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MACROECONOMIA -
CONTABILIDADE NACIONAL MOEDA PRINCÍPIO DA DEMANDA EFETIVA

Objetivos da Teoria Macroeconômica:


O objetivo fundamental da macroeconomia é determinar os fatores que influenciam o nível da renda e do produto
do sistema econômico.
Como medir a produção realizada pelo sistema econômico?

1. Lembramos que o problema fundamental da economia é a escassez de recursos. Por este


motivo tais recursos devem ser empregados de maneira racional, adequada, para conseguir
maior quantidade de produtos. Eficiência, racionalidade são metas do setor produtivo. Essa
eficiência consiste na maximização da produção de uma certa quantidade de fatores
empregados. Daí a necessidade de ter os registros da atividade econômica, considerada em
seu conjunto, permitindo esse tipo de análise.
2. Após a crise econômica de 1929, que consistiu na queda das atividades econômicas, entre os
diversos problemas ocasionados, estava o do desemprego. Houve ainda duas grandes
guerras mundiais trazendo repercussão à economia. A partir desse momento, e com a
presença cada vez maior do Estado como regulador das atividades econômicas, os
economistas sentiram a necessidade de criar meios que lhes permitissem medir e avaliar as
atividades econômicas desenvolvidas pela sociedade. Foi então que surgiu a contabilidade
social ou contabilidade nacional, que nos dá em termos quantitativos, o desempenho
global da economia.
A contabilidade nacional está inserida na moderna macroeconomia.

Como medir a produção realizada por um sistema econômico? isto é, os bens e serviços
produzidos e consumidos continuamente, uma vez que os alimentos produzidos são consumidos
para ser atender às necessidades humanas diariamente.
1. Devemos estabelecer um período de tempo para medir o total da produção; vamos adotar o ano civil
(01/jan./19XX a 31/dez./19xx);
2. Precisamos adotar uma unidade de medida comum a todos os bens e serviços, visto que a energia elétrica é
medida em quilowats, o açúcar em toneladas, o petróleo em barris, os refrigerantes em litros e assim por diante.
A maneira que os economistas encontraram para somar, agregar, a totalidade dos bens e serviços produzidos,
em uma unidade comum foi medi-los em termos monetários, ou seja, pelo seu preço.
Uma vez que decidimos o período em que devemos medir os agregados econômicos e a unidade que expressa sua
grandeza, temos ainda um problema, que refere à ótica sob as quais mediremos a produção econômica. Há
basicamente, duas óticas1 pelas quais poderemos medir a atividade econômica, a ótica do produto e a ótica da
renda
Ótica do produto: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços destinados ao consumo final produzidos
em um determinado período de tempo.
Ótica da renda: é a soma da remuneração paga aos fatores de produção (Salários, lucros, rendas,
Alugais) durante o processo produtivo.
O produto de uma economia é expresso em termos monetários, multiplicando-se a quantidade de bens e
serviços pelos respectivos preços.
Diante disso podemos considerar o produto como sendo o total das vendas em um determinado
período de tempo mais os estoques avaliados a preço de mercado.
As vendas correspondem à receita dos empresários, os quais combinam os fatores de produção
para produzir bens e serviços. O resultado das vendas é a receita obtida pelos empresários, os
quais remuneram os fatores de produção empregados: salários para os trabalhadores, juros para
o capital, aluguéis para os proprietários e lucro para eles mesmos.
podemos afirmar que as receitas esgotam na remuneração dos fatores produtivos.
Se considerarmos o total de pagamentos feitos aos fatores de produção de renda, chegamos a uma identidade
fundamental da teoria macroeconômica: a Renda é igual ao Produto.
Vamos ao seguinte exemplo:
Produto Renda
Alimentos Salários
Roupas Aluguéis
Moradia Juros
Transportes Lucros
Saúde
etc
$15 bilhões = $15 bilhões

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Vide FIGUEIREDO, Ferdinando de Oliveira. Introdução à contabilidade nacional, Rio de Janeiro, Forense-
Universitária, 1978, pp. 43-45.
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Podemos então empregar os dois termos (produto e renda para determinar o resultado da
atividade econômica em uma coletividade).
Agora podemos definir o conceito da Contabilidade Nacional: é um método de mensuração e
interpretação da atividade econômica. Seu principal objetivo é medir a produção realizada em
um sistema econômico dentro de um período de tempo.
Alguns conceitos sobre os agregados macroeconômicos.

