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nI o AULA PRÁTICA Nº 4
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Título: Cromatografia
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1-ASSUNTO:oO propriedades químicas e separação de misturas.
2-OBJETIVO: separar diferentes compostos presentes numa mistura
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3-PRÉ-LABORATÓRIO:
rA revisou-se os conceitos sobre interações químicas e
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polaridade e completou-se a introdução.
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3.1. INTRODUÇÃO:
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Uma dasoD técnicas de separação bastante utilizada é a cromatografia.
Esta técnica foi
rE desenvolvida por Michael Tswett (botânico russo), no começo
do século XX, passando através de uma coluna preenchida com carbonato de
cálcio CaCO3D ,Mpigmentos extraídos de plantas. Os pigmentos foram colocados
dentro da coluna,
rE sobre o carbonato de cálcio (fase estacionária), adicionando
solvente (eluente)
.N sobre os pigmentos, mantendo um movimento contínuo de
cima para baixo.D Após um certo tempo foi observado que os pigmentos tinham
sido separadosLO em várias manchas com cores diferentes, como resultado do
fato de que uÇhaviam se movido para baixo na coluna, com velocidades
diferentes. OsiA pigmentos que interagiam mais com a fase estacionária, ou
apresentavamzDmenor afinidade com o solvente, moviam-se para baixo mais
devagar. Por Asua vez, os pigmentos, que tinham maior afinidade com o
solvente e menor
dN com a fase estacionária, moviam-se mais rápido.
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substâncias cujas moléculas são polares interagem mais
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intensamente I com solventes polares. As substâncias apolares tem mais
afinidade comVsolventes apolares. Assim, variando a polaridade do solvente, ou
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misturas de solventes,
I pode-se separar os componentes de uma amostra.
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Cromatografia em papel

Um exemplo de cromatografia mais clássico é a cromatografia em papel. Neste


tipo de cromatografia, uma amostra líquida flui por uma tira de papel
adsorvente vertical, onde os componentes depositam-se em locais específicos.
O papel, onde a fase estacionária é o papel, sobre o qual é colocada a
amostra. O papel com a amostra é colocado em um béquer fechado, com
solvente suficiente para molhar apenas a parte inferior do papel, não tocando a
amostra, conforme a figura ao lado.
O papel é composto por moléculas extremamente longas chamadas
celulose. A celulose é um polímero, o que significa é ela é composta por
milhares de moléculas menores que se organizam juntas. Esta organização
molecular que compõe as cadeias de celulose é polar e, como resultado, a
celulose tem muitas regiões de altas e baixas densidades de elétrons. As
regiões "carregadas" em uma cadeia de celulose são atraídas para as regiões
de cargas opostas de outras cadeias adjacentes, e isto ajuda a unir as fibras de
papel. O fato das longas cadeias de celulose serem alinhadas em uma direção
pode ser demonstrado rasgando um pedaço de jornal. Perceber-se-á que
aquele jornal rasga facilmente e ao longo de uma linha bastante reta, se
rasgado em uma direção, mas quando rasgado a um ângulo de 90º, o papel
não rasgará facilmente ao longo de uma linha reta.
A cromatografia em papel é uma das técnicas mais simples e que requer
menos instrumentos para realização, porém é a que apresenta as maiores
restrições para aplicação em termos analíticos.

