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Nome do acadêmico: Rayssa de Oliveira dos Santos


Número de matrícula: 21851989
Turma: 4
Município: Itacoatiara-AM.
Data: 21/02/2022

MATRIZ DE SÍNTESE TEXTUAL


) REFE1) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: AZEVEDO, Jó; DIAS, Ramualdo. Educação e diálogo. Encontro com educadores em Várzea Paulista. Jaboticabal,

unep, 2011.

CITAÇÕES PÁGINAS QUAL O SOBRE O QUE O QUAIS SÃO AS DISCUSSÕES QUAL A CONCLUSÃO
OBJETIVO DO ESTUDO REALIZADAS PELO(S) DO ESTUDO
ESTUDO? TRATA? AUTOR(ES) REALIZADO?
Não se pode esquecer 93 Destacar qual era a Trata-se de que só Em 1500 haviam muitas práticas Apesar de que em 1500 não
de que tivemos importância da a partir do período educativas, mas não haviam haver escolas físicas, mas já
escolas apenas a partir escola nesse período. colonial que teve- escolas físicas como a haviam práticas educativas
do processo de se a presença das conhecemos atualmente. sociais, gerais não -formais,
colonização. primeiras escolas. porém que funcionavam
perfeitamente de maneira a
transmitir o conhecimento
oral.
Os jesuítas não foram 94 Esclarecer a Esta parte da Segundo os autores, os jesuítas É importante destacar que
necessariamente importância dos citação trata-se da tiveram a missão de segundo os jesuítas, era
“homens maus”. jesuítas em território missão que os subordinação das civilizações preciso que os indígenas
nacional e em que jesuítas tiveram indígenas de acordo com o aceitassem a cultura e o
suas práticas para catequizar e trabalho pedagógico e religião determinada pelos
refletiram na educar os nativos. catequético. portugueses através dos
educação no período padres jesuítas no período
colonial. colonial. Outro fator muito
importante é quando o
indígena não aceitava estas
condições, porém o mesmo
era obrigado a aceitar por
meio da força física imposta
pelos não padres jesuítas.
Os colégios não foram 95 Relatar que os Trata-se da Segundo os autores, as mulheres O desfecho dessa prática
para o povo e muito colégios da época restrição das não poderiam participar dos estudantil era apenas para
menos para as não poderiam ser mulheres não colégios, mesma elas sendo ricas, homens, pois é importante
mulheres, indígena, frequentados por poderem frequentar pobres, negras, indígenas ou destacar que estas escolas
branca, rica, para qualquer pessoa do os colégios. brancas, ou seja, se a pessoas foram criadas para poucos
nenhuma mulher. sexo feminino. fosse mulher já haviam uma certa homens, uma vez que as
restrição quanto ao ensino, na famílias ricas da época
qual banalizavam o ensino para poderiam enviar apenas um
esse público específico. filho para estudar. Além do
mais, o filho era ensinado
para tornar-se padre ou
completar seus estudos em
Portugal para ser funcionário
do país.
D. João VI monta 96 Precisava-se cuidar Trata-se da Trazendo para o contexto Portanto, o Dom João VI é o
vários cursos dos quadros importância de ter político-econômico, o Dom João pai do ensino superior no
superiores. administrativos do pessoas capacitadas VI tinha uma visão sustentada Brasil por trazer o ensino
Estado. para administrar o por meio da capacitação de para a capacitação de pessoas
Estado. pessoas para manter o Estado em para manter o Estado em
funcionamento, pois partia desse perfeito funcionamento.
princípio que haveria um perfeito
funcionamento da economia e
política, na qual havia benefícios
a favor dos Portugueses e que,
consequentemente para a criação
das universidades.
Chegamos à 96 e 97 Qual foi a principal Vale ressaltar que a A independência não mudou em Com isso, o rei continuou
Independência (1822). importância de ter-se Independência não nada, pois ela não alterou a sendo rei e os escravos sendo
a Independência e o foi o que realmente estrutura política-social do país escravos. No contexto geral,
que isso mudaria no deveria ser, uma como deveria ser e não mudou a a independência no Brasil foi
contexto sócio- vez que nada foi vida de ninguém. apenas um ato para país não
cultural? mudado na mudar nada, nem a educação,
monarquia, não nem a cultura e muito menos
houve a libertação a política impregnada. O
dos escravos, não Brasil tornou-se cada vez
houve revolução e mais escravista, reacionário,
