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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

 A vontade da Administração Pública é a vontade da lei. Esta fixa a finalidade a ser seguida;

 Administração Pública no Sentido Amplo: Funções Públicas; Administração Pública no


sentido estrito: Função Administrativa.

 Administração Pública no sentido estrito: dois sentidos:

 Sentido Subjetivo, formal ou orgânico: Designando os entes que exercem a atividade


administrativa: Pessoas Jurídicas, órgãos e agentes.
 Sentido Objetivo, material e funcional: Designando a natureza da atividade exercida
pelos referidos entes. É a própria Função Administrativa, que incumbe,
predominantemente, ao Poder Executivo.

Sentido Subjetivo

 Sujeitos que exercem a atividade administrativa.

 Execução direta: Ente central dividido em órgãos;

 Execução indireta: Transfere-se a execução a pessoas jurídicas com personalidade de direito


público e privado.

 Desconcentração: divisão das atribuições dentro da mesma pessoa jurídica;

 Descentralização: divisão das atribuições entre pessoas jurídicas distintas, com autonomia e
personalidade jurídica próprias.

 Art. 4º do Dec.- Lei 200 de 25/2/67: A administração federal compreende:

 Administração Direta: Serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da


República e dos Ministérios.

 Administração Indireta: Entidades com personalidade jurídica própria: Autarquias,


empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas.

Sentido Objetivo

Atividades exercidas pelas Pessoas, órgãos e agentes que atendem à necessidade coletiva;

Compreende o fomento, a polícia administrativa, o serviço público e a intervenção;

 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO SENTIDO AMPLO – FUNÇÕES PÚBLICAS:


(Serviços Públicos no sentido amplíssimo)

Função Preponderante Funções Secundárias


Órgão Executor Atividade típica Atividades atípicas

Legislativo Legislar Julgar e Administrar


Judiciário Julgar Legislar e Administrar
Executivo Administrar, executar as normas, Legislar e Julgar
prestar os serviços no sent.
Estrito.

 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO SENTIDO ESTRITO:


Atividades exercidas para a satisfação coletiva em sentido estrito, organização interna, agentes,
relações diversas.

Atividade
Sentido Explicação
Administrativa
Serviços Públicos Atendimento às necessidades coletivas.
Incentivo à iniciativa privada (subvenções,
Fomento
Sentido financiamentos, favores fiscais, etc).
Objetivo - Limitações Administrativas;
(Atividade - Restrições ao exercício dos direitos e garantias
Polícia Administrativa
Exercida) individuais. Ex. Licença, fiscalização, sanção,
notificação.
Intervenção Regulação (ex: ANP) e atuação (ex: CEF)
Forma de atuação Explicação
- Ente central dividido em órgãos,
Administração Direta.
- Desconcentração: divisão das atribuições dentro da
Sentido Desconcentração
mesma pessoa jurídica.
Subjetivo
- Pessoas jurídicas distintas do ente central com
(Pessoas,
personalidade jurídica própria. Regem-se pelo Direito
órgãos e Administração Indireta.
público e privado, conforme o caso. São as Autarquias,
agentes) Descentralização.
Fundações Públicas, Empresas Públicas e Sociedades de
Economia Mista (as duas últimas são as Empresas
Estatais).

 Regime Jurídico Administrativo:

 Conjunto de conotações que tipificam o Direito Administrativo, colocando a


Administração Pública numa posição privilegiada na relação jurídico-administrativa.
Resume-se em PRERROGATIVAS E SUJEIÇÕES;

 O Regime Jurídico Administrativo traz duas idéias opostas: a proteção aos direitos
individuais (Estado de Direito), e a necessidade de satisfação dos interesses coletivos;

 O conjunto de prerrogativas e restrições a que está sujeita a administração pública e que


não se encontram nas relações entre particulares constitui o regime jurídico
administrativo. Muitas delas são expressas sob forma de princípios.