Cromatografia em coluna
A cromatografia em coluna é uma técnica de partição entre duas fases,
sólida e líquida, baseada na capacidade de adsorção e solubilidade. O sólido
deve ser um material insolúvel na fase líquida associada, sendo que os mais
utilizados são a sílica gel (SiO2) e alumina (Al2O3), geralmente na forma de pó.
A mistura a ser separada é colocada na coluna com um eluente(solvente)
menos polar e vai-se aumentando gradativamente a polaridade do eluente e
conseqüentemente o seu poder de arraste de substâncias mais polares. Uma
seqüência de eluentes normalmente utilizada é a seguinte: éter de petróleo,
hexano, éter etílico, tetracloreto de carbono, acetato de etila, etanol, metanol,
água e ácido acético.
O fluxo de solvente deve ser contínuo. Os diferentes componentes da
mistura mover-se-ão com velocidades distintas dependendo de sua afinidade
relativa pelo adsorvente (grupos polares interagem melhor com o adsorvente) e
também pelo eluente. Assim, a capacidade de um determinado eluente em
arrastar um composto adsorvido na coluna depende quase diretamente da
polaridade do solvente com relação ao composto.
À medida que os compostos da mistura são separados, bandas ou
zonas móveis começam a ser formadas; cada banda contendo somente um
composto. Em geral, os compostos apolares passam através da coluna com
uma velocidade maior do que os compostos polares, porque os primeiros têm
menor afinidade com a fase estacionária. Se o adsorvente escolhido interagir
fortemente com todos os compostos da mistura, ela não se moverá. Por outro
lado, se for escolhido um solvente muito polar, todos os solutos podem ser
eluídos sem serem separados. Por uma escolha cuidadosa das condições,
praticamente qualquer mistura pode ser separada (Figura 2).

Figura 2: Cromatografia em coluna

Outros adsorventes sólidos para cromatografia de coluna em ordem


crescente de capacidade de retenção de compostos polares são: papel, amido,
açúcar , sulfato de cálcio, sílica gel, óxido de magnésio, alumina e carvão ativo.
Ainda, a alumina usada comercialmente pode ser ácida, básica ou neutra.

4-RESULTADOS E DISCUSSÃO

Experimento 1.
Utilização de caneta hidrocor
Traçou-se uma linha reta com um lápis, a 2 cm da extremidade, nas
duas folhas de papel para cromatografia. Colocou-se 4 pontos com o hidrocor
eqüidistantes uns dos outros ao longo da reta, numerando-os de 1 a 4.
Na maior das folhas de papel filtro, foi feito pequenos pontos
com cada uma das canetas seguindo a ordem das cores
mostradas na figura acima, numere os pontos de 1 a 4 . as
cores utilizadas estão representadas na figura 4

Obs: deixou-se um pequeno espaço


( 1mm) entre as duas extremidades de forma a não se tocarem.

Colocou-se o papel dentro do béquer contendo 1-butanol, etanol e amônia


(2M) na proporção de 1:1:1., de maneira que a mistura solvente não toque nos
pontos que você colocou a tinta da caneta hidrocor. Cubriu-se o béquer com
uma placa de petri e evitou-se balançá-lo.

Quando a linha do solvente estava quase alcançando a extremidade superior


( 1 cm) do papel, removeu-se do béquer e marcou a posição da linha do
solvente com um lápis e deixe-o secar naturalmente. Depois de seco foi feito
um circulo com um lápis ao redor de cada mancha. O procedimento foi
realizado 3 vezes consecutivas.
A figura a seguir mostra o papel de filtro em que foi utilizado para fazer a
cromatografia as tintas da caneta hidrocor, antes e após ter mantido um
determinado tempo no béquer com a mistura de solvente.

Figura 5: papel após o arraste do solvente.

As manchas ficam assim devido às moléculas da tinta do hidrocor terem


características diferentes (como tamanho e solubilidade), quando expostas ao
solvente (1-butanol, etanol e amônia 2M) elas são arrastadas em diferentes
velocidades, assim ficando separadas em diversas manchas como se pode
visualizar na figura 4, cada mancha representa um substância diferente.
A razão entre a distância percorrida pelo solvente e a distância
percorrida pelas manchas é constante e denotado por Rf.
O Rf pode ser calculado utilizando-se a seguinte equação:

onde,
C = distância percorrida pelo composto, da origem ao centro da mancha.
S = distância percorrida pelo solvente da origem a linha superior (linha do
solvente).
Anotaram-se os valores de S e C correspondente a cada ponto e determinou-
se o Rf

