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Comandos Elétricos

Comandos Elétricos

∧ SENAI- SP, 2003

Trabalho editorado pela Escola SENAI Vicente Amato do Departamento Regional de


São Paulo.

Coordenação Geral Julio Pereira Barbosa

Coordenação Adriano Ruiz Secco


Mario Minoru Kitazawa

Elaboração Regina Célia Roland Novaes


Airton Almeida de Moraes

Conteúdo Técnico Aurélio Ribeiro


José Roberto Nunes do Espírito Santo
Julio César Caetano

Revisão Técnica e Ricardo Amorim Ribeiro da Silva


Editoração
Comandos Elétricos

Sumário

Diagramas elétricos conceitos básicos 7


Símbolos elétricos 16
Dispositivo de proteção e segurança 29
Dispositivo Diferencial Residual (DR) 37
Disjuntores termomagnéticos 41
Relês como dispositivos de segurança 47
Contatores 55
Relés Temporizadores e Contatores 68
Chaves auxiliares 74
Dispositivos de Sinalização 85
Transformadores para comando 89
Motores Elétricos 92
Potências aparente, ativa e reativa 109
Potência Elétrica em CA Trifásica 114
Sistemas de Partidas de Motores Trifásicos 117
Anexo - Diagramas funcionais dos ensaios dos comandos elétricos 130

Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Diagramas Elétricos
Conceitos Básicos

Das várias formas de diagramas existentes na


Eletrotécnica para representação de diagrama de
comando, a mais utilizada é o diagrama funcional.

Este diagrama permite interpretar, com rapidez e


clareza, o funcionamento ou seqüência funcional dos
circuitos.

Não se levam em conta a constituição mecânica ou a


posição física dos componentes, mas apenas o trajeto
da corrente.

O diagrama elétrico funcional é composto basicamente


por um circuito principal (ou de potência), e um circuito de
comando (ou auxiliar).

Para cada equipamento ou seus componentes, são


designadas letras para sua identificação (as letras
mudam conforme as normas).
Diagrama de ligação

Os diagramas são desenhados não energizados e


mecanicamente não acionados. Quando um diagrama
não for representado dentro desse princípio, nele devem
ser indicadas as alterações.

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Comandos Elétricos

Diagrama multifilar completo


Na apresentação completa de todas as ligações não se tem
uma visão exata da função da instalação, dificultando,
acima de tudo, a localização de uma eventual falha
(defeito) numa instalação de grande porte.

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Comandos Elétricos

Por isso, o diagrama completo é dividido em dois:

Diagrama do circuito principal.

Quadro: Composição do diagrama do circuito principal

Fusíveis de proteção do motor


(ver tabela Fusível recomendados para
motores trifásicos com rotor tipo

Liga e desliga o motor, através de seus


contatos (1 e 2, 3 e 4, 5 e 6), quando a
sua bobina (a e b) é acionada, através do
circuito de comando.

Destinado a proteger o motor de sobre -


cargas ou falta de uma fase. Quando isto
ocorrer, ele atuará sobre o seu contato (95
- 96) que abrirá, desligando a bobina
do contator.

O condutor de proteção deve ser ligado à


carcaça do motor, ao quadro de comando
e às demais partes metálicas da
instalação para proteção contra choques
elétricos.

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Diagrama de circuito de comando.

Quadro: Composição do diagrama do circuito de comando

Fusíveis de proteção do circuito de


comando.

Contato NF do relé térmico

Botão pressor desliga


Ao ser pressionado, seu contato NF se
abre, interrompendo a circulação da
corrente. A seta indica que, cessando o
pressionamento, o contato retorna a sua
posição normal (fechada).

Botão pressor liga


Ao ser pressionado, seu contato NA se
fecha, permitindo a circulação da corrente
entre os pontos 3 e 4.

Contato auxiliar NA do contator K1


Fecha-se quando a bobina é energizada.

Bobina do contator K1.

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Descrição de funcionamento do circuito de


comando
Ao pressionarmos o botão b1, a corrente elétrica passa por
eo, e2, bo, b1 e pela bobina de k1. Ao ser acionada a
bobina de K1, esta fecha os contatos 1 - 2, 3 - 4, e 5 - 6
ligando o motor. O contato auxiliar 13 - 14 que está ligado em
paralelo com b1 fecha, permitindo, dessa forma, a liberação
do botão b1 (abre o contato 3 - 4).
Para que o circuito seja desligado, basta que pressionemos o
botão bo, que interromperá a corrente pela bobina de K1,
desligando o motor.
Uma vez desligado K1, seu contato 13 - 14 se abre, e o
circuito fica novamente interrompido, mesmo que bo seja
liberado e seu contato torne a se fechar.
O contato NF de e2 atua de forma análoga ao botão bo,
interrompendo a ligação da bobina de K1.
A importância desse circuito reside no fato de que ele necessita
de uma nova intervenção para ser religado, quando de um
desligamento quer pelo botão de parada bo, quer pelo relé
térmico, ou quando da falta de energia.

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Comandos Elétricos

Diagrama para inversão do sentido de rotação


de motores trifásicos
Sua aplicação se dá em tornos, calandras, elevadores de carga,
etc.

Descrição do funcionamento do circuito de


comando
Estando o motor desligado, pressionado b1, contator K1 é
energizado e mantém-se ligado através de seu contato auxiliar
13 - 14 (em paralelo com b1) - contato de selo.
Ligando K1, seu contato NF 11 - 12 interrompe a
ligação da bobina de K2, impedindo seu acionamento. Para
efetuar a reversão, desliga-se o contator K1 através de bo
e liga-se K2 através de b2.
Se inicialmente ligarmos K2, o raciocínio é análogo.

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Exemplos de identificação de equipamento

Letra Tipo de equipamento Exemplos


Din*
IEC*
a Chave Seccionadores, disjuntor de
Q rede
b Chave auxiliar Botão e chave de comando,
S seletores, emissores de
sinais
C Contator Contatores de potência
K
d Contator auxiliar Contatores auxiliares, relés
K temporizados e auxiliares
E Dispositivo de proteção Fusíveis, relés de proteção
F
M Máquina e Transformador Geradores, motores,
T transformadores
*DIN – Deutsche Industrie Norm
*IEC – International Electrotechnical Committee

Quando existe mais de um mesmo equipamento, a letra é


seguida de números que indicam a ordem.
Exemplo
Contator: C1, C2, C3, ... ou K1, K2, K3, ...

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Comandos Elétricos

Para facilitar a construção de um esquema, na prática, é


necessário indicar as conexões para cada um dos
equipamentos.
Exemplo de indicação

Contator de potência (utilizando no circuito principal (de


potência)).

Contatos normalmente abertos:


algarismos finais 3 e 4 e um algarismo anterior indicando a
ordem.

Contatos normalmente fechados:


algarismos finais 1 e 2 e um algarismo anterior indicando
a ordem.

As letras a e b indicam os bornes de conexão dos sistemas de


acionamento dos contatores.

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Comandos Elétricos

Diagrama de acionamento por comutação direta


para inversão do sentido de rotação de motores
trifásicos.

Os equipamentos são sempre desenhados no estado livre de


corrente e não acionados.
Se a posição inicial divergir desta situação, deve-se indicar este
fato claramente.

Exemplo:
Chaves fim de curso de rolete

Fechador (normalmente aberto)

Abridor (normalmente fechado)

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Símbolos elétricos

Condutores e conexões de condutores

Condutor em geral

Condutor em geral para diferenciação

Condutor flexível

Condutor de seleção ou condutor volante

Condutor de proteção para aterramento

Linha traçada
Exemplo: 2 condutores

Linha com indicação do número de condutores


Exemplo: 3 condutores

Conjunto de condutores em geral, seqüência


arbitrária em ambos os lados (a designar) _

Conjunto de condutores com mesma seqüência em


ambos os lados

Cruzamento de condutores

Conexão fixa de condutores

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Comandos Elétricos

Conexão desconectável de condutores


Exemplo: borne

Regleta de bornes, regleta de terminais


Exemplo: a 3 bornes

Tipos de tensão e de corrente

Corrente contínua em geral

Corrente alternada industrial, fases


uniformemente carregadas

Corrente alternada ou contínua (universal)

Tipos de conexão

Conexão trifásica em geral

Conexão em triângulo

Conexão em estrela

Conexão em ziguezague

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Símbolos de variabilidade e ajustabilidade

Geral

Contínua

Escalonada

Geral

Contínua

Escalonada

Componentes de circuito

Resistor em geral
(relação de dimensões 1:2,5 - 1:6)

Resistor com derivação

Bobina, indutância em geral

Bobina, indutância com derivação

Condensador em geral

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Comandos Elétricos

Condensador polarizado

Fonte de tensão galvânica

Terra em geral

Tomada de terra - proteção

Massa em geral

Retificador a semicondutor

Transformadores

Transformador com 2 enrolamentos separados

Autrotransformador

Indicadores

Indicador luminoso em geral, especialmente


com lâmpada incandescente

Indicador luminoso com lâmpada fluorescente

Dispositivo contador

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Indicador de desligamento, chave de desligamento


geral

Campainha geral

Buzina em geral

Sirene em geral

Unidade amplificadora
(o vértice indica sentido de amplificação)

Máquinas

Gerador de corrente contínua em geral

Alternador em geral

Motor de corrente contínua em geral

Motor de corrente alternada em geral

Motor AC de Rotor Bobinado

Instrumentos de medida

Instrumento de medida em geral

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Comandos Elétricos

Instrumento de medida com deflexão para ambos os


lados

Instrumento de medida
Exemplo: voltímetro para corrente contínua alternada

Dispositivo registrador
Exemplo: lineógrafo

Conversor em geral

Fusível

Fusível em geral

Elementos de acionamento

Acionamento manual

Acionamento por pedal e, em geral, com outras partes


do corpo

Acionamento por ressaltos

Acionamento por força em geral

Acionamento magnético

Acionamento por motor

Acionamento por ar comprimido

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Comandos Elétricos

Elementos mecânicos intermediários

Conexão mecânica, em caso de representação


consecutiva

Conexão mecânica, em caso de representação


separada

Dispositivo com retorno automático (no sentido da


flecha)

Engate em geral

Engate, posição de engate

Trava móvel em geral

Trava móvel
*Tipo de acionamento (especificar no rodapé)

Bloqueio móvel em geral

Em posição bloqueada

Acoplamento móvel - desacoplado


* Tipo de acionamento (especificar no rodapé)

Bloqueio comandável

Dispositivo para acionamento periódico

Acionamento manual removível

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Comandos Elétricos

Sistemas de acionamento

Disparos com retorno automático

Geral, para 2 posições de comutação (com


representação da conexão acionadora, relação
de dimensões de 1:2 aproximadamente)

Com medição, indicando a grandeza a medir,


Exemplo: intensidade da corrente

Acionamento em geral

Acionamento em geral, com propriedades especiais

Acionamento eletromecânico
Exemplo: em enrolamento ativo

Acionamento eletrotérmico

Disparos com retardo

Comportamento temporizado em geral

Comando eletro magnético temporizado em repouso


(off delay) retardo na abertura

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Comandos Elétricos

Comando eletro magnético temporizado em trabalho


(on delay) retardo no fechamento

Retardo mecânico

Tipos especiais

Polarizado, 2 posições de comutação, sem retorno


automático (também relé de remanência)

Polarizado, 3 posições de comutação, posição de


repouso intermediária, com retorno automático

Polarizado, 2 posições de comutação, com retorno


automático e ação apenas em um sentido de corrente

Conectores

Pino de conexão

Tomada de conexão

Equipamento de comutação e sistemas de acionamento

Interruptor, acionamento manual, um contato


normalmente aberto

Botão de comando, acionamento manual, um contato


normalmente aberto

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Comandos Elétricos

Botão de comando, acionamento manual com trava


manual, um contato normalmente fechado

Chave fim de curso, posição de repouso, um contato


normalmente fechado, um contato normalmente aberto

Chave em fim de curso em posição acionada, um


contato normalmente fechado, um contato normalmente
aberto

Chave bloqueável, acionamento manual, um contato


normalmente aberto

Contato normalmente fechado, abertura retardada

Contato normalmente fechado, fechamento retardado

Contato normalmente aberto, fechamento retardado

Contato normalmente aberto, abertura retardada

Contato oscilante, operação rítmica

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Comandos Elétricos

Contator, relé, fechamento retardado, um contato


normalmente aberto, um contato normalmente fechado

Relé de sobre corrente, um contato normalmente aberto,


eletromagnético

Relé de sobre corrente, um contato normalmente aberto,


eletrotérmico

Relé de sobre tensão,

Rele de mínima tensão

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Tabela ABNT NBR 5280 Identificação (de acordo com IEC


1082-1)

Letra Tipos de elementos Exemplos


Amplificadores com
válvulas ou transistores,
A Conjuntos, subconjuntos
amplificadores magnéticos
laser, maser.
Sensores termoelétricos,
Transdutores de grandezas células fotoelétricas,
B não-elétricas, dinamômetros,
elétricas e vice-versa. transdutores a cristal,
microfones, alto-falantes.
C Capacitores
Elementos combinatórios,
Elementos binários, linhas de atraso, elementos
D dispositivos de atraso, biestáveis, monoestáveis,
dispositivos de memória núcleo de memória, fitas
magnéticas de gravação.
Dispositivos luminosos, de
E Miscelânea. aquecimento ou outros não
especificados nesta tabela.
Fusíveis, pára-raios,
Dispositivos de proteção.
F dispositivos de descarga
de sobre-tensão.
Geradores rotativos,
conversores de freqüência
Geradores, fontes de
G rotativos, baterias, fontes
alimentação
de alimentação,
osciladores.
Indicadores óticos e
H Dispositivos de sinalização
acústicos.
K Relés, contatores.
L Indutores.
M Motores
dispositivos de medição,
Equipamento de medição e integra-dores, indicadores,
P
ensaio geradores de sinal,
relógios.
Dispositivos mecânicos de
Q conexão para circuitos de Abridor, isolador.
potência.

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Comandos Elétricos

Resistores ajustáveis,
potenciômetros reostatos,
R Resistores
derivadores (shunts),
termistores.
Chaves de controle, "push
buttons" chaves
S Seletores, chaves
limitadoras, chaves
seletoras, seletores.
Transformadores de
T Transformadores
tensão, de corrente.
Discriminadores,
demoduladores,
U Moduladores
codificadores, inversores,
conversores.
Válvulas, tubos de
V Válvulas, semicondutores.. descarga de gás, diodos,
transistores, tiristores
“Jumpers”, cabos, guias de
Elemento de transmissão, onda, acopladores
W
guias de onda, antenas. direcionais, dipolos,
antenas parabólicas.
Tomadas macho e fêmea,
Terminais, plugues, pontos de prova, quadro de
X
soquetes. terminais, barras de
terminais.
Dispositivos mecânicos Válvulas pneumáticas,
Y
operados eletricamente freios, embreagens.
Filtros a cristal, circuitos de
Transformadores híbridos,
balanceamento,
Z equalizadores, limitadores,
compressores espaço-
cargas de terminação
sores ("compandors").