Como vimos anteriormente, entende-se por Produto Nacional: o valor monetário de todos os
bens e serviços finais na economia produzidos em um período de tempo, (vamos determinar: um
ano civil). E, Renda Nacional: o total de pagamentos feitos aos fatores de produção que foram
utilizados para a produção desse produto.

Valor adicionado.
Utilizar o livro: Manual de Economia da USP pp. 289-294.

Outros agregados macroeconômicos:


Além da Renda Nacional e do Produto Nacional os quais comentamos acima, vamos tratar do Produto Nacional
Bruto - PNB. A diferença entre PNB e Produto Nacional Líquido - PNL, trata-se da depreciação das máquinas e
equipamentos utilizados durante o processo de produção os quais vão sendo desgastados no durante o período em
análise (um ano), portanto é preciso repor a parte desgastada. Logo o PNB = PNL + Depreciação.
Produto Nacional: É o valor em R$ (ou em qualquer outra unidade monetária, como o US$) dos bens e serviços
finais produzidos durante um ano.
PRODUTO INTERNO BRUTO - PIB: é a soma dos valores monetários dos bens e serviços finais.
PRODUTO INTERNO BRUTO a custos de fatores - (PIBcf): é a soma dos valores monetários dos bens e serviços
finais, subtraindo-se os impostos indiretos e somando-se os subsídios.
PRODUTO INTERNO BRUTO a preços de mercado - (PIBpm): é a soma dos valores monetários dos bens e
serviços finais, computando-se os impostos indiretos e subtraindo-se os subsídios
PRODUTO INTERNO LÍQUIDO: é o Produto Bruto a custo de fatores menos a parcela
correspondente à depreciação.
PRODUTO NACIONAL LÍQUIDO: é o Produto Interno Líquido a custo de fatores menos a renda enviada ao
exterior. Também denominado Renda Nacional Líquida.
PRODUTO: é a soma dos valores monetários de todos os bens e serviços finais produzidos por um país num
determinado período de tempo.
RENDA PER CAPITA: é a renda de um país, por um período de tempo, dividida pelo número de habitantes do
país.
RENDA PESSOAL DISPONÍVEL: é a Renda Pessoal menos os impostos diretos pagos pelas pessoas, ou seja, o
imposto de renda.
RENDA PESSOAL: é a Renda Nacional menos os lucros retidos pelas empresas, os impostos diretos
das empresas (imposto de renda) e as contribuições feitas à previdência social, mais as
transferências do governo, ou seja, as despesas com inativos, pensionistas, salário-família e
outros benefícios pagos pela previdência social mais os juros pagos.
RENDA: é a soma das remunerações feitas aos fatores da produção empregados no processo produtivo durante um
determinado período de tempo, ou seja, é o total dos salários, aluguéis, juros e lucros.
Composição do sistema econômico.
No sistema econômico de uma nação, podemos encontrar um diversificado número de unidades de
produção, cada uma delas organizando os fatores de produção para obter determinados bens e
serviços. Porém, mesmo com tal grande diversidade de objetivos das muitas unidades produtoras,
convêm classificá-las de acordo com as características fundamentais de sua produção. Vamos utilizar
os três setores básicos que compõem o sistema econômico:
• Setor primário: Constituído pelas unidades que utilizam os recursos naturais e não efetuam
transformações substancias em suas mercadorias. Como exemplo, citamos: Setor agrícola,
pecuária, extrativas: minerais, animais e vegetais.
• Setor secundário: Indústria, através das quais os bens são transformados. Este setor é caracterizado pelo uso
intenso de capital, máquinas e equipamentos.
• Setor terciário: Serviços, Caracteriza pelo fato de seu produto não ser tangível, concreto. Tem
grande importância no sistema econômico, Reúnem-se neste setor as unidades produtoras
que prestam serviços, como bancos, escolas, comércio etc.

SISTEMAS DE CONTABILIDADE SOCIAL:


CONTAS NACIONAIS NO BRASIL

Os sistemas de CNA (ou Contabilidade social) têm sido desenvolvidos, principalmente, após os anos 40. Os dois
principais sistemas são: Sistemas de Contas Nacionais, desenvolvido por Richard Stone - adotado pela ONU - e a
Matriz Insumo-Produto, desenvolvido por Wassily W. Leontief.
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Sistemas de Contas Nacionais (Sistema ONU): tem como base quatro contas, relativas à produção, apropriação (ou
utilização da renda), acumulação (ou formação de capital) dos agentes econômicos (famílias, empresas, setor
público e setor externo). Foi criado pelo inglês Richard Stone.
• Conta PIB - Produto Interno Bruto (produção);
• Conta RNDL - Renda Nacional Disponível Líquida (apropriação);
• Conta Capital (acumulação);
• Conta Transações Correntes com o resto do mundo.
Os lançamentos das transações são efetuados tomando como base o método das partidas dobradas, sem a
contrapartida "Caixa".

