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GEMOLOGIA PARA INICIANTES

PARA O MERCADO DE JÓIAS, GARIMPEIROS E AMANTES DAS GEMAS PRECIOSAS E


SEMIPRECIOSAS EM GERAL

POR

JUSCEMAR MANOEL DE BRITO

PROFESSOR DE GEOGRAFIA E UM AMANTE DAS GEMAS PRECIOSAS E SEMIPRECIOSAS


PREFÁCIO

Neste pequeno livro-texto, tento combinar as informações comerciais que obtive com o estudo sobre as
pedras preciosas, com os conhecimentos científicos que as sustentam, que sua vocação, o ensino, o obrigou a
estudar uma parte da Geologia, a Gemologia .
Durante décadas, os joalheiros gozaram da posição de “guardiões” do conhecimento sobre diamantes e
gemas.
Eles ficavam atrás de balcões de joias e compartilhavam pequenos fragmentos de informações sobre joias
para os clientes.
O joalheiro parecia estar falando baixo com o comprador, fazendo-o sentir que deveria ser grato até
mesmo por estar na loja ou tocar nas pedras preciosas na vitrine.
Este monopólio do conhecimento andava de mãos dadas com o monopólio da oferta.
A única maneira de comprar um diamante ou uma pedra preciosa era comprando em uma joalheria. Os
preços eram artificialmente altos, com margens de lucro de 100% a 300% dos custos de atacado.
Os fatores que diferenciavam as lojas incluem as decorações ornamentadas, as vitrines extravagantes e
as fachadas elaboradas.
A vida era mais simples e muito lucrativa para o joalheiro.
O comprador entrou, o joalheiro disse que isso é o que você deveria comprar e o comprador pagou o
preço porque não tinha outra opção.
Você consegue se lembrar de algum joalheiro pobre antes da mudança do milênio no ano 2000?
Foi nessa época que a palavra mais temida do vocabulário joalheiro começou a mudar para sempre o
setor.
Essa palavra era a Internet.
De repente, surgiram concorrentes que poderiam fornecer diamantes e joias entregues em sua porta,
muitas vezes a preços mais baixos do que os que poderiam suportar as altas despesas gerais da joalheria.
Felizmente, para os compradores e vendedores de pedras preciosas, há uma nova geração de atacadistas
e varejistas de diamantes disponíveis que não apenas incentivam a educação o sobre tema; eles gostam de
trabalhar com compradores que sabem exatamente o que , ou seja, domimam o vocabulário do setor, assim
como as suas práticas.
Por isso, ao planejar e escrever esse livro, todos os esforços foram feitos para ensinar os princípios e
métodos fundamentais em uso para identificar pedras preciosas, na ordem mais natural possível. Isso foi feito
com a convicção de que as informações necessárias serão, portanto, muito mais prontamente adquiridas pelo
atarefado comerciante de gemas ou joalheiro do que teria sido se o material fosse organizado na ordem
sistemática usual.
O último é uma vantagem para referência rápida depois que os fundamentos do assunto foram
dominados. Espera-se, no entanto, que o método de apresentação usado neste livro facilite a aquisição de um
conhecimento de gemologia e que muitos dos que foram dissuadidos de estudar o assunto por um sentimento
de que as dificuldades devido à sua falta de o treinamento científico era intransponível, descobrirão que podem
aprender toda a ciência realmente necessária à medida que prosseguem.
Para o efeito, as discussões foram feitas na linguagem menos técnica possível e, em muitos casos, foram
fornecidas ilustrações caseiras.
Quase todas as partes do assunto que um comerciante de gemas precisa saber foram consideradas e é
fornecido ao público interessado muito material que lhes permitirá ser compradores mais inteligentes de joias
com joias, bem como amantes mais apreciativos das maravilhas da natureza, principalmente das obras-primas
minerais.

Juscemar Manoel de Brito


SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................ 11
LIÇÃO 1 ........................................................................................................................................................................... 12
COMO AS GEMAS SÃO DISTINGUIDAS UMA DAS OUTRAS? ............................................................................. 12
DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:......................................................................................... 12
Pedras preciosas que se distinguem por suas propriedades ................................................................................... 12
SISTEMAS CRISTALINOS ........................................................................................................................................ 13
Triclínico ..................................................................................................................................................................... 13
Monoclínico ................................................................................................................................................................. 13
Ortorrômbico .............................................................................................................................................................. 14
Hexagonal .................................................................................................................................................................... 14
Trigonal ....................................................................................................................................................................... 15
Sistema Isométrico...................................................................................................................................................... 15
Importância das propriedades numéricas ................................................................................................................ 16
LIÇÃO 2 ........................................................................................................................................................................... 16
REFRAÇÃO ..................................................................................................................................................................... 16
Explicação da refração ............................................................................................................................................... 16
O refratômetro Herbert-Smith.................................................................................................................................. 17
LIÇÃO 3 ........................................................................................................................................................................... 17
REFRAÇÃO DUPLA....................................................................................................................................................... 17
Explicação da dupla refração .................................................................................................................................... 17
Gráfico do índice de refração .................................................................................................................................... 19
Diferenças na refração devido à forma do cristal .................................................................................................... 35
LIÇÃO 4 ........................................................................................................................................................................... 35
ABSORÇÃO E DICROISMO.......................................................................................................................................... 35
Causa da cor em minerais .......................................................................................................................................... 35
Absorção desigual causa dicroísmo ........................................................................................................................... 36
O Dicroscópio .............................................................................................................................................................. 36
LIÇÃO 5 ........................................................................................................................................................................... 39
O USO DAS BALANÇAS E A UNIDADE DE PESO EM USO PARA PEDRAS PRECIOSAS ................................. 39
Método de uso das balanças: ..................................................................................................................................... 39
A UNIDADE DE PESO PARA PEDRAS PRECIOSAS ......................................................................................... 39
LIÇÃO 6 ........................................................................................................................................................................... 40
GRAVIDADE ESPECÍFICA ........................................................................................................................................... 40
A garrafa de gravidade específica. ............................................................................................................................ 41
Um cálculo de amostra ............................................................................................................................................... 42
DETERMINAÇÕES DE GRAVIDADE ESPECÍFICAS ................................................................................................ 42
Pesando uma joia na água.......................................................................................................................................... 42
TABELA COM AS CARACTERÍSTICAS GEMOLÓGICAS DE ALGUMAS GEMAS ..................................... 46
LIÇÃO 7 ........................................................................................................................................................................... 48
LUSTER E OUTROS EFEITOS DE REFLEXÃO .......................................................................................................... 48
O Brilho Luster ........................................................................................................................................................... 49
Brilho Oleoso: ............................................................................................................................................................. 49
Causa da cor na opala ................................................................................................................................................ 51
Pedra Estrela, Pedra da Lua e Olho de Gato ........................................................................................................... 51
DUREZA .......................................................................................................................................................................... 52
Escala Mohs e alguns inerais usados em testes de dureza....................................................................................... 52
Como aplicar o teste de dureza?................................................................................................................................ 53
LIÇÃO 8 .......................................................................................................................................................................... 55
DISPERSÃO ................................................................................................................................................................... 55
A dispersão como teste da identidade de uma gema................................................................................................ 56
LIÇÃO 9 .......................................................................................................................................................................... 56
COR ................................................................................................................................................................................. 56
Pedras vermelhas de tons semelhantes: .................................................................................................................... 57
PEDRAS AMARELAS .................................................................................................................................................... 58
LIÇÃO 10 ......................................................................................................................................................................... 58
COR DAS PEDRAS ......................................................................................................................................................... 58
PEDRAS VERDES .......................................................................................................................................................... 58
A fraude " Emeralda Científica" .............................................................................................................................. 59
Emeralda Tripla ......................................................................................................................................................... 59
PEDRAS AZUIS .............................................................................................................................................................. 61
Como as safiras devem ser cortadas ......................................................................................................................... 61
Diamantes azuis "extravagantes" ............................................................................................................................. 62
COR: PEDRAS ROSA, ROXO, MARROM E SEM COR ............................................................................................. 63
Pedras Na Cor Rosa: .................................................................................................................................................. 63
Pedras Roxas ............................................................................................................................................................... 63
Pedras marrons: ......................................................................................................................................................... 63
Pedras Incolores.......................................................................................................................................................... 64
LIÇÃO 11 ......................................................................................................................................................................... 64
COMO DIFERENCIAR PEDRAS CIENTÍFICAS DE GEMAS NATURAIS? ............................................................ 64
Todas as pedras científicas são gemas de corindo ................................................................................................... 64
Defeitos Típicos de Gemas Naturais de Corindo ..................................................................................................... 65
Defeitos estruturais de pedras científicas: ................................................................................................................ 66
LIÇÃO 12 ......................................................................................................................................................................... 67
COMO TESTAR UMA GEMA "DESCONHECIDA" .................................................................................................... 67
Sinais de desgaste em uma esmeralda....................................................................................................................... 67
Testando outras pedras .............................................................................................................................................. 69
LIÇÃO 13 ......................................................................................................................................................................... 69
ADEQUAÇÃO DE PEDRAS PARA VÁRIOS TIPOS DE JÓIAS, DETERMINADA PELA DUREZA, BRILHO E
CRIVAGEM ..................................................................................................................................................................... 69
Pedras duras não necessariamente resistentes ......................................................................................................... 69
Durabilidade do diamante ......................................................................................................................................... 70
As joias de corindo...................................................................................................................................................... 70
Crisoberilo ................................................................................................................................................................... 70
Gemas entre 7 e 8 em dureza ..................................................................................................................................... 71
Gemas de Quartzo ...................................................................................................................................................... 71
Jade .............................................................................................................................................................................. 72
Pedras mais suaves ..................................................................................................................................................... 72
A Opala ........................................................................................................................................................................ 72
Pedras muito suaves ................................................................................................................................................... 73
LIÇÃO 15 ......................................................................................................................................................................... 73
ESPÉCIES MINERAIS A QUE AS VÁRIAS GEMAS PERTENCEM E SUAS COMPOSIÇÕES QUÍMICAS ......... 73
Espécies Minerais ....................................................................................................................................................... 73
Diamante e Coríndon ................................................................................................................................................. 73
Carbono, o único elemento que fornece uma joia .................................................................................................... 74
Óxidos de metais ......................................................................................................................................................... 74
Opala ............................................................................................................................................................................ 75
Spinélio ........................................................................................................................................................................ 75
Crisoberilio .................................................................................................................................................................. 75
Os silicatos ................................................................................................................................................................... 75
Vidro, uma mistura de silicatos ................................................................................................................................. 75
Berílio, Esmeralda e Águas Marinhas ...................................................................................................................... 76
Granadas ..................................................................................................................................................................... 76
Turmalina .................................................................................................................................................................... 76
Pedra da Lua ............................................................................................................................................................... 77
Zircão ........................................................................................................................................................................... 77
Jade .............................................................................................................................................................................. 77
LIÇÃO 16 ......................................................................................................................................................................... 77
A NOME DE PEDRAS PRECIOSAS ............................................................................................................................. 77
Uso antigo .................................................................................................................................................................... 77
Diamantes extravagantes ........................................................................................................................................... 78
Nomes de vários tipos de diamantes brancos ........................................................................................................... 78
Nomes populares ......................................................................................................................................................... 78
Rubis ............................................................................................................................................................................ 79
Safiras .......................................................................................................................................................................... 79
Crisoberílio .................................................................................................................................................................. 80
Spinélio ........................................................................................................................................................................ 80
Topázio ........................................................................................................................................................................ 80
LIÇÃO 17 ......................................................................................................................................................................... 81
O NOMEAMENTO DE ALGUMAS DAS PEDRAS PRECIOSAS .............................................................................. 81
Berílio, esmeralda e águas marinhas ........................................................................................................................ 84
Zircão ........................................................................................................................................................................... 85
Turmalina .................................................................................................................................................................... 85
Granada ....................................................................................................................................................................... 85
Jade .............................................................................................................................................................................. 86
Peridoto e Olivina ....................................................................................................................................................... 86
Gemas de feldspato ..................................................................................................................................................... 86
Malaquita, azurita e lápis-lazúli ................................................................................................................................ 87
LIÇÃO 18 ......................................................................................................................................................................... 87
COMO AS PEDRAS PRECIOSAS SÃO CORTADAS? ................................................................................................ 87
Pedras Preciosas Brutas ............................................................................................................................................. 87
LIÇÃO 19 ......................................................................................................................................................................... 88
COMO AS PEDRAS PRECIOSAS SÃO CORTADAS E O QUE CONSTITUI UM BOM "MAKE"? ........................ 88
LAPIDAÇÂO, O PROCESSO ........................................................................................................................................ 88
Corte e clivagem.......................................................................................................................................................... 88
"Esfregando" .............................................................................................................................................................. 89
Polimento ..................................................................................................................................................................... 89
Como o corte aumenta o brilho? ............................................................................................................................... 90
Reflexão total............................................................................................................................................................... 91
Teoria do "Brilhante" ................................................................................................................................................ 91
Causa do "Fogo"(fire) ................................................................................................................................................ 92
Bom "Make" em Pedras Coloridas........................................................................................................................... 93
Melhorar a cor por meio do corte adequado............................................................................................................ 93
Efeito da forma no brilho ........................................................................................................................................... 94
LIÇÃO 20 ......................................................................................................................................................................... 94
FORMAS DADAS A PEDRAS PRECIOSAS ................................................................................................................ 94
Corte em etapas .......................................................................................................................................................... 98
O corte barion ............................................................................................................................................................ 98
O corte trilhante.......................................................................................................................................................... 99
O corte misto ............................................................................................................................................................... 99
Corte em formato de bola ........................................................................................................................................ 101
Corte ou acabamento cilíndrico .............................................................................................................................. 102
LIÇÃO 21 ...................................................................................................................................................................... 103
IMITAÇÕES DE PEDRAS PRECIOSAS ..................................................................................................................... 103
"Colar" joias ............................................................................................................................................................. 103
Testes para dupra refração ...................................................................................................................................... 105
Pedras alteradas........................................................................................................................................................ 106
LIÇÃO 22 ....................................................................................................................................................................... 107
ALTERAÇÃO DA COR DE PEDRAS PRECIOSAS ................................................................................................... 107
"Topázio picado"...................................................................................................................................................... 107
Topázio espanhol ...................................................................................................................................................... 107
Zircão ......................................................................................................................................................................... 107
Gemas de Coríndon .................................................................................................................................................. 108
Diamante ................................................................................................................................................................... 109
LIÇÃO 23 ...................................................................................................................................................................... 109
DIAMANTES ................................................................................................................................................................. 109
AVALIAÇÃO DO DIAMANTE - MANEIRAS FÁCEIS DE DETERMINAR O VALOR DE UM DIAMANTE .... 109
DIAMANTES E SUAS CORES .................................................................................................................................... 110
COMO DETERMINAR A CLAREZA DE DIAMANTES? ......................................................................................... 113
FERRAMENTAS USADAS PARA LAPIDAR E POLIR DIAMANTES .................................................................... 115
Serra para diamante................................................................................................................................................. 115
Desbaste ..................................................................................................................................................................... 115
Roda de polimento .................................................................................................................................................... 115
DIAMANTES ARTIFICIAIS ........................................................................................................................................ 115
JÁ OUVIU FALAR DO CHATHAM, CZ DIAMANTE, ZIRCÔNIA CÚBICA OU DA MOISSANITA? ................ 116
Estilos de zircônia cúbica ......................................................................................................................................... 116
ALGUMAS HISTÓRIAS INTERESSANTES SOBRE DIAMANTES ........................................................................ 119
O DIAMANTE AZUL ESPERANÇA AMALDIÇOADO ............................................................................................ 119
O MOUSSAIEFF RED DIAMOND .............................................................................................................................. 119
LIÇÃO 24 ....................................................................................................................................................................... 120
AS PÉROLAS ................................................................................................................................................................ 120
Estrutura da Pérola .................................................................................................................................................. 121
Orientar ..................................................................................................................................................................... 122
Cor ............................................................................................................................................................................. 122
Fatores que governam o valor das pérolas ............................................................................................................. 122
Forma......................................................................................................................................................................... 123
Peso ............................................................................................................................................................................ 123
Preço "Base por grão" ............................................................................................................................................. 123
O alto preço das pérolas finas .................................................................................................................................. 124
Propriedades físicas .................................................................................................................................................. 124
Cuidado com as pérolas ........................................................................................................................................... 124
PÉROLAS CULTIVADAS E IMITAÇÕES DE PÉROLAS ......................................................................................... 125
Pérolas Cultivadas .................................................................................................................................................... 125
Imitações de pérolas ................................................................................................................................................. 125
Testando imitações de pérolas ................................................................................................................................. 126
FATORES DE VALOR DE PÉROLA: JULGANDO E AVALIANDO PÉROLAS ......................................... 126
Fatores de valor de pérola........................................................................................................................................ 127
Tamanho da Pérola .................................................................................................................................................. 127
Forma......................................................................................................................................................................... 127
Cor ............................................................................................................................................................................. 128
Brilho ......................................................................................................................................................................... 129
LIÇÃO 25 ....................................................................................................................................................................... 131
LEGISLAÇÃO SOBRE AS PEDRAS PRECIOSAS NO BRASIL ............................................................................. 131
Da classificação das gemas: ..................................................................................................................................... 135
Como Avaliar uma Pedra Preciosa Lapidada?...................................................................................................... 136
Peso ............................................................................................................................................................................ 137
Cor ............................................................................................................................................................................. 137
Pureza ........................................................................................................................................................................ 137
Lapidação e Acabamento ......................................................................................................................................... 137
Cálculo da nota final e sua importância para o valor de mercado....................................................................... 138
CONCLUSÃO E DICAS.............................................................................................................................................. 138
BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................................................................... 139
INTRODUÇÃO

Por causa do rápido aumento no conhecimento sobre pedras preciosas por parte do público comprador,
tornou-se necessário que os mineradores, garimpeiros, joalheiros, comerciantes de gemas e seus vendedores
saibam pelo menos tanto sobre o assunto da gemologia quanto seus clientes mais bem informados
provavelmente deverão conhecer.
A necessidade de literatura sobre o tema e a escasses de cursos na área aqui no Brasil me fez pensar em
escrever algo técnico sobre gemologia. Uma litereatura que possa auxiliar aos mais experiêntes assim como
aos iniciantes no mercado de gemas . A maior dificuldade no caminho desse estudo formal entre os nossos
mineradores, garimpeiros e joalheiros é a falta de tempo para a frequência aos cursos formais, que
necessariamente devem ser ministrados em horários e lugares definidos.
Será, portanto, o esforço deste livro fornecer orientação para aqueles que realmente querem se tornar
mais eficientes no negócio de gemas, mas que sentiram que precisavam de algo em forma de sugestão sobre o
que tentar e como fazer isto.
Para o estudo prático das próprias gemas, que é uma parte absolutamente essencial do trabalho, aqueles
que estão realmente engajados no comércio têm melhores oportunidades do que qualquer escola poderia dar e,
exceto em épocas de pico, há bastante tempo no horário comercial para isso. estude. Nenhum empregador
inteligente irá invejar o uso do tempo pelo qual está pagando, se a coisa for feita com razão e com uma visão
séria de melhoria. A aplicação frequente do que se adquire, como oferta de oportunidade, em conexão com o
costumeiro vendedor, ajudará a fixar o assunto e, ao mesmo tempo, a aumentar as vendas.
Muitos negociantes de gemas foram dissuadidos de iniciar um estudo de gemas devido às aparentes
dificuldades relacionadas com a determinação científica das diferentes variedades de pedras. Agora, a ciência
nada mais é do que bom senso condensado, e uma frente ousada logo convencerá alguém de que a maioria das
dificuldades é mais aparente do que real. As pequenas dificuldades que existem serão abordadas de tal maneira
que um pequeno esforço as superará. Para aqueles que estão dispostos a trabalhar mais, este livro irá sugerir
partes definidas de livros específicos, que são facilmente disponível, para leitura e estudo de referência, mas
as próprias lições tentarão ensinar as coisas essenciais da maneira mais simples possível.
Talvez o primeiro elemento essencial para o comerciante de gemas seja saber distinguir com segurança
as várias pedras umas das outras e das pedras sintéticas e de imitação.
Que tal habilidade é muito necessária ficará claro para qualquer um que, ao lançar um olhar para trás
sobre sua experiência, lembre-se dos muitos erros graves de que tenha conhecimento. Muitos mais ocorreram
sem dúvida sem detecção.
Várias vezes, recentemente, me deparei com casos em que grandes negociantes se enganaram na
determinação de pedras coloridas, principalmente esmeraldas.
Soube de uma história que um joalheiro recebeu um “anel genuíno de esmeralda” para verificação.
Depois que o cliente pagou por um exame, o que resultou foi muito desagradável .
Ao examinar a pedra com uma lente de apenas potência moderada, várias bolhas de ar redondas foram
notadas nela, e ao apenas tocá-la com uma lima ela foi facilmente arranhada. O material era vidro verde.
Agora, o que foi dito sobre o negociante que o vendeu e aquele que o avaliou pode ser imaginado.
A longa cadeia de influência adversa que será posta em ação contra esses negociantes, mesmo que aquele
que vendeu a pedra compensa o prejuízo, é algo que qualquer negociante pode dificilmente pagar, e tudo isso
poderia ter sido evitado até mesmo por um conhecimento rudimentar dos meios de distinguir pedras preciosas.
O traficante foi sem dúvida honesto, mas, por descuido ou ignorância, ele próprio foi enganado. e tudo
isso poderia ter sido evitado até mesmo por um conhecimento rudimentar dos meios de distinguir pedras
preciosas. No Brasil temos uma vasta e rica gama de variedades de gemas preciosas, muitras delas
comercializadas até pelo mesmo pelo Mercado Livre e outros marketing pleaces.
Porém todo cuidado é pouco e conhecimento é fundamental.
Nossas primeiras lições serão, portanto, preocupadas principalmente em aprender os melhores meios de
distinguir as diferentes pedras umas das outras, sabendo identifica-las na natureza e em jóias.

11
LIÇÃO 1

COMO AS GEMAS SÃO DISTINGUIDAS UMA DAS OUTRAS?


Gema é um material orgânico ou inorgânico de origem natural usado como objeto de ornamentação,
comumente chamado de pedra preciosa. Uma joia é geralmente constituída por uma gema (pedra preciosa)
entalhada em um metal precioso, como no caso dos brincos, gargantilhas, tiaras, coroas, brochesdentre outros
tipos de joalheria.
A Gemologia é a ciência dedicada ao estudo das gemas e pedras preciosas. Ela estuda a origem das pedras
preciosas, a identificação e caracterização das gemas, os aspectos econômicos, os impactos sociais e históricos,
dentre outro

DE ACORDO COM A CLASSIFICAÇÃO CIENTÍFICA:

Essa considera os aspectos estruturais e químicos das gemas, partindo da premissa de que as gemas são
minerais em sua maioria e, portanto, devem ser classificados como tais, dependendo da origem, o processo de
geração e evolução das gemas e diversos outros fatores.
Os minerais são divididos e classificados em 10 diferentes classes de minerais.
Veja a classificação abaixo em ordem alfabética:
Boratos (boracita, chambersita, inderita)
Carbonatos e nitratos (calcita, aragonita, azurita, malaquita)
Elementos nativos (diamante, ouro, prata, enxofre) Sulfetos e sulfossais (bornita, pirita, calcopirita)
Fosfatos, arsenatos e vanadatos (apatita, augelita, brazilianita, turquesa, variscita, wardita, wavellita)
Halogenetos (fluorita)
Ígneas (granitos, obsidiana, sienito)
Metamórficas (serpentinito, mármore, gnaisse, eclogito)
Outra classificação utilizada é baseada na origem da gema e mais utilizada para rochas gemológicas, sendo
elas de origem:
Óxidos e hidróxidos (crisoberilo, coríndon, rutilo, hematita, goethita, magnetita, tantalita)
Sedimentares (alabastro, carvão, calcário)
Silicatos: (quartzo, berilo, turmalina, feldspato, piroxênio, anfibólio, biotita, cianita)
Substâncias orgânicas (pérola, âmbar, marfim)
Sulfatos, cromatos, molibdatos e wolframantos (barita, gipsita, scheelita, wulfrenita)
Porém quando o assunto é a classificação comercial consideramos a importância das gemas no mercado
gemológico mundial. Seno assim, dividimos as gemas em gemas mais conhecidas, gemas menos conhecidas,
gemas para colecionadores, rochas gemológicas, gemas orgânicas.
Também existem as gemas sintéticas e imitações.
Por trás de toda a joia com uma gema entalhada há um processo com inúmeras etapas que se inicia no
reconhecimento de uma jazida de minerais gemológicos, seguida da extração, limpeza e então passam pelo
processo de lapidação e polimento antes de serem comercializadas para grandes empresas ou para colecionadores.
As empresas, por sua vez, são responsáveis pela criação, propaganda e venda das gemas e joias e o comprador
é o destino final de toda gema extraída.

Pedras preciosas que se distinguem por suas propriedades

Uma pedra preciosa distingue-se melhor de outra, assim como as substâncias de outros tipos se distinguem,
isto é, por suas propriedades. Por exemplo, o sal e o açúcar são brancos, ambos são solúveis em água e inodoros.
Até agora, as propriedades em itálico não serviriam para distinguir as duas substâncias. Mas o açúcar é doce,
enquanto o sal é salgado. Aqui temos uma propriedade distintiva.
12
Agora, assim como o sal e o açúcar têm propriedades, o mesmo acontece com todas as pedras preciosas e,
embora, como foi o caso do sal e do açúcar, muitas pedras preciosas tenham propriedades em comum, mas cada
uma também tem algumas propriedades que são distintas e podem ser confiou em como diferenciando a pedra
particular de outras pedras. Ao selecionar propriedades para uso na distinção de pedras preciosas, propriedades
que podem ser determinadas pela quantidade, e estabelecidos em números, são provavelmente mais confiáveis do
que aqueles que podem ser observados por mera inspeção. As que também têm a ver com o comportamento da
luz ao passar pela pedra são extremamente valiosas.

SISTEMAS CRISTALINOS

Os sistemas cristalinos agrupam cristais com geometria e simetria semelhantes.


Eles são definidos pelo comprimento relativo dos eixos cristalográficos e pelos ângulos entre os eixos. Os
eixos cristalográficos são linhas imaginárias utilizadas para servir como referêncoa a um cristal durante a anotação
e observação dos elementos simétricos.
Por regra, são representados pelas letras minúsculas como ‘a’, ‘b’ e ‘c’ e o ângulo entre esses eixos é
representado por letras gregas α, β e γ.
Quando os eixos apresentam o mesmo comprimento, são representados pela letra ‘a’ e por números arábicos
subscristos, por exemplo :a1, a2 e/ou a3.
Existem 6 sistemas cristalinos, sendo eles o isométrico, hexagonal (subdividido em hexagonal e
trigonal/romboedral), tetragonal, ortorrômbico, monoclínico e triclínico.

Triclínico

O triclínico é o sistema de mais baixa simetria, onde todos os eixos cristalográficos possuem comprimentos
diferentes e cujos ângulos entre eles são todos diferentes de 90°. Os minerais desse sistema são o microclínio
(amazonita , o oligoclásio (pedra do sol),), a albita, a labradorita e a turquesa.
a≠b≠c
≠ ≠ ≠ 90º

Figura 1: Representação do sistema triclínico e do lado uma figura de um mineral desse sistema: o microclínio
(variedade amazonita). Getty Imagens (2020);

Monoclínico

No sistema monoclínico, os três eixos cristalográficos apresentam comprimentos diferentes. Os dois ângulos
entre os eixos ( e ) são iguais entre si e iguais a 90° e 1 é diferente de 90° ( ). Nesse sistema de cristalização
encontramos como exemplo os minerais jadeíta (jade), nefrita (jade), ortoclásio (pedra da lua), gipso, anfibólios,
azurita, malaquita, espodumênio, titanita, serpentina, dentre outros.
13
a ≠ b ≠c
= = 90º ≠ 90°

Figura 2: Representação do sistema monoclínico exibindo a relação entre os eixos cristalográficos e os


ângulos entre eles, onde α = γ = 90 e ≠ 90º. Ao lado, figura de um mineral típico desse sistema: a titanita. Fonte:
Getty Imagens (2020); Educalinguo (2020).

Ortorrômbico

O sistema ortorrômbico, formado por três eixos cristalográficos que apresentam comprimentos diferenciados,
porém o ângulo entre eles é igual a 90°. São exemplos de minerais desse sistema a olivina (peridoto), crisoberilo
(alexandrita), estaurolita, zoisita (tanzanita), topázio e a barita.
a ≠ b ≠c
= = = 90º

Figura 3: Sistema ortorrômbico, com a representação da relação entre os eixos cristalográficos e seus ângulos
e na direita um exemplo de mineral desse sistema: a zoisita (variedade de tanzanita). Fonte: Getty Imagens (2020);
The Arkenstone (2020).

Hexagonal
No sistema hexagonal encontramos 4 eixos cristalográficos, sendo três de comprimento igual a1, a2, a3 e um
de comprimento diferente, chamado aqui de eixo c. Entre os eixos a1, a2 e a3 encontramos os ângulos 60°, já o
ângulo do eixo c é de 90°. As gemas mais conhecidas que cristalizam nesse sistema são a do berilo e a apatita.
a1 = a2 = a3 ≠ c
14
= = 90º = 60°

Figura 4: Representação do sistema hexagonal, com a relação entre os eixos cristalográficos e os ângulos
entre eles. Na direita, um exemplo de mineral gemológico desse sistema: o berilo (variedade esmeralda). Fonte:
Getty Imagens (2020)

Trigonal
Semelhante com o sistema Hexagonal, o sistema Trigonal/Romboedral é constituído por 4 eixos
cristalográficos (a1, a2, a3 e c), sendo 3 de comprimentos iguais (a1, a2 e a3) e um de comprimento diferenciado
(eixo c), cuja angulação é de 90° em relação aos demais eixos.
A diferença deste sistema em relação ao anterior é o ângulo entre os eixos a1, a2, a3 que, ao invés de ser 60°,
o modelo Trigonal/Romboedral apresenta uma angulação de 120°.
As gemas que cristalizam nesse sistema são a turmalina, o quartzo e a calcita, a rodocrosita, dentre outras.
a1 = a2 = a3 ≠ c
= = 90º = 120°

Figura 5: Sistema trigonal/romboedral, com a relação entre os eixos e ângulos e um exemplo de mineral desse
sistema: a calcita. Fonte: Klein & Dutrow (2012).

Sistema Isométrico

Nesse sistema encontramos a mais alta simetria, onde os tamanhos dos eixos cristalográficos são semelhantes
(a=b=c) e os ângulos (α, β e γ) entre eles são de 90°.
Minerais de gema que possuem esse sistema são o diamante, a granada, o espinélio, a magnetita, a cromita,
entre outros.
a = b =c
= = = 90º

15
Figura 6: Representação do sistema isométrico, com a relação entre o comprimento dos eixos cristalográficos
e dos ângulos entre eles e um exemplo de mineral desse sistema: a grossulária (granada). Fonte: Klein & Dutrow,
2012; Clube dos Minerais (2014).

Importância das propriedades numéricas

É porque os negociantes de gemas freqüentemente confiam no tipo mais óbvio de propriedade, como a cor,
que eles cometem erros com tanta frequência.
Pode haver vários tipos diferentes de pedras de uma determinada cor, mas cada uma terá suas próprias
propriedades numéricas, como densidade, dureza, poder de refração, poder de dispersão, etc., e é apenas por uma
determinação precisa de dois ou três deles para que se possa ter certeza de que pedra tem em mãos. Em seguida,
deve ser nossa tarefa descobrir exatamente o que significa cada uma dessas propriedades numéricas e como
podemos determinar cada uma com facilidade e exatidão.

LIÇÃO 2

REFRAÇÃO

Explicação da refração
Talvez o método mais seguro de distinguir pedras preciosas seja descobrir o índice de refração do material.
Para quem não está familiarizado com a ciência da física, isso exige alguma explicação. O termo refração é usado
para descrever a curvatura que a luz sofre quando ela passa (em qualquer ângulo, exceto em um ângulo reto) de
um meio transparente para outro. Por exemplo, quando a luz passa do ar para a água, seu caminho é dobrado na
superfície da água e assume uma nova direção dentro da água. (Veja a figura 7.)

FIGURA 7: AB representa o caminho da luz no ar e BC seu caminho na água.


Enquanto cada pedra preciosa refrata a luz que entra nela do ar, cada pedra tem sua própria habilidade definida
para fazer isso, e cada uma difere das outras na quantidade de curvatura que pode causar sob determinadas
16
condições. A determinação precisa da quantidade de dobra em um determinado caso requer instrumentos ópticos
muito bem construídos e também um conhecimento de como aplicar uma certa quantidade de matemática. Porém,
toda essa parte do trabalho já foi feita por cientistas competentes, e tabelas foram preparadas por eles, nas quais
estão anotados os valores de cada material.

O refratômetro Herbert-Smith

Existe no mercado um instrumento chamado refratômetro de Herbert-Smith, por meio do qual qualquer
pessoa com um pouco de prática pode ler imediatamente na escala do instrumento o índice de refração.

Figura 8: Mostra um refratômetro para gemas

Os leitores que desejam fazer um estudo mais intensivo do uso do refratômetro encontrarão um relato muito
completo e completo do assunto em https://cursodegemologia.com.br/o-que-e-um-refratometro-gemologico.
O preço de mercado do refratômetro no Brasil, não pode ser utilizada como justificativa para não ser
comprado pelos pequenos garimpeiros, joalheiros e pequenos varejistas. Todo grande negociante de pedras
coloridas, seja um grande minerador, garimpeiro, importador, atacadista ou varejista, deve ter uma, pois pelo seu
uso podem ser feitas determinações muito rápidas e precisas de pedras, e seu uso não se limita a pedras não
montadas.

LIÇÃO 3

REFRAÇÃO DUPLA

Explicação da dupla refração

Na lição 2 Aprendemos o que significa refração da luz.


