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Seminário Nacional de IVC

A IVC à luz do Doc. 107


Introdução
• Há algum tempo começamos a notar mudanças culturais que
alteraram a relação de fé e o processo de sua transmissão;
• Tal fato, tem nos conduzido ao retorno a uma de nossas tradições
catequéticas mais antigas (o catecumenato) e a reconhecer que a
inspiração catecumenal da catequese é o caminho mais legítimo para
suscitar, acompanhar e conduzir à maturidade cristã;
• É preciso que percebamos que a Iniciação à Vida Cristã, tal como ela
está sendo concebida por nossa Conferência Episcopal, é o modelo ou
paradigma inspirador para a vida da comunidade eclesial missionária
e para todas as suas atividades pastorais.
Introdução
• Quando, na 55ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida, entre os
dias 26 de abril e 5 de maio de 2017, os bispos se debruçaram sobre o
tema da IVC foram norteados por este horizonte;
• Fruto da Assembleia é a publicação do texto: Iniciação à Vida Cristã:
itinerário para formar discípulos. Documento 107 da CNBB;
• Dando continuidade a uma série de publicações (DGAE, Estudos,
Subsídios) neste campo, o Documento 107 se apresenta como a
principal referência na matéria;
• Está constituído em quatro capítulos: ícone da Samaritana; o olhar; o
discernir; e o agir
• Expressa o caminho que a Igreja no Brasil percorre para assumir
sempre mais as orientações de Aparecida e do Magistério.
1974
1983 2006

2009
2014 2015 2016

Seminário
Documento 100 Nacional de IVC
Itinerário
Atenção Catequético
Trocas de ricas
conversão experiências
pastoral da Proposta de
pastorais
paróquia e da uma Catequese
nacionais
catequese a serviço da IVC
por idades
2017 2018 2018-2022

