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Sistema Contabilístico

Sistema de recolha, processamento e


Relatórios de Contabilidade Financeira relato de informação financeira sobre o Relatórios de Contabilidade de Gestão
negócio, que torna possível a tomada de
Utilizadores externos → Relatos financeiros decisões económicas fundamentadas. Utilizadores internos → Relatos financeiros
de natureza pública detalhados e confidenciais
(Stakeholders – grupo de interesse = (Shareholders - administradores, diretores,
investidores, credores, clientes, gestores...)
fornecedores...)

A contabilidade financeira, sendo um sistema que proporciona informação sobre o negócio para utilizadores externos, exige
a utilização de uma linguagem clara, tanto para a empresa, como para os utilizadores. Por esta razão, deve basear-se num
conjunto de normas que sejam do conhecimento generalizado por parte de todos os envolvidos, sendo que estas normas podem
ser do âmbito nacional ou internacional.
Utentes e as suas necessidades de informação
Os utentes das Demonstrações Financeiras consistem num conjunto de utilizadores que assumem que a informação que
lhes é apresentada é credível, apresentando interesses diferenciados entre si, estes são:

Normas internacionais do IASB


IASB (International Accounting Standards Board) - Organismo privado, criado em Londres, em 1973 e tem como objetivos :
Formular e publicar normas de contabilidade de elevada qualidade, compreensíveis e globalmente aceites (IFRS -
International Financial Reporting Standards ); 45 normas contabilísticas:
Promover a utilização e aplicação rigorosas destas normas; - 28 IAS (antes de 2002);
Identificar as necessidades de relato financeiro das economias emergentes e de PME; - 17 IFRS (a partir de 2002).
Promover a convergência de normativos locais com as IFRS (facilitando a sua utilização). Interpretação normativa:
O IASB tem vindo a ganhar protagonismo a nível internacional em virtude da aplicação obrigatória - 6 SIC (antes de 2002);
das IFRS em muitos países: As empresas são obrigadas a preparar as suas demonstrações - 20 IFRIC (a partir de 2002).
financeiras de acordo com as IFRS se, simultaneamente :
Se encontrarem cotadas em bolsa (capital social representado em ações ou obrigações e está cotado na bolsa);
Emitirem demonstrações financeiras consolidadas (empresa mãe).
Se as empresas não estiverem cotadas em bolsa é opcional adotar as IFRS.
Normas nacionais – SNC
A nível nacional, as empresas portuguesas que não são sujeitas à aplicação direta das IFRS, estão sujeitas à aplicação das normas
que compreendem o SNC, cujo conteúdo se assemelha ao que está previsto nas IFRS. Sempre que o SNC não responda a aspetos
particulares de transações ou situações:
O SNC (Sistema de Normalização Contabilístico) é composto pelos seguintes instrumentos :
A. Normas Internacionais de Contabilidade,
BADF - Bases para a Apresentação de Demonstrações Financeiras; adotadas ao abrigo do Regulamento, do
MDF - Modelos de Demonstrações Financeiras; Parlamento e do Conselho;
CC - Código de Contas; B. NIC e IFRS, emitidas pelo IASB, e
NCRF - Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro; respetivas interpretações (SIC/IFRIC).
NCRF-PE - Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro para Pequenas Entidades;
NCRF-ESNL - Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro para Entidades do Setor Não Lucrativo;
NCRF-ME - Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro para Microentidades;
NI - Normas Interpretativas.

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O SNC compreende um conjunto de normas diferentes consoante as empresas :
Médias e grandes empresas - NCRF (contas individuais), podendo aplicar as IFRS (contas consolidadas) por opção;
Pequenas empresas - NCRF-PE (contas individuais), podendo aplicar NCRF ou as IFRS por opção;
Microentidades - NCRF-ME (contas individuais), podendo aplicar NCRF-PE, NCRF ou as IFRS por opção;
Entidades do Setor não Lucrativo - NCRF-ESNL (contas individuais), podendo aplicar NCRF ou IFRS por opção.
O SNC identifica os seguintes conceitos como base para a apresentação das demonstrações financeiras (BADF):
1. Continuidade;
4. Materialidade e Agregação;
2. Regime de acréscimo (periodização económica);
5. Compensação;
3. Consistência de apresentação;
6. Informação comparativa (no espaço e no tempo).
Demostrações Financeiras
Representação estruturada (mapas/relatórios contabilísticos) da posição e desempenho financeiros de uma entidade.
Objetivo: proporcionar informação útil para tomada de decisões económicas de um vasto conjunto de utilizadores, utilizando um relato
transparente.
Estrutura Conceptual
Esta estrutura é uma base fundamental que estabelece o quadro de referência teórica para o desenvolvimento das
Demonstrações Financeiras para os utentes externos (com vista às suas necessidades).
Objetivos das Demonstrações Financeiras - fornecem informação útil sobre :
Posição Financeira - afetada pelos recursos económicos que a empresa controla, pela sua estrutura financeira, pela
sua liquidez e solvência e pela sua capacidade de adaptação às alterações no ambiente (capacidade de gerar caixa e
equivalentes de caixa no futuro = capacidade de solver dívidas); Balanço
Performance Financeira / Desempenho - lucratividade (capacidade de gerar lucro - posição económica);
Cash Flows / alterações na posição financeira - (capacidade de gerar dinheiro - posição monetária).
Transparência e “fair presentation ”: Demonstração dos Fluxos de Caixa
Transparência de relato;
Demonstração de Resultados ou Demonstração
Informação útil. das Alterações no Capital Próprio
Características qualitativas da informação
Compreensibilidade - a informação deve ser rapidamente compreendida pelos utilizadores;
Relevância - a informação deve ser relevante e deve influenciar as decisões económicas dos utilizadores (natureza e
materialidade da informação); Inibidores à informação relevante e
Fiabilidade - a informação deve ser fiável, isenta de preconceitos e de erros : fiável:
Prudência - registo de valores para fazer face a eventuais perdas - lidar com Tempo;
incertezas; Benefício vs Custo;
Balanceamento entre
Plenitude - certificação de que não existem transações por registar;
Características Qualitativas.
Representação fidedigna da realidade;
Substância sob a forma - bens, direitos e obrigações devem ser reconhecidos enquanto substância e não segundo a sua
forma legal);
Neutralidade.
Comparabilidade - os utilizadores devem ser capazes de comparar as DF de uma entidade no tempo e no espaço;

Conjunto completo de Demostrações Financeiras Obrigatórias

SNC IASB
Balanço; Demonstração da Posição Financeira;
Demonstração dos Resultados; Demonstração do Rendimento Integral;
Demonstração das Alterações no Capital Próprio; OU Demonstração dos Resultados + Demonstração do
Demonstração dos Fluxos de Caixa; Outro Rendimento Integral;
Anexo. Demonstração das Alterações no Capital Próprio;
Demonstração dos Fluxos de Caixa;
Notas.

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Representa a posição financeira de uma entidade num determinado Ativo Capital Próprio
momento do tempo e inclui 3 categorias de elementos :
Ativos - recursos controlados pela entidade como resultado de Não Corrente
Passivo
acontecimentos passados e dos quais se espera que fluam, para a Não Corrente
entidade, benefícios económicos futuros. Corrente
Corrente
Os benefícios económicos traduzem-se na contribuição do
ativo para gerar direta ou indiretamente fluxos de caixa para a entidade;
Características não essenciais :
Propriedade Legal (uma entidade pode ter o controlo efetivo dos benefícios económicos inerentes a um ativo sem ter a
titularidade jurídica dos direitos de propriedade);
Forma de obtenção (ex.: itens doados);
Existência física (ex.: patentes / direitos de autor).
Passivos - obrigações presentes da entidade, provenientes de acontecimentos passados, cuja liquidação se espera que resulte
um exfluxo (saída) de recursos (ativos) da entidade incorporando benefícios económicos.
Características não essenciais :
Imposição Legal;
Valor de liquidação certo (ex.: provisões, são passivo (se reunirem as características) mesmo que a sua quantia seja estimada);
Data de liquidação certa.
Ex. de passivo: Descontos futuros baseados em vendas de bens (atuais) a clientes (resultam de um acontecimento passado = vendas).

NOTA : No balanço:
Os ativos aparecem por ordem crescente de liquidez:
1. Ativos Correntes - espera-se que sejam realizados, vendidos ou consumidos no decurso normal do ciclo operacional.
2. Ativos Não Correntes - não se destinam a venda e têm caráter de permanência na entidade.
Os passivos aparecem por ordem crescente de exigibilidade:
1. Passivos Correntes - espera-se que sejam liquidados no decurso normal do ciclo operacional.
2. Passivos Não Correntes – obrigações de longo prazo.

Capital Próprio - Interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzir todos os seus passivos (financiamento proporcionado
pelos detentores de capital, inclui o capital investido pelos sócios ou acionistas e os resultados gerados que ainda não foram
distribuídos a esses sócios ou acionistas, ou seja, que estão retidos na empresa).
Tem um caráter residual (depende da mensuração dos ativos e dos passivos);
Valor contabilístico da empresa ≠ Valor de mercado da empresa
= Valor do Capital Próprio = Valor das ações no
(dividido pelo número de ações) mercado

Capital Financeiro Capital Físico


Identifica-se com os meios financeiros investidos, estando Entendido como capacidade produtiva ou
associado a “Ativos Líquidos” ou “Capital Próprio” capacidade operacional
Manutenção do Capital Financeiro - o lucro é obtido Manutenção do Capital Físico - o lucro é
caso a quantia financeira dos ativos líquidos no final obtido caso a capacidade operacional no final
do período exceda a quantia financeira dos ativos do período exceda a capacidade física
líquidos no início do período, depois de excluir quaisquer produtiva no início do período, depois de
distribuições e contribuições dos proprietários Lucro = Final > Inicial excluir quaisquer distribuições e contribuições
durante o período. dos proprietários durante o período.

Equação fundamental da Contabilidade → Ativos = Passivos + Capital Próprio

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Proporciona informação sobre o retorno que uma entidade obtém a partir dos recursos que controla durante o período de
relato.
Permite ao utilizador avaliar as potenciais alterações nos recursos económicos da entidade (risco de não atingir um determinado nível
de atividade, prever a sua capacidade de gerar fluxos de caixa no futuro, estimar a eficácia com que poderá utilizar recursos
adicionais...).
Resultado Líquido = Rendimentos – Gastos
Rendimentos - Aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de influxos ou aumentos de ativos
ou diminuições de passivos que resultem em aumentos do capital próprio, não relacionados com as contribuições dos participantes
no capital próprio (sócios/acionistas).
Réditos - provêm do decurso das atividades correntes (ex.: valor de venda ou prestação de serviços, juros (para um
banco), aluguer de equipamentos...);
Ganhos - podem provir, ou não, do decurso das atividades correntes (ex.: juros, rendas, mais-valias...).
Gastos - Diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de exfluxos ou diminuições/eliminações
de ativos ou incorrência/aumento de passivos que resultem em diminuições de capital próprio, não relacionados com as
distribuições aos participantes no capital próprio (sócios/acionistas).
Gastos - provêm do decurso das atividades correntes (ex.: consumos, salários, depreciações e amortizações...);
Perdas - podem provir, ou não, do decurso das atividades correntes (ocorrem de forma esporádica) (ex.: sinistros, menos-
valias...).
A DR é elaborada de acordo com o regime de acréscimo, isto é, os efeitos das transações são reconhecidos quando ocorrem
(e não quando se verificam os respetivos recebimentos ou pagamentos), exemplo:
Vendas a crédito Pagamento antecipado
Prestação do serviço antes do recebimento Prestação do serviço depois do recebimento
→ É considerado um rendimento mesmo que só ocorra o seu → Só depois da prestação do serviço é que é
recebimento em dinheiro posteriormente. considerado um rendimento.

Proporciona informação sobre as alterações ocorridas no capital próprio da entidade durante um determinado período (resultado integral,
operações com detentores de capital próprio que resultem de ajustamentos associados a alterações de políticas contabilísticas e correção de erros).

Apresenta os fluxos de caixa da entidade durante um determinado período de tempo (recebimentos - forma como gera caixa
e pagamentos - forma como utiliza caixa), para isso inclui 3 categorias de elementos (que devem ser apresentadas separadamente):
Fluxos de caixa das atividades Fluxos de caixa das atividades de Fluxos de caixa das atividades de financiamento
operacionais investimento Diretamente relacionados com as atividades de
Diretamente relacionados com as Diretamente relacionados com a financiamento da entidade (que têm como
principais produtoras de rédito da aquisição e alienação de ativos de consequência alterações na dimensão e composição do
entidade. longo prazo (não correntes) da capital próprio e nos empréstimos obtidos pela entidade).
Ciclo Operacional entidade.
Ciclo do Financiamento
Inventários e Ativos Capital
Biológicos Próprio
Ciclo do Investimento

Meios Financeiros Investimentos (AFT, Int.,


Contas a Receber e a Inv. fin. Propriedades de inv...) Subsídios e Apoios Capital
Líquidos Pagar de exploração do Governo Alheio

Associado ao AC
Revalorização / Flutuações Depreciação/Amortização Financiamento dos ativos através de:
de Justo Valor /Imparidade - CP
- Passivo (= C.Alheio)
Associado ao ANC

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Caixa no início do ano + Variações de Caixa = Caixa no final do ano Se o saldo de “Caixa e seus equivalentes
no fim do período” for inferior ao valor
= total dos fluxos de caixa (AO, AI, AF) do saldo de “Caixa e depósitos bancários”
→ recorre a descobertos bancários.
= recebimentos - pagamentos
Regime de caixa - os efeitos das transações são reconhecidos na DFC quando se dão os respetivos recebimentos e pagamentos.