Enquanto o vidro e um pequeno número de pedras preciosas (diamante, granada e espinela) dobram a luz,
conforme ilustrado em Figura 9, praticamente todas as outras pedras fazem com que um feixe de luz ao entrar
nelas se separe, e o caminho da luz na pedra torna-se duplo, como mostrado na fogura 9.
Este comportamento é denominado refração dupla. Pode ser usado para distinguir as pedras que refratam
duplamente daquelas que não o são. Por exemplo, no caso de uma pedra que está refratando duplamente em um
17
grau forte, como um peridoto (a crisólita verde-amarelada mais clara é o mesmo material e se comporta de forma
semelhante em relação à luz), a separação da luz é assim marcou que as bordas das facetas traseiras, como vistas
através da tabela, parecem duplas quando vistas através de uma lente. Um zircão também separa a luz da mesma
forma e suas facetas traseiras também aparecem com revestimento duplo, visto com uma lente da mesa da pedra.
As pedras mais raras, esfênio e epidoto, também exibem essa propriedade de maneira marcante. Alguns zircões
incolores, quando bem cortados, se assemelham tanto a diamantes que mesmo um especialista pode ser enganado,
se pego de surpresa,

FIGURA 9 – Dupla Refração

Um teste simples, mas muito valioso para o tipo de refração de uma pedra cortada.
No no caso da maioria das outras pedras com dupla refração, o grau de separação é muito menor do que no
peridoto e no zircão, e é necessário um olho bem treinado e cuidadoso para detectar a duplicação das linhas. Aqui,
um dispositivo muito simples servirá para ajudar o olho a determinar se uma pedra cortada está refratando simples
ou duplamente. Exponha a pedra à luz solar direta e segure um cartão branco opaco a alguns centímetros da pedra,
na direção do sol, de modo a obter os reflexos brilhantes de dentro da pedra refletidos no cartão.
Se o material for refrativo individualmente (como no caso do diamante, granada, espinélio e vidro), imagens
únicas de cada uma das facetas refletivas aparecerão no cartão, mas se refratar duplamente – mesmo que
ligeiramente – imagens duplas aparecerão . Quando a pedra é ligeiramente movida, esses pares de reflexos viajam
juntos como pares e não tendem a se separar.
O espaço entre os dois membros de cada par de reflexos servem para dar uma ideia aproximada do grau de
refração dupla do material se comparado com o espaço entre os membros, no caso de algum outro tipo de pedra
mantida à mesma distância da carta. Assim, o zircão separa amplamente os reflexos. Água-marinha, que tem uma
refração duplamente fraca, os separa, mas ligeiramente.
Veremos de imediato que temos aqui um teste de aplicação muito fácil e que não requer aparelhos caros.
Além disso, é um teste seguro, depois de um pouco de prática. Por exemplo, se alguém tem algo que se parece
com uma esmeralda fina, mas que pode ser vidro, tudo o que precisa fazer é expô-lo ao sol, como indicado na
fugura 2 acima. Se a esmeralda for verdadeira, imagens duplas serão obtidas (muito próximas, porque a esmeralda
é fracamente refratada duplamente). Se for de vidro, as imagens no cartão serão únicas.
Da mesma forma, o rubi pode ser distinguido imediatamente até mesmo da granada ou espinélio de rubi mais
fina, já que os dois últimos refratam individualmente. O mesmo ocorre com as imitações de vidro de rubi e
dupletos de rubi (que consistem em vidro e granada). Este teste não pode ferir a pedra, pode ser aplicado a pedras
montadas e é confiável.
Para pedras de cores muito profundas, este teste pode falhar por falta de reflexos suficientemente brilhantes.
Nesse caso, segure a carta além da pedra e deixe a luz do sol brilhar através da pedra sobre a carta, observando se
os pontos de luz são simples ou duplos.
O mesmo pode ser feito com lanternas de led potentes.
18
A tabela abaixo fornece as informações sobre os índices de refração para 143 variedades de gemas,
organizados em ordem decrescente, disponíveis em https://www.gemselect.com/gem-info/refractive-index.php
nas quais podemos saber sobre quais pedras apresentam refração dupla e quais gemas apresentam refração
simples.
Gráfico do índice de refração

Hematita
Índice de refração 2,94 - 3,22
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,287

Diamante
Índice de refração 2,417 - 2,419
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Esfalerita ou Blenda
Índice de refração 2,368 - 2,371
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Cassiterita
Índice de refração 1.997 - 2.098
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,096 a 0,098

Granada Demantoide
Índice de refração 1,88 - 1,94
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Melanita
Índice de refração 1,88 - 1,94
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Titanita
Índice de refração 1.843 - 2.11
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,100 a 0,192

Zircão
Índice de refração 1,81 - 2,024
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,002 a 0,059

Granada Espessartita
19
Índice de refração 1,79 - 1,82
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada Almadina
Índice de refração 1,77 - 1,82
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Rubi
Índice de refração 1,762 - 1,778
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Safira estrela
Índice de refração 1,762 - 1,778
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Safira com mudança de cor


Índice de refração 1,762 - 1,788
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Rubi Estrela
Índice de refração 1,762 - 1,778
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Safira
Índice de refração 1,762 - 1,778
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Alexandrita
Índice de refração 1,746 - 1,763
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,010

Crisoberilo
Índice de refração 1,746 - 1,763
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,007 a 0,011

20
Crisoberilo olho de Gato
Índice de refração 1,746 - 1,763
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,010

Granada Mali
Índice de refração 1.734 - 1.759
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada Grossularita
Índice de refração 1.734 - 1.759
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada Tsavorita
Índice de refração 1.734 - 1.759
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada com mudança de cor


Índice de refração 1,73 - 1,756
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada Hessonita
Índice de refração 1,73 - 1,75
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada Piropo
Índice de refração 1,72 - 1,756
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Granada Estrela
Índice de refração 1,72 - 1,756
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Rodolita
Índice de refração 1,72 - 1,76
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D
21
Azurita
Índice de refração 1,72 - 1,848
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,108 a 0,110

Rodonita
Índice de refração 1.716 - 1.752
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,010 a 0,014

Espinélio
Índice de refração 1.712 - 1.762
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Cianita
Índice de refração 1,71 - 1,734
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,0015 a 0,033

Diásporo de mudança de cor


Índice de refração 1,702 - 1,75
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,048

Gemas da diásporo do olho de gato


Índice de refração 1,702 - 1,75
Refração dupla sim
Birrefringência 0,048

Vesuvianite ou Idócrase
Índice de refração 1,7 - 1,723
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,002 a 0,012

Rubi Zoisite
Índice de refração 1,691 - 1,7
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Tanzanita
Índice de refração 1,691 - 1,7
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009
22
Quartzo Dumortierita
Índice de refração 1.678 - 1.689
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,015 a 0,037

Diopsídio
Índice de refração 1,664 - 1,73
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,024 a 0,031

Estrela de Diopsídio
Índice de refração 1,664 - 1,73
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,024 a 0,031

Diopsídio Cromo
Índice de refração 1,664 - 1,73
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,024 a 0,031

Espodumênio
Índice de refração 1,66 - 1,681
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,016

Kunzita
Índice de refração 1,66 - 1,681
Refração dupla Sim
0,014 a 0,016
Birrefringência

Hidenita
Índice de refração 1,66 - 1,681
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,016

Axinita
Índice de refração 1,656 - 1,704
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,010 a 0,012

Sillimanita Olho de Gato


23
Índice de refração 1,655 - 1,684
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,021

Malaquita
Índice de refração 1.655 - 1.909
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,254

Peridoto
Índice de refração 1,65 - 1,703
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,036 a 0,038

Danburita
Índice de refração 1,63 - 1,636
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,006 a 0,008

Clinohumita
Índice de refração 1.629 - 1.674
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,029 - 0,045

Apatita Olho de Gato


Índice de refração 1.628 - 1.649
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,002 a 0,006

Apatita
Índice de refração 1.628 - 1.649
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,002 a 0,006

Andaluz
Índice de refração 1.627 - 1.649
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,007 a 0,013

Smithsonita
Índice de refração 1.621 - 1.849
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,228

24
Turmalina Olho de Gato
Índice de refração 1,614 - 1,666
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,032

Turmalina
Índice de refração 1,614 - 1,666
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,032

Turmalina Rubelita
Índice de refração 1,614 - 1,666
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,032

Turmalina Cromo
Índice de refração 1,614 - 1,666
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,032

Turmalina Paraíba
Índice de refração 1,614 - 1,666
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,014 a 0,032

Hemimorfita
Índice de refração 1.614 - 1.636
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,022

Prehnita
Índice de refração 1.611 - 1.669
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,0021 a 0,039

Turquesa
Índice de refração 1,61 - 1,65
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,040

Gaspéite
Índice de refração 1,61 - 1,81
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,22

25
Topázio Imperial
Índice de refração 1.609 - 1.643
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,016

Topázio Rutilo
Índice de refração 1.609 - 1.643
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,016

Topázio Místico
Índice de refração 1.609 - 1.643
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,016

Topázio Azótico
Índice de refração 1.609 - 1.643
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,016

Topázio
Índice de refração 1.609 - 1.643
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,016
Sugilita
Índice de refração 1,607 - 1,611
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,001 a 0,004
Jadeíta
Índice de refração 1,6 - 1,627
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,027

Jade Nefrita
Índice de refração 1,6 - 1,627
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,027

Rodocrosita
Índice de refração 1,6 - 1,82
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,208 a 0,220

26
Larimar
Índice de refração 1,595 - 1,645
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,038

Howlita
Índice de refração 1.586 - 1.605
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,019

Serafinita
Índice de refração 1.576 - 1.599
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,005 a 0,011

Esmeralda
Índice de refração 1.565 - 1.602
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,006

Água Marinha Olho de Gato


Índice de refração 1,564 - 1,596
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,005

Águas marinhas
Índice de refração 1,564 - 1,596
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,005

Variscite
Índice de refração 1.563 - 1.594
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,031

Berilo
Índice de refração 1.562 - 1.602
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,010

Goshenita
Índice de refração 1.562 - 1.602
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,010

27
Morganita
Índice de refração 1.562 - 1.602
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,010

Serpentina
Índice de refração 1,56 - 1,571
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,014

Labradorita
Índice de refração 1,559 - 1,57
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,010

Hambergita
Índice de refração 1.553 - 1.628
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,0072

Verdite
Índice de refração 1.552 - 1.576
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Labradorita Andesina
Índice de refração 1.551 - 1.561
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Charoite
Índice de refração 1,55 - 1,561
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,009

Citrino
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Quartzo rosa
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009
28
Pietersite (Calcedônia)
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Ametista
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Ônix
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Quartzo Místico
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Quartzo
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Quartzo morango
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
0,009
Birrefringência

Quartzo Fumê
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Ametrina ou Bolivianita
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Quartzo Rutilo
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

29
Aventurina
Índice de refração 1.544 - 1.553
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Iolite
Índice de refração 1.542 - 1.578
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008 a 0,012

Jaspe
Índice de refração 1,54
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Madeira de amendoim
Índice de refração 1,54
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Escapolita Olho de Gato


Índice de refração 1,54 - 1,579
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,006 a 0,037

Escapolita
Índice de refração 1,54 - 1,579
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,006 a 0,037

Âmbar
Índice de refração 1.539 - 1.545
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Matrix Olho de Gato


Índice de refração 1,534 - 1,54
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Olho de gato de quartzo


Índice de refração 1,534 - 1,54
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D
30
Olho de tigre
Índice de refração 1,534 - 1,54
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Ágata de Fogo
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Crisoprásio
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,004 a 0,009

Carnelian
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Ágata Geodo
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Heliotrópio (Pedra de Sangue)


Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Calcedônia
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Quartzo rosa estrela


Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,009

Coral Fóssil
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004
31
Ágata Dendrítica
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Ágata
Índice de refração 1,53 - 1,54
Refração dupla Sim
Birrefringência até 0,004

Pedra do Sol Estrela


Índice de refração 1,525 - 1,548
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,010

Pedra-do-Sol
Índice de refração 1,525 - 1,548
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,010

Lepidolita
Índice de refração 1,525 - 1,586
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,0290 a 0,0380

Amazonita
Índice de refração 1,522 - 1,53
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Jade-Albite (Maw-Sit-Sit)
Índice de refração 1,52 - 1,74
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,0150 a 0,020

Pérola
Índice de refração 1,52 - 1,69
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,156
Ammolite
Índice de refração 1,52 - 1,68
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,155
32
Pedra da Lua Estrela
Índice de refração 1.518 - 1.526
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Pedra da Lua
Índice de refração 1.518 - 1.526
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008
Pedra da lua arco-íris
Índice de refração 1.518 - 1.526
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Ortoclásio
Índice de refração 1,518 - 1,53
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,008

Lápis lazúli
Índice de refração 1,5
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Coral

Índice de refração 1,486 - 1,658


Refração dupla Sim
Birrefringência Branco e vermelho: 0,160 a 0,172

Calcita
Índice de refração 1,486 - 1,658
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,172

Hackmanite
Índice de refração 1,48
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Sodalita
Índice de refração 1,48
Refração dupla Nenhum
33
Birrefringência N/D

Moldavita
Índice de refração 1,48 - 1,54
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Crisocola
Índice de refração 1,469 - 1,57
Refração dupla Sim
Birrefringência 0,023 a 0,040

Obsidiana de floco de neve


Índice de refração 1,45 - 1,55
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Obsidiana
Índice de refração 1,45 - 1,55
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Fluorita
Índice de refração 1.434
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Opala de fogo
Índice de refração 1,37 - 1,52
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Opala Pedregulho
Índice de refração 1,37 - 1,52
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Opala Dublê
Índice de refração 1,37 - 1,52
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

34
Opala
Índice de refração 1,37 - 1,52
Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Opala Musgo

Índice de refração 1,37 - 1,52


Refração dupla Nenhum
Birrefringência N/D

Sujiro que agora você coloque em prática os métodos sugeridos nesta lição.
Escolha seus cristais e procure primeiro a duplicação visível das linhas das facetas posteriores no peridoto
(ou crisólita); depois em zircão; depois, em algumas das pedras de refracção dupla menos forte; em seguida,
experimente o método do cartão da luz solar com pedras genuínas e com dupletos e imitações, até que você
possa dizer sempre se está lidando com material refratário simples ou duplo.
Quando uma pedra de identidade desconhecida aparecer, experimente o método nela e, assim, atribua-a
como um primeiro passo para uma ou outra classe. Outros testes serão então necessários para posicioná-lo
definitivamente.

Diferenças na refração devido à forma do cristal

A diferença no comportamento em relação à luz dos minerais de refração simples e dupla depende da
estrutura cristalina do mineral. Todas as gemas cujos cristais pertencem ao sistema cúbico estão refratando
individualmente em todas as direções: No caso de alguns outros sistemas de cristais, o material pode estar
refratando individualmente em uma ou em duas direções, mas refratando duplamente em outras direções.
Nenhuma atenção precisa ser dada a essas complicações,
No entanto, ao usar o método da placa exposta a luz solar com uma pedra cortada, pois em tal caso a luz
em seu curso dentro da pedra terá cruzado o material em duas ou mais direções, e a separação e consequente
duplicação da figura como resultado.

LIÇÃO 4

ABSORÇÃO E DICROISMO

Causa da cor em minerais

Na lição3, vimos que muitos materiais de gema fazem com que a luz que entra neles se divida e tome
dois caminhos dentro do material. Agora, todos os materiais transparentes absorvem mais ou menos luz; isto
é, eles param parte dela, talvez convertendo-a em calor, e menos luz emerge do que entrou na pedra. Se a luz
de todas as cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta) for igualmente absorvida, de
modo que haja a mesma quantidade relativa de cada na luz que sai como na luz que entrou em uma pedra,
dizemos que a pedra é uma pedra branca; ou seja, não é uma pedra colorida. Se, entretanto, apenas a luz azul
35
consegue passar, o resto da luz branca que entrou sendo absorvida por dentro, dizemos que temos uma pedra
azul.
Da mesma forma, a cor de qualquer material transparente depende de seu grau relativo de absorção de
cada uma das cores na luz branca. A cor que surge com mais sucesso dá nome à cor da pedra. Assim, um rubi
é vermelho porque a luz vermelha consegue passar pelo material muito melhor do que a luz de qualquer outra
cor.

Absorção desigual causa dicroísmo

Tudo o que foi dito até agora se aplica igualmente bem aos materiais refratários simples e duplamente,
mas no último tipo é freqüentemente o caso, nas direções em que a luz sempre se divide, que a absorção não é
igual nos dois feixes de luz (um é chamado de raio comum e o outro de raio extraordinário).
Por exemplo, no caso de um cristal de rubi, se a luz branca começa a cruzar o cristal, ela não só se divide
em um raio comum e um raio extraordinário, mas a absorção é diferente em nos dois casos, e nos dois raios
surgem em diferentes tons de vermelho. Com a maioria dos rubis, um raio surge vermelho arroxeado e o outro
vermelho amarelado.
Ver-se-á imediatamente que, se o olho humano pudesse distinguir entre os dois raios, teríamos aqui um
método esplêndido de determinar muitas pedras preciosas. Infelizmente, o olho não analisa a luz, ao contrário,
mescla o efeito de modo que o olho nu fornece apenas um meio precário de dizer se uma pedra exibe ou não
cores gêmeas, ou dicroísmo, como é chamado. (O termo significa duas cores.) Um olho bem treinado pode, no
entanto, ao observar uma pedra em várias posições diferentes, notar a diferença de tonalidade de cor causada
pela absorção diferencial.

O Dicroscópio

Agora, graças aos pesquisadores científicos, foi desenvolvido um instrumento relativamente simples e
relativamente barato chamado dicroscópio, que permite dizer quase à primeira vista se uma pedra é ou não é
dicróica. A construção é indicada no desenho e na descrição que o acompanham.

FIGURA 10: Tele Dicroscópio.


Se o observador olha através da lente (A) em direção a uma luz brilhante, como, por exemplo, o céu, ele
aparentemente vê dois orifícios quadrados, FIGURA 11.

36
FIGURA 11: Estrutura do Tele Discrópio

A, lente simples; B, pedaço de longarina islandesa com prismas de vidro nas extremidades para deixá-
los em esquadro; C, orifício quadrado.

FIGURA 12

O que aconteceu é que a luz passando pelo orifício quadrado (C da figura 11) se dividiu ao passar pela
longarina da Islândia ( desengo B da figura 11) com forte refração dupla ( da figura 12) e duas imagens do furo
quadrado são assim produzidas.
Se agora uma pedra que exibe dicroísmo é segurada na frente do orifício quadrado e vista em direção à
luz, duas imagens da pedra são vistas, uma devido ao seu raio comum (que, como foi dito acima, terá uma cor),
e o outro devido ao seu raio extraordinário (que terá uma cor ou tonalidade diferente), portanto a cor dos dois
quadrados será diferente.
Com um mineral de refração simples, ou com vidro, ou com um mineral de refração dupla quando visto
em certas direções do cristal (que não produzem refração dupla), as cores serão semelhantes nos dois
quadrados.
Assim, para determinar se uma pedra vermelha é ou não um rubi (pode ser uma granada ou vidro ou um
doublet, todos os quais são refratários individualmente e, portanto, não podem mostrar dicroísmo), segure a
pedra diante do orifício no dicroscópio e observe se ela produz ou não cores gêmeas.
Se parecer não haver diferença de tonalidade, vire a pedra, pois ela pode ter sido colocada acidentalmente
de forma que foi vista ao longo de sua direção de refração única.
Se ainda não houver dicroísmo, não é um rubi.

Nota: Os rubis científicos exibem dicroísmo, bem como os naturais, portanto, este teste não os
distinguirá.

Um dicroscópio pode ser encontrada nos principais marketibg places do Brasil como Mercado Livre e
Americanas entre outros, variando de preço de acordo com a marca.
Todos que trabalham com pedras coloridas precisam ter e usar um discrópio.

37
FIGURA 13: Ilustração do funcionamento de um discrópio, disponível em
https://www.slideshare.net/rafabottega/13-gemas, acessado em 04/03/2011.

Nem todas as pedras com refração dupla apresentam dicroísmo. É claro que as pedras brancas não podem
exibi-lo, embora tenham uma refração dupla, e algumas pedras coloridas, embora tenham uma refração dupla
forte, não exibem nenhum dicroísmo perceptível.
O zircão, por exemplo, tem forte refração dupla, mas quase não mostra qualquer dicroísmo.
O teste é mais útil para esmeralda, rubi, safira, turmalina, kunzita e alexandrita, todos os quais apresentam
dicroísmo acentuado.
É de pouca utilidade dar aqui as cores gêmeas em cada caso, já que os tons diferem em diferentes
espécimes, de acordo com sua profundidade e tipo de cor.
As pedras coloridas mais profundas de qualquer espécie mostram o efeito de forma mais marcante do
que as mais claras.
O método é rápido e fácil - pode ser aplicado tanto a pedras montadas quanto soltas, e não pode ferir uma
pedra. O aluno deve, se possível, obter o uso de um dicroscópio e praticar com ele em todos os tipos de pedras.
Ele deve se tornar especialista em distinguir entre rubis, safiras e esmeraldas, e suas imitações.
A única imitação (rubis e safiras científicos não são aqui classificados como imitações), que pode enganar
quem sabe usar o dicroscópio é o trigêmeo esmeralda, feito com berilo real (mas claro) acima e abaixo, com
um fina tira de vidro verde no meio.
Como o berilo é duplamente refratado em um pequeno grau, e dicróico, talvez alguém possa ser enganado
por tal imitação, se não for cuidadoso.
Portanto o discrópio é um equipamento necessário a todos que queiram estudar gemologia e conecer
melhor esse maravilhoso universo das gemas e das joias.

38
LIÇÃO 5
O USO DAS BALANÇAS E A UNIDADE DE PESO EM USO PARA PEDRAS
PRECIOSAS
COMO as pedras preciosas quase sempre são vendidas a peso, e como o valor em jogo é frequentemente
muito grande, é quase tão necessário para um comerciante de gemas quanto para o químico ter equilíbrios
delicados e mantê-los em boa ordem e para usá-los com habilidade.
Uma compreensão geral da unidade de peso em uso para pedras preciosas e como ela se relaciona com
outros pesos padrão também é necessária para o negociante de gemas.
Portanto, consideraremos nesta lição o uso e o cuidado com as balanças e a natureza e o valor relativo da
unidade de peso das pedras preciosas.

Balanças, cuidados necessários: Pois é necessário, pelo seu grande valor, pesar algumas gemas, como
diamantes, esmeraldas, rubis, etc., com precisão de pelo menos a centésima parte de um quilate é fundamental.
Portanto balanças de construção muito delicada e de precisão são uma parte necessária do equipamento
de todo comerciante de gemas.
Embora seja necessário ter balanças portáteis com um grau razoável de precisão, as melhores e mais
seguras balanças são substancialmente construídas e alojadas em caixas de vidro ou acrílico, assim como as de
finalidade química analítica, que devem fazer pesagens ainda mais precisas sem interferências do ar.
A caixa protege a balança do pó e sujeira e evita a ação das correntes de ar durante a pesagem.
Além disso a balança deve estar perfeitamente nivelada psrs não haver divergências.

Método de uso das balanças:

Antes de usar uma balança, deve-se verificar se estão limpas, se a base da balança está bem nivelada (as
melhores balanças têm um nível de bolha acoplado).
Quando um pouco desequilibrado, o defeito pode ser corrigido desparafusando a pequena porca de ajuste
nas extremidade da base (em alguns modelos).
Nenhum negociante pode permitir que uma pedra que vendeu seja mais leve do que ele declarou ser. Um
deve ter pelo menos um centésimo de quilate do peso correto. Essa é sua margem de erro, se é que ela deve
existir.
As pinças é a melhor ferramenta para manusear as gemas.
Nunca se deve sobrecarregar uma balança além da sua capacidade total na qual foi projetada, tanto porque
a balança pode ser prejudicada quanto porque a precisão relativa diminui com o aumento da carga. Se for
desejado o peso de um pacote de pedras superior ao total dos pesos fornecidos com a balança, o pacote deve
ser dividido e pesado em partes.
Embora muitos negociantes negligenciem alguns dos cuidados acima sugeridos e de alguma forma se
dêem bem, ainda é mais seguro ter cuidado e ter a técnica correta no manuseio da balança.
Tendo indicado alguns dos refinamentos do método de pesagem, consideraremos a seguir a unidade de
peso em uso para pedras preciosas e veremos como ela se relaciona com outras unidades de peso e de que
maneira é subdividida.

A UNIDADE DE PESO PARA PEDRAS PRECIOSAS

O Sistema Decimal de Subdivisão do Carat:


A unidade atual para pedras preciosas mais utilizada no mundo é o Carat (quilate métrico). A maioria
dos países concordaram sobre o uso desta unidade.
Seu uso tornou-se comum no mundo inteiro, principalmete após se tornar a medida oficial nos EUA em
1º de julho de 1913 e consequentemente no restanto do mundo.
39
O carat é um termo em inglês que significa quilate e faz referência a medida utilizada no peso de uma
gema. É, por definição, exatamente um quinto de um grama (a unidade de peso do Sistema Métrico de pesos
e medidas), ou seja, 2 miligramas (0,2 gramas).
Pensando nisso, foram criados os pontos do diamante!
Se 1 quilate é igual a 100 pontos, então um diamante que pesa 0,25 quilates na balança será um diamante
de 25 pontos.
Assim, o quilate métrico é dividido em décimos e centésimos. É costume, entretanto, somar os
centésimos e expressá-los como o número total de centésimos e não expressá-los como décimos. Assim, diz-
se que uma pedra de 2,57 quilates pesa "dois e cinquenta e sete centésimos quilates". O sistema decimal de
subdivisão do quilate torna a determinação dos valores mais simples onde nenhuma tabela é útil.
Veja o exemplo abaixo:

- Qual o tamanho do diamante?


Diamantes maiores geralmente custam mais por quilate devido ao seu tamanho.
Existem 100 pontos para um quilate.
Portanto, um diamante de 50 pontas tem 1/2 quilate. (Existem 5 quilates para um grama.)
Muitas pessoas confundem o carat (ct) com o critério cut diz respeito ao processo e técnica de lapidação
da gema, avaliando questões como simetria, proporção, contorno, polimento e o acabamento final de uma
gema.
Como foi dito na Lição XXV.,as pérolas são vendidas pelo grão da pérola, que é fixado em 1/4 de um
quilate. No o quilate métrico, o grão da pérola corresponde a é1⁄4 de 0,200 g. = 0,05 g., conforme expresso no
sistema métrico.

LIÇÃO 6

GRAVIDADE ESPECÍFICA
AS propriedades até agora consideradas como servindo para distinguir as pedras preciosas têm todas
dependido do comportamento do material em relação à luz.
Essas propriedades foram consideradas em primeiro lugar porque proporcionam, para aqueles que estão
familiarizados com seu uso, meios muito rápidos e seguros de classificar as pedras preciosas.

Densidade de Minerais.

A seguir, consideraremos um teste igualmente certo, que, entretanto, requer muito mais tempo, aparato
e habilidade para ser aplicado.
Cada tipo de pedra preciosa tem sua própria densidade. Ou seja, se pedaços de pedras diferentes fossem
pegos todos do mesmo tamanho, os pesos seriam diferentes, mas pedaços de tamanhos semelhantes de um
mesmo material sempre têm o mesmo peso.
É costume entre os cientistas comparar as densidades das substâncias com a densidade da água.
O número que expressa a relação entre a densidade de qualquer substância e a densidade da água é
chamado de número de gravidade específica da substância. Por exemplo, se, tamanho por tamanho, um
material, digamos diamante, é 3,51 vezes mais pesado que a água, sua gravidade específica é 3,51. Ver-se-á
que como cada substância sempre tem, quando pura, a mesma gravidade específica, temos aqui um meio de
distinguir as pedras preciosas. É muito raro, ou nunca, o caso de encontrarmos quaisquer duas pedras preciosas
com a mesma gravidade específica.
Algumas pedras têm quase a mesma gravidade específica e, nesses casos, é bom aplicar outros testes
40
também. Na verdade, deve-se sempre ter certeza de uma pedra, vendo que dois ou três testes diferentes apontam
para a mesma espécie.
Em seguida, devemos descobrir como determinar a gravidade específica de uma pedra preciosa. Se a
forma de uma pedra fosse tal que o volume pudesse ser facilmente calculado, então alguém poderia facilmente
comparar o peso com o volume ou com o peso do mesmo volume de água, e assim obter a gravidade específica
(para um determinado o número da gravidade realmente diz o quanto um pedaço de material é mais pesado do
que o mesmo volume de água).
Infelizmente, a forma da maioria das pedras preciosas é tal que seria muito difícil calcular o volume a
partir das medidas, e o último seria difícil de fazer com precisão com pedras pequenas. Para evitar essas
dificuldades, o seguinte método engenhoso foi desenvolvido:
Se uma pedra é jogada na água, ela empurra para o lado, ou desloca, uma massa de água exatamente
igual ao seu volume. Se a água assim deslocada fosse capturada e pesada, e o peso da pedra então dividido
pelo peso da água deslocada, teríamos o número de gravidade específica da pedra.
Isso é exatamente o que é feito para obter a gravidade específica de pequenas pedras. Para ter certeza de
obter um resultado preciso para o peso da água deslocada, o seguinte aparelho é usado.

FIGURA 14: A, Frasco semelhante a um frasco; B, indica rolha de vidro fosco; C, mostra o furo feito através
da rolha.

A garrafa de gravidade específica.

Uma pequena garrafa em forma de frasco (ver a figura 14) é obtido. Este possui uma rolha de vidro
esmerilado bem ajustada (B). A rolha tem um pequeno orifício (C) perfurado longitudinalmente. Se a garrafa
estiver cheia de água e a rolha cair e ficar apertada, a água esguichará pelo pequeno orifício na rolha . Ao
limpar a rolha e a garrafa, temos a garrafa exatamente cheia de água. Se agora a rolha for removida, a pedra a
ser testada (que deve ser menor do que o gargalo da garrafa) caiu e a rolha substituída, exatamente a mesma
quantidade de água que será esguichada será igual em volume à pedra que foi colocado em.
Se tivéssemos pesado a garrafa cheia com a pedra na panela ao lado dela, e depois pesássemos a garrafa
com a pedra dentro, poderíamos agora, subtraindo o último peso do primeiro, descobrir quanto de água foi
deslocada, pesado. É exatamente isso que devemos fazer. Conhecendo-se o peso da pedra, temos agora apenas
de dividir o peso da pedra pelo peso da água deslocada, e temos o número de gravidade específica. A referência

41
a uma tabela de gravidades específicas de pedras preciosas nos permitirá nomear nossa pedra. Essa tabela segue
esta lição.

Um cálculo de amostra

O desempenho real da operação, se alguém for qualificado pesagem, leva menos tempo do que levaria
para ler esta descrição. No início, será lento e talvez devamos ler e reler esta lição, certificando-se de que todas
as ideias estão claras antes de tentar colocá-las em prática.
Um cálculo de amostra pode ajudar a esclarecer o assunto, então um é anexado:

Peso da garrafa + pedra (fora) = 53,51 quilates

Peso da garrafa + pedra (dentro) = 52,51 quilates

Peso da água deslocado = 1,00 quilate

Peso da pedra = 3,51 quilates

Peso da pedra 3,51


Gravidade específica = = = 3,51
Peso da água 1,00

Neste caso, a gravidade específica foi de 3,51, e a pedra provavelmente é um diamante (ver tabela), mas
pode ser topázio precioso, que tem quase a mesma gravidade específica.
Presume-se que o joalheiro pesará em quilates e que sua balança será sensível a 0,01 quilates. Com tal
equilíbrio, e uma garrafa de gravidade específica (disponível no Mercado Livre e demais markenting places do
Brasil), resultados suficientemente precisos para a determinação de pedras preciosas podem ser obtidos se
alguém tiver o cuidado de excluir bolhas de ar da garrafa, e secar perfeitamente o exterior da garrafa antes de
cada pesagem. A garrafa nunca deve ser segurada em mãos quentes, ou ela agirá como um termômetro e
expandirá a água pelo tubo estreito da rolha, levando ao erro. Um lenço pode ser usado para segurar a garrafa.

DETERMINAÇÕES DE GRAVIDADE ESPECÍFICAS


Pesando uma joia na água

Na lição anterior, foi visto que a identidade de uma pedra preciosa pode ser encontrada determinando
sua gravidade específica, que é um número que indica o quanto o material é mais pesado do que um volume
semelhante de água.
Não foi explicado, entretanto, como alguém faria para obter a gravidade específica de uma pedra muito
grande para ir no gargalo de uma garrafa de gravidade específica. Neste último caso, recorremos a outro método
para descobrir quanto pesa um volume semelhante de água. Se a pedra, em vez de cair em uma garrafa de água
perfeitamente cheia (que então transborda), for jogada em um copo parcialmente cheio ou em um pequeno
copo d'água, a mesma quantidade de água será deslocada como se o vaso estivesse cheio, e será deslocado para
cima como antes, por falta de outro lugar para ir. Conseqüentemente, seu peso tenderá a elevar ou fazer a pedra
flutuar ao tentar voltar para debaixo dela, e a pedra quando na água pesará menos do que quando no ar.
42
Qualquer pessoa que já tenha levantado uma pequena âncora durante a pesca em um barco reconhecerá
imediatamente que é esse o caso e que, à medida que a âncora emerge da água, ela parece de repente ficar mais
pesada.
Não só a pedra pesa menos quando na água, mas pesa exatamente tanto quanto o peso da água que foi
deslocada pela pedra (que tem um volume igual ao volume da pedra). Se pesarmos uma pedra primeiro no ar,
como de costume, e depois na água (onde pesa menos), e depois subtrairmos o peso na água do peso no ar,
teremos a perda de peso na água, e isso é igual a peso de um volume igual de água,
Agora precisamos apenas dividir o peso no ar pela perda de peso na água, e teremos a gravidade
específica da pedra.

FIGURA 15: Exemplo de pesagem da gravidade específica

Para realmente pesar a pedra na água, devemos usar um fio fino para apoiar a pedra.
Devemos primeiro descobrir quanto pesa este próprio fio (quando preso por um pequeno laço ao gancho
que sustenta a bandeja da balança e arrastando-se parcialmente na água, como será o caso ao pesar a pedra na
água).
Este peso do fio deve ser deduzido para se obter o peso real da pedra na água.
O copo d'água, copo de vela ou béquer é melhor apoiado por uma pequena mesa que fica sobre a bandeja
de equilíbrio e faz a sustentação.
Pode ser facilmente feito com os pedaços de madeira. (Veja a figura 15)

43
O arame que vai sustentar a pedra deve ter uma espiral no fundo para colocar a gema, e esta deve ser
colocada de forma que esta fique completamente submersa o tempo todo, mas sem tocar o fundo ou as laterais
do copo.
Veja a imagem abaixo de como pode ficar o seu kit caseiro de peasagem da densidade relativa:

Imagem Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=-63tcMCaqPc&t=31, acessado em


09/03/2021.
Não se esqueça!

• Antes de usar uma balança, deve-se verificar se estão limpas, se a base da balança está bem
nivelada (as melhores balanças têm um nível de bolha acoplado).
• Quando um pouco desequilibrado, o defeito pode ser corrigido desparafusando a pequena
porca de ajuste nas extremidade da base (em alguns modelos).
• Nenhum negociante pode permitir que uma pedra que vendeu seja mais leve do que ele
44
declarou ser. Um deve ter pelo menos um centésimo de quilate do peso correto. Essa é sua
margem de erro, se é que ela deve existir.
• As pinças é a melhor ferramenta para manusear as gemas.

Exemplo de dados e cálculo, ao obter a densidade específica pelo método de pesagem na água:

Peso da pedra = 4,02 quilates

Peso da pedra (mais fio) na água = 3,32 quilates

Peso do fio = 3,0 quilates

Peso real da pedra na água = 3,02 quilates

Perda de peso na água = 1,00 quilate

Peso da pedra = 4,02 quilates


Gravidade específica == 4,02 quilates
Perda na água = 1,00 quilate

Aqui, a gravidade específica, 4,02 indicaria alguma gema de corindo (rubi ou safira), e os outros
caracteres indicariam imediatamente qual era..
O aluno que pretende dominar o uso dos dois métodos dados nas lições sobre densidade,. deve proceder
a praticá-los com pedras de gravidades específicas conhecidas até que possa pelo menos obter o resultado
correto até a primeira casa decimal.
Veja a seguir a tabela com os índices de dureza, densidade relativa, índice de refração, pleocronismo e
birreflingência de algumas gemas:
Não é de se esperar que resultados precisos possam ser obtidos na segunda casa decimal, com os saldos
geralmente disponíveis para joalheiros. Quando o aluno puder determinar gravidades específicas com alguma
certeza, ele deve tentar gemas desconhecidas.
O método da gravidade específica é de valor especial para distinguir entre as várias pedras incolores,
como, por exemplo, cristal de quartzo, topázio branco verdadeiro, safira branca, berilo branco ou incolor, etc.
Todos são duplamente refrativos, não têm cor e, portanto, sem dicroísmo, e a menos que alguém tenha
45
umrefratômetro para obter o índice de refração, eles são difíceis de distinguir.
As gravidades específicas são muito diferentes, entretanto, e prontamente servem para distingui-las.
Deve-se acrescentar que as pedras sintéticas apresentam as mesmas densidades específicas das suas
contrapartes naturais, de modo que este teste não serve para detectá-las.
Onde muitas gemas devem ser manuseadas e separadas por determinações de gravidade específica, talvez
a melhor maneira de fazer isso seja ter vários líquidos de gravidade específica conhecida e ver quais pedras
irão flutuar e quais irão afundar nos líquidos.
O iodeto de metileno é um líquido pesado no qual um "quartzo-topázio", por exemplo, flutuaria, mas um
topázio verdadeiro, sp. g. 3,53, afundaria nele. Diluindo iodeto de metileno com benzol (sp. G. 0,88), qualquer
gravidade específica desejada pode ser obtida (entre os dois limites 0,88 e 3,32). Amostras de gravidade
específica conhecida são usadas com tais líquidos e seu comportamento (se eles afundam ou flutuam, ou
permanecem suspensos no líquido) indica a gravidade específica do líquido.