.
A tabelas a seguir mostram a cores das manchas e o Rf das 3º vezes em que
foi realizada a cromatografia.
Tabela 01: resultados obtidos da 1º cromatografia em papel e Rf da aula
pratica.
Cores
Cores iniciais Verde claro Vermelho Verde escuro

Cores das Azul; 0,1 cm Rosa; 0,128 cm Azul; 0,143 cm


manchas e Rf
Azul claro; 0,086 Rosa claro; 0,086 Azul claro 0,071 cm
calculado.
cm cm
Amarelo; 0,128 Lilás; 0,114 cm Amarelo; 0,2 cm
cm

Tabela 02: resultados obtidos da 2º cromatografia em papel e Rf da aula


pratica.
Cores
Cores iniciais Verde claro Vermelho Verde escuro

Azul; 0,1 cm Rosa; 0,171 cm Azul; 0,143 cm


Cores das
Amarelo; 0,214 cm Rosa claro; 0,057 Azul claro 0,071
manchas e Rf
cm cm
calculado. ----//---- Lilás; 0,228 cm Amarelo; 0,2 cm

----//---- Lilás claro; ----//----


0,243cm

Tabela 03: resultados obtidos da 3º cromatografia em papel e Rf da aula


pratica.
Cores
Cores iniciais Verde claro Vermelho Verde escuro

Cores das Verde bem claro; Rosa; 0,243 cm Azul; 0,214 cm


manchas e Rf 0,2 cm
Azul claro; 0,071 Rosa lilás; 0,286 Azul claro 0,057 cm
calculado.
cm cm
Amarelo; 0,214 ------//------ Amarelo; 0,228cm
cm

Ao comparar as tabela notou-se que entre um experimento e outro, ouve certa


variação de Rf e algumas manchas não apareceram, isso acontece pois a cada
cromatografia realizada consegui-se identificar diferentes compostos, e em
outras esse compostos não apareceram, isso tanto pode ter ocorrido por causa
do solvente ou por causa do pontinho do hidrocor no inicio da cromatografia.
Obs: a cor azul que também foi colocada no papel para cromatografia não
conseguiu separar, porque o talvez necessitasse de um papel maior para que
seu arraste tivesse acontecido.

Experimento 2
O técnico de laboratório triturou material a ser usado na aula em um
almofariz e pistilo que se tratava de azul de brocresol, vermelho de metileno e
sílica gel logo em seguida, preparou-se uma emulsão usando a sílica gel e
hexano. O sistema de cromatografia de coluna (coluna funil e béquer) já estava
montado, ao iniciar pratica foi colocado um pedaço de algodão na coluna para
reter os sólidos, em seguida colocou-se a emulsão (hexano e sílica gel) na
coluna e abriu-se a torneira para que o fluxo fosse continuo, após certo tempo
a sílica gel começou a decantar no interior da coluna formando assim a fase
fixa. O solvente utilizado foi uma mistura de acetato de etila e hexano, o
solvente faz a função da fase móvel da cromatografia de coluna, pois o fluxo do
solvente é que vai separar os compostos através de sua polaridade.
Após colocar o solvente colocou-se a mistura a ser separada, onde a mesma
ficou depositada no inicio da coluna, após certo tempo começou a aparecer a
primeira cor, então foi adicionado dicloro metano para acelerar o processo de
arraste, ou seja, aumentar a polaridade do solvente com os compostos, a
medida que o tempo passava a mistura e a separando lentamente pois o
processo de cromatografia em coluna é relativamente demorado.
Após alguns minutos pode-se recolher a primeira cor. Foram recolhidas
alíquotas de aproximadamente 25 ml das cores que eram arrastadas pelo
eluente a tabela a seguir mostra as cores identificadas no experimento.
Tabela 04: resultados obtidos através do arraste do eluente (fase móvel)
recolhidas em amostra de aproximadamente 25ml.
Amostras Cores arrastadas pelo eluente
1 Vermelho
2 Laranja (forte)
3 Laranja (mais claro)
4 Amarelo (dourado)
5 Amarelo claro
6 Amarelo claro
7 Amarelo
8 Amarelo
9 Amarelo escuro
10 Amarelo escuro

O composto que foi arrastado primeiro foi o vermelho de metileno, pois a parte
azul (azul de bromocresol) ficou na parte de cima então foi separado, com isso
conclui-se que o vermelho de metileno tinha mais afinidade com o solvente por
isso foi separado com maior velocidade que os demais.

