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Questionário de Motivação

Texto 9: De que trata a emoção

1. De que maneira a cultura pode influenciar nas emoções? Será que as pessoas
de culturas diferentes sentem diferentemente?
Um dos grandes problemas para a definição do que é emoção é a variabilidade na
maneira de designar e de encarar as emoções em culturas diferentes. Em certas
culturas não existem correspondentes para palavras que em outras culturas têm um
significado importante na emoção. Por exemplo, os taitianos não usam termos
específicos para “tristeza”, “saudade”, “solidão”, eles usam em uma circunstância
triste termos como “não sinto um empurrão interno” ou “sinto-me pesado”. Mas
será que isso faz as pessoas de diferentes culturas sentirem de forma diferente? Na
verdade, apontam para um domínio de investigação relevante, o da estruturação e
representação social das emoções.

2. Explique e dê exemplos acerca da seguinte afirmação: A experiência emocional


inclui frequentemente uma percepção de modificações no corpo.
A emoção não consiste apenas de uma percepção de si próprio, mas também de uma
circunstância na qual ela se inscreve. O impacto de um determinado acontecimento
depende de como for interpretado, de uma avaliação cognitiva. A emoção não é
apenas de quem sente, ela é também percebida pelos outros. A emoção prepara e
modula o comportamento, levando a pessoa a agir sobre o seu ambiente, seja para
eliminar fatores que provocam afetos negativos ou no sentido de prolongar afetos
positivos. A emoção é, portanto, um processo de múltiplos componentes: estímulos
situacionais, avaliação cognitiva, reações corporais, expressões faciais, postura e
comunicação.
“Deitou-se. O coração batia na goela, o frio na barriga, o comichão de medo...
firmou a arma no ombro, o olho já na mira...” Seria um exemplo da percepção de
modificações no corpo a partir da experiência emocional.

3. De que maneira a avaliação cognitiva influencia no impacto de um


acontecimento. Dê exemplos.
O impacto de um determinado acontecimento depende de como este for
interpretado, ou seja, de uma avaliação cognitiva. A partir de indícios presentes e de
uma informação trazida da memória, o teor de ameaça ou de gratificação de um
evento são apreendidos. Um exemplo disso seria eu me sentir muito triste e atribuir
essa tristeza a uma pequena discussão que tive em sala de aula. Essa interpretação
que eu tive do acontecimento veio através de uma avaliação cognitiva que eu fiz do
mesmo. Outro exemplo ao fazermos atribuições de nossos sentimentos à motivos
situacionais, seria o de eu me sentir animada e atribuir isso à uma festa que eu fui na
noite anterior, invocando assim lembranças da mesma.
As pessoas falam a respeito do que sentem e, mesmo que não digam nada,
transmitem através dos seus gestos e movimentos, que se tornam expressivos,
mensagens múltiplas sobre si e sobre a própria interação em que estão envolvidos.

4. Qual a diferença entre emoção e estados afetivos e duradouros?


A emoção é mais momentânea, pois quando se esboça uma sorriso, por exemplo,
essa expressão facial dura apenas alguns segundos. A emoção também se caracteriza
como um processo múltiplo de componentes: reações do corpo, estímulos
ambientais, expressão da face, postura, dentre outros.
Já os estados afetivos, ou também chamados de estados de ânimo, são por sua vez
mais duradouros, pois esses estados se prolongam e nos acompanham ao longo do
dia, além de serem menos intensos do que a emoção, servindo-lhe, assim, de
contexto.

5. O que o tópico “A emoção como reguladora da interação social” afirma? Dê


exemplos.
No começo, emoções fortes eram tidas como desorganizações da linha de conduta
do sujeito, capazes de deixar uma pessoa “fora de si”, sobrecarregando assim o
sistema afetivo. Porém, nos dias de hoje, baseando-se em crenças já estipuladas
anteriormente por Charles Darwin, a emoção serviria como modo adaptativo do ser
humano, mediando a estimulação externa e o comportamento, indo além do
automatismo do instinto. A emoção, por tanto, serve como importante elemento na
interação entre as pessoas, pois a postura dos indivíduos, bem como de suas
expressões faciais e tom de voz, fazem com que saibamos como interagir melhor
com essas pessoas, facilitando assim as interações sociais. Exemplo disso é quando
nos encontramos apaixonados por alguém, reparamos o jeito como o outro nos olha,
como fala conosco, enfim, a expressão física dos sentimentos dela nos faz investir
ou não num possível relacionamento amoroso. Então, o jeito como o outro
manifesta as suas emoções serve como um tipo de comunicação afetiva, muitas
vezes não-verbal, para que meu comportamento se expresse.
Além disso, as emoções básicas, segundo alguns pesquisadores, atenderiam a um
conjunto particular de funções adaptativas. A tristeza, por exemplo, serviria para se
conseguir apoio em situações de desamparo; o medo seria essencial para a auto-
defesa do indivíduo, e assim por diante.

6. A emoção pode influenciar a percepção de si próprio? Dê exemplos.


A modulação emocional também afeta, além da interação social, a percepção que
temos de nós mesmos e, em particular, do nossos estado de saúde. Algumas
pesquisas mostram que, quando se está triste, isso pode aumentar a atenção para
sintomas de mal-estar físico, tendo-se maior propensão de ir procurar um
atendimento médico.
Um exemplo de que as emoções afetam a nossa percepção de nós mesmos, é quando
um jogador de futebol perde, além dele ficar com raiva porque o time pelo qual ele
joga perdeu, ele se sente frustrado com ele mesmo por não ter atingido a vitória tão
almejada.
Um exemplo de percepção de nós mesmo em relação ao nosso estado de saúde é
quando se está resfriado, e após ver uma partida de futebol na televisão, na qual o
time pra o qual se torce perde, ficasse por isso triste, com raiva, e esses sentimento
se refletem no modo como o individuo se sente em relação à doença, podendo
apresentar mais queixa de dores de garganta ou se recusar a tomar os remédios.