Gostaria de indicar um ótimo canal no Youtube sobre o tema:


Canal o Gemólogo. Disponível em https://www.youtube.com/channel/UC5ZZsRBhOh844pNoAx-n6EQ

TABELA COM AS CARACTERÍSTICAS GEMOLÓGICAS DE ALGUMAS GEMAS

NOME Dureza Densidade Indice de Refração Pleocroismo Birrefringência


MOHZ
Diamante 10 3,50-3,53 2,417-2,419 N N
Rubi 9 3,97-4,05 1,762-1,778 Forte S
Safira 9 3,95-4,03 1,762-1,778 Azul S
Esmeralda 7 ,5-8 2,67-2,78 1,565-1,602 Forte S
Agua-Marinha 7 ,5-8 2,68-2,74 1,564-1,596 Definido S
Berilo Precioso 7 ,5-8 2,66-2,87 1,562-1,602 Fraco S
Crisoberilo 8 1/2 3,70-3,78 1,764-1,706 Fraco S
Espinélio 8,5 3,54-3,63 1,712-1,762 N N
Topázio 8 3,49-3,57 1,609-1,643 Amarelo S
Piropo 8 3,62-3,87 1,720-1,756 N N
Almadina 8 3,90-4,30 1,770-1,820 N N
Espessartita 7,5 4,12-4,18 1,790-1,820 N N
Andratina 7,5 3,71-4,10 1,880-1,940 N N
Uvarovita 7 1/2 3,77 1,87 N N
Zircão 6,5-7 3,93-4,73 1,810-2,024 Amarelo S
Turmalina 7-7,5 2,82-3,32 1,614-1,666 Vermelho S
Hiddenita 6,5-7 3,15-3,21 1,660-1,681 Verde/Verme S
Kunzita 6,5-7 3,15-3,21 1,660-1,681 Violeta S
Cristal de Rocha 7 2,65 1,544-1,553 N S
Quartzo Fumê 7 2,65 1,544-1,553 Fumê S
46
Ametista 7 2,65 1,540-1,550 Fraco S
Quartzo Ametista 7 2,65 1,544-1,550 N S
Citrino 7 2,65 1,544-1,553 Fraco S
Prasiolita 7 2,65 1,544-1,553 Fraco S
Quatzo Róseo 7 2,65 1,544-1,553 Fraco S
Aventurina 7 2,64-2,69 1,544-1,553 N S
Quartzo 7 2,58-2,64 1,544-1,553 N N
OlhodeGato
Olho de Tigre 7 2,58-2,64 1,534-1,540 N N
Calcedônia 6,5-7 2,58-2,64 1,530-1,540 N S
Crisoprásio 6,5-7 2,58-2,64 1,530-1,540 N S
Ágata Musgosa 6,5-7 2,58-2,64 1,530-1,540 N S
Ágata 6,5-7 2,60-2,64 1,530-1,540 N S
Jaspe 6,5-7 2,58-2,91 1,54 N N
Opala 5,5-6,5 1,98-2,50 1,370-2,500 N N
Jadeita 6,5-7 3,30-3,38 1,652-1,688 N S
Nefrita 6-6,5 2,90-3,03 1,600-1,627 Fraco S
Peridoto 6,5-7 3,28-3,48 1,650-1,703 Fraco S
Tanzanita 6,5-7 3,35 1,691-1,700 Forte S
Hematita 5,5-6,5 5,12-5,28 2,940-3,220 N S
Pirita 6-6,5 5,00-5,20 N N N
Amazonita 6-6,5 2,56-2,58 1,522-1,530 N S
Pedra da Lua 6-6,5 2,56-2,59 1,518-1,526 N S
Labradorita 6-6,5 2,65-2,75 1,559-1,570 N S
FeldspatoAventuri 6-6,5 2,62-2,65 1,525-1,548 Fraco S
no
Rodocrosita 4 3,45-3,70 1,600-1,820 N S
Rodonita 5,5-6,5 3,40-3,74 1,716-1,752 Vermelho S
Turqueza 5,0-6,0 2,31-2,84 1,610-1,650 Fraco S
Lápis Lazúli 5,0-6,0 2,50-3,00 1,5 N N
Sodalita 5,5-6 2,14-2,40 1,48 N N
Azurita 3,5-4,0 3,7-3,90 1,720-1,848 Azul Claro S
Malaquita 3,5-4,0 3,25-4,10 1,655-1,909 Forte S
Andaluzita 7,5 3,05-3,10 1,627-1,649 Forte S
Euclásio 7,5 3,1 1,650-1,677 Fraco S
Hambergita 7,5 2,35 1,533-1,618 N S
Iolita 7,0-7,5 2,58-2,66 1,542-1,578 Forte S
Fenacita 7,5-8,0 2,95-2,97 1,650-1,670 Incolor S
Dumortierita 7,0-8,5 3,26-3,41 1,678-1,689 Forte S
Danrubita 7,0-7,5 2,97-3,03 1,630-1,636 Fraco S
Axinita 6,5-7,0 3,26-3,36 1,656-1,704 Forte S
Benitoita 6,0-6,5 3,64-3,68 1,757-1,804 Forte S
Cassiterita 6,0-7,0 6,7-7,1 1,997-2,098 Forte a Fraco S
Epidoto 6,0-7,0 3,35-3,50 1,729-1,768 Forte S
Sinhalita 6,5-7,0 3,46-3,50 1,665-1,712 Definido S
Kornerupina 6,5-7,0 3,27-3,45 1,660-1,699 Forte S
Prehnita 6,0-6,5 2,82-2,94 1,611-1,669 N S
47
Petalita 6,0-6,5 2,4 1,502-1,519 N S
Escapolita 5,5-6,0 2,57-2,74 1,540-1,579 Amarelo S
Diopsidio 5,0-6,0 3,22-3,38 1,664-1,730 Fraco S
Berilonita 5,5-6,0 2,80-2,87 1,552-1,561 N S
Brasilianita 5,5 2,98-2,99 1,602-1,623 Fraco S
Ambligonita 6 3,01-3,11 1,578-1,646 N S
Enstatita 5,5 3,2-3,30 1,650-1,680 Verde S
Lazulita 5,0-6,0 3,04-3,14 1,612-1,646 Forte S
Dioptásio 5 3,28-3,35 1,644-1,709 Fraco S
Apatita 5 3,16-3,23 1,628-1,649 Forte S
Esfênio 5,0-5,5 3,52-3,54 1,843-2,110 Forte S
Cianita 4,5-6,0- 3,53-3,70 1,710-1,734 Forte S
7,0
Scheelita 4,5-5,0 5,90-6,30 1,918-1,937 Variável S
Variscita 4,0-5,0 2,42-2,58 1,563-1,594 N S
Fluorita 4 3,00-3,25 1,434 N N
Hemimorfita 5 3,30-3,50 1,614-1,636 N S
Smithsonita 5 4,00-4,65 1,621-1,849 N S
Esfalerita 3,5-4,0 3,90-4,10 2,368-2,371 N N
Cerissita 3,5 6,46-6,57 1,804-2,079 N S
Crisocola 2,0-4,0 2,00-2,40 1,460-1,570 N S
Serpentina 2,5-5,5 2,44-2,62 1,560-1,571 N S
Ulexita 2,0-2,5 1,65-1,95 1,491-1,520 N S
.
LIÇÃO 7

LUSTER E OUTROS EFEITOS DE REFLEXÃO


Pelo termo brilho, nos referimos à maneira e ao grau em que a luz é refletida da superfície de um material.
Superfícies do mesmo material, mas de vários graus de suavidade, naturalmente, variam na vivacidade de seu
brilho, mas o tipo de variação que pode ser usado para ajudar a distinguir as gemas depende mais do caráter
do material do que sobre o grau de lisura de sua superfície. Assim como a seda tem um brilho tão típico que
falamos dela como brilho sedoso, e assim como a pérola tem um brilho perolado, certas gemas têm um brilho
peculiar e característico. O diamante é um bom exemplo.
A maioria dos negociantes de diamantes distingue entre diamantes reais e imitações à primeira vista pelo
caráter do brilho. Essa é a principal, e talvez a única propriedade, na qual eles confiam para decidir a
autenticidade de um diamante, e eles são bastante seguros ao fazê-lo, pois, com exceção de certos zircões
descoloridos artificialmente, nenhuma gema provavelmente enganará alguém que esteja familiarizado com o
brilho do diamante.
Não se deve negar que um fino zircão branco, quando finamente cortado, pode enganar até mesmo quem
está familiarizado com diamantes. Muitos especialistas em diamantes já foram enganados com um zircão
especialmente fino, pois o brilho do zircão se aproxima, embora dificilmente se iguale, ao do diamante.
Os zircões em bruto são frequentemente confundidos com diamantes por garimpeiros de diamantes e até
mesmo por catadores nas minas, de modo que alguns pode enganar até mesmo quem está familiarizado com
diamantes.
Dá para confundir um diamantes com um zircão especialmente fino, pois o brilho do zircão se aproxima,
embora dificilmente se iguale, ao do diamante. Os zircões em bruto são frequentemente confundidos com
diamantes por garimpeiros de diamantes e até mesmo por catadores nas minas, de modo que alguns pode
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enganar até mesmo quem está familiarizado com diamantes. Muitos especialistas em diamantes são enganados
com um zircão especialmente fino, pois o brilho do zircão se aproxima, embora dificilmente se iguale, ao do
diamante.
Os zircões em bruto são frequentemente confundidos com diamantes por garimpeiros de diamantes e até
mesmo por catadores nas minas, de modo que alguns
deve-se ter cuidado em qualquer caso suspeito, e não se deve confiar apenas no brilho. No entanto, na
maioria dos casos no comércio, quase não há chance da presença inesperada de um zircão e o teste de brilho
geralmente é suficiente para distinguir o diamante (Zircões são fortes e duplamente refrativos, como foi dito
na lição 3, na refração dupla e com uma lente a duplicação das linhas posteriores pode ser vista).

O Brilho Luster

Diz respeito a quantidade de luz refletida na superfície de um determinado mineral.


O brilho de um diamante é chamado de adamantino (o adjetivo usa o nome grego para a própria pedra).
É agudo, frio e cintilante, tendo uma sugestão metálica.
Uma porcentagem muito grande. da luz que incide sobre a superfície de um diamante em qualquer ângulo
baixo é refletida, daí a agudeza de seu brilho. Se um diamante e alguma outra pedra branca, digamos uma safira
branca, são segurados de modo a refletir ao mesmo tempo as imagens de uma luz incandescente no olho do
observador, tal comparação direta servirá para mostrar que muito mais luz chega. o olho da superfície do
diamante do que da superfície da safira.
A fi do filamento de luz, vista do diamante, é muito mais nítida do que vista da safira. A mesma
disparidade existiria entre o diamante e quase qualquer outra pedra.
O Z|ircônio chega mais perto de ter o brilho adamantino de qualquer uma das outras gemas.
A granada verde que é chamada de "olivina" no comércio também se aproxima do brilho do diamante,
daí o nome "demantoide", ou semelhante a diamante, às vezes aplicado a ele.
O modo geral é classificada como brilho metálico, brilho resinoso, brilho vítreo, brilho adamantino,
brilho perolado, brilho terroso, brilho untuoso e brilho sedoso.

As outras pedras quase todas têm o que é chamado de brilho vítreo (literalmente, semelhante ao vidro),
mas devido à diferença de dureza e conseqüentes diferenças mínimas na finura do acabamento da superfície, a
agudeza desse brilho vítreo varia ligeiramente em diferentes pedras, e O olho pode obter pistas para a
identidade de certas pedras por meio de uma consideração do brilho. As granadas, por exemplo, sendo mais
duras do que o vidro, precisam de um polidor mais afiado e uma olhada em um gibão (cujo topo rígido é
geralmente granada e a base de vidro) mostrará que a luz é melhor refletida da parte granada do inclinação
superior do que da parte de vidro. Esse uso de brilho oferece o meio mais rápido e seguro de detectar um gibão.
Pode-se até ver um gibão dentro de uma vitrine, embora o observador esteja do lado de fora na calçada,
movendo-se para uma posição tal que um reflexo da inclinação superior da pedra seja obtido. Quando um gibão
tem um topo granada completo, nenhuma comparação direta pode ser feita, mas ao observar primeiro o brilho
superior e depois o brilho posterior, em rápida sucessão, pode-se dizer se a pedra é ou não um gibão.

Brilho Oleoso:

Certas pedras, notadamente o peridoto (ou crisólita) e a hessonita (ou pedra canela), têm um brilho
oleoso. Isso é possivelmente devido à reflexão da luz que penetrou ligeiramente na superfície e, em seguida,
foi refletida das camadas perturbadas abaixo da superfície. De qualquer forma, a diferença de brilho pode ser
aproveitada por aqueles que treinaram seus olhos para apreciá-la. Muita prática será necessária antes que se
possa esperar saber à primeira vista quando ele tem um peridoto (ou crisólita) apenas pelo brilho, mas valerá a
pena gastar algum tempo livre estudando o brilho das várias pedras.
Um topázio verdadeiro, ou "precioso", por exemplo, pode ser comparado com um topázio de quartzo

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amarelo, e devido à maior dureza do topázio verdadeiro, deve-se notar que ele tem um brilho ligeiramente mais
aguçado do que o outro pedra, embora ambas tenham brilho vítreo. Da mesma forma, as gemas de corindo
(rubi e safira), sendo ainda mais duras que o topázio verdadeiro, têm um esplêndido acabamento superficial e
têm um brilho vítreo muito agudo.
O turquesa tem um brilho ceroso opaco, devido à sua leve dureza. A malaquita, embora macia, tem,
talvez por causa de sua opacidade, um brilho agudo e às vezes quase metálico.
Pode-se notar o brilho rapidamente, sem aparato e sem danos à pedra. Temos, portanto, um teste que,
embora não seja conclusivo exceto em poucos casos, complementará e servirá para confirmar outros testes, ou
talvez, se usado a princípio, sugerirá que outros testes aplicar.
Outro efeito óptico que serve para distinguir algumas pedras depende da reflexão da luz de dentro do
material devido a uma certa falta de homogeneidade da substância.
Veja alguns exemplos dos diferentes tipos de brilho nas imagens a seguir::

Figura 16 : Tipos de brilho em minerais. Da esquerda para direita e de cima para baixo: brilho metálico em hematita, brilho resinoso em
âmbar, brilho vítreo no quartzo, brilho adamantino em diamante, brilho perláceo em pérola, brilho terroso em bauxita, brilho resino em
variscita e brilho sedoso em gipso. Fonte: Vision Learning (2005); Getty Imagens (2020).

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Causa da cor na opala

Assim, a opala se distingue pelas cores prismáticas que emergem dela devido ao efeito de finas camadas
de material de densidade ligeiramente diferente e, portanto, de índice de refração diferente do resto do material.
Esses filmes finos agem da mesma forma que os filmes de bolhas de sabão, interferindo com a luz de certos
comprimentos de onda, mas refletindo outros comprimentos de onda e, portanto, certas cores.
Novamente, em algumas safiras e rubis são encontrados cavidades diminutas, provavelmente ocas, em
forma de tubo, dispostas em três conjuntos nas mesmas posições que os eixos transversais do cristal hexagonal.
As superfícies desses tubos refletem a luz de modo a produzir um efeito estrela de seis pontas, especialmente
quando a pedra é devidamente cortada em forma de cabochão alta e redonda, cuja base é paralela às sucessivas
camadas de tubos.

Pedra Estrela, Pedra da Lua e Olho de Gato

Na pedra da lua temos outro tipo de efeito, desta vez devido à presença de hospedeiros de pequenas
camadas de cristal gêmeo que refletem a luz de modo a produzir uma espécie de luar na água dentro da pedra,
quando esta última está devidamente cortado, com as camadas de cristais gêmeos paralelas à sua base.
As pedras da lua cortadas no são freqüentemente cortadas para economizar peso e podem ter que ser
recortadas para posicionar adequadamente as camadas, de modo que o efeito possa ser visto igualmente em
todas as partes da pedra, conforme definido.
O olho-de-gato e o olho-de-tigre também chamado de chatoyance devem sua aparência peculiar à
presença, dentro deles, de muitas fibras finas, paralelas e sedosas. O olho-de-gato de quartzo provavelmente já
foi um mineral semelhante ao amianto, cujas fibras macias foram substituídas pelo quartzo em solução, e este,
ao conferir sua dureza ao novo mineral, também assumiu o arranjo fibroso do material original.
O verdadeiro olho de gato crisoberil também tem uma estrutura fibrosa ou talvez tubular semelhante.
Essas pedras, quando cortadas em cabochão, mostram uma linha fina e nítida de luz atravessando o centro da
pedra (quando cortadas corretamente com a base paralela às fibras). Isso se deve à reflexão da luz nas
superfícies das fibras paralelas.
É um efeito bastante comum em cristais de quartzo e dependendo da forma ou coloração, elas recebem
o nome de olho de gato, olho de tigre e olho de falcão.

Figura 17 : Efeito de chatoyance observado em cristais de quartzo com inclusões de minerais fibrosos. Da
esquerda para direita: olho de gato, olho de tigre e olho de falcão. Fonte: Gem Rock Auctions (2021).

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A linha de luz corre perpendicularmente às fibras formando a chamada iridescência, efeito cujas cores e
matizes lembram um arco-íris.
As variedades desse efeito são: labradorescência (iridescência emitindo luzes com matizes metálicas, de
cores variadas e frequentemente azuladas ou esverdeadas); opalescência (aparência perolada, de aspecto leitoso
a azulado); e o jogo de cores (efeito que lembra pequenos flashes coloridos e que mudam de cor com o ângulo
em que se observa).
Nesses casos (opalas, pedras da estrela, pedras da lua e olhos de gato), a pedra individual é geralmente
facilmente distinguida de outros tipos de pedras por seu comportamento peculiar em relação à luz.
No entanto, deve-se lembrar que outras espécies além do corindo fornecem pedras-da-estrela (ametista e
outras variedades de quartzo, por exemplo), de modo que não se segue que qualquer pedra-da-estrela seja uma
gema de corindo. Além disso, o olho-de-gato crisoberilo, mais valioso, pode ser confundido com o olho-de-
gato de quartzo, mais barato, a menos que se conheça bem as respectivas aparências das duas variedades.
Sempre que houver alguma dúvida, outros testes devem ser aplicados

Figura 18: Iridescência observada em cristais de feldspato e de opala. Da esquerda para direita: labradorescência,
opalescência e jogo de cores. Fonte: Getty Imagens (2021)

DUREZA

Outra propriedade por meio da qual se pode distinguir as várias gemas umas das outras é a dureza. Por
dureza entende-se a capacidade de resistir a arranhões. O termo "dureza" não deve ser interpretado como
incluindo dureza, embora seja freqüentemente assim compreendido pelo público. A maioria das pedras duras
são mais ou menos quebradiças e se quebrariam se atingidas por um golpe forte. Outras pedras duras têm uma
clivagem pronunciada e se dividem facilmente em certas direções. A verdadeira dureza, então, implica apenas
na capacidade de resistir à abrasão (isto é, arranhar).
Agora, não apenas a dureza é muito necessária em uma pedra preciosa para que ela receba e mantenha
um polimento fino, mas o grau em que possui dureza em comparação com outros materiais de dureza conhecida
pode ser usado para identificar isto.

Escala Mohs e alguns inerais usados em testes de dureza

Nenhuma escala de dureza absoluta jamais entrou em uso geral, mas o mineralogista Mohs, muitos anos
atrás, propôs a seguinte escala relativa, que tem sido amplamente usada:

Escala de Dureza de Mohs. O diamante, a mais dura de todas as gemas, foi classificado como 10 por
Mohs. Essa classificação foi puramente arbitrária. Mohs pode ter chamado de 100 ou 1 pela mesma razão. Foi
meramente para representar os diferentes graus de dureza por números, que ele escolheu o número 10 para
atribuir aos diamantes. Safira (e rubi) que Mohs chamou de 9, por ser próximo ao diamante em dureza. Topázio
52
verdadeiro (topázio precioso) que ele chamou de 8.
O quartzo (ametista e quartzo "topázio") recebeu o número 7.
O feldspato (pedra da lua) foi classificado como 6, o mineral apatita 5, fluorita 4, calcita 3, gesso 2 e
talco 1 .
Pode-se dizer aqui que qualquer mineral desta série, ou seja, em número maior do que qualquer outro,
arranhará o outro.
Assim, o diamante (10) arranhará todos os outros, a safira (9) arranhará qualquer um, exceto o diamante,
o topázio (8) arranhará qualquer um, exceto o diamante e a safira, e assim por diante.
Não se deve pensar que haja regularidade nos graus de dureza expressos por esses números.
Os intervalos de dureza não são de forma alguma iguais às diferenças em número. Assim, o intervalo
entre o diamante e a safira, embora tenha apenas um número de diferença, é provavelmente maior do que entre
a safira (9) e o talco (1).
Os números, portanto, apenas nos dão uma ordem de dureza.
Muitos minerais de gema estão, é claro, faltando nesta lista, e a maioria dos minerais de 5 a 1 não são
minerais de gema de forma alguma. Poucos materiais de gema têm menos dureza que 7, pois qualquer mineral
menos duro que o quartzo (7) inevitavelmente se desgastará e perderá o brilho com o tempo pela poeira comum
da estrada, que contém muito quartzo em pó.
Ao testar a dureza de uma gema, o problema consiste em descobrir qual dos minerais acima é mais
semelhante em dureza à pedra desconhecida.
Qualquer gema que fosse aproximadamente igual em dureza a um topázio verdadeiro (8) também seria
considerada de dureza 8. Assim, o espinélio tem aproximadamente a mesma dureza do topázio e, portanto, é
normalmente avaliado como 8 em dureza. Da mesma forma, opala, pedra-da-lua e turquesa têm
aproximadamente a mesma dureza do feldspato e são avaliados como 6.
Freqüentemente, serão encontradas pedras com dureza entre dois dos minerais de Mohs.
Nesse caso, adicionamos metade ao número do mineral mais macio; assim, peridoto, benitoita e jade
(nefrita) são todos mais macios que o quartzo (7), mas mais duros que o feldspato (6); portanto, dizemos que
eles têm 61⁄2 de dureza. Berilo (água-marinha e esmeralda), granada (almandina) e zircão são avaliados em
71⁄2 em dureza, sendo mais macios que o topázio verdadeiro, mas mais duros que o quartzo. Uma tabela da
dureza da maioria das gemas comumente conhecidas segue esta lição.
Tendo agora uma idéia do que significa dureza e como ela se expressa, devemos, a seguir, indagar como
podemos fazer uso dela para identificar gemas desconhecidas.

Como aplicar o teste de dureza?

No Em primeiro lugar, é necessário alertar o iniciante para não danificar uma joia fina, tentando testar
sua dureza da maneira mais cuidadosa. O consagrado teste de lima é realmente um teste de dureza e serve
muito bem para distinguir gemas genuínas, de dureza 7 ou superior, de imitações de vidro.
Uma lima de aço bem endurecido não é exatamente de dureza 7, e vidro de vários tipos, embora varie
um pouco em média entre 5 e 6.
Portanto, as imitações de vidro são facilmente atacadas por uma lima.
Para fazer o teste da lima, use apenas uma lima muito fina e aplique-a com uma pressão leve, mas firme
no sentido do comprimento ao longo da cintura (borda) da pedra não assentada. Se houver dano, ele será quase
imperceptível. Aprenda a conhecer a sensação do arquivo ao segurar uma substância mais macia do que ele
mesmo.
Aprenda também o som. Se aplicado a uma pedra dura, uma lima escorregará nela, como um patins
desliza no gelo. Não se apoderará de uma substância mais macia.
Se a pedra estiver fixada, pressione um canto afiado de uma lima de ponta quebrada suavemente contra
uma faceta posterior, de preferência no alto em direção ao cinto, onde qualquer dano não será visível de frente,
e mova a lima levemente ao longo da superfície, observando pela sensação se ele agarra ou não e também

53
olhando com uma lente para ver se um arranhão foi feito. Não confunda uma linha de aço, deixada em uma
superfície ligeiramente áspera, com um risco verdadeiro. Freqüentemente, em uma cinta não polida de gema
real, a lima deixa uma marca de aço. Da mesma forma, ao usar minerais de teste de acordo com o que se segue,
não confunda uma faixa de pó do material de teste de rendimento com um risco verdadeiro no material sendo
testado.
A maneira segura é limpar a mancha removendo assim qualquer pó. Um verdadeiro arranhão, é claro,
persistirá.
Um gibão, sendo geralmente construído com uma parte superior de granada e uma parte de trás de vidro,
pode resistir a uma lima na cintura se a parte superior de granada cobrir a pedra até a cintura, como às vezes é
o caso, especialmente nos tamanhos menores. Neste caso, as costas devem ser testadas.
Nunca se deve passar uma lima rudemente pelos cantos ou bordas das facetas de qualquer pedra que
possa ser genuína, pois tal tratamento realmente equivale a uma série de leves golpes de martelo, e a fragilidade
da maioria das gemas faria com que elas cedessem, independentemente de sua dureza. Deve ser lembrado que
algumas pedras genuínas são mais macias do que uma lima, de forma que não será conveniente rejeitar como
inútil qualquer material que seja atacado por uma lima. Lápis-lazúli (5), esfeno (5), opala (6), pedra da lua (6),
amazonita (6), turquesa (6), peridoto (61 × 2), granada demantoide (61 × 2) (a "olivina" do comércio) e jade
(nefrita) (61 × 2), são todos mais ou menos atacados por um arquivo.
Hoje em dia temos muitos equipamentos disponíves no mercado que podem detectar o grau de dureza de
uma gema.
Observe o modelo na figura 19 a seguir:

Figura 19: Equipamento de teste de dureza para gemas

Os preços variam, porém são acessíveis e disponíveis nos principais sites de vendas como Americanas,
Mercado Livre, Wish, Ebay entre outros.

54
LIÇÃO 8

DISPERSÃO

Outra propriedade que pode ser usada para decidir a identidade de certas gemas é chamada de dispersão.
Nós vimos em Lição 2. que a luz ao entrar em uma pedra vinda do ar muda seu caminho (refração), e em Lição
2. foi explicado que muitos minerais fazem com que a luz que entra neles se divida e prossiga por dois caminhos
diferentes (refração dupla). Agora, é mais verdade que a luz das várias cores (vermelho, laranja, amarelo, verde,
azul e violeta) é refratada de várias maneiras - o violeta sendo dobrado de forma mais acentuada, o vermelho
menos e as outras cores em graus intermediários. O corte (figura 20) representa de forma aproximada e
exagerada o efeito que estamos discutindo.

FIGURA 20: Dispersão das cores

Agora, em uma pedra cortada, essa separação de luz de cores diferentes, ou dispersão de luz, como é
chamada, resulta no reflexo de cada uma das cores separadamente das facetas inclinadas de trás da pedra. Se
quase qualquer pedra facetada transparente e incolor for colocada à luz do sol e uma carta colocada diante dela
para receber os reflexos, será visto que reflexos semelhantes ao arco-íris aparecem na figura.
Esses espectros, como são chamados, são causados pela dispersão da luz. Com um diamante, o espectro
será muito brilhante e de cores vivas, e o vermelho será amplamente separado do azul.
Com safira branca ou topázio branco, ou com cristal de rocha (quartzo), os espectros serão menos vívidos
- eles aparecerão aos pares (devido à refração dupla desses minerais), e o vermelho e o azul estarão próximos
um do outro (ou seja, os espectros serão curtos). Essa falta nos últimos casos se deve ao pequeno poder
dispersivo dos três minerais mencionados. A pasta (vidro de chumbo) fornece espectros bastante vívidos, e
eles são únicos como os do diamante, já que o vidro é refratário isoladamente.
A dispersão do vidro de chumbo pesado se aproxima da do diamante. O zircão descolorado (jargoon)
tem uma dispersão bem acima do diamante e dá espectros bastante vívidos em um cartão, mas eles são duplos,
pois o zircão é duplamente refratado. Sphene (uma gema raramente vista no comércio) e a granada demantoide
(uma gema verde frequentemente chamada de "olivina" no comércio) ambos têm um poder dispersivo muito
alto, excedendo o diamante neste aspecto. Como ambas são pedras coloridas (o esfênio geralmente é
amarelado, às vezes esverdeado ou marrom), a vivacidade de seu jogo de cores é muito diminuída pela absorção
de luz dentro delas.
Da mesma forma, o jogo de cores de um diamante extravagante profundamente colorido é diminuído
pela absorção.

55
A dispersão como teste da identidade de uma gema

Podemos agora considerar como o conhecimento dos poderes dispersivos das várias pedras pode ser
usado para distingui-las. Se uma pedra tiver alto poder de dispersão, ela exibirá "fogo", como é chamada - ou
seja, as várias cores serão tão amplamente separadas dentro da pedra e, portanto, refletidas tão amplamente
separadas, que cairão no olho (como no cartão acima) em camadas separadas, e flashes vívidos de vermelho
ou amarelo ou outras cores serão vistos. Pedras como a safira branca (e outras de pequena dispersão),
entretanto, embora separem as várias cores de maneira apreciável conforme refletidas em um cartão, não as
separam o suficiente para produzir o efeito de "fogo" quando a luz incide sobre os olhos. Isso ocorre porque as
várias cores, estando muito próximas, neste caso, cruzam os olhos tão rapidamente, quando a pedra é movida,
que eles combinam seu efeito e os olhos consideram a luz que assim incide sobre eles como branca.
Em outras palavras, refere-se ao ‘brilho interno’ de uma gema, causado pela dispersão, refração e reflexão
parcial da luz quando atravessa a gema. É uma característica observada melhor em gemas transparentes
lapidadas em facetas.
Quanto maior o número de facetas forem feitas em uma gema, maior será o fogo dela.
Temos aqui um meio pronto de distinguir o diamante da maioria das outras gemas incolores.
O especialista treinado em diamantes confia (provavelmente inconscientemente) no efeito dispersivo (ou
"fogo") quase tanto quanto no brilho adamantino, para dizer à primeira vista se uma pedra é ou não um
diamante. De todas as pedras incolores, a única que pode enganar o especialista a esse respeito é o zircão
branqueado (Zircônia), que tem brilho quase adamantino e, além disso, quase tão alto poder de dispersão quanto
o diamante. No entanto, o zircão está refratando duplamente (fortemente), e a divisão dos espectros que resulta
(cada faceta produzindo dois em vez de apenas um) enfraquece o "fogo" de forma que mesmo o melhor zircão
fica um pouco "sonolento"
Além de fornecer um meio fácil de identificar o diamante, um alto grau de dispersão em uma pedra de
cor pronunciada levaria a considerar esfênio, granada demantoide (se verde) e zircão (que pode ser
avermelhado, amarelado, marrom, ou de outras cores), e se a pedra não concordava com estas em suas outras
propriedades, suspeitar-se-ia do vidro.
Uma boa maneira de observar o grau de dispersão, além do método da carta da luz solar, é olhar a pedra
por trás enquanto a segura contra a luz (luz do dia). Pedras de alto poder de dispersão exibirão jogo de cores
vivas nesta posição. As imitações de vidro de rubis, esmeraldas, ametistas, etc., irão exibir dispersão demais
para as gemas naturais.
A maioria dos livros de gemas diz pouco sobre isso, mas como vimos acima, o conhecimento do assunto
pode, quando complementado por outros testes, ser aplicado de forma prática na distinção de gemas.

LIÇÃO 9

COR

Ao reservar para o fim a propriedade da cor, que muitos negociantes de gemas usam primeiro ao tentar
identificar uma pedra preciosa, procurei apontar o fato de que uma determinação baseada somente na cor
provavelmente está errada. Tantas espécies minerais são encontradas em tantas cores diferentes que tentar
identificar qualquer espécie mineral apenas pela cor costuma ser um convite ao desastre. A esmeralda, sozinha
entre as gemas, tem, quando de cor fina, uma tonalidade que nenhuma outra espécie se aproxima. A cor da
grama na primavera o descreve apropriadamente. No entanto, mesmo aqui, a arte do homem falsificou tão
intimamente no vidro o verde da esmeralda que não se pode ter certeza de sua pedra apenas pela cor. Como foi
sugerido anteriormente nestas lições.

56
Confusão de gemas devido à semelhança de cores: A mesma tendência de confiar na cor faz com que
muitos no comércio chamem todas as pedras amarelas de "topázio", sejam as espécies corindo (topázio
oriental), topázio verdadeiro (topázio precioso), quartzo citrino (topázio de quartzo), heliodor (berilo amarelo),
jacinto (zircão amarelo), ou o que não.
Da mesma forma, o público chama todas as pedras vermelhas de rubi. Assim, temos "rubi do cabo" e
"rubi do Arizona" (granada piropo), "rubi espinélio" (mais propriamente espinélio de rubi), "rubi Siam"
(corindo vermelho muito escuro), "rubi do Sri Lanka" (corindo rosa claro), rubelita (turmalina rosa) e, por
último, rubi Burmah (o fino corindo vermelho-sangue).
Embora seja verdade que a cor, a menos que habilmente estimada e sabiamente usada em conjunto com
outras propriedades, seja um guia pouco confiável, ainda assim, quando usada, torna-se uma grande ajuda e
serve às vezes para reduzir a busca, no início , para muito poucas espécies. Fazê-lo assim requer um
conhecimento real dos vários materiais das gemas, em suas cores e tonalidades usuais, e um olho treinado para
notar e lembrar as diferenças mínimas de tonalidade e tonalidade.
As sugestões que se seguem quanto às cores usuais das espécies minerais devem então ser usadas apenas
com discrição e depois de muito estudo fiel de muitos espécimes de cada uma das espécies.
Comecemos com a cor inicial do espectro visível, vermelho, e consideremos como um estudo cuidadoso
dos tons de vermelho pode ajudar a distinguir as várias pedras vermelhas umas das outras. Em primeiro lugar,
investigaremos quais espécies de minerais provavelmente nos fornecerão pedras vermelhas. omitindo uma
série de minerais raros, temos o (1) rubi corindo, (2) granada de vários tipos, (3) zircão, (4) espinélio e a (5)
turmalina.
Esses cinco minerais são as únicas espécies comuns que nos fornecem uma pedra vermelha completa.
Vamos agora considerar as distinções entre os vermelhos dessas diferentes espécies.
O vermelho do rubi, seja escuro (tipo Siam), vermelho sangue (tipo Burmah) ou pálido (Sri Lanka), é
geralmente mais agradável do que o vermelho de qualquer uma das outras espécies. Visto de atrás da pedra
(por luz transmitida) ainda é agradável. Pode ser púrpura, mas raramente é vermelho alaranjado.
Além disso, devido ao dicroísmo do rubi, o vermelho é variável de acordo com a mudança de posição da
pedra. Portanto, tem uma certa vida e variedade não vista em nenhum dos outros, exceto talvez na turmalina
vermelha, que, no entanto, não se aproxima do rubi na finura da cor vermelha.

Pedras vermelhas de tons semelhantes:

A granada, por outro lado, quando de tonalidade vermelho-fogo, é mais escura do que qualquer outra,
exceto o rubi de Sião.
Também é mais inclinado para o vermelho alaranjado ou vermelho acastanhado - e o último é
especialmente verdadeiro quando a pedra é vista contra a luz (por luz transmitida).
Sua cor então se assemelha à de uma solução de "ferro", administrada como remédio. As chamadas
granadas "almandinas" (de tonalidade vermelho-púrpura) não são iguais ao rubi verdadeiro em brilho de cor e,
quando expostas à luz, apresentam cores mais prismáticas do que o rubi verdadeiro, devido à maior dispersão
da granada.
A cor também carece de variedade (devido à falta de dicroísmo).
Embora uma granada fina possa fazer um "rubi" de aparência bela quando isolada, parece inferior e
escura quando ao lado de um rubi fino. Com a luz artificial, também, a granada é escura em comparação com
o verdadeiro rubi,
O zircão vermelho, ou jacinto verdadeiro, é raro. (Muitas granadas de hessonita são vendidas como
jacintos no comércio. Geralmente são de um vermelho acastanhado.)
O vermelho do jacinto nunca é igual ao do rubi. Geralmente é mais sombrio e um pouco inclinado a um
tom acastanhado. A dispersão do zircão também é tão grande (cerca de 87 por cento da do diamante) que é
provável que apareça algum "jogo de cores" junto com a cor intrínseca.
O brilho também é quase adamantino, enquanto o do rubi é mais macio e vítreo.

57
Embora fortemente refratando duplamente, o jacinto mostra quase nenhum dicroísmo e, portanto, carece
de variedade de cores. Conseqüentemente, um olho treinado notará imediatamente essas diferenças e não
confundirá a pedra com o rubi.
Os espinelos, quando vermelhos, são quase sempre mais amarelados ou mais arroxeados do que os rubis
corindo finos. Eles também refratam isoladamente e, portanto, não exibem dicroísmo e, portanto, carecem de
variedade de cores quando comparados ao rubi verdadeiro.
Alguns especialmente bons, no entanto, são de um vermelho bom o suficiente para enganar até mesmo
joalheiros de experiência, e um em particular que eu tenho em mente tem estado nas rondas das lojas e nunca
foi declarado espinélio, embora vários "especialistas" tenham insistiu que era um rubi científico.
O uso de um dicroscópio os teria poupado desse erro, pois a pedra refrata isoladamente. As espinelas são
geralmente mais claras e transparentes do que as granadas e mostram sua cor melhor à distância ou em
condições de pouca luz.
A turmalina da variedade avermelhada (rubelita) raramente é de um vermelho profundo. É mais propenso
a ser rosado. O dicroísmo da turmalina é mais forte do que o do rubi e mais óbvio a olho nu. O vermelho da
rubelita não deve enganar quem já viu um rubi corindo fino.

PEDRAS AMARELAS

Considerando a seguir as pedras de cor amarela, temos as seguintes espécies para lidar com: (1) diamante,
(2) corindo, (3) topázio precioso, (4) quartzo, (5) berilo, (6) zircão, (7) ) turmalina.
O zircão amarelo assemelha-se ao diamante amarelo. Aqui temos menos oportunidade de julgar as
espécies pela cor do que foi o caso com as pedras vermelhas. O diamante, é claro, é fácil de dizer, não pelo
tipo de amarelo que exibe, pois varia muito a esse respeito, mas sim pelo seu jogo prismático mesclado com a
cor intrínseca. Seu brilho também dá uma pista imediata de sua identidade. É necessário, no entanto, ter certeza
de que não estamos sendo enganados por um zircão amarelo, pois este tem um "fogo" considerável e um brilho
agudo. Sua forte refração dupla e sua relativa suavidade, assim como sua grande densidade, servirão para
distingui-lo. Das outras pedras amarelas, o topázio verdadeiro ou precioso é frequentemente inclinado para um
amarelo rosado ou vinho e muitas dessas pedras perdem todo o seu amarelo (retendo o rosa) quando
suavemente aquecidas. Os chamados topázios "rosqueados" são assim produzidos.
O corindo amarelo raramente tem uma cor distinta. No que diz respeito à cor, o material pode ser quartzo
amarelo, berilo amarelo, zircão amarelo ou turmalina amarela. Muitas das turmalinas amareladas têm um tom
decididamente esverdeado (o crisoberil amarelo-esverdeado também pode se assemelhar a estes). No entanto,
em geral, se alguém tiver uma pedra amarela para determinar, será mais seguro fazer testes de gravidade
específica ou dureza, ou ambos, antes de decidir, do que confiar na cor.

