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Os pactos da célula e do discipulado

O versículo mais conhecido da Bíblia é o que diz:


Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho
unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida
eterna. (Jo 3.16)
É interessante que justamente em outro texto de João temos o complemento
dessa história:
Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos
dar nossa vida pelos irmãos. (1Jo 3.16)
É verdade que não podemos dar a vida pelos irmãos do mesmo jeito que Jesus
fez, morrendo por nós, uma morte vicária e substitutiva. Mas, certamente, há muitas
outras formas de dar e compartilhar vida: investindo tempo, acreditando o suficiente
para andar mais uma milha, confiando, nos tornando disponíveis, sendo transparentes,
prestando contas, orando e até jejuando pelos irmãos. Todas essas ações são vitais
para sermos igreja e termos células vivas. Talvez você nunca tenha atentado para isso,
mas o preço para ser genuinamente igreja é dar a vida pelos irmãos. Cada vez que nos
preservamos e somos indiferentes, estamos, na verdade, sendo desamorosos, pois só
demonstramos que conhecemos o amor quando nos dispomos a dar a nossa vida pelos
irmãos.
Estar em uma igreja local é entrar em aliança com os irmãos. É ter a sua alma
unida a deles. De vez em quando ouço alguém dizer que não é ligado a um grupo local,
mas é membro da igreja universal invisível, do Corpo de Cristo. O que ele está dizendo,
na verdade, é que não pertence a nada e que não tem compromisso nem
responsabilidade com ninguém. Normalmente, tais pessoas têm ares de
espiritualidade, mas são secas espiritualmente. Se não possuem aliança com ninguém,
não amam ninguém.
A maioria entende a igreja local apenas como um lugar onde se participa de
cultos. Não existe um senso de pertencimento ao grupo, não percebem que a igreja
local é uma aliança firmada com outros irmãos.
Você sabia que, em alguns rituais de magia, as pessoas bebem sangue juntas para
fazerem pactos espirituais? E se eu lhe dissesse que você faz algo parecido cada vez
que participa da ceia? Quando você toma a ceia, lá estão o corpo e o sangue de Jesus;
e, ali, você está fazendo aliança com Deus e com aqueles que tomam a ceia consigo.
Francamente, não compreendo como alguns podem passar tantos anos no
ministério sem relacionamento de aliança com outras pessoas! Sinto-me triste quando
vejo irmãos sozinhos, cometendo asneiras e estragando as coisas vez após vez,
simplesmente por não ter uma pessoa com quem possa compartilhar na Casa do
Senhor. Alguns entram em nossos prédios enormes, com seu púlpito elevado, seus
bancos confortáveis que comportam milhares de pessoas sentadas. A multidão vem a
cada domingo, mas alguns estão ali sozinhos. Quando você vive em aliança com outro
irmão do seu nível de ministério e maturidade, não é preciso carregar os pesos
sozinho. Vocês compartilham os pesos, pois melhor é serem dois do que um. Há uma
recompensa melhor para o seu trabalho. Se um cair, o outro o levantará. Se um passar
frio, o outro o esquentará (Ec 4.9-12).
A vida cristã não é uma história só de sacrifício e sofrimento, meu irmão! Você
não precisa ranger seus dentes, cerrar seus punhos, comprar uma cruz e arrastá-la
pela rua principal da cidade! Nós podemos desfrutar de alegria e gozo em um
relacionamento de aliança.
Nosso objetivo nestes dias de jejum é que você estabeleça uma aliança com a sua
célula, com o seu grupo de discipulado, com seu pastor e com sua igreja. Para isso,
enumeramos aqui os pontos dessa aliança. Esses pactos foram originalmente
produzidos pelo Ministério Igreja em Células, mas tomei a liberdade de lhes dar uma
nova cor. Creio que, neste tempo de jejum, o Senhor está movendo entre nós para
atingirmos uma unidade tal que tenhamos um mesmo falar e uma mesma disposição
mental.
O pacto da lealdade [subtítulo]
Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos
afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de
longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente,
caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o
Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto,
porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição. (Cl 3.12-14)
No tempo em que havia muita guerrilha comunista na América Latina, um cristão
resolveu pregar para um deles e o convidou para a reunião de sua igreja. Depois de
avaliar o convite, o comunista disse: “Eu já estive em situações onde meus camaradas
foram mortos ao meu lado. Tenho companheiras cujos seios foram queimados nas
câmaras de tortura. Tenho compromisso com meus camaradas e sabemos que
estamos arriscando nossas próprias vidas. Quando eu vir esta mesma dedicação e
lealdade no meio dos cristãos, é possível que eu dê atenção às suas palavras”.
