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PARTE I – MISSIOLOGIA

1.1) Etimologia da Missiologia:


Etimologia é a origem duma palavra. Neste caso, Missiologia:
• Logia = estudo
• Missio = vem do substantivo “missione”. O qual, por sua vez, vem do verbo
“mittere” que significa ENVIAR.
– ENVIAR (Port.) ou MITTERE (Latim) é igual a “APOSTELLÔ” (Grego).
 Tanto MITTERE (latim) quanto APOSTELLÔ significam ENVIAR.
O quê significa exatamente o verbo ENVIAR?
– Enviar é: “1. Expedir, remeter; 2. Encaminhar, conduzir; 3.Mandar (alguém)
numa missão” (M.D.Aurélio).

APÓSTOLO = MISSIONÁRIO = ENVIADO


(Grego) (Latim) (Português)

1.2) Quadro Etimológico:

LÍNGUA VERBO SUBSTANTIVO SIGNIFICADO EQUIVALENTE

GREGO APOSTELLÔ APÓSTOLO ENVIAR APÓSTOLO

LATIM MITTERE MISSIONE ENVIAR MISSIO

PORTUGUÊS ENVIAR ENVIADO ENVIAR MISSIONÁRIO

NA BÍBLIA O VOCÁBULO “MISSIONÁRIO” APARECE NA FORMA GREGA


“APÓSTOLO”!

1.3) Definição:
Missiologia é o estudo das missões.

1.4) Aplicação da Missiologia:


A missiologia aplica – se ao estudo de missões nos seus mais variados aspectos. A
saber: Cultura, Geografia, Pesquisar, Estratégias, Análise, Antropologia, Definições, Etc.

1.5) Diferença entre Missiólogo e Missionário:


A) Missiólogo: Aquele que copila, organiza, analisa, interpreta a realidade dos movimentos
de evangelização e cria estratégias e métodos para que o mundo seja alcançado pelo
Evangelho.
Isto é bem mais do que simplesmente dizer: “missiólogo é aquele que se aplica ao
estudo e pesquisa de missões”!
B) Missionário: Aquele que é enviado para plantar igrejas onde ainda não há testemunhas,
com todas as suas funções: pregação, ensino, assistência social, e adoração; e para tal,
ele irá atravessar barreiras lingüísticas, culturais e/ou geográficas.

1.6) Donald Mc Gavran – O Pai da Missiologia:


• Nasceu na Índia em 1897. Filho e neto de missionário, Mc Gravan iniciou sua
carreira em Harda, na Índia, como Superintendente de uma escola de missões, na
Sociedade Missionária Cristã Unida.
• Mais tarde serviu em outros cargos como na Educação e Saúde.
• Nos anos 30 voltou para os E.U.A. onde cursou o Doutorado em Filosofia, na
Universidade de Colúmbia.
• Mc Gravan percebera de há muito que a obra realizada pelos missionários
estava seguindo bem pouco do sentido de alcançar o alvo de evangelização mundial, e
ansiava para que fossem feitas pesquisas a fim de se desenvolver novos métodos e
estratégias missionárias.
• Em 1961 fundou o Instituto de Crescimento da Igreja.
• Mc Gravan estudou as atividades evangelísticas, a fim de descobrir princípios e
metodologias que resultassem no melhor crescimento da Igreja.
• Sua tese é que as ciências sociais podem associar a Tarefa missionária.A
pesquisa e análise têm condições de remover obstáculos ao crescimento da Igreja.
• Para Donald Mc Gravan e seus discípulos, a real incorporação dos convertidos
na Igreja (e não necessariamente o números de decisões) era o fator – chave na avaliação
da metodologia missionária.
• Ele definiu 2 “estágios do Cristianismo” : “discipulado e aperfeiçoamento”. O
primeiro, abrange os passos a serem dados para a pessoa se tornar cristã; o segundo, o
crescimento na vida cristã.
• A pesquisa tornou – se o principal instrumento de Gravan.
• Baseado nela concluiu que os métodos tradicionais de evangelização em massa
contribuem muito pouco para o crescimento real da Igreja.
• Em virtude de seus escritos e suas idéias inovadoras, Mc Gravan tem estado no
centro dos debates a respeito da estratégia missionária.
• Ele “perturbou” completamente a antiga, tradicional e grandemente improdutiva
metodologia missionária que dominou todas as missões ... antes de 1955.
• Em muitos aspectos, sua importância não se encontra tanto na exatidão de suas
respostas, mas nas questões significativas que levantou e na maneira como (mais que
qualquer outro!) ele levou o estudo das missões de simples cursos introdutórios em
algumas escolas cristãs para um nível de estudo profissional abrangente, em todo o
Mundo.

VOCÊ JÁ OROU POR MISSÕES HOJE?


PARTE 2 – A BLÍBIA E MISSÕES

2.1) A Bíblia na evangelização do Mundo:


Sem a Bíblia a evangelização dos povos seria inconcebível. A Bíblia coloca sobre
nós a responsabilidade de evangelizar o mundo, dá – nos um evangelho a proclamar, diz –
nos como faze –lo e declara – se o poder de Deus para cada crente.
Além disso, e fato notável na História, tanto na passada como na contemporânea,
que o grau de compromisso da igreja com a evangelização do mundo é proporcional ao
grau de sua convicção sobre a autoridade da Bíblia.
Sempre que o cristão perde sua confiança na Bíblia, eles também perdem o seu
zelo pelo evangelismo. Inversamente, sempre que estão convencidos sobre a Bíblia, estão
determinados sobre o evangelismo.
Vejamos três razões porque a Bíblia é indispensável à evangelização do mundo.
2.1.1) O MANDATO DA EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL:
Em primeiro lugar a Bíblia nos dá o mandato da evangelização. Há
aproximadamente 4.000 anos atrás, Deus chamou a Abraão e fez uma aliança com ele,
prometendo não apenas abençoá – lo, mas também abençoar através da sua posteridade,
todas as famílias da Terra (Gn 12.1-4). Este texto é uma das principais bases da missão
cristã; pois os descendentes de Abraão (através de quem, todas as famílias da Terra estão
sendo abençoadas) são: Cristo e o povo de Cristo! Se pela fé pertencemos à Cristo,
somos filhos espirituais de Abraão (Gl 3.7) e temos uma responsabilidade com a
humanidade. Deste modo, os profetas vetereotestamentário profetizam como Deus faria
deste Cristo, o Herdeiro e a Luz das nações (SL 2.8; Is 42.6; 49.6).
Quando Jesus veio, ele endossou estas promessas. É certo que durante o seu
ministério terreno ficou restrito às “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 10.6; 15.24)
mas, Ele profetizou que muitos viriam “do Ocidente e do Oriente e tomariam lugares à
mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus” (Mt 8.11; Lc 13.29). Mas ainda, em
antecipação de Sua ressurreição e ascensão Ele fez tremenda reivindicação de que “toda
a autoridade no céu e na Terra” LHE fora dada (Mt 28.18). Foi em conseqüência de Sua
autoridade universal que Ele ordeno aos seus seguidores que fizessem discípulos de
todas as nações, batizando – as em sua nova comunidade e ensinando a todos a Sua
doutrina (Mt 28.19). Isto os cristãos primitivos começaram a fazer depois de o Espírito
Santo haver descido sobre eles; tornaram – se verdadeiras “testemunhas” de Jesus,
entronizando a Sua direita e concedendo – lhe a mais alta posição, a fim de que toda a
língua confessasse o Seu senhorio (Fp 2 ). Eles desejaram que Jesus recebesse a honra
devida ao Seu nome. Além disso, Ele retornaria em glória, para salvar, julgar e reinar.
Portanto, o que deveria preencher os espaços em sua vida? A missão mundial da Igreja! O
fim da história ao virá depois que o Evangelho alcançasse o fim da Terra (Veja Mt 24.14;
28.20; At 1.8).
2.1.2) A MENSAGEM DA EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL:
Em segundo lugar, a Bíblia nos dá a mensagem para a evangelização do mundo.
Evangelizar é divulgar a Boas Novas de que Jesus morreu pelos nossos pecados e
ressuscitou entre os mortos, segundo as Escrituras. E como Senhor e Rei, Ele oferece
perdão dos pecados e dom libertador do Espírito a todos que crêem e se arrependem.
A nossa mensagem vem da Bíblia. Não a inventamos. Ela nos foi confiada como um
depósito e nós, como bons “despenseiros”, devemos distribuí – la (1 Co 4).
Os apóstolos expressaram este único evangelho de diversos modos: ora sacrifical
(o derramamento e a aspersão do sangue de Cristo), ora messiânico (o surgimento do
governo prometido por Deus), ora legal (o juiz pronunciado a justificação do injusto), ora
pessoal (o Pai reconciliando seus filhos desviados) e ora salvifico (o libertador celestial
vindo para resgatar os desamparados).
Assim como a Ordem, a Mensagem nos foi dada pelo próprio Cristo. Ele nos disse:
“Ide e pregai o meu evangelho”...
2.1.3) O PODER PARA A EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL:
Em terceiro lugar, a Bíblia nos dá o Poder para a evangelização do mundo. Leia
cuidadosamente Lc 24.49 e At 1.8.
Sabemos que nossos recursos humanos são fracos em comparação com a
magnitude da Tarefa. Sabemos também, quão blindadas são as barreiras do coração do
homem. Pior ainda, conhecemos a realidade, a maldade e o poder pessoal do diabo, e dos
demônios sob seu comando. A Bíblia diz – nos que “o mundo jaz no maligno” (I Jô 5.19),
assim, até que sejam libertados e transportados para o Seu reino, todos os homens e
mulheres são escravos de Satanás. Além disso vemos seu poder no mundo
contemporâneo – nas trevas da idolatria, na devoção de deuses vãos, no materialismo, na
violência, agressão, etc... E ainda mais, Paulo escrevendo aos Coríntios (II Co 4.4) ele
afirma que “o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos para que não lhes
resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a glória de Deus”.
Se Satanás está dominando a mente das pessoas, se as mentes humanas estão
cegas como poderão chegar à verdade? Somente pela Palavra de Deus! Pois Ele mesmo
disse que “de trevas resplandecerá a luz” que brilhou em nossos corações para a
iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo (II Co 4.6).
Se Satanás cega as mentes das pessoas, e Deus ilumina seus corações, em que
podemos nós contribuir para esse encontro? Paulo chega a conclusão entre os versículos
4 e 6 que descrevem as atividades de Deus e de Satanás, o verseto 5 descreve a obra do
evangelista: “pregamos a Cristo Jesus como Senhor”. Considerando que a luz que o diabo
quer evitar que as pessoas vejam e que Deus faz brilhar nelas é o evangelho, então é
melhor que preguemos!
É a pregação do Evangelho o meio estabelecido por Deus para que o príncipe das
trevas seja derrotado e a luz jorre nos corações das pessoas. Há poder no evangelho de
Deus! Poder para salvação de vidas... Confira Rm 1.16; 10. 13,14;
Sem a Bíblia a evangelização do mundo é impossível. Pois, sem a Bíblia não temos
nenhum evangelho para levar às nações. A Bíblia é a base de missões, assim como
missões é a base da Bíblia. É a Bíblia Sagrada que nos dá o Mandato, a Mensagem e o
Poder que precisamos para a evangelização mundial. Leia Mt 28. 18-20; Mc 16.15-18;
Lc 24.45-48; At 1.8; e Jô 15.16; 20.21.
Façamos nossas as palavras de Paulo: “...ai de mim se não anunciar o
Evangelho!”
2.2) Análise Exegética:
Analisemos Mt 28.19,20 exegéticamente. No original grego estes versículos estão
assim: poreuthentes oun Matheutésate panta ta ethne. Vejamos agora, os respectivos
significados destas palavras.
POREUTHENTES – Deveis ir! Ou Ide! Note o imperativo. É uma ordem. Este é o
verdadeiro sentido do que lemos. Foi assim que soou aos ouvidos dos discípulos.
Hoje, porém, muitos tratam estas palavras de Jesus, como se fossem um “pedido
de favor” que Ele nos fez, ou então, como se estas palavras tivessem importância somente
no passado, para os primeiros comissionados. É exatamente por isso que a evangelização
dos povos está tão atrasada. Falta reconhecimento da ordem e pronta obediência!
Por que os muçulmanos, que começaram a pregar cerca de 600 anos depois do
Apóstolo Paulo, já alcançaram 1/5 da população mundial, enquanto nós evangélicos,
temos apenas 550 milhões aproximadamente?...
Será erro de cálculo? Ou de Estratégia? Será falta de dinheiro? (...).
Não! É falta de Fé! De Amor! De Obediência! De Compromisso com Deus e com
Sua Palavra. Obediência, vêm antes de estratégias, métodos ou dinheiro. Ao ouvir Jesus
falar, seus discípulos não receberam suas palavras com o sentido de: “Olha, talvez seja
bem que vocês comecem a pregar, primeiro em Jerusalém e depois em todo o mundo”.
Não! Foram palavras fortes como de um general, passando ordens aos seus subalternos,
os quais não podem questionar, senão simplesmente obedecer.
Foi assim que Paulo recebeu esta ordem, pois ele respondeu: “Porque, se anuncio
o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta esta obrigação, e ai de mim
se não anunciar o Evangelho.” (I Co 9.16)
OUN – Portanto ou Pois. É uma palavra de ligação.
MATHEUTÉSATE – Fazei discípulos, ou seguidores, ou aprendizes. (Também
imperativo).
PANTA – TA – A todos. De modo que, até agora, este versículo fica assim: “Ide, e fazei
discípulos de todos os ethne”. A palavra ethne merece atenção especial.
ETHNE – “Nação”. Desde os séc. XV e XVI, a palavra ETHNE vem sendo traduzida para
algumas línguas ocidentais apenas com o significado de NAÇÃO. O que não é errado.
Todavia, a palavra ETHNE deriva – se de “ETHNOS”, que é um termo grego usado para
designar o vocábulo “povo” ou “gente”.
Povo ou Gente; O vocábulo Ethne é geratriz da palavra “Etnia”. Etnia é um grupo
humano que se relaciona entre si por fatores como língua, religião, raça, moradia,
ocupação, classe social, modo de vida, modo de vestir, ou não. Ou seja, um povo!
Sendo assim, o versículo fica bem traduzido deste modo: “Ide, pois, e fazei
discípulos de todos os povos.”
A origem das raças, deu – se na confusão das línguas na Torre de Babel (Gn 1.7,8).
Se o propósito de Jesus é restaurar todas as coisas (Cl 1.20); então é natural que a
maldição de Babel também seja, de certa forma, desfeita espiritualmente. A divisão de
raças tem sido motivo de orgulho, inimizade e guerras entre os povos. O único caminho
para que as nações voltem a falar a “mesma língua”, é Jesus, pois, a Palavra de Deus
torna – se um “idioma Internacional”, uma vez que é um elo de ligação espiritual que
rompe os laços de divisão e proporciona a verdadeira paz.
2.3) Diferença entre Missão Centrípeta e Missão Centrífuga:
Existe grande diferença entre os métodos que Deus deu a Israel e os que Ele deu à
Igreja para o cumprimento de suas respectivas missões.
2.3.1) Missão Centrípeta – Israel devia ser como um “Imã” e atrair para Deus os
outros povos e nações. Os filhos de Israel deviam ser sacerdotes santos que revelassem
Jeová, o Único Deus Verdadeiro, a todas as nações, e mediadores que levassem a Deus.
Em outras palavras, os povos deveriam se convergir à Israel para conhecerem o seu
Deus. A natureza da missão de Israel era centrípeta. Observe a figura abaixo.