Preparação da DFC - Método Direto e Método Indireto


Os fluxos de caixa das atividades operacionais podem ser apresentados por um dos seguintes métodos:
Método Direto - SNC : a entidade divulga as principais classes de recebimentos e pagamentos QUESTÕES DE ESCOLHA MULTPLA
de caixa e seus equivalentes relacionados com as atividades operacionais. Se uma empresa adotar o método
Método Indireto - IASB : a entidade ajusta o Resultado Líquido do período pelo efeito das indireto: a diferença é apenas na
parte das atividades operacionais!!!!
transações que não tenham como contrapartida caixa e equivalentes de caixa, assim como
das alterações ocorridas durante o período em inventários e dívidas operacionais a receber e a pagar dos rendimentos ou
gastos relacionados com fluxos de caixa de investimento ou de financiamento.

A complementaridade das demonstrações financeiras


O conjunto completo das DF inclui :
1 demonstração que proporciona informação sobre a posição financeira da entidade
no fim do período de relato - Balanço; Balanço Balanço
Apresenta: recursos que a empresa controla com vista a obter benefícios
DR
económicos futuros (ativos) e fontes de financiamento desses recursos (passivo
DACP
e capital próprio).
DFC
2 demonstrações que proporcionam informação sobre as variações de natureza
momento momento
económica que ocorreram durante o período de relato - Demonstração de
período
Resultados (+DRI) / Demonstração das Alterações no capital próprio;
1 demonstração que proporciona informação sobre as variações de natureza monetária que ocorreram durante o
período de relato Demonstração dos Fluxos de Caixa.
Elos de ligação :
Demonstração das Alterações no Capital Próprio
Demonstração dos Resultados Resultado Líquido do período
Resultado Líquido do período Posição no Fim do período (Valor final das alterações no CP)

Demonstração dos fluxos de caixa Balanço


Caixa e equivalentes de caixa no fim do período Caixa e equjivalentes de caixa no fim do período
Podem não coincidir: Resultado Líquido do período
- não existência de descobertos bancários (exercício 1.2) Capital Próprio
- outra (VER NA AULA PRÁTICA)

Quantia Recuperável - quantia mais alta entre :


Valor de Uso - valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que se espera obter do uso continuado de um
ativo ou unidade geradora de caixa e pela sua alienação no final da sua vida útil (utilizar a taxa de atualização esperada);
Justo Valor - quantia pela qual um ativo (ou unidade geradora de caixa) poderia ser trocado, ou um passivo líquidado
(deduzido dos custos diretamente relacionados com essa troca), entre partes conhecedoras, interessadas e não
relacionadas (Deduzir os custos de alienação!!).
ATENÇÃO – quando é adotado subsequentemente o Modelo do Justo Valor, o reconhecimento inicial de uma propriedade de investimento deve ser
registado pelo custo.

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Quantia Escriturada - quantia pela qual um ativo é reconhecido no balanço, apos a dedução de qualquer depreciação /
amortização e de perdas por imparidade acumuladas inerentes.
Perda por Imparidade – (perda de valor potencial / por fatores alheios ao uso) excedente da quantia escriturada de um ativo,
ou de uma unidade geradora de caixa, em relação à sua quantia recuperável (QR – QE).
Quantia Escriturada > Quantia Recuperável = Perda por Imparidade
Depreciação (ativos tangíveis) / Amortização (ativos intangíveis) - imputação sistemática da quantia depreciável / amortizável, de
um ativo durante a sua vida útil (origina o reconhecimento de um gasto e uma diminuição do valor do ativo).

Durante o período de relato a entidade procede à acumulação do efeito monetário de cada transação em cada conta (Balanço
e Demonstração de Resultados).
Conta X
Características : Homogeneidade e Integralidade .
Débito Crédito
SNC → Contas agregadas por classes;
IASB → Não existe referencial de código de contas definido.
Instrumentos de registo das transações : NOTA :
Diário : registo cronológico; Crédito - de onde sai.
Razão : permite saber qual o saldo de cada conta em qualquer momento . Débito - onde entra.
Método das partidas dobradas :
Cada transação afeta pelo menos duas contas (sistema de dupla entrada);
A equação fundamental da contabilidade mantém-se após o registo de cada transação.

(Dizem respeito a ANC)

Conta 43

São itens tangíveis detidos para uso na produção ou fornecimento de bens e serviços, para NCRF 7 / IAS 16
arrendamento1 a outros, ou para fins administrativos, sendo que se espera que sejam não existe divergência objetiva entre
usados durante mais do que um período contabilístico. o normativo nacional e o internacional
1
quando o edifício for arrendado passa para outra rubrica. - foco: SNC

Mensuração Inicial
Custo de Aquisição de AFT = Nota: Sujeito a IVA → Acrescentar
+ Preço de compra IVA incluído → Não acrescentar
+ Taxas Aduaneiras (direitos de importação) Descontos Financeiros NÃO ENTRAM
+ Impostos Não Recuperáveis (de compra) (estão associados ao pagamento)
- Descontos Comerciais (de quantidade ou de qualidade)
+ Despesas de Colocação do AFT em funcionamento (receção, manuseamento, preparação de infraestruturas, instalação, montagem,
testagem...)
+ Benefícios a empregados resultantes da aquisição ou da construção
+ Honorários Profissionais (trabalhos especializados)
+ Despesas Futuras com desmontagem e remoção do ativo, bem como da recuperação do local (independentemente do momento em que a
obrigação se torna efetiva)
+ Capitalização de acordo com a NCRF 10 / IAS 23
A capitalização dos juros resultantes dos encargos de financiamento para a aquisição de um ativo (isto é, a imputação de juros de financiamento) nem
sempre é incluída no preço de produção, MAS existem exceções - NCRF 10 / IAS 23:
Inventários Se não contabilizarmos
Instalações industriais a capitalização, apenas
Só existem duas categorias de AFT onde isto acontece!!
Instalações de geração de energia reconhecemos como um
Ativos intangíveis gasto do período.
Propriedades de investimento

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Início da capitalização quando:
Os dispêndios estejam a ser incorridos; A partir do momento em que o ativo fica disponível
Os custos dos empréstimos obtidos estejam a ser incorridos; para ser usado, todos os juros que possam ocorrer
Atividades necessárias para preparar o ativo estejam em curso. subsequentemente deixam de ser objeto de
Fim da capitalização quando: capitalização → são reconhecidos como gastos.
Conclusão das atividades associadas ao ativo.
NOTA : Normalmente as contas
Reconhecimento Inicial do Ativo têm saldo devedor
(debitam-se pelos aumentos e
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar creditam-se pelas diminuições),
contudo, algumas contas têm
Ativos Fixos Tangíveis (43x) - saldo credor (creditam-se pelos
EOEP – IVA Dedutível (24322) - aumentos e debitam-se pelas
Reconhecimento Inicial Caixa (11) / Depósitos a ordem (12) / OCP diminuições), uma vez que os seus
aumentos traduzem reduções
- – Fornecedores de Investimentos (271) no valor do ativo.
/ Investimentos em curso – AFT (453) Ex.: contas 438 e 439
Balanço;
DFC - atividades de investimento.

Perdas de Valor dos AFT


Depreciação do AFT
A depreciação é um conceito económico e representa a estimativa do efeito do consumo dos benefícios económicos do AFT
pela sua disponibilidade para uso, isto é, consiste numa perda de valor em resultado da utilização do AFT.
Inicia-se quando o AFT está disponível para uso e ocorre ao longo da vida útil do mesmo (período durante o qual a empresa
espera que o AFT esteja disponível para uso).
O efeito contabilístico da depreciação do AFT implica:
Diminuição do valor do AFT (da sua quantia escriturada apresentada no Balanço) → Credita-se na conta 438 depreciações
acumuladas
Aumento dos Gastos com Depreciações (Demonstração dos Resultados) → Debita-se na conta 642 gastos de depreciação – ATF.
Métodos de Depreciação (reflete a forma como a empresa espera que o AFT venha a ser usado)
Método da Linha Reta (ou Quotas Constantes) - imputação em parcelas iguais ao longo da vida útil do bem, caso não se verifique
alteração no seu valor residual → valor constante de depreciação (AFT usado de forma regular). Se não tivermos o Valor Residual, fazer o
VAB − VR pressuposto de que VR = 0;
Depreciação anual = Se não tivermos o nº de anos da vida útil:
vida útil
Ex.: tx de depreciação = 10% → vida útil = 10
Método do Saldo Decrescente (ou Quotas Degressivas) - o valor a reconhecer durante a vianos
da útil do bem é decrescente ao
longo da vida útil → valor decrescente de depreciação (AFT usado de forma + intensiva no início).
Método das Unidades de Produção/Consumo - a imputação das depreciações aos resultados do período surge indexado à
atividade (produção) e ao uso esperado do bem → valor de depreciação varia em função da atividade (AFT usado de forma irregular).
Imparidade do AFT
Uma perda por imparidade ocorre por fatores alheios ao uso - os AFT podem estar sujeitos a uma perda (adicional /
extraordinária) de valor recuperável.
Imparidade é o excedente da quantia escriturada do ativo (ou unidade geradora de caixa) em relação à sua quantia
recuperável (NCRF 12 / IAS 36).
𝑃𝑃𝐼 = 𝑄𝑅 − 𝑄𝐸
Teste de Imparidade
Se QE > QR, existe perda por imparidade pela diferença:
Diminuição do valor do AFT (Balanço) → Credita-se na conta 439 perdas por imparidade acumuladas;
Aumento de Gastos - Perdas por Imparidade (Demonstração dos Resultados) → Debita-se na conta 655 perdas por
imparidade – em AFT.
Se QE < QR, não existe perda por imparidade:
Caso existam perdas por imparidade acumuladas anteriormente reconhecidas, as mesmas são revertidas, até
determinados limites.
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Mensuração Subsequente
Os AFT devem ser mensurados, após o reconhecimento, através de um dos modelos, sendo que a escolha deste deve ser
feita separadamente para cada classe de AFT.
Modelo do Custo
QE = Custo – Depreciações Acumuladas – Perdas por Imparidade Acumuladas
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Gastos de Depreciação – AFT – Depreciações *depende do método de
Depreciação Periódica
AFT (642) Acumuladas (438) depreciação*
Perdas por Imparidade – AFT AFT – Perdas por Imparidade
Imparidade 𝑄𝐸 − 𝐽𝑉
(655) Acumuladas (439)
Valor (total ou parcial) da
AFT – Perdas por Reversões – De Perdas por
Reversão de Imparidade imparidade reconhecida
Imparidade Acumuladas (439) Imparidade (7625) anteriormente
Modelo da Revalorização
QE = Justo Valor à data da revalorização – Depreciações Acumuladas – Perdas por Imparidade Acumuladas
*Valor do AFT ajustado ao Justo Valor*
A Revalorização deve ser feita com regularidade suficiente para garantir que a QE do AFT não difere materialmente da
quantia que seria determinada pelo uso do Justo Valor.
Métodos (formas) de revalorização:
Método do Valor Corrente de Mercado (imóveis); Valor de revalorização é o mesmo,
Método do Custo de Reposição Depreciado (restantes AFT). in dependentemente do método escolhido

Este modelo pressupõe que seja calculado o Excedente de Revalorização = JV – QE (P. aquisição - custos de aquisição - perdas
por imparidade), este será realizado (ficará disponível para ser distribuído aos sócios) numa base sistemática ao longo do período de vida
útil remanescente ou na totalidade no caso de alienação/abate...
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
AFT – Depreciações Valor da depreciação
Excedente de Revalorização AFT (43x)
Acumuladas (438) acumulada Eliminar as DA
** – Método do Valor
Excedente de revalorização
Corrente de Mercado AFT (43x) 𝑄𝑅(𝐽𝑉) − 𝑄𝐸
de AFT e AI (58x)
Acréscimo Q. bruta
Excedente de revalorização
VER Nota 2 – fim do documento

AFT (43x) 𝐽𝑉
de AFT e AI (58x) = 𝐶𝐴 ∗ − 𝐶𝐴
Excedente de Revalorização 𝑄𝐸
** – Método do Custo de Acréscimo Depreciações
Reposição Depreciado Excedente de revalorização AFT – Depreciações Acum.
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑅𝑒𝑝. 𝐷𝑒𝑝. de AFT e AI (58x) Acumuladas (438) 𝐽𝑉
𝑄𝐸
= 𝐷. 𝑎𝑐.∗ − 𝐷. 𝑎𝑐.
𝑄𝐸
Realização anual do Excedente de revalorização 𝐽𝑉 − 𝑄𝐸
Resultados Transitados (56)
Excedente de Revalorização de AFT e AI (5891) 𝑅𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎 ú𝑡𝑖𝑙
Gastos de Depreciação – AFT – Depreciações *depende do método de
Depreciação Periódica
AFT (642) Acumuladas (438) depreciação* 𝐽𝑉
𝑅𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑉𝑈
Perdas por Imparidade – AFT AFT – Perdas por Imparidade
Imparidade * 𝑄𝐸 − 𝑄𝑅
(655) Acumuladas (439)
AFT – Perdas por Valor (total ou parcial) da
Reversões – De Perdas por
Reversão de Imparidade * imparidade reconhecida
Imparidade Acumuladas (439) Imparidade (7625) anteriormente
*Ou por contrapartida do Capital Próprio, caso ainda existam excedentes por realizar (VER Nota 1 – fim do documento).
**Os Excedentes de Revalorização são reconhecidos no Capital Próprio.