Como complemento, apresenta-se também a Conta Corrente das Administrações Públicas. Esta conta discrimina um
pouco mais as Contas do Governo. Inclui-se aí os Impostos Diretos, contribuições previdenciárias etc., não tem
contrapartida com as demais contas do SNA - Sistema de Contas Nacionais.
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As quatro contas básicas.
a) Conta PIB - Produto Interno Bruto
(transações das unidades produtoras)

DÉBITOS CRÉDITOS
- Pagamentos das empresas aos fatores de produção. - O que as empresas receberam dos setores que
Temos Renda Interna Bruta a custo de fatores RIBcf adquiriram os bens e serviços finais. Aqui sai
Incluindo impostos indiretos menos subsídios, temos Aqui sai a Despesa Interna Bruta, a preços
O PIBpm de mercado (DIB)pm
DIB = C + I + G + X - M
_ _________________________________________ _______________________________________________
PRODUTO INTERNO BRUTO DISPENDÊNDIO COM O PIB

b) Conta Renda Nacional Disponível Líquido


( Transições das famílias e governo, como apropriadores de renda)

DÉBITOS CRÉDITOS
- Como famílias e Governo utilizam a renda recebida.. - Rendas recebidas pelas famílias e pelo Governo (RIB)cf
Parte gasta (C.G), e parte poupada (S) mais o resultado líquido da renda e transferências com
Incluindo impostos indiretos menos subsídios, temos o exterior. A depreciação entra deste lado e sai com o si-
negativo. Tem-se então a renda disponível, pelo lado de
como ela foi gerada.
- SALDO: POUPANÇA INTERNA
__________________________________________ _______________________________________________
UTILIZAÇÃO DA RN DISPONÍVEL LÍQUIDA UTILIZAÇÃO DA RN DISPONÍVEL LÍQUIDA

c) Conta Transações Correntes com o resto do mundo


DÉBITOS CRÉDITOS
- gastos dos estrangeiros com nossos produtos e servi- - nossas compras de bens e serviços ( Importações CIF)
ços (Exportação CIF)
- rendimentos e transferências recebidos do resto do - pagamentos e transferências pagas aos estrangeiros (ren-
mundo (renda recebida do exterior mais donativos) da enviada ao exterior mais donativos)

- SALDO: POUPANÇA EXTERNA


__________________________________________ _______________________________________________
UTILIZAÇÃO DE RENDIMENTOS CORRENTES RECEBIMENTOS CORRENTES

d) Conta Capital
DÉBITOS CRÉDITOS
- gastos com formação de capital (depreciação entra - fontes de recursos = poupança dos quatro agentes ( famí-
deste lado, com sinal negativo) lias, Governo, empresas e setor externo). É o saldo das
Tem-se aqui então o investimento líquido contas anteriores.
__________________________________________ _______________________________________________
TOTAL DA FORMAÇÃO DE CAPITAL FINANCIAMENTO DA FORMAÇÃO DE CAPITAL