AS NAÇÕES

ISRAEL

2.3.2) Missão Centrífuga – A igreja também tem um chamado para o ministério


sacerdotal (II Co 5.16-19; I Pe 2.9,10). Contudo, a natureza de sua missão é centrífuga.
Diferentemente de Israel, não se requer da Igreja que esteja parada, quieta, e
simplesmente “atraia” os outros povos do seu Deus. Requer – se que vá a outras gentes e
as ganhe para Cristo. Depois de ganhas, estas, por sua vez, devem formar extensões da
Igreja em seu próprio país. A seguir, esse povo mesmo levará a cabo missões centrífugas,
saindo a pregar. É isto que manda a Grande Comissão. É assim que ensina a Geografia
Missionária de Jesus. Veja Mt 28.18,19 e At 1.8. Observe o diagrama abaixo:
“Simultaneamente”
JUDÉIA “Tanto Quanto”

IGREJA
CONFINS DA TERRA JERUSALÉM

“Ao mesmo tempo” SAMARIA “Concomitantemente”


Antes de ser assenso ao Céu, Jesus disse aos seus discípulos que ele (após receberem o
Espírito Santo) seriam suas testemunhas tanto quanto em Jerusalém, assim como na
Judéia, Samaria e nos confins da Terra. Jesus não disse que só depois de alcançarem um
lugar é que deveriam passar para o outro. Ele disse “tanto quanto”, ou seja, ao mesmo
tempo; Simultaneamente; Concomitantemente.
Esta é uma descrição perfeita da natureza centrífuga da missão da Igreja!
2.4) Princípios Gerais de Missões:
Missões é tão antiga quanto à existência do homem. Missões nasceu no “coração
de Deus”. Missões nasceu no ÉDEN. Missões nasceu no AMOR DE DEUS!
– Deus é amor (1° Jô 4.16);
– Deus nos ama (Jô 3.16);
– Deus nos ama porque é sustentador de tudo e de todas as coisas (Sl 42.1,2);
– Deus nos ama porque é Criador (Gn 1 e 2).

2.5) A Origem de Missões:


O Jardim do Éden foi o palco da ...:
 Criação (Gn 1 e 2)
 Tentação (Gn 3.1-5);
 Queda do Homem (Gn 3.6,7);
 Vergonha e separação (Gn 3.8b);
 Juízo de Deus (Gn 3.9-23); mas o Éden também foi o palco de:
 MISSÕES (Gn 3.15)!
O versículo 15 contém a primeira promessa implícita do plano salvifico de Deus
para a redenção da humanidade. É uma profecia que contém duas predições:
a) Prediz o conflito espiritual entre a “semente da mulher” (isto é, Jesus Cristo) e a
“semente da serpente” (isto é, Satanás); Confira em Is 7.14; Mt 1.1-16; Ap 12.9 e 20.2.
Deus promete aqui, que Cristo nasceria de uma mulher; que seria “ferido” (ao ser
crucificado); mas que ressuscitaria dentre os mortos para destruir completamente (“ferir”) a
Satanás, o pecado e a morte, bem como, para salvar a humanidade (Veja Is 53.5;
Mt 1.20-23; Rm 5.18,19; I Jô 3.8 e Ap 20.10).
b) Prediz a vitória final de Deus (e do povo de Deus!) contra Satanás e o mal (Jô 12.33; At
26.18; e Rm 16.20).
Esta promessa de Gn 3.15 é chamada de “Promessa Messiânica”. Aqui está a
origem de Missões!
O homem pecou, e conseqüentemente, distanciou – se de Deus. O homem
tornou – se o “Objeto de Missões”. Para que ele pudesse ser reconciliado novamente com
Deus, era necessário que Jesus fosse “enviado” ao Mundo. Confira em II Co 5.17;
Lc 22.53; Jô 1.1-14; 3.16; e Hb 2.14,15.

2.6) Extensão do Plano de Missões:


O ponto culminante do plano salvifico e de redenção é a morte vicária de Cristo, e a
extensão deste plano é a GRANDE COMISSÃO.
Após sua ressurreição, Jesus comissionou seus discípulos (e a nós também!) a
continuarem a propagação do Evangelho (Jô 20.19-23). Isto é a Grande Comissão...

“DEUS TINHA UM ÚNICO FILHO E FEZ DELE UM MISSIONÁRIO”


David Livingstone
PARTE 3 – HISTÓRIA DE MISSÕES:

Na história da Igreja, há uma linha de progressão na atividade missionária que vem


desde o seu início no ano 30 d.C. Linha esta, que é desenhada pela ausência e presença
de iniciativas missionárias na Igreja de Cristo na proporção em que o tempo foi de
passado.

3.1) Começa o trabalho Missionário:


– Os dois últimos mandamentos de Jesus aos seus discípulos: a) Ficar em
Jerusalém até serem batizados no Espírito Santo; b) Ir por todo o mundo pregando o
Evangelho.
– Ao colocarem estes mandamentos em práticas, os 120 discípulos que estavam
em Jerusalém por volta do anos 30 d.C., deram o INÍCIO TERRENAL de Missões,
ou seja, o início Humano, Histórico e Geográfico.
* O Apóstolo Pedro, após o Pentecostes, evangelizou com poder os estrangeiros
que estavam na cidade naquele dia (At 2.14);
* João e Pedro, pregaram no Sinédrio e no Templo para todos os religiosos da
época e às autoridades (At.3.12; 4.8);
* Estevão, um Diácono, também marcou o início da Igreja Primitiva com suas
poderosas mensagens e os sinais que se seguiam e, principalmente, com o seu
testemunho face ao martírio a que foi vítima.
* Por fim, a Igreja de modo geral, pregava o Evangelho (At. 6.7);

3.1.1) Resultado do Trabalho:


“Alguns dos Pardos, Medas, Elamitas e outros povos que viviam para além de
Jerusalém, nas terras orientais do Império Romano e que ouviam no dia de Pentecostes a
primeira mensagem pregada por Pedro, se converteram ao Evangelho e levaram as boas
novas aos seus conterrâneos. As evidências para que tal tenha ocorrido é a constatação
de que em períodos posteriores podiam ser encontradas igrejas estabelecidas nos lugares
de origem daqueles povos (At 2.9, 10, 11 e 41)”.
“Alguns dos prosélitos, pessoas não descendentes de judeus, mas que
renunciavam ao paganismo, aceitavam a lei judaica, recebendo o rito da circuncisão e
vivendo em outras províncias romanas, ouviram e aceitaram a mensagem do Evangelho
pregada por Pedro e tornaram – se portadores das boas novas entre seus irmãos usando
como púlpito a sinagoga, principal foco religioso dos judeus fora de Israel (At. 2.14 e 41).
“Todos estes discípulos fizeram o primeiro instante da atividade missionária da
Igreja”

3.2) O Primeiro Declínio Missionário:


* Motivo: FALTA DE ZELO MISSIONÁRIO:
“Aparentemente estava tudo certo com a primeira igreja. Havia conversões em
massa Perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas
orações. Havia temos em cada crente. Havia sinais e prodígios. (...) A Igreja era respeitada
e admirada pelo povo.
Mas apesar de tudo isso, havia algo errado com a Igreja de Jerusalém: “Era
poderosa na fé e no testemunho, pura no seu caráter e abundante no amor. Entretanto, o
seu singular defeito era a falta de zelo missionário. Permaneceu em seu território, quando
devia ter saído para outras terras e outros povos.” Veja At.1.8.