LIÇÃO 10

COR DAS PEDRAS

PEDRAS VERDES

Vamos primeiro considerar quais espécies de minerais têm maior probabilidade de nos fornecer pedras
verdes. Omitindo as pedras semipreciosas opacas ou translúcidas, temos:

Berilo verde-relva (a esmeralda) que é, naturalmente, o primeiro em valor entre as pedras verdes e o
primeiro na qualidade de sua cor.
58
Turmalina (alguns espécimes talvez se aproximem mais da esmeralda do que qualquer outra pedra verde).
A granada demantoide (às vezes chamada de "olivina" no comércio).
Olivina verdadeira (o peridoto e a crisólita do comércio).
Berilo verde-azulado (água-marinha).
Safira verde (esmeralda oriental ou água-marinha oriental).
Crisoberil (alexandrita e também o crisoberil amarelo-esverdeado).

Considerando primeiro a esmeralda, temos o uso legítimo da cor para distinguir uma pedra como poderia
ser selecionado, pois a esmeralda de cor verde relva fina não é igualada por nenhuma outra preciosa pedra no
rico caráter aveludado de sua cor. Devemos tomar cuidado aqui, porém, com as finas imitações de vidro, que,
embora carecendo da variedade da verdadeira esmeralda, devido à falta de dicroísmo, são de uma cor tão
parecida com a da esmeralda que ninguém deve tentar decidir por cor apenas para determinar se uma pedra é
esmeralda genuína ou imitação. Se um teste de dureza mostra que o material é uma pedra dura genuína e não
uma pasta, então alguém que está bem acostumado com a cor da esmeralda fina pode dizer imediatamente se
uma pedra é uma esmeralda fina ou alguma outra pedra verde dura. Onde a cor é menos fina, entretanto,
alguém pode recusar-se a decidir pela cor, mesmo quando certo de que o material não é vidro, pois algumas
turmalinas finas se aproximam de algumas das esmeraldas mais pobres em riqueza de cores.

A fraude " Emeralda Científica"

Nenhuma esmeralda "científica" de tamanho comercial foi produzida, tanto quanto pode ser aprendida.
Muitas tentativas de reproduzir a esmeralda derretendo o berilo ou esmeralda de cor inferior resultaram apenas
na produção de um vidro de berilo, que, embora sua cor pudesse ser do tom desejável, era mais macio e mais
leve do que a esmeralda verdadeira. Era também um vidro verdadeiro e, portanto, refratando individualmente
e sem dicroísmo, enquanto a esmeralda é cristalina (não vítrea ou amorfa), é duplamente refratária e mostra
dicroísmo.
Não se deixe enganar, então, a comprar ou vender uma imitação de esmeralda sob os termos "sintética",
"científica" ou "reconstruída", visto que tais termos, quando usados, são usados para enganar alguém a pensar
que o produto oferecido guarda a mesma relação com a esmeralda verdadeira que os rubis e safiras científicos
têm com as pedras naturais. Esse não é o caso.
A imitação mais perigosa da esmeralda já vista no comércio é o trigêmeo que tem uma parte superior e
uma parte traseira feitas de berilo verdadeiro, mas claro (o mesmo mineral da esmeralda, mas não da cor certa)
e uma fina fatia de vidro verde esmeralda profundo colocado no meio. Esta fatia de vidro é geralmente colocada
atrás da cinta para que uma lima não encontre nenhum ponto de ataque. A gravidade específica do trigêmeo é
praticamente a da esmeralda, sua cor geralmente é muito boa e é duplamente refratária. Portanto, é uma
imitação perigosa. (Veja na figura 21)

Emeralda Tripla

Um exame cuidadoso de um desses trigêmeos, na condição indefinida, com uma boa lente, revelará a
fina linha de junção do berilo com o vidro. (Os brilhos da superfície dos dois materiais são suficientemente
diferentes para que o olho treinado detecte a margem de uma vez.) Tal trinca, se mantido ao sol, refletirá em
um cartão duas imagens em luz pálida ou branca, uma vindo da superfície superior da mesa e a outra da
superfície superior da fatia de vidro interna. Em outras palavras, ele atua a esse respeito como um gibão. Uma
verdadeira esmeralda daria apenas um desses reflexos, que viria da superfície superior da mesa.

59
FIGURA 21. — ESMERALDA TRIPLA.
As turmalinas, quando verdes, são geralmente mais escuras do que as esmeraldas e de um verde amarelo
mais pronunciado, ou podem ser de um verde muito azulado, como é o caso de algumas das melhores
turmalinas verdes do Maine. A turmalina verde de Connecticut tende mais para o amarelado escuro verde e
turmalina do Sri Lanka ao verde oliva. O dicroísmo mais forte da turmalina freqüentemente se revela a olho
nu, e geralmente há uma direção ou posição em que a cor da pedra é muito inferior à sua cor na direção ou
posição oposta. A maioria das turmalinas (exceto os tons mais claros) deve ser cortada de forma que a mesa da
pedra acabada fique na lateral do cristal, pois, quando cortada com a mesa deitada sobre o cristal (perpendicular
ao eixo óptico principal), as pedras são muito escuro para ser bonito. Portanto, quando alguém gira a pedra
cortada de modo que ele esteja olhando na direção que estava originalmente para cima e para baixo no cristal
(a direção da refração única e sem dicroísmo), ele obtém um vislumbre de uma cor menos bonita do que a
fornecida pela pedra em outras posições. Com uma esmeralda verdadeira, não haveria tal disparidade de cor.
Pode haver uma ligeira mudança de tonalidade (como visto a olho nu), mas nenhum traço de uma tonalidade
feia apareceria.
Ao estudar muitas turmalinas e algumas esmeraldas pode-se adquirir um olho para as diferenças de cor
que caracterizam as duas pedras, mas ainda é preciso ter cuidado com a imitação do vidro fino e usar a lima e
também olhar com um grande poder vidro para quaisquer bolhas arredondadas. A esmeralda nunca terá o
último. A imitação de vidro freqüentemente os tem. As falhas e rachaduras pontiagudas que aparecem com
tanta frequência na esmeralda também podem aparecer na turmalina, pois ambos são materiais quebradiços.
As imitações de vidro freqüentemente têm essas falhas colocadas nelas, seja por beliscar ou bater no material.
Freqüentemente, também, pequenas bolhas de ar são deixadas nas imitações de vidro de tal maneira que, a
menos que as examinemos cuidadosamente com uma boa lente, elas se assemelham fortemente às falhas da
esmeralda natural.
Assim, entrei em detalhes sobre como se pode distinguir a verdadeira esmeralda da turmalina e das
imitações de vidro porque, devido ao alto valor da esmeralda fina e sua ocorrência rara, talvez haja mais
necessidade da capacidade de distinguir entre ele e suas imitações e substitutos do que em quase todos os outros
casos. Onde os valores são altos, a tentação de inventar e vender imitações ou substitutos é grande e a
necessidade de habilidade para distinguir entre o real e o falso é proporcionalmente grande.
A granada demantoide (muitas vezes, infelizmente e incorretamente chamada de "olivina" no comércio)
geralmente tem um tom de azeitona ou pistache. Pode, entretanto, aproximar-se de uma esmeralda pálida. A
refração sendo única neste, como em todas as granadas, há pouca variedade na cor. A dispersão sendo muito
elevada, porém, há uma forte tendência, apesar da profundidade da cor do corpo, para que esta pedra exiba
"fogo", ou seja, efeitos de cor do arco-íris. O brilho também é semelhante ao diamante, como o nome
"demantoide" significa. Com esse relato da pedra e algumas chances de ver a granada demantóide real ao lado
de uma esmeralda, é provável que ninguém confunda uma com a outra. A granada demantoide também é muito
macia em comparação com a esmeralda (61⁄2 contra quase 8).
A olivina verdadeira (o peridoto ou a crisólita do comércio) tem uma tonalidade verde-folha fina ou
verde-garrafa no peridoto. A crisólita do joalheiro é geralmente de um verde mais amarelo. Freqüentemente,
uma sombra verde-oliva é vista. O brilho da olivina (seja da tonalidade peridoto ou não) é oleoso, e isso pode
servir para distingui-la da turmalina (que pode ter uma cor semelhante). Sua refração dupla também é muito
grande, de modo que a duplicação das bordas das facetas posteriores pode ser facilmente vista através da mesa
com uma lente. O dicroísmo também é fraco, enquanto o da turmalina é forte. Ninguém confundiria a pedra
com a esmeralda verdadeira depois de estudar o que a precedeu.

60
O berilo verde-azulado (água-marinha) é geralmente de um verde transparente pálido ou verde azulado
(quase um azul pálido puro também é encontrado).
Tendo todas as propriedades de sua variedade mais valiosa, a esmeralda, o berilo pálido pode, pelo uso
dessas propriedades, ser distinguido do topázio azul esverdeado claro que se assemelha tão fortemente a sua
cor.
A safira verde raramente chega a se aproximar da esmeralda em sua cor. Quando sugere remotamente
esmeralda, é chamada de esmeralda "oriental" para denotar que é uma gema de corindo. A maioria das safiras
verdes é de um verde muito azul para se parecer com esmeralda. Alguns são realmente águas-marinhas
"orientais". Em alguns casos, o verde da safira verde deve-se à presença, dentro da pedra lapidada, de porções
azuis e amarelas, cuja luz, sendo mesclada por seu reflexo na pedra, emerge tão verde quanto vista a olho nu ,
que não pode analisar cores. As safiras escuras da Austrália são freqüentemente verdes quando cortadas em
uma direção e de um azul profundo quando cortadas na direção oposta. O verde, entretanto, raramente é
agradável.
O crisoberilo, normalmente visto, é de um verde amarelado. As gemas finas de crisoberilas conhecidas
como alexandritas, no entanto, têm uma agradável cor verde azulado ou verde oliva profundo à luz do dia e
mudam de forma surpreendente pela luz artificial sob a qual mostram tons de vermelho-framboesa. Essa
mudança, segundo GF Herbert-Smith, deve-se principalmente ao fato de que o equilíbrio do espectro de luz
transmitido pela pedra é tão delicado que quando uma luz rica em comprimentos de onda curta incide sobre
ela o efeito verde azulado é evidente, ao passo que quando a luz é rica em comprimentos de onda longos
(extremidade vermelha do espectro), toda a pedra parece vermelha. O forte dicroísmo das espécies também
ajuda nesse contraste. Os crisoberilos do tipo olho de gato (de estrutura interna fibrosa ou tubular) são
geralmente verde-oliva ou verde-amarronzado.

PEDRAS AZUIS
AS espécies que fornecem pedras azuis em número suficiente para merecer consideração são, além das
pedras opacas:

Corindo (safira).
Spinel.
Turmalina.
Topázio.
Diamante.
Zircão.

Destes minerais, a única espécie que fornece uma pedra azul aveludada fina e profunda é o corindo, e os
espécimes finos da variedade azul centáurea são muito procurados e alcançam preços elevados. A cor nas
safiras varia de um azul aquoso pálido até tons mais profundos (muitas vezes tingido de verde) até o rico azul-
centáurea aveludado que é tão procurado e até azuis escuros que parecem quase pretos à luz artificial. A maioria
das safiras são melhores pedras à luz do dia do que à noite. Algumas das safiras de Montana, no entanto, são
de um azul elétrico brilhante que é muito marcante e brilhante à luz artificial.

Como as safiras devem ser cortadas

A direção em que a pedra é cortada ajuda a determinar a qualidade da cor azul, já que o raio "comum"
(safira exibe dicroísmo) é amarelado e de cor feia, e se permitido ser visível na pedra cortada, sua presença,
mesclando-se com o azul, pode dar um tom esverdeado indesejável. Safiras geralmente devem ser cortadas de
61
forma que a mesa da pedra acabada fique perpendicular ao eixo óptico principal do cristal.
Outra forma de expressar esse fato é que a mesa deve cruzar o eixo longo do cristal hexagonal usual de
safira, em ângulos retos. Este esquema de corte coloca a direção da refração única para cima e para baixo na
pedra acabada, e deixa os feios raios comuns em posição ruim para emergirem, pois a luz que incide sobre as
bordas do cinto não pode entrar e cruzar a pedra em qualquer extensão.
Para saber com uma pedra acabada se o lapidário a cortou corretamente quanto às suas propriedades
ópticas, pode-se usar o dicroscópio, e se houver pouco ou nenhum dicroísmo em evidência ao olhar através da
mesa da pedra, ela está devidamente cortada.
Onde a safira mostra uma cor pobre e o dicroscópio mostra que a mesa foi colocada incorretamente,
existe alguma possibilidade de melhorar a cor recortando para a posição indicada acima. No entanto, deve-se
usar muito julgamento em tal caso, pois safiras, como outras gemas de corindo, freqüentemente têm sua cor
distribuída irregularmente, e o lapidário habilidoso colocará o culet da pedra em um pouco de boa cor, e assim
fazer toda a pedra parecer mais vantajosa. Não seria bom alterar tal arranjo, pois a cor ficaria mais pobre em
vez de melhor se recortando em tal caso.
Embora algumas das pedras azuis que estão prestes a ser descritas possam se parecer com safiras
inferiores, nenhuma delas se aproxima dos melhores graus de safira em pureza de coloração azul. A safira
científica, é claro, se aproxima e até se iguala à safira natural, de modo que se deve saber como distingui-las.
Essa distinção não é de cor, entretanto, e será considerada separadamente um pouco mais tarde.
Os espinélios azuis raramente são vistos no comércio. Eles nunca se igualam à safira fina em sua cor,
sendo mais rígidos. Eles, é claro, não têm dicroísmo e são mais macios do que a safira, além de mais leves.
As turmalinas azuis nunca são de um azul safira fino. O nome indicolita que os mineralogistas dão a
essas pedras azuis sugere a cor azul índigo que elas apresentam. O acentuado dicroísmo da turmalina também
ajudará a detectá-lo. Algumas turmalinas do Brasil são de um tom mais claro de azul e às vezes são chamadas
de "safiras brasileiras".
O topázio azul é geralmente de um azul celeste ou azul esverdeado e é provável que seja confundido com
o berilo de cor semelhante. A alta densidade do topázio (3,53) em comparação com o berilo (2,74) é o que
melhor o distingue.

Diamantes azuis "extravagantes"

Os diamantes azuis são geralmente de tonalidade azulada ou violeta muito pálida. Algumas pedras azuis
mais profundas são vistas ocasionalmente como diamantes "sofisticados". Raramente são de um azul tão
profundo quanto safiras claras. Até mesmo o famoso Hope Blue Diamond, uma pedra de cerca de quarenta e
quatro quilates e de grande valor, é considerada de cor muito clara para ser considerada um belo azul safira.
Alguns dos diamantes azuis mais profundos têm um molde de aço. As chamadas pedras branco-azuladas
raramente são azuis na cor de seu corpo, mas são tão quase brancas que as partes azuis dos espectros que elas
produzem estão muito em evidência, fazendo com que fiquem com a face para cima. Há pouca probabilidade
de confundir um diamante azulado com qualquer outra pedra, por causa do "fogo" e do brilho adamantino do
diamante.
6. O zircão azul, entretanto, tem brilho quase adamantino e fogo considerável. A cor geralmente é azul
celeste. Essas pedras raramente são encontradas no comércio.

62
COR: PEDRAS ROSA, ROXO, MARROM E SEM COR
Pedras Na Cor Rosa:
Pedras rosa são produzidas por
corindo
(safira rosa)
(2) espinélio (rubi balas),
(3) turmalina (rubelita)
(4) topázio verdadeiro (quase sempre alterado artificialmente)
(5) berilo (morganita)
(6) espodumênio (kunzita)
(7) quartzo (quartzo rosa).

Esses minerais rosa não são facilmente diferenciados apenas pela cor, visto que a profundidade e a
qualidade do rosa variam muito em diferentes espécimes do mesmo mineral e nos diferentes minerais. Há
dicroísmo nos casos de safira rosa, turmalina rosa (forte), topázio rosa (forte), berilo rosa (menos pronunciado)
e kunzita (muito marcada e com tonalidade amarelada em algumas direções que contrasta com a bela
tonalidade violeta em outra direção do cristal). O quartzo rosa é quase sempre leitoso e mostra pouco dicroísmo.
O espinélio rosa não tem dicroísmo, sendo de refração simples. Os testes de dureza e de gravidade específica
servirão melhor para distinguir as pedras rosa umas das outras. A cor por si só não é um guia seguro.

Pedras Roxas
Entre as espécies minerais que fornecem pedras roxas, temos:
o quartzo é preeminente na finura da cor roxa. Essas pedras roxas são, naturalmente, conhecidas como
ametistas;
depois do quartzo, vêm corindo (ametista oriental);
(3) espinélio (espinélio de almandina);
(4) granada (almandina);
(5) espodumênio (variedade kunzita).
O roxo da ametista varia dos tons mais claros ao rico e aveludado púrpura da uva das chamadas ametistas
siberianas. Estes últimos são de um roxo avermelhado (às vezes quase vermelho) à luz artificial, mas de um
violeta fino à luz do dia. Nenhuma outra pedra roxa se aproxima deles em finura de coloração, de modo que
aqui temos uma distinção real baseada apenas na cor. Se o roxo for mais claro, entret/anto, não se pode ter
certeza do mineral por sua cor. O corindo roxo (ametista oriental) rarament-+. tem uma cor tão fina quanto a
ametista comum, e nunca tão fino quanto a melhor ametista. É geralmente de um roxo mais vermelho e, à luz
artificial, é quase rubi em sua cor.
Os espinélios roxos refratam individualmente e não têm dicroísmo e, portanto, não têm variedade de
cores. As granadas Almandine também não apresentam dicroísmo e carecem de variedade de cores. As
granadas tendem, em regra, a ser de cor mais densa do que as espinelas.
Espodumênio roxo (kunzita) é rosado a lilás em tons - geralmente pálido, a menos que em grandes
massas, e mostra dicroísmo muito acentuado. Uma tonalidade amarelada também pode ser vista em certas
direções, o que ajudará a distingui-la de outras pedras roxas.

Pedras marrons:
(1) Diamante;
(2) granada;
(3) turmalina;
(4) zircão fornecem as principais pedras marrons;
O diamante, quando marrom, a menos que seja de uma cor profunda e agradável, é muito indesejável,
63
pois absorve muita luz e parece sujo à luz do dia e escuro e sonolento à luz artificial. Quando de um fino
marrom dourado, um diamante pode ter um valor considerável como uma pedra "chique". Essas "fantasias
douradas" podem ser distinguidas de outras pedras marrons (exceto talvez zircões marrons) por seu brilho
adamantino e seu jogo prismático ou "fogo".
A granada marrom (pedra de hessonita ou canela), às vezes erroneamente chamada de jacinto no
comércio, é de cor marrom-avermelhada profunda. Normalmente a estrutura interna, vista sob uma lente, é
listrada, tendo uma aparência de óleo e água mistos.
A turmalina marrom às vezes tem uma cor muito agradável. Tem um tom profundo, menos vermelho do
que a pedra canela, e com dicroísmo acentuado, que falta tanto no diamante marrom quanto no granada
marrom.
O zircão marrom, embora não tenha dicroísmo, é freqüentemente rico e agradável em tonalidades e,
quando bem cortado, é muito rápido, o brilho sendo quase adamantino, a dispersão sendo grande e o índice de
refração alto. É inútil negar que, a olho nu, alguém pode ser enganado e pensar que um fino zircão marrom é
um diamante marrom. No entanto, a grande refração dupla do zircão o distingue facilmente do diamante (use
o método do cartão da luz solar ou procure a duplicação das bordas das facetas traseiras conforme visto através
da tabela). A relativa suavidade (71 × 2) também o diferencia facilmente do diamante.

Pedras Incolores

Poucas pedras incolores além do diamante, safira branca (principalmente científica) e quartzo são
encontradas no comércio.
O topázio incolor é às vezes vendido e o zircão branqueado artificialmente (jargoon) também é
encontrado ocasionalmente.
O berilo de tonalidade verde muito clara ou mesmo totalmente incolor também pode ser visto às vezes.
Essas pedras incolores devem, naturalmente, ser distinguidas por outras propriedades além da cor. Eles
são mencionados aqui apenas para que o aluno possa estar ciente das variedades de minerais de gema que
ocorrem na condição incolor, e que todos esses minerais também ocorrem com cores em suas formas mais
usuais. Isso nem mesmo exceto o diamante, que raramente é verdadeiramente incolor.

LIÇÃO 11

COMO DIFERENCIAR PEDRAS CIENTÍFICAS DE GEMAS NATURAIS?


Deve-se dizer em primeiro lugar que as únicas verdadeiras pedras científicas ou sintéticas no mercado
são aquelas que possuem a composição e propriedades do corindo, ou seja, o rubi e as diversas variedades de
cores da safira, como azul, rosa, amarelo e branco . Há também uma pedra esverdeada que parece avermelhada
à luz artificial, que é chamada de alexandrita científica, mas que tem, no entanto, a composição e as
propriedades das gemas de corindo em vez das da alexandrita verdadeira. Todas as chamadas "esmeraldas
científicas" provaram ser de um tipo ou de outro tipo de pasta, ou trigêmeos tendo um topo e uma parte traseira
de alguma pedra barata, mas dura de cor clara, e uma fatia central de verde profundo vidro.

Todas as pedras científicas são gemas de corindo

Agora, o fato de que todas as verdadeiras pedras científicas são gemas de corindo torna sua determinação
bastante simples com base no seguinte: Entre o número considerável de gemas de corindo da natureza, seja
rubi ou safira de várias cores, raramente é encontrada uma que esteja totalmente livre de defeitos . Quase
sempre, mesmo naquilo que se considera como espécimes finos, é fácil encontrar com um vidro defeitos de
cristalização. Além disso, esses defeitos são característicos das gemas de corindo.
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As gemas científicas de corindo, entretanto, nunca apresentam esses defeitos específicos. Portanto, a
maneira mais segura e simples de distinguir entre os dois tipos de pedras é familiarizar-se com os defeitos
típicos das gemas naturais de corindo e, em seguida, procurar esses defeitos em qualquer espécime de rubi ou
safira em questão.
Embora se siga uma descrição de alguns dos defeitos mais comuns dos rubis e safiras, o joalheiro, que
pode ainda não estar familiarizado com eles por experiência real, deve a si mesmo e aos seus clientes conhecê-
los em primeira mão com os defeitos naturais de tal material, o que ele sempre poderá fazer por cortesia de
representantes de casas que lidam com pedras preciosas, se ele próprio não possuir tal material em estoque.

Defeitos Típicos de Gemas Naturais de Corindo

Talvez o mais comum dos defeitos das gemas naturais de corindo seja a aparência peculiar conhecida
como "seda". Isso é melhor visto quando uma luz forte pode fluir através da pedra em ângulos retos com a
linha de visão do observador.
Conjuntos de linhas finas, retas e paralelas serão vistos, e estes freqüentemente encontrarão outros
conjuntos de linhas semelhantes em um ângulo de 120 graus (como o ângulo em que os lados de um hexágono
regular se encontram) ou as linhas podem se cruzar um ao outro naquele ângulo ou em um ângulo de 60 graus
(o suplemento de 120 graus).
Essas linhas retas paralelas nunca são vistas em pedras científicas, e sua presença pode ser considerada
uma indicação positiva de que a pedra que as contém é uma pedra natural. Em espécimes finos de rubi ou safira
natural, tais linhas serão poucas e difíceis de encontrar, mas, em uma posição ou outra, eles geralmente serão
encontrados se a busca for tão cuidadosa quanto aquela que se costuma empregar ao procurar defeitos em um
diamante.
Na grande maioria dos casos, nenhuma busca cuidadosa será necessária para localizar "seda" em rubis
naturais, e se uma pedra que é aparentemente um rubi está livre de tais defeitos, é quase uma conclusão
precipitada que é uma pedra científica.
Outro tipo comum de defeito em gemas de corindo é a ocorrência de manchas de turvação leitosa dentro
do material.
Um pouco de conhecimento real sobre o aparecimento deste tipo de defeito nas pedras naturais tornará
mais fácil distinguir da turvação ocasional encontrada nas pedras científicas, cuja turvação posterior se deve à
presença de enxames de diminutas bolhas de gás. Essas pequenas bolhas podem ser vistas sob uma lente de
alta potência, e isso sugere um terceiro recurso que pode ser usado para dizer se alguém tem uma pedra natural
ou não.
Rubis e safiras naturais, como os científicos, freqüentemente contêm bolhas, mas estas são sempre
angulares nas pedras naturais, enquanto as das pedras científicas são geralmente redondas ou arredondadas,
nunca angulares.
Para resumir as sugestões já apresentadas, pode-se dizer que, uma vez que as gemas naturais e científicas
de corindo são compostas essencialmente do mesmo material, e têm as mesmas propriedades físicas e químicas,
e freqüentemente se assemelham muito na cor, é necessário recorrer a algum outro meio de distingui-los.
O melhor e mais simples meio para aqueles que estão familiarizados com os defeitos estruturais comuns
às gemas de corindo natural é procurar por tais defeitos em qualquer espécime que esteja em questão, e se
nenhum desses defeitos puder ser encontrado, ser muito cético quanto à naturalidade do espécime, visto que as
gemas perfeitas de corindo são muito raras na natureza e, quando de cor fina, alcançam preços excessivamente
altos.

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Defeitos estruturais de pedras científicas:

Até agora, nossos testes foram negativos em sua maioria. Foi dito, entretanto, que bolhas esféricas às
vezes aparecem em joias científicas. Outro defeito estrutural característico de praticamente todas as gemas
científicas pode ser utilizado para distingui-los. Como é bem conhecido, o material áspero é formado em bolas
ou gotas em forma de pêra sob uma maçarica invertida. O material em pó é alimentado com um dos gases e
passa pela chama, derretendo à medida que avança, e então se acumulando e cristalizando abaixo como um
boule. O topo ou ponta dessa bola é arredondado desde o início e, portanto, as camadas sucessivas de material
se reúnem em zonas curvas finas.
A cor e a estrutura dessas zonas sucessivas não são perfeitamente uniformes, portanto, quando as pedras
cortadas são feitas de bocais, essas camadas curvas paralelas podem ser vistas dentro com o uso de uma boa
lente, sugerido quando as instruções foram dadas acima sobre a melhor maneira de procurar "seda" em uma
pedra natural.
Devido à forma de uma pedra bem cortada, às vezes é difícil fazer passar luz através do material, mas
girando a pedra repetidamente, alguma posição será encontrada na qual as estrias paralelas curvas podem ser
vistas. Eles são facilmente vistos em rubis científicos, menos facilmente em safiras azul-escuras, mas ainda
podem ser encontrados em uma busca detalhada.
Nas pedras claras e na safira branca, a dificuldade é maior, pois não há variações de cores neste último
caso. No entanto, o valor da safira branca é tão pequeno, seja natural ou artificial, que é uma questão de apenas
alguns instantes, e o que já foi dito sobre os defeitos naturais, aplica-se tanto à safira branca quanto à colorida
variedades, e safira branca natural absolutamente clara e perfeita é rara.
Mais uma marca distintiva das pedras científicas pode ser acrescentada para dar plena medida ao esquema
de separação, para que ninguém seja enganado.
O acabamento superficial das pedras científicas raramente é tão bom quanto o do material natural e parece
ser mais difícil produzir um bom polimento nas pedras científicas do que nas naturais.
O grau de dureza das pedras científicas parece ser ligeiramente variável nas diferentes partes da mesma
peça, de modo que o material de polimento remove o material da superfície de forma desigual, deixando
pequenas marcas listradas nas superfícies das facetas. Possivelmente, essa condição pode ser remediada por
um tratamento hábil, mas dificilmente com o preço obtido pelo produto, de modo que um estudo cuidadoso do
acabamento da superfície às vezes ajuda a distinguir entre o material natural e o artificial.
Qualquer amostra fina de rubi ou safira natural geralmente recebe um tratamento muito especializado e
um esplêndido acabamento de superfície.
Concluindo, então, os pontos a serem lembrados na determinação da origem das gemas de corindo são
quatro.
Espere encontrar defeitos naturais, como "seda" ou manchas turvas, ou bolhas angulares em todas as
pedras naturais.
Se houver bolhas no material artificial, elas serão redondas ou arredondadas.
O material artificial sempre terá estrias paralelas curvas dentro dele.
O acabamento superficial do material artificial raramente ou nunca é igual ao do material natural.
Não deve ser necessário acrescentar que o material de qualquer fonte pode ser cortado em qualquer
forma, e que os rubis artificiais podem ser vistos na maioria das vestimentas orientais, portanto, todos os
espécimes deveriam ter aplicado a eles os testes acima, independentemente da aparência antiguidade de seu
corte ou de seu suposto pedigree.

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LIÇÃO 12

COMO TESTAR UMA GEMA "DESCONHECIDA"


Tendo agora considerado separadamente as principais propriedades físicas por meio das quais se pode
identificar uma pedra preciosa, tentemos dar uma idéia tão boa quanto a página impressa pode transmitir de
como se deve proceder para determinar a que espécie pertence uma pedra preciosa.

Sinais de desgaste em uma esmeralda

Para tornar o assunto mais concreto e, portanto, mais interessante, consideremos um caso real, o
problema que um joalheiro da minha cidade teve de resolver.
Uma senhora de alguma fortuna comprou, por uma grande soma, uma pedra verde que parecia ser uma
esmeralda.
Depois de alguns anos de uso como uma pedra anelar, ela percebeu um dia que a pedra havia escurecido
nas bordas de sua mesa, e pensando que esse não deveria ser o caso com uma esmeralda real, ela apelou para
um negociante de diamantes para saber se sua pedra era uma esmeralda real.
O comerciante de diamantes disse-lhe francamente que, embora fosse competente em todos os assuntos
relativos aos diamantes, não tinha certeza de si mesmo em relação às pedras coloridas e aconselhou a senhora
a consultar um gemólogo.
Sendo assim apresentado o assunto, a senhora foi imediatamente informada de que mesmo uma
esmeralda real poderia mostrar sinais de desgaste após alguns anos de uso árduo de uma pedra anelar.
Embora a esmeralda tenha, como vimos na lição sobre dureza, um grau de dureza avaliado em quase 8
(71⁄2 na tabela), é, no entanto, um material bastante frágil e a longa série de pequenos golpes que uma pedra
anelar é ligada encontrar com causará escoamento mínimo ao longo das bordas expostas e cantos das facetas
superiores. Anunciado isso, o primeiro passo no exame da pedra era limpá-la e fazer um exame cuidadoso com
lentes de dez potências. (Um trio aplanático será encontrado melhor para este propósito.)
Enfim, vamos aos resultados do teste:

Cor: A cor era, obviamente, a propriedade mais óbvia, mas, como já foi dito, a cor não é confiável em
todos os casos. Neste caso, a cor era um bom verde esmeralda, mas um pouco mais azul do que o melhor verde
grama. Uma turmalina muito fina do Maine pode ter uma cor semelhante a essa pedra, portanto, tornou-se
necessário considerar essa possibilidade. Uma imitação de vidro também pode ter uma cor igual ou superior a
esta.

Imperfeições: Ao notar a cor, as imperfeições da pedra chamaram a atenção. Eles consistiam


principalmente de minúsculas rachaduras denteadas do caráter peculiar a materiais frágeis, como esmeralda e
turmalina. Até agora, será notado que qualquer um dos minerais acima pode ter fornecido a joia da senhora.
Como o vidro pode ser artificialmente craqueado para produzir falhas semelhantes, a pedra pode ter sido apenas
uma imitação, tanto quanto tudo o que já foi aprendido sobre ela vai.

Teste de lixa: O próximo passo foi testar sua dureza aplicando suavemente uma lima muito fina em um
ponto exposto em um dos cantos da cintura. Se a lixa escorregou no material como um patim desliza no gelo.
Evidentemente, não tínhamos que ver com uma imitação de vidro.

Refração. Sabendo agora que tínhamos um mineral realmente duro, restava determinar que mineral era.
Ao segurar a pedra sob a luz solar direta e refletir a luz em um cartão branco, foi visto imediatamente que o
material estava duplamente refratando, pois uma série de imagens duplas das facetas posteriores apareceu.
Essas imagens duplas podem ter sido produzidas pela turmalina e também pela esmeralda. (No entanto, não
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por vidro, que está refratando individualmente.) Se um refratômetro de leitura direta estivesse disponível, a
questão poderia ter sido resolvida imediatamente pela leitura dos índices de refração do material, pois turmalina
e esmeralda não têm apenas índices de refração diferentes, mas têm
refração dupla em diferentes graus. Tal instrumento não estava disponível na época e dificilmente estará
disponível para a maioria dos que estão estudando esta lição, portanto, podemos prosseguir com nosso relato
dos testes adicionais da pedra verde.

Dureza. Um teste na superfície de um cristal de quartzo mostrou que a pedra era mais dura do que o
quartzo (mas a turmalina também). Um cristal de topázio verdadeiro era muito duro para a pedra do anel, cuja
borda deslizava sobre a superfície lisa do topázio. A pedra verde não era, portanto, um corindo verde
(esmeralda oriental), pois esta tem dureza 9 e topázio arranhado.
Com dureza evidentemente entre 7 e 8 e com refração dupla e com o tipo de defeitos peculiares a minerais
bastante frágeis, tínhamos com toda probabilidade uma turmalina ou uma esmeralda.

Dicroísmo. O dicroscópio (que pode ter sido usado muito antes no teste, mas não estava disponível na
época) foi testado em seguida e a pedra foi vista com dicroísmo marcado - um verde azulado e um verde
amarelado aparecendo nos dois quadrados do instrumento quando a pedra era segurada na frente da abertura e
vista contra uma luz forte.
Como a turmalina ou a esmeralda podem exibir dicroísmo (a turmalina mais fortemente, porém, do que
a esmeralda), mais um teste foi tentado para finalmente decidir o assunto.

Gravidade Específica. A pedra foi retirada de seu assentamento e duas determinações de gravidade
específica feitas por meio de uma garrafa de gravidade específica e uma balança química fina. Os dois
resultados, que foram muito parecidos, tiveram uma média de 2,70, o que está quase de acordo com a esmeralda
(2,74) e que está muito distante da gravidade específica da turmalina (3,10). A pedra agora era definitivamente
conhecida por ser uma esmeralda, pois cada um dos vários testes concordou com as propriedades da esmeralda,
a saber:

Cor - quase verde grama. Imperfeições - como as da esmeralda. Dureza – 7 1⁄2.


Refração - duplo. Dicroísmo - facilmente notado.
Gravidade específica - 2,70.

Embora alguém que estava acostumado a lidar com esmeraldas finas possa não precisar fazer um exame
tão detalhado da pedra como acabamos de indicar acima, para a maioria de nós que não tem muitas
oportunidades de estudar esmeraldas valiosas, é mais seguro ter certeza por meio de testes completos.
Um outro exemplo concreto de como proceder para testar pedras desconhecidas deve ser suficiente para
concluir esta lição, após o qual o aluno, que dominou as aulas separadas anteriores, deve prosseguir para testar
tantos "desconhecidos" quanto seu tempo e indústria permitirem a fim de para realmente fazer seu o assunto
dessas lições. Pode-se acrescentar aqui que a tarefa de testar uma pedra é muito mais rápida do que pode indicar
este árduo esforço de ensinar aos outros como fazê-lo.
Para um especialista nessas questões, apenas alguns segundos são necessários para a inspeção de uma
pedra com a lente, o dicroscópio ou o refratômetro, e os testes de dureza são feitos rapidamente. Uma gravidade
específica
O teste requer mais tempo e deve ser utilizado apenas quando houver uma dúvida razoável após a
aplicação de outros testes.
Agora, para nosso exemplo final. Uma pedra vermelha, lapidada na forma de um brilhante em forma de
pêra, foi submetida ao escritor para determinação. Ele havia sido adquirido por um cavalheiro americano no
Japão de um indiano que estava em dificuldades financeiras. Junto com ele, como garantia de um empréstimo,
o americano obteve várias pedras vermelhas menores, uma pedra azulada e uma pedra vermelha maior. As

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pedras vermelhas deveriam ser rubis. Ao examinar a pedra vermelha maior com uma lente, notou-se
imediatamente que a estrutura interna era de rubi científico.

Testando outras pedras

Um tanto frustrado com o anúncio dessa descoberta, o proprietário começou a temer que todas as suas
joias fossem falsas.
O exame das pequenas pedras vermelhas mostrou abundância de "seda", uma aparência fibrosa peculiar
dentro da pedra causada por sua estrutura interna. As fibras eram retas e paralelas, não curvas e paralelas como
no rubi sintético.
Pequenas bolhas de formato angular também indicavam que as pequenas pedras eram rubis naturais. Eles
exibiam dicroísmo e topázio arranhado e, portanto, decidiu-se que pelo menos eram genuínos.
O brilhante em forma de pêra que foi mencionado pela primeira vez era de uma cor vermelha peculiar,
ligeiramente amarelada. Era muito transparente e sem estrias, tanto retas quanto curvas. Na verdade, não tinha
falhas, exceto um corte bastante grande em uma das superfícies traseiras perto da cintura. Isso não estava em
evidência na parte frontal da pedra e evidentemente havia sido deixado pelo lapidador oriental para evitar perda
de peso durante o corte da pedra.
O peculiar caráter amarelado da cor vermelha nos levou a suspeitar do espinélio rubi. A pedra foi,
portanto, inspecionada com o dicroscópio e não apresentou dicroísmo. O teste do cartão de luz solar também
mostrou que a pedra estava refratando isoladamente.
Um teste de dureza mostrou que o material mal arranhou o topázio, mas foi atacado pela safira. Portanto,
foi considerado um espinélio vermelho.
A grande pedra azulada que o cavalheiro adquiriu com as pedras vermelhas provou ser iolita, às vezes
chamada de cordierita ou safira d'água (Saphir d'eau), uma pedra raramente vista neste país. Tinha marcado
dicroísmo - mostrando uma cor azul esfumada em uma direção e um branco amarelado em outra. A diferença
era tão marcante que podia ser vista facilmente sem o dicroscópio.