PRINCÍPIO DA DEMANDA EFETIVA2

Os economistas sec. XVIII e XIX acreditavam que a economia de um país funcionasse sempre em
um sentido em que o nível de produto não sofreria alterações, todos os fatores produtivos estariam
ocupados na produção de bens e serviços que formam a renda. Essa situação ficou conhecida como
pleno emprego. A economia funcionaria assim, se não houvesse o fenômeno da recessão e
desemprego.
Essa ótica de visualizar o funcionamento de um sistema econômico ficou conhecida como Lei de Say, economista francês, Jean
Baptiste Say, onde partia da premissa que a oferta cria sua própria demanda.
Essa teoria não conseguiu explicar as crises pelas quais passavam as economias. Em 1929 houve o
"crack" da bolsa de Nova York, onde apareceram outros economistas, um inglês, John Maynard
Keynes e um polonês, Michael Kalecki, com novas teorias, trabalhando independentes, conhecidas
como Princípio da Demanda Efetiva. Em síntese essa nova teoria investia a Lei de Say, -
colocava a solução dos problemas econômicos na produção, o princípio da demanda efetiva diz
que a demanda determina o nível de produção.
Vamos considerar nossa análise numa economia fechada, para facilitar nossa análise, para entendermos a renda de uma economia.
Vamos partir dos agente econômico: o homem (trabalhadores, empresários, governo e setor externo). O produto dessa economia
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SILVA, César Roberto Leite da, SINCLAYR, Luiz. Economia e Mercados: Introdução à Economia. São Paulo : Saraiva, 2001.
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será distribuída sob a forma de salários (W), para os trabalhadores, lucros (L), para os empresários. Se
considerarmos o produto Y, teremos:
Y=W+L
onde: Y: produto ou renda (em inglês, Yield)
W : salários (em inglês, Wages)
L: Lucros
Os trabalhadores e os empresários usam sua parte do produto no consumo. Admitindo que os
trabalhadores consomem toda sua renda, fica
W = Cw
Onde: Cw: consumo dos trabalhadores.
Por outro lado, os empresários consomem apenas uma parte de sua renda, a outra parte eles poupam:
L = Ce + S
Ce: Consumo dos empresários;
S: poupança (Saving, em inglês)
Os empresários, como os donos de fábricas podem querer aumentar o tamanho de sua fábrica, usam a parte não consumida para
adquirir máquinas, equipamentos etc. Quando os empresários usam parte de sua renda, que não foi consumida, dizemos que estão
investindo, (I), aumentando a capacidade produtiva da economia.
Como fica demanda dessa economia? - A renda dos trabalhadores se transformou em consumo, Cw. Parte da renda dos
empresários tornou-se consumo, Ce e parte em investimento I. Agora A demanda dessa economia será representada por D:
D = Cw + Ce + I
aceitando que o princípio da demanda efetiva afirma que o nível do produto é determinado pela demanda, logo:
W + L = Cw + Ce + I
como o produto é distribuído na forma de salários e lucros, a expressão fica:
W + L = Cw + Ce + I ou L = Ce + I
L - Ce = I
como lucro do empresário menos seu consumo é a poupança, S:  S=I
Resumo feito do cap. 6. que é a igualdade fundamental da economia.
Quando a poupança é igual ao investimento, dizemos que a economia está em equilíbrio. Até aqui
temos um sistema econômico que funciona segundo a Lei de Say - tudo que produz, consome. Porém há
uma possibilidade de vazamento, que ocorre com a poupança dos empresários. - O que garante que os
empresários apliquem toda sua poupança em investimentos? - Se isso não ocorrer a poupança fica maior
que o investimento:
S>I
Neste caso a demanda será menor que a oferta. Se a situação continuar, os estoques indesejados aumentarão, as empresas
produzirão menos, haverá demissão de empregados em conseqüência haverá desemprego e recessão.
Uma economia fechada com Governo. Agora temos mais um integrante em nosso sistema, o Setor público. Esse novo agente vai
interferir no nosso esquema de duas maneiras. A primeira modificação é na divisão produto. Os trabalhadores e os empresários
apropriavam de sua parte através de salários e lucros, o governo pega sua parte através de imposto T. o produto fica:
Y=W+L+T
onde: Y = Renda; L = Lucros;
W = Salários; T = Impostos (do inglês, Tax).
A seguda modificação é do lado da demanda. O governo gasta com compras feitas junto às empresas e com salários de seus
funcionários, chamaremos essas despesas como gastos do governo (G). A demanda fica sendo:
D = Cw + Ce + I + G
como, de acordo com o princípio da demanda efetiva é a demanda que determina o nível de renda, podemos escrever:
W + L + T = Cw + Ce + I + G
ou
L - Ce = I + (G - T)
S = I + (G - T)
essa expressão é a igualdade fundamental da macroeconomia, um pouco diferente, temos agora o governo (G -T) representa o
orçamento do setor público. Se (G - T) = 0 o orçamento do governo está em equilíbrio, i.e., ele gasta só o que arrecada.
• Se (G - T) > 0, significa que o governo gasta mais do que arrecada, logo há déficit.
• Se (G - T) < 0, significa que o governo gasta menos do que arrecada, logo há superávit.
Uma economia aberta e com governo (inclui o setor externo): O setor externo também interfere em nosso esquema, agora
temos as relações comerciais e financeiras com o resto do mundo. Vamos trabalhar, agora com o setor externo, temos as
exportações X e as importações M. O país compra parte de seus bens e serviços, assim como os vendem, para o resto do mundo. A
diferença (X - M) é chamada de balança comercial.
• Se (X - M) = 0, a balança comercial está em equilíbrio;
• Se (X - M) > 0, a balança comercial tem superávit;
• Se (X - M) < 0, a balança comercial está em déficit.
o nosso esquema fica:
W + L + T + M = Cw + Ce + I + G + X
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Onde: Cw = Consumo dos trabalhadores; I = Investimento