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Comandos Elétricos

Dispositivo de proteção e
segurança

Os dispositivos de segurança e proteção são componentes que,


inseridos nos circuitos elétricos, servem para interrompê-los
quando alguma anomalia acontece.

Neste capítulo, veremos os dispositivos empregados para


proteção dos motores.

Para aprender esse conteúdo com mais facilidade, é necessário


ter conhecimentos anteriores sobre corrente elétrica, picos de
correntes dos motores e sistemas de partida.

Seguranças fusíveis

As seguranças fusíveis são elementos inseridos nos circuitos


para interrompê-los em situações anormais de corrente, como
curto-circuito ou sobrecargas de longa duração.

De modo geral, as seguranças fusíveis são classificadas


segundo a tensão de alimentação em alta ou baixa tensão; e,
também, segundo as características de desligamento em efeito
rápido ou retardado.

Fusíveis de efeito rápido


Os fusíveis de efeito rápido são empregados em circuitos em
que não há variação considerável de corrente entre a fase de
partida e a de regime normal de funcionamento.
Esses fusíveis são ideais para a proteção de circuitos com
semicondutores (diodos e tiristores).
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Fusíveis de efeito retardado


Os fusíveis de efeito retardado são apropriados para uso em
circuitos cuja corrente de partida atinge valores muitas vezes
superiores ao valor da corrente nominal e em circuitos que
estejam sujeitos a sobrecargas de curta duração.
Como exemplo desses circuitos pode citar motores elétricos, as
cargas indutivas e as cargas capacitivas em geral. Os fusíveis
de seguranças de efeito retardado mais comumente usados
são os NH e DIAZED

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Fusíveis NH
Os fusíveis NH suportam elevações de tensão durante um certo
tempo sem que ocorra fusão.

Eles são empregados em circuitos sujeitos a picos de corrente


e onde existam cargas indutivas e capacitivas.

Sua construção permite valores padronizados de corrente que


variam de 6 a 1000 A. Sua capacidade de ruptura é sempre
superior a 70 kA com uma tensão máxima de 500 V.

Construção
Os fusíveis NH são constituídos por duas partes: base e fusível.

A base é fabricada de material isolante como a esteatita, o


plástico ou o termofixo. Nela são fixados os contatos em forma
de garras às quais estão acopladas molas que aumentam a
pressão de contato.

O fusível possui corpo de porcelana de seção retangular.


Dentro desse corpo, está o elo fusível e o elo indicador de
queima imerso em areia especial.

Nas duas extremidades do corpo de porcelana existem duas

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facas de metal que se encaixam perfeitamente nas garras da


base.

O elo fusível é feito de cobre em forma de lâminas vazadas em


determinados pontos para reduzir a seção condutora. O elo
fusível pode ainda ser fabricado em prata.

Fusíveis DIAZED
Os fusíveis DIAZED podem ser de ação rápida ou retardada.

Os de ação rápida são usados em circuitos resistivos, ou seja,


sem picos de corrente.
Os de ação retardada são usados em circuitos com motores e
capacitores, sujeitos a picos de corrente.

Esses fusíveis são construídos para valores de, no máximo, 200


A. A capacidade de ruptura é de 70 kA com uma tensão de 500
V.

Construção
O fusível DIAZED (ou D) é composto por: base (aberta ou
protegida) tampa fusível, parafuso de ajuste e anel.

A base é feita de porcelana dentro da qual está um elemento


metálico rosca do internamente e ligado externamente a um
dos bornes. O outro borne está isolado do primeiro e ligado ao
parafuso de ajuste, como mostra afigura a seguir.

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Comandos Elétricos

A tampa, geralmente de porcelana, fixa o fusível à base e não é


inutilizada com a queima do fusível. Ela permite inspeção visual
do indicador do fusível e sua substituição mesmo sob tensão.

O parafuso de ajuste tem a função de impedir o uso de fusíveis


de capacidade superior à desejada para o circuito. A montagem
do parafuso é feita por meio de uma chave especial.

O anel é um elemento de porcelana com rosca interna, cuja


função é proteger a rosca metálica da base aberta, pois evita a
possibilidade de contatos acidentais na troca do fusível.

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O fusível é um dispositivo de porcelana em cujas extremidades


é fixadas um fio de cobre puro ou recoberto por uma camada
de zinco. Ele fica imerso em areia especial cuja função é
extinguir o arco voltaico e evitar o perigo de explosão quando
da queima do fusível.

O elo indicador de queima é constituído de um fio muito fino


ligado em paralelo com o elo fusível. Em caso de queima do
elo fusível, o indicador de queima também se funde e provoca
o desprendimento da espoleta.
O fusível possui um indicador, visível através da tampa, cuja
corrente nominal é identificada por meio de cores e que se
desprende em caso de queima.

Veja na tabela a seguir, algumas cores e suas


correntes nominais correspondentes.

Cor Intensidade de Cor Intensidade de


corrente (A) corrente (A)
Rosa 2 Azul 20
Marrom 4 Amarelo 25
Verde 6 Preto 35
Vermelho 10 Branco 50
Cinza 16 Laranja 63

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Comandos Elétricos

Características dos fusíveis NH e DIAZED


As principais características dos fusíveis DIAZED e NH são:
corrente nominal - corrente máxima que o fusível suporta
continuamente sem interromper o funcionamento do circuito.
Esse valor é marcado no corpo de porcelana do fusível;
corrente de curto-circuito - corrente máxima que deve circular
no circuito e que deve ser interrompida instantaneamente;
capacidade de ruptura (kA) - valor de corrente que o fusível é
capaz de interromper com segurança. Não depende da tensão
nominal da instalação;
tensão nominal - tensão para a qual o fusível foi construído.
Os fusíveis normais para baixa tensão são indicados para
tensões de serviço de até 500 V em CA e 600 V em CC;
resistência elétrica (ou resistência ôhmica) - grandeza
elétrica que depende do material e da pressão exercida. A
resistência de contato entre a base e o fusível é a responsável
por eventuais aquecimentos que podem provocar a queima do
fusível;
curva de relação tempo de fusão x corrente - curvas que
indicam o tempo que o fusível leva para desligar o circuito. Elas
são variáveis de acordo com o tempo, a corrente, o tipo de
fusível e são fornecidas pelo fabricante. Dentro dessas curvas,
quanto maior for a corrente circulante, menor será o tempo em
que o fusível terá que desligar. Veja curva típica a seguir.

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Comandos Elétricos

Instalação
Os fusíveis DIAZED e NH devem ser colocados no ponto inicial
do circuito a ser protegido.
Os locais devem ser arejados para que a temperatura se
conserve igual à do ambiente. Esses locais devem ser de fácil
acesso para facilitar a inspeção e a manutenção.
A instalação deve ser feita de tal modo que permita seu manejo
sem perigo de choque para o operador.

Dimensionamento do fusível
A escolha do fusível é feita considerando-se a corrente nominal
da rede, a malha ou circuito que se pretende proteger. Os
circuitos elétricos devem ser dimensionados para uma
determinada carga nominal dada pela carga que se pretende
ligar.
A escolha do fusível deve ser feita de modo que qualquer
anormalidade elétrica no circuito fique restrita ao setor onde ela
ocorrer, sem afetar os outros.
Para dimensionar um fusível, é necessário levar em
consideração as seguintes grandezas elétricas:
corrente nominal do circuito ou ramal;
corrente de curto-circuito;
tensão nominal.

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Dispositivo Diferencial Residual


(DR)

Desde dezembro de 1997, é obrigatório no Brasil, em todas


as instalações elétricas de baixa tensão, o uso do chamado
dispositivo DR nos circuitos elétricos que atendam aos
seguintes locais: banheiros, cozinhas, copas-cozinhas,
lavanderias, áreas de serviço e áreas externas.

O dispositivo DR é um interruptor de corrente de fuga


automático que desliga o circuito elétrico caso haja uma fuga de
corrente que coloque em risco a vida de pessoas e animais
domésticos e a instalação elétrica.

Isso garante a segurança contra choques elétricos e incêndios.


Apesar de se ter a sensação de choque em caso de contato da
fase com o corpo humano, não há risco de vida, caso o circuito
seja protegido por esse dispositivo.

Proteção contra choques Proteção contra riscos de


elétricos incêndio

Veja a seguir algunsmo de Dispositivos Diferencias Residuais

Exemplos de Interruptores de fuga de Corrente

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Comandos Elétricos

O interruptor de corrente de fuga possui um transformador de


corrente, um disparador e um mecanismo liga-desliga. Ele
funciona comparando a corrente de entrada com a de saída.
Essa diferença é chamada de “Corrente Diferencial residual”
(IDR).

Ideal: IDR = 0
Real: IDR ≠ 0 (correntes naturais de fuga)
Atuação: IDR = I∆n (corrente diferencial residual nominal
de atuação)

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Comandos Elétricos

Tipos de disjuntores / interruptores DR:

Exemplo de um Disjuntor DR

alta sensibilidade: ≤30mA


baixa sensibilidade: > 30mA

Ele deve ser ligado de modo que todos os condutores do


circuito, inclusive o neutro, passem pelo interruptor. Isso
permite a comparação entre as correntes de entrada e de saída
e o desligamento da alimentação do circuito em caso de fuga
de corrente.

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Comandos Elétricos

Aplicações:

falha em aparelhos elétricos (eletrodomésticos);


falha na isolação de condutores;
circuitos de tomadas em geral;
campings, laboratórios, oficinas, áreas externas;
proteção contra riscos de incêndios de origem elétrica;
canteiros de obra.

Observação: o DR não desobriga o uso das proteções contra


sobrecorrentes nem dispensa o aterramento das massas.

Veja exemplos de esquemas de ligação para interruptores de


corrente de fuga nas ilustrações a seguir:

Há interruptores projetados para operar com correntes de fuga


de 500 mA, porém eles só protegem as instalações contra
riscos de incêndio, não oferecendo segurança contra riscos
pessoais.

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Disjuntores termomagnéticos

Disjuntores são dispositivos de manobra e proteção


com capacidade de ligação e interrupção de
corrente quando surgem no circuito condições
anormais de trabalho, como curto- circuito ou
sobrecarga.

Exemplo de disjuntor eletromagnético segundo a norma


DIN

O disjuntor é composto das seguintes partes:


Caixa moldada feita de material isolante na qual são montados
os componentes;
alavanca liga-desliga por meio da qual se liga ou desliga
manualmente o disjuntor;
extintor de arco ou câmara de extinção, que secciona e
extingue o arco que se forma entre os contatos quando
acontece sobrecarga ou curto-circuito;

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Comandos Elétricos

mecanismo de disparo que desliga automaticamente o disjuntor


em caso de anormalidade no circuito;
relê bimetálico que aciona o mecanismo de disparo quando há
sobrecarga de longa duração;relê eletromagnético que aciona o
mecanismo de disparo quando há um curto-circuito.
O disjuntor inserido no circuito funciona como um interruptor.
Como o relê bimetálico e o relê eletromagnético são ligados em
série dentro do disjuntor, ao ser acionada a alavanca liga-
desliga, fecha-se o circuito que é travado pelo mecanismo de
disparo e a corrente circula pelos dois relês.

Havendo uma sobrecarga de longa duração no circuito, o relê


bimetálico atua sobre o mecanismo de disparo abrindo o
circuito. Da mesma forma, se houver um curto-circuito, o relê
eletromagnético é que atua sobre o mecanismo de disparo
abrindo o circuito instantaneamente.
Quando ocorrer o desarme do disjuntor, basta acionar a
alavanca de acionamento para que o dispositivo volte a operar,
não sendo necessária sua substituição como ocorre com os
fusíveis.

Quanto às características elétricas, os disjuntores podem


ser unipolar, bipolar e tripolar; normalmente para correntes
de 2 A,4 A, 6 A, 10 A, 13 A, 16 A, 20 A, 25 A, 32 A, 40
A, 50 A, 63 A,70 A, 80 A e outras.

Eles possuem disparo livre, ou seja, se a alavanca for


acionada para a posição ligada e houver um curto-circuito
ou uma sobrecarga, o disjuntor desarma.
Exemplo de disjuntores termomagnéticos

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Comandos Elétricos

Observação:

O disjuntor deve ser colocado em série com o circuito


que irá proteger.

O tempo de disparo da proteção térmica (ou contra


sobrecarga) torna-se mais curto quando o disjuntor trabalha
em temperatura ambiente elevada. Isso ocorre
normalmente dentro do quadro de distribuição. Por isso, é
necessário dimensionar a corrente nominal do disjuntor, de
acordo com as especificações do fabricante, e
considerando também essa situação.

Características Técnicas dos Disjuntores Corrente


nominal (In): valor eficaz da corrente de regime contínuo
que o disjuntor deve conduzir indefinidamente, sem
elevação de temperatura acima dos valores especificados.

44 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Corrente convencional de não atuação (Ina): valor


especificado de corrente que pode ser suportado pelo
disjuntor durante um tempo especificado (tempo
convencional). Temperatura de calibração: temperatura na
qual o disparador térmico é calibrado. Normalmente são
utilizadas as temperaturas de 20, 30 ou 40ºC.
Tensão nominal (Un): valor eficaz da tensão pelo qual o
disjuntor é designado e no qual são referidos outros
valores nominais. Esse valor deve ser igual ou superior
ao valor
máximo da tensão do circuito no qual o disjuntor será
instalado. Capacidade de interrupção (Icn): valor máximo
que o disjuntor deve interromper sob determinadas tensões e
condições de emprego. Esse valor deverá ser igual ou
superior à corrente presumida de curto-circuito no ponto de
instalação do disjuntor. Curvas de disparo: as curvas de
disparo B, C e D correspondem à característica de atuação
do disparador magnético, enquanto que a do disparador
térmico permanece a mesma.

B: 3 a 5 x In
C: 5 a 10 x
In D: 10 a
14 x In
Existem ainda as curvas Z, K, MA.

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Comandos Elétricos

Disjuntor Motor

Principais Funções
Proteção contra sobrecarga e curto-circuito
Sensibilidade contra falta de fase

Simbologia (IEC 1082-1)

Dados para especificação de um Disjuntor


Motor
Tensão de Serviço
Corrente Permanente ou serviço
Potencia da carga em AC-3(preferencialmente)

CURVA DE DISPARO

A curva característica mostra o tempo


de disparo do disjuntor motor em
função da corrente que o percorre.
São valores médios obtidos a uma
temperatura ambiente de 20º C, a
partir do estado frio. Na temperatura
de operação (aquecido), o tempo do
disparo do relé térmico
é reduzido a aproximadamente
1/4 dos valores indicados na
curva.

Exemplo de curva de um DM

46 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Relês como dispositivos de


segurança

O relê é um dispositivo de comando, ou seja, é empregado na


partida de motores, no processamento de solda de ponto, no
comando de laminadoras e prensas e no controle de iluminação
de edifícios.
Neste capítulo, estudaremos os relês como dispositivos de
segurança.
Para compreender com mais facilidade o funcionamento desse
dispositivo, é necessário ter conhecimentos anteriores sobre
eletromagnetismo.

Relês

Diferentemente dos fusíveis, que se autodestroem, os relês


abrem os circuitos em presença de sobrecarga, por exemplo, e
continuam a ser usados após sanada a irregularidade.