4ª Semana
Brasileira de
Catequese ABVP
Seminários
Documento 107 Catequese a Com a elaboração Nacionais
serviço IVC de subsidios,
A IVC como estudos e Revisão dos
paradigma para Momento de Seminários sobre caminhos de
toda catequese troca de o tema recepção
nacional experiências
Qual proposta de IVC?
• Deixando-se inspirar por Aparecida, o Documento 107 entende a IVC
como uma ação de toda a comunidade que, ao assumi-la, renova sua
vida interna e desperta seu caráter missionário (DAp. 291);
• A proposta que a CNBB está nos fazendo tem diante de seus olhos o
reconhecimento de que o fato de “nascer cristão” - principal
pressuposto de nossa pastoral até pouco – está fragilizado e, em
alguns casos, já desaparecido;
• O 107 intenciona fazer-nos recuperar a atenção ao “nascer para
Igreja”, a partir dos conceitos de comunhão, participação e missão
eclesial;
• Para a CNBB, a IVC tem relação com situações que nos transformam
em pessoas novas e exigem preparação.
Qual proposta de IVC?
• No 107, a IVC é definida como um caminho progressivo, por meio de
etapas vivenciais (lex vivendi), celebrativas (lex orandi) e doutrinais
(lex credendi), que visam realizar uma transformação do interlocutor
tanto no campo religioso, como no campo social;
• A IVC é um caminho feito, conjuntamente, de conhecimento, de
experiência e de louvor da/à misericórdia divina, do/ao Seu amor fiel
e tenaz, do/ao seu fazer-se próximo da pessoa humana;
• Mas, para que tal processo de transformação pessoal possa acontecer,
é preciso uma transformação primeira: a da comunidade de fé
(diocese/prelazia) e, dentro dela, dos ministros ordenados (bispo,
presbíteros e diáconos).
Qual proposta de IVC?
• Por essa razão mesma, já as DGAE 2011-2015 (reconfirmadas no
quadriênio 2015-2019) propuseram como urgência pastoral (a
segunda) que a Igreja torne-se “Casa da IVC”;
• As atuais diretrizes (2019-2023) dão continuidade trilhando este
mesmo caminho da “Casa” sustentada por quatro pilares: 1) a Palavra
de Deus; 2) o Pão; 3) a Caridade; e 4) a Missão;
• A construção desse paradigma da IVC deve ser feita sobre um
conceito amplo de catequese;
• Onde catequese será entendida muito mais como a dimensão de
proclamação/vivência do Evangelho, do que como uma ação pastoral
de um grupo eclesial específico (sem que sua importância seja
negada).
Qual proposta de IVC?
• Em sete chaves teológico-pastorais busco sintetizar a proposta contida
no 107:
• 1) Compreensão da importância da IVC na ação evangelizadora de
toda a comunidade;
• 2) Articulação entre o processo de IVC e a realização da missão da
comunidade eclesial;
• 3) Formação continuada para a comunidade, os ministros ordenados,
todos os agentes de pastoral e os catequistas propriamente ditos;
• 4) Valorização da dimensão celebrativa da comunidade;
• 5) Promoção da inter-relação entre os diversos grupos numa única
comunidade eclesial (Pastoral orgânica);
• 6) Promoção da unidade dos sacramentos de Iniciação à Vida Cristã.
Qual proposta de IVC?
• 7) Realização de uma catequese de inspiração catecumenal.
O que é Inspiração Catecumenal?
• Esta é a uma das principais questões que está por trás do Doc. 107;
• Permitam-me afirmar que uma de suas mais valiosas contribuições
está no definir, sem esgotar o conceito, o que seja a inspiração
catecumenal que, desde o DNC, a catequese (e não só) vem tentando
compreender para realizar;
• Para o 107, a inspiração catecumenal mais do que um método, uma
dinâmica, uma pedagogia, é mística;
• A mística é entrada (sem fim) no movimento de busca de Deus, que
para a fé cristã, concretiza-se no encontro com o outro;
• É mergulho no mistério do amor de Deus que não se esgota (nn.
56-58; 70-115).
O que é Inspiração Catecumenal?
• É auxiliar nossos interlocutores não tanto a ouvirem e falarem sobre
Deus, mas sim, a ouvirem e falarem com Deus;
• Por esta razão, ela inclui, mas não pode ser reduzida à realização de
tempos e etapas, a esquemas rígidos e uniformes, a itinerários e
rubricas;
• É ação querigmática e mistagógica, isto é, uma progressiva
introdução no plano amoroso do Pai, vivido na experiência
comunitária, para professar, celebrar, viver e testemunhar a fé em
Jesus Cristo, no Espírito Santo.
Algumas perspectivas conclusivas
• 1) A IVC entendida como formação de discípulos e discípulas, numa
comunidade eclesial missionária, constituída em redes de
comunidades;
• 2) O discipulado entendido e conduzido no respeito e na colaboração
com todos as mulheres e homens, no anseio da construção de uma
comunidade humana mais justa e fraterna (Fratelli Tutti) que ama e
conserva a Casa Comum (Laudato Si’; Querida Amazônia);
• 3) A atenção as comunidades eclesiais missionárias, como espaços de
vida cristã que colocam em ato a salvação na história (Mistério);
• 4) A revisão dos processos de transmissão da fé que faz com que a
IVC realize-se no espaço atual e percorra as estradas atuais da
humanidade.
Algumas perspectivas conclusivas
• 5) A sustentação de que a identidade da IVC gravita em torno de três
essenciais referências: a Palavra de Deus (ABVP), a fé cristocêntrica
(DAp) e a comunidade eclesial missionária (DGAE 2019-2023);
• 6) A situação pastoral de nossos dias leva a IVC a fortalecer sua função
missionária, reconhecendo que a pertença sociológica ou a
experiência ritual não comporta, muitas vezes, a adesão pessoal de fé;
• 7) A compreensão de que a IVC realiza-se em formas muito diversas e
mediante atores muito diversos: privadas e públicas, espontâneas e
institucionalizadas, ocasionais e sistemáticas, assumindo formas várias:
ensino, exortação, debate, testemunho, reflexão.
• 8) A catequese não pode estar refém de improvisações pastorais, por
essa razão, o catequista precisa demonstrar relativa “atitude
profissional”, no sentido de possuir as competências operacionais
Conclusão
• Busquei evidenciar como a IVC não pode estar refém de
improvisações pastorais, por essa razão, dentro deste contexto, os
presbíteros precisam consolidar competências operacionais
necessárias: educar, comunicar, animar e programar;
• A promoção deste Seminário Nacional representa um momento
importante na realização do contínuo e constante processo de
renovação pastoral em ato em nossa Igreja no Brasil;
• Há anos nossa Conferência, numa tentativa corajosa e equilibrada,
busca enfrentar abertamente os problemas que gravitam em torno da
transmissão da fé cristã.
Conclusão
• A CNBB entende que há uma profunda relação entre IVC e
evangelização, oferecendo, no 107, orientações gerais para a
programação e a organização desta que sabemos ser uma das mais
importantes ações pastorais em nossas comunidades.

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