O mundo precisa ver esse compromisso de amor entre nós. Seja uma pessoa de
aliança e tome hoje a decisão de amar os irmãos incondicionalmente. Faça essa
confissão:
Eu escolho amar, edificar e aceitar cada um dos meus irmãos e irmãs,
não importa o que digam ou façam. Eu escolho amá-los do jeito que eles
são. Nada do que fizeram vai me impedir de amá-los. Posso não
concordar com suas ações, mas irei amá-los e fazer tudo para
suportá-los pela graça de Deus que habita em mim.

O pacto da honestidade [subtítulo]


Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu
próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não
pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo.
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que
for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita
graça aos que ouvem. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e
gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para
com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros,
como também Deus, em Cristo, vos perdoou. (Ef 4.25-32)
Deus é santo, mas ele equilibra Sua santidade com Sua graça. Em nossa busca,
muitas vezes a santidade se transforma em dureza e aspereza. Algumas vezes, quanto
mais santas se tornam algumas pessoas, mais críticas e condenatórias elas se tornam.
O crente não anda buscando o amor de ninguém, porque ele tem o amor de
Deus, mas ele demonstra afeto e ternura, pois não pode escolher a quem deve amar.
Ele ama o irmão amável e o complicado, na verdade ele ama até seus inimigos.
Em uma ocasião, Pedro disse: “Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lc
5.8). Mas o próprio Senhor era conhecido como amigo dos pecadores (Lc 7.34).
A dureza da santidade deve ser equilibrada com a ternura e o afeto da graça de
Deus. Faça hoje o pacto de ser honesto, mas, acima de tudo, cheio de ternura em sua
célula.
Eu me comprometo a não esconder como me sinto a respeito dos
irmãos, mas vou procurar, no tempo de Deus, conversar francamente e
diretamente com eles de modo amoroso e perdoador para que eles não
fiquem desanimados e para que as nossas dificuldades mútuas não se
transformem em amargura. Eu me comprometo a falar a verdade em
amor (Ef 4.15). Vou procurar expressar minha honestidade de maneira
sincera, mas com mansidão e gentileza, sempre procurando viver em paz
com cada irmão.
O pacto da transparência [subtítulo]
Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas,
mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz,
como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o
sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1Jo 1.6,7)
Reconheço que não é fácil ser transparente. Todos temos medo da rejeição e
temos receio de ter nossas confidências violadas. Esses medos são válidos, mas não
deveriam nos impedir de andar na luz. Evidentemente, a confiança é construída com o
tempo e o nível de transparência irá variar de acordo com o nível de maturidade e
aliança, no discipulado e na célula. Mas faça hoje o propósito de andar na luz com os
irmãos e jamais ter coisas escondidas e escuras em sua vida. Faça agora mesmo um
pacto de transparência.
Prometo me empenhar para me tornar uma pessoa mais aberta, abrindo
minhas lutas, minhas alegrias e minhas dores para a minha célula e o
meu grupo de discipulado. Reconheço que não posso caminhar sozinho e
que não vou conseguir nada sem a ajuda de irmãos. Eu preciso dos meus
irmãos. E quero sempre deixar claro a todos eles o quanto aprecio a sua
amizade e apoio. Rejeito toda vida dupla e todo pecado oculto. Eu
decido andar na luz com meus irmãos.
O pacto da Oração [subtítulo]
Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus
vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de
bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja
glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do
Senhor Jesus Cristo. (2Ts 1.11,12)
Todos nós já ouvimos a história do “crente seis horas”. É aquele que vive pedindo:
“ocêis ora por mim!” Eu sei que é folclórico o irmãozinho que vive pedindo oração até
quando não tem nenhum motivo específico. Mas, por detrás dessa história,
percebemos um pouco de indisposição de orar pelos irmãos. Isso não deveria ser
assim. Quando oramos pelo irmão, passamos a amá-lo, somos mais pacientes com ele
e nos sentimos de fato aliançados. Em uma célula na qual os membros oram uns pelos
outros, o ambiente espiritual é completamente livre de amarguras e melindres. Se
você é parte do corpo, você precisa ter o compromisso de orar pelos irmãos.
Eu faço um pacto de orar por cada membro da minha célula e do meu
grupo de discipulado. Creio que meu amor e tolerância vão crescer na
medida em que oro por eles. Eu sou companheiro de jugo dos meus
irmãos, por isso decido ajudá-los a levar seus fardos em oração. Eu faço
o pacto de lutar as suas guerras em oração e ser para eles retaguarda
contra o inimigo.