Ce = Consumo dos empresários; G = Gastos do governo;
X = Exportações; M = Importações.
análoga às situações anteriores.
W + L + T + M = Cw + Ce + I + G + X
L - Cw = I + (G -T) + (X -M)
ou S = I + (G + T) + (X - M)
essa também e a igualdade fundamental da economia, só que inclusa o setor externo.

MOEDA
MOEDA: (do latin "moneta") - deriva do nome da deusa JUNO MONETA, templo que manufaturavam as moedas romanas.
DINHEIRO: Sinônimo de moeda, origem do latim: DENARIUS.
Nos tempos primitivos a moeda era qualquer produto que servisse como instrumento de troca, Exemplos:
• Chá na Índia;
• Arroz no Japão;
• Sal e colares em certos países africanos;
• No Brasil, no Rio de Janeiro, o açúcar teve curso forçado como moeda, no Maranhão, o tecido de algodão substituiu o dinheiro
em algumas ocasiões.
• Em 1874, foi proibida no Brasil, a CIRCULAÇÃO dos gêneros alimentícios utilizados como moeda.
MOEDA: Qualquer objeto que sirva como meio de troca em um sistema econômico;
MOEDA METÁLICA: Cunhagem da moeda em metais preciosos, trazendo seu peso impresso. Hoje trazem
impressos os seus valores;
PAPEL-MOEDA Emissão de recibos pelos cunhadores de moedas. Atualmente é a moeda escritural
emitida pelo Banco Central de cada país.
MOEDA-ESCRITURAL: Foi criada pelo sistema bancário. Emprestavam os valores acima do lastro do sistema bancário.
ENCAIXE: BACEN (Banco Central) determina uma porcentagem que podem ser emprestada sobre os
depósitos efetuados em um banco.
MOEDA FIDUCIÁRIA: Moeda que tem curso obrigatório, por Lei, em um país. No Brasil a Moeda Fiduciária
é o Real - R$.
PRINCIPAIS FUNÇÕES DA MOEDA
• Intermediário de trocas; • Medida de valor;
• Reserva de Valor; • Liberatória;
• Padrão de pagamentos diferidos; • Instrumento de poder.
Intermediário de Trocas: Esta função permite a superação de economia de escambo e a passagem à economia monetária;
Medida de valor: a utilização generalizada da moeda implica na criação de uma unidade-padrão de medida pela qual
são convertidos os valores de todos bens e serviços;
Reserva de valor: outra função exercida pela moeda, pois pode servir como uma reserva de valor, desde o momento que é
recebida até o instante em que é gasta por quem a detenha.
Poder Liberatório: o poder de saldar dívidas, liquidar débitos, livrar seu detentor de sair de uma posição passiva. Esta
particularidade da moeda dá-se o nome de: poder liberatório.

Padrão de pagamentos diferidos:


