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Escola SENAI “A.

Jacob Lafer”

Introdução ao CLP
Controlador Lógico Programável
Manutenção de Sistemas Eletroeletrônicos
Industriais

Prof. Luiz Bitencourt – luiz.bitencourt@sp.senai.br


v.1.0/2019
Conteúdo da aula

1. Perspectiva Histórica
2. Definições
3. Arquitetura do CLP

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Perspectiva Histórica
• Final do século XIX:
– Predominância de sistemas mecânicos
– Customização
– Vida útil curta

The Trevithick locomotive


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Perspectiva Histórica
• Final do século XIX
– Controle: Humano
– Maquinismo (ou mecanização)
• Máquina → Força
• Homem → Inteligência

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Perspectiva Histórica
• Relés e Contatores
– Sofisticação e complexidade de funções de controle
– Indústria automobilística

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Perspectiva Histórica
• Circuitos integrados
– Menores
– Rápidos
– Maior vida útil
– Economia de energia
– Fácil implementação
– Difícil alterar a lógica

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Perspectiva Histórica
• Década de 60: General Motors
– Primeiro protótipo de controlador programável
– Computador comercial aplicado como sistema de controle
• Grandes
• Caros
• Sensíveis
• Difíceis de programar

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Perspectiva Histórica
• Década de 60: General Motors → Especificação
– Facilidade de programação e reprogramação;
– Blocos de entrada e saídas com possibilidade de manutenção;
– Confiabilidade para uso em ambiente industrial;
– Expansão sem grandes alterações no sistema;
– Interface de programação mais amigável.

Richard Morley
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Perspectiva Histórica
• Década de 70: Aprimoramento
– 1972: funções de temporização e contagem
– 1973: operações aritméticas, manipulação de dados e comunicação com
computadores
– 1974: comunicação com IHMs
– 1975: maior capacidade de memória, controles analógicos e controle PID
– 1979: módulos de I/Os remotos, módulos inteligentes e controle de posicionamento

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Definições
IEC:

“Sistema eletrônico operando digitalmente projetado para uso em um ambiente industrial, que
usa uma memória programável para a armazenagem interna de instruções orientadas para o
usuário para implementar funções específicas, tais como lógica, sequencial, temporização,
contagem e aritmética, para controlar suas entradas e saídas digitais ou analógicas de vários
tipos de máquinas e processos. Devem ser projetados para serem facilmente integráveis em
um sistema de controle industrial.”

NEMA:

“Equipamento eletrônico que funciona digitalmente e que utiliza uma memória programável
para o armazenamento interno de instruções para implementar funções específicas, tais como
lógica, sequenciamento, registro e controle de tempos, contadores e operações aritméticas
para controlar, através de módulos de entradas/saídas digitais (Liga/Desliga) ou analógicos de
vários processos ou máquinas.”

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Definições
Características dos CLPs:

• Módulos de I/O de alta densidade


• Módulos remotos controlados por uma mesma CPU
• Módulos inteligentes
• Softwares de programação em ambiente Windows
• Integração com aplicativos do Pacote Office
• Recursos de monitoramento da execução do programa
• Instruções avançadas para operações complexas (ponto flutuante e funções
trigonométricas)
• Scan Time reduzido
• Processamento paralelo
• Conexões em redes

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Arquitetura do CLP

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Arquitetura do CLP

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Arquitetura do CLP
CPU:

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Arquitetura do CLP
Memórias: Voláteis e não-voláteis

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Arquitetura do CLP
Memória do sistema de operação

Programa de execução: Desenvolvido pelo fabricante,


determinando como o sistema deve operar. Traduz o programa
de aplicação desenvolvido pelo usuário em linguagem de
máquina (EPROM).

Rascunho do Sistema: Área reservada de memória para


armazenamento temporário de pequena quantidade de dados,
para cálculos e controle como calendário, relógio interno,
sinalizadores de alarmes e erros (RAM).

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Arquitetura do CLP
Memória de Aplicação ou Memória de Usuário

Programa de Aplicação: Desenvolvido pelo usuário para o


controle desejado (EEPROM, EPROM ou RAM com bateria)

Tabela de Dados: Local onde são armazenados os dados que


serão utilizados pelo programa de Aplicação: Valores de
Temporizadores, Contadores e Variáveis; Status dos pontos de
entrada e de saída, etc.

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Arquitetura do CLP

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Arquitetura do CLP
Algumas notações importantes:

Dado um número representado em binário:

01011001

→ Cada dígito é chamado de “bit”


→ Um conjunto de 8 bits é chamado de “Byte”

É conveniente separar em grupos de 4 bits (Nibble), para melhor interpretação:

0101 1001

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Arquitetura do CLP
Algumas notações importantes:

Ainda para o número anterior:

0101 1001

MSB LSB

Convenção:
→ bit mais a esquerda é o mais significativo (MSB)
→ bit mais a direita é o menos significativo (LSB)
→ Nibble mais a esquerda é mais significativo
→ Nibble mais a direita é menos significativo

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Arquitetura do CLP
Algumas notações importantes:
1
V
É comum a associação:

→ 0: Desligado ou nível lógico baixo t


→ 1: Ligado ou nível lógico alto 0

0 1

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Arquitetura do CLP
Algumas notações importantes:

Classificação Tamanho
Bit (b) 1
Byte (B) 8 bits
Word (W) 16 bits
Double Word (DW) 32 bits

Obs.: O tamanho da Word e Double Word podem variar de acordo com a máquina

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Dúvidas?

“Quem estuda e não pratica o que


aprendeu, é como o homem que lavra e
não semeia.” Provérbio Árabe

Referências:
1. Ambiente Virtual de Aprendizagem SENAI EaD. Disponível em http://pess.portal.senaisp.edu.br.

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