3.2.1) O Primeiro despertamento Missionário:


A) A perseguição leva a Igreja a fazer a Obra Missionária.
Ao serem dispersos, os cristãos pregavam por todos os lugares que passavam. A
dispersão, por causa da perseguição, deu – se exatamente, pelos lugares que Jesus
falara, ou seja, pela GEOGRAFIA MISSIONÁRIA de Jesus.
B) O Resultado do Despertamento:
* Segundo historiadores, a igreja iniciou realmente por Jerusalém, Judéia, Samaria,
depois por Cessaréia, etc... Vejamos:
* LESTE: foram por Damasco e Edessa, entrando na Mesopotâmia;
* SUL: foram por Bostra e Petra, entrando na Arábia;
* OESTE: foram por Alexandria e Cartago, entrando no Norte da África; e,
* NORTE: foram por Antioquia, entrando na Armênia e Bitina.
Alcançaram ainda a Espanha, Galácia (sul da França) e Grã – Bretanha e depois os
confins...
3.2.2) Evidências do Despertamento:
“Os novos crentes iam formando igrejas locais e ao mesmo tempo tornavam – se
missionários entre o seu povo e de outros lugares”.
A propagação do Evangelho aumentava a cada dia. O total de crentes por volta do
segundo século é estimado em MEIO MILHÃO DE PESSOAS!
A eficácia do trabalho evangelístico se deu a partir de 3 fatores, somados, é claro,
com o poder do Espírito Santo, a saber:
A) O Testemunho Informal;
B) A Capacidade Intelectual de Alguns Crentes, e
C) A Morte Dos Cristãos.
A) O testemunho informal se manifesta a partir da vida diária dos crentes,
caracterizada pelo amor.
B) A capacidade intelectual de alguns crentes que defendiam a fé com argumentos
racionais e bem desenvolvidos foi algo incontestável, pois o Cristianismo não era como as
demais religiões cheias de ritos e mágicas; é claro, substancial, profundo e tem a ver com
a realidade existencial do ser humano.
Ganham destaque pessoas como Paulo, Orígenes, Tertuliano, Justino Mártir e
outros...
C) A morte de alguns cristãos, praticada pelos imperadores romanos somou para
aumento do Cristianismo, pois, a coragem dos crentes ante a execução consistia num
poderoso testemunho Tertuliano disse: “O SANGUE DOS MÁRTIRES É A SEMENTE DA
IGREJA”
 3.2.3) O trabalho dos primeiros missionários:
Além de Pedro, Paulo, Apolo, Filipe, Barnabé, Silas, Marcos, Lucas e muitos outros
crentes que desempenharam atividades missionárias, a tradição judaica conta que...
* Mateus foi para a Etiópia *André, para a região dos citas ao norte da Europa
* Bartolomeu, para a Arábia e Índia * Tomé, para a Índia * Paulo, Barnabé e equipe,
foram trabalhar entre os gentios e nos lugares mais distantes do império romano como por
exemplo Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia *Edésio e Frumentio, (no 4º Séc.)
sobreviventes de um naufrágio no Mar Vermelho, perto da Etiópia, foram levados escravos
para a corte real daquele país e logo conseguiram liberdade para pregar o evangelho e
houve conversões *Gregório (213) evangelizou a Capadócia e se tornou líder da Igreja
local (dizem que quando assumiu a igreja só havia 17 crentes na cidade, mas quando
morreu só tinha 17 pagãos!...)

A MORTE DE POLICARPO Havia


“ Policarpo, pastor de Esmirna, desenvolveu um ministério também o trabalho de
evangelístico tão intenso que foi acusado de ser “o destruidor dos muitos outros
deuses pagãos”, por isto foi queimado em praça pública. Sua igreja pregadores anônimos
constava de escravos, aristocratas locais e membros do quadro de que constituíam um
assistentes do procônsul”. grande exército que
A morte de policarpo sensibilizou a sociedade da Ásia Menos a marchavam em todas
ponto de provocar um abrandamento das perseguições por algum as direções pregando a
tempo, permitindo que os menos corajosos declarassem abertament e Palavra (At. 8.4)
sua fé em Cristo e os não – crentes se convertessem.

3.2.4) Surgem Novas Igrejas Missionárias:


A Igreja de Jerusalém deixou de ser a ÚNICA. Cada nova igreja ou congregação
formada pelos primeiros missionários, era também uma igreja missionária. Destacamos:
Antioquia, Éfeso, Roma, Alexandria e Cartago, todavia, há outras.

3.2.5) As 10 Ondas de Perseguições:


“Era de se esperar que o intenso trabalho missionário resultasse um aumento de
perseguições.”
Registramos, dessa época, o mais doloroso período.

IMPERADOR: ÉPOCA
NERO 64 D.C.


TRAJANO 64 D.C
ADRIANO 117-138
ANTÔNIO 138-211
MARCO AURÉLIO 161-180
SÉTIMO SEVERO 193-211
MÁXIMO 235-238/9
DÉCIO 249-251
VALERIANO 253-260
DIOCLESIANO 234-305

3.3) O SEGUNDO DECLÍNIO MISSIONÁRIO:


MOTIVO: DISCUSSÕES TEOLÓGICAS, DISPUTAS E ACEITAÇÃO DO ACORDO
ROMANO.
Questões doutrinárias existiram na Igreja desde o início. Aconteceram por várias
razões: por causa de conceitos do judaísmo diferentes do Cristianismo; por causa de
elementos gregos na Igreja muito voltados à contemplação filosófica, etc.
A Igreja enredou – se em complicadas questões que obscureciam a simplicidade do
Evangelho. Os crentes começaram a se ocupar mais com questões doutrinárias e
filosóficas do que com o Evangelho. A Igreja internamente estava envolvida com
discussões teológicas e disputas de poder, e ainda vivendo sob um clima de perseguições.
Enquanto isso, por volta do terceiro séc., o Império Romano começou a declinar. As
constantes invasões dos povos bárbaros ameaçavam – no em muito.
Foi dentro deste contexto que em 313 d.C., o Imperador Constantino disse ter visto
no céu uma cruz sobre a qual estava escrito a seguinte frase em latim “IN HOC SIGNO
VINCES”, que quer dizer: “por este sinal vencerás”. Imediatamente adotou a cruz como
o seu estandarte e publicou em decreto tornando o Cristianismo como a Religião Oficial do
Império Romano.
Na verdade, a intenção de Constantino era utilizar o ímpeto cristão para ir até os
“povos bárbaros”, convertê – los ao Cristianismo e assim ficarem sob o domínio romano!

O ACORDO
“Se a Igreja aceitasse a proposta do imperador, ela ganharia a proteção do
Imperador e acabariam as perseguições. A igreja seria protegida pelo Estado. Ela ganharia
ainda a Prosperidade do Império. Em contrapartida, a fé seria usada para “amansar” os
povos bárbaros e consolidar o império romano.
Depois do acordo assinado, foi instituído o culto ao imperador. Agora a Igreja
venerava mais ao homem do que a Deus. Que acordo infeliz!...
Quanto aos povos, eram dominados pela força do exército romano e “amansados”
pela religião cristã. Tornavam – se cristãos à força; E a Igreja “abençoava a tirania dos
imperadores”! O resultado foram as conversões em massa. Por exemplo, Alemanha,
Hungria, Suécia, Islândia, Groelândia, Tchecoslováquia, Polônia, Índia, etc...
Assim a Igreja de Roma consolidara – se a Igreja Católica Universal!
Mas, na verdade, a Igreja desviou – se do caminho que deveria seguir...
Durante 5 séc. a Igreja utilizou os mosteiros para objetivos missionários.
Nasceram várias ORDENS se Franciscanos, Dominicanos, Benetidinos, Jesuítas e
outros.
No séc. 17 foi criada a SAGRADA CONGREGAÇÃO para propagação da fé.

3.4.1) PRINCIPAIS MISSIONÁRIOS CATÓLICOS:


Úfilas, Martinho de Tours, Patrício, Columba, Niniamo, Agostinho, Bonifácio,
Metódio, Domingos, Francisco de Assis, Las Casas, Francisco Xavier, etc.

3.4.2) REMANESCENTE:
Nem todos estavam de acordo com o rumo que a Igreja tomava. Aconteceram
vários movimentos de reforma, por exemplo, na França em 1110, 1155 e 1170, na
Inglaterra em 1324 com JOÃO WYCLIF, na Tchecoslováquia com JOÃO HUSS (1369 –
1445), na Itália com JERÔNIMO SAVONAROLA (1452), com os ANABATISTAS por toda a
Idade Média e com ERASMO (1466 –1536)

3.4.3) OS REFORMADORES:
Nomes como Calvino, Melanchton, Zwinglio e Martinho Lutero, são comuns quando
o assunto é Reforma Protestante.
Foi Martinho Lutero quem liderou a maior Reforma Protestante no séc. XVI.
Contudo, pouco se falava de missões estrangeiras, por 3 razões básicas:
– Os cristãos ainda lutavam pela conservação de suas vidas (por causa das
perseguições);
 O Protestantismo só teve sua sobrevivência assegurada em 1648, com o Tratado de
WESTFÁLIA.
– Divergências Teológicas e controvérsias infindáveis por parte dos Protestantes;
– Ensinamentos contrários à pregação do Evangelho em todo o mundo;
 JOHN GERHARD, 1637, pregava que a ordem da Grande Comissão era exclusiva dos
Apóstolos.
Quem tentasse agir contra o pensamento geral deparava – se com a reprovação da
liderança da Igreja; (caso de VON WELZ, da Áustria, em 1664, cognominado” agitador
missionário”.

3.4.4) INICIATIVAS MISSIONÁRIAS DOS PROTESTANTES:


Em meio a ausência de uma atividade missionária estruturada e permanente, os
protestantes fizeram algumas tentativas, vejamos:
 Na Suécia, em 1559, o rei Gustavo Vasa incentivou o evangelismo aos povos lapões,
ainda pagãos, que viviam em seu território;
 Igrejas Holandesas e Inglesas mandavam missionários capelães nas suas
Companhias;
 Um livro cristão escrito por Hugo Grotius (1583 –1645), foi usado por marinheiros
holandeses para evangelizarem o extremo oriente da Ásia;
 HANS UNGNAD SONNECK, um crente alemão esperava um grupo que tentou
penetrar entre os muçulmanos;
 Venceslau Budowitz conseguiu converter um turco em Constantinopla;
Um cristão chamado Justiniano Von Welz foi ao Suriname, América do Sul, sem o
apoio de nenhuma Igreja;

Em 1555, quando a França tentava dominar o Brasil, Calvino mandou 2 missionários e


14 seminaristas no grupo de franceses hunguenotes que vieram para o Rio de Janeiro.
Entretanto, a missão deles fracassou por causa da forte perseguição do Almirante católico
Villegnon.

3.5_ O SEGUNDO DESPERTAMENTO MISSIONÁRIO:


Movimentos Espirituais Impulsionaram as Missões
A) O PURITANISMO: Surgiu entre os protestantes da Inglaterra, a partir de 1657.
Pregavam contra o sistema anglicano da Rainha Elisabete, contra os aparatos cerimoniais,
conservados do catolicismo e o estilo de governo eclesiástico. Eram estudiosos da Bíblia,
buscavam viver uma vida dedicada a Deus e dando testemunho aos homens.
B) O PIETISMO: O movimento pietista surgiu com grande intensidade na
Universidade de Halle, na Alemanha. Foi liderado por Filipe Spener (1635 – 1705) e
Augusto Francke (1663 – 1727).
* Principais missionários: Adoniran Judson (enviado para a Birmânia); John Taylor
Jones (Tailândia); George Dana Boardmam (Birmânia); Issacher Robert (China – 1846);
Lottie Moon (China – 1873), Wullian Bagby e esposa (Brasil –1881), Zacarias e Kate
Taylor (Brasil – 1882).
SOCIEDADE MISSIONÁRIA DE BASILÉIA, fundada em 1815, na Suíça;
Em 1821 fundou – se a MISSÃO DA DINAMARCA;
Na França foi formada em 1822 a SOCIEDADE MISSIONÁRIA DE PARIS;
Em 1842 surgiu na Alemanha, a SOCIEDADE MISSIONÁRIA DE BERLIM;
Em 1828 formou – se a SOCIEDADE MISSIONÁRIA RENANA;
Em 1842, a MISSÃO NORUEGUESA;
Em 1877, entre os presbiterianos foi fundada a SOCIEDADE de
EVANGELIZAÇÃO CHINESA. Um dos missionários mais famosos foi HUDSON TAYLOR
(foi ele quem criou o conceito de CONTEXTUALIZAÇÃO); depois de muitos anos na
China, criou sua própria missão, estando muito doente na Inglaterra, a MISSÃO do
INTERIOR da CHINA, considerada posteriormente, a maior missão do mundo!
Inúmeras sociedades, grupos e organizações missionárias surgiram no
mundo nesse período, em conseqüência, quase todas as igrejas protestantes até
1914, participavam da causa missionária.

