio seria retomado apenas em um momento


posterior, com a redução da taxa de natalidade,
provocando então uma redução no ritmo de crescimento
populacional.
 A transição demográfica brasileira iniciou na segunda
metade do século XX,

 Mais especificamente entre as décadas de 50 e 60, com o


descenso da mortalidade combinado com a manutenção
de níveis elevados de natalidade e de fecundidade,

 Resultando nas taxas de crescimento populacional mais


elevadas na história do país: 3,1 e 2,9% ao ano,
respectivamente.
 A partir de 1970, o Brasil experimenta uma verdadeira
revolução demográfica com uma diminuição nos
indicadores de natalidade e fecundidade (ainda que
tenham se mantido muito altos).

 Os níveis de mortalidade continuaram em queda e


observou-se o início do processo de envelhecimento
populacional: a idade mediana aumentou para 19 anos e
a proporção de idosos superou 5%.
 A pirâmide populacional de 1990 revelou grandes
mudanças, com uma diminuição drástica nos indicadores
de natalidade, fecundidade e mortalidade.

 Nesse período, a estrutura etária continuou seu processo


de envelhecimento, conforme mostrou o Censo de 1991:
a idade mediana aumentou para 22 anos e o índice de
envelhecimento alcançou 20,9%, duas vezes maior do que
o valor observado em 1950.
 Em 2010, a idade mediana aumentou para 27 anos,
apenas 1 em cada 4 habitantes tinham idade inferior a
15 anos e 10,8% tinham 60 anos ou mais de idade.

 O índice de envelhecimento aumentou para 44,8%:


para cada 100 jovens, havia 45 idosos.
 Na década de 70 todas as regiões brasileiras se
encontravam em processo de transição, essa transição
não foi uniforme.

 A queda dos níveis de mortalidade (especialmente


infantil) e o consequente aumento da esperança de vida
eram generalizados,

 Entretanto as regiões Sul e Sudeste sempre estavam


“um passo à frente” das demais regiões praticamente
em uma década.
 As mudanças que ocorrem em uma sociedade
normalmente ocorrem em conjunto, ou seja, não se muda
as características econômicas de uma população sem
mudar o seu modo de pensar e de se organizar.

 Wood & Carvalho, em 1988, escreveram que “os modos de


produção econômica e de reprodução humana interagem
para determinar a estrutura econômica e demográfica
(fertilidade, mortalidade e migração) de uma população.
 Nos últimos 60 anos, a população brasileira tem
experimentado a transição epidemiológica,

 Onde ela está saindo de um perfil de alta mortalidade por


doenças infecciosas para um outro onde predominam os
óbitos por doenças cardiovasculares, neoplasias, causas
externas e outras doenças crônico-degenerativas.

 Brasil, a taxa geral de mortalidade decresceu de 18/1000,


em 1940, para uma taxa de 6/1000 em 2015, segundo o
IBGE.

 Já a expectativa de vida ao nascer, que era de apenas 45,5


anos em 1940, subiu para 76 anos em 2017 e 76,6 anos em
2020 segundo IBGE.
 Em 1930, as doenças infecciosas e parasitárias (DIP)
representavam 45,7% do total de óbitos ocorridos no
país, entretanto, em 1999, esse percentual caiu para
apenas 5,9% dos óbitos com causas definidas.

 Enquanto isto, as Doenças Cardiovasculares (DCV),


seguindo uma tendência inversa, aumentaram sua
participação de 11,8% para 31,3% do total dos óbitos
ocorridos no mesmo período, corroborando com a teoria
da transição epidemiológica.
MORTALIDADE E SUAS CAUSAS
 As estatísticas de mortalidade constituem
instrumento fundamental em saúde pública,
representando uma das principais fontes de
informações para numerosos tipos de estudos
epidemiológicos.

 Tendo em vista essa informação, o Ministério da


Saúde desenvolveu em 1975 o Sistema de Informação
Sobre Mortalidade (SIM), produto da unificação de
mais de 40 modelos de instrumentos utilizados, ao
longo dos anos, para coletar dados sobre mortalidade
no país.
 Segundo o Departamento de Análise de Saúde e
Vigilância de Doenças não Transmissíveis, da Secretaria
de Vigilância em Saúde, as principais causas de óbito são
a doença isquêmica do coração, seguida pela doença
cerebrovascular e, em terceiro lugar, a Doença de
Alzheimer e outras demências.

 Ao compararmos os dados de 2000 com os de 2016,


percebemos uma variação grande no escore das causas,
onde a Doença de Alzheimer e outras demências, que
ocupavam o 8º lugar, subiram para 3º lugar.

 Já as complicações neonatais no parto pré-termo, que se


encontravam na 9ª colocação, não se encontram mais
entre as 10 causas que mais matam no Brasil.
 As neoplasias vêm ocupando espaço no ranking geral
de mortalidade do ano de 2016, com as neoplasias de
traqueia, brônquios e pulmão em 10º lugar, que não
apareciam em 2000.

 De acordo com o site do Instituto Nacional do Câncer


(INCA), no ano de 2018, o câncer matou 117.477
homens e 107.235 mulheres.
DADOS DO INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER ACERCA DA INCIDÊNCIA ESTIMADA
CONFORME A LOCALIZAÇÃO PRIMÁRIA DO TUMOR E SEXO
2020
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 VASCONCELOS, Ana Maria Nogales; GOMES, Marília Miranda Forte. Transição demográfica:a experiência brasileira.
Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 21, n. 4, p. 539-548, dez. 2012

 NUNES, Everardo Duarte. Saúde coletiva: história de uma idéia e de um conceito. Saude soc.,São Paulo , v. 3, n. 2, p. 5-21,
1994 .

 Lebrão, Maria Lúcia O envelhecimento no Brasil: aspectos da transição demográfica e epidemiológica Saúde Coletiva, vol. 4,
núm. 17, bimestral, 2007, pp. 135-140 Editorial Bolina São Paulo, Brasil.

 LAURENTI, Ruy. Uma análise da mortalidade por causas básicas e por múltiplas causas. Rev. Saúde Pública , São Paulo, v. 8,
n. 4, p. 421-435, dezembro de 1974.

 PRATA, Pedro Reginaldo. A transição epidemiológica no Brasil. Cafajeste. Saúde Pública , Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, p. 168-175,
junho de 1992.

 CARMO, Eduardo Hage; BARRETO, Maurício Lima; SILVA JR., Jarbas Barbosa da. Mudanças nos padrões de
morbimortalidade da população brasileira: os desafios para um novo século. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 12, n. 2, p. 63-
75, jun. 2003 .

 Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações / Rede Interagencial de Informação para a Saúde - Ripsa. –
2. ed. – Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2008. 349 p.: il.

 MERCHAN-HAMANN, Edgar; TAUIL, Pedro Luiz; COSTA, Marisa Pacini. Terminologia das medidas e indicadores em
epidemiologia: subsídios para uma possível padronização da nomenclatura. Inf. Epidemiol. Sus, Brasília , v. 9, n. 4, p. 276-284,
dez. 2000 .

 MS / INCA / Estimativa de Câncer no Brasil, 2020.

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