Em relação aos fusíveis, os relês apresentam as seguintes


vantagens:
ação mais segura;
possibilidade de modificação do estado ligado para desligado (e
vice-versa);
proteção do usuário contra sobrecargas mínimas dos limites
predeterminados;
retardamento natural que permite picos de corrente próprios às
partidas de motores.

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Comandos Elétricos

Tipos de relês
Os relês que são usados como dispositivos de segurança
podem ser:
eletromagnéticos;
térmicos.
Relês eletromagnéticos

Os relês eletromagnéticos funcionam com base na ação do


eletromagnetismo por meio do qual um núcleo de ferro próximo
de uma bobina é atraído quando esta é percorrida por uma
corrente elétrica.

Os relês eletromagnéticos mais comuns são de dois tipos:


relê de mínima tensão;
relê de máxima corrente.

O relê de mínima tensão recebe uma regulagem


aproximadamente 20% menor do que a tensão nominal. Se a
tensão abaixar a um valor prejudicial, o relê interrompe o
circuito de comando da chave principal e, consequentemente,
abre os contatos dessa chave.

Os relês de mínima tensão são aplicados principalmente em


contatores e disjuntores.

Veja na ilustração a seguir o esquema simplificado de um relê


de mínima tensão.

48 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

O relê de máxima corrente é regulado para proteger um


circuito contra o excesso de corrente. Esse tipo de relê abre,
indiretamente, o circuito principal assim que a corrente atingir o
limite da regulagem.
A corrente elevada, ao circular pela bobina, faz com que o
núcleo do relê atraia o fecho. Isto provoca a abertura do contato
abridor e interrompe o circuito de comando.

A regulagem desse tipo de relê é feita aproximando-se ou


afastando-se o fecho do núcleo. Quando o fecho é afastado,
uma corrente mais elevada é necessária para acionar o relê.

Veja na figura a seguir o esquema simplificado de um relê de


máxima corrente.

Os relês térmicos, como dispositivo de proteção, controle ou


comando do circuito elétrico, atua por efeito térmico provocado
pela corrente elétrica.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 49


Comandos Elétricos

O elemento básico dos relês térmicos é o bimetal.

O bimetal é um conjunto formado por duas lâminas de metais


diferentes (normalmente ferro e níquel), sobrepostas e
soldadas.

Esses dois metais, de coeficientes de dilatação diferentes,


formam um para metálico. Por causa da diferença de
coeficiente de dilatação, se o par metálico for submetido a uma
temperatura elevada, um dos metais do par vai se dilatar mais
que o outro.

Por estarem fortemente unidos, o metal de menor coeficiente de


dilatação provoca o encurvamento do conjunto para o seu lado,
afastando o conjunto de um ponto determinado.

Veja representação esquemática desse fenômeno a seguir.

Esse movimento é usado para disparar um gatilho ou abrir um


circuito, por exemplo. Portanto, essa característica do bimetal
permite que o relê exerça o controle de sobrecarga para
proteção dos motores.

Os relês térmicos para proteção de sobrecarga são:


diretos;
indiretos;
com retenção.

50 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Os relês térmicos diretos são aquecidos pela passagem da


corrente de carga pelo bimetal. Havendo sobrecarga, o relê
desarma o disjuntor.
Embora a ação do bimetal seja lenta, o desligamento dos
contatos é brusco devido à ação do gatilho. Essa abertura
rápida impede a danificação ou soldagem dos contatos.
A figura a seguir mostra a representação esquemática de um
relê térmico direto nas posições armado e desligado por
sobrecarga.

Nos circuitos trifásicos, o relê térmico possui três lâminas


bimetálicas (A, B, C), que atuam conjuntamente quando houver
sobrecarga equilibrada.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 51


Comandos Elétricos

Os relês térmicos indiretos são aquecidos por um elemento


aquecedor indireto que transmite calor ao bimetal e faz o relê
funcionar. Veja representação esquemática a seguir.

Os relês térmicos com retenção possuem dispositivos que


travam os contatos na posição desligado após a atuação do
relê. Para que os contatos voltem a operar, é necessário soltar
manualmente a trava por meio de um botão específico. O relê,
então, estará pronto para funcionar novamente.

Observação
É necessário sempre verificar o motivo por que o relê
desarmou, antes de desarmá-lo.
Os relês térmicos podem ser ainda compensados ou
diferenciais.
O relê térmico compensado possui um elemento interno que
compensa as variações da temperatura ambiente.
O relê térmico diferencial (ou de falta de fase) dispara mais
rapidamente que o normal quando há falta de uma fase ou
sobrecarga em uma delas.

52 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Assim, um relê diferencial, regulado para disparar em


cinco minutos com carga de 10 A, disparará antes, se
faltar uma fase.

Curva característica de disparo do relê


térmico A relação tempo/corrente de desarme é
representada por uma curva característica semelhante
à mostrada a seguir.

No eixo horizontal (abcissas), encontram-se os


valores múltiplos da corrente de regulagem (XIe)
e no eixo vertical (ordenadas), o tempo de
desarme (t).

A curva 3 representa o comportamento dos relês


quando submetidos a sobrecarga tripolar e a curva 2
para sobrecarga bipolar.

Os valores de desligamento são válidos para


sobrecarga a partir da temperatura ambiente, ou
seja, sem aquecimento prévio (estado frio).

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Comandos Elétricos

Para relês que operam em temperatura normal de trabalho e


sob corrente nominal (relês pré-aquecidos), deve-se considerar
os tempos de atuação em torno de 25 a 30% dos valores das
curvas.

Isso acontece porque os bimetálicos já terão sofrido um


deslocamento de aproximadamente 70% do deslocamento
necessário para o desarme, quando pré-aquecidos pela
passagem da corrente nominal.

54 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Contatores

Neste capítulo, estudaremos um dispositivo de manobra


mecânica usado no comando de motores e na proteção contra
sobre corrente, quando acoplado a relês de sobrecarga.

Esse dispositivo chama-se contator. Suas características,


utilização e funcionamento são aqui apresentados para que
você possa utilizá-lo corretamente.

Contatores são dispositivos de manobra mecânica, acionados


eletromagneticamente, construídos para uma elevada
freqüência de operação.

De acordo com a potência (carga), o contator é um dispositivo


de comando do motor e pode ser usado individualmente,
acoplado a relês de sobrecarga, na proteção de sobre corrente.
Há certos tipos de contatores com capacidade de estabelecer e
interromper correntes de curto-circuito.

Tipos de contatores

Basicamente, existem dois tipos de contatores:


contatores auxiliares;
contatores para motores.

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Comandos Elétricos

Contatores Auxiliares
Os relés auxiliares são chaves elétricas de quatro
ou mais contatos, acionadas por bobinas
eletromagnéticas.
Há no mercado uma grande diversidade de tipos de
relés auxiliares que, basicamente, embora
construtivamente sejam diferentes, apresentam as
mesmas características de funcionamento.

Este relé auxiliar,


particularmente, possui
2 contatos abertos (13/14
e
43/44) e 2 fechados (21/22 e
31/32), acionados por
uma bobina
eletromagnética de 24 Vcc.
Quando a bobina é
energizada, imediatamente
os contatos abertos
fecham, permitindo a
passagem da corrente
elétrica entre eles, enquanto
que os contatos
fechados abrem
interrompendo a corrente.
Quando a bobina é
desligada, uma
mola recoloca
imediatamente os contatos
nas suas posições iniciais

Além de relés auxiliares de 2


contatos abertos (NA) e 2 contatos
fechados (NF), existem outros que
apresentam o mesmo funcionamento
anterior mas, com 3 contatos NA e
1 NF.

56 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Este outro tipo de relé auxiliar utiliza contatos comutadores, ao invés dos
tradicionais contatos abertos e fechados. A grande vantagem desse tipo de
relé sobre os anteriores é a versatilidade do uso de seus contatos. Enquanto
nos relés anteriores a utilização fica limitada a 2 contatos Na e 2 NF ou 3 NA
e 1 NF, no relé de contatos comutadores pode-se empregar as
mesmas combinações, além de, se necessário, todos os contatos abertos
ou todos fechados ou ainda qualquer outra combinação desejada. Quando a
bobina é energizada, imediatamente os contatos comuns 11, 21, 31 e
41 fecham em relação aos contatos 13, 24, 34 e 44, respectivamente, e
abrem em relação aos contatos 12, 22, 32 e 42. Desligando-se a bobina,
uma mola recoloca novamente os contatos na posição inicial, isto é, 11
fechado com 12 e aberto com 14, 21 fechado com 22 e aberto com 24,
31 fechado com 32 e aberto com 34 e, finalmente, 41 fechado com 42 e
aberto em relação ao 44

Contator para Motor


Os contatores para motores caracterizam-se por apresentar:
dois tipos de contatos com capacidade de carga diferentes
chamados principais e auxiliares;
maior robustez de construção;
possibilidade de receberem relês de proteção;
câmara de extinção de arco voltaico;
variação de potência da bobina do eletroímã de acordo com o
tipo do contator;
tamanho físico de acordo com a potência a ser comandada;
possibilidade de ter a bobina do eletroímã com secundário.

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Comandos Elétricos

Veja um contator para motor na ilustração a seguir.

Construção
Os principais elementos construtivos de um contator são:
contatos;
sistema da acionamento;
carcaça;
câmara de extinção de arco-voltaico.
Contatos dos contatores e pastilhas
Contatos
Os contatos são partes especiais e fundamentais dos
contatores, destinados a estabelecer a ligação entre as partes
energizadas e não-energizadas de um circuito ou, então,
interromper a ligação de um circuito.

São constituídos de pastilhas e suportes. Podem ser fixos ou


móveis, simples ou em ponte.

58 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Os contatos móveis são sempre acionados por um eletroímã


pressionado por molas. Estas devem atuar uniformemente no
conjunto de contatos e com pressão determinada conforme a
capacidade para a qual eles foram construídos.

Para os contatos simples a pressão da mola é regulável e sua


utilização permite a montagem de contatos adicionais.

Os contatos simples têm apenas uma abertura.

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Comandos Elétricos

Eles são encontrados em contatores de maior potência.

Os contatos são construídos em formatos e tamanhos


determinados pelas características técnicas do contator. São
classificados em principal e auxiliar.

Os contatos principais têm a função de estabelecer e


interromper correntes de motores e chavear cargas resistivas
ou capacitivas.

O contato é realizado por meio de placas de prata cuja vida útil


termina quando elas estão reduzidas a 1/3 de seu volume
inicial.
Os contatos auxiliares são dimensionados para a comutação de
circuitos auxiliares para comando, para sinalização e para
intertravamento elétrico. São dimensionados apenas para a
corrente de comando e podem ser de abertura retardada para
evitar perturbações no comando.

Eles podem ser do tipo NA (normalmente aberto) ou NF


(normalmente fechado) de acordo com sua função.

60 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Sistema de acionamento dos contatores


O acionamento dos contatores pode ser feito com corrente
alternada ou com corrente contínua.

Para o acionamento com CA, existem anéis de curto-circuito


que se situam sobre o núcleo fixo do contator e evitam o ruído
por meio da passagem da CA por zero.

Um entreferro reduz a remanência após a interrupção da tensão


de comando e evita o colamento do núcleo.

Após a desenergização da bobina de acionamento, o retorno


dos contatos principais (bem como dos auxiliares) para a
posição original de repouso é garantido pelas molas de
compressão.

O acionamento com CC não possui anéis de curto-circuito.


Além disso, possui uma bobina de enrolamento com derivação
na qual uma das derivações serve para o atracamento e a
outra para manutenção.

Um contato NF é inserido no circuito da bobina e tem a função


de curto-circuitar parte do enrolamento durante a etapa do
atracamento.
Veja representação esquemática a seguir.

O enrolamento com derivação tem a função de reduzir a


potência absorvida pela bobina após o fechamento do contator,
evitando o superaquecimento ou a queima da bobina.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 61


Comandos Elétricos

O núcleo é maciço pois, sendo a corrente constante, o fluxo


magnético também o será. Com isso, não haverá força
eletromotriz no núcleo e nem circulação de correntes parasitas.

O sistema de acionamento com CC é recomendado para


aplicação em circuitos onde os demais equipamentos de
comando são sensíveis aos efeitos das tensões induzidas pelo
campo magnético de corrente alternada. Enquadram-se nesse
caso os componentes CMOS e os microprocessadores,
presentes em circuitos que compõem acionamentos de motores
que utilizam conversores e/ou CPs (controladores
programáveis).
Carcaça
É constituída de duas partes simétricas (tipo macho e fêmea)
unidas por meio de grampos.
Retirando-se os grampos de fechamento a tampa frontal do
contator, é possível abri-lo e inspecionar seu interior, bem como
substituir os contatos principais e os da bobina.
A substituição da bobina é feita pela parte superior do contator,
através da retirada de quatro parafusos de fixação para o
suporte do núcleo.
Câmara de extinção de arco voltaico
É um compartimento que envolve os contatos principais. Sua
função é extinguir a faísca ou arco voltaico que surge quando
um circuito elétrico é interrompido.

62 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Com a câmara de extinção de cerâmica, a extinção do arco é


provocada por refrigeração intensa e pelo repuxo do ar.

Funcionamento do contator
Como já sabemos, uma bobina eletromagnética quando
alimentada por uma corrente elétrica, forma um campo
magnético. No contator, ele se concentra no núcleo fixo e atrai
o núcleo móvel.

Como os contatos móveis estão acoplados mecanicamente com


o núcleo móvel, o deslocamento deste no sentido do núcleo fixo
movimenta os contatos móveis.

Quando o núcleo móvel se aproxima do fixo, os contatos


móveis também devem se aproximar dos fixos de tal forma que,
no fim do curso do núcleo móvel, as peças fixas e móveis do
sistema de comando elétrico estejam em contato e sob pressão
suficiente.

O comando da bobina é efetuado por meio de uma botoeira ou


chave-bóia com duas posições, cujos elementos de comando
estão ligados em série com as bobina.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 63


Comandos Elétricos

A velocidade de fechamento dos contatores é resultado da


força proveniente da bobina e da força mecânica das molas de
separação que atuam em sentido contrário.

As molas são também as únicas responsáveis pela velocidade


de abertura do contator, o que ocorre quando a bobina
magnética não estiver sendo alimentada ou quando o valor da
força magnética for inferior à força das molas.

Vantagens do emprego de contatores


Os contatores apresentam as seguintes vantagens:
comando à distância;
elevado número de manobras;
grande vida útil mecânica;
pequeno espaço para montagem;
garantia de contato imediato;
tensão de operação de 85 a 110% da tensão nominal
prevista para o contator.

Montagem dos contatores


Os contatores devem ser montados de preferência
verticalmente em local que não esteja sujeito a trepidação.

Em geral, é permitida uma inclinação máxima do plano de

montagem de 22,5o em relação à vertical, o que permite


a instalação em navios.

Na instalação de contatores abertos, o espaço livre em frente à


câmara deve ser de, no mínimo, 45 mm.