3.5.2) O PAPEL DA IGEJA MORAVIANA:


Na antiga Morávia (Tchecoslováquia), havia um movimento espiritual que envolvia
mais de 400 igrejas. Depois de muito sofrer com a perseguição da igreja católica, um
nobre chamado Conde ZINZENDORF (1700 – 1760), começou a incentivar os irmãos ao
trabalho missionário, principalmente depois de saber que a missão estava prestes a ser
abandonada. No dia 21 de agosto de 1732 começou o célebre trabalho missionário dos
irmãos Moravianos. “Sob a direção de Zinzendorf, esta igreja foi tomada de uma paixão
missionária que jamais a abandonaria. A igreja chegou a ter um missionário no estrangeiro
para cada 92 membros. Entre os anos 1732 e 1760, 226 missionários morávios entraram
em países estrangeiros, estabelecendo igrejas.”

3.5.3) Evangelistas percorrem o Mundo:


“Quando a idade da razão despontava no séc 18 e o fervor cristão declinava, Deus
utilizou determinados homens que, através de suas poderosas mensagens, conduziram os
crentes a um novo movimento do Espírito Santo que os impulsionaram a realizar a obra
missionária.”
Homens comuns, como nós, porém, homens que fizeram renúncias,
experimentaram privações, sofreram danos, percas, dores... contudo, não foram
“desobedientes à visão celestial”.
Homens como JOÃO WESLEY, GEORGE WHITEFILD, JOMATHAN EDWARDS, E
OUTROS.
Estes homens deixaram “rastro de fogo” em seus países e no exterior, além de
serem espelhos para outros evangelistas itinerantes de séculos seguintes. Nomes como o
de CHARLES A. SPURGEON, CHARLES FINNEY, DWIGHT L MOODY, BILLY SUNDAY,
e no século vinte, BILLY GRAHAN E LUIS PALAU, ETC E ETC.
O trabalho destes evangelistas itinerantes, atravessou o grande século
missionário, em quase todos (se não em todos!) os Continentes...
3.6) O TERCEIRO DECLÍNIO MISSIONÁRIO:
MOTIVO: LIBERALISMO CRISTÃO E PREOCUPAÇÃO SOCIAL.
3.6.1) Alguns líderes de Igrejas Evangélicas nos EUA e Europa, começaram a fazer
uma concepção liberal de Cristianismo, no início do séc. 20. Deu – se, então, o começo de
um novo desenvolvimento teológico e eclesiástico que viria a trazer grandes
conseqüências no futuro.
No aspecto missionário, o liberalismo gerou o seguinte quadro:
 O liberalismo não tinha mais certeza que Jesus era a última Palavra de Deus ao
homem;
 O fato de se ter o título de missionário não significava que a pessoa cria na
interpretação da Bíblia e que corajosamente defendia as doutrinas principais da fé.
 O liberal não aceitava a proclamação exclusiva da salvação através de Jesus. Era mais
simpático com as outras religiões, sugerindo até uma síntese das religiões.
 Esta nova concepção teológica mandava completamente a compreensão da Grande
Comissão.
 Havia mudança e redução na propaganda missionária, tão aceitável no séc. 19.
Pietismo gerou uma grande influência missionária, tornando – se o berço do primeiro
esforço genuíno missionário da reforma.
Pregadores famosos do Pietismo: JONATHAN EDWARDS, JOHN WESLEY,
GEORGE WHITEFIELD, ETC.
Os resultados destes movimentos foram maravilhosos para as missões pois,
serviram para amadurecer o conceito de salvação individual e da conversão pessoal de
cada indivíduo, ao contrário das “conversões em massa”, realizada pela Igreja Católica em
séculos anteriores.
Principais resultados:  A formação de Sociedades Missionárias (quase todas as
igrejas de então, se envolveram com Missões Transculturais) e  o extraordinário trabalho
da Igreja da Morávia (os moravianos realizaram uma vigília ininterrupta de oração por
quase 100 anos!)

3.5.1) AS PRINCIPAIS SOCIEDADES E SEUS MISSIONÁRIOS:


A primeira foi a SOCIEDADE para PROPAGAÇÃO do EVANGELHO, fundasse
em 1649, na Nova Inglaterra, (EUA), pelo Pr. congregacional John Eliot, que fora enviado
pela Igreja Congregacional da Inglaterra para evangelizar os índios da América do Norte.
A SOCIEDADE para a PROMOÇÃO do CONHECIMENTO CRISTÃO (SPCK),
liderada por Thomas Bray, foi fundada em 1698 pela Ig. Ang. Da Inglaterra.
* Marcou o início das “missões inglesas”, estabeleceu bases na Índia; um dos seus
principais missionários foi Christian Friedrich Schwartz (1724 – 1798), serviu 48 na Índia.
Pelos idos de 1700, foi fundada a SOCIEDADE ESCOCESA para
PROPAGAÇÃO do CONHECIMENTO CRISTÃO.
* David Brainerd (1718 – 1877) foi enviado para trabalhar entre as tribos de índios
nômades nos EUA, *Alexander Duff, foi para a Índia em 1830, (levou 18 anos para ganhar
33 indianos para Cristo!).
Em 1701, anglicanos e outras igrejas evangélicas da Inglaterra se uniram e
formaram a SOCIEDADE para PROPAGAÇÃO do EVANGELHO em TERRAS
ESTRANGEIRAS (SPG).
Objetivo: Prestar apoio aos missionários na América do Norte e Índias Ocidentais;
* em pouco tempo enviaram mais de 350 missionários!
Em 1705, em Halle, Alemanha, os pietistas criaram a MISSÃO DANISH –
HALLE, cujo líder foi Franz Lutkens.
* Destacam – se Bartholomeu Ziegenbald e Henry Plutschau, enviados para
Tranquebar, Índia.
Os anglicanos ingleses formaram em 1799 outra missão, a SOCIEDADE
MISSIONÁRIS da IGREJA (CMS)
WILLIAM (GUILHERME) CAREY contribuiu muito para que, em 1792, na
Inglaterra, um grupo de pastores fundassem a SOCIEDADE BATISTA MISSIONÁRIA
* O primeiro missionário comissionado foi John Thomas, que era um médico da
esquadra real e que permaneceu na Índia depois de seu pedido de serviço, a fim de
trabalhar como médico – missionário. Wuillian Carey voluntariou – se para auxiliá – lo, e foi
para lá em 1793 e trabalharam juntos por 41 anos.
Em Londres, os Congregacionais, fundaram em 1795 a SOCIEDADE
MISSIONÁRIA de LONDRES.
* Principais missionários: Roberto Moffat (África do Sul – 1816); David Livingstone
(África do Sul – 1871), Robert Morrison foi o 1º missionário protestante enviado à China;
(Chegou em Cantão em 1807).
Em 1797 foi fundada a SOCIEDADE MISSIONÁRIA HOLANDESA.
Evangelizaram basicamente na Indonésia e, como em nenhuma outra parte do mundo,
conseguiram a conversão de muçulmanos.
Em 1810, os congregacionais e presbiterianos norte – americanos formaram a
JUNTA AMÉRICA para as MISSÕES ESTRANGEIRAS (AMERICAN BOARD).
No ano de 1817, os batistas norte – americanos fundaram a JUNTA
AMERICANA dos MISSIONÁRIOS BATISTAS.

3.6.2) Preocupação Social ocupa o lugar de missões:


Este assunto provocou muito impacto no final do séc. 19 e início do séc 20. A
questão social passou a ser mais enfatizada do que a relação individual entre o crente e
Deus. Muitos líderes cristãos aderiram ao chamado “Evangelho Social”.
A maior expressão deste tipo de “Evangelho”, veio à tona anos mais tarde, na
América Latina com a Teologia da Libertação.

3.7) O TERCEIRO DESPERTAMENTO MISSIONÁRIO:


3.7.1) Cristãos voluntários X liberais:
Em reação ao liberalismo, surgiu nos EUA uma nova geração de missionários
profundamente determinados a manter uma fé pura e confiar na dependência total de
Deus. Eles partiram para um intenso tablado de evangelismo, até mesmo aos próprios
cristãos nominais, em seu país e também na Europa e América Latina.
Depois disso, os Estados Unidos passaram a ser nação com o maior número de
missionários atuando em todo o mundo. Estes novos missionários, na maioria, eram
formados em Institutos Bíblicos e Faculdades Cristãs. Apareceram nos fins do séc 19 e
limiar do séc 20.
3.7.2) Nasce o Movimento Voluntário Estudantil:
“Foi nessa nova onda missionária que nasceu nos EUA o Movimento Voluntário
Estudantil em 1886. Perdurou por 50 anos e enviou mais de 20 mil estudantes para o
campo missionário no exterior, a maioria norte – americanos. Os mais conhecidos desses
estudantes foram Carlos T Studd, J.E.K. Studd, Robert Wilder, Joseph H. Oldham, Robert
E. Speer, W. Tempe Cairdener, Samuel Zwemer, William Pacon, Fletcher Brockmam e
E. Stanley Jones.”

3.7.3) Nasce a Aliança Bíblica Universitária (ABU)


Quem criou a ABU foi C. Stacey Woods, em 1943, nos EUA. O objetivo da ABU é
promover missões nos “campus” das Universidades.
Na UFJF, funciona um núcleo da ABU que está ligada a ABU da Região Centro
Oeste.

3.7.4) Nasce a Associação Evangélica das Missões Estrangeiras:


Esta associação foi fundada depois da 2ª G.G.M, nos EUA. Contrária ao liberalismo,
recebeu o apoio da maioria das missões da sua época.

3.7.5) Novas Sociedades e Agências Missionárias:


Nessa época muitas outras organizações missionárias começaram a surgir no
mundo, tais como: a Missão para o Interior do Sudão (SIM); a Cruzada de Evangelização
Mundial; O Ministério de Cruzadas Além – Mar e etc.
Em conseqüência d movimento estudantil e destas novas agências missionárias,
muitos países outroras fechados ao Evangelho, foram alcançados.

3.7.6) O Movimento Pentecostal:


Nos idos de 1910, aconteceram em diferentes lugares dos EUA movimentos de
renovação espiritual entre igrejas protestantes tradicionais: presbiterianos,
congregacionais, batistas, metodistas, etc. Esse movimento ficou sendo chamado de
Movimento Pentecostal.
Estas igrejas protestantes que haviam aceitado o Batismo no Espírito Santo, não
podendo mais permanecer no seio de suas denominações e possuindo vários missionários
no campo, razão pela qual necessitavam de uma autoridade executiva e organização,
formaram em 1914 as Assembléias de Deus norte – americanas.
Dentro desse entusiasmo missionário do Movimento Pentecostal destacam – se os
suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, que vieram dos EUA para o Brasil em 1910, e se
instalaram na cidade de Belém do Pará. Ali, em 1911, logo após a não aceitação do
batismo no Espírito Santo pela Igreja Batista (como aconteceu nos EUA), formaram,
juntamente com um grupo de irmãos, a Missão de Fé Apostólica, que em 1918, veio a se
chamar Assembléia de Deus.

3.7.7) Conferências Nacionais e Mundiais:


A partir do século 19 em quase todos os países onde havia trabalhos missionários
protestantes aconteceram conferências missionárias com a participação de diferentes
sociedades missionárias que motivaram a realização de Conferências Missionárias
Nacionais e a formação de Comitês e Missões.
Depois da primeira realizada na Índia em 1855, cada vez mais foram sendo
realizadas conferências, agências e sociedades missionárias a realizarem juntas grandes
conferências mundiais de missões, hoje chamadas de Congressos Mundiais de
Evangelização. Já foram realizados 13 desses Congressos Mundiais. Os que foram
considerados mais importantes são: o de Edimburgo, na Escócia, em 1910, e o de
Lausanne, na Suíça, em 1974.
A nível regional, os envolvidos com a tarefa missionária também têm – se unido em
conferências. Como é o caso do Congresso sobre Evangelismo no Pacífico Sul, em 1968;
o Congresso Missionário para Estudantes de toda a Ásia, em 1973; a Consulta sobre
Missões em toda a Ásia em 1973; a Associação de Missões n Ásia, em 1975; e o COIBAM
(Congresso Latino –Americano sobre Missões) realizado em São Paulo, em 1987.
Muitas outras Consultas Globais, reuniões denominacionais e regionais com o
objetivo de tratar de assuntos missionários estão planejadas ao redor do mundo.
Nos últimos 50 anos da História de Missões, pôde – se constatar que naquelas
áreas do mundo tidas como “campo missionário”, a Igreja tem florescido, e hoje, estão se
tornando “base de envio de missionários”.