O pacto da sensibilidade [subtítulo]
O homem que tem muitos amigos pode congratular-se, mas há amigo
mais chegado do que um irmão. (Pv 18.24 NTLH)
Nós precisamos saber que é bom chorar juntos. Precisamos entender que,
quando enfrentamos uma crise juntos, não precisamos ser estóicos. Não precisamos
fazer de conta que não sentimos nada. Podemos nos desprender em lágrimas e
emoções. Vejo os presbíteros de Éfeso abraçando e beijando calorosamente a Paulo; e
os irmãos de Cesaréia chorando e implorando-lhe para não subir a Jerusalém; até que
ele respondesse: “Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração?” (At 21.13).
Mas eles sabiam que não mais veriam Paulo face a face. Por toda a Bíblia,
encontramos horas em que se devia gritar, horas em que se devia chorar, horas em
que se devia rir. Todas as emoções humanas são válidas em Deus! Deus não quis que
suprimíssemos nossas emoções – elas têm a sua manifestação legítima. A igreja é o
lugar onde expressamos nossos sentimentos em liberdade e os nossos irmãos são
aqueles que são sensíveis e solidários com a nossa dor.
Eu me comprometo a chorar com meus irmãos no dia da dor e a festejar
com eles por suas vitórias. Faço o pacto de ser sensível a eles e às suas
necessidades da melhor maneira possível. Não vou ignorar suas lágrimas
e nem permitir que eles caiam no abismo do desânimo e do isolamento.
Prometo ser para eles canal de graça e uma fonte de palavras de vida e
motivação. Lanço fora toda palavra de condenação e de acusação
contra meus irmãos.
O pacto da disponibilidade [subtítulo]
Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre
todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente
perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e
tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando
a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso,
acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (At 2.44-
47)
Estamos entrando, como igreja, em uma nova fase de relacionamento de aliança.
Há alguns mais adiantados, que já estão praticando a vida em comunidade. Eu creio
que Atos 2 contém o espírito do cristianismo de aliança. Nesse espírito de aliança diga:
Na hora da crise, o que eu possuo pertence a você e temos todas as
coisas em comum. Eu estou aqui se precisarem de mim. Tudo o que
tenho: tempo, energia, entendimento, bens – está à disposição de vocês
se precisarem. Se vocês passarem pela crise, quero ser o primeiro a
sustentá-los. Não quero fugir no dia da luta, mas quero estar ao lado de
vocês.
O pacto da confiança [subtítulo]
No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é
prudente. (Pv 10.19)
O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos
insensatos proclama a estultícia. (Pv 12.23)
Nossa geração tem produzido uma safra de violadores de alianças e
compromissos, pessoas que não entendem a natureza da lealdade, pessoas que
venderiam seus companheiros em troca de uma posição política ou de uma vantagem
pessoal! Mas Deus está levantando uma igreja que vai reintroduzir o significado de
integridade e lealdade entre os homens.
Faça este compromisso:
Prometo manter em segredo tudo o que for compartilhado dentro da
célula, de modo que tenhamos uma atmosfera de confiança. Eu
reconheço que o meu líder tem liberdade de compartilhar com o pastor o
que for necessário para o meu crescimento. Mas eu mesmo jamais
espalharei coisa alguma do que for compartilhado pelos meus irmãos na
minha célula. Eu declaro que sou submisso ao meu líder de célula e ao
meu discipulador em tudo o que for bom para edificação.
O pacto da prestação de contas [subtítulo]
Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha
boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. (...) se tu avisares o
justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente, viverá, porque
foi avisado; e tu salvaste a tua alma. (Ez 3.16-21)
Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se
extraviar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar
a que se extraviou? (Mt 18.12)
Não podemos ter o pensamento de que ninguém tem nada a ver com a nossa
vida. Estamos ligados aos nossos irmãos e devemos satisfação a eles. Diante de Deus,
eles devem nos exortar para que vivamos uma vida santa e eu devo aceitar a
repreensão deles. Por isso, faça hoje este pacto:
Eu dou aos membros da minha célula e do meu grupo de dicipulado o
direito de me questionarem, confrontarem e me desafiarem em amor,
quando eu estiver falhando em algum aspecto da minha vida com Deus,
do meu relacionamento familiar, da minha vida devocional, ou em
qualquer área que perceberem uma falha. Confio que eles estão no
Espírito e que serão guiados por Deus quando agirem assim. Recuso-me
a ficar melindrado e a ter uma reação carnal. Eu declaro que preciso da
correção e da repreensão deles de modo que eu possa crescer e ter um
ministério frutífero no meio dos irmãos.