muito menos foi católico, conservador e
cortado a cabeça do machista.
rei.
A República inventou 98 e 99 Por que o grupo Deve-se dizer que Houve uma sistematização do Portanto, a escola vem a ser
os grupos escolares. escolar juntava em muitos grupos discurso republicano para a como um templo de
um mesmo prédio as foram reunidos inovação. civilização, na qual irá
antigas escolas que para constituir um moldar a estrutura cultural da
foram isoladas? bloco só. Houve o sociedade local.
desenvolvimento
do currículo
padronizado.
)
2. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A ABORDAGEM TEÓRICA
Da pedagogia colonial à Educação mercantilista, é importante destacar que tivemos escolar a partir do processo de colonização, porém bem antes da
colonização já existiam formas de educar por meio de práticas realizadas pela população indígena, essas práticas seriam para transmitir sua cultura, mas não
existiam escolar propriamente ditas, apenas formas educativas sociais.
Os indígenas repassavam seus hábitos, costumes, ideologias e saberes sociais através de conversas e socialização. Foi apenas após 1500 que surgiram escolas.
Em 1500 em Vera Cruz foi onde tudo começou, com a chegada dos portugueses houve uma troca de comunicação visual, pois estes perceberam que os índios
eram mais velhos e que havia um responsável pelos valores culturais, o pajé. Porém, em 1549 os primeiros jesuítas convertiam os índios ao catolicismo e a
alfabetização era feito em casa, isso foi o que se tem ideia das primeiras formas de se dizer “escola”, por meio da catequização e educação aos povos indígenas.
Vale destacar que caso não desse como educar e catequizar o índio, os jesuítas usavam a opressão para impor suas cultura e modo de educar, pois o uso da
persuasão com ligação a violência era determinante, até uso de força física era utilizada, caso fosse necessário.
Para a educação colonizadora, os jesuítas não trabalhavam com escolar de “primeiras letras”, pois as escolas portuguesas não tinham o objetivo de educar o
povo, mulheres e indígenas, as escolas portuguesas foram criadas para educar o favorecido “famílias ricas”. A família mandava um filho para ir estudar em
Portugal, nesse período colonial, era normal mandar o filho para estudar na Europa, pois tinha-se acesso ao ensino superior.
Essa fase de mandar o filho para estudar na Europa criou-se a resistência de desenvolver um projeto de ensino no país. A princípio, era uma educação
monopolista, uma vez que os jesuítas restringiam a educação para todos, apenas poucas pessoas tinham esse privilégio, mas a catequese era para todos. Com a
chegada de D. João VI, a política educacional passou por várias transformações, foram construídas várias instituições de ensino no Brasil, bem como escolas de
ensino superior, por isso que o D. João VI é considerado o criador do ensino superior no Brasil.
Da Independência que não liberta, não houve de fato, pois tudo que era para ser modificado ou pelo menos ter mudado alguma coisa, mas no fim simplesmente
não aconteceu, pois não houve revolução e não foi cortado a cabeça do rei, muito menos não houve a libertação dos escravos e muitos outros fatores da época.
O que sabe-se é que a Independência foi uma máscara da crise do sistema colonial, das ideias iluministas e o benefício própria da corte e da elite agrária
brasileira durante a separação entre Portugal e Brasil.
Em 1824 constituía uma exigência para a existência de escolas para os homens livres e, não existia uma base de sustentação para a formação escolar, foi que
houveram discursos prometedores que nunca saíram do papel, apenas criação uma camuflagem progressista para vedar os olhos dos ingleses quanto a esse
aspecto.
Para a jovem rede estadual de ensino, houve a criação de grupos escolares que vinham a ser reunidas, então surgiu a seriação, criação da imagem do professor,
houve sistematização para sanar aquele discurso que era camuflado, dando origem no que chamaram na época de “inovação”. É importante destacar, após a
industrialização e urbanização houve a necessidade de se ter uma educação formal e sistêmica, seria basicamente formar pessoas para o mercado, para
desenvolver o país, gerar emprego movimentar a economia.

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