“Trabalhemos enquanto é dia, pois a noite vem, quando ninguém mais pode
trabalhar...”

PARTE I – MISSIOLOGIA

4.1) O que são Missões Transculturais?


O prefixo “trans” deriva – se do Latim e significa “movimento para além de”, ou
“através de. Sendo assim, em linhas gerais, missões transculturais é transpor uma cultura
para levar a mensagem do universal do Evangelho.
Segundo Larry Patê, missões transculturais, “é a proclamação do amor de Deus,
que ultrapassa fronteiras culturais, raciais e lingüísticas”.
A mensagem do Evangelho não pode se restringir a uma só cultura, mas ter
alcance abrangente, em todos os quadrantes da Terra, onde quer que haja uma etnia que
ainda não a tenha ouvido.
O Evangelho está acima de nossas concepções humanas e deve valer – se dos
elementos étnicos de cada cultura para ser proclamado. É preciso descobrir o “approach”
de cada cultura, ou sejam os seus pontos de aproximação, para comunicar de maneira
adequada as verdades do Evangelho.
Não é o Evangelho que se curva a cultura, mas esta se curva ao Evangelho. Isto é
fazer missões transculturais...

4.1) O que é Cultura?


Para muitos, a palavra “cultura” significa o grau de estudos de uma pessoa. Por
isso, é comum ouvirmos alguém falar: “Fulano de Tal tem muita cultura”. Quase todas as
pessoas fazem esta associação da cultura com o nível intelectual ou de instrução de
alguém. Mas cultura não é isto.
Cultura é, segundo a definição do dicionário Aurélio, “o complexo de
comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais
transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”.
Na Antropologia, o termo cultura é visto sempre em associação com outro termo, a
saber: sociedade.
Para um antropólogo, cultura “é o conjunto de comportamentos e idéias
característicos de um povo, que se transmite de uma geração a outra e que resulta da
socialização e aculturação verificadas no decorrer de sua história”. Assim sendo, cultura “é
o modo de agir”, e o termo sociedade designa o “grupo de indivíduos que compartilham de
um mesmo modo de agir”.
Precisamos entender bem claramente que cada povo tem o seu próprio “Padrão de
Cultura”, que é a amalgama de todos os valores passados de geração a geração em cada
sociedade desde os seus primórdios.
É o padrão cultural de cada povo que determina qual a “orientação cultural” que
cada povo segue. Ou seja, a orientação cultural é que norteia o modo de viver de cada
indivíduo dentro de sua etnia.

4.3) Transculturação:
Transculturação “é o processo de transformação cultural caracterizado pela
influência de elementos de outra cultura, com a perda ou alteração dos já existentes”
M. Dicionário Aurélio).
Note, na definição do termo, o seguinte “... é a influência de elementos de outra
cultura, com a perda ou alteração dos já existentes”.
O missionário transcultural deve tomar muito cuidado para não exercer este papel.
O papel do missionário não é alterar ou mudar os valores de uma cultura. O seu
compromisso é com os Princípios Bíblicos. Estes, sim, podem exercer influência e até
mesmo alterar situações contrárias à fé cristã, que deverão ser resolvidas no próprio
contexto cultural, sem que seja necessário “importar” ou “adaptar” modelos de outros
padrões de culturas.

4.4) Etnocentrismo:
Etnocentrismo é “uma tendência a ver a nossa própria cultura como maneira
universal de comportamento”.

O missionário não pode se deixar levar por esta atitude. Entretanto, isso às vezes
acontece; acontece, porque somos tão inconscientes de como nossas vidas são guiadas
pela nossa cultura e idioma, que de repente, descobrimos que é mais difícil do que
pensávamos aceitar uma outra cultura. Embora, reconhecendo o que possa ser
considerado comportamento apropriado em outra cultura, apegamo – nos ao que
consideramos “normal” e “natural”. Achamos que a nossa maneira de fazer as coisas é
“superior” e “correta”. Quando isto acontece com um missionário no seu campo de
trabalho, é reflexo de que ele não teve uma boa aculturação.

4.5) Aculturação:
Já vimos que cada povo tem o seu próprio padrão de cultura, e também que as
culturas diferem na língua, na forma de ver o mundo, na valorização da conduta e em
muitos outros aspectos. Quando alguém tenta comunicar uma mensagem a uma pessoa
de outra cultura, um emaranhado de coisas impede que esta mensagem seja bem
compreendida. É como se houvesse um bloqueio entre a fonte e o receptor. Este bloqueio
realmente existe e é chamado de barreira, ou rede cultural.
A solução eficaz para o problema da “rede – cultural”, é o missionário intercultural
“passar pela rede”, ou seja, ele deve assimilar a cultura do povo onde missiona; Ele deve
se esforçar ao máximo em aprender o idioma local e comunicar, na língua desse povo, a
mensagem do Evangelho; E para isso, ele deve usar as normas de conduta deste povo,
bem como seu sistema de símbolos.
O missionário tem que deixar a sua dimensão e entrar na dimensão do povo em
que atua utilizando os próprios recursos deles para se fazer compreendido.
Este processo é chamado de aculturação.

4.5.1) Estratégia de Aculturação: A Cosmovisão:


Para atravessar uma “rede cultural” e alcançar uma cultura de forma eficaz com o
Evangelho, é importante desenvolver uma estratégia funcional.
O missionário deve saber em que pontos as culturas se diferem. Tem de
reconhecer os princípios a serem aplicados, mas deve saber como aculturar – se no grupo
que deseja alcançar. Para conseguir isso, deve saber que o centro de toda cultura e seu
gerador primário, é a COSMOVISÃO.
Cosmovisão é o conjunto de princípios, símbolos e valores que um povo tem como
verdades para a sua realidade.
Esses valores, por sua vez, hão de gerar um conjunto de normas aceitas como
condutas normais desse povo. A ilustração abaixo exemplifica isto:
Certo missionário perguntou ao chefe de uma tribo africana se podia levar sua
família para viver nessa aldeia. O chefe perguntou o motivo. Então o missionário lhe disse
que tinha uma mensagem importante para o povo.
– Qual a mensagem? – perguntou o chefe.
– Eu lhe contarei a mensagem se permitir que minha família e eu vivamos com o
seu povo durante dois anos. – respondeu o missionário.
O chefe concordou. Nesses dois anos o missionário e sua família aprenderam a
língua do povo, aprenderam a cultivar a terra, cozinhar, comer e comportar – se como o
povo dessa aldeia. Por outro lado, todos observavam os estrangeiros com grande
curiosidade, especialmente no princípio. Viam – nos orar. Percebiam como amavam os
filhos e como faziam amigos entre o povo.
Passados os dois anos, a aldeia toda decidiu dar uma festa especial para que o
missionário comunicasse a sua importante mensagem. O povo havia aprendido a amá – lo
e a respeitá – lo. Estava realmente desejoso de saber porque ele havia deixado sua
própria terra para viver entre eles durante esses dois anos.
Quando o missionário se levantou e começou a falar na língua do povo, todos
ficaram atentos à verdade. Ele começou pelo princípio, exatamente como os anciãos
faziam à noite, ao contarem suas histórias em volta das fogueiras. Contou – lhes a história
de um homem especial enviado por Deus. Hora e meia mais tarde, o missionário acabou
de apresentar sua mensagem, e ficou esperando que o chefe falasse, como de costume.
O chefe fez algumas perguntas sobre os espíritos malignos para o missionário, o qual
respondeu a cada uma delas usando a Palavra de Deus. O povo resolveu voltar na noite
seguinte para ouvir mais. E assim foi por quatro noites consecutivas. No final da
mensagem da quarta noite. O chefe se pôs se pé e declarou que queria seguir o modo de
vida de Cristo. O chefe foi o primeiro a ser batizado. Em pouco tempo, a aldeia inteira
aceitou “o modo de vida de Cristo”!
O êxito deste missionário se deu porque ele conseguiu penetrar na cosmovisão do
povo. Ou seja, ele construiu uma plataforma na mentalidade deste povo, de onde ele podia
verdadeiramente falar e ser ouvido. E por causa do seu proceder todos os naturais
chegaram a ser cristãos.
Se o missionário tivesse começado a pregar logo assim que chegou, sem antes
atravessar a “rede cultural”, ou seja, sem aculturar – se; sem entender qual era o conjunto
de valores do povo, sem entrar na cosmovisão do povo, para aí então, compreender quais
as normas de conduta deste povo e assim poder pregar o evangelho, ele não teria bem
sucedido. Talvez depois desses dois anos ele tivesse apenas um pequeno grupo de
convertidos, ou nenhum.
Observe a figura abaixo:

COSMOVISÃO

SISTEMA DE VALORES

NORMAS DE CONDUTA

A Cosmovisão de certo povo é a sua percepção básica de como as coisas são e de


como chegaram a ser assim.

“COSMOVISÃO: O CORAÇÃO DE UMA CULTURA”!

4.5.2) Princípios de Aculturação:


Através de bons princípios de aculturação o missionário transcultural, pode diminuir
muito o choque cultural. No próximo ponto falaremos sobre este choque, agora vejamos
alguns destes princípios de aculturação.
A) Seguir as Normas de Conduta da Cultura Hóspede.
Em geral, o processo de aculturação requer de 2 a 5 anos. Para o missionário,
quanto mais tempo puder passar com o povo adotado, melhor. Quando um obreiro
transcultural entre pela primeira vez noutra cultura, o faz no nível das “normas de conduta”.
Sua compreensão do “sistema de valores” e da “cosmovisão” dessa cultura é mínima.
O missionário precisa aprender a comer, vestir, dormir, viajar, receber visitas e fazer
muitas outras coisas exatamente como o povo da cultura local faz. Agindo da maneira do
povo, logo o missionário compreenderá os valores em que se baseiam essas normas de
conduta. Aprenderá não somente a compreendê – los, mas também ele próprio começará
a adotar muitos desses valores, que começarão a ter sentido para ele.
Quanto mais o missionário adotar as normas de conduta do povo, tanto mais se
convencerão de que ele os respeita e se interessa por eles.
B) Contribuir para que o Evangelho Transforme a Cosmovisão do Povo:
Não é suficiente mudanças apenas nas “normas de conduta” do povo. A pregação
do Evangelho precisa atingir a sua “cosmovisão” e seu “sistema de valores”. Enquanto isso
não acontecer, o Evangelho não terá penetrado realmente na sociedade.
É possível o missionário conseguir persuadir algumas pessoas a se comportarem
de acordo com o exemplo que lhes dá. Podem até ir à Igreja e participar das atividades
cristãs, contudo, quando se encontram enfermas, ou atemorizadas por maus espíritos,
recorrem à feitiçaria, ao espiritismo ou a outras atividades não cristãs.
A esse tipo de conduta dá – se o nome de Sincretismo, que é uma mistura de
Cristianismo com outras religiões. O povo inclui o Cristianismo em suas formas de culto,
suas crenças religiosas; não o segue como o único caminho verdadeiro.
A única maneira de vencer o sincretismo é fazer com que o Evangelho penetre na
cosmovisão e no sistema de valores da sociedade. O povo precisa crer no Evangelho de
tal maneira que alcancem uma perspectiva cristã e não mais pratiquem suas antigas
formas de cultos e sacrifícios.
C) Traçar o perfil dos Valores básicos da Cultura Hospedeira:
Tendo aprendido a maior parte das normas de conduta da cultura que o hospeda, o
missionário começará a entender os valores básicos do povo. Isto lhe dará um quadro
mais claro de como comunicar o evangelho a esse povo.
D) Julgar a Própria Conduta Social, Moral e Religiosa Segundo as Normas da Cultura
Hospedeira:
O missionário tem que evitar o Etnocentrismo a todo custo (ver 4.4). Não deve
julgar as normas de conduta da cultura local segundo suas normas culturais. Antes, deve
aprender a ver sua própria conduta de acordo com o sentido que lhe dá, a cultura local.
E) Aguardar o Momento Certo para Começar a Pregar:
Um dos erros mais comuns que os missionários cometem é começar a pregar logo
que chegam na cova cultura.
Certo missionário enviado ao Japão, logo que chegou lá, contratou um intérprete e
deu início a uma campanha de evangelização. Ao fazer o primeiro apelo no final do culto,
todos levantaram as mãos indicando aceitar a Jesus. No segundo culto aconteceu o
mesmo. O missionário concluiu que tanta gente estava se convertendo que não podia dar
tempo à aprendizagem da língua japonesa.
Pregou durante um ano inteiro através do mesmo intérprete antes de saber a
verdade do fato. Cada vez que ele pedia que as pessoas que quisessem aceitar a Cristo
levantassem as mãos, o intérprete simplesmente mandava que todos levantassem as
mãos! De modo que os ouvintes levantavam as mãos não para aceitarem a Jesus, mas
sim, para que o pregador não perdesse o prestígio e também porque o intérprete lhes dizia
que o fizessem.
Podemos concluir que, enquanto o processo de aculturação não estiver bem
avançado, o missionário não poderá comunicar a mensagem de maneira que o povo
possa recebê – lo.
4.6) Choque Cultural:
Se o missionário usar como seu “guia” os princípios e a estratégia de aculturação
apresentadas no ponto anterior, ele conseguirá superar bem o choque cultural.
O choque cultural é um sentimento de confusão e desorientação que a pessoa
enfrenta quando se muda para outra cultura.
A causa desse choque é exatamente a mudança de normas culturais.
A intensidade do choque dependerá, da diferença entre a cultura de origem e a
cultura hóspede do missionário. Dependerá também, da personalidade e do preparo do
missionário. (Assunto do próximo ponto!).
Já vimos o que é o choque cultural, sua causa e intensidade, agora veremos alguns
sintomas deste choque.

