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INDICAÇÕES PARA AS

REFERÊNCIAS Documento de
orientação
BIBLIOGRÁFICAS NOS
TRABALHOS ESCRITOS
Referências bibliográficas dentro do texto

Deve indicar o autor e a data (apelido do autor do trabalho, seguido da data da publicação).
Apresentam-se alguns exemplos:

1. Quando o nome do autor tratado não faz parte do texto, o nome do autor e a data de
edição da obra são indicados entre parênteses.

Ex: Essas políticas públicas, entre outros fatores, não são indiferentes às mutações do papel do
Estado, ao papel das organizações internacionais e supranacionais e à internacionalização
crescente do capitalismo (Afonso, 2010),
Nota : A referência a uma obra sem data leva a indicação s.d . . No caso de serem vários os
autores da obra – 4 ou mais – leva a indicação et al.

2. Quando o nome do autor citado faz parte do texto, só o ano da edição do trabalho vai
entre parênteses.

Ex: Sahlberg (2011) defende que se deve promover ambientes favoráveis ao desenvolvimento da
criatividade, não apenas pelas disciplinas do currículo (artes, teatro, música ou dança), mas
como cultura de escola.

3. Quando se fazem referências a vários trabalhos do mesmo autor as datas são separadas
por vírgula; referências a diferentes autores são separadas por ponto e vírgula.

Ex: Existe uma discrepância entre o que é formalmente definido no direito, direito formal, e a
sua aplicação eficaz socialmente, criando a dicotomia law in the books / law in action (Santos,
1993, 1997: 143; Ruivo, 2000, 2002).

4. Quando se faz uma transcrição textual curta (até 40 palavras) insere-se a transcrição no
texto, entre aspas, com indicação de autor, data da obra e página.

Ex: O conflito é parte integrante da vida em sociedade e da atividade social, sendo uma
“realidade inalienável no quadro das relações sociais, sem o qual qualquer evolução se tornaria
impossível” (Silva, 2003: 78).

4.1 Quando a citação é acedida através de fontes secundárias, deve indicar-se qual a fonte
consultada.

Ex: Tendo em conta os modelos referidos, Lima (1992, cit. por Silva, 2003: 78) considera que a
escola como organização tem um “modo de funcionamento díptico”.

5. Quando se faz uma transcrição textual longa (mais de 40 palavras), esta surge separada
do texto, num bloco com linhas avançadas, a um espaço e sem aspas.

Ex: Ana Maria Pessoa (1994) comenta assim a importância da biblioteca escolar, numa escola
em mudança:
Num sistema de ensino com várias contradições é difícil encontrar o espaço
merecido para a inovação sem que esta se transforme em algo mais do que a
mudança de termos às quais não corresponde uma alteração efetiva na prática do
estabelecimento de ensino/sala de aula. (p. 19)

6. A indicação de material omitido, alterado ou acrescentado a uma citação faz-se usando


parênteses retos. Esta indicação não é necessária no início ou no final de citação.
Ex: “Num sistema de ensino […] é difícil encontrar”

5. Referências

A bibliografia de um trabalho deve ser constituída apenas pelas obras citadas no corpo do
trabalho.
As referências são ordenadas por ordem alfabética pelo último nome do primeiro autor da obra.
Em termos de disposição gráfica, a primeira linha aparece saída e as restantes retraídas. Alguns
exemplos:

1. Livro

Foucault, M. (1987). Vigiar e punir. História da violência nas prisões. Petrópolis: Edições
Vozes.

2. Livro coletivo

Reckert, S. & Centeno, Y. K. (Org.) (1983). A viagem (entre o real e o imaginário). Lisboa:
Arcádia.

3. Capítulo em livro coletivo

Pimenta, A. (1983). Viajar na palavra: até onde?. In S. Reckert e Y. K. Centeno (Org.), A


viagem (entre o real e o imaginário) (pp. 23-43). Lisboa: Arcádia.

4. Artigo em revista científica

Davies, B. (1982). The role pupils play in the social construction of classroom order. British
Journal of Sociology of Education, 1(3), 257-278.

5. Dissertação de mestrado ou tese de doutoramento

Conde, E. (2003). A integração das tecnologias de informação e comunicação na biblioteca


escolar. Dissertação de mestrado, Universidade Aberta, Lisboa.

6. Textos/artigos consultados a partir de sites na internet

Vanden Bos, G., Knapp, S., & Doe, J. (2001). Role of reference elements in the selection of
resources by psychology undergraduates. Journal of Bibliographic Research, 5, 117-123.
Acedido em http://jbr.org/articles.html (08/10/2015).

Exemplo:

AFONSO, N. (2002). A avaliação do serviço publico de educação: direito do cidadão e dever


do estado. In CNE. Qualidade e avaliação da educação. Lisboa: ME/CNE.
AZEVEDO, J. M. (2007). Avaliação externa das escolas em Portugal. Comunicação no âmbito
da Conferência As escolas face a novos desafios, realizada em Lisboa, Parque das
Nações. 2 e 3 de novembro de 2007.
AZEVEDO, J. (2002). Avaliação das escolas. Consensos e divergências. Porto: edições ASA.
CLIMACO, M.C. (1997). Auditoria pedagógica. Justificação de um projeto. Lisboa: IGE.
CLIMACO, M.C. (2006). Avaliação de sistemas em educação.Lisboa:Universidade Aberta
COELHO, I.; SARRICO, C; ROSA, M.J. (2008). Avaliação de escolas em Portugal: que futuro?
Em Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão. Disponível em:
http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/rpbg/v7n2/v7n2a07.pdf
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2005). Estudo sobre Avaliação das escolas:
fundamentar Modelos e Peracionalizar Processos. Lisboa: Conselho Nacional de
Educação.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2008). Parecer sobre Avaliação Externa de
Escolas. Lisboa: Conselho Nacional de Educação.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (2010). Parecer sobre Avaliação Externa de
Escolas (2007-2009). Lisboa: Conselho Nacional de Educação.
CORREIA, S. (2006). Dispositivo de Autoavaliação de Escola : intenção e ação. Um estudo
exploratório nas escolas públicas da região norte de Portugal. Dissertação de Mestrado.
Braga: Universidade do Minho.
COSTA, J.A. (2002). Avaliação de organizações educativas. Aveiro: Universidade de Aveiro.
DANTAS, L. (2009). As contribuições das políticas de avaliação educacional em larga escala:
O caso da avaliação de aprendizagem na Bahia. Tese de doutoramento. Salvador:
Universidade Federal da Bahia.
ELLIOT, L. (2011). Meta-avaliação: das abordagens às possibilidades de aplicação. Ensaio:
Avaliação e Políticas Públicas em Educação , vol.19, n.73, pp. 941-964. Disponível em
http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v19n73/11.pdf
INSPEÇÃO GERAL DA EDUCAÇÃO (2010). Programa Acompanhamento – Autoavaliação
das Escolas Relatório 2010. Lisboa: IGE.
OCDE (1992). As escolas e a qualidade. Porto: ASA
SARAIVA, P. M. e ROSA, M. J. (1990). Parecer sobre o Programa de Avaliação Integrada
das Escolas da Inspeção-Geral da Educação. Documento de Trabalho. Coimbra.
SIMÕES, G. (2013). Autoavaliação da escola. Uma proposta de emancipação. Lápis de
Memórias.
VENTURA, J. (2006). Avaliação e Inspeção das Escolas: Estudo de Impacte do Programa de
Avaliação Integrada. Tese de Doutoramento. Aveiro: Universidade de Aveiro.

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