À medida que a moeda tem, sob garantido do Estado, o poder de saldar
dívidas, sendo ademais, uma medida de valor, ela torna, automaticamente, padrão de pagamentos
diferidos. Esta função da moeda resulta de sua capacidade de facilitar a distribuição de pagamentos
ao longo do tempo, que para concessão de crédito ou de diferentes formas de adiantamentos.
 •
MERCADO MONETÁRIO: é onde se encontram a oferta e a demanda por moeda e se determina a taxa de juros de equilíbrio.
MOEDA ESCRITURAL: criada pelo sistema bancário, ao emprestar ou aplicar uma quantidade de moeda superior à que era
originalmente introduzida no sistema bancário como depósito em um dos bancos componentes do sistema.
MOEDA METÁLICA: moeda cunhada em metal precioso que trazia impresso o seu peso. Atualmente, são cunhadas em metal não
precioso, trazendo impresso o seu valor.
MOEDA-FIDUCIÁRIA: emitida pelos bancos centrais de cada país, tendo curso obrigatório por lei.
MOEDA: é todo objeto que serve para facilitar as trocas de bens e serviços numa economia.
OFERTA DE MOEDA: é a quantidade de moeda que o governo resolve emitir, num determinado período, através das autoridades
monetárias.
PADRÃO-OURO: sistema monetário em que o papel-moeda emitido pelas autoridades monetárias tem uma relação com a
quantidade de ouro que o país possui. Atualmente, não é mais seguido.
PAPEL-MOEDA: surgiu com a emissão de recibos pelos cunhadores, e assegurava ao seu portador uma certa quantidade de ouro
expressa no documento. Atualmente, é a moeda emitida pelos bancos centrais de cada país.
POLÍTICA FISCAL: são medidas do governo que objetivam diminuir a demanda através da carga tributária.
POLÍTICA MONETÁRIA: são medidas adotadas pelo governo que visam reduzir a quantidade de moeda
em circulação na economia.
 •
CRÉDITO A CURTO PRAZO: é o crédito cujo período para pagamento é inferior a cinco meses.
CRÉDITO A LONGO PRAZO: é o crédito cujo período para pagamento é superior a cinco anos.
CRÉDITO A MÉDIO PRAZO: é o crédito cujo período para pagamento é superior a cinco meses e inferior a cinco anos.
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CRÉDITO DE CONSUMO: concedido às pessoas para que elas possam adquirir bens de consumo.
CRÉDITO DE PRODUÇÃO: é concedido às empresas para que elas façam frente às despesas decorrentes da produção, como as
despesas de investimento ou giro.
CRÉDITO PARA O ESTADO: é o crédito que o governo utiliza para as despesas de investimento ou consumo.
CRÉDITO: é a troca de um bem, ou a concessão de uma quantia de moeda, pela promessa de pagamento futuro.
CREDOR E DEVEDOR: são as pessoas envolvidas na operação de crédito. A primeira é a que empresta a quantia em moeda, sob
a promessa de recebê-la no futuro. O devedor é a pessoa que deve pagar o empréstimo.
DEMANDA DE MOEDA PARA ESPECULAÇÃO: ocorre quando aquela parcela da renda das pessoas que poderia ser aplicada em
títulos fica retida, pelo fato de a taxa de juros estar baixa e as pessoas aguardarem sua elevação para comprar títulos.
DEMANDA DE MOEDA PARA TRANSAÇÕES: como os recebimentos e pagamentos não são sincronizados, as pessoas precisam
reter moeda para pagar suas despesas.
DEMANDA DE MOEDA POR PRECAUÇÃO: refere-se àquela parte da renda das pessoas retida para fazer frente a imprevistos.

Características essenciais da moeda.


As características mais relevantes da moeda, estudada desde Adam Smith são as seguintes:
• Indestrutibilidade e inalterabilidade; • Homogeneidade;
• Divisibilidade; •Transferibilidade;
• Facilidade de manuseio e transporte.
Indestrutibilidade e inalterabilidade: A moeda deve ser suficientemente durável, no sentido de que não destrua ou se
deteriore com o seu manuseio. Além disso Indestrutibilidade e inalterabilidade são obstáculos à sua falsificação, constituindo-se,
em elementos de fundamental importância para a confiança e a aceitação geral da moeda.

Homogeneidade Duas unidades monetárias distintas, mas de igual valor, devem ser rigorosamente
iguais. Ex. se o arroz fosse dado como moeda, aceita pelas duas partes, se o comprador pensasse
em pagar sua dívida com arroz miúdos e quebrados, enquanto o vendedor imaginava receber arroz
em grãos inteiros e graúdos. A possibilidade de tal equívoco criada pela inexistência de
homogeneidade é um exemplo da necessidade de que duas unidades monetárias do mesmo valor
sejam rigorosamente iguais.
Divisibilidade A moeda deve possuir múltiplos e submúltiplos em quantidade tal que as transações de grande porte assim como
as pequenas possam ser realizadas sem nenhuma restrição. Outro aspecto é quanto ao fracionamento. (troco)

TransferibilidadeOutra característica da moeda é quanto à facilidade com que deve processar-se sua
transferência, de um detentor para outro.
Facilidade de manuseio e transporte o manuseio e o transporte da moeda não deve oferecer obstáculos, isto é,
prejudicar sua utilização.
Meios de pagamentos. (Vide Revista Conjuntura econômica. Em Conjuntura Estatística: Moeda - Base monetária, meios de
pagamentos e quase-moeda).

Meios de pagamentos.- Base monetária.


M1 - Papel-moeda em poder do público + os depósitos a vista (nos bancos comerciais);
M2 - M1 + títulos federais;
M3 - M2 + depósitos de poupança;
M4 - M3 + depósitos a prazo.