4.6.1) Sintomas do Choque Cultural:


A) Sensação de Desorientação. É comum a pessoa sentir certo incômodo e certa
sensação de desorientação, bem como ansiedade nervosa. Principalmente se ela não
entende a língua local.
B) Desejo de Isolar – se. Dada a dificuldade de comunicação com o natural, e a não
possibilidade de se comunicar com pessoas de sua cultura, então surge uma vontade de
ficar só.
C) Comparação das Culturas. O iniciado constantemente nota diferenças entre a sua
cultura e a que o hospeda deve cuidar – se para não se exceder em freqüentes
comparações, pois as pessoas que o cerca podem se sentir ofendidas.
D) Menosprezo pelas Normas Culturais;
E) Sensação de Estar Preso;
F) Sentimento de Hostilidade;
G) Sensação de Autodesprezo;
H) Sensação de Fracasso; e até mesmo,
I) Perda da Visão Espiritual;
A lista de sintomas apresentada não é necessariamente progressiva. Mas é um
conjunto de reações normais que ocorrem quando uma pessoa entra numa nova cultura. O
missionário pode não sentir todos estes sintomas, nesta mesma seqüência e intensidade,
mas certamente há de experimentar pelo menos um deles.
Quanto mais o missionário transcultural compreender a cultura em questão e a
tarefa que tem pela frente, menos será o efeito que o choque cultural terá sobre ele e sua
família.

4.7) O Missionário Transcultural e o Seu Preparo:


O missionário transcultural precisa receber um treinamento específico antes de sair
para o campo. Não significa o envio de alguém, sem que este alguém não tenha recebido
um preparo (o mínimo que seja), nas seguintes áreas:
A) Preparo Lingüístico:
O missionário precisa saber pelo menos, qual o idioma falado no seu “campo –
alvo”. O ideal é que ele saiba falar antes mesmo da partida. E não apenas o idioma, mas
também as peculiaridades da língua do país que vai trabalhar.
Este preparo exige tempo, estudo e determinação; antes e depois da ida do
missionário para o campo, pois ele não termina com a chegada do mesmo, pelo contrário,
deve ser intensificado; porque o missionário vai precisar de um domínio completo da
língua, bem como de uma boa fluência e também conhecimento de expressões
idiomáticas e regionalismos (e neste caso, quanto mais ele souber, melhor!)!
Quando se faz uma tradução de um idioma para outro, nem sempre há palavras
correspondentes entre esses idiomas. O missionário que tem um bom conhecimento do
idioma para o qual se faz a tradução, saberá, então, nesta ocasião: valer – se da
“equivalência dinâmica” para poder transmitir a sua mensagem de maneira inteligível aos
seus ouvintes.
É por isso que o missionário necessita de um bom preparo lingüístico, para poder
das “contemporaneidade” à Bíblia, no país onde missiona.
B) Preparo Teológico:
É importante frisar, quando mencionamos “preparo teológico”, que não basta ao
missionário, ter meros conhecimentos de conceitos sistemáticos da Bíblia e querer
transportá – los de uma realidade para outra. É preciso que estes conceitos tenham
correspondências práticas na vida de quem os ensina, especialmente no campo
missionário; onde poderá haver circunstâncias que exigirão “provas” daquilo que se prega.
Em outras palavras, o missionário deve viver o que prega e pregar o que vive.

Toda boa teoria que não for aprovada, não passa de uma “boa teoria”. O
ensino bíblico não pode ficar apenas no campo teórico. Se não for acompanhado de
evidências terá pouco resultado. Leis Tg 1.22; etc.
Não basta ao missionário ter conhecimento teológico. Este preparo deve
reverstir – se da visão transcultural para que ele possa encontrar em cada etnia o
instrumento próprio para aplicar os ensinos na vida do povo. Para o missionário ensinar as
verdades bíblicas em outra cultura, ele precisa contar com o momento adequado e a
estratégia certa.
C) Preparo Transcultural:
Costumes são mutáveis e diferem de uma região para a outra. O missionário
precisa conhecer os costumas do povo que vai trabalhar, para que o choque cultural não
gere efeitos negativos.
Uma questão séria é a do vestuário. O quadro muda de país para país; e de região
para região. O missionário precisa ter bastante equilíbrio para não exportar costumes de
sua cultura para a do povo adotado; nem tão pouco quando retornar à sua pátria, importar
costumes do campo onde missiona para i seu país de origem que sejam incompatíveis
com o seu “modus vivendi”.
A área de costumes, inclui também, hábitos alimentares, ética à mesa, convivência
familiar, etc; que diferem de uma cultura para a outra.
Os costumes mudam, mas os princípios bíblicos são imutáveis!...

4.8) Tipologia da Evangelização:


“Nosso mundo hoje, é muito mais complexo do que o mundo dos crentes da Igreja
Primitiva. Atualmente há mais línguas, mas países, mais grupos étnicos do que quando a
Igreja Primitiva foi tão eficaz na evangelização intercultural. Nessa época não era preciso
passaporte, nem vistos, e o grego era um idioma comum falado por muita gente. Hoje, as
distâncias entre as cidades, são muito maiores, tanto geográfica quanto culturalmente. Se
desejamos ser “missionários” eficazes, devemos aprender tudo quanto podemos acerca
das diferenças e de como superar as barreiras que se apresentam para uma comunicação
eficaz do evangelho”.
Buscando criar meios e estratégias para a evangelização mundial, o estadista de
missões Ralf Winter (U.S. Center), criou um esquema com base nas distâncias culturais
entre o missionário e seus ouvintes.
“O homem precisa criar formas de controlar sua realidade para compreendê – la e
modificá – la. Exemplo: Metro – Distância; Hora – Tempo.” Com Missões também é assim.
É de grande valia para nós, compreender – mos o conceito de “Distância
Cultural”; ou seja, o quanto uma cultura é “distante” (diferente) da outra!
Ralf Winter separou a Evangelização em três etapas: E – 0, E – 1, E – 2, E – 3.
A) E – 0:
Evangelização E – 0, significa uma evangelização com barreira cultural 0! Isto é,
sem nenhuma distância cultural entre o emissor e o receptor. Isto ocorre quando um
verdadeiro cristão ganha para Cristo “cristão nominais”. Neste caso não existem barreiras
culturais, nem religiosas, nem geográfica, nem de tipo algum.
B) E –1:
Evangelização E – 1 é ganhar para Cristo pessoas da própria cultura do
evangelista, mas que ainda não “nasceram de novo”. Por exemplo, quando um crente
pentecostal leva ao Senhor alguém de sua própria cultura que é católico romano. A cultura
é igual, mas a religião é diferente.
C) E – 2:
Evangelização E – 2 é ganhar para Cristo pessoas que pertencem a culturas
diferentes, mas similares à do evangelista. As culturas desses povos não são exatamente
iguais, porém, podem ser bastante aproximadas, até o ponto de falarem a mesma língua
materna.
Temos dois exemplos bíblicos. O primeiro, são os samaritanos. Embora fossem à
semelhança dos judeus, inclusive na língua, pois falavam o aramaico, contudo, havia
profundos preconceitos históricos e culturais que eram verdadeiras barreiras, entre esses
dois grupos étnicos, a ponto de não se comunicarem um com o outro (Jô 4).
De maneira que, quando Filipe começou um avivamento entre os samaritanos, ele
estava fazendo E – 2!
O segundo exemplo, é quando os judeus helenitas começaram a estabelecer
igrejas entre os gregos (At. 19.20). Eles cruzaram uma barreira de grande preconceito
religioso e racial para ganhar os gregos para Jesus, e o fizeram numa língua diferente da
sua.
A evangelização do tipo E – 2 é uma evangelização intercultural. Quando a barreira
idiomática ou a cultural, ou ambas, são suficientemente grandes que requeiram uma igreja
em meio ao povo evangelizado, então temos uma evangelização intercultural. Uma grande
parte da evangelização intercultural registrada na Bíblia é do tipo E – 2.
D) E – 3:
Evangelização E – 3 é ganhar para o Senhor, membros de uma cultura muito
distante. Neste caso não existe nenhuma semelhança cultural entre o emissor e o
receptor. Isto é, entre o evangelista e o povo evangelizado.
O fator chave a ser considerado é a distância cultural.