 Regimes na administração pública:

 Público e privado, conforme o caso:

 Opção feita, em regra, pela Constituição ou pela Lei;

 Ex: Vide art. 173, § 1º e art. 175;

 No silêncio da lei, aplica-se o regime de Direito Privado;

 Mesmo optando por regime de Direito Privado, nunca é integral a submissão a esse
regime;
DESCONCENTRAÇÃO / DESCENTRALIZAÇÃO

Desconcentração (Adm. Direta) Descentralização (Adm. Indireta)


1)Distribuição interna de competências (dentro 1)Distribuição de competências de uma para
da mesma PJ); outra pessoa;
2)Existência de uma só pessoa; 3)Atribuições 2)Existência de duas pessoas entre as quais se
administrativas outorgadas aos vários ÓRGÃOS repartem as competências;
que compõem a Administração Direta; 3)Atribuições administrativas outorgadas às
4)Organização hierarquizada; várias ENTIDADES que compõem a
5)Presença de coordenação e subordinação Administração Indireta: Autarquias, Fundações,
(auto tutela); Empresas Públicas e Sociedades de Economia
6)Regime Jurídico sempre de Direito Público. Mista;
4)Inexistência de hierarquia. Existência de
vinculação com a pessoa política central;
5)Existência de controle apenas teleológico,
finalístico (tutela);
6)Regime Jurídico de Direito Público ou de
Direito Privado parcialmente derrogado pelo
Direito Público, conforme o caso.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA

 Os entes estatais, políticos ou centrais são pessoas jurídicas de Direito Público que integram
a estrutura constitucional do Estado e têm poderes políticos e administrativos: União,
Estados Membros, Municípios e Distrito Federal (todos com autonomia política,
administrativa e financeira e compõem a Nação).

 O ente central é dividido em órgãos desconcentrados.

 Órgão é elemento despersonalizado incumbido da realização das atividades DA entidade a


que pertence, através de seus agentes. São unidades de ação com atribuições específicas.

 Cada órgão tem funções, cargos e agentes, mas estes elementos podem ser modificados,
substituídos ou retirados sem supressão da unidade orgânica.

 Os órgãos são partes do corpo, e não têm personalidade jurídica e nem vontade própria.
Estas são atributos do corpo e não da parte.

 Na área de suas atribuições e nos limites de sua competência funcional expressam a vontade
da entidade a que pertencem, e a vinculam por seus atos.

 Têm funções pré – definidas e prerrogativas funcionais próprias que, quando infringidas por
outro órgão, admitem questionamento.

 Nenhum órgão representa judicialmente a pessoa jurídica a que integra.

 CLASSIFICAÇÃO DOS ORGÃOS PÚBLICOS PERTENCENTES À


ADMINISTRAÇÃO DIRETA:

 Lembrete: A atividade jurisdicional e legislativa não constituem objeto do Direito


Administrativo. Mas a estruturação dos órgãos legislativos e judiciários são objeto da
Administração Pública. Da mesma forma suas relações.
 Primeira Classificação: Quanto à posição estatal:

 Independentes:
• Originários da CF

• São representativos dos poderes de Estado (funções) Legislativo, executivo e


judiciário.

• Estão no ápice da pirâmide governamental.

• Inclui-se, nesta classe, o MP e os Tribunais de Conta, que, embora não sejam


órgãos representativos de poder, são funcionalmente independentes. Seus
membros (que integram a categoria) são agentes políticos e não servidores das
respectivas instituições.

 Autônomos:

• Localizados na cúpula da administração.

• Estão imediatamente abaixo dos órgãos independentes.

• Têm ampla autonomia administrativa, financeira e técnica.

• São órgãos diretivos, com funções de planejamento, supervisão, coordenação e


controle das atividades que constituem sua área de competência.

• Executam com autonomia suas funções específicas, mas segundo diretrizes dos
órgãos independentes.

• Ex: Ministérios, Secretarias Estaduais e Municipais e todos os demais órgãos


subordinados diretamente aos chefes de poderes, aos quais prestam auxilio
imediato.

• Os dirigentes são, em regra, agentes políticos nomeados em comissão.

 Superiores:

• Detém poder de direção, controle, decisão e comando dos assuntos de sua


competência específica, mas sempre sujeitos à subordinação e controle
hierárquico de uma chefia mais alta.

• Não gozam de autonomia administrativa e financeira, que são atributos dos


órgãos independentes e dos autônomos.