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No momento da revalorização de um AFT para o JV, a empresa pode ter: Quando o AFT for realizado, o Excedente de
Ganhos de JV: Revalorização reconhecido no Capital Próprio
Aumento do valor do AFT; deve ser transferido para Resultados:
Excedente de revalorização (CP) e/ou; Se for retirado de uso / alienado:
Ganho (DR). transferir de imediato para Resultados
Perdas de JV: Transitados;
Diminuição do valor do AFT; Se for usado: transferir por partes
Perda por Imparidade (DR) e/ou; durante o período de utilização.
Diminuição do excedente de revalorização (CP).

Desreconhecimento de AFT
No momento de alienação (venda do AFT) - a transação pode originar:
Ganho/Perda = Valor de Realização (preço de venda) – QE Reconhecido como Outros
Ganho (mais-valia): Valor da Realização > QE Rendimentos / Outros Gastos (DR)
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
No MVCM as DA
Desreconhecimento da AFT – Depreciações Acumuladas Depreciações até à data de
AFT (43x)
depreciação acumulada *1 (438) Acumuladas revalorização
foram eliminadas!!
Outros Rendimentos e Ganhos –
*2 Rendimentos em Investimentos AFT (43x)
Desreconhecimento da QE 𝑄𝐸 = 𝐶𝐴 − 𝐷. 𝑎𝑐.
Não Financeiros (787)
Outros Rendimentos e Ganhos Valor da Realização
Caixa (11) / Depósitos à ordem
Reconhecimento da – Rendimentos em (preço de venda)
(122) / Outras Contas a Receber
Alienação *4 Investimentos Não Financeiros Se for sujeito a IVA:
(278)
(7871) DO (12)
Outros Gastos – Gastos em Outros rend... (787)
Débito depósitos à ordem (122) EOEP – IVA Liq. (2433)
Custo associado à venda Investimentos Não Financeiros – -
/ Fornecedores (22)
Alienações (6871)
Realização total do Excedente de revalorização
Resultados Transitados (56) -
Excedente de Reval. *3 de AFT e AI (5891)
Perda (menos-valia): Valor da Realização < QE
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Desreconhecimento da AFT – Depreciações Acumuladas Depreciações
AFT (43x)
depreciação acumulada *1 (438) Acumuladas
Outros Gastos – Gastos em
*2 Investimentos Não Financeiros – AFT (43x) QE
Desreconhecimento da QE
Alienações (6871)
Caixa (11) / Depósitos à ordem Outros Gastos – Gastos em
Reconhecimento da Valor da Realização
(122) / Outras Contas a Receber Investimentos Não Financeiros –
Alienação *4 (preço de venda)
(278) Alienações (6871)
Outros Gastos – Gastos em
Débito depósitos à ordem (122)
Custo associado à venda Investimentos Não Financeiros – -
/ Fornecedores (22)
Alienações (6871)
Realização total do Excedente de revalorização
Resultados Transitados (56) -
Excedente de Reval. *3 de AFT e AI (58x)
Quando não se espera benefícios económicos futuros resultantes do seu uso ou alienação (abate devido ao não uso /
sinistro). Se ocorrer o recebimento por parte da seguradora funciona como uma alienação (havendo ganho ou perda) / Se não ocorrer
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Outros Gastos – Gastos em Investimentos Não
Abate / Sinistro do AFT AFT (43x) QE/valor recebido
Financeiros – Abates / Sinistros (6873 / 6872)
Acrescentar *1 *2 *3
Andreia Baião Nº 92742 ISCTE Business School Trocar estas contas pelas do *4 9
Tendo por base a imputação do Gasto com as Depreciações do período numa base duodecimal, as mesmas cessam no mês
anterior à ocorrência que implica o desreconhecimento.

Nota IMPORTANTE:
Possível pergunta em Exame: Todos os AFT são objetos de depreciação? NÃO!!
→ os terrenos (não conseguimos aferir o período de vida útil de um terreno, exceto quando se trata de empresas agrícolas e
indústrias extrativas - nesses casos ocorre depreciação).
Ex.: Valor do ativo: 20% terreno e 80% edifício → só calculamos a depreciação sobre os 80%!!

Conta 44

Os ativos intangíveis são ativos não monetários identificáveis sem substância física.
NCRF 6 / IAS 38
Critérios de reconhecimento dos ativos: - foco: SNC
1. Identificabilidade (é separável);
2. Controlo sobre o recurso (para isso, a empresa não tem de ser proprietária do ativo);
3. Existência de benefícios económicos futuros (deve gerar retorno: réditos, poupança de custos...).
→ Se não cumprir um dos critérios, o dispêndio para adquirir o recurso ou para o desenvolver internamente é reconhecido na
DR como um gasto.
Atenção!! O Goodwill aparece na conta 441 de ativos intangíveis, mas tem um tratamento diferenciado, porque não cumpre com um dos
critérios de reconhecimento de ativo:
Goodwill - corresponde ao conjunto de benefícios económicos futuros esperados que não são individualmente identificáveis e
separadamente reconhecidos, que podem resultar de sinergias, mas que tem um valor intrínseco para a entidade / negocio (a
empresa paga mais por uma coisa que vale menos pois espera que lhe traga benefícios económicos futuros).
A identificabilidade e a característica fundamental para distinguir o ativo intangível do goodwill → Não é possível identificar
pelo facto de ser uma espectativa.
Mensuração Inicial
Custo de Aquisição de AI =
+ Preço de compra
+ Taxas Aduaneiras (direitos de importação) Descontos Financeiros NÃO ENTRAM (estão
+ Impostos Não Reembolsáveis (de compra) associados ao pagamento - conta 782)
- Descontos Comerciais (de quantidade ou de qualidade) e Abatimentos
+ Despesas de Preparação do AI (custos diretamente atribuíveis à preparação do ativo para o seu uso pretendido)
Reconhecimento Inicial
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar
Ativos Intangíveis (44x) -
EOEP – IVA Dedutível (24322) -
Reconhecimento Inicial Caixa (11) / Depósitos a ordem (12) / OCP –
- Fornecedores de Investimentos (271) /
Investimentos em curso – AI (454)
Balanço;
DFC - atividades de investimento.
Perdas de Valor dos AI
Amortização de AI
A amortização consiste na imputação sistemática da quantia amortizável de um AI durante a sua vida útil, isto é, consiste
numa perda de valor em resultado da utilização do AI.
O efeito contabilístico da amortização AI implica: Diminuição do valor do AI (Balanço crédito 448) e Aumento dos Gastos com
Depreciações. (DR débito 643)
Andreia Baião Nº 92742 ISCTE Business School 10
Métodos de Amortização (dependendo da vida útil do AI)

AI com Vida Útil Definida - amortização efetuada de acordo com o modelo que melhor refletir a forma como os benefícios
económicos fluem para a entidade caso seja possível. Caso contrário, deve utilizar-se o Método da Linha Reta ou outro dos
métodos previstos na NCRF 6;
AI com Vida Útil Indefinida - deve ser amortizado num período máximo de 10 anos.
Imparidade do AI
Uma perda por imparidade ocorre por fatores alheios ao uso - os AI podem estar sujeitos a uma perda (adicional /
extraordinária) de valor recuperável.
Imparidade é o excedente da quantia escriturada do ativo (ou unidade geradora de caixa) em relação à sua quantia
recuperável (NCRF 12 / IAS 36): 𝑃𝑃𝐼 = 𝑄𝑅 − 𝑄𝐸
Se QE > QR, existe perda por imparidade pela diferença:
Diminuição do valor do AI (Balanço) → Credita-se na conta 449 perdas por imparidade acumuladas;
Aumento de Gastos - Perdas por Imparidade (Demonstração dos Resultados) → Debita-se na conta 656 perdas por
imparidade – em AI.

Mensuração Subsequente
Os AI devem ser mensurados, após o reconhecimento, através de um dos modelos:
Modelo do Custo
QE = Custo – Depreciações Acumuladas – Perdas por Imparidade Acumuladas
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Gastos de Amortização – AI – Amortizações Acumuladas *depende do método de
Amortização Periódica (448) amortização*
AI (643)
Perdas por Imparidade – AI AI – Perdas por Imparidade
Imparidade 𝑄𝐸 − 𝐽𝑉
(656) Acumuladas (449)
AI – Perdas por Imparidade Reversões – De Perdas por Valor (total ou parcial) da
Reversão de Imparidade imparidade reconhecida
Acumuladas (449) Imparidade (762) anteriormente
Modelo da Revalorização
QE = Justo Valor à data da revalorização – Depreciações Acumuladas – Perdas por Imparidade Acumuladas
*Valor do AI ajustado ao Justo Valor*
A Revalorização deve ser feita com regularidade suficiente para garantir que a QE do AI não difere materialmente da quantia que
seria determinada pelo uso do Justo Valor.
Este modelo pressupõe que seja calculado o Excedente de Revalorização = JV –
Métodos (formas) de revalorização:
QE, este será realizado numa base sistemática ao longo do período de vida útil
Método do Valor Corrente de Mercado;
remanescente ou na totalidade no caso de alienação/abate...
Método do Custo de Reposição Depreciado.
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
AI – Amortizações Acumuladas Valor da amortização
Excedente de Revalorização ** AI (44x)
(448) acumulada
– Método do Valor Corrente
Excedente de revalorização
de Mercado AI (44x) 𝑄𝑅(𝐽𝑉) − 𝑄𝐸
VER Nota 2 – fim do documento

de AFT e AI (58x)
Excedente de revalorização Acréscimo Q. bruta
AI (44x) 𝐽𝑉
Excedente de Revalorização ** de AFT e AI (58x) = 𝐶𝐴 ∗
𝑄𝐸
− 𝐶𝐴
– Método do Custo de
Excedente de revalorização AI – Amortizações Acumuladas Acréscimo Amortizações Acum.
Reposição Depreciado 𝐽𝑉
de AFT e AI (58x) (448) = 𝐷. 𝑎𝑐.∗
𝑄𝐸
− 𝐷. 𝑎𝑐.

Realização anual do Excedente Excedente de revalorização 𝐽𝑉−𝑄𝐸


Resultados Transitados (56)
de Revalorização de AFT e AI (5891) 𝑅𝑒𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑣𝑖𝑑𝑎 ú𝑡𝑖𝑙

Gastos de Amortização – AI – Amortizações Acumuladas *depende do método de


Amortização Periódica (448) amortização*
AI (643)

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Perdas por Imparidade – AI AI – Perdas por Imparidade
Imparidade * 𝑸𝑹 − 𝑸𝑬
(656) Acumuladas (449)
AI – Perdas por Imparidade Reversões – De Perdas por Valor (total ou parcial) da
Reversão de Imparidade * imparidade reconhecida
Acumuladas (449) Imparidade (762) anteriormente
*Ou por contrapartida do Capital Próprio, caso ainda existam excedentes por realizar (VER Nota 1 – fim do documento).
**Os Excedentes de Revalorização são reconhecidos no Capital Próprio.

Ativos Intangíveis Gerados Internamente


Dificuldades:
Avaliar se existe um ativo identificável que gere benefícios económicos futuros;
Determinar fiavelmente o custo do ativo.
Nota: Capitalizar = reconhecer no ativo.
É possível distinguir duas fases:

Fase de Pesquisa Fase de Desenvolvimento

Dispêndios reconhecidos como Gasto na DR Dispêndios reconhecidos como Ativo Intangível no Balanço,
Não podem ser reconhecidos como um ativo, pois não se sabe se demonstrado o previsto no §55 NCRF 6.
se a pesquisa vai resultar em algum benefício (ex.: novo produto). Esta fase inicia-se quando os testes são conclusivos.

Nota: Existem AI gerados internamente em que não é possível separar os dispêndios (isolar os dispêndios específicos), ou seja,
não é possível mesurá-los com fiabilidade, desta forma, não devem ser reconhecidos como ativos, mas sim como gastos! Ex.:
dispêndios com marcas, cabeçalhos, títulos de publicações, listas de clientes e itens substancialmente semelhantes gerados
internamente → Não podem ser distinguidos do custo de desenvolver a empresa como um todo.

