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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

VARIAÇÃO DE ENTALPIA E DE ENTROPIA DE FUSÃO DO


NAFTALENO

Mogi das Cruzes, SP

2022
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

VARIAÇÃO DE ENTALPIA E DE ENTROPIA DE FUSÃO DO


NAFTALENO
ELABORADO POR:

DARIO SELLA – 11191100378

GIOVANNA AMARAL LIVERARO – 11191101234

ROGER ROCHA VAZ DA SILVA - 11201401311

Mogi das Cruzes, SP

2022

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Sumário
1. INTRODUÇÃO..................................................................................................4
2. OBJETIVO.........................................................................................................6
3. PROCEDIMENTO.............................................................................................6
4. CONCLUSÃO....................................................................................................7
5. REFERENCIAS................................................................................................10

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1. INTRODUÇÃO

Equilíbrio químico é o estado de um sistema reacional no qual não ocorrem


variações na composição ao longo do tempo. Equilíbrio químico → equilíbrio dinâmico
→ duas reações opostas ocorrem com a mesma velocidade. Um estado de equilíbrio
químico tende a se estabelecer em um sistema reacional composto por reações
reversíveis. Em uma reação reversível temos duas reações opostas que ocorrem
simultaneamente:

Na reação direta os reagentes são transformados em produtos e na reação inversa os


produtos são convertidos em reagentes. Quando o estado de equilíbrio químico é
atingido, as velocidades da reação direta, v1, e da reação inversa, v2, se igualam e as
concentrações de reagentes e produtos permanecem constantes ao longo do tempo.
Representando graficamente a evolução da composição do sistema reacional
observaremos o seguinte comportamento:

Vamos considerar uma reação química do tipo:


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Podemos definir o quociente de reação, Q, pela expressão:

Onde, [A], [B], [C] e [D] são as concentrações das


espécies que participam da reação em um dado instante. Como essas concentrações
evoluem ao longo da reação o valor de Q também varia e aumenta a medida que a
reação avança no sentido de formação dos produtos. Quando o sistema reacional atinge
o estado de equilíbrio, as concentrações das espécies tornam-se constantes, assim como
o valor de Q que recebe o nome de constante de equilíbrio, Keq:

[A]eq, [B]eq, [C]eq e [D]eq são as concentrações das espécies no equilíbrio. À


medida que a reação avança, o valor de Q se aproxima do valor da constante de
equilíbrio (Keq) , conforme mostra a figura abaixo.

Q < Keq → Sistema evolui no sentido da reação direta.


Q = Keq → Sistema em equilíbrio.
Q > Keq → Sistema evolui no sentido da reação inversa.

A relação entre a constante de equilíbrio e a energia livre pode ser deduzida através da equação:

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Suponhamos que as concentrações correspondam ao estado de equilíbrio. Neste caso:

A equação é a relação quantitativa entre a variação de energia livre padrão e a


constante de equilíbrio.

Sabemos ainda que:

Então:

2. OBJETIVO

Determinar a variação de Entalpia e de Entropia de fusão do naftaleno nas condições


padrões.

3. PROCEDIMENTO

 Determinação de curva de resfriamento do naftaleno puro.

Pese na balança as massas de 12,8 g de naftaleno, de ácido benzóico (1,50g, 1,50g,


1,50g e 1g) e anote a massa exata medida.

Em um béquer de 400 mL contendo algodão (para minimizar a troca de calor com o


ambiente), coloque um tubo de ensaio de tal modo que ele permaneça em posição
vertical. Para isso utilize a garra e o suporte universal. Em seguida, transfira o naftaleno
(massa exata) no tubo de ensaio juntamente com o termômetro.

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Após fazer a transferência da massa de naftaleno, transfira o tubo de ensaio para um
outro béquer de 800mL, seco e limpo. Coloque o tubo de ensaio de tal modo que ele
permaneça em posição vertical. Para isso utilize a garra e o suporte universal. Transferir
aproximadamente 400 mL de água para o béquer com o tubo de ensaio. Observe que a
água vai entrar em ebulição e consequentemente o naftaleno vai fundir.

Aguarde a fusão total do naftaleno.

Com o auxílio de uma pinça de madeira, retire o tubo de ensaio e coloque no béquer
com algodão, agite cuidadosamente o termômetro e anote a temperatura de 30 em 30
segundos até que fique por três medidas sucessivas sem variar. (este é o ponto de fusão
encontrado para o naftaleno puro).

 No tubo de ensaio contendo o naftaleno adicione a primeira das 4 massas de


ácido benzóico pesadas e repita o procedimento do item a.

Faça o mesmo com as três outras massas restantes de ácido benzóico com adições
sucessivas. As massas de ácido benzóico são adicionadas sucessivamente no tubo que
contém naftaleno.

 Calcule a fração molar do naftaleno em cada sistema através da equação abaixo:

n1 = nº de moles do naftaleno.

n2 = nº de moles do ácido naftaleno.