LIÇÃO 13

ADEQUAÇÃO DE PEDRAS PARA VÁRIOS TIPOS DE JÓIAS, DETERMINADA PELA


DUREZA, BRILHO E CRIVAGEM

Pedras duras não necessariamente resistentes

Como foi sugerido na lição sobre dureza, prevalece na mente do público uma crença errônea de que a
dureza traz consigo a capacidade de resistir a golpes e também à abrasão. Agora que isso não quer dizer que,
porque uma pedra preciosa é muito dura, ela se desgastará bem, devendo ser esclarecida.
Alguns minerais bastante duros raramente ou nunca são usados como gemas, apesar de sua beleza e
dureza consideráveis, devido à sua grande fragilidade. Outras pedras, embora bastante duras e razoavelmente
resistentes em certas direções, têm, no entanto, uma clivagem tão pronunciada que não se vestem bem se
cortadas e às vezes são muito difíceis de cortar.
Em vista desses fatos, convém considerar brevemente quais pedras, entre as mais usadas, são
suficientemente resistentes e também duras para dar um bom serviço em joias, como os anéis, que estão sujeitos
ao desgaste bruto. Podemos também considerar aquelas pedras, cuja maciez, ou fragilidade, ou fácil clivagem,
exige que sejam reservadas para uso apenas nas joias que, por sua natureza, recebem um uso menos áspero.
Para lidar com as gemas principais sistematicamente, vamos considerá-las na ordem de sua dureza,
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começando com o material gema mais duro conhecido, que é, obviamente, o diamante.

Durabilidade do diamante

Felizmente, este rei de gemas possui, além de sua grande dureza, considerável tenacidade e, embora
seja facilmente clivável em certas direções, no entanto, requer uma quantidade notável de força aplicada em
uma direção específica para fazer com que se corte.
Embora batidas bruscas possam ocasionalmente descascar camadas finas de diamantes quando usados
de maneira grosseira em anéis, ou mesmo em casos extremos, fraturá-los, ainda assim isso acontece, mas
raramente e, como o enorme uso do diamante em montagens de anéis prova, é inteiramente adequado para esse
fim. Segue-se que, se uma pedra pode suportar o uso de anéis, ela pode ser usada com segurança para qualquer
propósito para o qual pedras preciosas são montadas.

As joias de corindo

Em seguida, após o diamante em dureza, vêm as gemas de corindo, ou seja, rubi, safira e a série de
gemas de corindo de cores diferentes de vermelho e azul. Essas pedras não têm clivagem perceptível e são
extremamente duras, para minerais, além de muito duras.
Temos apenas que considerar o uso de corindo impuro (esmeril) como um abrasivo comercial em discos
de esmeril, lixa, papel de esmeril, etc., para ver se o material é resistente. Portanto, qualquer uma das gemas
de corindo pode ser usada em qualquer tipo de joia sem risco indevido de desgaste ou quebra.
Os clientes de joalheiros devem, no entanto, ser advertidos contra o uso de anéis de rubi ou safira no
mesmo dedo com um anel de diamante, nos casos em que seria possível que as duas pedras esfregassem uma
na outra.
Muito mais difícil do que o rubi é o diamante (apesar da aparente proximidade de posição em Mohs '
escala s) que o menor toque em uma superfície de rubi com um diamante produzirá um risco pronunciado. O
possuidor de diamantes e outras pedras também deve ser alertado para não mantê-los soltos na mesma caixa
de joias ou outro recipiente, já que sacudir juntos pode resultar em arranhões nos materiais mais macios. Diz-
se que os árabes têm uma lenda segundo a qual o diamante é uma pedra zangada e que não deveria ser permitido
associar-se a outras pedras para não arranhá-las.

Crisoberilo

Passando para o próximo mineral na escala de dureza, chegamos ao crisoberil, que é classificado como
81⁄2 na escala de Mohs. Este mineral nos fornece a gema, alexandrita, que é notável por seu poder de mudar a
cor de verde à luz do dia para vermelho à luz artificial.
Crisoberil também fornece os melhores olhos de gato (quando o material é de uma estrutura
suficientemente fibrosa ou tubular), e também fornece as pedras amarelo-esverdeadas com freqüência (embora
incorretamente) chamada de "crisólita" pelos joalheiros. O material é muito duro e razoavelmente resistente e
pode ser usado em quase qualquer montagem adequada.

Espinélio: Depois do crisoberil, vêm os materiais classificados como cerca de 8 em dureza. O primeiro
e mais difícil deles é o espinélio, depois se torna o topázio verdadeiro ou precioso. As várias espinelas são
pedras muito duras e resistentes.
O material áspero persiste em rios turbulentos de montanha, onde minerais mais fracos são transformados
em pó e, quando cortado e polido, o espinélio se adapta bem a qualquer joia.

Topázio. O verdadeiro topázio é um pouco mais macio que o espinélio e os cristais ásperos apresentam
uma clivagem basal muito perfeita. Ou seja, eles se dividirão em um plano paralelo às bases dos cristais

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ortorrômbicos usuais. Sendo este o caso, é muito provável que um topázio cortado seja danificado por um
golpe ou mesmo por cair em uma superfície dura, e seria mais sábio não colocar tal pedra em um anel, a menos
que fosse pouco usada, ou usado por alguém que não se envolveria em trabalhos pesados enquanto o usava.
Assim, uma senhora pode usar um anel de topázio em ocasiões de vestido por muito tempo sem danificá-lo,
mas não seria adequado para um maquinista usar um em um anel.

Gemas entre 7 e 8 em dureza

Agora chegamos a uma lista bastante longa de minerais de gema variando entre 7 e 8 em dureza. Destes,
os principais são zircão, granada almandina e berilo (esmeralda e água-marinha) classificados como 71⁄2 em
dureza, e piropo e hessonita granada classificados como 71⁄4 em dureza. A turmalina e a kunzita também
podem ser incluídas neste grupo como sendo, em média, ligeiramente acima de 7 em dureza.
Os minerais acima são todos mais duros do que o quartzo e, portanto, não estão sujeitos à abrasão pelo
pó de quartzo que está presente em todos os lugares. A este respeito, são adequados para um desgaste bastante
difícil. As granadas são de tenacidade suficiente para que possam ser usadas livremente em anéis - e o uso
extensivo de fatias finas de granada para cobrir os gibões prova a adequação do material para resistir ao
desgaste.
O zircão é um pouco mais quebradiço e os zircões branqueados artificialmente (também conhecidos
como jargões) estão especialmente sujeitos à quebra quando usados em anéis. Jargões não são vendidos com
um grande frequência.
O berilo, seja esmeralda ou água-marinha, é bastante frágil.
As esmeraldas raramente são encontradas nos cascalhos do rio. O material não pode persistir nos córregos
da montanha que trazem outros minerais mais resistentes.
A extrema beleza e valor da esmeralda levaram ao seu uso nas melhores joias, e é forte a tentação de
incrustá-la em anéis, especialmente em anéis para mulheres. Se tais anéis forem usados com o cuidado que as
joias valiosas devem receber, provavelmente durarão muito tempo sem nenhum dano mais sério do que o
embotamento das arestas afiadas das facetas ao redor da mesa. Este ligeiro dano pode a qualquer momento ser
reparado por um leve repolimento das facetas afetadas. Se uma esmeralda já estiver gravemente quebrada, ou
como é chamada de "musgosa", não será sensato colocá-la em um anel, pois um leve choque pode completar
sua fratura.
As turmalinas, como as esmeraldas, são frágeis e devem ser tratadas de acordo. Aqui, porém, estamos
lidando com um material muito mais barato que a esmeralda, e se um cliente deseja uma turmalina em
montagem em anel, será melhor sugerir cuidados no uso, a perda, em caso de quebra , geralmente será leve.
Kunzita, como todo espodumênio, tem uma clivagem pronunciada. Portanto, deve ser usado em broches,
pingentes e outras joias, ao invés de anéis.
Os lapidários não gostam de cortá-lo em algumas condições por causa de sua fragilidade.

Gemas de Quartzo

Chegando à dureza 7, temos as várias gemas de quartzo e jade (variedade jadeíta). As principais gemas
de quartzo são, naturalmente, o quartzo de ametista e citrino (a pedra que é quase universalmente chamada de
topázio no comércio).
Como o quartzo cristalino é bastante resistente e não tem clivagem pronunciada, e como é tão duro quanto
qualquer coisa que possa encontrar em uso, é uma pedra durável em anéis ou em outras montagens. Com o
passar do tempo, as arestas afiadas ficarão opacas devido ao atrito com objetos que carregam poeira comum,
que é em grande parte composta de quartzo pulverizado e que, portanto, gradualmente embota uma gema de
quartzo. Ametistas antigas ou "topázios" que têm sido usados por muito tempo em anéis mostram esse
embotamento. Há, entretanto, pouco perigo de fratura com ametista ou "topázio", a menos que o golpe seja
severo e qualquer pedra possa ceder.

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As muitas pedras semipreciosas que têm uma base de quartzo (como as variedades de calcedônia cerosa
ou criptocristalina que é em grande parte quartzo em uma condição minuciosamente cristalina) são
freqüentemente ainda mais resistentes do que o quartzo cristalino transparente. A cornalina, a ágata, o olho de
gato de quartzo, o jaspe (contendo impurezas terrosas) e os materiais em que o quartzo substituiu mais ou
menos completamente outras substâncias, como crocidolita silicificada, madeira petrificada, quartzo crisocola,
etc., são quase tão duros e tão resistentes quanto o próprio quartzo, e são pedras admiráveis para anéis baratos
de artes e ofícios.

Jade

A jade, da variedade jadeíte, que é mais raro do que o jade nefrita e mais conceituado pelos chineses, é
um material extremamente resistente . Pode-se bater em um pedaço do material bruto com um martelo sem
causar grande impressão nele. Também é bastante duro, quase tão duro quanto quartzo, e com as duas
propriedades de tenacidade e dureza possui excelentes qualidades de desgaste em qualquer tipo de montagem.
A verdadeira jade, seja jadeíte ou nefrita, merece um uso maior em ornamentos baratos, pois pode ser de uma
cor verde muito fina e é barato e durável.

Pedras mais suaves

Vindo próximo aos minerais cuja dureza é 6 ou mais, mas menor que 7, temos que considerar o jade da
variedade nefrita, granada desmantóide ("olivina" do comércio), peridoto (ou crisólita, ou a olivina do
mineralogista) , turquesa, pedra da lua e opala.
Como já foi dito sobre a jadeita, o jade da variedade nefrita, embora um pouco menos duro, é um mineral
tão duro quanto se poderia esperar. Pode cuidar de si mesmo em qualquer situação.
A granada demantoide (a "olivina" do comércio) é uma pedra tão bela e brilhante que é uma pena que
lhe falte tanto dureza. Ele funciona muito bem para a montagem em joias como alfinetes de lenço, lavallières,
etc., onde pouco desgaste é encontrado, mas não pode ser recomendado para uso com anéis rígidos.
O peridoto também é bastante macio para uso em anel e durará muito melhor em alfinetes de cachecol
ou outras montagens pouco sujeitas a fricção ou choques.
A turquesa, embora bastante macia, é bastante resistente, como seu brilho ceroso pode fazer supor, e
além disso, sendo uma pedra opaca, levemente embotada ou arranhando dificilmente diminui sua beleza.
Portanto, pode ser usado em montagens de anel. No entanto, deve-se sugerir que a maioria das turquesas é
suficientemente poroso para absorver graxa, óleo ou outros líquidos, e sua cor freqüentemente se estraga com
isso. É claro que essa mudança é muito mais provável de ocorrer em uma pedra circular do que em uma turquesa
montada em alguma situação mais protegida.
A pedra da lua, por ser uma variedade do feldspato, tem a clivagem pronunciada desse mineral e não
suporta golpes sem exibir essa propriedade.
As pedras da lua são, portanto, mais adequadas para o serviço menos rude em montagens de broche, etc.,
do que para as pedras de anel. No entanto, sendo relativamente baratas, muitas pedras da lua, especialmente
do tipo azulado escolhido, são colocadas em montagens de anel. Pode-se esperar que a falta de dureza embaça
suas superfícies com o tempo, mesmo que nenhum choque inicie uma clivagem.

A Opala

Resta-nos a opala, de dureza 6, a ser considerada. Como é bem conhecido, a opala é uma geléia
solidificada de composição siliciosa, contendo também água combinada no seu interior. Não é apenas macio,
mas muito frágil e irá rachar muito facilmente.
Muitas opalas racham no papel em que são vendidas, talvez devido à expansão ou contração desigual,
devido ao calor ou ao frio. Apesar dessa fragilidade, milhares de opalas finas, e uma série de opalas mais

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comuns, são colocadas em anéis, onde muitas delas subsequentemente chegam a um fim violento e todas, mais
cedo ou mais tarde, tornam-se opacas e precisam ser repolidas.
A grande beleza da opala, rivalizando com qualquer mineral em seu jogo de cores, nos faz arriscar o
risco de danos a fim de montá-la onde suas cores vivas possam ser vantajosamente vistas por quem a usa, bem
como por outras pessoas.

Pedras muito suaves

De pedras mais macias do que 6, temos poucas e nenhuma delas é realmente adequada para um serviço
pesado. O lápis-lazúli, de 51 × 2 em dureza, tem uma bela cor azul, freqüentemente salpicada de branco ou
com pedaços de ouro de tolo. Sua superfície logo fica embotada pelo forte desgaste.
Dois outros dos materiais mais macios, malaquita e azurita, ainda precisam ser descritos. Estas são as
duas variedades de carbonato de cobre com água combinada, a azurita tendo menos água. Ambos recebem um
bom polimento, mas não conseguem retê-lo em uso, sendo apenas de dureza 31⁄2 a 4.

LIÇÃO 15

ESPÉCIES MINERAIS A QUE AS VÁRIAS GEMAS PERTENCEM E SUAS


COMPOSIÇÕES QUÍMICAS
Embora tenhamos um grande número de diferentes tipos de pedras preciosas e semipreciosas, a julgar
pela longa lista de nomes que podem ser encontrados em livros sobre gemas, todas essas pedras podem ser
simplesmente classificadas com base em sua composição química , em um ou outro de um número
comparativamente pequeno de espécies minerais. Embora os joalheiros raramente façam uso do conhecimento
da química das pedras preciosas para identificá-las, esse conhecimento é útil, tanto como informação, quanto
porque leva a um conhecimento melhor e mais claro compreensão das muitas semelhanças entre as pedras cuja
cor pode levar alguém a considerá-las diferentes.

Espécies Minerais

Devemos primeiro considerar o que significa uma "espécie mineral" e descobrir que relação existe entre
esse assunto e a composição química. Ora, por "espécie mineral" entende-se uma única substância, tendo
(exceto para impurezas misturadas mecanicamente) uma composição química praticamente constante e tendo
propriedades físicas praticamente idênticas em todos os seus espécimes.

Diamante e Coríndon

Um químico chamaria um verdadeiro mineral de substância pura, assim como o açúcar e o sal são
substâncias puras para o químico. Assim, o diamante é uma "espécie mineral", assim como o corindo. Existem
muitas cores diferentes para o diamante e o corindo, mas acredita-se que essas cores diferentes sejam devidas
à presença na substância pura de impurezas em pequenas quantidades. Assim, todo diamante consiste
principalmente em carbono puro e todas as gemas de corindo (rubi e as várias cores de safira) consistem
principalmente em óxido de alumínio puro. As propriedades de todos os diamantes são praticamente iguais e
também as propriedades de todas as gemas de corindo, sejam vermelhas (rubi), azuis (safira), amarelas (topázio
oriental), verdes (esmeralda oriental) ou roxas (ametista oriental) .
Assim, todos os diamantes, de qualquer cor, pertencem à mesma espécie, o diamante, e, neste caso, o
costume usual de nomeá-los está de acordo com os fatos. Da mesma forma, todas as safiras, de qualquer cor,
pertencem à espécie mineral "corindo". Assim, um rubi é um corindo vermelho.
73
O velho viajante francês e comerciante de gemas, Tavernier no século XVII, quando visitou as minas de
Pegu, os nativos sabiam da semelhança das gemas de corindo e até chamavam todas por um nome, com outros
nomes anexados para designar a cor.
Curiosamente, o nome comum usado por eles era rubi em vez de safira, como agora. Assim, eles
chamaram gemas de corindo azul de rubis azuis; corindo amarelos, rubis amarelos, etc.
Vê-se facilmente que, se reconhecermos a natureza semelhante de todas as muitas cores e tonalidades
do corindo, o número de coisas que se deve lembrar para estar bem familiarizado com essas pedras é
consideravelmente reduzido. Assim, em vez de ter toda uma série de gravidades específicas para lembrar, basta
lembrar que todas as gemas de corindo têm uma gravidade específica de aproximadamente 4.
Da mesma forma, todas têm praticamente o mesmo índice de refração (1,761-1,770, sendo duplamente
refratárias) que todos eles exibem dicroísmo quando profundamente coloridos, etc.
Tendo assim indicado o que queremos dizer com espécies minerais e tendo ilustrado o assunto com os
casos de diamante e corindo e ainda tendo declarado que todos os diamantes são compostos de carbono puro
(exceto para vestígios de impurezas) e todas as gemas de corindo principalmente de óxido de alumínio podemos
prosseguir considerando outras espécies minerais e descobrir quais pedras preciosas elas nos fornecem.

Carbono, o único elemento que fornece uma joia

Deve-se notar que a primeira espécie considerada, diamante, consistia em apenas um único elemento,
carbono. É, portanto, extremamente simples na composição, não sendo apenas uma substância pura, mas, além
disso, uma substância elementar. O corindo, a segunda espécie considerada, era um pouco mais complexo,
tendo dois elementos, alumínio e oxigênio, em sua composição, mas completa e definitivamente combinados
em um novo composto que não se parecia nem com alumínio nem com oxigênio. É, portanto, uma substância
composta. Nenhum outro elemento além do carbono fornece qualquer pedra preciosa por si só.

Óxidos de metais

Existe, no entanto, outro óxido, além do óxido de alumínio, que fornece material de gema. É óxido de
silício, contendo os dois elementos silício e oxigênio. O próprio silício é um elemento escuro, cinza e cristalino
que parece meio metálico, meio não metálico em suas propriedades. Nunca é encontrado por si mesmo na
natureza, mas cerca de vinte e oito por cento. A crosta terrestre é composta por ele em formas compostas, e
uma das mais abundantes é o quartzo, que é uma espécie mineral e que contém apenas silício e oxigênio. Ou
seja, é óxido de silício. Já o quartzo é incolor quando puro (cristal de rocha), mas é freqüentemente encontrado
na cor roxa (provavelmente por óxido de manganês) e é então chamado de ametista pelo joalheiro. Em outras
ocasiões, sua cor é amarela (devido ao óxido de ferro) e então o joalheiro tende a chamá-lo de "topázio",
embora, propriamente falando, esse nome deva, como veremos em breve, ser reservado para uma espécie
mineral inteiramente diferente. A calcedônia também (que quando enfileirada nos fornece nossas ágatas, e
quando avermelhada nossa cornalina) é uma variedade de quartzo, e prase é apenas quartzo colorido de verde
por fibras de actinolita dentro dele.
O olho-de-gato comum e o olho-de-tigre são variedades de quartzo contendo minerais fibrosos ou
substituindo-os, mantendo a disposição que tinham. "Pedra do cabelo de Vênus" é quartzo contendo cristais de
rutilo em forma de agulha, e "íris" é quartzo que foi craqueado por dentro, de modo a produzir cores do arco-
íris, por causa dos efeitos de finas camadas de material.
O quartzo aventurino (às vezes chamado de "goldstone") contém lantejoulas de mica ou de algum outro
mineral. Os jaspers são principalmente quartzo com mais impureza terrosa do que as pedras anteriores.
Assim, toda essa longa lista de pedras com nomes diferentes pode ser classificada em uma única espécie
mineral, quartzo. Juntos, eles constituem as gemas de quartzo. Em propriedades eles são essencialmente
semelhantes, tendo gravidade específica 2,66, dureza 7, leve refração dupla, etc., sendo as pequenas diferenças
que existem devido apenas à presença de quantidades variáveis de matéria estranha.

74
Opala

A opala pode ser considerada junto com as gemas de quartzo, pois, como elas, é composta
principalmente de óxido de silício, mas a opala também possui água combinada com o óxido de silício (não
apenas nele aprisionado). Portanto, opala é uma forma hidratada de sílica (hidratado vem da palavra grega para
água).

Spinélio

Todas as nossas outras pedras são de composição química mais complicada do que as anteriores.
Chegando agora às espécies minerais que possuem três elementos químicos, podemos considerar o primeiro
espinélio, que contém os dois elementos metálicos alumínio e magnésio e o elemento não metálico oxigênio.
É virtualmente um composto de dois óxidos, óxido de alumínio e óxido de magnésio. As espinelas de várias
cores, como os vários corindo, têm todas as mesmas propriedades, portanto, são todas de dureza 8 ou um pouco
mais alta, todas têm refração única e todas têm gravidade específica 3,60.

Crisoberilio

Outra espécie mineral que, como o espinélio, possui apenas três elementos em sua composição é o
crisoberil. Este mineral contém os metais alumínio e berílio combinados com o oxigênio não metálico.
Portanto, deve realmente ser considerado como um composto de dois óxidos, óxido de alumínio e óxido de
berílio. Essa espécie nos fornece alexandrita, crisoberila olho-de-gato e crisoberilas menos valiosas de cor
verde-amarelada. Todos são da mesma espécie, sendo a diferença de cor marcada devido à presença de
diferentes impurezas.
O efeito olho de gato em uma das variedades é devido à estrutura interna, e não à natureza do material.

Os silicatos

Quase todas as pedras preciosas restantes pertencem a um grande grupo de espécies minerais conhecidas
como silicatos. São assim chamados porque consistem principalmente de óxido de silício (o material acima
referido como gemas de quartzo). Este óxido de silício não é livre e separado nos silicatos, mas é combinado
quimicamente com outros óxidos, principalmente com óxidos metálicos. Portanto, existem muitos silicatos
diferentes porque, na Terra, muitos óxidos metálicos diferentes se combinaram com o óxido de silício. Além
disso, em muitos casos, dois, três ou até mais óxidos metálicos se combinaram com o óxido de silício para
formar novos compostos únicos.

Vidro, uma mistura de silicatos

Aqueles que estão familiarizados com a fabricação de vidro podem receber alguma ajuda neste ponto,
lembrando-se de que os vários vidros são silicatos, pois são feitos pela fusão de areia (que é quase um óxido
de silício puro) com vários óxidos metálicos. Com cal (óxido de cálcio) e soda (que produz óxido de sódio),
obtemos vidro de cal sodada (vidro de janela comum). O óxido de chumbo sendo adicionado à mistura resulta
em um vidro denso, muito brilhante, mas macio (vidro flint). Pratos de vidro cortado e gemas "em pasta" são
feitos deste vidro de sílex. Já os vidros, embora sejam silicatos, não são cristalinos, mas amorfos, ou seja, sem
estrutura definida. Os silicatos da natureza, por outro lado, são geralmente cristalizados ou, pelo menos, de
estrutura cristalina. (Em alguns casos, encontramos vidros verdadeiros, vidro vulcânico ou obsidiana, por
exemplo.)
Tendo assim introduzido os silicatos, podemos agora considerar quais dentre os muitos silicatos minerais

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nos fornecem pedras preciosas ou semipreciosas.

Berílio, Esmeralda e Águas Marinhas

O primeiro em valor entre os silicatos é o berilo, que, quando verde grama, chamamos de esmeralda. A
água-marinha e o berilo dourado também pertencem a esta mesma espécie. O berilo é um silicato de alumínio
e berílio. Ou seja, é um composto em que o óxido de silício se une aos óxidos de alumínio e de berílio. Existem,
portanto, quatro elementos químicos combinados em uma substância e, portanto, é mais complicado em sua
composição do que qualquer uma das gemas que já consideramos. É digno de nota que o alumínio ocorre na
maioria das pedras preciosas, sendo as únicas espécies até agora consideradas que faltam o diamante, e as
gemas de quartzo.
Talvez os silicatos mais importantes para o joalheiro, depois do berilo, sejam aqueles que formam as
granadas de vários tipos. Existem quatro variedades principais de granada (embora os espécimes de granada
freqüentemente mostrem um cruzamento ou mistura dos tipos).

Granadas

Os tipos são:
(1) granada almandita;
(2) granada pirope;
(3) granada de hessonita;
(4) Granada de andradita.

São todos silicatos, sendo as granadas de almandita silicatos de ferro e alumínio; as granadas piropo são
silicatos de magnésio e alumínio; as granadas de hessonita, silicatos de cálcio e alumínio, e as granadas de
andradita, silicatos de cálcio e ferro.
As chamadas granadas almandinas do joalheiro são freqüentemente da classe da almandita e tendem a
ser vermelho-arroxeadas. As granadas piropo são, como o nome indica literalmente, de cor vermelho fogo,
como regra, mas também podem ser de cor púrpura.
As granadas de hessonita são freqüentemente vermelho-acastanhadas e às vezes são chamadas de "pedras
de canela". As granadas de andradita fornecem os demantoides brilhantes, quase verde-esmeralda (tão
freqüentemente chamados de "olivina" pelo comércio).
Assim, todas as granadas são silicatos e ainda temos essas quatro espécies minerais principais, que, no
entanto, estão mais intimamente relacionadas entre si na forma de cristal, no caráter da composição e nas
propriedades gerais, do que é usual entre os outros silicatos . Os espécimes que possuem qualquer um dos
quatro tipos de composição não misturados com nenhum dos outros tipos seriam considerados exatamente
iguais em propriedades. Como foi sugerido acima, no entanto, há uma grande tendência para se misturar e isso
é bem ilustrado pelas magníficas granadas de rodolita, de tonalidade de rododendro.que foram encontrados em
Macon County na Carolina do Norte(EUA). Estes tinham uma composição entre almandita e piropo, ou seja,
possuíam magnésio e ferro com alumínio e sílica.
O próximo topázio verdadeiro exige consideração, pois também é um silicato. A parte metálica é
composta por alumínio, estando presentes também os não metais flúor e hidrogênio. Aqui temos cinco
elementos em uma substância. Vários espécimes desta espécie podem ser amarelo vinho, azul claro ou verde
azulado, rosa ou incolor, embora todos tenham essencialmente as mesmas propriedades.

Turmalina

É um mineral tão complicado quanto o nosso. É um silicato muito complexo, contendo alumínio,
magnésio, sódio (ou outro metal alcalino, como, por exemplo, lítio), ferro, boro e hidrogênio.

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Do que é constituido?" "De tudo um pouco; tem sempre pederneira (sílica) e argila (alumina) e magnésia
nela e o preto é ferro, segundo sua imaginação; e tem ácido borácico, se você sabe o que é: e se não , Eu não
posso dizer a você hoje e não significa; e há potassa e refrigerante; e, no geral, a química disso é mais como
uma receita médica medieval, do que a fabricação de um mineral respeitável. " As várias turmalinas se
assemelham muito em suas propriedades.

Pedra da Lua

A pedra da Lua pertence a uma espécie de mineral conhecida como feldspato. O feldspato específico
que fornece a maior parte da pedra da lua é o ortoclásio, um silicato de potássio e alumínio. Outro feldspato às
vezes visto como uma pedra semipreciosa é a labradorita. Amazonita, também, é um feldspato. Pedra-do-Sol
é um feldspato que inclui pequenos flocos ou lantejoulas de algum outro mineral.
A espécie mineral olivina nos dá peridoto. É um silicato de magnésio.

Zircão

É em si uma espécie de mineral e um silicato de zircônio. Os nomes jacinto, jacinto e jargoon são
aplicados ao zircão vermelho, amarelo e incolor na ordem fornecida.

Jade

A jade pode ser de qualquer uma das várias espécies de minerais, todas muito resistentes.
Os principais jades pertencem, no entanto, a uma ou outra das duas espécies, jadeíta e nefrite.
Jadeite é um silicato de alumínio e sódio e nefrite, um silicato de cálcio e magnésio.
Deixando os silicatos, encontramos muito poucos minerais de gema remanescentes. Os fosfatos
fornecem-nos turquesa, um fosfato de alumínio hidratado, com cobre e ferro.
A variscita também é um fosfato (um fosfato de alumínio hidratado).
Os carbonatos nos dão malaquita e azurita, ambos carbonatos de cobre com água combinada, a malaquita
tendo mais água.

LIÇÃO 16

A NOME DE PEDRAS PRECIOSAS


Devido a confusão que pode resultar da falta de uniformidade na nomenclatura das pedras preciosas, é
muito desejável que os joalheiros e comerciantes de pedras se informem sobre o uso correto dos nomes das
gemas, e que tenham cuidado ao falar e por escrito esses nomes.
Como quase todas as pedras preciosas e semipreciosas são derivadas de um número relativamente
pequeno de espécies minerais, como vimos nesse livro, e como a ciência da mineralogia tem um método muito
ordenado e sistemático de nomear os minerais, os melhores resultados são obtidos na nomeação de gemas
quando usamos, na medida do possível, a linguagem da mineralogia.

Uso antigo

O costume e o uso há muito estabelecidos, entretanto, devem ser observados, pois qualquer sistema de
nomenclatura deve ser geralmente compreendido para ser útil. Assim, o nome próprio para vermelho sangue,
óxido de alumínio cristalizado, de qualidade de gema, de acordo com o sistema mineralógico de nomenclatura,
77
seria corindo vermelho, mas esse mesmo material é referido no Antigo Testamento assim (ao falar de
sabedoria), " Ela é mais preciosa do que rubis. " É obviamente necessário manter e usar todos os termos que
foram estabelecidos durante anos no uso, mesmo que eles não concordem com o método científico de nomear
o mineral em particular. É, entretanto, necessário que qualquer nome assim retido seja usado corretamente e
que não seja aplicado a mais de um material. Assim, o termo rubi deve ser reservado exclusivamente para
corindo vermelho,
Será o propósito desta lição tentar estabelecer tão clara e resumidamente quanto possível o que constitui
um bom uso na nomeação das pedras principais, e também apontar qual uso incorreto precisa ser evitado .
Para cobrir o assunto sistematicamente, adotaremos a ordem de dureza que fizemos ao discutir as
espécies minerais na que estudamos aqui.

Diamantes extravagantes

Começando pela mais dura de todas as gemas, o diamante, não temos dificuldade em nomear, pois todos
os exemplares deste mineral, independentemente da cor, são chamados de diamantes. Quando é necessário
designar cores ou matizes específicos, ou diferenças de matiz, nomes adicionais são usados por exemplo, todos
os diamantes de cores pronunciadas e agradáveis são chamados de diamantes "sofisticados" no comércio.
Alguns desses diamantes "extravagantes" são ainda mais definidos pelo uso de um nome que especifica a cor,
como, por exemplo, diamantes "canário" (quando são de um amarelo brilhante e fino), ou "fantasias douradas",
quando são de um marrom dourado fino, ou "laranja" ou "rosa" ou "verde absinto" ou "violeta", conforme o
caso.

Nomes de vários tipos de diamantes brancos

A grande maioria dos diamantes que vêm no mercado como pedras lapidadas pertencem, no entanto, ao
grupo que seria chamado de diamantes brancos, mas muitos nomes qualificados são necessários para expressar
o grau de abordagem do branco puro possuído por diferentes graus de esses diamantes. Assim, os termos:
1, Jägers;
2, rios;
3, Wesseltons azuis;
4, Wesseltons;
5, Cristais Superiores;
6, Cristais; 7, marrom muito claro;
8, capas de prata superiores;
9, Capas de prata;
10, Capes;
11, Amarelo;
12, Marrom, descrevem o aumento da profundidade da cor e, portanto, a diminuição do valor dos
diamantes.

Nomes populares

Certos nomes mais populares para diamantes de diferentes graus de brancura podem ser apresentados a
seguir.
O termo "branco azulado" (uma expressão muito abusada, a propósito) deve ser aplicado apenas a
diamantes de uma abordagem tão próxima da brancura pura da substância do corpo, como visto na borda do
papel que, quando voltado para cima e sem escurecimento, eles dão um jogo tão forte de prismático azul, que
qualquer leve traço de amarelo em sua substância está completamente disfarçado, e o efeito sobre os olhos é
notavelmente azul. Este seria o caso com pedras de graus de 1 a 4 na lista acima. As séries 5 e 6 podem ser

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corretamente chamadas de "branco fino" e as séries 7, 8 e 9 simplesmente "branco". O grau 10 é frequentemente
referido como "branco comercial" e o grau 11 às vezes como "cor desbotada". O grau 12 inclui todos os graus
de marrom, exceto os tons muito claros e os tons profundos e bonitos dos marrons "extravagantes".

Rubis

Saindo da nomeação das diferentes cores dos diamantes, chegamos às gemas fornecidas pelo mineral
conhecido como corindo. Como vimos anteriormente, esse mineral ocorre em muitas cores diferentes e com
grandes diferenças de tonalidade e tonalidade em cada uma das cores principais. A melhor prática com relação
a nomear as gemas de corindo é chamar o material vermelho, quando de um vermelho bom, cheio de tonalidade
agradável, rubi.
Os melhores tons de vermelho sangue são geralmente chamados de "rubis da Mianmar" porque mais
rubis dessa qualidade são encontrados na Mianmar do que em qualquer outro lugar. Qualquer rubi do tom
exigido seria, entretanto, chamado de rubi da Mianmar no comércio, independentemente de sua origem
geográfica.
O matiz mais desejável entre os rubis da Mianmar é conhecido como "sangue de pombo". Essa cor talvez
seja definida com mais precisão como a cor no centro do vermelho do espectro solar. Diz-se que alguns rubis
vermelhos ligeiramente mais profundos são de cor "sangue de boi".
Diz-se que os ingleses preferem isso. Os de cor ligeiramente mais clara do que o sangue de pombo às
vezes são chamados de "cor francesa", pelo fato de serem preferidos pelos conhecedores franceses.
Rubis escuros, de tom granada, são conhecidos como "rubis do Sião", muitos deles sendo encontrados
naquele país. Rubis rosados claros são chamados de "rubis do Sri Lanka.
Deve-se ter em mente que todos esses "rubis" são de corindo vermelho e que em todas as suas
propriedades distintas, exceto a cor, eles são essencialmente semelhantes.

Safiras

O corindo de cor azul fina é conhecido como "safira". O "azul centáurea" parece ser o mais popular no
momento. Essas safiras são às vezes chamadas de "safiras da Caxemira" porque muitas safiras finas vêm desse
estado. As "safiras do Sri Lanka" são geralmente mais claras do que o azul-centáurea.
As "safiras de Montana" são geralmente de um azul esverdeado ou azul elétrico pálido. As belas pedras
azuis que são extraídas em Montana seriam vendidas com outro nome, de acordo com a qualidade de sua cor,
e não como "safiras de Montana".
As "safiras australianas" são de um azul muito profundo, como tinta, e não cobram um preço alto. Aqui,
novamente, como acontece com os rubis, a classificação depende da cor e não da origem, embora os nomes
geográficos que sejam usados,
Todos os corindo, exceto rubi e safira azul, são geralmente chamados pelo termo "safira", com um
adjetivo qualificativo designando a cor; assim, podemos ter safira rosa, safira dourada, safira verde, etc.
Quando de cor amarela muito fina, a safira amarela é às vezes chamada de "topázio oriental" pelos
joalheiros, o termo "oriental" assim usado indica que o material é corindo. Também temos "ametista oriental"
e "esmeralda oriental" para o roxo e o verde fino e "água-marinha oriental" para o corindo azul-esverdeado
claro. O corindo amarelo às vezes também é chamado de "topázio rei", especialmente no Sri Lanka. Safiras
inferiores de quase todas as cores concebíveis são freqüentemente sortidas em lotes e vendidas como "safiras
extravagantes". Esses lotes, no entanto,
Safiras e rubis de diminutas estruturas tubulares internas freqüentemente exibem uma bela estrela de seis
pontas quando cortadas em forma de cabochão com o topo redondo e expostas à luz solar direta ou de qualquer
outra fonte única. Essas pedras são chamadas de "safira estrela" e "rubi estrela".
Os rubis e safiras artificiais deveriam ser todos chamados de rubis científicos ou safiras, e não
"reconstruídos" ou "sintéticos", já que nenhum é feito hoje de rubis pequenos e reais, e como o processo não é

79
de forma alguma uma síntese química.

Crisoberílio

Deixando as gemas de corindo, chegamos ao lado do crisoberil.