Escolha dos contatores


A escolha do contator para uma dada corrente ou potência deve
satisfazer a duas condições:
número total de manobras sem a necessidade de trocar os
contatos;
não ultrapassar o aquecimento admissível.

64 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

O aquecimento admissível depende da corrente circulante e


interrompida, da freqüência de manobras e do fator de marcha.
O número total de manobras é expresso em manobras por
hora (man/h), mas corresponde à cadência máxima medida
num período qualquer que nao exceda I0 minutos.
O fator de marcha (fdm) é a relação percentual entre o
tempo de passagem da corrente e a duração total de um
ciclo de manobra.

Categoria de emprego para contatores


Categoria de
Exemplos de uso
emprego
Cargas fracamente indutivas ou não-indutivas.
ACI
Fornos de resistência.
AC2 Partida de motores de anel sem frenagem por contracorrente.
Partida de motores de indução tipo gaiola.< Desligamento do motor
AC3 em funcionamento normal.< Partida de motores de anel com
frenagem por contracorrente.
Partida de motores de indução tipo gaiola.< Manobras de ligação
AC4
intermitente, frenagem por contracorrente e reversão.
Cargas fracamente indutivas ou não-indutivas.< Fornos de
DCI
resistência.
Motores em derivação.
DC2
Partida e desligamento durante a rotação.
Partida, manobras intermitentes, frenagem por contracorrente,
DC3
reversão.
DC4 Motores série.< Partida e desligamento durante a rotação.
Partida, manobras intermitentes, frenagem por contracorrente,
DC5
reversão.
Observação
Na tabela anterior, AC = corrente alternada; DC =
corrente contínua.

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Comandos Elétricos

A tabela a seguir mostra uma lista dos defeitos elétricos mais


comuns apresentados pelos contatores e suas prováveis
causas.

Defeito Causas
Contator não liga Fusível de comando queimado.
Relê térmico desarmado.
Comando interrompido.
Bobina queimada.
Contator não desliga Linhas de comando longas (efeito de "colamento"
capacitivo).
Contatos soldados.
Faiscamento excessivo Instabilidade da tensão de comando por:
. regulação pobre da fonte;
. linhas extensas e de pequena seção;
. correntes de partida muito altas;
. subdimensionamento do transformador de comando com
diversos contatores operando simultaneamente.
Fornecimento irregular de comando por:
. botoeiras com defeito;
. chaves fim-de-curso com defeito.
Contator zumbe Corpo estranho no entreferro.
Anel de curto-circuito quebrado.
Bobina com tensão ou freqüência errada.
Superfície dos núcleos (móvel e fixo) sujas ou oxidadas,
especialmente após longas paradas.
Fornecimento oscilante de contato no circuito de comando.
Quedas de tensão durante a partida de motores.
Relê térmico atua e o Relê inadequado ou mal regulado.
motor não atinge a Tempo de partida muito longo.
rotação normal (con- Freqüência muito alta de ligações.
tator com relê) Sobrecarga no eixo.
Bobina magnética se Localização inadequada da bobina.
aquece Núcleo móvel preso às guias.
Curto-circuito entre as espiras por deslocamento ou
remoção de capa isolante (em CA).
Curto-circuito entre bobina e núcleo por deslocamento da
camada isolante.
Saturação do núcleo cujo calor se transmite à bobina.
Bobina se queima Sobtensão.
Ligação em tensão errada.
Subtensão (principalmente em CC).
Corpo estranho no entreferro.

66 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Contatos sobreaquecem Carga excessiva.


Pressão inadequada entre contatos.
Dimensões inadequadas dos contatos.
Sujeira na superfície dos contatos.
Superfície insuficiente para a troca de calor com o meio-
ambiente.
Oxidação (contatos de cobre).
Acabamento e formato inadequados das superfícies de
contato.
Contatos se fundem Correntes de ligação elevadas (como na comutação de
transformadores a vazio)
Comando oscilante.
Ligação em curto-circuito.
Comutação estrela-triângulo defeituosa.
Contatos se desgastam Arco voltaico.
excessivamente Sistema de desligamento por deslizamento (remove certa
quantidade de material a cada manobra).
Isolação é deficiente Excessiva umidade do ar.
Dielétrico recoberto ou perfurado por insetos, poeira e
outros corpos.
Presença de óxidos externos provenientes de material de
solda.

Defeitos mecânicos
Os defeitos mecânicos são provenientes da própria construção
do dispositivo, das condições de serviço e do envelhecimento
do material.
Salientam-se nesse
particular: lubrificação
deficiente; formação de
ferrugem; temperaturas muito
elevadas; molas
inadequadas;
trepidações no local da montagem.
Os contatores modernos são praticamente livres de ricochete.
Na ligação, eles acusam um desgaste de material de contato
equivalente a I/I0 do desgaste para desligamento sob
corrente nominal. Assim, a corrente de partida de motores não
tem influência na durabilidade dos contatos.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 67


Comandos Elétricos

Relês Temporizadores e
Contatores

Os relés temporizadores, também conhecidos como relés de


tempo, geralmente possuem um contato comutador acionado
por uma bobina eletromagnética com retardo na ligação ou no
desligamento.

Este relé temporizador possui um contato


comutador e uma bobina com retardo na
ligação, cujo tempo é ajustado por meio
de um potenciômetro. Quando a bobina é
energizada, ao contrário dos relés
auxiliares que invertem imediatamente
seus contatos, o potenciômetro retarda o
acionamento do contato comutador, de
acordo com o tempo nele regulado. Se o
ajuste de tempo no potenciômetro for, por
exemplo, de 5 segundos, o temporizador
aguardará esse período de tempo, a partir
do momento em que a bobina for
energizada, e somente então os contatos
são invertidos, abrindo II e I2 e fechando
II e I4. Quando a bobina é desligada, o
contato comutador retorna imediatamente
à posição inicial. Trata-se, portanto, de um
relé temporizador com retardo na ligação.

68 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Este outro tipo de relé temporizador


apresenta retardo no desligamento.
Quando sua bobina é energizada, seu
contato comutador é imediatamente
invertido. A partir do momento em que a
bobina é desligada, o período de tempo
ajustado no potenciômetro é respeitado
e somente então o contato comutador
retorna à posição inicial.

Outro tipo de relé temporizador


encontrado em comandos elétricos é o
cíclico, também conhecido como relé
pisca-pisca. Este tipo de relé possui um
contato comutador e dois
potenciômetros que controlam
individualmente os tempos de retardo de
inversão do contato. Quando a bobina é
energizada, o contato comutador é
invertido ciclicamente, sendo que o
potenciômetro da esquerda controla o
tempo de inversão do contato, enquanto
que o da direita o tempo de retorno do
contato a sua posição inicial.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 69


Comandos Elétricos

Relés de tempo pneumático

O relé pneumático de tempo é um dispositivo temporizador que


funciona pela ação de um eletroímã que aciona uma válvula
pneumática.
O retardo é determinado pela passagem de uma certa
quantidade de ar através de um orifício regulável. O ar entra no
dispositivo pneumático que puxa o balancim para cima,
fornecendo corrente para os contatos. Veja ilustração a seguir.

Esse tipo de relé é usado em chaves de partida estrela-


triângulo ou compensadoras, na comutação de contatores ou
na temporização em circuitos seqüenciais. O retardo fornecido
varia de um a sessenta segundos, porém não é muito preciso.

70 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Funcionamento

Na condição inicial, o eletroímã é energizado e libera a alavanca


(I). A mola (6) tende a abrir a sanfona, mantendo a válvula (5)
fechada. A velocidade de abertura depende diretamente da
vazão permitida pelo parafuso (9) que controla a admissão do
ar.

Após um tempo “t”, que depende da regulagem do parafuso, a


sanfona está completamente aberta e aciona os contatos
fechadores e abridores.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 71


Comandos Elétricos

Quando o contato é desenergizado, o braço de acionamento


age sobre a alavanca e provoca a abertura da válvula (5),
liberando o contato. O conjunto volta instantaneamente à
posição inicial.

Contadores Predeterminadores

Os relés contadores registram a quantidade de pulsos elétricos


a eles enviados pelo circuito e emitem sinais ao comando
quando a contagem desses pulsos for igual ao valor neles
programados. Sua aplicação em circuitos elétricos de comando
é de grande utilidade, não somente para contar e registrar o
número de ciclos de movimentos efetuados por uma máquina,
mas, principalmente, para controlar o número de peças a serem
produzidas, interrompendo ou encerrando a produção quando
sua contagem atingir o valor neles determinado.

72 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Este contador predeterminador registra em seu display o


número de vezes em que sua bobina for energizada ou receber
um pulso elétrico de um elemento de entrada de sinal,
geralmente de um sensor ou chave fim de curso. Através de
uma chave seletora manual, é possível programar o número de
pulsos que o relé deve contar, de maneira que, quando a
contagem de pulsos for igual ao valor programado na chave
seletora, o relé inverte seu contato comutador, abrindo II/I2 e
fechando II/I4.
Para retornar seu contato comutador à posição inicial e zerar
seu mostrador, visando o início de uma nova contagem, basta
emitir um pulso elétrico em sua bobina de reset RI/R2 ou,
simplesmente acionar manualmente o botão reset localizado na
parte frontal do mostrador.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 73


Comandos Elétricos

Chaves auxiliares

Neste tópico, estudaremos alguns tipos de chaves que


comandam circuitos por meio de pulsos. Elas são usadas em
equipamentos industriais em processos de automação.
Chaves auxiliares

Elementos de Entrada de Sinais

Os componentes de entrada de sinais elétricos são aqueles que


emitem informações ao circuito por meio de uma ação
muscular, mecânica, elétrica, eletrônica ou combinação entre
elas. Entre os elementos de entrada de sinais podemos citar as
botoeiras, as chaves fim de curso, os sensores de proximidade
e os pressostatos, entre outros, todos destinados a emitir sinais
para energização ou desenergização do circuito ou parte dele.

Botoeiras

As botoeiras são chaves elétricas


acionadas manualmente que
apresentam, geralmente, um contato
aberto e outro fechado. De acordo
com o tipo de sinal a ser enviado ao
comando elétrico, as botoeiras são
caracterizadas como pulsadoras ou
com trava.

74 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

As botoeiras pulsadoras invertem seus contatos mediante o


acionamento de um botão e, devido a ação de uma mola,
retornam à posição inicial quando cessa o acionamento.

Essa botoeira possui um contato aberto e


um contato fechado, sendo acionada por
um botão pulsador liso e reposicionada
por mola. Enquanto o botão não for
acionado, os contatos II e I2
permanecem fechados, permitindo a
passagem da corrente elétrica, ao mesmo
tempo em que os contatos I3 e I4 se
mantêm abertos, interrompendo a
passagem da corrente. Quando o botão é
acionado, os contatos se invertem de
forma que o fechado abre e o aberto
fecha. Soltando-se o botão, os contatos
voltam à posição inicial pela ação da mola
de retorno

As botoeiras com trava também invertem seus contatos


mediante o acionamento de um botão, entretanto, ao contrário
das botoeiras pulsadoras, permanecem acionadas e travadas
mesmo depois de cessado o acionamento

Esta botoeira é acionada por um botão


giratório com uma trava que mantém os
contatos na última posição acionada.
Como o corpo de contatos e os bornes
são os mesmos da figura anterior e
apenas o cabeçote de acionamento foi
substituído, esta botoeira também possui
as mesmas características construtivas,
isto é, um contato fechado nos bornes II
e I2 e um aberto I3 e I4. Quando o
botão é acionado, o contato fechado
II/I2 abre e o contato I3/I4 fecha e se
mantém travados na posição, mesmo
depois de cessado o acionamento. Para
que os contatos retornem à posição inicial
é necessário acionar novamente o botão,
agora no sentido contrário ao primeiro
acionamento

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Comandos Elétricos

Outro tipo de botoeira com trava, muito usada como botão de


emergência para desligar o circuito de comando elétrico em
momentos críticos, é acionada por botão do tipo cogumelo.

O botão do tipo cogumelo, também


conhecido como botão soco-trava,
quando é acionado, inverte os
contatos da botoeira e os mantém
travados. O retorno à posição inicial
se faz mediante um pequeno giro do
botão no sentido horário, o que
destrava o mecanismo e aciona
automaticamente os contatos de
volta a mesma situação de antes do
acionamento.

Outro tipo de botão de acionamento manual utilizado em


botoeiras é o botão flip-flop, também conhecido como divisor
binário, o qual alterna os pulsos dados no botão, uma vez
invertendo os contatos da botoeira, outra trazendo-os à posição
inicial.

Chaves Fim de Curso

As chaves fim de curso, assim como as botoeiras, são


comutadores elétricos de entrada de sinais, só que acionados
mecanicamente.
As chaves fim de curso são, geralmente, posicionadas no
decorrer do percurso de cabeçotes móveis de máquinas e
equipamentos industriais, bem como das hastes de
cilindros
hidráulicos e ou pneumáticos.

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Comandos Elétricos

O acionamento de uma chave fim


de curso pode ser efetuado por
meio de um rolete mecânico ou de
um rolete escamoteável, também
conhecido como gatilho. Existem,
ainda, chaves fim de curso
acionadas por uma haste
apalpadora, do tipo utilizada em
instrumentos de medição como,
por exemplo, num relógio
comparador.

Esta chave fim de curso é acionada por


um rolete mecânico e possui um
contato comutador formado por um
borne comum II, um contato fechado
I2 e um aberto I4. Enquanto o rolete
não for acionado, a corrente elétrica
pode passar pelos contatos II e I2 e
está interrompida entre os contatos II
e I4. Quando o rolete é acionado, a
corrente passa pelos contatos II e I4 e
é bloqueada entre os contatos II e I2.
Uma vez cessado o acionamento, os
contatos retornam à posição inicial, ou
seja, II interligado com I2 e I4
desligado.

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Comandos Elétricos

Esta outra chave fim de curso também é


acionada por um rolete mecânico mas,
diferentemente da anterior, apresenta
dois contatos independentes sendo um
fechado, formado pelos bornes II e I2,
e outro aberto, efetuado pelos bornes I3
e I4. Quando o rolete é acionado, os
contatos II e I2 abrem, interrompendo
a passagem da corrente elétrica,
enquanto que os contatos I3 e I4
fecham, liberando a corrente.

Os roletes mecânicos acima apresentados podem ser


acionados em qualquer direção que efetuarão a comutação dos
contatos das chaves fim de curso. Existem, porém, outros tipos
de roletes que somente comutam os contatos das chaves se
forem acionados num determinado sentido de direção. São os
chamados roletes escamoteáveis, também conhecidos na
indústria como gatilhos.

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Comandos Elétricos

Esta chave fim de curso, acionada por


gatilho, somente inverte seus contatos
quando o rolete for atuado da
esquerda para a direita. No sentido
contrário, uma articulação mecânica
faz com que a haste do mecanismo
dobre, sem acionar os contatos
comutadores da chave fim de curso.
Dessa forma, somente quando o rolete
é acionado da esquerda para a direita,
os contatos da chave se invertem
permitindo que a corrente elétrica
passe pelos contatos II e I4 e seja
bloqueada entre os contatos II e I2.
Uma vez cessado o acionamento, os
contatos retornam à posição inicial, ou
seja, II interligado com I2 e I4
desligado

Sensores de Proximidade
Os sensores de proximidade, assim como as chaves fim de
curso, são elementos emissores de sinais elétricos os quais são
posicionados no decorrer do percurso de cabeçotes móveis de
máquinas e equipamentos industriais, bem como das hastes de
cilindros hidráulicos e ou pneumáticos. O acionamento dos
sensores, entretanto, não depende de contato físico com as
partes móveis dos equipamentos, basta apenas que estas
partes aproximem-se dos sensores a uma distância que varia
de acordo com o tipo de sensor utilizado.