Desreconhecimento de AI
No momento de alienação (venda do AI) - a transação pode originar: Ganho/Perda = Valor de Realização (preço de venda) – QE
Ganho (mais-valia): Valor da Realização > QE
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Desreconhecimento da Amortizações
AI – Amortizações Acumuladas (448) AI (44x)
amortização acumulada *1 Acumuladas
Outros Rendimentos e Ganhos –
Caixa (11) / Depósitos à ordem (122) / Valor da Realização
Reconhecimento da Alienação Rendimentos em Investimentos Não
Outras Contas a Receber (278) (preço de venda)
Financeiros (7871)
Outros Rendimentos e Ganhos –
*2 Rendimentos em Investimentos Não AI (44x) 𝑄𝐸 = 𝐶𝐴 − 𝐴. 𝑎𝑐.
Desreconhecimento da QE
Financeiros (787)
Outros Gastos – Gastos em
Débito depósitos à ordem (122) /
Custo associado à venda Investimentos Não Financeiros – -
Fornecedores (22)
Alienações (6871)
Realização total do Excedente Excedente de revalorização
Resultados Transitados (56) -
de Revalorização *3 de AFT e AI (5891)
Perda (menos-valia): Valor da Realização < QE
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Desreconhecimento da Amortizações
AI – Amortizações Acumuladas (448) AI (44x)
amortização acumulada *1 Acumuladas
Outros Gastos – Rendimentos em
Caixa (11) / Depósitos à ordem (122) / Valor da Realização
Reconhecimento da Alienação Investimentos Não Financeiros
Outras Contas a Receber (278) (preço de venda)
(6871)
Outros Gastos – Gastos em
*2 Investimentos Não Financeiros – AI (44x) QE
Desreconhecimento da QE
Alienações (6871)

Andreia Baião Nº 92742 ISCTE Business School 12


Outros Gastos – Gastos em
Débito depósitos à ordem (122) /
Custo associado à venda Investimentos Não Financeiros – -
Fornecedores (22)
Alienações (6871)
Realização total do Excedente Excedente de revalorização
Resultados Transitados (56) -
de Revalorização *3 de AFT e AI (58x)

Quando não se espera benefícios económicos futuros resultantes do seu uso ou alienação (abate devido ao não uso / sinistro).
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Outros Gastos – Gastos em Investimentos Não
Abate / Sinistro do AI AI (44x) QE/valor recebido
Financeiros – Abates / Sinistros (6873 / 6872)
Acrescentar *1 *2 *3
Se ocorrer o recebimento por parte da seguradora funciona como uma alienação (havendo ganho ou perda) / Se não ocorrer
Trocar estas contas pelas do *4
Conta 42

Propriedades de Investimento são propriedades (terreno, edifício, ou parte de um edifício, ou ambos) detidas NCRF 11 / IAS 40
pelo proprietário ou pelo locatário (propriedade adquirida em sistema de leasing) para obter rendas ou para - foco: SNC
valorização do capital ou para ambas as finalidades.
!! Não se destinam ao uso na produção ou fornecimento As empresas (≠) podem ter propriedades registadas em 3 rubricas do balanço:
de bens e serviços ou para finalidades administrativas 432 - Edifícios que estão ocupados pelo proprietário na sua atividade (AFT)
42 - Propriedades de investimento (não afetos à atividade, arrendados ...)
(AFT), nem para venda no decurso ordinário do negócio 3 - Empresas de construção civil ou imobiliárias (Inventários).
(inventários).
Mensuração Inicial
Custo de Aquisição de PI =
Nota: os terrenos não sofrem depreciação!!
+ Preço de compra
+ Custos de transação (Dispêndios diretamente atribuíveis ex.: remunerações por serviços legais, impostos de transferência de propriedade
e outros custos de transação)

Reconhecimento Inicial
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar
Propriedade de Investimento (42x)*a Caixa (11) / Depósitos a ordem (12) / OCP –
Aquisição
EOEP – IVA Dedutível (24322) Fornecedores de Investimentos (271)

Mensuração Subsequente
Modelo do Custo
De acordo com o modelo de custo, é reconhecida a depreciação do bem, por analogia ao estipulado para os ATF, bem
como as eventuais perdas por imparidade.
QE = Custo – Depreciações Acumuladas – Perdas por Imparidade Acumuladas
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Gastos de Depreciação – PI – Depreciações *depende do método de
Depreciação Anual
PI (641) Acumuladas (428) depreciação*
Perdas por Imparidade – PI PI – Perdas por Imparidade
Imparidade 𝑄𝐸 − 𝐽𝑉
Sempre depois da dep. (654) Acumuladas (429)
Valor (total ou parcial) da
PI – Perdas por Imparidade Reversões – De Perdas por
Reversão de Imparidade imparidade reconhecida
Acumuladas (429) Imparidade (7625) anteriormente
PI – Depreciações
PI (42x) -
Transferência para ATF Acumuladas (428)
AFT (43x)*a PI (42x)*a QE
Transferência de ATF PI (42x) AFT (43x) -

Andreia Baião Nº 92742 ISCTE Business School *a fazer divisão para Edifícios e terrenos 13
Modelo do Justo Valor
As flutuações de Justo Valor (ganhos ou perdas) são reconhecidas na DR, respetivamente nas contas 773 (Ganhos por
aumentos de justo valor - Em propriedades de investimento) ou na conta 663 (Perdas por reduções de justo valor – Em propriedades
de investimento). Quando se adota este modelo desde o início,
No modelo de justo valor não há lugar para depreciações. a PI nunca sofre depreciação

Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor


PI – Depreciações
Revalorização PI (42x) Depreciações acumuladas
Acumuladas (428)
Perdas por reduções de JV
Perdas por Redução de JV PI (42x) 𝑄𝐸 − 𝐽𝑉
– em PI (663)
Ganhos por Aumento de JV Ganhos por aumentos de JV
PI (42x) 𝐽𝑉 − 𝑄𝐸
(Reversão de Imparidade) – em PI (773)
Transferência para ATF AFT (43x)*a PI (42x)*a QE
Transferência de ATF PI (42x) AFT (43x) -

Desreconhecimento de PI
No momento de alienação (venda da PI) - a transação pode originar:
Ganho/Perda = Valor de Realização (preço de venda) – QE
Ganho (mais-valia): Valor da Realização > QE (DR conta 7871);
Perda (menos-valia): Valor da Realização < QE (DR conta 6871).
Quando não se espera benefícios económicos futuros resultantes do seu uso ou alienação (abate devido ao não uso /
sinistro) (contas 6873/6872).

Conta 45

Investimentos em curso são todos aqueles que ainda não se encontram concluídos (está em conclusão/desenvolvimento), incluindo
os investimentos em autoconstrução (caso particular - autoconstrução ou autodesenvolvimento: a própria empresa produz, com
mão de obra e recursos próprios).
Não podem ser sujeitos a
São relevados na conta Investimentos em Curso os adiantamentos efetuados por conta de depreciação/amortização
investimentos em curso desde que o respetivo preço esteja previamente fixado (conta 455). Caso (só depois de concluídos)
contrário, o valor desse adiantamento deverá ser relevado na conta 2713 – OCR - Adiantamentos
a fornecedores de investimentos:
Ex.: corresponde a 10%
Com preço fixado
Adiantamentos por conta de compras (39) /
A fornecedores Adiantamentos por conta de investimentos (455)
(pagar antes de receber: direito
de comprar - Ativo) Sem preço fixado
OCP - Fornecedores (22) / Fornecedores de
investimento (2713)
Adiantamentos

Sem preço fixado


De Clientes Clientes (218)
(receber antes de vender:
obrigação de vender - Passivo) Com preço fixado
Outras contas a pagar (276)

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Capitalizar = reconhecer no ativo
Principais Transações
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar
Capitalização dos dispêndios na fase de Investimentos em curso (45x) Outras contas a receber e a pagar
construção EOEP - IVA Dedutível (24322) (2711)
Investimentos em curso -
Adiantamento por conta de Adiantamentos (455) / Outras contas a
receber - Adiantamentos (2713)*b
Caixa (11) / Depósitos a ordem (12)
investimentos em Curso
EOEP - IVA Dedutível (24322)
Fornecimento definitivo do Investimentos (42/43/44) Outras contas a receber e a pagar
investimento EOEP - IVA Dedutível (24322) (2711)
Investimentos em curso (455) /
Anulação do adiantamento relativo a Outras contas a receber e a pagar
Outras contas a receber -
investimentos em Curso (2711)
Adiantamentos (2713)
Conclusão do investimento em Curso Investimentos (42/43/44) Investimentos em curso (45x)
Outra empresa está a produzir/construir *b sem preço fixado

Investimentos em autoconstrução
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Caixa (11) / Depósitos a ordem
CMVMC (61) (12) / Inventários – matérias ...
(331)
Reconhecimento dos Caixa (11) / Depósitos a ordem
FSE (62) Pelo consumo dos fatores de
fatores de produção (12) / Fornecedores (221)
produção internos
próprios Gastos com o pessoal Caixa (11) / Depósitos a ordem
(63) (12) / Pessoal (2711)
Gastos de financiamento
DO (12)
– juros suportados (691)
No final do período pelo valor dos
Reconhecimento do Investimentos em curso Trabalhos para a própria
consumos internos realizados no ano
investimento em Curso (455) entidade (74x) (anula o efeito da transação anterior)
Conclusão do Investimentos Investimentos em curso
Pelo valor de todos os dispêndios
investimento em Curso (42/43/44) (45x) Não esquecer da dep./amort.
Anual no final do período

Subsídios (ou dotações, ou subvenções ou prémios) das entidades publicas são auxílios na forma de NCRF 22 / IAS 20
transferência de recursos para uma entidade em troca do cumprimento passado ou futuro de certas - foco: SNC
condições relacionadas com as atividades operacionais da entidade.

Associados a Ativos – Capital Próprio

Não Reembolsáveis
Associados a Rendimentos – DR
(subsídios à exploração)
Subsídios

Reembolsáveis (não é muito relevante, pode sair em


Passivo
escolha múltipla: onde se regista? – passivo)

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Subsídios ao Investimento
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Atribuição do Subsídio ao Outras contas a
Outras variações no CP - subsídios (593) Valor do subsídio
Investimento receber - outros (278)
Caixa (11) / Depósitos a
Recebimento do Subsídio Outras contas a receber - outros (278) Valor do subsídio
ordem (12)
Imputação anual do Subsídio Outras variações no CP Outros rendimentos - Imputação de 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑑𝑜 𝑠𝑢𝑏𝑠í𝑑𝑖𝑜
ao Investimento *c - subsídios (593) subsídios para investimentos (7883) 𝑉𝑖𝑑𝑎 ú𝑡𝑖𝑙 𝑑𝑜 𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜

*c A imputação sistemática a rendimentos tem início quando o ativo entra em uso (faz-se sempre no final do ano, portanto devemos ter em
atenção a data em que este entra em uso (pode não ser um valor anual)) e serve para balancear os gastos relacionados com o ativo.

Subsídios Reembolsáveis ao Investimento


Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Outras contas a
- Valor total do subsídio
receber (278)
Atribuição do Subsídio ao Outras variações no CP - subsídios Valor da parte não
-
Investimento (593) reembolsável
Financiamentos obtidos (25) / EOEP –
- Valor da parte reembolsável
outras dividas ao Estado (247)
Caixa (11) / Depósitos Outras contas a receber - outros
Recebimento do Subsídio Valor total do subsídio
a ordem (12) (278)
Imputação anual do Outras variações no Outros rendimentos - Imputação de 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑛ã𝑜 𝑟𝑒𝑒𝑚𝑏. 𝑑𝑜 𝑠𝑢𝑏𝑠í𝑑𝑖𝑜
Subsídio ao Investimento CP - subsídios (593) subsídios para investimentos (7883) 𝑉𝑖𝑑𝑎 ú𝑡𝑖𝑙 𝑑𝑜 𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜

Subsídios à Exploração
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Subsídios à exploração (75x) e/ou Subsídios destinados a assegurar
Atribuição do Subsídio à Outras contas a
Diferimentos - rendimentos a uma rendibilidade mínima ou a
Exploração receber (278)
reconhecer (282) compensar deficits de exploração
Subsídios à exploração (75x) e/ou de um determinado período e/ou
Recebimento do Subsídio Depósitos a ordem
Diferimentos - rendimentos a de períodos futuros (futuro =
à Exploração (12) diferimento)
reconhecer (282)

Os descontos podem ser:


Comerciais Financeiros

Objetivo - incentivar as operações comercias. Objetivo - incentivar o pagamento antecipado.


Impacto - diminuição do custo de aquisição (CA = CC – D.com.) Impacto - aumento dos Outros Rendimentos (não influencia
o Custo de aquisição!!)