Quando as gemas fornecidas por este mineral são de um verde fino à luz do dia, e de um vermelho
framboesa à luz artificial, como às vezes acontece, devem ser chamadas de "Alexandritas" (em homenagem ao
Czar Alexandre II., Em cujos domínios, e em cujo aniversário, dizem que os primeiros espécimes foram
descobertos).
Quando o crisoberil é de estrutura interna fibrosa ou tubolar, ele fornece olhos de gato (quando cortados
em cabochão), e devem ser nomeados especificamente como "olho de gato crisoberil" para distingui-los dos
olhos de gato de quartzo menos bonitos e menos valiosos . Outras variedades de crisoberil (a maioria das
comercializadas é de cor amarelo-esverdeado) são corretamente denominadas simplesmente "crisoberilas".
Essas pedras são, no entanto, às vezes incorretamente chamadas de "

Spinélio

Em seguida, na ordem que escolhemos, vem "espinélio". As espinelas mais valiosas são de uma cor
vermelha que se aproxima um pouco do vermelho de alguns rubis. Esses espinélios vermelhos devem ser
chamados de "espinélio de rubi" (e não de espinélio de rubi). As próprias pedras às vezes se misturam com
rubis corindo (são freqüentemente encontrados nos mesmos cascalhos de gema), e isso torna ainda mais
necessário que as pedras e os nomes sejam claramente distinguidos. Alguns negociantes chamam os espinélios
avermelhados de "rubi Balas" (rosa vermelho) e os vermelhos alaranjados de "rubicela". O espinélio vermelho
violeta é às vezes chamado de "espinélio de almandina". É muito desejável que o nome da espécie mineral,
espinélio, seja usado, junto com um adjetivo de cor qualificativo, ao nomear as gemas desta espécie, em vez
de termos como "rubicela",

Topázio

Chegamos agora ao topázio. O topázio verdadeiro ou precioso, como costuma ser chamado, para
distingui-lo do quartzo amarelo mais macio e menos valioso, raramente é visto no comércio hoje. Os joalheiros
quase sempre querem dizer quartzo amarelo quando falam de "topázio". Esta é uma infeliz confusão de termos
e que será difícil erradicar. Raramente é cometida alguma injustiça por causa dessa nomenclatura incorreta,
pois o preço cobrado geralmente é justo pelo material oferecido. Preços consideravelmente mais altos seriam
necessários se o topázio verdadeiro estivesse em questão.
Um exemplo da experiência do escritor servirá para ilustrar a confusão que existe no comércio quanto
ao que deveria ser chamado de topázio.
Certa vez m joalheiro com um conhecimento maior do que eu em gemas exibiu algumas pedras de broche
finas como espécimes de topázio.
Ao comentar que eles eram, naturalmente, quartzo citrino em vez de topázio verdadeiro, me deparei com
a afirmação de que as pedras do broche eram topázio verdadeiro.
Para deixar claro ao negociante a diferença entre as duas espécies, perguntei se se não tinha em estoque
alguns topázios menores que lhe custaram muito mais do que as pedras dos broche. O negociante respondeu
que tinha alguns pequenos topázios amarelo-vinho pelos quais havia pago mais e os produziu. As últimas
pedras eram verdadeiros topázios brasileiros.
A maioria deles apresentava falhas minúsculas e estaladiças, como costuma ser o caso, e, como apontoi
para o negociante, eles foram comprados por quilates, enquanto as grandes pedras de broche foram comprados
por um certo preço irrisório.
Na verdade, as pequenas pedras custaram mais por quilate do que as maiores.

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O negociante foi então questionado se não deveria haver alguma diferença na natureza real dos dois lotes
para justificar o pagamento de mais por quilate para pedras pequenas e imperfeitas do que havia pago para
pedras grandes e perfeitas.
Ele, claro, reconheceu que pareceria razoável que fosse esse o caso. Em seguida, foi mostrado que seus
pequenos topázios verdadeiros arranharam facilmente suas pedras grandes, mas as grandes não conseguiam
segurar a superfície das pequenas. (Deve-se lembrar que o topázio tem uma dureza de 8, enquanto o quartzo
tem uma dureza de 7.)
A explicação então se seguiu que os dois lotes eram de dois minerais inteiramente distintos, topázio e
quartzo, e que o primeiro era mais duro, levou um um pouco melhor polido e era mais raro (em cores finas) do
que o quartzo. Claro que o quartzo amarelo deve ser vendido com o nome próprio, quartzo citrino. ( a mesma
raiz que temos em "cítricos" aplicada a frutas.
A implicação da cor é óbvia.) Se o joalheiro ainda deseja usar o termo "topázio" por causa da
familiaridade do público com esse nome, ele deve pelo menos qualificá-lo de alguma forma. Um nome atual
para esse propósito é "topázio espanhol", outro é "Quartzo-topázio". Talvez o último seja o menos questionável
dos nomes que incluem a palavra topázio. ) Se o joalheiro ainda deseja usar o termo "topázio" por causa da
familiaridade do público com esse nome, ele deve pelo menos qualificá-lo de alguma forma. Um nome atual
para esse propósito é "topázio espanhol", outro é "Quartzo-topázio". Talvez o último seja o menos questionável
dos nomes que incluem a palavra topázio. ).
Se o joalheiro ainda deseja usar o termo "topázio" por causa da familiaridade do público com esse nome,
ele deve pelo menos qualificá-lo de alguma forma. Um nome atual para esse propósito é "topázio espanhol",
outro é "Quartzo-topázio". Talvez o último seja o menos questionável dos nomes que incluem a palavra
topázio.
Alguns dos verdadeiros topázios de amarelo vinho perdem o amarelo, mas retêm a componente rosada,
ao serem aquecidos suavemente.
A pedra rosa resultante é bastante bonita e geralmente tem um preço mais alto do que os topázios
amarelos. Esses topázios alterados artificialmente devem ser vendidos apenas pelo que são, e provavelmente o
nome "topázio rosado", implicando, como significa, que algo foi feito na pedra, é um nome tão bom quanto
qualquer outro.
Há, no entanto, poucas chances de fraude nesse sentido, visto que topázios rosa naturais não são vistos
no comércio, sendo muito raros.
Diz-se que algum topázio verde-azulado é vendido como água-marinha, e essa confusão de espécies e
nomes deveria, é claro, ser interrompida por uma determinação real do material quanto às suas propriedades.
Na falta de um refratômetro, as gravidades específicas amplamente diferentes dos dois minerais facilmente
serviriam para distingui-los.

LIÇÃO 17

O NOMEAMENTO DE ALGUMAS DAS PEDRAS PRECIOSAS

O quartzo é o segundo mineral mais abundante da Terra (aproximadamente 12 % vol.), perdendo apenas
para o grupo de feldspatos. Possui estrutura cristalina trigonal composta por tetraedros de sílica (dióxido de
silício, SiO2), onde cada oxigênio fica dividido entre dois tetraedros.
Existem diversas variedades de quartzo, alguns chegando a ser considerados pedras semipreciosas.
Desde a antiguidade, as variedades de quartzo foram os minerais mais utilizados na confecção de joias e
esculturas de pedra, especialmente na Europa e no Oriente Médio.
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Gemas de quartzo
Já consideramos a nomenclatura do quartzo amarelo em conexão com o topázio. "Quartzo citrino" é
provavelmente o melhor nome para este material. Se achar que o nome "topázio" deve ser usado, o prefixo
"quartzo" deve ser usado, ou talvez "topázio espanhol" sirva, mas algum esforço deve ser feito para distingui-
lo do verdadeiro topázio precioso. Além do quartzo ametista e citrino, temos o quartzo leitoso rosado conhecido
como "quartzo rosa". Geralmente é nomeado corretamente.
"Olho de gato" é um termo que deve ser reservado para a variedade Crisoberil, e a variedade de quartzo
deve ser sempre chamada de "olho de gato de quartzo". "Olho de tigre" é um mineral no qual um material
fibroso macio foi dissolvido e o quartzo foi depositado em seu lugar. "Quartzo aventurino" é o nome correto
para quartzo contendo lantejoulas de mica. Pedras de quartzo claras e incolores às vezes são cortadas para
turistas. Essas pedras são freqüentemente chamadas erroneamente de "diamantes" com algum prefixo, como
por exemplo "diamantes do Lago George", etc. Entre as variedades minuciosamente cristalinas de quartzo,
temos o vermelho claro, que deveria ser chamado de "cornalina", o "sarda vermelho-amarronzado" , "o verde"
crisoprase, "o verde alho-poró" prase "e o verde mais brilhante" os três últimos não são vistos tão comumente
como os dois primeiros e, freqüentemente, os espécimes mais bem coloridos são tingidos artificialmente.
"Jaspe", um material mais conceituado pelos antigos do que atualmente, é principalmente quartzo, mas
contém material terroso suficiente para torná-lo opaco. "
A pedra de sangue " é uma calcedônia esverdeada com manchas vermelhas de jaspe.
"Ágatas" são calcedonias bandadas, a variedade chamada "ônix" tendo bandas muito regulares, e a
"sardônia" sendo uma ágata ônix em que algumas das bandas são de sarda avermelhada.
Assim como consideramos opala com quartzo (por causa de sua semelhança química) ao discutir as
espécies minerais, também podemos agora considerar a denominação adequada de opalas aqui. A "opala
preciosa" se distingue da "opala comum" pela beleza de sua exibição, e não por qualquer diferença na
composição. O efeito é obviamente devido à existência de filmes finos (provavelmente de material de
densidade ligeiramente diferente), preenchendo o que antes eram fissuras na massa. As cores do arco-íris são
o resultado da interferência da luz (consulte um texto universitário sobre física para obter uma explicação sobre
a interferência).
A espessura variável desses filmes fornece cores diferentes, de modo que diferentes espécimes de opala
apresentam efeitos muito diferentes. As diferenças de distribuição dos filmes dentro do material também
causam variações nos efeitos.
Existem, no entanto, certos tipos bastante definidos de opala e os joalheiros devem aprender a aplicar
nomes corretos a esses tipos.
Mais proeminentes entre as opalas de hoje são as chamadas "opalas negras" de
Nova Gales do Sul na Austrália.
Eles fornecem flashes de cores vívidos da escuridão aparente. Em algumas posições, as pedras, como o
nome indica, aparecem preto-azulado ou cinza-escuro.
Pela luz transmitida, no entanto, as pedras azuladas parecem amarelas. Devido ao nítido contraste entre
o fundo escuro e as cores brilhantes do espectro, as opalas pretas são as pedras mais atraentes e os espécimes
finos alcançam preços elevados.
"Opala branca" é o nome dado aos tons mais claros de opala que não apresentam o efeito preto-azulado
em nenhuma posição. "Opala Arlequim" tem áreas bastante grandes de cores definidas, dando um pouco o
efeito de um mapa dos Estados Unidos no qual os diferentes estados estão em cores diferentes.
A "opala de fogo" é uma variedade laranja-avermelhada. Ele tem algum "jogo" de cores, além de sua cor
laranja-avermelhada do corpo.
"Opal Matrix" tem minúsculas partículas e filmes de opala preciosa distribuídos por uma rocha vulcânica
escura e a massa é moldada e polida como um todo.

A família do grupo dos quartzos é enorme, gerando uma infinidade de minerais descendentes de silicatos.

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Confira essa variedade:

Variedades Cristalinas

Cristal de Rocha ou quartzo hialino


Citrino
Quartzo Fumado ou Enfumaçado
Quartzo Morion
Quartzo Rosa
Quartzo Verde
Ametista ou Quartzo Roxo
Ametrino
Ametista Azul
Quartzo Amarelo
Citrino Madeira
Cristal Branco
Quartzo Azul
Quartzo Olho-de-falcão
Olho-de-tigre
Olho-de-gato
Quartzo Sagenítico
Quartzo Green Gold
Quartzo Goiaba
Quartzo Denditra
Quartzo com Lodolita
Quartzo com Turmalina
Quartzo com Rutilo
Quartzo Pêssego
Quartzo Morango
Quartzo Arco-Íris (Quartzo Titânio)
Ágata
Jaspe

Variedades criptocristalinas fibrosas (calcedônias)

Calcedônia
Ágata
Carneliana ou cornalina
Sárdio
Crisoprásio ou crisoprase
Heliotropo ou heliotrópio
Ônix
Ágata muscínea ou ágata musgo
Madeira petrificada
Plasma

Variedades criptocristalinas granulares

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Sílex
Jaspe
Prásio

Outros minerais do grupo do quartzo

Estes minerais têm a mesma composição química do quartzo(dióxido de silício, SiO2) mas apresentam
estruturas cristalinas diferentes. Por esta razão estes minerais, incluindo o quartzo, denominam-se polimorfos
de sílica (SiO2).
O tipo de estrutura cristalina formada depende da temperatura e pressão existentes no momento da
cristalização.

Cristobalita
Tridimita
Stishovita
Coesita
Betacristobalita
Betaquartzo
Betatridimita

Observação: Alguns quartzos podem conter rutilo.

O rutilo ou rútilo é um mineral composto de dióxido de titânio , TiO2, sendo um dos três polimorfos de
TiO2:

Rutilo, um mineral usualmente tetragonal de hábito prismático, geralmente com cristais maclados;
Anatase ou octaedrita , um mineral tetragonal de hábito octaédrico, e
Brookita, um mineral ortorrômbico. A anatase e a brookita são minerais relativamente raros.

Berílio, esmeralda e águas marinhas

Chegando agora ao berilo, temos primeiro a esmeralda, depois a água-marinha e, a seguir, os berilos de
outras cores a considerar.
Muitas vezes existe uma tendência entre os negociantes de confundir várias pedras verdes, e até mesmo
gibões, com o nome de esmeralda. Embora o preço cobrado geralmente tenha uma relação justa com o valor
do material fornecido, seria melhor oferecer turmalina, ou peridoto (cujo nome mineral é olivina), ou granada
demantoide (às vezes erroneamente chamado de "Olivina"), ou "dubletes de esmeralda", ou esmeralda ou
"imitação de esmeralda", conforme o caso, sob seus próprios nomes.
Não existem verdadeiras esmeraldas "sintéticas" ou "científicas" ou "reconstruídas", e nenhum desses
termos deve ser usado pelo comércio.
Tem havido um esforço em alguns casos para fazer negócios com base na boa reputação dos rubis e
safiras científicas, mas os produtos oferecidos, quando não são imitações de vidro fora e fora, geralmente são
dupletos ou trigêmeos, consistindo em parte de alguns produtos claros e baratos , mineral natural, como quartzo
ou berilo, e uma camada de vidro verde profundo para dar ao conjunto uma cor adequada.
Todas as tentativas de derreter a esmeralda verdadeira ou o berilo produziram apenas um vidro de berilo,
mais macio e mais leve do que a esmeralda verdadeira, e não cristalino, mas de estrutura vítrea. Portanto, os
nomes "reconstruído", "sintético" e "científico" nunca devem ser aplicados à esmeralda.
Os berilos verdes claros e verdes azuis são corretamente chamados de água-marinha, os berilos azul-

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celeste claros deveriam ser chamados simplesmente de berilos azuis.
O berilo amarelo pode ser chamado de berilo dourado, ou pode ser chamado de "heliodor", um nome que
foi criado para o fino berilo amarelo de Madagascar.
O belo berilo rosa de Madagascar foi chamado de "morganita", um nome que merece viver para
comemorar o grande interesse de J. Pierpont Morgan em coletar e conservar para as gerações futuras muitas
das joias do Museu Americano de História Natural em Nova York.

Zircão

Agora chegamos a uma série de minerais ligeiramente menos duros do que o berilo, mas mais duros do
que o quartzo, e o zircão é talvez tão duro quanto qualquer um desses, por isso será considerado a seguir. O
zircão vermelho, que é raro, é apropriadamente chamado de "jacinto". Muitas granadas Hessonita (pedras de
canela) são chamadas incorretamente de jacintos, no entanto.
O verdadeiro jacinto tem mais estalo e fogo devido ao seu brilho de superfície adamantina e alto poder
dispersivo, bem como ao seu alto índice de refração. Um verdadeiro jacinto é uma bela pedra. Os zircões
amarelos dourados são corretamente chamados de "jacintos".
Os zircões branqueados artificialmente (cuja cor foi removida por aquecimento) são conhecidos como
"jargões" ou às vezes como "diamantes Matura".
Todas as outras cores em zircão devem ser nomeadas simplesmente zircão, com um adjetivo de cor para
indicar a cor particular.

Turmalina

A turmalina fornece joias de muitas cores diferentes.


Geralmente, todos são chamados simplesmente de turmalina, com um adjetivo de cor para especificar a
cor particular, como, por exemplo, a "turmalina rosa" da Califórnia.
A turmalina vermelha é, entretanto, às vezes chamada de "rubelite" e a turmalina branca é chamada de
"acroíta". O último material raramente é cortado e, portanto, o nome raramente é visto ou usado.

Granada

Podemos considerar a seguir as granadas, já que a maioria delas é um pouco mais dura do que o quartzo.
Como foi dito em nosso estudo de espécies minerais, existem vários tipos de granadas, caracterizadas pela
semelhança de composição química, ou pelo menos por analogia de composição, mas, tendo diferenças
específicas de propriedade.
Os nomes usados pelos joalheiros para os vários tipos de granadas devem ser uma indicação bastante
verdadeira quanto ao tipo em mão em um caso particular. Atualmente, há uma confusão considerável na
nomenclatura das granadas.
A prática mais comum é chamar todas as granadas de cor vermelho-púrpura de "almandinas". Como
muitas dessas granadas pertencem à espécie mineral granada de almandita, há poucas objeções à continuação
dessa prática. As granadas vermelho-sangue um pouco menos densas e menos duras são apropriadamente
chamadas de "granadas piropo" (literalmente granadas "de fogo").
Muitas das granadas do Arizona (EUA) pertencem a esta divisão. O termo "rubis do Arizona" não deve
ser usado. Como foi dito sob o rubi, nada além de corindo vermelho deve receber esse título. Da mesma forma,
a granada piropo das minas de diamante da África do Sul é chamada incorretamente "Cabo rubi." A granada
pirope e a almandita tendem a se fundir em composição e propriedades, e as belas granadas "rodolitas" do
condado de Macon, na Carolina do Norte(EUA), estão entre as duas variedades em composição, cor e outras
propriedades
Granada de hessonita fornece pedras vermelho-amareladas e vermelho-acastanhadas, que às vezes

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também são chamadas de "pedras de canela". Também são freqüentemente e incorretamente chamados de
jacinto ou jacinto, termos que, como vimos, devem ser reservados para zircão amarelo e vermelho,
respectivamente.
Granada de andradita fornece pedras verdes brilhantes, que foram incorretamente chamadas de
"Olivinas" pelo comércio. O nome é lamentável, pois é idêntico ao nome verdadeiro do mineral que nos dá o
peridoto. O nome nem mesmo sugere a cor dessas granadas corretamente, pois raramente têm tonalidade verde
oliva. Como a escassez de belos espécimes e sua grande beleza tornam necessário um preço bastante alto, o
público dificilmente pagaria por algo que fosse chamado de "granada", visto que as granadas são consideradas
comuns e baratas. Talvez a adoção do nome "Demantoide" possa aliviar a situação. As pedras são
freqüentemente chamadas de "granadas demantoides" por causa de seu brilho semelhante ao de um diamante
e dispersão. O uso de "demantoide" sozinho, se um substantivo pode ser feito a partir do adjetivo,
"Spodumene" fornece "Kunzite" de rosa a lilás, em homenagem ao Dr. George F. Kunz, o especialista
em gemas, e por um tempo uma variedade verde esmeralda foi adquirida da Carolina do Norte que ficou
conhecida como "Hiddenite", após seu descobridor, WE Escondido. Nenhuma confusão de nomenclatura
parece ter surgido em relação a este mineral.
O próximo mineral na escala de dureza é o quartzo. (Dureza 7). Quando puro e incolor, deve ser chamado
de "cristal de rocha". O quartzo roxo é, naturalmente, ametista. Alguns revendedores adotaram a má prática de
chamar a fina ametista roxa profunda de ametista "oriental", o que não deveria ser feito, pois o termo "oriental"
há muito significa uma gema de corindo . Como a Sibéria produziu ametistas muito finas, o termo "ametista
siberiana" seria um bom nome para designar qualquer gema especialmente fina.

Jade

"Jade" deve receber atenção em seguida.


É um termo muito abusado. Sob ele, pode-se comprar jadeíte, nefrita, bowenita, amazonita ou,
freqüentemente, simplesmente vidro verde.
O uso da palavra deve ser confinado aos dois primeiros minerais mencionados, a saber, jadeíta e nefrita,
pois eles possuem apenas a extrema tenacidade juntamente com a dureza considerável que esperamos do jade.
A bowenita, embora dura, é relativamente macia e a amazonita é quebradiça e também facilmente clivável,
enquanto o vidro é macio e quebradiço.

Peridoto e Olivina

O mineral "olivina" nos dá o "peridoto" (este nome deve ser mantido para as pedras verdes de garrafa
mais profundas), e as gemas verde-oliva desse mesmo mineral podem ser corretamente chamadas de "olivina"
ou "crisólita". Como foi explicado na seção granada, os joalheiros freqüentemente usam o termo "olivina" para
designar a granada demantóide. O termo crisólita também às vezes é usado incorretamente para o crisoberil
amarelo-esverdeado.

Gemas de feldspato

Entre os minerais mais suaves que o quartzo, usados como gemas, temos também o "feldspato", que nos
dá "pedra da lua", "labradorita" e "amazona".
Uma forma opalescente de calcedônia é freqüentemente colhida nas praias da Califórnia e polida para
turistas com o nome de "Pedra da Lua da Califórnia". Infelizmente, este nome foi escolhido porque o material
não é o mesmo da verdadeira pedra da lua e o efeito não é tão pronunciado ou tão bonito. As pedras polidas
mostram apenas uma nebulosidade leitosa, sem nada daquele belo brilho da verdadeira pedra da lua.
"Labradorita" geralmente é nomeada corretamente.

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A"Amazonita" foi originalmente denominado incorretamente, uma vez que nenhuma foi encontrada ao
longo do rio com esse nome. O termo se tornou tão generalizado, entretanto, que provavelmente teremos que
continuar a usá-lo, especialmente porque nenhum outro nome foi usado para esse feldspato verde-azulado.
Como já foi dito, a amazonita às vezes é vendida como "jade", o que é incorreto.

Malaquita, azurita e lápis-lazúli

Malaquita e azurita são normalmente nomeados corretamente, mas "lápis-lazúli" é um nome


frequentemente mal usado, sendo aplicado a quartzo craquelado que foi manchado com azul da Alemanha, ou
algum outro corante, para uma semelhança não convincente com o lápis-lazúli verdadeiro. Essas pedras
produzidas artificialmente são às vezes vendidas como "lápis-lazúli". Eles são mais duros do que o lápis-lazúli
verdadeiro e provavelmente vestem muito melhor em ornamentos expostos, mas não são lápis-lazúli e nunca
têm a mesma cor, e os nomes não devem ser mal utilizados, e isso é especialmente verdadeiro em um comércio
onde o público teve confiar totalmente no conhecimento e na integridade do revendedor.

Com o aumento do conhecimento sobre as pedras preciosas que está crescendo lenta mas constantemente
entre o público, torna-se mais do que nunca necessário para o joalheiro e negociante de pedras preciosas saber
e usar os nomes corretos para todas as pedras preciosas.

LIÇÃO 18

COMO AS PEDRAS PRECIOSAS SÃO CORTADAS?


Pedras Preciosas Brutas

John Ruskin, que tinha os meios para adquirir alguns espécimes naturais muito finos de gemas, era de
opinião que o homem não deveria mexer nos maravilhosos cristais da natureza, mas que eles deveriam ser
admirados em estado bruto. Embora se possa entender o ponto de vista de Ruskin, a arte do homem pode fazer
uso das propriedades ópticas dos minerais transparentes, propriedades não menos maravilhosas do que aquelas
exibidas na cristalização e, na verdade, intimamente associadas a esta última, e moldando o material bruto de
acordo com com essas propriedades ópticas, aumenta muito a beleza da gema.
Nenhum material ilustra a melhoria maravilhosa que pode ser conseguida cortando e polindo melhor do
que o diamante.
No estado bruto, o diamante tem uma aparência menos atraente do que o cristal de rocha.
GF Herbert-Smith compara sua aparência à dos cristais de refrigerante.
Outros autores o comparam com a goma arábica.
A superfície do diamante em bruto é geralmente enrugada pela sobreposição de camadas minúsculas ou
estratos do material, de modo que não se pode olhar para o interior transparente mais do que se pode olhar para
um banco, através das janelas de vidro de prisma tão usadas para difundir a luz que entra por meio deles.
Sendo, portanto, de um exterior áspero, o diamante bruto não mostra nenhum estalo e fogo que são
desenvolvidos pelo corte adequado.
Como o diamante talvez apresente mais melhorias ao ser lapidado do que qualquer outra pedra, e como
a arte de lapidar o diamante é distinta daquela de lapidar outras pedras preciosas, tanto no método de lapidação
quanto no fato de que os operários que lapidam cortam nenhuma outra pedra preciosa, será bom considerar o
corte de diamante separadamente.
Antes de discutir os métodos pelos quais a modelagem e o polimento são realizados, consideremos
brevemente o objeto que está em vista, alterando assim a forma e alisando a superfície do material áspero.

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LIÇÃO 19

COMO AS PEDRAS PRECIOSAS SÃO CORTADAS E O QUE CONSTITUI UM BOM


"MAKE"?

LAPIDAÇÂO, O PROCESSO

O processo faz uma gema assumir uma certa forma, exibir o seu brilho e cor, permitindo-lhe ser usada
em joias.
Ao contrário dos diamantes, gemas coloridas possuem propriedades óticas variáveis e não são lapidadas
de maneira uniforme.
Uma gema colorida e bem cortada exibe a mesma cor, um número aceitável de inclusões, brilho bom e
exibe a maioria do seu peso em quilates, quando vista de cima.
Em termos gerais, os estilos de lapidação de uma gema podem ser divididos em facetadas (aqueles com
forma geométrica plana e faces polidas) e não facetadas (aqueles que não têm forma geométrica plana nem
faces polidas, como cabochão). As etapas da lapidação de pedras preciosas são:
Corte: O corte é uma das etapas cruciais no acabamento das pedras preciosas (se não a mais crucial). É
o corte que irá determinar o tamanho e a beleza da gema acabada. Uma vez selecionada a pedra bruta, o
lapidador é quem vai determinar como cortar e onde cortar, a fim de alcançar a mais alta qualidade.
Se a pedra bruta for cortada de forma incorreta a sua beleza pode ser diminuída e, consequentemente, o
seu valor.
Pré-formação: Depois que a pedra bruta foi cuidadosamente serrada, começa a pré-formação. Esse
processo requer experiência e concentração. Os pré-formadores determinam tanto a forma e o uso para cada
gema. Erros nesta fase podem ser catastróficos.
Além da beleza, pré-formadores precisam sempre ter em mente o peso da gema acabada. A pré-formação
geralmente é realizada utilizando uma roda de aço vertical para lixar a pedra.
Dando a forma: O formador utiliza um tipo especial de resina para apor a gema pré-formada em uma
haste de metal. Em seguida, o formador aplica delicadamente a pedra à roda para dar forma e obter uma
apresentação mais precisa dos tamanhos e das facetas.
Devido à imensa precisão exigida por este processo, o formador precisa ser muito experiente e habilidoso.
Polimento: A etapa final é conhecida como polimento. Quando as gemas atingem o seu tamanho e forma
ideal são levadas para uma lixa horizontal de aço ou de aço e cobre, onde o polidor completa a lapidação dando
o polimento final, utilizando pasta de diamante fina para revelar brilho e "fogo".
Com uma formação de alguns meses, lapidadores podem facetar de 20 a 30 gemas por dia. Mas podem
levar muitos anos para se tornarem lapidários qualificados.
O corte de uma gema é uma combinação de sua forma e de um estilo de lapidação. Essa forma depende
muito da forma original da pedra bruta. A forma oval é mais utilizada, uma vez que melhor equilibra beleza e
a retenção do peso em quilates. Para escolher o estilo de lapidação de uma gema é necessário considerar o
design da jóia onde ela será aplicada, as inclusões, a cor e a perda de quilates de peso.

Corte e clivagem

O corte e o polimento de pedras preciosas, exceto o diamante, são atividades totalmente distintas do
corte de diamantes. A pedra preciosa lapidar corta todas as espécies de pedra, exceto diamante. Os métodos
usados por diferentes lapidários variam um pouco em seus detalhes, e existem muitos segredos comerciais que
são mais ou menos zelosamente guardados por seus possuidores, mas em geral os métodos usados para reduzir
os materiais brutos às gemas acabadas são os seguintes: Primeiro, o material áspero, se for muito grande ou
muito imperfeito, é fendido, ou, se possuir uma clivagem pronunciada, pode ser clivado, para reduzir o tamanho
ou para remover partes imperfeitas.
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O corte é realizado por meio de um disco circular de metal fino que é martelado de modo que seja plano
e gire verdadeiramente, e é então preso entre as placas frontais, tanto quanto uma roda de esmeril é realizada.
A borda lisa do disco circular é então carregada com pó de diamante e óleo, o pó de diamante sendo colocado
na borda do disco de metal pela pressão de algum material duro de granulação fina, como calcedônia, ou
laminado no metal por o uso de um rolo giratório.
Uma vez carregada e mantida livremente com óleo, uma roda de corte corta um número considerável de
peças de qualquer pedra preciosa menos dura que o diamante, e o fará com considerável rapidez. A roda é,
naturalmente, girada muito rapidamente para esse propósito. e mantida livremente com óleo, uma roda de corte
corta um número considerável de peças de qualquer pedra preciosa menos dura que o diamante, e o faz com
considerável rapidez.
A roda é, naturalmente, girada muito rapidamente para esse propósito. e mantida livremente com óleo,
uma roda de corte corta um número considerável de peças de qualquer pedra preciosa menos dura que o
diamante, e o faz com considerável rapidez.
A roda é, naturalmente, girada muito rapidamente para esse propósito.
A clivagem de certos materiais de gema, como o topázio verdadeiro (que se divide perfeitamente no
prisma, paralelo à sua base) é facilmente realizada, e é feita da mesma maneira que a clivagem do diamante.
As gemas de feldspato, como pedra-da-lua, amazonita e labradorita, também se dividem suavemente em certas
direções.
O espodumênio, do qual a kunzita é uma variedade, cliva-se quase com facilidade demais para ser
durável. A maioria dos minerais de gema, no entanto, carece dessa clivagem perfeita e quando se deseja
remover partes imperfeitas ou reduzir pedaços grandes a tamanhos menores, esses materiais são cortados como
descrito acima.

"Esfregando"

Como o material tem quase as dimensões da peça acabada, o próximo passo é "esfregá-lo", como é
chamado, aproximadamente na forma e no tamanho desejados. Este processo de fricção era feito anteriormente
por meio de uma placa de metal macio (às vezes de chumbo), carregada com pó de esmeril e água.
Carborundum, sendo mais duro e afiado do que esmeril, substituiu-o amplamente.
Alguns dos materiais mais macios, como, por exemplo, turquesa, são esfregados em uma roda de
carborundo voadora rápida de tipo semelhante àquelas usadas em oficinas de máquinas para retificar
ferramentas de aço. Essas rodas giram em um plano vertical e são mantidas molhadas.
As voltas mencionadas antes correm horizontalmente. As rodas de carborundo têm os grãos de
carborundo cimentados por meio de algum material de ligação e este se desintegra gradualmente, expondo
novas arestas de corte afiadas.
Vários tamanhos de grãos e vários graus de dureza do material de ligação, bem como várias velocidades,
são necessários para se adequar aos muitos materiais diferentes esfregados pelo lapidário. Alguns lapidários
esfregam as gemas mais duras e valiosas, como o rubi, sobre pedaços de latão ou outro metal com carga de
diamante.

Polimento

O polimento de pedras, sejam cabochão ou facetadas, é realizado com a utilização de abrasivos de pó


muito fino, como pó de corindo, trípoli, pedra-pomes, pó de massa, etc.
Cada material de gema requer um tratamento especial para obter os melhores resultados. É aqui que a
maioria dos segredos comerciais se aplica.
São muitos os problemas do lapidário para obter o polimento apurado que tanto se admira nas joias finas.
Em geral, o pó de polimento não deve ser tão duro quanto o material a ser polido, caso contrário, ele pode moer
em vez de polir.

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O material deve ser usado com água ou óleo para dar consistência cremosa.
Deve ser apoiado por voltas de materiais diferentes para finalidades diferentes.
Assim, quando apoiado por um metal razoavelmente duro, até mesmo os trípolis, embora muito mais
macios, dão brilho à safira. Em uma volta de madeira, trípoli não conseguiria polir materiais duros, mas poliria
ametista ou outra gema de quartzo.
Uma mudança na velocidade da lapidação também altera o efeito do material de polimento.
Eu vi um lapidário, que não estava tendo sucesso em polir uma esmeralda, obter resultados muito bons
usando um freio e diminuindo a velocidade de sua volta.
Temos que tomar cuidado com a rotação.
O material de polimento deve ser de tamanho muito uniforme, de preferência com flutuação em água ou
óleo, para dar bons resultados.
A lapela deve ser mantida plana e verdadeira e a pedra deve ser segurada adequadamente, ou a planura
das facetas, das quais o brilho depende em parte, será destruída durante o polimento.
Os materiais mais macios, como a opala, requerem um tratamento mais parecido com o do vidro cortado,
e pós abrasivos macios, como a pedra-pomes, são suficientes para poli-los.
Provavelmente, dificilmente dois lapidários trabalhariam exatamente da mesma forma em seu tratamento
de pedras preciosas, e cada um guarda seus segredos, embora todos usem métodos gerais aproximadamente
semelhantes.
Alguns criaram suportes mecânicos que permitem o corte repetido de pedras exatamente nos mesmos
ângulos, e isso, também, com um conhecimento preciso dos ângulos usados.
Esses ângulos podem ser definitivamente alterados para diferentes materiais, de acordo com seus índices
de refração.
Outros lapidários produzem resultados muito bons por métodos puramente manuais.
Esses detalhes foram examinados para dar uma idéia dos métodos do lapidário e das muitas variações de
método. Em geral, no entanto, o corte ou clivagem, a fricção para a forma, o alisamento de todos os riscos e o
facetamento e polimento são feitos de forma semelhante por todos os lapidários.
Tendo agora um vislumbre dos métodos dos lapidários, consideremos brevemente o que constitui uma
boa "fabricação" em outras gemas.
O segmento de lapidação e de criação de jóias também é carente de equipamentos modernos, para
produção em larga escala e obtenção de lapidação de qualidade internacional.
Atualmnete máquinas são utilizadas na lapidação de cabochão.
Estas máquinas produzem cerca de 1,5 mil gemas por dia, todas calibradas e padronizadas.
Também há máquinas, ainda em desenvolvimento e aperfeiçoamento, realizam a lapidação facetada, com
tecnologia CNC - Controle Numérico Computadorizado com estimativa de produção de até 150 peças ao dia.
A Lapidart é um exemplo de empresa brasileira que fabrica esses equipamatos para o setor de lapidação.

Como o corte aumenta o brilho?

O objetivo principal do corte de um diamante é torná-lo mais brilhante.


Isso é tão verdadeiro que a forma usual de lapidação dos diamantes passou a ser chamada de brilhante.
O adjetivo tornou-se um substantivo.
O brilho aumentado é devido principalmente a dois efeitos: primeiro, reflexo de luz muito aumentado e,
segundo, dispersão de luz.
Já o reflexo é parcialmente externo, mas principalmente interno.
Retomando primeiro a reflexão interna que é responsável pela maior parte do brilho branco da pedra
lapidada, devemos notar que é um fato que a luz que passa por qualquer material transparente irá, ao chegar a
qualquer superfície polida, penetrar e emergir ou caso contrário, será refletido dentro do material, dependendo
do ângulo em que a luz atinge a superfície.
Para cada material existe um ângulo definido fora do qual a luz que está passando como descrito acima,

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é totalmente refletida dentro do material.

Analise a figura 22:

FIGURA 22: AB representa a superfície posterior de um pedaço de diamante

CD é uma linha perpendicular a AB. O ângulo CDE é de cerca de 24 graus.


A linha pontilhada, FDH representa o curso tomado por um raio de luz que é totalmente refletido em D
de tal forma que o ângulo FDA é igual ao ângulo HDB.

Qualquer luz procedendo em direção a AB, mas entre E e C, não seria totalmente refletida. A maior parte
penetraria em AB.

Reflexão total

Para o diamante, este ângulo crítico, como é chamado, é quase 24 ° de uma perpendicular à superfície.
Se agora, moldarmos um diamante de forma que a maior parte da luz que entra pela frente incida sobre
a primeira superfície posterior que ele encontra, em um ângulo maior que 24 ° para uma perpendicular a essa
superfície, a luz será totalmente refletido na pedra.
O ângulo em que é refletido será o mesmo em que encontra a superfície. Em outras palavras, os ângulos
de incidência e de reflexão são iguais. Veja a FIGURA 22 para uma ilustração deste ponto.