Existem no mercado diversos tipos de sensores de proximidade


os quais devem ser selecionados de acordo com o tipo de
aplicação e do material a ser detectado.

Os mais empregados na automação de máquinas e


equipamentos industriais são os sensores capacitivos,
indutivos, ópticos, magnéticos e ultra-sônicos, além dos
sensores de pressão, volume e temperatura, muito utilizados na
indústria de processos.

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Comandos Elétricos

Basicamente, os sensores de proximidade apresentam as


mesmas características de funcionamento. Possuem dois cabos
de alimentação elétrica, sendo um positivo e outro negativo, e
um cabo de saída de sinal. Estando energizados e ao se
aproximarem do material a ser detectado, os sensores emitem
um sinal de saída que, devido principalmente à baixa corrente
desse sinal, não podem ser utilizados para energizar
diretamente bobinas de solenóides ou outros componentes
elétricos que exigem maior potência.

Diante dessa característica comum da maior


parte dos sensores de proximidade, é
necessária a utilização de relés auxiliares com o
objetivo de amplificar o sinal de saída dos
sensores, garantindo a correta aplicação do
sinal e a integridade do equipamento.

Os sensores de proximidade capacitivos


registram a presença de qualquer tipo de
material. A distância de detecção varia de
0 a 20 mm, dependendo da massa do
material a ser detectado e das
características determinadas pelo
fabricante.

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Comandos Elétricos

Os sensores de proximidade indutivos são capazes de detectar


apenas materiais metálicos, a uma distância que oscila de 0 a
2 mm, dependendo também do tamanho do material a ser
detectado e das características especificadas pelos diferentes
fabricantes.

Os sensores de proximidade ópticos detectam a aproximação


de qualquer tipo de objeto, desde que este não seja
transparente. A distância de detecção varia de 0 a I00 mm,
dependendo da luminosidade do ambiente.

Normalmente, os sensores
ópticos por barreira fotoelétrica
são construídos em dois corpos
distintos, sendo um emissor de
luz e outro receptor. Quando um
objeto se coloca entre os dois,
interrompendo a propagação da
luz entre eles, um sinal de saída
é então enviado ao circuito
elétrico de comando.

Outro tipo de sensor de


proximidade óptico, muito usado
na automação industrial, é o do
tipo reflexivo no qual emissor e
receptor de luz são montados
num único corpo, o que reduz
espaço e facilita sua montagem
entre as partes móveis dos
equipamentos industriais. A
distância de detecção é
entretanto menor, considerando-
se que a luz transmitida pelo
emissor deve refletir no material a
ser detectado e penetrar no
receptor o qual emitirá o sinal
elétrico de saída.

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Comandos Elétricos

Os sensores de proximidade magnéticos, como o próprio nome


sugere, detectam apenas a presença de materiais metálicos e
magnéticos, como no caso dos imãs permanentes. São
utilizados com maior freqüência em máquinas e equipamentos
pneumáticos e são montados diretamente sobre as camisas
dos cilindros dotados de êmbolos magnéticos. Toda vez que o
êmbolo magnético de um cilindro se movimenta, ao passar pela
região da camisa onde externamente está posicionado um
sensor magnético, este é sensibilizado e emite um sinal ao
circuito elétrico de comando.

82 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Aplicações dos sensores

As ilustrações a seguir mostram a utilização de diversos tipos


de sensores.

Aplicação de sensores indutivos, registrando posição.

Sensores indutivos detectando o encaixe de peça feito por


braço mecânico.

Sensor ótico por reflexão através de espelhos prismáticos para


detecção do produto sobre a esteira.

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Comandos Elétricos

Sensores óticos por difusão, utilizando fibras óticas para


detecção de pequenas peças.

Sensores capacitivos detectando presença de embalagem


sobre a esteira.

84 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Dispositivos de Sinalização

Para que um operador saiba o que está acontecendo com o


equipamento que ele está operando, é necessário que ele
possa visualizar rápida e facilmente mensagens que indiquem
que a operação está se realizando dentro dos padrões
esperados.
Isso é feito por meio da sinalização, que é o assunto deste
capítulo.

Sinalização

Sinalização é a forma visual ou sonora de se chamar a atenção


do operador para uma situação determinada em um circuito,
máquina ou conjunto de máquinas.

Indicadores Luminosos
Os indicadores luminosos são lâmpadas
incandescentes ou LEDs, utilizadas na sinalização
visual de eventos ocorridos ou prestes a ocorrer. São
empregados, geralmente, em locais de boa visibilidade
que facilitem a visualização do sinalizador.

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Comandos Elétricos

A tabela a seguir mostra o significado das cores de sinalização


de acordo com a norma VDE.

Cor Condição de operação Exemplos de aplicação


Indicação de que a
máquina está paralisada
por atuação de um
Vermelho Condição anormal dispositivo de proteção.
Aviso para a paralisação
da máquina devido a
sobrecarga, por exemplo.
O valor de uma grandeza
(corrente, temperatura)
Amarelo Atençao ou cuidado
aproxima-se de seu valor-
limite.
Partida normal: todos os
dispositivos auxiliares
funcionam e estão prontos
para operar. A pressão
hidráulica ou a tensão
Máquina pronta para
Verde estão nos valores
operar
especificados.
O ciclo de operação está
concluído e a máquina está
pronta para operar
novamente.
Circuitos sob tensão Chave
principal na posição LIGA.
Escolha da velocidade ou
Circuitos sob tensão em do sentido de rotação.
Branco (incolor)
operação normal Acionamentos individuais e
dispositivos auxiliares
estão operando.
Máquina em movimento.
Todas as funções para as quais não se
Azul
aplicam a cores acima.
A sinalização intermitente é usada para indicar situações que
exigem atenção mais urgente.
A lente do sinalizador deve propiciar bom brilho e, quando a
lâmpada está apagada, deve apresentar-se completamente
opaca em relação à luz ambiente.

86 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Indicadores Sonoros
Os indicadores sonoros são campainhas, sirenes,
cigarras ou buzinas, empregados na sinalização
acústica de eventos ocorridos ou prestes a ocorrer.
Ao contrário dos indicadores luminosos, os sonoros
são utilizados, principalmente, em locais de pouca
visibilidade onde um sinalizador luminoso seria
pouco eficaz.

Sinalização sonora
A sinalização sonora pode ser feita por meio de buzinas ou
campainhas.
As buzinas são usadas para indicar o início de funcionamento
de uma máquina ou para ficar à disposição do operador,
quando seu uso for necessário. Elas são usadas, por exemplo,
na sinalização de pontes rolantes.

O som deve estar entre I000 e 3000Hz. Deve conter


harmônicos que o tornarão distinto do ruído local.
As campainhas são usadas para indicar anomalias em
máquinas. Assim, se um motor com sobrecarga não puder parar
de imediato, o alarme chamará a atenção do operador para as
providências necessárias.

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Comandos Elétricos

Instalações de sinalizadores

Na instalação de sinalizadores para indicar a abertura ou o


fechamento de contator, é importante verificar se a tensão
produzida por auto-indução não provocará a queima da
lâmpada.

Nesse caso, a lâmpada deverá ser instalada por meio de um


contato auxiliar, evitando-se a elevada tensão produzida na
bobina do contator.
Veja na figura abaixo o circuito de sinalização.

88 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Transformadores para
comando

Quando é necessário reduzir a corrente de linha e a tensão a


valores que possibilitem a utilização de relês de pequena
capacidade em circuitos de comando de motores, usam-se
transformadores.

Transformadores também são usados junto a chaves


compensadoras para evitar o arranque direto.

Este é o assunto deste capítulo. Para aprendê-lo com mais


facilidade, é necessário que você tenha conhecimentos
anteriores sobre tensão, corrente e transformadores.
Transformadores para comando
Transformadores para comando são dispositivos empregados
em comandos de máquinas elétricas para modificar valores de
tensão e corrente em uma determinada relação de
transformação.

Car
Características Elétricas

Para sua instalação os transformadores exigem que se


considerem algumas características elétricas. Elas são:
tipo de transformador;
índice de saturação para relês temporizados;
relação de transformação;
tensões de serviço;
tensões de prova;
classe de precisão;
Escola SENAI José Ephim Mindlin 89
Comandos Elétricos

freqüência.

Os transformadores de comando podem ser de vários tipos, a


saber:
transformadores de tensão;
transformadores para chaves compensadoras;
transformadores de corrente.

Transformadores de tensão

Os transformadores de tensão são usados para:


reduzir a tensão a níveis compatíveis com a tensão dos
componentes do comando (relês, bobinas);
fornecer proteção nas manobras e nas correções de defeitos;
separar o circuito principal do circuito de comando, restringindo
e limitando possíveis curto-circuitos a valores que não afetem o
circuito de comando;
amortecer as variações de tensões, evitando possíveis
ricochetes e prolongando, portanto, a vida útil do equipamento.
Um transformador de tensão é mostrado a seguir:

Transformadores para chaves compensadoras


Esse tipo de transformador é usado para evitar o arranque
direto do motor.
Suas derivações permitem partidas com 65 a 80% da tensão
nominal, conforme o torque necessário para a partida.
São construídos com duas colunas com ligações em triângulo;
ou com três colunas com ligação em estrela.

90 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Um único transformador pode ser usado para a partida em


seqüência de vários motores. Nesse caso, a partida será
automática, realizada por meio de relês temporizadores e
contatores.

Transformador de corrente

O transformador de corrente atua com relês térmicos de


proteção contra sobrecarga. Ele é associado a relês térmicos
cuja corrente nominal é inferior à da rede.

Sua relação de transformação é indicada na placa. Por exemplo,


uma indicação 200/5 indica que, quando houver uma corrente
de 200 A na rede principal, a corrente do relê será de 5
A.

Na proteção contra sobrecarga, esse transformador permite


longos picos de corrente de partida dos motores de grande
porte. Nesse caso, ele estabiliza a corrente secundária pela
saturação do núcleo o que permite um controle mais efetivo.

Além disso, o tamanho reduzido do relê torna possível uma


regulagem mais eficiente com a redução dos esforços
dinâmicos produzidos pela corrente elétrica.

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Comandos Elétricos

Motores Elétricos

Como se pode converter energia elétrica em energia mecânica?

Em geral, as máquinas não produzem energia. Elas apenas


convertem a energia que recebem em outra forma de energia.
As máquinas elétricas convertem energia elétrica em energia
mecânica para poderem trabalhar. Pode reparar: o liquidificador
tem lá um motorzinho que gira quando ligado na tomada, o robô
tem motores elétricos que são acionados para movimentar
mecanismos que erguem, giram, agarram e soltam. E outras
máquinas também possuem motores elétricos que são os
responsáveis pela conversão da energia elétrica em energia
mecânica.

Nesta aula, vamos estudar o princípio de funcionamento dos


motores elétricos, tão importantes para a automação de
equipamentos e processos de fabricação quanto os motores a
combustão para os automóveis. Sem eles, simplesmente não
haveria automação. Apresentaremos também alguns dos
modelos de motores elétricos existentes, destacando suas
diferenças e aplicações.

92 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Princípio de funcionamento

O funcionamento dos motores se baseia num princípio físico


relativo ao campo magnético gerado ao redor de um condutor
quando percorrido por uma corrente elétrica.

Campos magnéticos de mesma polaridade se repelem e


campos magnéticos de polaridade diferente se atraem.

A finalidade de um motor elétrico é gerar movimento. Assim,


sua construção deve prever peças móveis que se movimentem
de acordo com o campo magnético gerado pela corrente
elétrica que percorre os condutores do motor.

Os elementos básicos de um motor são:

Estator - pelo nome, podemos deduzir que se trata de uma


parte fixa. Nesta parte do motor normalmente existem campos
magnéticos fixos, criados por irmãs permanentes ou eletroímã.
Rotor - é uma parte móvel do motor, ligada ao eixo de
transmissão de movimento. Nesta parte do motor normalmente
existem bobinas, percorridas por correntes elétricas que geram
campos magnéticos.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 93


Comandos Elétricos

Em função da polaridade, os campos magnéticos submetem o


rotor a forças de atração e repulsão, produzindo o movimento
giratório do rotor.

Coletor ou comutador - esta parte do motor liga as bobinas à


rede elétrica, de modo que o rotor se movimenta sem curtos-
circuitos nos fios ligados à rede elétrica.
Bobinas - são enrolamentos de condutores percorridos por
corrente elétrica. Devido ao fluxo de elétrons, os enrolamentos
ficam submetidos a um campo magnético que interage com o
campo magnético do estator, gerando o movimento desejado.
Campo magnético - espaço localizado ao redor de um ímã ou
de um fio percorrido por corrente elétrica, e no qual ocorrem
fenômenos magnéticos de tração e repulsão entre corpos.
Escovas – são contatos do comutador.

Em resumo, o magnetismo de irmãs em movimento gera


corrente elétrica em circuitos fechados ou bobinas de
condutores. Também ocorre o efeito contrário: corrente elétrica
num condutor gera magnetismo ao seu redor, formando um
campo magnético.
Os motores são construídos para que se possa aproveitar os
efeitos magnéticos da corrente elétrica.

94 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Como você pode ver na figura a seguir, o motor de corrente


contínua é constituído de uma parte fixa e outra móvel.

A parte fixa, que chamamos de estator, possui peças fixas


(sapatas polares) em torno das quais se enrolam fios de cobre,
formando bobinas. Com a passagem da corrente contínua,
criam-se pólos magnéticos ao redor das peças polares, que
substituem os irmãs apresentados na segunda figura do tópico
Princípio de funcionamento. Duas escovas de grafita também
ficam presas ao estator e recebem os pólos da tensão elétrica
contínua que alimenta o motor.

A parte móvel, chamada rotor, pode girar em torno do estator,


pois as bobinas do estator são percorridas por uma corrente
elétrica que chega até elas pelo comutador.
O fio movimenta-se ao ser atravessado pela corrente e faz girar
o rotor. Isso acontece devido ao magnetismo dos campos
permanentes do estator, que exercem uma força magnética
sobre os elétrons em movimento no interior do condutor,
tentando modificar suas trajetórias; o sentido da força depende
do sentido da corrente.
Força magnética: força de natureza magnética que age sobre
corpos que apresentam cargas elétricas (elétrons) em
movimento no interior de um campo magnético.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 95


Comandos Elétricos

Qualquer fio sob a ação de um campo magnético é


movimentado pela força magnética ao ser percorrido por uma
corrente elétrica.
Ao girar, o fio perde o contato com as escovas ligadas ao
comutador. Entretanto, este movimento logo coloca um novo
par de terminais de fio em contato com as escovas, e o rotor
continua em movimento.
O comutador funciona como uma combinação automática de
chaves que mantém a corrente sempre no mesmo sentido no
condutor. Para inverter o sentido de rotação do motor basta
inverter a polaridade da tensão elétrica aplicada às escovas.
Motores de corrente contínua podem movimentar cargas
pesadas, desde que possuam uma construção resistente. São
empregados em guindastes, elevadores, locomotivas, prensas,
estamparias e máquinas-ferramenta.