• Liberdade funcional restrita às atividades de planejamento e soluções técnicas,


com responsabilidade pela execução, geralmente a cargo de seus órgãos
subalternos.

• Ex: Primeiras repartições dos órgãos independentes e autônomos, com variadas


denominações, como gabinetes, secretarias, inspetorias, procuradorias,
coordenadorias, etc. (O nome não importa)
• Num ministério ou numa secretaria de estado podem existir tantos órgãos
superiores quantas forem as áreas em que o órgão autônomo se repartir.

 Subalternos:

• Acham-se hierarquizados a órgãos mais elevados.

• Reduzido poder decisório.

• Predominância de funções de execução.

• Realizam serviços rotina, tarefas de formalização de atos administrativos,


cumprimento das decisões superiores e primeiras soluções em casos
individuais.

• Ex: Os que nas repartições públicas executam as atividades meios e atendem ao


público, prestando-lhe informações e encaminhando requerimentos. Ex:
Portarias, seções de expediente, etc.

 Segunda classificação: Quanto à estrutura:

 Simples ou unitários;

• Constituídos por um só centro de competência.

• Não se identifica com o cargo do agente ou com este próprio. Órgão é a


unidade de ação, cargo é o lugar reservado ao agente e agente é a pessoa física
que exercita as funções do órgão.

• Inexistência de outro órgão incrustado na sua estrutura para realizar


desconcentradamente sua função principal (do órgão simples).

• A classificação não tem nada a ver com o número de cargos.

• Ex: Portaria, subseções (que têm diversos cargos e agentes).

 Compostos:

• Reúnem na sua estrutura outros órgãos menores, com função principal idêntica
ou com funções auxiliares diversificadas.

• Ex: Secretaria de educação, que é composta por muitas unidades escolares –


órgãos menores com atividade fim idêntica, e órgãos de pessoal, de material, de
transportes, etc. com atividade meio diversificada.

• A maior e mais alta hierarquia envolve os menores e inferiores, formando com


eles um SISTEMA ORGÂNICO. (Funções desconcentradas)

• Existência de vários centros de competência que a realizam com presteza e


ESPECIALIZAÇÃO, sob a supervisão do órgão mais alto e fiscalização das
chefias imediatas, que têm o poder de AVOCAÇÃO E REVISÃO.

 Terceira classificação: quanto à atuação funcional;


 Singulares ou unipessoais:

• Atuam e decidem através de um único agente, que é seu chefe e que o


representa.

• Isso não impede a presença de outros agentes auxiliares.

• Ex: Presidência da República, Governadorias de Estados, Prefeituras


Municipais.

 Colegiados ou pluripessoais;

• Atuam e decidem pela manifestação conjunta e majoritária de seus membros.


• Sua atuação tem procedimento próprio, nesta Ordem: convocação, sessão,
verificação de quorum e de impedimentos, discussão, votação e proclamação do
resultado.

• Ex: Comissões (deliberam e decidem por seus plenários e câmaras, mas se


fazem representar juridicamente e se administram por seus presidentes ou
chefes.

DESCENTRALIZAÇÃO

Desconcentração (Adm. Direta) Descentralização (Adm. Indireta)


1)Distribuição interna de competências (dentro 1)Distribuição de competências de uma para
da mesma PJ); outra pessoa;
2)Existência de uma só pessoa; 3)Atribuições 2)Existência de duas pessoas entre as quais se
administrativas outorgadas aos vários ÓRGÃOS repartem as competências;
que compõem a Administração Direta; 3)Atribuições administrativas outorgadas às
4)Organização hierarquizada; várias ENTIDADES que compõem a
5)Presença de coordenação e subordinação Administração Indireta: Autarquias, Fundações,
(auto tutela); Empresas Públicas e Sociedades de Economia
6)Regime Jurídico sempre de Direito Público. Mista;
4)Inexistência de hierarquia. Existência de
vinculação com a pessoa política central;
5)Existência de controle apenas teleológico,
finalístico (tutela);
6)Regime Jurídico de Direito Público ou de
Direito Privado parcialmente derrogado pelo
Direito Público, conforme o caso.