4.9) A Teoria do Evangelismo de Vizinhança:


Alguns pensam que a evangelização de certa parte do mundo é de
responsabilidade única dos crentes dessas regiões. Os que assim pensam, não são
favoráveis à evangelização do tipo E – 3 (ou seja, não são favoráveis a missões
transculturais!). Há até mesmo quem considera E – 3 desnecessária. Isto porque
acreditam (às vezes até inconscientemente) no pensamento conhecido como “teoria do
evangelismo da vizinhança”.
As pessoas que acreditam no evangelismo de vizinhança deduzem que, uma vez
que há alguns crentes em determinada região do mundo, basta que estes “evangelizem
seus vizinhos” (evangelização do tipo E – 0 e E – 1) uma vez que estão culturalmente
próximos, assim, não se faz necessário o envio de missionários (para se fazer E – 3!) e em
pouco tempo o mundo todo terá sido evangelizado. Entretanto, estas pessoas se
esquecem que para se fazer E – 1 é necessário que antes se faça E – 3! Foi assim com
Jesus. Ele realizou E – 0, E – 1 e também E – 2 (no caso de Jô 4!), antes porém, realizou
E – 3, porque foi ENVIADO de um outro “País” e precisou aculturar – se à cultura judaica
antes de começar a pregar o Evangelho!
Como vimos em 1.4 o missionário precisa transpor uma barreira cultural, geográfica
ou lingüística para poder ministrar o Evangelho. Foi exatamente isto que Jesus fez... é por
esta razão que David Livingstone disse a frase que já citamos anteriormente, mas que vem
a propósito: “Deus tinha um único filho e fez dele um missionário”.
Seguindo estes padrões de evangelização, concluímos que se um evangelista sair
fazendo E – 1, em um determinado momento ele vai encontrar uma barreira (seja ela
geográfica, cultural ou lingüística), ao transpor esta barreira estará fazendo E – 2 e mesmo
E – 3. Exemplificando:
Suponhamos que eu queira divulgar o Evangelho em todo o mundo, mas sem sair
da minha cidade natal, Juiz de Fora; sem fazer missões transculturais. Então, eu
evangelizo o meu “vizinho” e dou – lhe a incumbência de ganhar o seu e de passar – lhe a
mesma tarefa. Logo, logo teremos evangelizado todos os bairros de Juiz de Fora e o
último “vizinho”, ganhou alguém do estado do Rio de Janeiro. E lá no Rio o evangelho foi
passando de “vizinho a vizinho” até chegar em São Paulo, depois no Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul. Até aqui só houve E – 1. Então, o “vizinho” da última cidade
do Rio Grande do Sul, que faz fronteira com o URUGUAI, vai da mesma forma como foi
feito até agora, tenta evangelizar o seu vizinho. Só que este seu “vizinho” uruguaio fala
outra língua, tem outros costumes, enfim, tem outra cultura e pertence a outro grupo
étnico, diferente do Brasil. Isto que dizer que o “vizinho” crente se deparou com uma
barreira cultural, geográfica e lingüística. Se ele pretende realmente ganhar o uruguaio
para Jesus, então terá de transpor estas barreiras e a única maneira é fazendo MISSÕES
TRANSCULTURAIS! (Neste caso E – 2).
Outro exemplo que pode ser dado é o caso da Igreja do Paquistão. É composta, na
sua maioria, de ex – hindus, os quais não conseguem testemunhar para seus vizinhos
muçulmanos (97%) geograficamente próximos, porém, muito distantes culturalmente.
Neste caso também, o “evangelismo de vizinhança” não funciona.
Poderia ter citado ainda o caso de uma Igreja no Sul da Índia (País que sofre com a
desigualdade social por causa da sua divisão em “Castas!”), ou o da Igreja de Batak, na
Indonésia, entretanto creio que já ficou bem claro que só se faz E – 1 se antes, for feito
E – 3.

“A igreja saudável e no centro da vontade


de Deus é aquela que segue seu Senhor e faz
tal qual ele fez...”
PARTE 5 - ANTROPOLOGIA MISSIONÁRIA

5.1) Definindo Antropologia:


Você sabe o que é Antropologia?
Há várias definições desta palavra: “É a ciência natural cujo objeto é o estudo e a
classificação dos caracteres físicos dos grupos humanos”. Krober a define como “a ciência
dos grupos humanos, seu comportamento e as suas produções”. Há quem diga que é “a
ciência da cultura humana”. Em linhas gerais, “Antropologia é o estudo do ser humano”.
A Antropologia abrange uma esfera de estudo muito ampla. Divide – se em duas
grandes áreas: Antropologia Física e Antropologia Cultural.

5.2) Antropologia Física:


É o seguimento da Antropologia que estuda os primatas, a genética, a evolução, as
mudanças do corpo e as descrições das características dos povos.
A Antropologia Física, no estudo da espécie humana, registra a evolução e a
diferenciação dos tipos raciais. A raça humana pode ser dividida em três grupos étnicos
principais: negróide, mongolóide e causóide. Para uma investigação exata dos tipos raciais
e sua classificação desenvolveu –se uma técnica de mensuração. No que diz respeito à
aplicação dessa técnica ao esqueleto e ao homem vivo, usa – se também o termo
Antropometria.
O estudo do homem fóssil ou pré – histórico representa uma especialização
paleontológica no vasto no campo da Antropologia Física.

5.3) Antropologia Cultural:


É o seguimento da Antropologia que estuda as culturas pré – históricas, a etnologia,
o folclore, a organização social, a cultura e a personalidade, a aculturação e a aplicação da
Antropologia aos problemas humanos.
Na análise dos modelos padrões de vida e do comportamento humano nas diversas
culturas, o antropólogo deve procurar respostas para três perguntas principais:
1º) Quais as funções dos vários aspectos duma cultura, isto é, comida, abrigo,
transporte, organização da família, crenças religiosas, línguas, valores, etc.?
2º) O que faz um membro de uma sociedade agir como age? Em outras palavras,
por que todos não agem da mesma maneira? Quais são as normas que determinam a
conduta dos membros de uma sociedade?
3º) Quais os fatores que determinam a conservação de certos aspectos culturais e a
substituição de outros com o decorrer do tempo?
Como podemos perceber, não é suficiente apenas analisar os tipos de vestimenta
ou comida de um povo, mas precisamos analisar também quem usa esta ou aquela roupa
e porque a usa.

5.4) O que a Antropologia nos Ensina?


A Antropologia tem feito muitas contribuições ao conhecimento de nós mesmos e
de outros seres humanos. Podemos resumir algumas dessas contribuições básicas da
seguinte maneira:
A) O comportamento humano não é ilógico ou efetuado ao acaso, mas segue modelos
culturais definidos;
B) As partes que formam o padrão de comportamento de uma cultura são interligados; e
C) A maneira como os diferentes povos seguem e pensam pode tomar formas bastante
variadas de cultura para cultura.
“Pede – me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da Terra por tua
possessão”.
(Sl 2.8)

5.5) A cultura e suas Divisões:


Relembremos a definição de Cultura, segundo o dicionário Aurélio: Cultura é “o
complexo de comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e
materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade”.
Há muitas partes da nossa cultura que supomos serem tão lógicas, tão naturais e
até mesmo universais, que nem estamos conscientes delas, realizando – as
automaticamente. Devemos, todavia, lembrarmo – nos de que outros povos têm diferentes
maneiras, (e às vezes bem diferentes!) de considerar um mesmo assunto.
Podemos classificar a cultura em diferentes seguimentos: Cultura – a) material;
b) social; c) religiosa; d) lingüística; e) estética; f) musical; g) artística; h) etc.
É interessante traçarmos um paralelo entre estes seguimentos da Cultura para
analisa – los cuidadosamente. Vejamos alguns casos

5.5.1) A Cultura Material em Relação à Cultura Social:


O dinheiro e a riqueza são desejados pelo homem, não só porque possuem valor
em si, mas também porque proporcionam um status diferente diante de uma sociedade.
Um homem rico é um homem importante, respeitado. A riqueza proporciona segurança,
poder e prestígio (a não ser se foi adquirida de forma ilícita!)
A tendência natural do homem de querer possuir tal status produz uma influência
inevitável da cultura material sobre a cultura social. Veja que exemplo interessante, de um
fato ocorrido entre os índios do Canadá.
Na tribo dos índios “Atapascam”, no norte do Canadá, antigamente, quando o clima
era muito frio e a vida, conseqüentemente, muito difícil, uma mulher tinha dois ou três
maridos. A escassez de alimentos e a difícil economia não proporcionavam condições para
um homem sustentar numa pessoa e a respectiva prole. Mas aconteceu um fato que
mudou radicalmente este sistema. Os homens daquela tribo adquiriram espingardas, e se
tornou bem mais fácil conseguir caça. Então podiam matar animais maiores, e houve
abundância de alimentos. A partir de então, os homens podiam sustentar suas respectivas
famílias e eles é que passaram a ter duas ou três esposas. Concluindo, a espingarda, que
é um bom material, mudou a cultura social.

5.52) A Cultura Material em Relação à Cultura Religiosa:


A influência do material é forte, até mesmo na vida religiosa. Isso nos traz mais uma
vez à revelação da verdadeira essência da natureza humana.
Na Suíça (o “Banco do Mundo”), eles dizem não “precisar” de Deus, afinal, têm uma
economia estabilizada, etc... Já, no Brasil, muitos vão aos centros espíritas com o
propósito de conseguir êxito nos negócios ou mesmo para ganhar na Loteria Papa –tudo,
Tele – Sena, etc., e quiçá, num jogo de futebol. A razão dessa procura religiosa é
meramente econômica!
Em contrapartida, observamos que pessoas que possuem poucos recursos
financeiros, ou que já tiveram muito e perderam tudo, são mais abertas para uma
experiência genuinamente religiosa.

5.5.3) A Cultura Material e a Missão Cristã:


Nós sabemos que Deus está interessado no indivíduo inteiro, tanto na sua parte
espiritual como na física. No entanto, acontece que, não poucas vezes, temos separado
estas duas partes essenciais do ser humano, pensando que Deus só está interessado na
parte espiritual. Essa não é a mensagem que a Bíblia nos transmite. Vemos em toda a
Palavra de Deus a importância que é dada ao homem total. Por isso, é dever das missões
transmitir essa mensagem, de um modo que penetre na vida toda do homem e da
sociedade.
Uma segunda razão por que deve ser assim, é o fato comprovado de que a cultura
de um homem convertido vai mudando e melhorando dentro do seu pensamento e da sua
sociedade.
O missionário tem o dever de levar o homem à expressão mais perfeita possível de
sua fé em Jesus Cristo, numa nova vida nele. Os costumes e a Cultura do missionário são
irrelevantes e sem sentido para um homem de outra cultura, mas o missionário, mesmo
assim, deve ajudar o novo homem em Cristo e avaliar sua vida e buscar uma expressão
certa do Cristianismo. O Espírito Santo e um estudo profundo da Bíblia, mostrarão o que
os novos cristãos devem rejeitar e o que devem reter e/ou melhorar para a glória de Deus,
na sua própria cultura.
A cultura não é simplesmente um aglomerado de traços e características, nem tão
pouco um amontoado de conhecimentos. Cada parte distinta da cultura se interliga às
demais de forma que resulta num funcionamento sistemático da sociedade – a sociedade
organizada.
O poder salvador do Evangelho manifesta – se pelas boas obras e não pelos
costumes, especialmente numa experiência transcultural. Acima de tudo, está o amor, que
deverá ser expresso de maneira prática e convincente, o único meio de atrair homens para
Cristo.
Pense nisso, caro aluno: se você diz para alguém (de qualquer cultura que seja!),
que Jesus salva, o seu interlocutor quererá saber como e quererá provas disso na sua
própria vida.

“... e entoavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de


abrir – lhes os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus,
os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os
constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra.” (Ap 5.9,10)

5.6) O Problema do Relativismo Cultural:


Em decorrência dos estudos antropológicos efetuados até o momento presente,
alguns antropólogos estão dizendo que há relativismo cultural. “Se os esquimós matam os
velhos que não podem mais trabalhar, por que não fazer o mesmo também?” “Se pode
haver liberdade sexual em algumas tribos da África, por que não podemos tê – la
também?” “Tudo é relativo”.
A Bíblia tem muito a dizer sobre isso. Deus conhece os diferentes valores de cada
cultura. Ele reconhece também as oportunidades de casa povo, a revelação que este tem
recebido de Deus. Ele mesmo se revela de diferentes maneiras, em diferentes culturais.
Sobre isso, Don Richardson fala em seu livro “O Fator Melquisedeque”. Recomendo – o
para sua leitura!
Em Lc 12.48 também se diz: “Mas o que não a soube, e fez coisas dignas de
açoites, com poucos açoites será castigado. “A qualquer que muito foi dado, muito se
lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá”.
Paulo também sabia que os valores de cada cultura eram diferentes e que alguns
costumes eram relativos e outros não (I Co 16.3). Ele exigiu que Timóteo se circuncidasse
(At. 16.3) e deixou Tito sem circuncisão (Gl 2.3). Não foi incoerência na conduta do
apóstolo, mas um reconhecimento bíblico de que há níveis de valores de uma cultura para
outra e mesmo dentro de uma mesma cultura.
A Bíblia deixa muitos costumes e regras em aberto para que a própria pessoa,
dentro da sua respectiva cultura, escolha, escolha o melhor. Outros mandamentos são
fixos para todas as pessoas na face da Terra. A Bíblia diz que não podemos matar, nem
por atos nem por pensamento. Em todas as culturas isto é pecado (mesmo na dos
esquimós!). A Bíblia também proíbe a vaidade, que é um sentimento íntimo manifesto de
maneiras diferentes em cada cultura. E assim por diante. Há outros atos que são meros
costumes (como maneira de se vestir – que varia de cultura para cultura – de se saudar,
etc.) e, portanto, são deixados à livre decisão de cada um, dentro do seu “padrão cultural”,
sem que a Bíblia os regulamente.
Talvez o discernimento sobre estas coisas seja uma das tarefas mais importantes e
difíceis do missionário. Por isso ele tem de, em primeiro lugar, conhecer profundamente a
Bíblia e o que ela realmente ensina sobre tais coisas. Ele tem de conhecer também a sua
própria cultura para poder compreender as razões básicas das suas próprias reações e
pensamentos. Além disso, ele tem de conhecer de maneira “êmica” (isto é, de dentro da
cultura –não de fora) a cultura dentro da qual vai trabalhar, para poder transmitir o
verdadeiro ensino da Palavra de Deus, separando – o das práticas da sua própria cultura.