Motores universais de corrente alternada

Os motores de corrente alternada podem ser ligados


diretamente à rede elétrica. Graças à maneira como são
construídos, aproveitam o efeito da corrente alternada para
funcionar.

A figura a seguir mostra estator e rotor de um motor de corrente


alternada. Ele é muito parecido com o motor de corrente
contínua, pois pode funcionar também com este tipo de
corrente. Por isso recebe o nome de motor universal, pois
funciona com corrente alternada ou contínua.

É um motor de baixa potência


(até 500 watts), muito utilizado
em máquinas como
liqüidificadores, enceradeiras,
aspiradores de pó, serras e
lixadeiras.

Quando o motor universal recebe corrente alternada, há uma


mudança no sentido da corrente nas bobinas do estator e nos

96 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

fios, mas essa variação não altera o sentido de giro do motor

Só é possível inverter o sentido do movimento de rotação


trocando as ligações das escovas pelas bobinas do estator.
Assim, o campo magnético fixo muda de polaridade.

Motores de indução de anel

Existem também os motores de corrente alternada sem


escovas. São chamados motores de indução. Nestes motores,
o magnetismo do estator, ao variar com a corrente alternada
que o atravessa, induz correntes no rotor. Essas correntes
induzidas no rotor formam ao seu redor um magnetismo que se
opõe ao magnetismo do estator. Assim, o motor tende a ficar
parado!

Se o rotor estiver em movimento, por inércia ele continuará


girando, pois, como os campos se anulam, o resultado das
forças é zero. Desta forma, o motor de indução, para funcionar,
necessita de um “empurrãozinho” para sair da inércia, do estado
parado. Como estamos falando de automação, é claro que esta
“mãozinha” não será dada por um homem, mas por uma
alteração na construção do motor, que permitirá a partida
automática.

A figura a seguir mostra o esquema de um motor de indução,


com um anel de cobre no estator. Este anel afeta o campo
magnético; portanto, as forças de atração e repulsão se alteram
e o resultado deixa de ser zero, fazendo o rotor se movimentar.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 97


Comandos Elétricos

Motores de indução de bobina auxiliar

Outros motores utilizam uma bobina auxiliar, que dá aquela


“mãozinha” no início. Há duas bobinas no estator: uma de fio
mais grosso e com grande número de voltas (é a bobina
principal) e outra de fio mais fino e com poucas voltas, usada
somente na partida.

Este motor gira porque há uma diferença entre os magnetismos


gerados nas bobinas. Enquanto a bobina auxiliar está
operando, o magnetismo decorrente da diferença entre as duas
bobinas vai mudando de posição e fazendo o rotor girar. Depois
da partida, um interruptor automático existente no motor corta a
corrente da bobina auxiliar e o motor continua funcionando
normalmente, apenas com o magnetismo da bobina principal.

Motores de indução de anel têm potência máxima na faixa dos


300 watts, e são usados para acionar cargas leves. Os de
bobina auxiliar chegam a 600 watts. E, por encomenda, pode-se
obter motores de potência ainda maior.

98 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Máquinas trifásicas

Os motores de corrente alternada, de que tratamos até aqui,


funcionam com uma só tensão elétrica: II0 V, 220 V ou outras.
Estas tensões são aplicadas por meio de dois fios, um deles
chamado fase e o outro neutro. Motores que funcionam assim
são chamados monofásicos.
As turbinas das hidrelétricas produzem três tensões, porque
têm três bobinas com seus centros distanciados cerca de I20
graus um do outro.

As tensões se apresentam em três fases e suas variações são


descompassadas (atrasadas umas em relação às outras),
embora variem sempre no mesmo ritmo (60 vezes por
segundo). Esse sistema é chamado trifásico, e é muito usado
em instalações industriais.
As máquinas elétricas se dividem em:
alternadores, que geram energia elétrica a partir do movimento
mecânico rotor;
motores, que empregam energia elétrica para realizar um
movimento (energia mecânica).

Escola SENAI José Ephim Mindlin 99


Comandos Elétricos

Motor elétrico trifásico

O estator do motor trifásico possui três enrolamentos, distantes


I20° um do outro. São preparados para receber as tensões do
sistema trifásico.

Quando as tensões elétricas do trifásico, atrasadas entre si, são


aplicadas às três fases do estator, forma-se um magnetismo
que vai mudando de posição e gira conforme o tempo vai
passando.

Esse magnetismo giratório induz correntes no rotor. A partir daí,


já sabemos o que acontece: o magnetismo força o rotor,
sustentado por mancais que acompanham seu movimento.
Nos fios do rotor bobinado pode-se ligar resistências externas
que permitem controlar a corrente no rotor. Altas correntes
significam altas velocidades.

Os motores trifásicos são utilizados em aplicações que


requerem acionamento de cargas pesadas, como guindastes,
pontes rolantes e equipamentos transportadores. Podem ser
ligados em tensões elétricas de 220 V, 380 V, 440 V e 760 V.

100 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Conexões de motores elétricos de CA


assíncronos

Os motores elétricos têm uma placa de terminais que recebem


as entradas e saídas dos enrolamentos. A placa de terminais
permite ligar as entradas e saídas à rede e adaptá-las para
diferentes tensões.

Conexões de motores trifásicos

A figura abaixo mostra um motor trifásico que apresenta uma


placa de terminais com 6 bornes.
Nessa figura, você pode observar que os bornes recebem as 6
pontas das fases.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 101


Comandos Elétricos

Este tipo de placa permite ligar o motor exteriormente, em


estrela ou em triângulo. Veja as figuras a seguir.

Conexão em estrela para tensão mais Conexão em triângulo para tensão mais
alta, usualmente 380V. baixa, usualmente 220V ou 440V.
A conexão é feita por meio de pontes metálicas. Para inverter o
sentido da rotação, inverte-se a ligação de dois condutores de
linha.

Alguns motores têm as letras U, V, W, X, Y e Z indicadas nos


bornes, e outros têm números.

A figura abaixo mostra a disposição das letras e a respectiva


equivalência com os números.

102 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

A seguir as ligações mais comumente utilizadas em motores


trifásico CA assíncronos com 6 e I2 terminais

Ligação Estrela para Motor Trifásico


de Indução com 6 Terminais para
tensão de serviço de 380V

Ligação Triângulo para Motor


Trifásico de Indução com 6
terminais para tensão de serviço
de 220V

Ligação Duplo Triangulo para motor trifásico de indução com I2 terminais para
tensão de serviço 220V

Escola SENAI José Ephim Mindlin 103


Comandos Elétricos

Ligação Duplo Estrela para motor


trifásico de indução com I2 terminais
para tensão de serviço 380V

Ligação Triangulo para motor trifásico


de indução com I2 terminais para
tensão de serviço 440V

Ligação Estrela para motor trifásico de


indução com I2 terminais para tensão de
serviço 760V

104 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Observação

Quando se perdem as identificações das saídas com


condutores, deve-se agir da seguinte maneira para motores
trifásicos assíncronos 6 pontas.
Separe as três fases com um lâmpada em série.

Escolha uma fase qualquer e chame-a de fase A . Dê os


números I a 4 às suas pontas.

Junte um terminal qualquer da fase B, e outro da fase C, ao


terminal número 4.

Aplique I0% de EM entre as pontas I e 4. Nos terminais

restantes, a tensão deve ser nula. A tensão entre a ponta no I


e cada terminal restante de B e C deve ser I,5 da tensão da
tensão aplicada.
Se você não encontrar os valores pedidos no item anterior, faça
a troca dos fios das fases B e C, ligados ao número 4, até
satisfazer as orientações.
Satisfeitas as orientações, os terminais livres das fases B e C
serão os serão os números 2 e 3.
Complete as identificações da fase
B2 5 e fase C 3 6.
Ligue o motor em estrela e em triângulo para comprovação

Escola SENAI José Ephim Mindlin 105


Comandos Elétricos

Motor de Passo

Os motores elétricos usados em sistemas de automação


geralmente requerem algum controle. Pense num robô que
retira uma peça usinada de um torno CNC e a coloca sobre a
bandeja de um veículo de transporte. Seus movimentos seriam:
saindo de uma posição conhecida, partir e acelerar;
ao aproximar-se de uma posição favorável de ataque à peça,
desacelerar até parar;
aproximar-se da peça a baixa velocidade;
parar e agarrar a peça;
partir de volta e acelerar;
desacelerar até parar numa posição favorável para soltar a
peça no veículo;
soltar a peça.

Os motores elétricos envolvidos neste movimento devem ter


controle de velocidade (para aceleração e desaceleração) e de
posicionamento. São controles críticos porque se o robô se
aproximar da peça numa trajetória errada, dependendo da
velocidade de aproximação poderá colidir com algum acessório
ou quebrar a peça. O mesmo poderia acontecer na hora de
soltar a peça.

Em outras situações, esses controles são determinantes para a


qualidade e confiabilidade do trabalho produzido pelas
máquinas. Para fresar uma peça numa máquina CNC, costuma-
se utilizar três motores elétricos: um para movimentos
horizontais, outro para movimentos verticais e um terceiro para
movimentos em profundidade. O controle de velocidade e de
posicionamento dos três motores mantém as peças dentro de
especificações quanto à posição de furos, à profundidade de
cavidades etc.

106 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

O controle de velocidade e de posicionamento é feito em ciclos


de realimentação (feedback), nos quais a posição e a
velocidade de deslocamento constituem informações
importantes para o controle do motor.
Motores elétricos utilizados em ciclos de realimentação
normalmente já vêm com sensoriamento acoplado ao seu eixo.
Neste caso, o motor passa a receber a designação de
“servomotor”, pois torna-se um “escravo” total do ciclo de
realimentação. Existem servomotores de corrente contínua e de
corrente alternada.

Ao receber os sinais elétricos dos sensores, o módulo de


controle opera de modo a variar a potência elétrica do motor.
Isto costuma ser feito alterando-se os valores das tensões
elétricas entregues ao motor ou, ainda, controlando-se o tempo
durante o qual o motor recebe essas tensões.

Hoje, o elemento de comparação é construído por meio de


computador ou, no mínimo, com dispositivo eletrônico com
características de computador.

O computador deve estar preparado com um programa capaz


de receber sinais (na forma de tensões elétricas), compará-los
com valores preestabelecidos e devolver sinais para o controle
assumir as ações necessárias em relação ao motor: partir,
acelerar, desacelerar, parar, conforme o caso.

Os ciclos de realimentação, que incluem sensores para indicar


a posição e a velocidade do motor, tornam complicado aquilo
que parecia simples. Para girar um motor até uma determinada
posição, com velocidade controlada, são necessários
equipamentos sofisticados. Entretanto, existe um tipo de motor
que, como veremos, não requer sensoriamento, pois se
“comporta muito bem”: é o motor de passos.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 107


Comandos Elétricos

Este motor, como diz o nome, gira a partir de combinações de


tensões que são aplicadas em suas bobinas. Na realidade, para
que eles funcionem, é necessária a informação de quantos
passos o motor deve se deslocar, a partir da posição original.
Portanto, não é necessário um sistema de sensoriamento para
verificar a posição em que o motor se encontra, pois ele sempre
estará a N passos da posição de origem (N é o número de
passos indicado pelo controlador).

A precisão do deslocamento destes motores é indicada pelo


valor de cada passo, dado em graus. Por exemplo: se um motor
de passos tem precisão de I,8°, isto significa que, em cada
combinação de tensão aplicada ao motor, ele se desloca I,8°,
ou seja I/200 avos de uma volta completa. Para o motor dar
uma volta completa de 360°, é necessário que o controlador
gere 200 combinações de tensões, isto é, 200 passos.

A potência desses “motorzinhos” é pequena, por isso sua


aplicação principal é o acionamento de cargas leves. Utilizam-
se motores de passos em periféricos de computador
(impressoras, plotters, acionadores de disco). Também
aparecem em robôs transportadores de cargas leves, e mesmo
em algumas máquinas-ferramenta CNC de pequeno porte.

108 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Potências aparente, ativa e


reativa

Vimos que a potência consumida por um circuito de corrente


contínua é dada em watts, multiplicando-se a tensão pela
corrente.

Como exemplo, vamos considerar o desenho abaixo.

Pe = U . I
Pe = I00 x I00 = I 000W

O cálculo acima apresentado é válido não só para CC mas


também para CA quando se tratar de elementos puramente
resistivos.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 109


Comandos Elétricos

Exemplo

Pe = U . I
Pe = I00 x I0 = I 000W

Para os circuitos de CA devemos considerar três tipos de


potência:
Potência aparente (Pa);
Potência ativa ou efetiva (Pe);
Potência reativa (Pr).
Potência aparente
Potência aparente (Pa) é o resultado da multiplicação da tensão
pela corrente
(Pa = U . I).

Essa potência não é real em CA.

A potência aparente é calculada da mesma forma que em CC,


variando apenas a unidade de medida.

Em CC o resultado é dado em watts e em CA é dado em VA.

110 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Exemplo
Determine a Pa do circuito abaixo.

Pa = U . I
Pa = I00 x 5
Pa = 500VA
Potência efetiva
Potência efetiva (Pe) é a potência verdadeira do circuito, é a
potência que realmente produz trabalho no circuito de CA.
Por essa razão ela é também chamada de potência real.
Sua unidade de medida é o watt.
A potência efetiva pode ser medida diretamente através de um
wattímetro.
Porém, no cálculo da potência efetiva deve-se considerar o
fator de potência (cos ϕ), que determina a defasagem angular
entre tensão e corrente.
Como exemplo, vamos determinar a potência efetiva do circuito,
considerando que nesse circuito cos ϕ = 0,8.

Pe = U . I . cos ϕ
Pe = I00 x 5 x 0,8
Pe = 400W

Escola SENAI José Ephim Mindlin 111


Comandos Elétricos

O fator cos ϕ (cosseno do ângulo de fase) é chamado fator de


potência do circuito, pois ele determina que percentagem de
potência aparente é empregada para produzir trabalho.

O fator de potência é de suma importância nos circuitos de CA.

A NBR54I0 (Norma Brasileira Registrada, antiga NB3)


especifica o valor mínimo do fator de potência em 0,8, medido
junto ao medidor de energia.
O fator de potência pode ser determinado por:

potência efetiva P
cos ϕ = = e =W
potência aparente P
a VA

Observação
Como podemos verificar no circuito em questão, sua potência
efetiva é de 400W e sua potência aparente é de 500VA.

Conhecendo estes dados, podemos determinar o cos ϕ.

Pe = 400W
Pa = 500VA
cos ϕ = ?
P 400
e = = 0,8
cos ϕ = 500
Pa

O fator de potência deve ser o mais alto possível, isto é,


próximo da unidade.