 Em uma tabela registre; X1, lnX1, T e 1/T

Represente em um gráfico lnX1 versus 1/T. Através do coeficiente angular da reta


determine o valor de variação de entalpia e através do coeficiente linear determine a
variação da entropia.

4. CONCLUSÃO

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Concluímos que ao adicionar novas massas de ácido benzênico ao meu tubo de
ensaio contendo Naftaleno puro, a temperatura se estabiliza em condições menores
como demonstra a tabela abaixo:

TESTE 1 TESTE 2 TESTE 3 TESTE 4 TESTE 5


Te mp o e m se g .
Te mp e ra tura e m °C Te mpe ra tura e m K Te mp e ra tura e m °C Te mp e ra tura e m K Te mp e ra tura e m °C Te mpe ra tura e m K Te mpe ra tura e m °C Te mp e ra tura e m K Te mp e ra tura e m °C Te mp e ra tura e m K
0 78 351,15 78 351,15 78 351,15 78 351,15 78 351,15
30 76 349,15 76 349,15 76 349,15 76 349,15 76 349,15
60 75 348,15 74 347,15 73 346,15 74 347,15 74 347,15
90 74 347,15 74 347,15 72 345,15 72 345,15 72 345,15
120 73 346,15 74 347,15 72 345,15 71 344,15 70 343,15
150 70 343,15 - - 72 345,15 70 343,15 69 342,15
180 68 341,15 - - - - 68 341,15 68 341,15
210 66 339,15 - - - - 68 341,15 68 341,15
240 64 337,15 - - - - 68 341,15 68 341,15
270 61 334,15 - - - - - - - -
300 60 333,15 - - - - - - - -
330 59 332,15 - - - - - - - -
360 58 331,15 - - - - - - - -
390 58 331,15 - - - - - - - -
420 54 327,15 - - - - - - - -
450 52 325,15 - - - - - - - -
480 52 325,15 - - - - - - - -
510 52 325,15 - - - - - - - -

Outro fator que impactou na estabilização mais rápida e na redução do tempo de


espera para começar a resfriação foi que no Teste 1 (sem adição do ácido benzênico)
tínhamos uma quantidade maior de algodão (isolante térmico) no béquer, por
consequência o tempo de queda da temperatura foi maior e também demorou mais para
alcançar a estabilidade. A partir do teste 2, retiramos metade do algodão contido no
béquer para agilizar a troca de calor e reduzir o tempo de queda e estabilização da
solução. Como mostra na tabela acima a grande diferença entre os testes.

Com base nos dados obtidos pelo experimento pudemos calcular a Fração Molar,
demonstrada na tabela abaixo:

Pe sa d o (g ) Ma ssa Mo la r (g ) n1 n2 X1 LnX1 T 1/ T
Na ft a le n o 12,8 128 0,1 - 0,890833 -0,1156 325,15 0,003076
Ác id o Be n zo ic o Ma ssa 1 1,4975 122,2 - 0,012255 0,890463 -0,11601 347,15 0,002881
Ác id o Be n zo ic o Ma ssa 2 1,5032 122,2 - 0,012301 0,890541 -0,11593 345,15 0,002897
Ác id o Be n zo ic o Ma ssa 3 1,502 122,2 - 0,012291 0,923805 -0,07925 341,15 0,002931
Ác id o Be n zo ic o Ma ssa 4 1,0079 122,2 - 0,008248 1 0 341,15 0,002931

Utilizando a formula X1= n1/(n1+n2) calculamos o X1 conforme a tabela acima.


Com base no X1 realizamos o ln de X1 e o 1/T (onde T é a temperatura dado em K).

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Com esses dados construímos um gráfico onde o eixo x = 1/T e o eixo y = lnX.

Entalpia e Entropia
0
0.00285 0.0029 0.00295 0.003 0.00305 0.0031
-0.02

-0.04

-0.06

-0.08
f(x) = − 74.3351216970389 x + 0.133423300374368
-0.1

-0.12

-0.14

Com a equação da reta obtida pelo gráfico y = -74.335x + 0.1334 e com os


conhecimentos das fórmulas da termodinâmica ( ∆H/R representa o coeficiente angular
da reta, ou seja a entalpia da reação e o coeficiente angular representa ∆S/R ,entropia da
reação),podemos concluir que a entalpia da reação é igual a -74335 J/mol e a entropia é
igual a 0.1334.

Obs: os valores de entalpia e entropia

não representam o valor real da reação,

pois houve interferência no experimento

assim mudando os resultados.

Também podemos calcular o ∆G a partir da constante R (8,314). Para a constante de


menor temperatura (325 K de acordo com a tabela) temos um valor de
∆G = -618381.64 J/mol e utilizando a maior temperatura (347K) obtemos um
∆G = -618406.04 J/mol. Podemos concluir que o ∆G se mantem negativo, assim
favorecendo a formação de produto.

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5. REFERENCIAS

B. H Mahan, Química, um curso universitário, 2º ed., Edgar Blucher, 1972, Cap 8


(teoria).
B. H.Mahan, J. Chem. Educ., 40, 293 (1963) (procedimento).

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