5. PÓS LABORATÓRIO

1-Por que é importante fazer manchas bem pequenas na obtenção de um


cromatograma?
As manchas feitas no papel cromatográfico devem ser pequenas, pois, o
solvente irá fazer o arraste e expandir os compostos de cada mancha. Se as
manchas fossem grandes haveria a mistura dos compostos e sendo assim uma
dificuldade maior na identificação de cada composto.

2- Determine as distâncias C e S e calcule o valor de R f correspondente


no experimento1.
VER TABELA 1, 2 E 3

3-Num cromatograma em papel, uma mancha vermelha desloca-se 4,0 cm


da origem enquanto a linha do solvente desloca-se 8,0 cm. Qual é o valor
do Rf para essa mancha?
Rf=4,08,0=0,5 cm

4- Dois cromatogramas de uma mesma substância são obtidos sob as


mesmas condições exceto que um é deixado correr por 10 minutos e o
outro 20 minutos. Serão os valores de Rf diferentes? Explique sua
resposta.
Sim, porque deixando o papel de cromatografia por mais tempo em contato
com o solvente ele irá arrastar mais ainda as substancias assim aumentando a
distancia entre o percorrida pelo solvente, desta forma aumentando o Rf, ou
seja se aumenta o a distancia do solvente, aumenta o Rf e vice-versa.
7- Discuta algumas aplicações desta técnica.
As aplicações da cromatografia líquida são inúmeras tanto quantitativas e
qualitativas. Dentre elas podemos destacas análises de amostras complexas:
como urina, sangue, alimentos, solo, derivados do petróleo, anti-oxidadentes,
pesticidas, ácidos nucléicos, polímeros e uma larga aplicação em produção de
medicamentos. A aplicação desta técnica é ampla pois, é possível a
determinação de uma grande quantidade de compostos químicos orgânicos e
inorgânicos com pesos moleculares altos ou com uma baixa estabilidade à
temperatura, que são impossíveis de analisar por cromatografia gasosa e
apresentando enantiometros, bastando que estes sejam solúveis na fase móvel
usada.

6-CONCLUSÕES
6.1 TÉCNICA
Concluiu-se que a cromatografia é uma técnica bastante usada para
separar vários compostos e que ela pode ser usada tanto para analises
quantitativas como nas qualitativas. Os tipos de cromatografia usados foram o
de papel e de coluna. O de papel é um teste mais rápido e de pouca precisão,
já o de coluna é mais demorado, pois requer mais tempo para que o solvente
arraste os compostos. Também se aprendeu o principio do qual a cromatografia
que está de acordo com a polaridade dos compostos em contato com o
solvente.

6.2 GRUPAL
Essa aula foi de grande aprendizado para nós do grupo, pois tivemos a
oportunidade de estudar sobre algo que não tínhamos conhecimento, Alem de
aprender uma nova técnica de separação de uma mistura que concerteza vai
ser usada no decorrer de nossa vida acadêmica e profissional.

7- BIBLIOGRAFIA
http://www.yesmag.ca/projects/paper_chromaBW.html
acesso em : 05/11/2010 as 17:40 hs

http://vsites.unb.br/iq/litmo/LQO1_2009/Roteiro/cromatografia_em_camada_del
gada_e_coluna%20_LQO_1_09.pdf
acesso em : 05/11/2010 as 17:46 hs

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – UERN


Faculdade de Ciências Exatas e Naturais – FANAT
Departamento de Química

AULA PRATICA N° 4:
CROMATOGRAFIA
Mossoró-RN, 2010

CROMATOGRAFIA
Mossoró-RN, 2010

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