Descontos Obtidos
Comerciais Financeiros
Conta(s) a Conta(s) a Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Valor AFT (43) / AI (44)
Debitar Creditar - C. Aquisição
AFT (43) / AI Depósitos à 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐴𝑞. − / PI (42)
(44) / PI (42) ordem (12) 𝐷𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑜 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐴𝑞. −
- Depósitos à ordem (12)
𝐷𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑜
Outros Rend. - Descontos
- Valor do desconto
de P.P. obtidos (782)

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Descontos Concedidos
Comerciais Financeiros
Conta(s) a Conta(s) a Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Valor
Debitar Creditar Vendas / Prestações de
- Valor Venda
Vendas / Serviços / …
Prestações EOEP IVA Liquidado (𝑉𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎
Clientes / 𝑉𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎 − -
de Serviços (24331) − 𝐷𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑜) ∗ 𝐼𝑉𝐴
OCR 𝐷𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑡𝑜
/ Outros
(𝑉𝑉𝑒𝑛𝑑𝑎 − 𝐷𝑒𝑠𝑐)
rend. Depósitos à ordem (12) - ∗ (1 + 𝐼𝑉𝐴)
Outros Gastos - Descontos
- Desconto (sem IVA)
de P.P. obtidos (782)

O Imposto sobre o Rendimento incide sobre o Resultado (Rendimentos – Gastos) obtido no período de tributação, pelos respetivos
sujeitos passivos.
As retenções podem ser registadas numa destas 2 contas:
Movimentação das contas:
24 EOEP Se as retenções são feitas por uma entidade externa
(entrega o imposto por mim) → 241
241 Imposto sobre o Rendimento
242 Retenção de impostos sobre rendimentos Contas a pagar pelo IRC (conta do passivo, MAS
2421 Trabalho dependente
quando há recuperação do imposto, aparece no ativo):
2422 Rendimentos empresariais e profissionais Temos IRC a pagar = sai = crédito (estimativa de
2423 Rendimentos de capitais IRC apurado no período);
2424 Rendimentos prediais
Pagamos o IRC = entra = débito (é como se fosse
uma divida a receber (retenções são deduzidas ao

imposto final)).
2429 Outros rendimentos

Se as retenções são feitas pela própria empresa → 242


Contas a pagar pelo IRC (FUNCIONAM COMO CONTA DE PASSIVO SEMPRE):
Movimenta a crédito o imposto que tenha sido retido na fonte relativamente a rendimentos pagos
a sujeitos passivos de IRC/IRS, podendo ser subdividida de acordo com a natureza dos rendimentos.
2429 só é movimentada em casos excecionais (vamos utilizar as outras).

Principais Transações - Exemplos


Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Outros rendimentos e ganhos -
- Valor da Renda
Recebimento de em inv. não fin. (7873)
renda de Propriedade EOEP - Imposto sobre o rendimento Imposto retido por
-
de Investimento (241) terceiros
Caixa (11) / DO (12) - Valor líquido
FSE - Serviços Especializados (622) - Valor do serviço
EOEP - IVA Dedutível - outros bens Valor do IVA subjacente
-
e serviços (24322) ao serviço
Serviço de Consultoria
EOEP – Retenção do imposto
- Imposto retido
sobre o rendimento (242)
- Caixa (11) / DO (12) FSE + IVA - imposto

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O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) tem como objetivo tributar todo o consumo de bens materiais e serviços, abrangendo
na sua incidência todas as fases do circuito económico, ou seja, desde a produção ao retalho.
Estão sujeitas a imposto:
As transmissões de bens e as prestações de serviços efetuadas no território nacional, a título oneroso, por um sujeito
passivo agindo como tal;
Nota: as exportações não estão sujeitas a IVA!!
As importações de bens;
As operações intracomunitárias efetuadas no território nacional, tal como são definidas e reguladas no Regime do IVA
nas Transações Intracomunitárias.
Código de contas:
243 IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO (IVA)
2432 IVA – Dedutível
24321 Inventários Ex.: eletricidade; água; comunicações; produtos de
24322 Investimentos escritório...
24323 Outros bens e serviços
2433 IVA – Liquidado Situações particulares:
24331 Operações gerais Autoconsumo - a empresa consome os próprios inventários
24332 Autoconsumos e operações gratuitas Operações gratuitas: oferece inventários a terceiros
2434 IVA – Regularizações
24341 IVA – Regularizações – A favor da empresa
24342 IVA – Regularizações – A favor do Estado
2435 IVA - Apuramento
2436 IVA - A pagar
2437 IVA - A recuperar
Principais Transações + Exemplos
2432x IVA Dedutível - Aquisição de bens e serviços (inventários e ativos biológicos, investimentos, outros bens e serviços);
2433x IVA Liquidado - Vendas e prestação de serviços;
24341 IVA regularizações a favor da empresa - Devoluções de vendas, descontos e abatimentos em vendas, regularização de
adiantamentos de clientes, etc;
24342 IVA regularizações a favor do Estado - Devoluções de compras, descontos e abatimentos em compra, regularização a
adiantamentos de fornecedores, etc.
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Inventários (3x) - Custo de Aquisição
Compra de EOEP - IVA Dedutível -
- IVA
inventários inventários (24321)
- Caixa (11) / DO (12) / Fornecedores (22) Valor Total
Investimentos (4x) - Custo de Aquisição
EOEP - IVA Dedutível -
- IVA
Aquisição de ANC investimentos (24322)
Caixa (11) / DO (12) / Fornecedores de
- Valor Total
investimentos (271)
FSE (62x) - Custo de Aquisição
Aquisição de outros EOEP - IVA Dedutível - outros
- IVA
bens e serviços bens e serviços (24323)
- Caixa (11) / DO (12) / Fornecedores (22) Valor Total

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Caixa (11) / DO (12) / Clientes (21) - Valor Total
Vendas (71) / Prestações de Serviços
Vendas e Prestações - Valor de venda
(72) /...
de serviços
EOEP - IVA Liquidado - operações gerais
- IVA
(24331)
Vendas (717/718) / Prestações
Valor da
de Serviços (728) / Reg. -
regularização
Regularizações a Adiantamentos (218/276) /...
favor da empresa EOEP - IVA Reg. A favor da
- IVA
empresa (24341)
- Caixa (11) / DO (12) / Clientes (211) /... Valor Total
Caixa (11) / DO (12) /
- Valor Total
Fornecedores (22) /...
Regularizações a Compras (317/318) / Reg. de Valor da
-
favor do Estado adiantamentos (228/39) /... regularização
EOEP - IVA Regularizações a favor do IVA
-
Estado (24342)

Apuramento do IVA

VER Nota 3 – fim


do documento

Remunerações, Encargos e Outros Gastos com o Pessoal


Processamento de pagamento de remunerações
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Gastos com o Pessoal -
- Valor do ordenado/salário/...
remunerações (631/632)
EOEP - Retenção de imposto
- 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑜 ∗ 𝑇𝑎𝑥𝑎 𝐼𝑅𝑆
sobre o rendimento (2421)
Fase I - Processamento dos
EOEP - Contribuições para a
ordenados, salários e outras - 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑜 ∗ 𝑇𝑆𝑈
segurança social (245)
remunerações (dentro do
mês a que respeitem) OCP - outros devedores e
- credores (278) / Pessoal - Tributações diversas
adiantamentos (232)
Pessoal - remunerações a pagar Valor Líquido a Pagar =
-
(2311/2312) remunerações - encargos

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Fase II - Processamento
Gastos com o Pessoal - EOEP - Contribuições para a
dos encargos por conta da 𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒃𝒓𝒖𝒕𝒐
encargos sobre segurança social (245) / EOEP
entidade patronal (dentro ∗ 𝒆𝒏𝒄. 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒂 𝒆𝒏𝒕𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆
remunerações (635) - Outras tributações (248)
do mês a que respeitem)
Fase III - Pagamento ao Pessoal - remunerações Valor Líquido a Pagar =
Caixa (11) / DO (12)
pessoal (2311/2312) remunerações - encargos

No mês seguinte (depois do pagamento dos ordenados, salários e outras remunerações), é necessário entregar ao Estado as
retenções:
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
EOEP - Retenção de imposto sobre o Valor da retenção do IRS e
Entrega de retenção rendi m ento (2421) / EOEP - Contri b ui ç ões de contribuições para a
Caixa (11) / DO (12)
(no mês seguinte) para a segurança social (245) / OCP - segurança social (entidade +
outros devedores e credores (278) trabalhador)

Provisões Conta 29 NCRF 21 / IAS 37


Uma Provisão é um Passivo com tempestividade ou quantia incerta. - foco: SNC
Uma provisão só deve ser reconhecida quando, cumulativamente:
Uma entidade tenha uma obrigação presente, legal ou construtiva, como resultado de um acontecimento passado;
Seja provável que um exfluxo de recursos que incorporem benefícios económicos será necessário para liquidar a
obrigação;
Possa ser feita uma estimativa fiável da quantia da obrigação.
Uso de provisões:
Uma provisão deve ser usada somente para os dispêndios relativos aos quais a provisão foi originalmente reconhecida.
Nota: Somente os dispêndios que se relacionem com a provisão original são contrabalançados com a mesma. Contrabalançar os
dispêndios com uma provisão que foi originalmente reconhecida para uma outra finalidade esconderia o impacto de dois
acontecimentos diferentes.
Contingências
É uma obrigação possível que provenha de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela
ocorrência ou não de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob controlo da entidade; OU
É uma obrigação presente que decorra de acontecimentos passados, mas que NÃO É RECONHECIDA porque:
Não é provável que um exfluxo de recursos incorporando benefícios económicos seja exigido para liquidar a obrigação;
ou
A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade”.
Nota: Os ativos e passivos contingentes não se reconhecem no balanço, apenas se divulgam no anexo/notas!!
Passivos contingentes
!! Devem ser continuadamente avaliados !!
Os passivos contingentes são continuadamente avaliados para determinar se um exfluxo de recursos que incorporam
benefícios económicos se tornou provável.
Se se tornar provável que um exfluxo de benefícios económicos futuros serão exigidos para um item previamente tratado
como um passivo contingente, é reconhecida uma provisão nas demonstrações financeiras do período em que a alteração da
probabilidade ocorra, exceto na circunstância extremamente rara em que nenhuma estimativa fiável possa ser feita.
Reconhecimento
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar
Constituição da Provisão Provisões do período (67x) Provisões (29x)
Reversão de provisão Provisões (29x) Reversões (763)

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Conta 25

Um passivo financeiro deverá ser reconhecido “apenas quando a entidade se torne uma parte NCRF 27 / IAS 32/39
das disposições contratuais do instrumento” (§6 NCRF 27), reconhecimento que é feito ao Custo ou - foco: SNC

ao Custo Amortizado. Contudo, “a adoção deste último método de mensuração está dependente da observância de um conjunto
de condições”.

Empréstimos Bancários
O reconhecimento inicial do empréstimo deverá ser efetuado ao Custo Amortizado, sendo de reconhecer nessa mensuração
os custos iniciais de transação (§7 NCRF 27). Esses encargos de transação serão imputados numa base sistemática a resultados
através da aplicação da taxa de juro efetiva.
Custo Amortizado - quantia pela qual o passivo financeiro é mensurado no reconhecimento inicial, menos os reembolsos de
capital, mais ou menos a amortização cumulativa, usando o método do juro efetivo, de qualquer diferença entre essa quantia
inicial e a quantia na maturidade.
A taxa de juro efetiva (TJE) será calculada da seguinte forma:
1 − (1 + 𝑇𝐽𝐸)−𝑛
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐿𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑜 ∗
𝑇𝐽𝐸

Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor


Reconhecimento ao Financiamentos Obtidos -
DO (12x) Valor do financiamento
Custo Amortizado empréstimos bancários (2511)
Periodização económica
dos gastos de Gastos de Financiamento - Financiamentos Obtidos -
financiamento Juros imputáveis ao período
Juros Suportados (691) empréstimos bancários (2511)
(no regime de acréscimo
(periodização económica))
Financiamentos Obtidos - Prestação periódica =
Pagamento de Prestação DO (12x)
empréstimos bancários (2511) amortização de capital + juros

Descobertos Bancários
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Financiamentos Obtidos -
Descobertos Bancários DO (12x) Valor do descoberto
descobertos bancários (2512)

Suprimentos
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Recebimento do Financiamentos Obtidos - participantes de Valor previsto no
DO (12x)
Suprimento capital (253) contrato de suprimento
Gastos de Financiamento
- Juros
- Juros Suportados (691)
Pagamento dos juros EOEP - Retenções de imp. sobre rend.
- Imposto Retido
(2423)
DO (12x) Valor Líquido

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Locações
Uma Locação é um acordo pelo qual o locador transmite ao locatário, em troca de um pagamento ou NCRF 9 / IAS 16
série de pagamentos, o direito de usar um ativo por um período de tempo acordado (§4 NCRF 9). - foco: SNC
Classificação de Locações & Exemplos
A classificação de uma locação como financeira ou operacional depende da substância da transação e não da forma do
contrato. Exemplos de situações que podem normalmente conduzir a que uma locação seja classificada como uma locação
financeira são (§10 NCRF 9):
A locação transfere a propriedade do ativo para o locatário no fim do prazo da locação;
O locatário tem a opção de comprar o ativo por um preço que se espera que seja suficientemente mais baixo do que
o justo valor à data em que a opção se torne exercível tal que, no início da locação, seja razoavelmente certo que a
opção será exercida;
O prazo da locação abrange a maior parte da vida económica do ativo ainda que o título de propriedade não seja
transferido;
No início da locação o valor presente dos pagamentos mínimos da locação ascende a pelo menos, substancialmente,
todo o justo valor do ativo locado;
Os ativos locados são de uma tal natureza especializada que apenas o locatário os pode usar sem que sejam feitas
grandes modificações.