Temos de levar a Palavra de Deus aos outros


povos, não a nossa cultura e nossos costumes!
PARTE 6 – JANELA 10/40

6.1) Considerações Preliminares:


É provável que você já tenha ouvido ou lido alguma coisa sobre a janela 10/40.
Mas, você sabe exatamente o que é? Sabe porque ela é assim chamada? Ou quais os
países que a compõem?
Dada a importância do assunto, não poderíamos terminar esta apostila sem
falarmos a respeito. Todavia, daremos apenas uma pincelada. Incentivamos aos alunos
que prossigam na pesquisa e na atualização de informações alusivas ao tema proposto.
A) Quanto ao nome:
A pronúncia correta do nome é “JANELA 10/40” (dez – quarenta) E não “dez – por –
quarenta”.
Antigamente era chamada de “Cinturão de resistência”
B) Quanto à localização:
Está localizada entre as LATITUDES 10º e 40º norte do Equador. Abrange desde o
Norte da África, Oriente Médio e Ásia.
C) Realidades da Janela:
A janela tem em vista a maior parte das áreas do mundo com necessidades físicas
e espirituais. A maioria dos países do “Mundo A” estão aqui localizados, e também, a
maioria dos governos que se opõem ao Cristianismo, e ainda, os três maiores blocos
religiosos do Mundo: Islamismo, Hinduísmo e Budismo.

6.2) Razões para Focalizarmos a Janela 10/40:


Vejamos quais as três razões básicas pelas quais devemos focalizar a
evangelização nesta área.
6.2.1) Primeira Razão:
A Primeira Razão é fundamental razão pela qual devemos enfatizar a
evangelização na Janela 10/40 é por causa do significado bíblico e histórico desta
área.
A Bíblia começa com a explicação que Adão e Eva foram colocados por Deus no
“Jardim do Éden”, lugar onde é hoje o “coração da Janela 10/40”.
O plano de Deus expresso em Gn 1.26 é que o homem teria domínio sobre a terra e
deveria preenchê – la. Mas quando Adão e Eva pecaram contra Deus, perderam seu
domínio sobre a terra.Com o comportamento pecaminoso do homem sempre crescente.
Deus resolveu intervir e julgou a terra com o “Dilúvio”. Depois, os homens vieram
estabelecer seu novo intento para dominar: construíram a “Torre de Babel”. Essa obra
também ocorreu no “coração da Janela 10/40”, e foi feita como uma provocação a Deus
(Gn 11.3). Novamente, Deus estendeu sua mão como julgamento. O resultado foi a
introdução de línguas, separação de povos, e, formação de nações.
Cristo nasceu em Israel, país que compõe a Janela 10/40. Viveu uma vida perfeita,
morreu sacrificialmente na cruz e ergueu – se triunfante sobre a morte.
A Igreja primitiva anunciou isto, mas foi somente após as viagens missionárias do
Apóstolo Paulo que a proclamação ocorreu mais além da Janela 10/40.
Sem dúvida, é uma área de significado bíblico e histórico.

6.2.2) Segunda Razão:


A Segunda razão, é porque ali VIVE O MAIOR NÚMERO DE POVOS NÃO –
ALCANÇADOS DO MUNDO.
Dentro da Janela 10/40 está 1/3 da área total da Terra, 2/3 da população mundial;
cerca de 3 BILHÕES DE PESSOAS!
Nesta área estão, estatisticamente, as pessoas MAIS POBRES DO MUNDO!
Vivendo, ou melhor, sobrevivendo, em estado de absoluta miséria.
Sessenta e dois países formam a Janela 10/40. Dos quais, 37 estão totalmente
dentro do “RETÂNGULO” da Janela 10/40. Dos 62 países 18 são completamente
“fechados” ao Evangelho. Isto representa um total de 97% dos povos inalcançados.

6.2.3) Terceira Razão:


A Terceira Razão, é a presença das TRÊS MAIORES RELIGIÕES DE GRANDE
DOMÍNIO NO MUNDO.
A maioria dos adeptos do Islamismo, Hinduísmo e Budismo, vive na Janela 10/40.
A presença Islã é desde o Norte da África até o Oriente – Médio, perfazendo um
total de 700 milhões de pessoas.
Nós devemos fazer o máximo possível para mostrar aos muçulmanos que o grande
profeta descrito ao Alcorão, não é Maomé, mas sim Jesus Cristo.
No meio da Janela 10/40 está a Índia, e o hinduísmo também constitui um total de
700 milhões de pessoas.
À direita da Janela 10/40, temos a China que é o mundo budista.
Há 1,2 bilhões de chineses que estão precisando desesperadamente de Jesus. Eles
representam o maior bloco “IDENTIFICÁVEL” da Janela 10/40.
Na verdade, todo o Mundo necessita do Evangelho. Mas, em nenhum outro lugar é
tão gigante esta necessidade!

6.3) Definições Importantes:


6.3.1) Há algumas definições que nos ajudam a melhor entendermos a matéria:
A) Povo: Povo é o conjunto de indivíduos sujeitos às mesmas leis;
B) País: É o território ocupado por uma determinada população. É o espaço
geográfico que uma população habita.
C) Estado: É “uma sociedade organizada sob a forma de governantes e
governados, com território delimitado e dispondo de poder próprio para promover o bem de
seus membros, isto é, o bem público”.
D) População: Sentido quantitativo; abrange todos os que residem num território,
além da chamada “população flutuante”, isto é, pessoas que estão de passagem pelo país,
ou que nele reside temporariamente.
E) Nação: É o povo socialmente organizado e consciente de seus objetivos
comuns. É o povo e o conjunto de suas instituições sociais, línguas, usos e costumes.
F) Pátria: É o país onde nascemos e ao qual estamos emocionalmente ligados.
Tudo o que vimos até agora são definições da Sociologia. Mas ainda falta definir um
termo muito importante: Povo não – alcançado ou “inalcançado”.
Também são empregados os termos, “povo – fronteiriço”, ou “povo – escondido”.
Esta terminologia serve para designar um povo etnolingüístico sem nenhuma comunidade
nativa de cristãos com número e recursos suficientes para evangelizar seu próprio povo
sem nenhuma assistência externa (transcultural).
Segundo os pesquisadores, existem cerca de 11.286 grupos étnicos, ou seja,
povos, na Terra. E a Bíblia diz que o Evangelho precisa ser pregado a cada um deles!...

6.3.2) “Os Três Mundos”:


MUNDO A: Não Evangelizado – 1%:
São nações e povos no mundo menos evangelizado. Aquelas nações e povos que
são menos de 50% evangelizados.
MUNDO B: Não Cristão, porém Evangelizado – 8,5%:
São nações e povos no mundo não – cristão evangelizado. Aquelas nações que são
mais de 50%$ evangelizadas e menos de 60% cristãos.
MUNDO C: Mundo Cristão (incluindo nominais) – 90,1%
São nações e povos no mundo cristão. Aquelas nações e povos que são mais do
que 60% cristãos professos. Isto inclui todos os cristãos nominais e filiados de todas as
tradições eclesiológicas e não somente os protestantes.
A grande maioria dos países do Mundo A, estão na Janela 10/40!
6.3.3) Tradução da Bíblia – Um Grande Desafio!...

      
Segundo os pesquisadores, existem no Planeta cerca de 6528 línguas.
4% – Cerca de 276 possuem a Bíblia Inteira.
10% – Cerca de 676 possuem o Novo Testamento.
19% – Cerca de 1199 possuem Porções da Bíblia.
5% – Cerca de 336 são línguas quase extintas.
62% – Cerca de 4041 não possuem nem um versículo da Bíblia traduzido!
Uma grande parte destas línguas são de países da Janela 10/40.

Dos 24.000 povos do Mundo, cerca de 12.000 ainda são povos


não – alcançados. Uma grande parte também estão na Janela 10/40.

6.4) Pesquisa para o Aluno:


Inicialmente pensei em inserir neste trabalho a maior quantidade de detalhes
possíveis sobre a Janela, todavia, deixo como Proposta de Pesquisa para o Aluno esta
tarefa.
Quero sugerir uma pesquisa sobre:
A) Os blocos religiosos da Janela 10/40; (falando sobre cada um deles distintamente);
B) Quais grupos étnicos encontrados na Janelas;
C) Relação de Países que a compõem. Quais os “fechados”, quais os “restritos”;
D) Estatísticas, Dados complementares, etc.;
E) Estratégias de Evangelização da Janela;
F) Línguas que Possuem a Bíblia; e
G) Localizar num Mapa Mundi o “Retângulo” da Janela.
Outras questões devem ser abordadas.
O aluno deve lembrar – se sempre que “quanto mais sábio foi o pregador, tanto
mais sabedoria ensinou ao povo” (Ec 12.9)

PARTE FINAL – CONCLUSÃO:


Este trabalho não é a última palavra em Missiologia.
Não era propósito meu encerrar o assunto sobre o tema proposto com
esta simples apostila.
Sei que muito mais poderia ter sido apresentado. Todavia, quero crer
que os assuntos aqui tratados, serviram para a sua formação teológica,
bem como, para a sua vida de um modo geral.
Agora, resta – lhe apenas dizer como os missionários Pedro e João:
– “O que temos visto e ouvido, isto vos anunciamos”.
“E quão formosos são os pés dos que anunciam boas – novas”...
BIBLIOGRAFIA:

A Bíblia Sagrada:
Versões: ARA; ARC; THOMPSON; e BEP
Patê, Larry. Missiologia. São Paulo, SP: Editora
Vida, 1994, 2ª ed.
Burns, Bárbara, Azevedo, Décio de, e Carminati,
Paulo Barbero F. de; baseado na Obra de: Nida,
Eugene A. Costumes e Culturas – Uma
Introdução à Antropologia Missionária. São
Paulo, SP: Vida Nova, 1995, 2ª ed.
Hoover, Thomas Reginaldo. Missões – O Ide
Levado a Sério. Rio de Janeiro, RJ: Edições
CPAD, 1993, 1ª ed.
Queiroz, Édison, A Igreja Local e Missões São
Paulo, SP.
Vida Nova, 1991, ed.
Richardson, Don. O Fator Melquisedeque. São
Paulo, SP: Vida Nova, 1991, 3ª ed.
Apostilas do Curso de Missões por Correspondência da EMAD – Escola de Missões
das Assembléias de Deus, Rio de Janeiro, RJ.
Estudos Bíblicos Missionários da JMM – Junta de Missões Mundiais, Rio de
Janeiro, RJ.
EDIPE – Enciclopédia Didática de Informação e Pesquisa Educacional. São
Paulo,SP: Editora Iracema, 1687 3ª ed.
Johnstone, Patrick. Intercessão Mundial. Contagem, Minas Gerais.
Alencar, David. O Ciclo de Vida de Uma Igreja Missionária. São Paulo, SP.