Deste modo, com a mesma corrente e a mesma tensão


conseguimos uma maior potência efetiva que, como sabemos, é
a que produz trabalho no circuito.
Potência reativa
Potência reativa (Pr) é a porção da potência aparente que é
fornecida ao circuito.

112 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Essa potência, apesar de existir no circuito, não


sofre transformações nem executa trabalho útil.

Sua finalidade é a de constituir o circuito magnético nas


bobinas e constituir um campo elétrico nos capacitores.

Como os campos crescem e decrescem


acompanhando a freqüência, a potência reativa varia
duas vezes por período entre fonte de corrente e o
consumidor.

Por isso, seu valor é dado em volt-ampères reativos (VAI).

Sua existência aumenta a carga dos geradores, dos


condutores e dos transformadores e origina perdas de
potência reativa nestes elementos do circuito.

Podemos calcular a potência aparente Pa tendo-se a


potência efetiva e a potência reativa, através do teorema
de Pitágoras:
Pa2 = Pr2 + Pe 2 ou graficamente, como mostra a figura abaixo.

Dessa forma, se duas das três potências são conhecidas, então


a terceira pode ser determinada.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 113


Comandos Elétricos

Potência Elétrica em CA
Trifásica

Lembrando que o sistema trifásico é ligado em Y ou ∆:

Ligação Y: VLinha = VFase x √3 e Ilinha = IFase

Ligação ∆: VLinha = VFase e IFase x √3= Ilinha

Assim a potência total para ambas as ligações será:

114 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

P = V x I x √3 (VA) (para f.p e rendimento unitário.)

Triângulo das Potências:

As equações que expressam as potências ativa, aparente e


reativa podem ser desenvolvidas geometricamente em um
triângulo retângulo chamado de triângulo das potências. Pode-
se calcular essas potências através do Teorema de Pitágoras:
“o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos
catetos” (h2 = ac + co2).
2

Defasagem (ϕ):

É o atraso da onda da corrente em relação à onda da tensão. O


ângulo de defasagem é medido em graus, correspondente à
fração de um ciclo completo, considerando I ciclo = 360º.
A defasagem é expressa pelo cosseno do ângulo.
Potência Nominal (Pn):
É a potência de saída do equipamento, dada em W, kW,
CV ou HP.
I W = I J/s
I kW = I.000 W
I CV (Cavalo-Vapor) = 735,5W
I HP (Horse-Power) = 745,7 W

Rendimento (η)

No caso de cargas indutivas é a potência de saída que difere da


potência de entrada, em razão das perdas nominais do
equipamento.
Os motores elétricos, por exemplo, absorvem energia elétrica
da rede e a transformam em energia mecânica disponível no
eixo. O rendimento define a eficiência com que é feita esta
transformação.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 115


Comandos Elétricos

Chamando de “Potência Útil” a potência mecânica disponível no


eixo e “Potência Absorvida” a potência elétrica que o motor
retira da rede, o rendimento será a relação entre as duas:

potência útil potência de saída


rendimento (η ) = ou
potência absorvida potência de entrada

Tensão Nominal (Un)

É a tensão de alimentação do equipamento, dada em Volts (V).

Corrente nominal (In)

É dada em ampères (A) e pode ser obtida através das fórmulas:


P ⇒ (cos ϕ
I= = I)
Vxη

P ⇒ carga indutiva monofásica (cos ϕ


I =_____ < I)
V x η x cosϕ

P ⇒ carga indutiva trifásica (cos ϕ


I= < I)
Vx 3 x η x cosϕ

116 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Sistemas de Partida de motores


Trifásicos

Os motores trifásicos podem fazer uso de diversos sistemas de


partida. A escolha de cada um depende das condições exigidas
pela rede, das características da carga e da potência do motor.

Para iniciar o estudo dos comandos das máquinas elétricas,


veremos neste capítulo os tipos e os sistemas de partida para
motores trifásicos.

Para isso, é necessário que você domine os conceitos sobre


corrente alternada, transformadores e ligações estrela e
triângulo.

Conjugado ou momento

Conjugado, ou momento, é o conjunto de forças (binário)


produzido pelo eixo do rotor que provoca o movimento de
rotação.

O conjugado não é constante do momento da partida até que a


velocidade nominal seja alcançada. Essa variação chama-se
curva de conjugado, cujos valores são expressos em
porcentagem em relação ao conjugado nominal, ou seja, com
relação ao conjugado na velocidade a plena carga.

Cada motor tem sua própria curva de conjugado. Essa curva


varia com a potência e a velocidade do motor. Assim, em

Escola SENAI José Ephim Mindlin 117


Comandos Elétricos

motores de velocidade e potência iguais, mas de fabricantes


diferentes, geralmente a curva do conjugado é diferente.

O conjugado pode ser calculado pela fórmula:

P(w)
M = 9,55 · (em newton/ metro)
n

Nessa igualdade, M é o momento ou conjugado; P é a potência;


n é a rotação.

A curva típica do conjugado motor (CCM) é mostrado a seguir.

Para a carga, temos a curva do conjugado resistente (CCR), que varia segundo o tipo
de carga.

Veja a seguir as curvas do conjugado resistente para alguns tipos de carga:


conjugado resistente diminui com o aumento da velocidade

118 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

conjugado resistente se mantém constante com o aumento da


velocidade

conjugado resistente aumenta com o aumento da velocidade

A curva do conjugado motor (CCM) deve situar-se sempre


acima da curva do conjugado resistente (CCR), para garantir a
partida do motor e sua aceleração até a velocidade nominal.

De modo geral, quanto mais alta a curva do conjugado do motor


em relação ao conjugado resistente, melhor será o
desempenho do motor.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 119


Comandos Elétricos

Tipos de partida

Os motores podem ser submetidos à partida direta ou a diversas modalidades de partida


indireta que fornecerão curvas de conjugados diferentes.

Assim, podemos escolher um tipo de partida mais adequado à curva do conjugado da


máquina, diminuindo a corrente de partida do motor.

Partida direta

A partida direta é realizada por meio de chaves de partida direta ou de contatores e se


presta a motores trifásicos de rotor tipo gaiola.
Nesse tipo de partida a plena tensão, o motor pode partir a
plena carga e com corrente se elevando de cinco a seis vezes o valor da corrente
nominal, conforme o tipo ou número de pólos do motor.
O gráfico a seguir mostra a relação entre a rotação e o conjugado e a corrente. A curva a
mostra que a corrente de partida é seis vezes o valor da corrente nominal. A curva b
mostra que o conjugado na partida atinge aproximadamente I,5 vezes o valor do
conjugado nominal.

120 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Para cargas diferentes, as curvas características do motor


permanecem constantes, pois a carga não exerce influência no
comportamento do motor.

A influência da carga se limita ao tempo de aceleração do


motor. Assim, se a carga colocada no eixo do motor for grande,
ele levará mais tempo para alcançar a velocidade nominal.

O motor não atinge a rotação em duas situações:


o conjugado de partida do motor é menor que o conjugado de
partida de carga;
o conjugado mínimo do motor é menor que o conjugado da
carga na velocidade nominal;

Se uma situação dessas ocorrer, o motor terá o rotor travado e


poderá ser danificado se as altas correntes que circulam em
seu enrolamento não forem eliminadas.

Desvantagens da partida direta

A utilização da partida direta apresenta as seguintes


desvantagens:
aquecimento nos condutores da rede devido aos picos de
corrente;
elevada queda de tensão no sistema de alimentação da rede, o
que provoca interferência em equipamentos instalados no
sistema;
custo elevado devido à necessidade de superdimensionamento
do sistema de proteção (cabos e condutores).

Escola SENAI José Ephim Mindlin 121


Comandos Elétricos

Partida indireta

Quando não é possível o emprego da partida direta, deve-se


usar a partida indireta, cuja finalidade é reduzir o pico de
corrente na partida do motor.

A redução do pico de corrente somente é possível se a tensão


de alimentação do motor for reduzida, ou se for alterada a
característica do motor, mudando as ligações dos seus
terminais.

A queda da corrente de partida é diretamente proporcional à


queda de tensão. E a queda do conjugado é diretamente
proporcional ao quadrado da relação entre a tensão aplicada e
a tensão nominal.

Partida por ligação estrela-triângulo

A partida por ligação estrela-triângulo é um tipo de partida


indireta. É usada quando a curva do conjugado do motor é
suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da
máquina com a corrente reduzida. Isso acontece nos motores
para serras circulares, torno ou compressores que devem partir
com válvulas abertas.
Além disso, é necessário que o motor tenha a possibilidade de
ligação em dupla tensão (220/380 V, 380/660 V, ou 440/760 V)
e que tenha, no mínimo, seis bornes de ligação.
O motor parte em dois estágios. No primeiro estágio, ele está
ligado em estrela e pronto para receber uma tensão 3 vezes
maior que a tensão da rede.

122 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Com isso, a corrente que circulará nos enrolamentos será três


vezes menor, ou seja, será I/3 da corrente para a ligação

triângulo (2o estágio).

Assim, o conjugado e a corrente de partida serão, também,


reduzidos a I/3 do valor.

Observação
Como a curva do conjugado reduz-se a I/3 do valor, sempre
que se usar esse tipo de partida, deve-se empregar um motor
com curva de conjugado elevada.

No segundo estágio, o motor é ligado em triângulo. Isso


acontece quando a rotação atinge cerca de 80% da rotação
nominal.
Essa comutação leva a um segundo pico de corrente, mas de
pouca intensidade, já que o motor está girando.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 123


Comandos Elétricos

Dessa forma, o motor parte em dois pequenos picos de


corrente, ao invés de um pico de grande intensidade como na
partida direta.

Vantagens da partida estrela-

triângulo
As vantagens da partida estrela-triângulo são:
custo reduzido;
ilimitado número de manobras;
componentes de tamanho compacto;
redução da corrente de partida para aproximadamente I/3 da
corrente de partida da ligação triângulo.

Desvantagens
As desvantagens da partida estrela-triângulo são:
necessidade da existência de seis bornes ou terminais
acessíveis para a ligação da chave;
necessidade de coincidência da tensão da rede com a tensão
em triângulo do motor;

124 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

redução do momento de partida para I/3 como conseqüência


da redução da corrente de partida para I/3;
pico de corrente na comutação quase correspondente a uma
partida direta caso o motor não atinja pelo menos 85% de sua
velocidade nominal.

Como conseqüência, aparecem problemas nos contatos dos


contatores bem como na rede elétrica.

Em geral, esse tipo de partida só pode ser empregado em


partidas de máquinas em vazio, ou seja, sem carga. Somente
depois de o motor atingir 95% da rotação, a carga poderá ser
ligada.

Partida por autotransformador

Esse sistema de partida é usado para dar partida em motores


sob carga, como por exemplo, motores para calandras,
bombas, britadores.

Ele reduz a corrente de partida e, por isso, evita a sobrecarga


na rede de alimentação, embora deixe o motor com um
conjugado suficiente para a partida e a aceleração.

A partida efetua-se em dois estágios. No primeiro, a


alimentação do motor é feita sob tensão reduzida por meio do
autotransformador.
Na partida, o pico de corrente e o conjugado são reduzidos
proporcionalmente ao quadrado da relação de transformação.
Conforme o "tap" do transformador, esta relação de
transformação pode ser 65 ou 85%.

Desse modo, o conjugado do motor atinge, ainda no primeiro


estágio, maior velocidade do que a atingida no sistema de
ligação estrela-triângulo.

No segundo estágio, decorrido o tempo inicial da partida, o


ponto neutro do autotransformador é aberto, o motor é ligado
sob plena tensão, retomando suas características nominais.

Escola SENAI José Ephim Mindlin 125


Comandos Elétricos

A tensão no motor é reduzida através dos "taps" de 65% ou de


80% do autotransformador.

No "tap" de 65%, a corrente de linha é aproximadamente igual à


do sistema de partida estrela-triângulo. Entretanto, na
passagem da tensão reduzida para a plena tensão, o motor não
é desligado.

O segundo pico de corrente é bastante reduzido porque o


autotransformador, por um curto período de tempo, se torna
uma reatância ligada em série com o motor.

Ao utilizar um autotransformador para um motor ligado a uma


rede 220 V e que absorva I00 A, observamos que:
se o autotransformador for ligado no "tap" de 65%, a tensão
aplicada nos bornes do motor será de: 0,65 · 220 = I43 V;
com a tensão reduzida em 65%, a corrente nos bornes do motor
também será reduzida de 65%, e será de: 0,65 · I00 A = 65 A;
como o produto da tensão pela corrente na entrada do
autotransformador é igual ao produto da tensão pela corrente
na saída, a corrente na rede será de 42,25
A, conforme é demonstrado a seguir:

220 V · IE = I43 V · 65 A

I43 V · 65 A
IE = = 42,25 A
220 V
conjugado no "tap" de 65% será então de 42%, ou seja:
M = V2
M = 0,65 · 0,65 = 0,42
Calculando da mesma maneira, encontraremos que o
conjugado no "tap" de 80% será de aproximadamente 64% do
conjugado nominal, ou seja: M = 0,80 · 0,80 = 0,64

Vantagens
As vantagens da partida com autotransformador são:
corrente de linha semelhante à da partida estrela-triângulo no

126 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

"tap" de 65%;
possibilidade de variação do "tap" de 65% para 80% ou até 90%
da tensão da rede.

Desvantagens
As desvantagens desse sistema de partida são as seguintes:
limitação da freqüência de manobra;
custo mais elevado quando comparado ao da partida estrela-
triângulo;
necessidade de quadros maiores devido ao tamanho do
autotransformador.

Partida por resistência rotórica


A partida por resistência rotórica (ou partida do motor com rotor
bobinado e reostato) pode ser feita, conforma o caso, em dois,
três, quatro ou mais estágios.
Em cada um desses casos, a partida é feita por diminuição
sucessiva de resistências previamente inseridas no circuito do
rotor, enquanto o estator permanece sob tensão plena.
Isso é feito por meio de um reostato externo conectado ao
circuito rotórico por meio de um conjunto de escovas e anéis
deslizantes.

O pico de corrente e o conjugado de partida são reguláveis em


Escola SENAI José Ephim Mindlin 127
Comandos Elétricos

função do número de estágios, ou à medida que a resistência


do reostato diminui.
Esse sistema de partida é o que apresenta melhor resultado,
pois permite adaptar o conjugado durante a partida e os picos
de corrente correspondentes às necessidades da instalação.

Durante a partida, a resistência rotórica adicional é mantida no


circuito para diminuir a corrente de partida e aumentar os
conjugados.

A resistência externa pode ser regulada de forma que o


conjugado de partida seja igual ou próximo do valor do
conjugado máximo.

À medida que a velocidade do motor aumenta, a resistência


externa é reduzida gradualmente.
Quando o motor atinge a velocidade nominal, a resistência
externa é totalmente retirada do circuito, o enrolamento rotórico
é curto-circuitado e o motor passa a funcionar como um motor
de gaiola.

O gráfico a seguir mostra os picos de corrente para uma partida


de motor com rotor bobinado em quatro estágios.