O Locador transfere para o locatário, substancialmente, todos


os riscos e vantagens inerentes à posse (propriedade) do ativo?
Sim Não

Locação Financeira Locação Operacional


Ativo reconhecido no Balanço, uma parte da renda traduz Rendas reconhecidas como gasto na
reembolso de capital e outra parte traduz gasto de financiamento. Demonstração dos Resultados (§27 NCRF 9)

Locação Financeira
Reconhecimento Contabilístico na ótica do locatário
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
OCP - fornecedores de
AFT (43x) Valor do contrato
Reconhecimento do investimentos (2711)
Contrato OCP - fornecedores de Financiamentos Obtidos - Pelo reconhecimento do leasing
investimentos (2711) locações financeiras (2513) como opção de financiamento
Financiamentos Obtidos - Valor da amortização de capital
-
locações financeiras (2513) = Renda – Juros
Gastos de Financiamento - Juros
- Capital em dívida * TJE
Rendas periódicas Suportados (6911)
EOEP - IVA dedutível (24322) - Valor da renda * IVA
- DO (12x)
Depreciação do
Gastos de Depreciação (642) AFT - DA (438) Quota de depreciação
período
Financiamentos Obtidos - Capital em dívida no final do
locações financeiras (2513) respetivo período
Opção de compra Capital em dívida no final do
EOEP - IVA dedutível (24322)
respetivo período * IVA
DO (12x)

Na aplicação da base duodecimal, caso exista um ou mais meses referentes a uma prestação do ano seguinte ao exercício,
é necessário reconhecer os respetivos juros:

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Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Especialização dos Gastos de Financiamento - Juros OCP - credores por
Valor dos respetivos juros
juros Suportados (6911) acréscimos de gastos (2722)
No ano seguinte, no pagamento da prestação, apenas é necessário anular (creditar) a conta “OCP - credores por
acréscimos de gastos (2722)”.
Reconhecimento Contabilístico na ótica do locador
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Reconhecimento do Clientes C/C (221) Vendas (711) Valor do ativo
Contrato
Valor da amortização de
- Clientes C/C (221)
capital = Renda – Juros
- Juros e rendimentos similares (7918) Capital em dívida * TJE
Rendas periódicas
EOEP - IVA liquidado - operações gerais
- Valor da renda * IVA
(23331)
DO (12x) -

Na aplicação da base duodecimal, caso exista um ou mais meses referentes a uma prestação do ano seguinte ao exercício, é necessário
reconhecer os respetivos juros:
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Especialização dos OCP - devedores por acréscimos de Juros e rendimentos similares
Valor dos respetivos juros
juros rendimentos (2721) (7918)

No ano seguinte, no pagamento da prestação, apenas é necessário anular (debitar) a conta “OCP - devedores por acréscimos de
rendimentos (2721)”.

Locação Operacional
Reconhecimento Contabilístico na ótica do locatário
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Valor da amortização de capital
FSE - serviços diversos (6261) -
= Renda – Juros
Rendas periódicas Valor da renda * IVA
EOEP - IVA dedutível (24322) -
(considerando o IVA dedutível)
- DO (12x)

Conta 5

Capital Próprio - Interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzir todos os seus passivos (financiamento proporcionado
pelos detentores de capital, inclui o capital investido pelos sócios ou acionistas e os resultados gerados que ainda não foram
distribuídos a esses sócios ou acionistas, ou seja, que estão retidos na empresa). NCRF 27 / IAS 32/39
Tem um caráter residual (depende da mensuração dos ativos e dos passivos): CP = A – P; - foco: SNC
O valor do Capital Próprio no Balanço representa o valor contabilístico da empresa (o que pode não corresponder ao valor de
mercado da empresa):
= Valor do Capital Próprio Valor contabilístico da empresa ≠ Valor de mercado da empresa
(dividido pelo número de ações)
O valor de mercado da empresa pode ser obtido:
- (Sociedade Cotada) Através da cotação de mercado da empresa (caso exista) = valor das ações = nº de ações * cotação;
- (Sociedade Não Cotada) Por avaliação do valor da empresa, através da metodologia dos fluxos de caixa futuros descontados:
atualização dos fluxos de caixa futuros.

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Distribuição de dividendos Em vez de distribuir os lucros, a empresa
retém-nos e toma decisões acerca do
financiamento/investimento

A constituição de uma sociedade dá lugar à subscrição e realização do capital, e tem como contrapartida a emissão de títulos
representativos:
Sociedade por Quotas (Lda): capital social representado por quotas (detentores de capital = sócios);
Sociedade Anónima (S.A.): capital social representado por ações (detentores de capital = acionistas).
Fases de emissão de ações:

Fase administrativa Manifestação da vontade - os Existe apenas se o nº de ações Pagamento do capital - a empresa tem
e de decisão (ex.: a interessados declaram o nº de ações emitidas < nº de ações subscritas de realizar logo uma parte do capital
empresa deliberou que estão disponíveis para subscrever (é atribuído um nº de ações que (a outra parte pode ser realizada
emitir x ações) (implicações legais e contabilísticas) poderá ser inferior ao subscrito) depois) (aspetos jurídicos e normativos)

Capital subscrito - representa o montante da parte das contribuições subscritas pelos detentores de capital da entidade, que
têm correspondência com o valor nominal (valor da conta 51 (nº de ações)) dos títulos da entidade, deduzido de eventuais custos
com a operação.
Nota: A parcela de capital não realizada deve ser evidenciada no ativo na conta 261 - Acionistas c/ subscrição ou 262 –
Quotas não liberadas (debitar numa destas contas e creditar na conta 51).
As contribuições efetuadas pelos detentores de capital podem ser realizadas em:
Numerário; !!Atenção!! Não é possível
Outros ativos (AFT, AI, Inventários, Dívidas a receber), desde que: entregar uma PI, pois esta
Sejam passíveis de utilização de acordo com o objeto social da empresa; não é utilizada na atividade
O valor que lhes é atribuído seja confirmado por ROC (o ROC define um JV). principal da empresa

Valor Nominal por ação Valor Contabilístico por ação Valor (de mercado) por ação
Capital Suscrito Capital Próprio Total Valor de Mercado da Entidade
Nº de ações Nº de ações Nº de ações
Saldo da conta 51
Transações de Constituição de uma Sociedade:
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Lançamento e divulgação ao público-alvo do número de ações emitidas e demais condições de
Emissão (aumento) emissão. Não se traduz em nenhum registo contabilístico particular.
Prémios de emissão (54) - Valor sem imposto
Encargos com a EOEP – Imposto sobre o
- Valor do imposto
emissão Rendimento (241)
- DO (12) Valor total

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Capital Subscrito e não Valor Nominal do capital subscrito
Acionistas com subscrição realizado (511) Ou
Subscrição
(261) Ou Valor de Emissão (VE) – Valor Nominal
Prémios de emissão (54) (VN)
DO (12) / AFT (43x) /
Títulos negociáveis (1421) / - Valor do capital realizado

Realização Acionistas com subscrição
-
(261)
+ Financiamentos Obtidos Caso exista um excedente de
-
(2532) aplicação entregue
Capital Subscrito e não
realizado (511) Acionistas com subscrição
Rateio Valor a restituir aos subscritores
Ou (261) / DO (12)
Prémios de emissão (54)
FSE - serviços diversos - DO (12) / Caixa (11) / OCP -
Despesas de Valor das despesas da constituição
contencioso e notariado outros devedores e
constituição da socieade
(6265) credores (278)
Transferência para Capital Subscrito e não Capital Subscrito e realizado
Valor nominal do capital subscrito
capital realizado realizado (511) (512)

Os prémios de emissão representam a parte do montante das contribuições realizados pelos detentores de capital da entidade
que excedem a correspondência com o valor nominal (regista-se na conta 54), ou seja, existe prémio de emissão quando:
Emissão Capital > Valor nominal da emissão do capital (emissão acima do par)
Prémio de emissão = emissão de capital − valor nominal da emissão de capital

As ações próprias representam o investimento efetuado pela entidade na compra de ações representativas do capital social
da própria entidade.
Nota: Nos termos do Código das Sociedades Comerciais (CSC), as ações próprias não conferem quaisquer dos direitos das demais
ações em circulação (ações próprias não dão o direito a voto ou nem a receber dividendos).
Isto acontece por ações estratégicas da empresa (ex.: impedir que determinado acionista entre na empresa);
A aquisição de ações próprias, traduz-se numa redução do capital próprio – débito na conta 52;
Uma empresa não pode deter uma ação própria por mais de 3 anos.
O CSC impõe três restrições fundamentais às entidades:
1. A entidade não pode deter ações próprias representativas de mais de 10% do capital social;
2. A compra de ações próprias implica a constituição de uma reserva (legal/indisponível) por montante equivalente ao
custo de aquisição das ações próprias detidas;
3. O capital próprio não pode ser inferior à soma do capital social (conta 51) e das reservas legais (conta 55).
Transações: Com esta aquisição está sempre a comprar
acima do par e pode comprar abaixo do par
Compras de ações próprias
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Ações (quotas) Próprias -
- Custo de aquisição pelo valor nominal
Valor nominal (521)
Ações (quotas) Próprias -
Aquisição - Nº de ações * (CC – VN)
Descontos e prémios (522)
DO (12) / OCP - outros
- Valor total
devedores e credores (278)

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Constituição da Outras reservas - reservas Outras reservas - reservas
Valor Total
reserva indisponível livres (5521) indisponíveis (5527)

Alienação de ações próprias


Preço de Venda > Preço de Compra
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
DO (12) / OCP - outros
devedores e credores - Nº de ações * preço de venda
(278)
Alienação Ações (quotas) Próprias -
- Nº de ações * VN
Valor nominal (521)
Ações (quotas) Próprias -
- Nº de ações * (preço de venda – VN)
Descontos e prémios (522)
Disponibilização da Outras reservas - reservas Outras reservas - reservas
Nº de ações * custo de aquisição
reserva indisponível indisponíveis (5527) livres (5521)
Regularização do Ações (quotas) Próprias - Outras variações no CP Nº de ações * (preço de venda –
ganho Descontos e prémios (522) (599) CAq)
Preço de Venda > Preço de Compra
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
DO (12) / OCP - outros
devedores e credores - Nº de ações * preço de venda
(278)
Alienação Ações (quotas) Próprias -
- Nº de ações * VN
Valor nominal (521)
Ações (quotas) Próprias -
- Nº de ações * (preço de venda – VN)
Descontos e prémios (522)
Disponibilização da Outras reservas - reservas Outras reservas - reservas
Nº de ações * custo de aquisição
reserva indisponível indisponíveis (5527) livres (5521)

Regularização do Outras variações no CP Ações (quotas) Próprias - Nº de ações * (CAq – preço de


ganho (599) Descontos e prémios (522) venda)

O resultado líquido do período é no ano seguinte, nos termos legais, sujeito a aprovação, sendo aprovada a aplicação desse
resultado, que pode implicar:
Constituição/reforço de reservas (autofinanciamento da entidade);
Distribuição de dividendos (remuneração aos detentores de capital).
Ou seja, a Assembleia Geral aprova as contas do ano anterior e decide o que fazer com os resultados.
No momento de abertura do período contabilístico seguinte, todos os saldos das contas do balanço transitam, ou seja, o
montante constante em resultado líquido do período (positivo ou negativo) transita para o ano seguinte:
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Resultado Líquido
RL do período (81) Resultados Transitados (56) Valor do RL
positivo
Resultado Líquido Valor da perda líquida, resultante
Resultados Transitados (56) RL do período (81)
negativo da diferença negativa

A aplicação do resultado implica que só será distribuível a parte do resultado líquido do período remanescente após:
Cobertura de prejuízos acumulados de períodos anteriores;
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Constituição/reforço das reservas legais, pelo montante mínimo anual equivalente a 5% do resultado líquido até 20%
do capital social;
Constituição/reforço de eventuais reservas estatutárias.
A parte restante do resultado líquido do período é passível de distribuição.

Transações:
Aplicação de Resultados
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Resultados Transitados RL do período anterior (retirar valor
-
(56) da cobertura de prejuízos)
Valor de constituição/reforço de
- Reservas Legais (551)
Aplicação de reservas impostas por lei
resultados Valor de constituição/reforço de
- Reservas Livre (5521)
reservas não impostas por lei
Acionistas/Sócios - Valor de constituição/reforço de
-
resultados atribuídos (264) reservas impostas por lei
Distribuição de dividendos
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Atribuição de Resultados Transitados Acionistas/Sócios - Valores atribuídos e aprovados em
dividendos (56) resultados atribuídos (264) assembleia
Acionistas/Sócios -
- Montante pago
resultados atribuídos (264)
Pagamento de EOEP retenção de imposto
- Montante de retenção na fonte
dividendos sobre rendimentos (2423)
Montante pago – imposto sobre
- DO (12)
rendimento

A conta outras variações no capital próprio assume uma natureza residual, contemplando as transações como:
O ajustamento cambial derivado da transposição das contas;
Os subsídios relacionados com ativos;
Os ajustamentos decorrentes dos efeitos fiscais que resultem da transposição das contas;
As doações;
O reconhecimento do ganho ou perda que resultem da alienação de ações próprias.
Transações:
Subsídios ao investimento
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
DO (12) / Outras contas a Outras variações no capital Montante da Atribuição /
receber (278) próprio - subsídios (593) Recebimento do subsídio
Subsídio ao
Outros rendimentos -
investimento Outras variações no capital Imputação sistemática do subsídio aos
imputação de subsídios para
próprio - subsídios (593) resultados do período
investimentos (7883)
Doações
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Ativos Não Correntes Outras variações no capital Valor do ativo recebido (mensurado
Doação
(41/42/43/44/...) próprio (594) pelo JV)

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Conta 41

Na perspetiva da empresa participante (investidora): NCRF 13; 15; 27 / IAS 28 / IFRS 11 - foco: SNC

Percentagem de Interesse (PI) (ou % de participação) Percentagem de Controlo (PC)

Parte de capital ou parcela do património da participada É o poder de gerir as políticas financeiras e operacionais
A detém B em 5% = A tem 5% do capital de B, em que: de uma entidade ou de uma atividade económica a fim de
A = participante / B = participada obter benefícios da mesma.