O pacto da assiduidade [subtítulo]
Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes,
façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se
aproxima. (Hb 10.25)
Aquele irmão que, seguidamente, deixa de participar da célula, discipulado ou dos
cultos da igreja está perdendo muito da sua vida espiritual. As reuniões da igreja são
uma grande proteção. Se você está em aliança com os irmãos, você precisa ter com
eles um pacto de assiduidade. Declare isso:
Eu reconheço a importância da reunião com os irmãos na célula e com
toda a igreja. Considero que sou edificado quando estou com meus
irmãos. Não entristecerei o Espírito, nem impedirei o Seu trabalho na
vida dos meus irmãos pela minha ausência, exceto em caso de
emergência. Somente com a permissão dEle, em oração, vou considerar
a possibilidade da ausência. Se estiver impossibilitado de comparecer
por qualquer razão, por consideração, vou telefonar para o meu líder
para que todos os membros do grupo saibam por que estou ausente,
para que possam orar por mim e não tenham preocupações comigo.
O pacto da conquista [subtítulo]
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar
todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos
os dias até à consumação do século. (Mt 28.19,20)
Cremos que seja possível uma célula se multiplicar uma vez por ano. Este é o
nosso desafio e a nossa visão. E convidamos você a abraçá-los. Nossa geração, nossa
cidade e nação podem ser alcançadas para Cristo. Para isso, basta que multipliquemos
nossas células uma vez a cada ano e que cada membro faça um pacto pela conquista.
Somente aqueles que estão aliançados frutificam. Por isso, faça hoje esta aliança:
Eu faço hoje o pacto da conquista da nossa geração. Declaro que me
empenharei em oração, contribuindo e liderando para que o reino de
Deus avance em nossa cidade. Da mesma forma que me sacrifico pelos
meus irmãos, faço o compromisso de jejuar e buscar por todos os meios
a multiplicação da minha célula. Vou dar o máximo para trazer
visitantes e também consolidá-los depois de convertidos. Não vou me
preservar e nem criticar meus líderes por causa da visão da conquista e
da multiplicação.
Depois de fazer cada um desses pactos, você precisa se lembrar que eles estão
todos baseados em nosso caráter e no empenho de nossa palavra. Você precisa, agora,
demonstrar lealdade aos irmãos como parceiros de aliança.
A palavra “lealdade” em nossa cultura tornou-se muito mais forte que a palavra
“amor”. Experimente substituir “amor” por “lealdade”, você vai perceber o peso do
que digo. Deus nos está chamando à lealdade. Vamos colocar a lealdade em nosso
vocabulário. Vamos demonstrar integridade diante dos homens! Que as pessoas
percebam que não zombamos uns dos outros publicamente, nem expomos os defeitos
de nossos irmãos para os outros. Nós cobrimos a nudez do nosso irmão, nós nos
colocamos ao seu lado, identificando-nos com ele. Podemos confrontá-lo em casa, mas
lutamos a favor dele lá fora. Não o expomos diante do mundo e do inimigo.
Certa vez, ouvi um pastor contar a história de sua infância e acho que ela ilustra
bem isso. Ele dizia que tinha uma irmã mais velha que tinha cabelos vermelhos. Em
casa, eles brigavam o tempo todo, sempre escorando um no outro as obrigações da
casa. Mas ele conta que um dia se meteu em uma briga na escola e uns garotos vieram
para bater nele. Aqueles garotos o jogaram o chão e começaram a chutá-lo quando, de
repente, ele viu de longe uma garota de cabelos vermelhos correndo para cima deles.
Ela era maior e mais velha e deu uma lição neles. Quando todos correram, ela se virou
para ele e perguntou: “Eles machucaram você?”.
Eles discutiam e brigavam em casa, mas lá fora eram irmãos. Se você quiser
brigar, brigue em casa, confrontando um ao outro no contexto de intimidade e
relacionamento de aliança, longe dos olhos de pessoas estranhas. Mas, lá fora, você é
o meu irmão! Não importa o que você já fez, você é o meu irmão!
Vamos restaurar a lealdade, a integridade! Sejamos homens e mulheres de Deus!
A Palavra de Deus diz que, nos últimos dias, irá se multiplicar a deslealdade e a traição.
Que em nosso meio haja homens e mulheres de Deus comprometidos em amor e
lealdade uns com os outros.

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