Teoria do "Brilhante"

No "brilhante" usual, grande parte da luz que entra pela superfície frontal é totalmente refletida da
primeira faceta traseira que encontra e, em seguida, prossegue através da pedra para ser novamente totalmente
refletida do lado oposto do brilhante.
Desta vez, a luz segue em direção ao topo da pedra. Veja a figura 22 (De GF Herbert-Smith's Gem-
Stones).
Os ângulos do topo de um brilhante são propositadamente feitos de forma tão plana que a luz que se
aproxima falha em ser totalmente refletida novamente e pode emergir para deslumbrar o observador.
Nos brilhantes mais bem feitos, o ângulo que a inclinação posterior faz com o plano da cintura é muito
próximo de 41 ° e o ângulo superior, ou ângulo da inclinação frontal em relação ao plano da cintura, é de cerca
de 35 °.
Esses brilhantes bem feitos quando expostos a uma luz brilhante parecem quase pretos, ou seja, eles não
conseguem passar qualquer luz através deles (exceto através do minúsculo culet, que, sendo paralelo à mesa

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acima, passa a luz que vem direto para baixo para ele).

FIGURA 22 - Raios de luz passando através do diamante. Fonte: GF Herbert-Smith's Gem-Stones

Em outras palavras, em vez de permitir que a luz os penetre, os brilhantes bem feitos refletem-na quase
totalmente de volta para sua fonte, isto é, para a frente da pedra.
O diamante bem lapidado é um objeto muito brilhante, visto de frente.
Devemos agora considerar como o "fogo" ou jogo de cores prismático é produzido, pois é ainda mais da
exibição do fogo do que de seu puro brilho branco que depende a beleza de um diamante.

Causa do "Fogo"(fire)

Como vimos na lição sobre refração, luz branca que muda seu curso de um meio transparente para
outro em qualquer ângulo exceto a superfície envolvida, não é apenas refratada como vimos na lição 2, mas é
dispersa, ou seja, a luz de cores diferentes é dobrada em quantidades diferentes e, portanto, temos uma
separação das várias cores.
Se isso acontecer quando o raio de luz deixar a superfície superior de um brilhante, o observador sobre
cujo olho a luz incide verá o vermelho, o amarelo ou o azul, conforme o caso, em vez da luz branca que entrou
na pedra. Se, em vez disso, a dispersão ocorre quando a luz entra no brilhante, os vários raios coloridos assim
produzidos serão totalmente refletidos de volta para o observador (ligeiramente enfraquecidos pela propagação,
em comparação com os espectros direto ou não refletido).
Assim, a dispersão produz o "fogo" de uma forma brilhante.
Esta é uma combinação de diferentes propriedades, como a dispersão e a difração da luz.
Estas propriedades causam um efeito ótico semelhante ao brilho, porém dentro da gema.
Alguns minerais como o diamante possuem índices de refração altos a muito altos e por isso produzem
um fogo bastante chamativo.
Outros materiais que não o diamante se comportam de maneira semelhante, mas geralmente em uma

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extensão muito menor, pois poucos materiais de gema têm um poder refrativo tão alto ou um poder dispersivo
tão grande quanto o diamante.
Tendo considerado a teoria do brilhante, podemos agora estudar os métodos pelos quais o diamante bruto
extremamente duro é moldado e polido.
Veja alguns exemplos na figura 23:

Figura 23: Efeito ótico de 'brilho interno' na gema (fogo) em cristais de diamante, quartzo citrino e rubi. Fonte:
Getty Imagens

Bom "Make" em Pedras Coloridas

Brilhantes, cortados de materiais com índices de refração menores do que o diamante (e este grupo inclui
quase todas as pedras exceto diamantes) devem ter ângulos posteriores mais íngremes e topos mais altos do
que os melhores brilhantes de diamante.
Um ângulo superior de 35 graus (o ângulo entre a inclinação do topo e o plano da cintura é chamado de
ângulo superior) e um ângulo posterior de 41 graus sendo quase ideal para o diamante, outros materiais de
gema devem ter mais próximo de 39- ângulo superior de graus e ângulo traseiro de 44 graus para dar o maior
brilho possível. No entanto, no caso de gemas coloridas, como rubi, safira, etc., onde o valor depende ainda
mais da cor do que do brilho, é frequentemente necessário cortar o brilhante mais espesso ou mais fino do que
essas proporções para aprofundar ou para diluir a cor.
Em geral, quanto mais espessa uma pedra de uma determinada extensão, mais profunda será a cor. A cor
também pode ser aprofundada dando à pedra um contorno arredondado, tanto acima como abaixo do cinto, e
facetando-o em etapas em vez de na forma brilhante.
Aumentar o número de etapas também serve para aprofundar um pouco a cor, visto que um maior número
de reflexos é obtido dentro do material, a luz, portanto, tem que percorrer uma distância maior através da massa
colorida, e mais da luz, de outra cor do que o da pedra é absorvido.

Melhorar a cor por meio do corte adequado

No Além da melhoria da cor que pode ser conseguida pela mudança da forma da pedra lapidada, há uma
série de materiais de gemas cuja cor varia muito em diferentes direções, e este fato exige um uso habilidoso
para obter os melhores resultados possíveis. Assim, a maioria das turmalinas de cores profundas deve ser
cortada com o topo ou mesa, da pedra acabada, no lado do cristal prismático e não em ângulos retos com o
eixo do prisma.
Se cortados da última maneira, eles teriam cores muito densas. Por outro lado, a maioria das safiras azuis
deve ser cortada ao longo do eixo do prisma em vez da maneira que as turmalinas devem ser cortadas. Cortar
uma safira com sua mesa na lateral do prisma provavelmente faria com que ela tivesse um tom esverdeado por
causa da mistura do desagradável "raio comum" de tonalidade amarelada com o azul da pedra visto de cima a
baixo no prisma. Algumas safiras australianas são de um verde pronunciado quando vistas através do eixo do
cristal.
93
Os rubis se cortados, como era recomendado para as safiras, dão uma cor vermelha muito pura e muito
profunda, mas carecem um pouco na exibição do dicroísmo dado pelos rubis que são cortados com a mesa na
lateral do cristal e paralelos ao seu eixo.
Os lapidários precisam conhecer e fazer uso de relações ópticas como essas, e os joalheiros podem muito
bem se informar sobre esses assuntos, especialmente se eles têm, ou esperam adquirir, comércio de pedras de
cores muito finas.

Efeito da forma no brilho

Na prática real, é comum encontrar pedras coloridas mal cortadas para o brilho, especialmente o brilho
central, e isso, também, sem a desculpa do sacrifício do brilho para melhorar a cor. A falha é geralmente devido
a um desejo muito grande de economizar tamanho e peso.
Freqüentemente, uma pedra teria maior valor se cortada corretamente, mesmo às custas de algum
tamanho e peso. Quando as pedras são cortadas muito rasas, como é freqüentemente o caso, elas certamente
vazam luz no centro e são, portanto, fracas e menos brilhantes lá do que se fossem feitas com diâmetro menor
e com declives mais íngremes de aproximadamente 44 graus.
Pedras redondas, se seus ângulos estiverem corretos, são mais brilhantes do que pedras de outros
contornos, como formato quadrado ou almofada, ou navette ou formato de coração.
Pode-se ver facilmente que essas pedras de formatos estranhos dificilmente podem ter os mesmos
ângulos superior e posterior em todas as partes de sua circunferência.
Se o ângulo de um canto de uma pedra quadrada estiver correto, o ângulo do meio de um lado é
obviamente um pouco diferente.
Pequenas diferenças de ângulo fazem diferenças consideráveis no brilho das pedras lapidadas.
A tendência prevalecente de cortar quase todos os diamantes redondos depende em grande parte dos fatos
acima.
No caso de pedras coloridas, entretanto, a atratividade adicional que vem com contornos ímpares ou
diferentes mais do que compensa a ligeira perda de brilho que pode acompanhar a forma selecionada.
O teste da "fabricação" de uma pedra colorida é sua aparência. Se ele se ilumina bem na maior parte de
sua superfície e se a cor está correta, não se deve criticar o "make" como seria justificado em fazer no caso de
um diamante. Se, entretanto, o efeito for menos atraente, muitas vezes seria aconselhável medir os ângulos da
pedra, ou sua espessura e espalhar como em comparação com medições semelhantes em uma pedra de
aparência fina.
Freqüentemente, descobriremos o motivo do fracasso da pedra em seu desempenho, e o recorte deve ser
feito em tais casos para obter uma pedra menor, porém mais bonita e, portanto, mais valiosa.

LIÇÃO 20

FORMAS DADAS A PEDRAS PRECIOSAS


ENQUANTO as pedras preciosas são cortadas em muitas formas diferentes, existem, no entanto, alguns
tipos gerais de corte.
Estes podem ser classificados da seguinte forma: Primeiro, o "cabochão" (figura 24) tipo de corte;
segundo, a velha "rosa" (figura 26) tipo de corte; terceiro, o brilhante (figura 26); quarto, o corte passo (figura
27).
Cabochões: Destes, o primeiro, ou corte cabochão, é provavelmente o mais antigo. O termo vem de
uma palavra francesa que significa careca (caboche, do latim cabo, cabeça).
O usual corte redondo em cabochão lembra o formato do topo de uma cabeça. As pedras cortadas em
cabochão geralmente têm uma base plana, mas às vezes é usada uma base ligeiramente convexa, especialmente
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em opalas e em pedras da lua, e algumas pedras de cor muito densa são cortadas com uma base côncava para
afiná-las e, assim, reduzir sua cor .
O contorno da base pode ser redondo, oval, quadrado ou almofada, em forma, ou forma de coração ou
de qualquer forma regular.
A parte superior é sempre lisa, arredondada e sem revestimento. A relação da altura ou espessura com o
comprimento ou largura pode ser variada para se adequar ao tamanho e forma da peça áspera ou para se adequar
às idéias de simetria de alguém, desde que o material seja opaco, como turquesa ou lápis-lazúli. Se, no entanto,
o material for transparente os melhores resultados no caminho do retorno da luz para a frente e, portanto, na
exibição da cor do material, são obtidos se a espessura for cerca de metade da propagação.

FIGURA 24: CORTE DE CABOCHÃO

A figura 24 mostra em (a) e (b) a frente e o topo do cabochão redondo usual.


O corte (c) da mesma Figura dá a elevação frontal de um cabochão que iluminará melhor do que o desenho de
topo redondo usual. No tipo de topo redondo, a parte central da parte superior é tão quase paralela à parte
traseira que a luz pode passar direto como através de uma vidraça.
Se os lados inclinados forem levados até um ponto cego, como no corte (c), há muito menos perda de luz e
maiores resultados de beleza.
Os cabochões das Índias Orientais são freqüentemente cortados de uma forma semelhante à sugerida.
Esta relação depende do índice de refração do material, mas como a maioria das pedras coloridas têm
índices de refração semelhantes, as proporções acima são suficientemente precisas para todos.
O objetivo em vista é a obtenção da reflexão total de tanta luz quanto possível da parte traseira lisa e
polida da pedra. As pedras cabochão às vezes são colocadas sobre uma folha ou ouro polido para aumentar o
reflexo da luz.
O caminho de um raio de luz através de uma pedra lapidada em cabochão é muito semelhante ao de um
diamante lapidado rosa ver corte (c) da figura 26 para o último.
O processo de fricção não deixa uma superfície facetada, mas apenas uma superfície grosseiramente
arredondada ou achatada.
Se o material for deixado em alguma das formas de topo arredondado e plano, conhecido como corte
cabochão, as superfícies precisam apenas ser alisadas (por meio de abrasivos muito finos, como esmeril fino
aplicado por meio de voltas, ou mesmo por lixa fina ou pano de carborundum), e eles estão prontos para o
polimento.
Geralmente é usado em gemas opacas (que não permitem a passagem de luz) ou com muitas inclusões,
cujas características são consideráveis indesejáveis, pois diminuem o valor de uma gema.
Esse tipo de corte ressalta os aspectos externos, como o brilho e a cor e a presença de inclusões minerais
que incrementem a beleza da gema. Sendo assim, transformas os eventuais problemas da gema em um linda
solução.
Como o corte rosa, o corte cabochão não dá muito brilho em comparação com o corte brilhante.
As pedras lapidadas em cabochão, entretanto, têm uma cor tranquila e bela que as recomenda às pessoas
de gosto discreto, e até mesmo rubis, safiras e esmeraldas finas são cada vez mais lapidadas em cabochão para
satisfazer a crescente demanda por bom gosto em joias.
O índio oriental sempre preferiu o corte cabochão para pedras coloridas, mas possivelmente seus motivos
não foram misturados, já que o corte cabochão economiza uma proporção maior do peso da pedra bruta do que
os tipos mais modernos de corte.

95
As granadas, mais do que outras pedras, têm sido usadas no corte do cabochão e, quando nessa forma,
costumam ser conhecidas como carbúnculos (de carbúnculo, um carvão incandescente).
Qualquer outra pedra vermelha flamejante pode igualmente ser denominada carbúnculo, especialmente
se o corte for cabochão.
Veja alguns exemplos na figura 25:

Figura 25: Exemplos de gemas com corte em Cabochão. Na esquerda Lápis-lazúli e na direita rubi. Seu corte
é baseado em uma parte plana (base) e um topo arredondado. Diferentes formas podem surgir desse tipo de
corte e a combinação com outros cortes é bastante comum. Fonte: Pinterest (2020)
Rubis científicos ficam muito bem no corte cabochão.

a FIGURA ilustrativa:

FIGURA 26: CORTE DE ROSA.

Corte Rosa: Era natural que as primeiras pedras cortadas tivessem as linhas arredondadas simples do
corte cabochão, pois a primeira coisa que ocorreria ao trabalhador primitivo que aspirava a melhorar o produto
da natureza seria o atrito de arestas vivas e o polimento de toda a superfície da pedra.
Talvez a próxima melhoria tenha sido o polimento de facetas planas no topo arredondado de uma pedra
cabochão.
Esse processo nos dá o antigo tipo de corte conhecido como corte de rosa. Os desenhos (a) e (b) da figura
26, mostram a elevação frontal e o topo e (c) mostra o caminho de um raio de luz através de uma "rosa".
Deve-se notar que a forma geral lembra a de um cabochão redondo, mas vinte e quatro facetas
triangulares foram formadas no topo.
A rosa bem proporcionada tem uma espessura cerca de metade do seu diâmetro. Antigamente, os
diamantes eram lapidados principalmente na forma de rosa, especialmente nos dias das minas das Índias
Orientais, e mesmo no início do século XIX, muitas pessoas preferiam rosas finamente feitas aos brilhantes e
grossos daquela época. Hoje em dia, apenas pequenos pedaços de diamante são cortados em "rosas". Como o
material usado freqüentemente resulta da clivagem de diamantes maiores, o público passou a conhecer essas
pequenas rosas como "lascas".
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As melhores rosas têm vinte e quatro facetas regulares, mas as pequenas freqüentemente recebem apenas
doze, e essas raramente são regulares na forma e no arranjo.
Essas rosas servem bem para incrustar caixas de relógios e para trabalhos semelhantes, pois a base plana
da pedra pode ser fixada em metal fino sem dificuldade. Quase a única gema diferente do diamante que agora
é cortada na forma de rosa é a granada.
Um grande número de pequenas granadas da Boêmia são cortadas em forma de rosa crua para uso em
trabalhos de cacho.

FIGURA 27: CORTE BRILHANTE.

O corte brilhante, como o próprio nome indica, dá o retorno de luz mais completo de qualquer uma das
formas de corte.
A teoria do brilhante já foi discutida nas lições passadas, e sabemos que ela possui conexão com o corte
de diamante.
A forma do brilhante é muito conhecida para exigir muitas descrições. A maioria dos brilhantes hoje em
dia é cortada praticamente redonda e a forma é a de dois cones truncados colocados base a base. O cone superior
é mais truncado do que o inferior, formando assim a grande faceta superior plana conhecida como mesa da
pedra na figura 27, corte (a).
O truncamento do cone inferior forma a pequena faceta conhecida como culet, que fica oposta à mesa e
é paralela como no corte B da figura 27 corte (a). A borda de encontro dos dois cones é a cinta do brilhante no
corte (a) da figura 27. A superfície inclinada do cone superior é facetada com trinta e duas facetas no corte
total brilhante, enquanto o cone inferior recebe vinte e quatro.
Pedras pequenas às vezes recebem menos facetas, para diminuir o custo e a dificuldade de corte, mas
pagando o suficiente por elas, podem-se obter brilhantes lapidados de até cem por quilate.
O corte (b) da figura 27 mostra o arranjo adequado das facetas superiores e corte (c) das facetas
inferiores.
Ao cortar pedras coloridas no corte brilhante, especialmente se o material for muito caro e sua cor precisar
ser escurecida ou clareada, o lapidário freqüentemente toma liberdade com o arranjo regular e as proporções
representadas nos cortes.
Acredita-se que o nome briolete é derivado das palavras francesas brilhante (espumante) e brignolette
(uma ameixa pequena e seca).
Ele tem a forma de uma gota ou de uma pêra com facetas em toda a volta. Não há coroa, mesa ou pavilhão.
A forma do briolete é a mais difícil de cortar e um lapidador experiente produz poucos brioletes por dia.
O número aproximado de facetas de uma pedra na forma briolete é de 84.
Por causa desse número o briolete exige perfeição de cima para baixo.
O corte brilhante é o padrão para o diamante, mas é também usado em outras pedras preciosas.
Ele normalmente tem 57 facetas, ou 58 contando com a pequena faceta inferior (culet). Embora a
ninguém tenha sido creditada a sua invenção, um lapidador de Veneza chamado Vincenzo Perruzzi é muitas
vezes mencionado como aquele que, no século 18, introduziu esse corte entre as diversas formas de lapidação.

97
Já o corte moderno brilhante é o resultado do trabalho de um número de indivíduos no final do século
19 e início do século 20, sendo os mais proeminentes Henry Morse e Marcel Tolkowsky. Tanto através de
experiências práticas como também de pressupostos teóricos, as proporções necessárias para criar o melhor
equilíbrio de dispersão, brilho e cintilação (jogo de luz) foram calculadas. Embora essas "proporções ideais"
sejam importantes para o comércio de diamantes, elas são muito menos importantes com gemas coloridas,
mesmo quando cortados no estilo brilhante. Isso acontece porque lapidadores de pedras coloridas devem
prestar maior atenção à cor e não tanto a fatores como a maximização do brilho ou a dispersão. O estilo de
corte brilhante é extremamente flexível e hoje é aplicado a uma variedade de formas diferentes da redonda,
como marquise, pêra, almofada e a forma de coração

FIGURA 28: CORTE EM ETAPAS

Corte em etapas

O corte etapa foi desenvolvido especificamente para esmeraldas, para reduzir a quantidade de pressão
exercida durante o corte e para proteger a pedra de lascar. Hoje, com as modernas técnicas de cortes à
disposição isso não é tão importante e esse corte é usado para uma grande variedade de gemas.
É o único tipo de corte restante de uso geral é o corte em degrau (às vezes conhecido como corte de
armadilha).
É usado em pedras de contorno retangular ou quadrado, com cantos ligeiramente truncados para evitar
lascar ou quebrar. Esse corte apresenta longas e ininterruptas facetas que mostram um aproveitamento máximo
do colorido da gema. No entanto, uma vez que as inclusões são mais visíveis, este estilo de corte funciona
melhor com material mais limpo ou ricamente colorido.
Na figura 28, (a), (b) e (c), mostra-nos a elevação frontal, o topo e a parte de trás de uma pedra quadrada
antiga cortada em degraus. O contorno pode ser redondo ou completamente quadrado ou oblongo ou de alguma
outra forma, assim como um brilhante pode ter qualquer um desses contornos.
A característica distintiva do corte escalonado são as várias séries de facetas quadrangulares com arestas
paralelas acima e abaixo da cintura e o caráter geralmente arredondado de sua seção transversal.
Este caráter rechonchudo e arredondado permite a economia de peso do material áspero, e ao unir a cor
dá geralmente uma maior profundidade de cor do que um brilhante da mesma propagação teria se cortado de
um material semelhante. Embora provavelmente nunca seja tão ágil e brilhante como o corte brilhante regular,
uma pedra de lapidação bem proporcionada pode ser muito brilhante.

O corte barion

Desenvolvido pelo lapidador sul africano Basil Watermeyer em 1971, o corte Barion permite a adaptação
do estilo brilhante redondo com facetas no pavilhão de formas angulares, como o corte esmeralda, esmeralda
quadrada, kite, triângulo, pentágono e hexágono.

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Suas principais características são as facetas do pavilhão em forma de meia lua na cintura. A coroa é
cortado no estilo esmeralda padrão.
Cortes Barion produzem muito brilho, tanto ou mais do que o corte brilhante padrão, bem como a
retenção de maior peso. Ao contrário do corte esmeralda, o barion não permite o arredondamento do pavilhão
(que dá maior liberdade na retenção de peso).
A adaptação mais recente do corte barion é o corte princesa, que muitas vezes é usado em anéis de
noivado estilo solitaire. Lisonjeiro para uma mão com dedos longos, muitas vezes é embelezado com pedras
preciosas triangulares em seus lados. Devido ao seu design, este corte exige maior profundidade da gema. As
vantagens do corte princesa não se restringem exclusivamente aos diamantes, mas também é usado em muitas
outras pedras preciosas. Devido à lapidação extra, e os efeitos que isso produz, cortes princesa são naturalmente
mais brilhantes e cintilantes.
O corte princesa geralmente funciona melhor com pedras preciosas de cores mais claras e transparentes.
O corte princesa maximiza o brilho de uma gema. Ele foi projetado para a retenção do peso de cristais de
diamante octaédricos, ajudando a criar gemas mais atraentes a preços mais razoáveis.

O corte trilhante

O número padrão de facetas de uma pedra preciosa lapidada com o corte trilhante é de 43.
Esse corte é baseado em uma forma triangular, geralmente com cantos truncados e exibindo uma grande
variedade de facetas.
O corte trilhante cria uma cunha espetacular de fogo brilhante
Quando você olhar para baixo, através da gema, a mesa inferior (culet) geralmente aparece centralizada,
mostrando o pavilhão da gema com simetria.
Quando você examina a gema de perfil, as facetas cintura e mesa são geralmente paralelas
. A faceta principal do pavilhão normalmente se estende desde o a mesa inferior (culet) até cruzar a
cintura.
Devido à sua forma equilátera, os trilhantes retornam muita luz e cor.
Eles são considerados quase tão brilhantes quanto os cortes redondos.
Eles são uma ótima opção para clientes que gostam de brilho, mas querem algo diferente da forma
redonda. Variações incluem cantos arredondados, cortes tipo escudo modificado e cortes como o esmeralda,
só que na forma triangular.
Bom polimento ajuda a maximizar o brilho e cintilação em trilliants.
Trilhantes trabalham bem com a luz e a cor das pedras preciosas como diamantes, águas marinhas, berilos
e safiras brancas, onde lapidadores tentam maximizar o brilho. Inversamente, alguns lapidadores usam o
trilhante para iluminar e alegrar as pedras mais escuras, como tanzanite, granada spessartina, granada e ametista
rodolita.
Desenvolvido pela primeira vez em Amsterdã, seu design pode variar dependendo das características
naturais de uma determinada gema e das preferências pessoais do lapidador.
Pode ter a forma tradicional triangular com cantos pontiagudos ou mais arredondada, com 25 facetas
sobre a coroa, 19 facetas no pavilhão e uma cintura polida.
Alguns diamantes geminados em bruto (um tipo de cristal no intercrescimento) é naturalmente triangular
(estes são chamados macles) e é ideal para o corte trilhante.

O corte misto

É o estilo de corte mais frequentemente usado para rubis, safiras e outras pedras coloridas.
Esse corte é chamado de misto porque ele combina a coroa do corte brilhante com o pavilhão do corte
esmralda.
Sua principal vantagem reside no fato de que o lapidador pode reter muito mais peso. No entanto, essa

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retenção de peso extra tem um preço: se as facetas mais próximas da cintura são cortadas muito íngremes, a
luz sai pelo lado do pavilhão ao invés de retornar para a coroa como brilho.
O rubi e a esmeralda nunca são melhores em cores do que quando em corte completo, embora os rubis
sejam freqüentemente cortados no que é conhecido como corte misto, consistindo em um corte brilhante e um
corte em degrau. Safiras e muitas outras pedras coloridas são comumente cortadas no corte misto.
Recentemente, tornou-se comum polir os topos das pedras coloridas com uma superfície lisa, não
acetinada, ligeiramente convexa, sendo o verso facetado no arranjo brilhante ou em degrau.
Diz-se que essas pedras têm um "topo polido". São mais baratos de cortar do que pedras totalmente
facetadas e não têm o brilho rápido do último. Eles, entretanto, mostram muito bem a cor intrínseca do material.
Se, no entanto, a pedra deve ser facetada na forma brilhante, um pouco como o diamante, ou em degrau
ou de outra forma facetada, ela é fortemente cimentada em um suporte (muito parecido com a parte de madeira
de um suporte para caneta).
A extremidade superior do suporte é apoiada em um de uma série de orifícios no que é chamado de
"ginpeg" descansando na bancada de trabalho perto de uma superfície de metal, e a pedra é pressionada sobre
a superfície de rotação rápida da dobra, que é carregada com pó de diamante ou carborundum, conforme a
dureza do material a ser facetado.
Uma faceta plana é, portanto, alicerçada na pedra.
Girando o suporte, uma série de facetas, todas no mesmo conjunto, é produzida.
O suporte é então alterado para uma nova posição no ginpeg e outro conjunto de facetas colocado sobre
a pedra.
Assim, até quatro ou cinco camadas ou conjuntos de facetas podem ser aplicados a um lado, diga o topo
da pedra.
Este último é então removido do suporte e cimentado nele novamente, desta vez com o fundo exposto e
vários conjuntos de facetas aplicados.
A pedra agora está cortada, mas não polida.
As facetas são planas, mas têm uma superfície áspera como vidro fosco.
O polimento é geralmente feito por operários que não cortam pedras, mas que não fazem nada além de
polir. Em pequenas oficinas, porém, o mesmo lapidário realiza todas as partes da obra.
Nesse processo as gemas são cortadas em faces planas, representando vários tipos de formas
geométricas.
Este tipo de corte é conhecido também como lapidação e é perfeito para gemas translúcidas e
transparentes, como o diamante, a esmeralda, a safira, berilo, etc.
O corte facetado é o mais comum de joias mais elaboradas e de valores mais elevados.
Veja na figura abaixo os tipos de facetamento mais comuns:

Figura 30: Exemplos de gemas com cortes em facetas. Da esquerda para a direita: diamante com corte brilhante;
esmeralda com corte do tipo esmeralda (curiosidade: este corte foi criado exclusivamente para essa gema, mas
a beleza da forma ganhou muita popularidade e hoje é aplicada em inúmeras gemas); e ametista com corte
trilhão. Fonte: Getty Imagens (2021).

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Figura 29: Tipos de cortes em faces mais comuns. Do topo esquerdo para a base direita, têm-se os cortes:
arredondado fino, princesa, meia rosa, pera, radiante, brilhante, almofada, quadrado, esmeralda, bola, corte em
mesa, almofada, coração, esmeralda, retangular, trilhão, oito pontas, pampel, trapézio, gota, arredondado fino,
lata, almofada, rosa, navete, oval, asscher, princesa, retangular, octógono, pêndulo, tesoura, degrau, Sri Lanka,
francesa e arredondado fino. Observar que há diferentes formas de um mesmo tipo de corte. Além disso, a
combinação entre os cortes também é muito comum nas gemas e depende muito da imaginação de quem está
facetando as gemas. Fonte: Schulmann (2013).

Corte em formato de bola


Este corte busca cortar a gema ou a rocha em formato esférico, geralmente são feitas com a ajuda de
máquinas e equipamentos próprios para essa finalidade.
As gemas trabalhadas nesse formato normalmente são utilizadas como objetos de decoração em tamanhos
maiores aos utilizados em adorno.

Figura 31: Objetos de decoração com corte em bola (esférico). Da esquerda para direita: esfera de quartzo hialino, esfera
de quartzo rosa e esfera de olho de tigre (quartzo com inclusões de crocidolita). Fonte: Getty Imagens (2021).
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Corte ou acabamento cilíndrico

É um tipo de corte muito comum nas gemas, em especial o quartzo e suas variedades.
Vale lembrar que esse processo ocorre naturalmente nos rios e as gemas são depositadas em áreas de
aluvião.
Normalmente as pessoas procuram aperfeiçoar esse acabamento
As pedras com esse corte recebem o nome de pedras barrocas que geralmente são produzidas dentro de
tambores giratórios, muito parecidos com uma betoneira, na qual se cria um atrito entre as pedras provocando
um formato arredondado e polido na peça.
Esses tipos de gemas também são conhecidas com “pedras roladas”.
Veja a figura 32 que ilustra esse tipo de acabamento:

Figura 32: Exemplo de cortes cilíndricos. Da esquerda para direita: malaquita (verde), hematita (cinza escuro)
e sodalita (azul). Fonte Google Imagens (2021).

Uma nova forma de lapidação no mercado que tem o mérito de aumentar o brilho da gema é a millenium cut,
cortada a laser.
Também é chamada de"Canaleta Sorriso", pois seu corte faz com que a gema pareça estar sorrindo,
aumentando, assim, seu brilho.
Essa lapidação proporciona muito brilho à pedra, potencializando suas cores e dando mais vida à gema. O corte
pode ser aplicado em todos os tipos de gemas, mas o formato mais adequado, no entanto, é o retangular, de no
mínimo nove milímetros.
Quanto maior a gema, melhor o resultado pois a luz ao atravessar a pedra, parece que solta faíscas, valorizando
e embelezando as jóias de uma maneira diferente da tradicional.

Figura 33 - Lapidação a laser millenium – gema quartzo green gold. Fotografia: Silva Filho A. F. 2009
102
Concluindo sobre os tipos de corte, é importante notar que o corte da gema é uma forma de arte ao invés de
uma fórmula com muitos pensam.
O que funciona melhor é simplesmente o que traz maior beleza à gema.
Como o julgamento da beleza é, por definição, subjetivo, a qualidade do corte é também uma questão de
opinião.
No corte muito raso a luz passa direto através da gema
No corte muito fundo a luz não é devolvida aos olhos, saindo pelo lado
Uma gema bem cortado deve maximizar a luz refletida pela parte superior da gema.

LIÇÃO 21

IMITAÇÕES DE PEDRAS PRECIOSAS

Falsificações de gemas é algo corriqueiro e frequente nesse mercado.


Portanto aconselho que pesquise e estudo a norma ABNT NBR 10630 criada em 1989 e reformulada em
2016 pela ABNT. Nessa norma as gemas são classificadas de acordo com as características específicas
utilizando técnicas e modelos já testados, evitando assim falsificações.
Gemas sintéticas vêm em muitos formatos e formas.
Elas estão disponíveis em coral, diamante, alexandrita, esmeralda, lápis-lazúli, rubi, safira, turquesa,
espinélio, granada e quartzo. Existem muitas formas e cores disponíveis.
Por exemplo, gemas de safira azul de laboratório e gemas de rubi de laboratório vêm nas seguintes
formas: coração, marquise, octógono, oval, redondo, trilhão, quadrado, pêra e baguete.

"Colar" joias

Grandes volumes foram escritos em joias de pasta, especialmente em pastas antigas. Ao contrário do
que se pensa, a gema em pasta não é uma invenção recente. As pessoas costumam dizer quando dizem que
suas joias são falsas: "Mas é uma peça muito antiga, deve ser genuína." A grande idade de uma joia deveria
antes levar à suspeita de que não era genuína do que dar a confiança de que uma joia verdadeira estava
assegurada. Os egípcios e romanos eram hábeis fabricantes de vidro do tipo usado na imitação de pedras
preciosas e algumas das pastas antigas eram muito duras, ou então se tornaram assim com o tempo.
O vidro de uma variedade ou de outra torna o tipo mais convincente de pedras preciosas de imitação.
Diz-se que o termo "pasta" aplicado a imitações de vidro vem do significado de massa italiana, massa, e sugere
a maciez do material.
A maioria das pastas são principalmente vidro de chumbo. Como já estudamos sobre a composição
química das gemas, vimos que muitas delas são silicatos de metais.
Os vidros também são silicatos de vários metais, mas, ao contrário dos minerais gemas, os vidros não
são cristalinos, mas sim amorfos, isto é, sem forma geométrica definida ou arranjo interno definido.
As propriedades ópticas dos vários vidros variam principalmente com suas densidades, e quanto mais
denso o material, maior o índice de refração e maior a dispersão.
Portanto, para obter os melhores resultados em pedras de imitação, elas devem ser feitas de vidro muito
pesado.
O denso vidro de sílex (principalmente um silicato de potássio e chumbo) que é usado para peças de
vidro cortadas ilustra admiravelmente as propriedades ópticas dos vidros pesados. Usando ainda mais chumbo,
um vidro ainda mais denso pode ser obtido, com um brilho ainda maior.
Infelizmente, a adição de chumbo ou outros metais pesados (como o tálio) torna o produto muito macio
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e também muito sujeito ao ataque de gases, como estão sempre presentes na atmosfera das cidades. Esta
suavidade faz com que as pedras riscem prontamente, de modo que, quando usadas, logo perdem o polimento
e, com a perda do polimento, perdem a beleza.
O ataque dos gases antes mencionados escurece as superfícies da imitação e embota-a ainda mais.
Quando fresco e novo, um pedaço de pasta incolor bem cortado tem um estalo e um fogo que se aproxima
do diamante.
O brilho da superfície não é adamantino, entretanto, e as bordas das facetas não podem ser polidas tão
nitidamente como as de um diamante. Além disso, o índice de refração, embora alto, nunca é tão alto quanto
em um diamante e, portanto, o brilhante não pode ser moldado de forma a garantir a quantidade de reflexão
total dada por um diamante bem feito.
Conseqüentemente, a pasta brilhante, embora bastante satisfatória quando vista diretamente à frente, é
fraca e escura no centro quando inclinada para um lado. Por essas diferenças, o olho treinado pode detectar
imitações em pasta de diamante em um relance, sem recorrer a testes de gravidade específica, dureza, etc.
As pastas, sendo amorfas, são refratárias isoladamente, assim como o diamante. Este fato ajuda a tornar
a pasta brilhante, pois a luz não se divide dentro dela para se tornar enfraquecida em poder. Essa singularidade
de refração, entretanto, trai a imitação da pasta quando é colorida para se assemelhar a rubi, safira ou esmeralda,
todos os quais são duplamente refratários.
A cor é conferida às pastas pela adição, durante a sua fabricação, de vários óxidos metálicos em pequenas
proporções. Assim, o cobalto dá uma cor azul, cobre ou cromo verde, cobre ou ouro dá vermelho (sob
tratamento adequado) e manganês dá roxo. Por meio de experimentos, os fabricantes de pastas tornaram-se
muito hábeis em imitar a cor de quase todas as pedras preciosas.
Esmeraldas de pasta fina podem parecer melhores do que esmeraldas genuínas inferiores.
Como as pastas são refratárias individualmente e, portanto, carecem de dicroísmo, a agradável variedade
de cores do verdadeiro rubi não pode ser obtida em uma imitação de pasta, mas o público não é crítico o
suficiente para perceber essa falta. O especialista, entretanto, notaria e poderia detectar a imitação por essa
diferença, bem como pela falta de refração dupla. O uso de luz solar direta e um cartão branco como já
explicado na lição 2, fala sobre refração dupla e servirá para expor a singularidade da refração das imitações
em pasta.
Spinélios e granadas são as únicas gemas verdadeiras (exceto o diamante) que são de refração simples.
Qualquer outra pedra de cor deve mostrar refração dupla quando testada por o método do cartão da luz solar.
O teste de arquivo também irá expor qualquer imitação de pasta, pois todas as pastas muito brilhantes são
bastante suaves.

Refração dupla: Para dar melhor qualidade de desgaste para colar imitações, o gibão foi idealizado.
Este nome é usado porque o produto está dividido em duas partes, uma parte inferior ou posterior da pasta e
uma parte superior ou superior de alguma pedra genuína barata, mas dura.
A granada é provavelmente usado para este propósito em maior extensão do que qualquer outro material,
embora o quartzo ou o topázio incolor funcionem muito bem.
O arranjo usual das peças pode ser visto na figura 34, a granada cobrindo apenas uma parte da superfície
superior, ou seja, a parte da mesa e uma pequena parte da superfície inclinada da parte superior.
Em dupletos de alta classe, o mineral duro cobre a pasta até a cintura. (compare as figuras 34 e 35).

A cor da granada não interfere seriamente com a da pasta.

104
FIGURA 34: UMA FORMA DE DUPLA BARATA.
Se um gibão de "diamante" for desejado, a fatia de granada é quase tão fina quanto papel e cobre apenas
a mesa do brilhante. Portanto, é praticamente incolor.
Uma fina fatia de granada vermelha sobre um fundo verde não é perceptível, pois todo o vermelho é
absorvido ao passar pelo material verde abaixo. Com uma base azul, a camada superior vermelha pode dar um
efeito roxo muito leve. Com o amarelo resulta um ligeiro tom de laranja e, claro, com um verso vermelho,
nenhuma diferença perceptível resultaria.