Tipo de Participação e de Controlo:

Subsidiárias A entidade é controlada por uma outra entidade (designada


Controlo Exclusivo
por empresa-mãe), que participa em mais de 50% na mesma.

Entidade sobre a qual o investidor tenha influência significativa


e que não seja nem uma subsidiária nem um interesse num
Associadas Influência
empreendimento conjunto. Significativa
- Não há controlo completo da entidade (percentagem de
controlo por parte da participante de 20% a 50%)

Empreendimentos Atividade económica empreendida por 2 ou mais parceiros,


sujeita a controlo conjunto destes mediante um acordo Controlo
Conjuntos
contratual (as empresas têm o mesmo poder sobre a empresa) Conjunto

Existência de influência significativa por parte de um investidor é geralmente evidenciada por uma ou mais das seguintes
formas:
Representação no órgão de direção ou órgão de gestão equivalente da investida;
Participação em processos de decisão de políticas, incluindo a participação em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
Transações materiais entre o investidor e a investida;
Intercambio de pessoal de gestão;
Fornecimento de informação técnica essencial

Mensuração dos Investimentos Financeiros:


Participações Contas Individuais Contas Consolidadas
Regra geral, pelo Método da
Em Subsidiárias Método da Consolidação Integral
Equivalência Patrimonial
Regra geral, pelo Método da
Em Associadas Método da Equivalência Patrimonial
Equivalência Patrimonial
Em Empreendimentos Conjuntos Método da Consolidação Proporcional
Método da Consolidação Proporcional
(entidades conjuntamente controladas) ou Método da Equivalência Patrimonial
Método do Custo ou Método do Justo Método do Custo ou Método do Justo
Noutras entidades
Valor Valor

Método da Equivalência Patrimonial


Trata-se de um método de contabilização pelo qual o investimento (ou interesse) é inicialmente reconhecido pelo custo
(sendo o Goodwill ou Negative Goodwill, caso exista, apresentado separadamente) e posteriormente ajustado em função das
alterações verificadas (em função das flutuações no CP da empresa participada), após a aquisição, na quota-parte do
investidor ou do empreendedor nos ativos líquidos da investida ou da entidade conjuntamente controlada.

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A valorização da participação reflete a todo o momento as alterações verificadas no capital próprio da empresa participada.

Goodwill / Negative Goodwill


Ativo intangível que surge, na maioria das vezes, na aquisição de uma empresa por outra (é, portanto, a diferença entre o que
a empresa paga para adquirir a outra (valor de aquisição) e o valor contabilístico dessa mesma empresa (Capital Próprio)).
Valor de Aquisição > Valor da participação no CP (CP * % de participação) = Goodwill (conta 441)
O investidor compra por um valor superior ao que a empresa vale, pois espera que esta, no futuro, gere
resultados que compensem o investimento.
Valor de Aquisição < Valor da participação no CP (CP * % de participação) = Negative Goodwill (conta 7x)
Nota: a conta 441 (AI - Goodwill) não cumpre o critério da separabilidade (não é possível averiguar a diferença entre o Valor de
Aquisição e o Valor da participação).

Principais transações e ajustamentos - MEP:


Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Investimentos Financeiros - Valor Contabilístico (VC) = CP
participações de capital - - da associada * % da
MEP (56) participação
Rend. em subsidiárias, associadas e VA – VC
Aquisição
AI - Goodwill (441) empr. conjuntos - outros rend. e > 0 = Goodwill
ganhos (7858) < 0 = Negative Goodwill
Outras contas a receber e a
- Valor de Aquisição (VA)
pagar (275) / DO (12)
Goodwill
Gastos de dep. e amort. - AI // Se não for dada
Amortização do Vida útil
AI - amort. acumuladas (448) informação, considera-se Vida útil
Goodwill (643)
= 10 anos.
Imputação de lucros Investimentos financeiros - Rendimentos em subsidiarias,
Pela percentagem da
à entidade participação de capital – associadas e empreendimentos
participação financeira
participante *1 MEP (4121) conjuntos – MEP (7851)
Gastos em subsidiarias, Pela percentagem da
Imputação de associadas e Investimentos financeiros - participação financeira, até
prejuízos à entidade empreendimentos conjuntos participação de capital - MEP (4121) ao limite do saldo devedor da
participante *2 – MEP (6852) conta 4121
Variações Investimentos financeiros -
patrimoniais Ajustamentos em ativos Pela percentagem da
participação de capital– MEP
positivas nas contas financeiros (5713) participação financeira
(4121)
da participada *3
Variações
Pela percentagem da
patrimoniais
Ajustamentos em ativos Investimentos financeiros - participação financeira, até
negativas nas
financeiros (5713) participação de capital - MEP (4121) ao limite do saldo devedor da
contas da
conta 4121
participada *4
Acionistas/Sócios –
- Pelos dividendos, sendo
Resultados atribuídos (264)
efetuada, se aplicável, a
Lucros atribuídos à EOEP – Imposto sobre o
- retenção na fonte do
participação rendimento (241) imposto sobre o rendimento
Investimentos financeiros - nos termos legais
-
participação de capital - MEP (4121)
Lucros não Ajustamentos em ativos financeiros Lucros imputáveis – Lucros
atribuídos à Resultados Transitados (56)
– lucros não atribuídos (5712) atribuídos
participação

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Acionistas/Sócios – Lucros
- Valor Líquido
disponíveis (265)
Disponibilização do EOEP – Imposto sobre o Valor do imposto sobre o
-
dividendo rendimento (241) rendimento
Acionistas/Sócios – Resultados Pela percentagem da
-
atribuídos (264) participação financeira
Recebimento do Acionistas/Sócios – Lucros
DO (12) Valor Líquido
dividendo disponíveis (265)
Investimentos financeiros -
Cobertura de DO (12) / Acionistas/Sócios – Pela percentagem da
participação de capital - MEP
prejuízos *5 outras operações (268) participação financeira
(4121)
- Caixa (11) / DO (12)
Outros investimentos
- Valor Nominal
Aquisição de títulos financeiros (4151)
Outras contas a receber e a
- Valor dos Juros
MEP

pagar (278)
Outros rendimentos e ganhos -
- rendimento nos restantes ativos São rendimentos do período
Recebimento do financeiros (7868) os juros correspondentes ao
rendimento de período decorrido entre a
Caixa (11) / DO (12) -
títulos *6 data de compra e a data de
EOEP – Imposto sobre o vencimentos do título
rendimento (241)
*1 Ocorre quando a empresa participada comunica à empresa participante que teve lucro.
*2 Ocorre quando a empresa participada comunica à empresa participante que teve prejuízo.
*3 Traduz-se num aumento do valor do investimento (há um aumento do CP da participada).
*4 Traduz-se numa redução do valor do investimento (há uma diminuição do CP da participada).
*5 A empresa participada pede aos acionistas para injetarem dinheiro de forma a cobrir prejuízos.
*6 Pagamento de juros correspondentes ao período entre a data de compra e o vencimento.

Conta 7x

Rendimentos - aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma NCRF 19; 20 / IAS 18 / IFRS 15
de influxos ou aumentos de ativos ou diminuições de passivos que resultem de aumentos do - foco: SNC
capital próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio (EC SNC).

Réditos Percentagem de Controlo (PC)


Provêm do decurso das atividades correntes (ordinárias ou Podem provir, ou não, do decurso das atividades correntes
operacionais) ex.: juros (aplicações financeiras, juros pagos a uma PII),
ex.: valor de venda ou prestação de serviços, juros (para rendas, mais-valias...
um banco), aluguer de equipamentos...

1. Venda de bens (71); NCRF 20


2. Prestação de serviços (72);
3. Uso por terceiros de ativos da entidade que produzam juros, royalties (direitos de propriedade industrial) e dividendos.
Mensuração do rédito
O Rédito deve ser mensurado pelo justo valor (valor atual dos fluxos monetários futuros) da retribuição recebida ou a receber
(influxo de caixa e seus equivalentes), líquido de quaisquer descontos comerciais e de quantidade concedidos pela entidade.

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Influxo de caixa ou seus equivalentes diferido:
Justo Valor da retribuição < Quantia Nominal de caixa ou equivalentes de caixa a receber
Determinado descontando todos os recebimentos futuros utilizando uma taxa de juro imputada

Reconhecimento do rédito
Para se reconhecer um rédito têm de se verificar cumulativamente as seguintes condições:
Vendas:
A entidade tenha transferido para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens (Na
prática, ocorre no momento em que se entrega o ativo ao comprador);
A empresa não mantenha envolvimento continuado de gestão associado à posse, nem ao controlo efetivo dos bens
vendidos;
A quantia do rédito possa ser fiavelmente mensurada;
Seja provável que os benefícios económicos futuros fluam para a entidade;
Os custos incorridos ou a serem incorridos possam ser fiavelmente mensurados.
Prestação de Serviços:
Rédito reconhecido com referência à fase de acabamento da transação à data do balanço e sempre que os custos
incorridos e a incorrer possam ser fiavelmente mensurados.
Juros:
Rédito reconhecido através do Método do Juro Efetivo.
Royalties:
Rédito reconhecido de acordo com o Regime do Acréscimo.
Dividendos:
Rédito reconhecido quando for estabelecido o direito do acionista a receber o pagamento.

Transações:
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Clientes c/c (211) - Valor de venda + IVA
Venda do equipamento - Venda - mercadorias (711) Valor de venda
- EOEP - IVA Liquidado (23331) Valor do IVA
OCR - Devedores por
Juros relativos ao ano Juros, dividendos e outros Valor dos juros respetivos
acréscimos de rendimentos
N similares (791) aos meses de N c/c
(2721)
DO (12) - Valor total
- Clientes c/c (211) Valor da amortização + IVA
OCR - Devedores por acréscimos
Recebimento da -
de rendimentos (2721)
prestação
Juros, dividendos e outros Valor dos juros que faltam
-
similares (791) reconhecer
- EOEP - IVA Liquidado (23331) IVA sobre o total dos juros
Valor de venda + Valor
DO (12) -
Venda de equipamento contrato de assistência
com prestação de - Venda - mercadorias (711) Valor de venda
serviço (sem IVA) Diferimentos - rendimentos a Valor contrato de
-
reconhecer (281) assistência
Reconhecimento da Diferimentos - rendimentos a
Prestação de serviços (721) Custo real
prestação de serviços reconhecer (282)
Conclusão do Diferimentos - rendimentos a Prestação de serviços (721) / Custo orçamentado –
contrato reconhecer (282) Outros rend. e ganhos (788) Custo real

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Contrato especificamente negociado para a construção de um ativo ou de uma combinação de ativos que estejam NCRF 19
interrelacionados ou interdependentes.
Nota: Quando a empresa
Contrato de preço fixado - contrato em que a entidade contratada concorda com um
contrata uma entidade
preço fixado (à priori) ou com uma taxa fixada de output.
para construir um edifício
Contrato de “cost-plus” - contrato em que a entidade contratada é reembolsada por
custos permitidos mais uma percentagem destes custos ou uma remuneração fixada (é um contrato dinâmico onde a
obra vai decorrendo e a empresa contratante vai suportando os custos acrescidos de uma margem) → Será avaliado
apenas numa vertente teórica.

Principais custos (gastos) atribuíveis ao contrato


Tipos de custos Exemplos
Custos de mão de obra, incluindo supervisão;
Custos de materiais usados na construção;
Depreciação de AFT utilizados no contrato;
Custos de movimentar os AFT e os materiais para e do local do
Custos Diretos
contrato;
(custos associados diretamente ao contrato -
Custos de alugar instalações e equipamentos;
fazem parte da obra e não dependem de
Custos de conceção e de assistência técnica que estejam
outros fatores)
diretamente relacionados com o contrato;
Custos estimados de retificar e garantir os trabalhos, incluindo
os custos esperados de garantia;
Reivindicações de terceiras partes.
Seguros;
Custos Atribuíveis
Custos de conceção e assistência técnica que não estejam
(custos atribuíveis à atividade do contrato)
diretamente relacionados com um contrato específico;
!! NCRF 19 § 16 a 21 !!
Gastos gerais de construção.
Custos Imputáveis Custos gerais administrativos e custos de desenvolvimento para
(custos imputáveis ao cliente) os quais o reembolso esteja especificado nos termos do contrato.

Reconhecimento do rédito e dos gastos do contrato


Com referência à fase de acabamento da atividade do contrato à data do balanço: no final de cada ano calculamos a
percentagem de acabamento.
Método da percentagem de acabamento:
Réditos são reconhecidos como rendimentos e gastos na Demonstração de Resultados;
Acréscimos (2721) e/ou Diferimentos (282) de rendimentos são reconhecidos no Balanço (regime do acréscimo);
Perdas esperadas ocorrem quando o Custo Total > Rédito Total e são reconhecidas na Demonstração de Resultados:
Quando for provável que os custos totais do contrato excedam o rédito total do contrato, a perda esperada
deve ser reconhecida imediatamente como um gasto.
A quantia desta perda é determinada independentemente:
De ter ou não começado o trabalho do contrato;
Da fase de acabamento da atividade do contrato;
Da quantia de lucros que se espera que surjam noutros contratos que não sejam tratados como um
contrato de construção único.
Se a perda não se efetuar é feita uma provisão para contrato oneroso (VER NA AULA PRÀTICA).