128 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Comandos Elétricos

Partida de motores síncronos trifásicos

Os rotores dos motores síncronos podem ser construídos


apenas com o enrolamento em que será aplicada a corrente
contínua.
Neste caso, o motor não é dotado de partida. Para funcionar,
necessita ser impulsionado até a velocidade próxima à do
sincronismo, ou seja, até o momento em que o estator seja
ligado à rede e que seja aplicada corrente contínua ao rotor.

Créditos Comitê Técnico de Eletricidade/2007


Elaborador: Airton Almeida de Moraes André Gustavo Sacardo
Regina Célia Roland Novaes Augusto Lins de Albuquerque Neto
Conteudista: Airton Almeida de Moraes Cláudio Correia
Júlio César Caetano Douglas Airoldi
Ilustrador: José Joaquim Pecegueiro Edvaldo Freire Cabral
José Luciano de Souza Filho Roberto Sanches Cazado
Ronaldo Gomes Figueira
Sergio Machado Bello
Escola SENAI José Ephim Mindlin 129
Comandos Elétricos

130 Escola SENAI José Ephim Mindlin


Anexo

Diagramas Funcionais

dos

Ensaios de Comandos

Elétricos
Partida de motor trifásico
Diagrama de Comando 01
comandada por botões

-F4 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
-F6

96
1
-S0

13
3
-S1 - KM1

14
4
A1
- KM1

A2
-F5
L2

1
Partida de motor trifásico
Diagrama Principal 01
comandada por botões

3 ~ 60Hz 220V 3 ~ 60Hz 220V


L1
L2
L3

- F 1, 2, 3 - F 1, 2, 3

1 3 5
- KM1 - KM1
2 4 6

1 3 5
- F6 - F6
2 4 6

M M
M1 M1
3 ~ 3 ~
Diagrama multifilar Diagrama unifilar

2
Partida e reversão de motor trifásico comandadas por
Diagrama de Comando 02
botões e chaves tipo fim-de-curso

-F4 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
-F6

96
1
-S0

2
1

1
-S2 -S1

2
13

13
3

3
-S1 - KM1 -S2 - KM2

14

14
4

4
1

1
-S3 -S4

2
31

31
- KM2 - KM1
32

32
A1

A1
- KM1 - KM2
A2

A2
-F5
L2

3
Partida e reversão de motor trifásico comandadas por
Diagrama Principal 02
botões e chaves tipo fim-de-curso

3 ~ 60Hz 220V 3 ~ 60Hz 220V


L1
L2
L3

- F 1, 2, 3 - F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2 - KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6

1 3 5
- F6 - F6
2 4 6

M M
M1 M1
3 ~ 3 ~
Diagrama multifilar Diagrama unifilar

4
Partida de motor trifásico através de comutação
automática estrela-triângulo comandada por botões e Diagrama de Comando 03
relé temporizador
-F4 2 ~ 60Hz 220V
L1

95
-F6

96
1
-S0

2
3
-S1

13

13
31

23
- KM1 - KM3 - KM1

24
32

14

14
23
31

31
- KM2 - KM3

32

32
24
15

- KA1
16
A1

A1

A1

A1
- KA1 - KM3 - KM1 - KM2
A2

A2

A2

A2
-F5
L2
5
Partida de motor trifásico através de comutação
automática estrela-triângulo comandada por botões e Diagrama Principal 03
relé temporizador

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2 - KM3
2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5
- F6
2 4 6

3 6
2 M 4
1 3 ~ 5

6
Motor trifásico com proteção através de transformador
Diagrama de Comando 04
de corrente

-F4 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
-F6

96
1
-S0

2
3
-S1

13

13
31

23
- KM1 - KM3 - KM1

24
32

14

14
23
31

31
- KM2 - KM3

32

32
24
15

- KA1
16
A1

A1

A1

A1
- KA1 - KM3 - KM1 - KM2
A2

A2

A2

A2
-F5
L2
7
Motor trifásico com proteção através de transformador
Diagrama Principal 04
de corrente

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2 - KM3
2 4 6 2 4 6 2 4 6

- F6

- TC
3 6
2 M 4
1 3 ~ 5

8
Partida e reversão de motor trifásico através de
comutação automática estrela-triângulo comandadas Diagrama de Comando 05
por botões e relé temporizador
-F4 2 ~ 60Hz 220V
L1

95
-F6

96
1
-S0

2
3

3
-S1 -S2

13

23
31
- KM1

32

14

24
13

13

23
23
31
- KM2 - KM3 - KM2

24
32

14

14

24
31

1
- KM4 -S2 -S1
32

2
41

31
41
15

- KA1 - KM2 - KM1 - KM3

42
16

42

32
A1

A1

A1

A1

A1
- KA1 - KM3 - KM1 - KM2 - KM4
A2

A2

A2

A2

A2
-F5
L2
9
Partida e reversão de motor trifásico através de
comutação automática estrela-triângulo comandadas Diagrama Principal 05
por botões e relé temporizador

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2 - KM3
2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5
1 3 5
- F6 - KM4
2 4 6 2 4 6

3 6
2 M 4
1 3 ~ 5

10
Partida de motor trifásico através de autotransformador
Diagrama de Comando 06
comandada por botões e relé temporizador

-F4 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
-F6

96
1
-S0

13

13
3
-S1 - KM2 - KM1

14

14
4

41
13
15

31
- KA1 - KM3 - KM1 - KM3

32
42
14
16
31
- KM1
32

A1

X1
A1

A1

A1
- KM3 - KM2 - KA1 - KM1 - H1

A2

X2
A2

A2

A2
-F5
L2
11
Partida de motor trifásico através de autotransformador
Diagrama Principal 06
comandada por botões e relé temporizador

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6

1 3 5
- F6
2 4 6

1 3 5
- KM3
2 4 6

M
M1
3 ~

12
Partida e reversão de motor trifásico através de
autotransformador comandadas por botões e relé Diagrama de Comando 07
temporizador
-F4 2 ~ 60Hz 220V
L1

95
-F6

96

23

23
1
-S0 - KM4 - KM5

24

24
2

13

31

13

13

23
3
-S2 1 - KM5 - KM1 - KM2 - KM1 - KM2

14

32

14

14

24
4
2

- KM3
13 14
13

1
3

15
- KM4 -S1 - KA1
14

16
2

41
31

31

31
- KM5 - KM4 - KM1 - KM3
32

32

32
42
A1
A1

A1

A1

A1

A1
- KM4 - KM5 - KM3 - KA1 - KM2 - KM1
A2
A2

A2

A2

A2

A2
-F5
L2
13
Partida e reversão de motor trifásico através de
autotransformador comandadas por botões e relé Diagrama Principal 07
temporizador
3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5
- KM4 - KM5
2 4 6 2 4 6

1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6

1 3 5
- F6
2 4 6

1 3 5
- KM3
2 4 6
M
M1
3 ~
14
Partida de motor Dahlander através de contatores para
Diagrama de Comando 08
comutação polar comandada por botões

-F7 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
-F9

96
95
- F 10

96
1
-S0

2
1

1
-S2 -S1

2
13

13
3

3
-S1 - KM1 -S2 - KM2

14

14
4

4
31

31
- KM2 - KM1

32

32

23
31

- KM3 - KM2
32

24
A1

A1

A1
- KM1 - KM2 - KM3
A2

A2

A2
-F8
L2
15
Partida de motor Dahlander através de contatores para
Diagrama Principal 08
comutação polar comandada por botões

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 4, 5, 6 - F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM3 - KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5 1 3 5
- F10 - F9
2 4 6 2 4 6

6 1
5 M 2
4 3 ~ 3

16
Partida e reversão de motor Dahlander através de
contatores para comutação polar comandadas por Diagrama de Comando 09
botões
- F 7 2 ~ 60Hz 220V
L1

11
95

21
-F9 -S3 -S1

96

12

22
95

11

21
- F 10 -S4 -S2

96

12

22
11

31

41
-S0 - KM3 - KM1

42
32
12

31

41
- KM4 - KM2
32

42

23
23

23
13
31

- KM5 - KM5 -S3 -S4 - KM5


32

24
14

24

24
21

21
11

11
-S2 -S1 -S4 -S3

22

22
12

12

13
13

13

13
13

13

13
- KM1 13 -S3 - KM3 -S4 - KM4
-S1 -S2 - KM2
14

14

14
14

14

14
14

14

41
31

31

41
- KM2 - KM1 - KM4 - KM3

42
42
32

32

A1
A1

A1

A1

A1
- KM1 - KM2 - KM3 - KM4 - KM5

A2
A2

A2

A2

A2
-F8
L2
17
Partida e reversão de motor Dahlander através de
contatores para comutação polar comandadas por Diagrama Principal 09
botões

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 4, 5, 6 - F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM4 - KM3 - KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5
1 3 5 1 3 5
- F10 - F9 - KM5
2 4 6 2 4 6 2 4 6

6 1
5 M 2
4 3 ~ 3

18
Partida e reversão de motor Dahlander através de
contatores para comutação polar comandadas por Diagrama de Comando 10
botões e relés temporizadores
- F 7 2 ~ 60Hz 220V
L1
1/2

95
-F9

96
95
- F 10

96
1

-S0
2
31

- KM5
32

15
13

13

15
13

13
3
3

-S1 - KM1 -S2 - KM2 - KA1 - KA3 - KA2 - KA4

18
14

14

18
14

14
4
4

31
31

- KM2 - KM1

32
32

31
31

- KA3 - KA4
32
32
A1

A1
A1

A1

A1
A1

- KA1 - KM1 - KA2 - KM2 - KA3 - KA4


A2

A2
A2

A2

A2
A2

-F8
L2
19
Partida e reversão de motor Dahlander através de
contatores para comutação polar comandadas por Diagrama de Comando 10
botões e relés temporizadores

2/2

31
31

- KM4 - KM3
32
32

23
33
33
13

23
23
13

13
23

23
23

23
- KA3 - KM3 - KA4 - KM4 - KM3 - KM4 - KM5 - KM1 - KM2 - KA3 - KA4 - KM5

24
34
34
14

24
24
14

14
24

24

24
24

41
41

- KM1 - KM2
42
42

X1

X1

X1

X1
X1
A1

A1
A1

- KM3 - KM4 - KM5 - H1 - H2 - H3 - H4 - H5

X2

X2

X2

X2
X2
A2

A2
A2

20
Partida e reversão de motor Dahlander através de
contatores para comutação polar comandadas por Diagrama Principal 10
botões e relés temporizadores

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 4, 5, 6 - F 1, 2, 3

1 3 5 1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM4 - KM3 - KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6 2 4 6 2 4 6

1 3 5
1 3 5 1 3 5
- F10 - F9 - KM5
2 4 6 2 4 6 2 4 6

6 1
5 M 2
4 3 ~ 3

21
Partida de motor trifásico com rotor bobinado e
Diagrama de Comando 11
comutação dos resistores comandada por botões

- F 4 2 ~ 60Hz 220V
L1

95
-F6

96
1
-S0
2

- KM4
31 32

13

13

13
3

71

81
61
-S1 - KA1 - KA2 - KA1 - KA3 - KA1 - KA4

62

72

82
14

14

14
4

13

23

13

23

13

23

13
- KM1 - KM2 - KM3 - KM4
14

24

14

24

14

24

14
13

23

33

43
- KA1 - KA1 - KA1 - KA1
14

24

34

44
A1

A1

A1

A1

A1

A1

A1

A1
-KA1 -KM1 -KA2 -KM2 -KA3 -KM3 -KA4 -KM4
A2

A2

A2

A2

A2

A2

A2

A2
-F5
L2
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF
02 04 03 05 06 08 09 11 12 01-02
05 07 04 07 10
08 10
11
22
Partida de motor trifásico com rotor bobinado e
Diagrama Principal 11
comutação dos resistores comandada por botões

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5
- KM1
2 4 6

1 3 5
- F6
2 4 6

M
3 ~

- R1, 2, 3

2 4 6 2 4 6 2 4 6
- KM2 - KM3 - KM4
1 3 5 1 3 5 1 3 5

23
Partida de motor trifásico com rotor bobinado e
comutação dos resistores comandada por botões e Diagrama de Comando 12
relés temporizadores

1 2 3 4 5 6 7 8
- F 4 2 ~ 60Hz 220V
L1

95
-F6

-S0 96
1
2

13
3

-S1 - KM1
- KM4
14
4

41 42
31

41

23
13

13

13

23

23
15
- KM2
32

- KM4 - KA1 - KM2 - KM3 - KA3 - KM2 - KM2 - KM3


18

42

24
14

14

14

24

24
31

- KM3
32

31
15
13

41
31

- KM4 - KA3 - KM3 - KA2 - KA3


32

18
14

32
42
A1

A1

A1

A1
A1

A1
A1
-KM1 -KM4 -KM2 -KM3 - KA1 - KA2 -KA3
A2

A2

A2

A2
A2

A2
A2
-F5
L2
NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF NA NF
02 03 02 04 02 05 02 03 05 03 07
04 07 06 08 04 06

24
Partida de motor trifásico com rotor bobinado e
comutação dos resistores comandada por botões e Diagrama Principal 12
relés temporizadores
3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3

1 3 5
- KM1
2 4 6

1 3 5
- F6
2 4 6

M
3 ~

- R1, 2, 3

2 4 6 2 4 6 2 4 6
- KM2 - KM3 - KM4
1 3 5 1 3 5 1 3 5

25
Partida de motor trifásico com dois enrolamentos Diagrama de Comando
comutáveis comandada por botões 13

-F7 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
-F9

96
95
- F 10

96
1
-S0

2
1

1
-S2 -S1

2
13

13
3

3
-S1 - KM1 -S2 - KM2

14

14
4

4
31

31
- KM2 - KM1
32

32
A1

A1
- KM1 - KM2
A2

A2
- F8
L2

26
Partida de motor trifásico com dois enrolamentos Diagrama Principal
comutáveis comandada por botões 13

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3

- F 1, 2, 3 - F4, 5, 6

1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2
2 4 6 2 4 6

1 3 5 1 3 5
- F9 - F10
2 4 6 2 4 6

3 1
2 M 2
1 3 ~ 3

27
Partida, reversão e frenagem eletromagnética de motor
Diagrama de Comando 14
trifásico comandadas por botões

-F8 2 ~ 60Hz 220V


L1

95
- F 10

96
1

3
-S0

4
31
- KM3

32

13

13
3

3
-S1 - KM1 -S2 - KM2
14

14
4

4
31

- KM2 - KM1 31
32

32
X1

X1

X1
A1
A1

A1

A1
- KM1 - H1 - KM2 - H2 - KM3 - KM4 - H3
X2

X2

X2
A2
A2

A2

A2
-F9
L2

28
Partida, reversão e frenagem eletromagnética de motor
Diagrama Principal 14
trifásico comandadas por botões

3 ~ 60Hz 220V
L1
L2
L3
- F 1, 2, 3 - F 4, 5

1 3 5 1 3 5 1 3 5
- KM1 - KM2 - KM3
2 4 6 2 4 6 2 4 6

40V
-
1 3 5 ~ ~
- F10
2 4 6
+
- F 6, 7

1 3 5
- KM4
2 4 6

M
M1
3 ~
29

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