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Principais transações e ajustamentos - MPA:
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Reconhecimento dos DO (12) / Fornecedores (22) / Gastos incorridos no
Gastos (6x)
gastos do ano N Outras contas a pagar (27) período
OCR - Devedores por
Reconhecimento do Valor do contrato * % de
acréscimos de rendimentos Prestações de serviços (72)
rédito do ano N acabamento do período
(2721)
Valor escrito na fatura e

NCRF 19
Faturação parcial do
Clientes c/c (211) Prestações de serviços (72)
valor do contrato não no rédito
Reversão total ou OCR - Devedores por acréscimos
parcial do acréscimo Prestações de serviços (72)
de rendimentos (2721)
de rendimentos
Recebimento total ou
parcial do valor DO (12) Clientes c/c (211)
faturado
Reconhecimento de

NCRF 21
Provisões do período (676) Provisões (296)
perdas esperadas
Constituição de
Provisões - contratos onerosos
provisão para Provisões do período (676)
(296)
contratos onerosos
Reversão de provisão
Provisões - contratos onerosos Reversões de provisões -
para contratos
(296) contratos onerosos (7636)
onerosos

Notas:
Todas as transações são na perspetiva da empresa que constrói; Artigo 19º, CIRC
O Valor Faturado pode não coincidir com o Valor do Rédito (ver tabela de apoio);
Tabela de apoio:
N N+1 N+2
Custos Incorridos
Custos Incorridos
Acumulados
Custos Estimados
Custos Estimados
Acumulados
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑜𝑠 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑜𝑠 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑖𝑛𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑜𝑠
% de Acabamento
𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑎𝑑𝑜𝑠 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑎𝑑𝑜𝑠 𝐶𝑢𝑠𝑡𝑜𝑠 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑖𝑚𝑎𝑑𝑜𝑠
% de Acabamento
Acumulada
Valor do contrato
% de Acabamento * Valor do % de Acabamento * Valor do % de Acabamento * Valor do
Rédito
contrato contrato contrato
Valor Faturado
Acréscimo de
rendimentos Valor do Rédito – Valor
0
(Valor do Rédito > Valor Faturado
Faturado) !! Devemos sempre descontar
o acréscimo/diferimento do
Diferimento de período anterior !!
rendimentos Valor do Rédito – Valor
0
(Valor do Rédito < Valor Faturado
Faturado)

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Reconhecimento:
Data Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
DO (12) / Fornecedores
Reconhecimento dos Gastos incorridos no
Gastos (6x) (22) / Outras contas a
gastos do ano N período
pagar (27)
Ano N OCR - Devedores por Valor do contrato *
Reconhecimento do
(com acréscimos de Prestações de serviços (72) % de acabamento do
rédito do ano N
acréscimos rendimentos (2721) período
de Valor escrito na
rendimentos) Faturação parcial do Clientes c/c (211) Prestações de serviços (72) fatura e não no
valor do contrato rédito
Recebimento parcial do
DO (12) Clientes c/c (211) Valor faturado
valor faturado
DO (12) / Fornecedores
Reconhecimento dos Gastos incorridos no
Gastos (6x) (22) / Outras contas a
gastos do ano N+1 período
pagar (27)
OCR - Devedores por Valor do contrato *
Reconhecimento do acréscimos de Prestações de serviços (72) % de acabamento do
rédito do ano N+1 rendimentos (2721) período
Clientes c/c (211) - Valor Faturado
Ano N+1
Valor do rédito do
(com
período + acréscimos
acréscimos OCR - Devedores por
de rendimentos do
de - acréscimos de rendimentos
Faturação parcial do período anterior
rendimentos) (2721)
valor do contrato (Valor do Rédito –
Valor Faturado)
Valor Faturado –
Diferimentos - rendimentos
- Valor do Rédito do
a reconhecer (282)
período
Recebimento parcial do
DO (12) Clientes c/c (211) Valor faturado
valor faturado
DO (12) / Fornecedores
Reconhecimento dos Gastos incorridos no
Gastos (6x) (22) / Outras contas a
gastos do ano N+2 período
pagar (27)
OCR - Devedores por Valor do contrato *
Reconhecimento do acréscimos de Prestações de serviços (72) % de acabamento do
rédito do ano N+2 rendimentos (2721) período
Clientes c/c (211) - Valor Faturado
Ano N+2
(com Valor do rédito do
período + acréscimos
acréscimos OCR - Devedores por
de rendimentos do
de - acréscimos de rendimentos
Faturação parcial do período anterior
rendimentos) (2721)
valor do contrato (Valor do Rédito –
Valor Faturado)
Valor Faturado –
Diferimentos - rendimentos
- Valor do Rédito do
a reconhecer (282)
período
Recebimento parcial do
DO (12) Clientes c/c (211) Valor faturado
valor faturado

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Conta 8x

Resultado Líquido = Rendimentos – Gastos – Imposto Sobre o Rendimento


Resultado Contabilístico ≠ Resultado Fiscal
Prejuízo para efeitos fiscais ou lucro tributável = RL do período + Variações patrimoniais + Correções fiscais

Encerramento de contas

Balancete de Regularizações: Balancete Apuramento Balancete


Verificação Acréscimos; Retificado dos Resultados Final
Diferimentos;
Provisões;
Depreciações;
Amortizações; Contas de Gastos (6) e Rendimentos (7) (Saldadas)
Imparidades;
Regularizações de inventários;
Contas de Balanço (saldos
Apuramento do CMVMC;
Resultado Líquido transitam para o ano N+1)
Estimativa de impostos;
Correções contabilísticas diversas; do período (818)
(...).
!! IMPORTANTE !! - Um balancete não é uma demonstração financeira, trata-se de um mapa auxiliar que evidenciam o saldo
(credor ou devedor) de todas as contas, ou seja, ajudam a clarificas as demonstrações financeiras.

Apuramento do Custo dos Inventários Vendidos e das Matérias Consumidas (CIVMC)

Podem ser
regularizadas a
crédito ou a débito

Objetivo: apurar o saldo (apenas quando estamos em sistema de inventário intermitente ou periódico, não se realiza no final do
ano) → CIVMC = Inv. inicial + compras +/- regularizações de inventários – Inv. final

Apuramento da Variação nos Inventários da Produção Registos a efetuar


no final do ano

Inv. final – Inv. inicial


Pode ter saldo
devedor ou credor

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Acréscimos e Diferimentos

Políticas contabilísticas, alterações nas estimativas e erros: NCRF 4 Escolhas múltiplas e V/f
Contabilização das:
Alterações de políticas contabilísticas - pode ser aplicada retrospetivamente → ajustamento do saldo de abertura de
cada componente do capital próprio (temos de ajustar os saldos para que estes possam ser comparáveis entre anos)
(alteração do modelo do custo médio ponderado para o FIFO, LIFO, modelo do custo ou da revalorização).
Alterações de estimativas - não pode ser aplicada retrospetivamente → aplicável a partir da data de alteração da
estimativa (apenas será necessário fazer uma reversão) (alteração da provisão).
Correções de erros - pode ser aplicada retrospetivamente → reexpressando as quantias comparativas → erros de
períodos anteriores devem ser excluídos do RL do período corrente.
Quando o erro é materialmente relevante ou significativo, temos de corrigi-lo por contrapartida da conta
Resultados Transitados (56);
Quando o erro não é materialmente relevante, devem ser registados nas contas 681 e 781.

Principais transações
Transação Conta(s) a Debitar Conta(s) a Creditar Valor
Transferência dos Resultado antes de impostos
saldos das contas de Gastos (6x)
(811)
gastos
Transferência dos
saldos das contas de Rendimentos (7x) Resultado antes de impostos (811)
rendimentos
Imposto sobre o rendimento do IRC estimado (a pagar se
Estimativa de imposto EOEP (241)
período (8121) existir lucro)
Transferência do
Imposto sobre o rendimento do
saldo do imposto para Resultado Líquido (818) IRC estimado
período (8121)
apuramento do RL
Transferência do
resultado antes de Resultado antes de impostos
Resultado Líquido (818)
imposto (811)
(lucro)
Transferência do
resultado antes de
Resultado Líquido (818) Resultado antes de impostos (811)
imposto
(prejuízo)
Dividendos
Dividendos antecipados (891) Acionistas / Sócios (263) Artigo 297º, CSC
antecipados
Nota: ver esquema da visão integrada das demonstrações financeiras (pág. 5)
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Abreviaturas
AC – Ativo corrente IFRIC - International financial reporting interpretations
AFT – Ativos fixos tangíveis committee
AI – Ativos intangíveis IFRS - International financial reporting standards
ANC – Ativo não corrente JV – Justo valor
BADF - Bases para a apresentação de demonstrações MDF - Modelos de demonstrações financeiras
financeiras NCRF - Normas contabilísticas e de relato financeiro
CA – Custo de aquisição NCRF-ESNL - Normas contabilísticas e de relato financeiro
CC - Código de contas para entidades do setor não lucrativo
CF – Contabilidade de gestão NCRF-ME - Normas contabilísticas e de relato financeiro para
CF – Contabilidade financeira microentidades
CIVA – Código do IVA NCRF-PE - Normas contabilísticas e de relato financeiro para
CMVMC – Custo das mercadorias vendidas e das matérias pequenas entidades
consumidas NI - Normas interpretativas
CP – Capital próprio OCP – Outras contas a pagar
DF – Demonstrações financeiras OCR – Outras contas a receber
DFC – Demonstração dos fluxos de caixa PI – Propriedade de investimento
DR – Demonstração de resultados PP – Pronto pagamento
EOEP – Estado e outros entes públicos PPI – Perdas por imparidade
FSE – Fornecimento de serviços externos QE – Quantia escriturada
IAS - International accounting standards QR – Quantia recuperável
IASB - International accounting standards board SIC – Standard interpretations committee

Conceitos
Atividade ordinária – atividade operacional da empresa.
Capitalizar – reconhecimento no ativo.
Obrigação – dever ou responsabilidade para agir ou executar de certa maneira.
Probabilidade – grau de incerteza em que os benefícios económicos futuros associados ao item fluirão para, ou de, a entidade.
Sinistros - qualquer evento em que o bem segurado sofre um acidente ou prejuízo material, como incêndios e inundações.
Valor residual – quantia estimada que uma entidade obteria correntemente pela alineação de um ativo, após dedução dos custos de
alienação estimados, se o ativo já se encontrasse na idade e nas condições esperadas no final da sua vida útil.
Vida útil – período durante o qual uma entidade espera que um ativo se encontre disponível ou ainda o número de unidades de produção
ou similares que uma entidade espera obter do ativo.
Capital subscrito – corresponde ao valor nominal das ações emitidas, em relação às quais os subscritores ficam obrigados a entregar
dinheiro ou qualquer outro recurso (representa uma dívida a receber – é a garantia de que a empresa terá fundos suficientes para
se manter em operação). A rubrica “Capital subscrito” evidencia o capital subscrito pelos sócios / acionistas independentemente da sua
realização (a parcela de capital ainda não realizada deverá ser evidenciada no ativo (regra geral, corrente) na rubrica “Acionistas e
Sócios – Capital subscrito e não realizado”).
Endividamento = Passivo

Notas
Critérios de classificação de empresas
Microentidades Total do balanço = 350.000 € / Volume de negócios líquido = 700.000 € / 10 empregados
Pequenas entidades Total do balanço = 4.000.000 € / Volume de negócios líquido = 8.000.000 € / 50 empregados
Médias entidades Total do balanço = 20.000.000 € / Volume de negócios líquido = 40.000.000 € / 250 empregados
Grandes entidades Entidades que, à data do balanço, ultrapassem 2 dos 3 limites das Médias Entidades

Grupo Tipo de Entidade Normativo Tipo de Contas


Entidades com valores mobiliários admitidos à cotação num mercado Consolidadas
1 IFRS
regulamentado Individuais (opcional)
- Entidades abrangidas pelo CSC;
- Empresas individuais reguladas pelo Código Comercial;
Individuais
2 - Estabelecimentos Individuais de Responsabilidade Limitada; NCRF
Consolidadas (opcional)
- Empresas Públicas que não se encontrem abrangidas pelo SNC para as
Administrações públicas;

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- Cooperativas, com as exceções previstas na lei;
- Agrupamentos complementares de empresas;
- Agrupamentos europeus de interesse económico.
3 Pequenas Entidades NCRF-PE Individuais
4 Microentidades NCRF-ME Individuais
5 Entidades do Setor Não Lucrativo NCRF-ESNL Individuais

Nota 1 - Existindo anteriormente um excedente de revalorização ainda não realizado, o reconhecimento das imparidades
será efetuado no capital próprio (conta 589 (exced. reval de AFT e AI) em vez da conta 655/6) até ao limite desse
excedente. O eventual excesso será reconhecido na conta 655/6 (PPI – AFT/AI).
Nota 2 - A realização anual do excedente de revalorização faz-se passado um ano da revalorização (para o montante ficar
disponível para os sócios de forma gradual). ATENÇÃO!! Se a revalorização ocorrer no fim do ano N, só devemos fazer a
realização anual do excedente de revalorização no fim do ano seguinte (N+1) e não no fim do ano N.
Nota 3 - Apuramento do IVA

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