FIGURA 35: OUTRA FORMA DE DUPLA REFRAÇÃO

Os dois materiais são cimentados entre si, por meio de um cimento transparente impermeável. O trigêmeo
já foi descrito na lição lição II sobre refração.
É ainda melhor do que o dupleto e mais difícil de detectar. Tanto o teste de lima quanto o teste de placa
de luz solar servem para detectar gibões, bem como imitações de pasta, exceto que no teste de lima com o
gibão totalmente protegido o verso de a pedra deve ser testada com a lima, como a cinta e o topo são de material
duro.
No teste do cartão de luz solar de um gibão (a refração da granada sendo única como a do vidro), imagens
únicas das facetas aparecerão no cartão quando a luz do sol for refletida sobre ele.
Um reflexo da superfície inferior ou interna do topo da granada também pode ser visto e isso serve para
identificar ainda mais um dupleto ou um trio.
A aparência desse reflexo é muito parecida com a recebida na carta do topo da mesa. É maior do que os
reflexos das facetas menores e é pouco colorido.

Testes para dupra refração

Um olho treinado também pode detectar um dupleto ou tripleto, observando a diferença no caráter do
brilho da superfície da parte granada e da parte de vidro.
A granada tem um brilho mais agudo e resinoso do que o vidro. Inclinando o gibão de modo que a luz
seja refletida para o olho da superfície superior inclinada, pode-se ver imediatamente onde a granada sai e o
vidro começa.
Mesmo através de uma vitrine, pode-se identificar um dubleto dessa forma, embora aqui seja necessário
mover-se, em vez da pedra, até que uma posição adequada seja obtida para obter um reflexo da encosta superior
do dubleto.
Se a granada cobre todo o topo da imitação, então não é possível obter uma comparação tão direta, mas
mesmo aqui pode-se olhar primeiro para a superfície de cima e depois para trás e assim comparar o brilho.
Também é bom examinar de perto com uma lente a região da cintura, para ver se alguma evidência da união
de dois materiais pode ser vista.
105
Freqüentemente, o lapidário chanfra a borda de modo a trazer a linha de junção entre o material real e o
falso na borda afiada do chanfro. Ferver um dubleto em álcool ou clorofórmio freqüentemente dissolve o
cimento e separa as partes.
O dicroscópio também serve para detectar o falso caráter de dubletes e imitações em pasta, já que nenhum
deles mostra dicroísmo.
Como rubis, esmeraldas, safiras e, na verdade, a maioria das pedras coloridas de valor, mostram um
dicroísmo distinto, este teste é seguro contra essas imitações.
Os trigêmeos e dupletos também podem ser expostos mergulhando-os lateralmente no óleo, removendo
assim a refração prismática quase completamente, já que o óleo tem aproximadamente o mesmo índice de
refração que a pedra.
Pode-se então olhar diretamente através do vidro e granada, ou outro material de cobertura,
separadamente, e cada material mostra sua cor adequada. Assim, zonas de cor aparecem em um dupleto ou
tripleto quando sob o óleo. Uma joia real teria uma cor quase uniforme nessas condições.
Bolhas de gás redondas podem ser freqüentemente encontradas na pasta e, portanto, na parte da pasta de
um dupleto. Além disso, as falhas naturais da pedra real nunca são encontradas na pasta, mas podem estar
presentes na parte da pedra real de um gibão ou terço.
Algumas imitações de esmeraldas no mercado, entretanto, foram feitas de forma a falsificar as falhas e
defeitos geralmente encontrados nesta pedra.

Pedras alteradas

Além das imitações completas feitas de pasta e dos dubletes, existem numerosas imitações correntes no
comércio que são feitas por tingimento ou de outra forma alterando a cor de algum material de gema genuíno,
mas barato.
Por exemplo, grandes quantidades de calcedônia um tanto porosa do Brasil são tingidas e vendidas como
uma imitação de ágata natural ou sarda ou outras pedras.
Em muitos casos, a coloração é superficial, de modo que a pedra precisa ser moldada antes de ser tingida,
depois tingida e polida.
Grandes quantidades de quartzo ligeiramente craquelado são tingidas para se parecerem com lápis-lazúli
e vendidas, geralmente com o título de "Lápis suíço".
Um teste de lima revelará o caráter desta imitação, pois é mais difícil do que uma lima, enquanto o lápis
verdadeiro é mais macio. A cor também nunca é de um azul tão fino quanto a do lápis-lazúli. Tem um efeito
azul da Polônia.
As turquesas de cor inferior também às vezes são tingidas para melhorá-las. Um produto melhor é feito
artificialmente.
As opalas às vezes são impregnadas de matéria orgânica, que é então carbonizada, talvez com ácido
sulfúrico, dando-lhes assim a aparência de opala negra.
Opalas também são imitadas pela adição de óxido de estanho ao vidro, conferindo a ele um leve aspecto
leitoso. A imitação é então moldada a partir desse vidro por moldagem, e a parte de trás do cabochão recebe
uma superfície irregular, que pode ser colocada sobre o ouropel para dar o efeito de "fogo".
Já vi até tratamento térmico fritando as opalas com óleo de girasol.
Pedras claras são frequentemente montadas sobre papel alumínio, ou em configurações esmaltadas ou
manchadas e, portanto, sua cor é aparentemente melhorada.
Diamantes de cores pobres são ocasionalmente "pintados".
Freqüentemente, o verso do brilhante é tratado com um corante violeta que, mesmo em quantidade tão
pequena que seja difícil de detectar, neutraliza o amarelo da pedra e faz com que pareça ser de uma fina cor
branco-azulada.
A "pintura", evidentemente, não é permanente, de modo que tal tratamento de um diamante com o
objetivo de vendê-lo é fraudulento. A pedra pintada pode ser detectada lavando-a com álcool ou acetona,

106
quando a tinta será removida e a cor apagada ficará aparente. Se a pedra não estiver gravada, pode-se ver com
uma lente uma aparência metálica ondulada nas superfícies que foram "pintadas". Esse efeito se deve à ação
da fina película de tinta sobre a luz que incide sobre ele.
Além da coloração de materiais genuínos, às vezes eles são alterados na cor pelo tratamento térmico
como citei no caso das opalas. Este tópico será discutido na próxima lição.

LIÇÃO 22

ALTERAÇÃO DA COR DE PEDRAS PRECIOSAS

Vale ressaltar que alterar a cor original da gema não é proibido, desde que isso esteja bem especificado
para o cliente.
Esses procedimentos muitas das vezes até melhoram o desempenho da gema, porém devemos ter
algunss cuidados para não “comprar gato por lebre”.
Muitos minerais de gema mudam de cor quando mais ou menos fortemente aquecidos.
O calor extremo clareia muitos materiais coloridos completamente.
Veja algumas alterações que são realizadas em alguns minerais.

"Topázio picado"

É aconselhavel “procurar e jogar fora todo tipo de pedras falsas, tingidas ou alteradas" mas, apesar desse
conselho, talvez o uso mais justificável do tratamento térmico seja aquele que altera a cor do topázio verdadeiro
de um vinho para a um rosa fino.
Parece que o amarelo-vinho é uma cor composta composta de rosa e amarelo e que o constituinte rosa é
menos facilmente alterado pelo calor do que o amarelo. Se uma temperatura muito alta for usada, ambas as
cores desaparecem e o resultado é o topázio branco.
Como este último é abundante na natureza e de pouco valor, tal resultado é muito indesejável.
O topázio rosa, no entanto, é muito raro e, até recentemente, quando a turmalina rosa da Califórnia(EUA)
e Madagascar e o berilo rosa (morganita) de Madagascar tornaram-se disponíveis em quantidade, os topázios
"rosqueados" tinham poucas joias concorrentes, e, portanto, exigia um preço mais alto do que os topázios
naturais.
Claro, é preciso ter cuidado ao aquecer um mineral para aumentar e diminuir a temperatura lentamente,
a fim de evitar expansão ou contração súbita e desigual, que quebraria e arruinaria o espécime, como o escritor
aprendeu com tristeza com o primeiro topázio que ele tentou "rosa".

Topázio espanhol

Outro material que ganha cor mais valiosa pelo tratamento térmico é o quartzo fumê da Espanha, que,
ao ser suavemente aquecido, rende o chamado topázio espanhol.
Algumas ametistas são alteradas para uma cor amarela por aquecimento moderado.
Uma temperatura muito alta descolora completamente o quartzo colorido. Alguns quartzo escuro
produzem um produto quase vermelho granada, após o aquecimento.

Zircão

Um ligeiro aumento na temperatura faz com que muitos dos zircões do Sri Lanka mudem de cor
acentuadamente.
Uma chama de álcool serve admiravelmente para efetuar a mudança, tomando-se o cuidado de aquecer
107
a pedra muito gradualmente e resfriá-la lentamente. As correntes de ar devem ser evitadas, pois podem esfriar
a pedra repentinamente e quebrá-la.
Alguns zircões tornam-se completamente branqueados por este tratamento. Ao mesmo tempo, eles
aumentam acentuadamente em densidade e índice de refração, tornando-se ainda mais vivos e brilhantes do
que quando coloridos. Ficamos tentados a suspeitar que a "rede espacial" do cristal teve suas camadas mais
próximas durante o aquecimento e deixadas permanentemente em uma ordem de arranjo mais próxima. Outros
zircões simplesmente se tornam mais claros e menos atraentes.
Algumas das pedras branqueadas tornam-se novamente mais ou menos coloridas quando expostas à luz
forte.
O zircão branqueado, quando finamente cortado na forma brilhante, com facetas verdadeiramente planas
e bordas afiadas e com um ângulo superior de cerca de 39 graus e um ângulo posterior de cerca de 44 graus,
se assemelha tanto a um diamante que enganará quase qualquer pessoa casualmente inspeção.
O especialista, até mesmo, pode ser enganado, se pego desprevenido.
O escritor tem um belo exemplar de pouco mais de um quilate, com o qual enganou muitos joalheiros e
casas de penhores e até um ou dois importadores. Se for apresentado como uma pedra muito semelhante ao
diamante, seu especialista dirá: "Sim, é muito bom, mas nunca me enganaria."
Se, no entanto, você o pegar desprevenido, sugerindo, talvez, "Você já viu um diamante com uma cinta
polida?", Então ele vai olhar para ele com interesse, comentar sobre sua bela cor e "fazer",
O índice de refração do tipo denso de zircão é tão alto (1,92-1,98) que ilumina bem sobre a maior parte
da superfície do brilhante quando cortado, como indicado acima, e não mostra marcadamente o centro escuro
fraco mostrado pela safira branca, topázio branco, quartzo incolor, berilo incolor e pasta, quando vistos de lado.
Além disso, o brilho do zircão é quase adamantino, de modo que o especialista não perde o brilho metálico frio
como faria com qualquer outra pedra branca.
A dispersão da cor também é tão alta (86% tão grande quanto no diamante) que o zircão tem um "fogo"
considerável e, portanto, o manipulador casual é novamente enganado. Um fino zircão branco é realmente mais
bonito do que um pobre diamante. Não pode ser comparado, entretanto, com um diamante fino. Nunca seria
bom deixar um especialista ver seu zircão ao lado mesmo de um belo diamante.
O zircão pareceria " o uso dos testes científicos das lições anteriores irá, imediatamente, detectar o caráter
de um zircão branqueado.
A dureza é apenas 7,5, a refração é tão fortemente dupla que as bordas das facetas posteriores aparecem
com revestimento duplo quando vistas através da mesa com uma lente, e a gravidade específica é 4,69.
Pontos duplos de luz aparecem no cartão quando o teste do cartão de luz solar é aplicado. Portanto, é
fácil detectar o zircão por qualquer um desses testes se houver razão para suspeitar que ele foi substituído por
diamante. o uso dos testes científicos das lições anteriores irá, imediatamente, detectar o caráter de um zircão
branqueado.
A dureza é apenas 7,5, a refração é tão fortemente dupla que as bordas das facetas posteriores aparecem
com revestimento duplo quando vistas através da mesa com uma lente, e a gravidade específica é 4,69. Pontos
duplos de luz aparecem no cartão quando o teste do cartão de luz solar é aplicado. Portanto, é fácil detectar o
zircão por qualquer um desses testes se houver razão para suspeitar que ele foi substituído por diamante.

Gemas de Coríndon

Diz-se que os rubis de cor com listras melhoram com um aquecimento cuidadoso. Normalmente, o rubi
passa por uma série de mudanças de cor ao ser aquecido, mas retorna pela mesma série na ordem inversa ao
ser resfriado e, finalmente, retoma sua cor original.
O forte aquecimento embranquecerá algumas safiras amarelas.
Assim obteve-se uma safira branca de um cristal de material amarelo claro.
É interessante notar que as gemas de corindo sofrem uma mudança marcante de cor sob a influência do
rádio. Diz-se que uma série regular de mudanças é produzida na safira branca por esse meio, sendo a cor final

108
o amarelo.
Essa cor pode então ser removida pelo calor e a série percorrer novamente. Não se afirma que um tinto
fino jamais tenha sido assim obtido.
Talvez a Natureza, por seus métodos mais lentos, usando os traços tênues de material radioativo nas
rochas, avermelhe o corindo de Burmah em seu lazer e finalmente chegue à tão procurada cor de "sangue de
pombo". Diz-se que os nativos da Índia têm uma lenda que diz que as safiras brancas das minas são "rubis
maduros" e que um dia vão amadurecer.
Talvez eles não estejam muito errados.

Diamante

Os diamantes de tonalidade amarelada podem ter sua cor melhorada pelo uso de rádio de alta potência.
Atualmente, este último é tão raro e caro que não há evidências de seu uso comercial para esse fim.
Os cientistas trouxeram a mudança para um azul claro como um experimento. Ainda não se sabe se a
mudança será permanente. Talvez aqui novamente a Natureza tenha antecipado a descoberta do homem e feito
os finos diamantes brasileiros violeta-azulados (que fluorescem a um violeta profundo sob um arco de luz e
que brilham por alguns momentos no escuro após a exposição à luz), associando-os por séculos com material
radioativo.
Algumas das pedras africanas também têm essas características.
Além da mudança na cor do diamante que pode ser provocada por meio do rádio, o mineral é
extremamente relutante em alterar sua cor.
Confesso, já tentei em vão uma série de experimentos na esperança de encontrar alguma maneira de
melhorar a cor do diamante.
A única alteração perceptível que fui capaz de fazer foi sobre um diamante marrom, cuja cor se tornou
um pouco mais clara e mais acinzentada pelo aquecimento em uma corrente de gás hidrogênio até um fogo
vermelho baixo (não façam isso).

LIÇÃO 23

DIAMANTES

AVALIAÇÃO DO DIAMANTE - MANEIRAS FÁCEIS DE DETERMINAR O VALOR DE UM


DIAMANTE

Aprenda rapidamente os fatos e truques usados na avaliação de diamantes. Descubra o que você deve
procurar ao comprar diamantes ou joias com diamantes.
Existem quatro “C's” para determinar a avaliação de um diamante:
Corte, cor, clareza e peso em quilates.

1. CORTE: Julgar o 'corte' de um diamante refere-se ao preço de um diamante de acordo com a forma
como esse diamante é esculpido e moldado para permitir um brilho máximo e uma capacidade elevada de
refletir a luz. O corte pode ser difícil para um leigo avaliar, por isso é importante que o seu diamante seja
avaliado profissionalmente e obter um certificado AGS ou GIA para verificar a qualidade do corte. Um corte
de diamante também pode afetar sua durabilidade.

2. COR: Se você está comprando um anel de casamento de diamante ou um anel de noivado de


diamante, é importante que você preste muita atenção ao valor da cor de um diamante.
A capacidade dos diamantes de refratar a luz depende de seu grau de brancura, tornando o mais branco
109
dos diamantes brancos consideravelmente mais valioso do que seus homólogos menos brancos. Muitos
especialistas citam a cor como o critério número um a ser considerado ao comprar um diamante especial para
uma ocasião especial.

3. CLAREZA: diamantes reais geralmente tendem a ter pequenas falhas, como inclusões minúsculas,
bolhas de ar ou traços de outros minerais dentro da pedra. Embora a presença dessas pequenas imperfeições
se tornem o fator chave para determinar um diamante verdadeiro de um falso, a qualidade e o valor de um
diamante dependem muito da clareza dos diamantes.
Os melhores tipos de diamantes verdadeiros têm imperfeições que só podem ser detectadas em um
microscópio qualificado de graduação de diamantes com 10 potências.

4. PESO EM CARAT(quilate): O 'quilate' é a medida de peso unitário comum para diamantes, onde um
quilate é igual a 200 miligramas e 142 quilates é igual a uma onça.
Quanto maior a rocha, mais quilates ela possui, e quanto mais quilates, mais caro se torna. Muitos
acham que o tamanho do diamante é tão importante quanto o outro critério 'C'.

DIAMANTES E SUAS CORES

Além do branco, os diamantes também são encontrados em tons de amarelo, marrom, vermelho, roxo,
azul e verde. A cor pode ser natural ou artificial.
Diamantes de cores extravagantes naturais obtêm sua coloração de maneiras diferentes.
A cor pode ser devida a oligoelementos presentes nas pedras, como o nitrogênio, que produz um diamante
amarelo.
O diamante pode ter sido exposto à radiação durante sua criação; diamantes verdes são um exemplo de
gemas afetadas pela radiação. Inclusões, consideradas indesejáveis em uma pedra incolor, frequentemente
contribuem com tons únicos e interessantes flashes de cores em um diamante de cor extravagante.
É possível realçar ou alterar a cor natural de um diamante.
Os diamantes de cores extravagantes estão se tornando cada vez mais populares, por isso os gemologistas
desenvolveram maneiras de criar versões acessíveis usando o calor e a radiação para transformar diamantes
castanhos e amarelos em rolhas coloridas, a um preço acessível.
Os tratamentos possibilitam que mais consumidores possuam esses diamantes vívidos, porque a maioria
dos diamantes coloridos naturais são raros e caros.
É melhor presumir que qualquer diamante de cor extravagante acessível foi tratado de alguma forma.
Se houver dúvidas quanto às origens da pedra, peça um certificado de laboratório para verificar sua
autenticidade. Se um diamante colorido for oferecido a preço de banana, é seguro assumir que a cor é sintética.
Vendedores inescrupulosos às vezes aplicam revestimentos para mascarar ou realçar a verdadeira cor de
um diamante.
Esses revestimentos podem ser removidos por desgaste ou soluções de limpeza.
A irradiação, seguida por tratamento de alto calor, é usada para converter diamantes marrons e amarelos
em cores extravagantes, como verde, amarelos vívidos, azuis, roxos, vermelhos e outras cores.
Essa mudança de cor é geralmente permanente, mas pode ser afetada se o calor for usado durante os
reparos da configuração.
O Tratamento de Alta Pressão e Alta Temperatura (HPHT) foi usado pela primeira vez para transformar
diamantes amarelados de baixo custo em gemas coloridas extravagantes, mas também é usado para transformá-
los em diamantes completamente incolores que podem ser vendidos por um preço muito mais alto.
Algumas empresas afirmam que o HPHT não é um tratamento artificial, chamando-o de uma técnica que
termina o trabalho que a natureza começou.
Certamente os diamantes são expostos a tal ambiente na terra, e quando o processo se repete em um
ambiente feito pelo homem, é difícil detectá-lo examinando a pedra.
110
Os relatórios de classificação do GIA agora indicam quando os tratamentos de HTPT são detectados,
declarando "HPHT recozido" ou "artificialmente irradiado" na parte Origens de um relatório.
O FTC exige que todos os diamantes sujeitos ao HPHT sejam rotulados como tal.
Diamantes com tonalidades muito maiores de amarelo têm, definitivamente, valor menor.
Mas mostra brilho quando possui um tom de amarelo enquanto quando se é branco mostra brilho
cintilante.
Inegavelmente, os diamantes podem se apresentar em diferentes cores atraentes.
Isto faz eles são muito preciosos porque são muito raros.
A cor comum do diamante que você geralmente vê é o branco ao amarelo.
Quanto mais branco um diamante fica, muito melhor.
O nitrogênio nos diamantes resulta em sua aparência de cor amarela.
Diamantes com tonalidades muito maiores de amarelo têm, definitivamente, valor menor.
Mas mostra brilho quando possui um tom de amarelo enquanto quando se for branco mostra brilho
cintilante.
Em todas as regras, sempre haverá uma exceção. Tal como acontece com o diamante canário.
O que é diamante canário?
Canary Diamond é um diamante amarelo brilhante e muito caro.
Existem alguns que são muito particulares
quando se trata da cor de um diamante.
O Colorímetro Gran Fall Spectrum é usado para avaliar melhor a cor da pedra.
Você pode usar a escala de graduação de cores GIA como seu guia:

D, E, F: incolor

G, H, I: quase incolor

J, K, L: ligeiramente amarelo

M, N, O: amarelo claro

P, Q, R, S, T, U, V, W, X: mais escuro
amarelo (menos caro)

Z: Cores extravagantes (os mais caros).

Você deve saber que os diamantes tem reação à luz ultravioleta, que é chamada de fluorescência.
Uma fluorescência fraca é melhor se não embaçar o diamante.
Você sabia que a clareza e a cor de um diamante se complementam?
Combinar esses dois é conhecido como classificação correspondente.
Vários fatores influenciam o preço dos diamantes coloridos.
Quanto mais rara e intensa for a cor, mais custará o diamante.

111
Figura 36 – Classificação das cores do diamante

Ao contrário dos diamantes brancos, a presença ou ausência de inclusões é uma consideração secundária.
Os diamantes coloridos têm uma classificação própria e são categorizados pelo GIA em 9 grupos diferentes:
Muito claro, claro, luz extravagante, extravagante, escuro extravagante, intenso extravagante, profundo
extravagante e vívido extravagante.
Os diamantes amarelos e acastanhados são os mais comuns; azul, verde e especialmente vermelho são
os mais raros e mais valiosos. Os diamantes amarelos e rosa são os mais comumente comprados, embora o
gosto do público possa mudar no futuro.
As vendas de diamantes rosa receberam um impulso com um grande anel de diamante rosa usado por
Jennifer Lopez.
O gosto das celebridades influencia muito as tendências na área de produtos de luxo.
Os diamantes amarelos e marrons às vezes são chamados de diamantes champanhe e são mais baratos
do que os diamantes brancos.
Os diamantes de champanhe com uma cor rosa secundária são extremamente populares. Quando viradas
para cima, essas pedras exibem de luz a fortes flashes de rosa em seu fogo.
Essas pedras estão disponíveis em uma gama espumante de tons de champanhe, de champanhe leve a
conhaque sofisticado.
Um diamante amarelo extremamente claro será classificado em algum lugar na faixa de cores de X a Z,
tornando-o mais próximo de um diamante branco de baixa qualidade em vez de uma cor extravagante.
Os diamantes amarelos de alta intensidade, como vívidos ou profundos, são bastante raros e, portanto,
mais caros.
Diamantes rosa extravagantes naturais são raros e representam apenas uma fração de um por cento da
produção da mina Argyle australiana.
Os diamantes rosas extraídos da Índia, Brasil e África são geralmente mais claros do que os diamantes
Argyle rosa intenso.
112
Esses diamantes são divididos principalmente em cinco categorias de cores: rosa, rosa púrpura, rosa
acastanhado, rosa laranja e rosa champanhe.
Os diamantes rosa sem nenhuma coloração secundária são os mais raros e caros de todos.
Em volume, a mina Argyle na região de Kimberley, na Austrália Ocidental, é a maior fornecedora de
diamantes do mundo. É também a principal fonte mundial de diamantes rosa intensamente coloridos,
produzindo 95% do suprimento mundial.
No entanto, apenas uma proporção extremamente pequena da produção de diamantes Argyle é da cor
rosa, na verdade menos de um décimo de 1 por cento.
A fama dos diamantes rosa de Argyle cresceu na última década. No leilão da Christie's de 1989 em Nova
York, um rosa Argyle de 3,14 quilates foi vendido por US $ 1.510.000. Particularmente, Argyle vendeu
diamantes rosa por até US $ 1 milhão o quilate.
A mina Argyle, também líder na produção de diamantes acastanhados até então indesejados pelos
consumidores, foi a primeira a introduzir os termos 'champanhe' e 'conhaque' como uma campanha de
marketing para estimular a valorização dessas pedras. Parece que funcionou, e os diamantes marrons estão
ficando mais caros à medida que são incorporados com mais frequência às joias.
Dentro de um determinado tipo, clareza, distribuição de cor e corte afetam o preço final da pedra. Os
diamantes menores (menos de 0,80) quilate podem custar 10% -20% menos do que as gemas grandes mais
raras. Pedras excepcionalmente bem cortadas e pedras com clareza VVS ou IF podem custar 10% -20% a mais.
Cores secundárias, como amarelo acastanhado, reduzem o custo.
Um bom corte dá brilho a um diamante sofisticado e ajuda a realçar a cor mais intensa possível.
Os diamantes brancos são lapidados de maneira padrão para maximizar a refração da luz.
Porém, ao cortar diamantes coloridos, o cortador geralmente leva em consideração as inclusões da pedra,
que podem realçar a cor do diamante.
Facetas e ângulos também dão cor a um diamante, portanto, o cortador deve considerar qual forma traria
a melhor cor da gema.
Diamante é um hobby muito emocionante, mas devo admitir que é muito caro. Mas se você não olhar
para o seu custo, mas para o seu valor, você irá considerá-lo um vale a pena gastar seu tempo e dinheiro.
Pedras preciosas, como um diamante, é algo de que devemos estar cientes. Uma pedra da natureza que
devemos considerar um presente.

COMO DETERMINAR A CLAREZA DE DIAMANTES?

Clareza é uma medida do número de falhas no diamante, bem como a sua visibilidade e o seu efeito na
qualidade geral do diamante.
As características que determinam a clareza de um diamante podem afetar seu brilho e brilho.
As falhas que os diamantes costumam ter são frequentemente chamadas de inclusões.
As inclusões de um diamante variam de pontos brancos e pretos na superfície da pedra até pequenas
rachaduras na pedra e crescimento cristalino dentro do diamante. Se você estiver procurando por algo como
brincos de diamante, onde os diamantes provavelmente serão ainda mais visíveis do que um anel, uma maior
clareza nos diamantes pode ser desejada para obter um brilho mais brilhante.
O GIA tem uma escala de classificação em relação à clareza do diamante e atende a critérios específicos
que são usados para diferenciar entre as classes.
FL: Totalmente perfeito.
SE: Internamente impecável; apenas falhas externas estão presentes, que podem ser removidas polindo
ainda mais a pedra.
VVS1-VVS2: Inclusões muito, muito leves. Somente um especialista pode detectar falhas com um
microscópio 10x. Por definição, se um especialista pode ver uma falha do topo do diamante, é um VVS2. Se
um especialista só consegue detectar falhas ao visualizar a base da pedra, é um VVS1.

113
VS1-VS2: Inclusões muito leves. Pode-se ver as falhas com um microscópio 10x, mas não é fácil.
SI1-SI2: Inclusões leves. As inclusões são facilmente visíveis com uma ampliação de 10x. Essas pedras
geralmente são "limpas para os olhos".
SI3: Inclusões leves - esta nota é reconhecida apenas pelo EGL e não é reconhecida pelo GIA ou outras
instituições gemológicas e pode ser classificado pelo GIA como SI2 ou I1. Os diamantes SI3 nunca têm
inclusões pretas ou rachaduras visíveis a olho nu, mas podem ter algumas inclusões brancas muito pequenas
que podem ser vistas.

I1: Inclusões visíveis. Um diamante com grau de clareza I1 terá uma falha visível que pode ser vista a
olho nu, mas na maioria das vezes terá apenas uma falha principal que não será muito óbvia.
I2-I3: Inclusões altamente visíveis. Esses diamantes terão inclusões visíveis a olho nu e muitas manchas
pretas e parecerão turvos.
No Brasil, essas inclusões também são conhecidas como “urubus” no jargão dos garimpeiros.
A maioria das falhas de um diamante são pequenas imperfeições que não afetam o brilho do diamante.
Se você estiver com orçamento limitado, pode não valer a pena obter um diamante de clareza de maior
graduação, como um VS1, em vez de um SI2, porque os dois provavelmente terão a mesma aparência a olho
nu.
Você só vai começar a ver as imperfeições com uma ampliação de 10x.
Se você está recebendo alguns diamantes novos além de um anel de diamante, como brincos de
diamantes, ou vice-versa, é importante obter a mesma clareza ou uma clareza muito semelhante nos diamantes
adicionados para garantir que eles combinem melhor e brilhem da mesma maneira.

Figura 37 – Classificação da clareza do diamante


114
FERRAMENTAS USADAS PARA LAPIDAR E POLIR DIAMANTES
Os diamantes não saem da terra polidos ou perfeitamente desenhados como os que você encontra em
anéis ou colares. Diversas ferramentas são necessárias para fazê-los bonitos. Esses instrumentos de cortar e
polir são usados quase exclusivamente para trabalhar com diamantes e geralmente mais de uma pedra é
necessária para transformá-lo de estágio bruto e irregular para uma pedra de valor e beleza.

Serra para diamante

Os diamantes precisam de outros diamantes para serem cortados, pois eles são uma das substâncias mais
duras da terra. Uma serra de diamante é uma fina lâmina de bronze fosforoso. O agente cortante é a poeira de
diamante que a serra recolhe enquanto o corta. Para começar, uma lâmina bate contra o diamante e recolhe
poeira que então será usada para cortar a própria pedra. O processo é longo, podendo levar várias horas para
se produzir um diamante de um quilate. Antes das pedras serem cortadas, um especialista decide onde deverão
ser realizados os cortes, baseado no tamanho e clareza do diamante original, para torná-lo o mais valioso
possível.

Desbaste

O formato inicial de um diamante é dado pelo processo de desbaste. Este processo cria seu formato
básico, que será posteriormente polido para adicionar as facetas. Durante o desbaste, o diamante é posto em
um torno mecânico, uma ferramenta que gira um item para lixar, polir ou cortar. Enquanto o diamante gira,
outro diamante roda pressionando e dando à pedra um formato redondo. O desbaste também é conhecido como
bloqueamento.

Roda de polimento

Após o formato cônico básico ser obtido, o diamante é refinado em uma roda polidora. Este é o último
estágio de fabricação de um diamante.
O primeiro estágio do polimento é a lapidação.
Na lapidação, o desenho simétrico básico do diamante é determinado. As 17 ou 18 facetas iniciais são
feitas. A pessoa que corta estas facetas é conhecido como lapidador.
O diamante é polido pelo corte.
A gema é então colocada em uma vareta chamada de "dop" e esfregada contra um disco de metal em
rotação. Alguns diamantes ainda passam por um processo de polimento chamado abrilhantamento. Neste
processo, podem ser feitos até 40 cortes.
O número de facetas adicionadas durante esses dois processos determina o brilho do diamante, o que fará
uma grande diferença no valor da pedra.
Como já fora dito, no Brasil as principais máquinas de lapidação são fornecidas pela Lapidart, uma
empresa nacional.

DIAMANTES ARTIFICIAIS
Eles são quimicamente iguais aos diamantes naturais, mas são criados em um laboratório.
O segredo para fazer diamantes foi descoberto na década de 1950, quando os diamantes foram
sintetizados quase simultaneamente por pesquisadores suecos e americanos. Este processo usa pressões de mais
de 55.000 atmosferas e 1400C, além de ferro fundido para converter grafite em diamante, se necessário.
Atualmente, cerca de 80 toneladas de diamantes sintéticos são produzidos anualmente pela General
115
Electric, De Beers, principalmente para uso industrial.
No entanto, algumas empresas também estão produzindo diamantes sintéticos de alto grau, e esse
processo torna a propriedade de um diamante de cor extravagante uma realidade para os compradores que de
outra forma não poderiam comprar uma pedra natural. Por exemplo, uma empresa chamada Gemesis é
especializada na produção de diamantes de cores extravagantes amarelos e laranja.

JÁ OUVIU FALAR DO CHATHAM, CZ DIAMANTE, ZIRCÔNIA CÚBICA OU DA


MOISSANITA?
Estilos de zircônia cúbica

Zircônia cúbica e moissanita têm apenas uma coisa em comum: são joias. Claro que ambos podem ser
usados para fazer belas joias, mas, fora isso, são apenas joias.
A zircônia cúbica se assemelha a um diamante e está disponível em várias formas e cores. Por
exemplo, existem pedras de lavanda em forma de coração, pedras rosa em forma oval, pedras champanhe em
forma de pêra e muitas outras combinações deslumbrantes.
CZ significa Zircônia Cúbica e é o mineral mais raro disponível na natureza.
Este mineral é amplamente utilizado na fabricação de Chatham Diamond em todo o mundo.
Zircônia cúbica é um tipo de mineral conhecido como óxido de zircônio e a fórmula química é ZrO2.
Embora sejam raros e tenham escassez, os diamantes Chatham são baratos quando comparados a vários
outros minerais, pois a maioria deles são sintéticos.
Vamos falar sobre as características, vantagens e os parâmetros técnicos do CZ Diamond.
As principais características, vantagens e parâmetros técnicos do Óxido de Zircônio, que é utilizado na
fabricação do Diamante Chatham, são as seguintes:
Características:
• Este composto é sintetizado e muito duro por natureza.
• Eles não têm nenhuma cor definida, pois é incolor.
• Essencialmente, uma Zircônia Cúbica é um material fino e sem falhas
• Embora a zircônia cúbica seja um material incolor, ela pode ser transformada em várias cores.
• O óxido de zircônio e o zircão são materiais diferentes e não estão relacionados entre si, pois a
fórmula química do zircão é ZrSiO4 e é silicato de zircônio.
Vantagens:
• Este zircônio cúbico é muito barato em comparação com outros vários tipos de minerais.
• É durável por natureza e pode ser preservado por períodos mais longos.
• É semelhante a um diamante e é amplamente utilizado na fabricação de Diamantes Chatham.
• Quando comparada à moissanita, a zircônia cúbica é mais econômica para fabricar diamantes CZ.
• O Zircônio Cúbico é um tipo de gema frequentemente usado na fabricação do Diamante CZ.
• A outra gema sintética que é usada na fabricação de CZ Diamond ou Chatham Diamond é a
moissanita.
• Cubic Zirconia é um simulador de diamante amplamente utilizado em Chatham Diamonds, onde a
moissanita é um material cultivado.
Parâmetros e aspectos técnicos
Zircônia cúbica ou o diamante CZ é isométrico de cristal. Este diamante é um material isométrico e
desempenha um papel importante na fabricação de um simulador de diamante. Este mineral contém cerca de
quinze por cento de mole e é usado na estabilização de óxidos metálicos. Depois de sintetizar a zircônia
cúbica, ela se transforma em cristais monoclínicos e isso é usado em CZ Diamonds. Esses cristais são muito
estáveis em condições atmosféricas normais. Eles são então usados nas indústrias de processamento de
diamantes de Chatham.

116
Os parâmetros de zircônia cúbica incluem:
• Tem uma gravidade específica de cerca de 5,6 a 6 e ao mesmo tempo é uma substância densa.
• Ao comparar outros materiais é relativamente duro e isso ajuda na formação de diamantes CZ.
• O índice de refração deste material é 2,15 a 2,18
• A zircônia cúbica é frágil por natureza.
• Quando um raio ultra violado é passado através do diamante CZ, ele produz luz amarela ou amarela
esverdeada.
A zircônia cúbica é de natureza semelhante e possui características de um diamante real, por isso é
utilizada no processamento de Diamantes Chatham. Se ambos os materiais forem mantidos próximos um do
outro; é muito difícil distinguir entre os dois materiais. Somente com a ajuda do microscópio pode-se
descobrir o que é um diamante real ou o diamante CZ.
As principais diferenças entre a zircônia cúbica e o diamante real são a dispersão, a dureza, a gravidade
específica e as propriedades do índice de refração. As pequenas diferenças entre essas duas formas são suas
arestas de corte e as propriedades perfeitas.
Lista de verificação de qualidade
Ao comprar zircônia cúbica no atacado ou pedras preciosas sintéticas, certifique-se de comprar apenas
pedras de alta qualidade. Solicite amostras para verificar a qualidade nas seguintes áreas: corte, suavidade,
dureza (zircônia cúbica com classificação 8,5 na Escala de Dureza de Moh) e peso. Encontre um gemologista
de confiança para ajudar se você não tiver certeza de como verificar a qualidade.
Não se contente com pedras de segunda mão. Procure por ótimos preços de atacado ao pedir zircônia
cúbica solta ou cz solto, sem sacrificar a qualidade. Seus clientes saberão a diferença. Procure os graus ao
comprar zircônia cúbica branca - Grau A, Grau AAA e Grau AAAAA. O grau AAAAA tornou-se a pedra de
zircônia cúbica mais valorizada porque oferece brilho e fogo de longa duração.

A MOISSANITA

A moissanita é um mineral criado por um laboratório como uma boa pedra de reposição de diamante.
Foi introduzido no mercado na década de 1990. Tornou-se a escolha de alguns por sua coleção de joias finas.
Há quem prefira o moissanita à zircônia cúbica.
A moissanita são mais refrativos que diamantes, o que significa que eles brilham mais intensamente,
tornando está uma das maneiras mais fáceis de dizer que não é um diamante.
Uma moissanita não é tão dura quanto um diamante, mas é mais dura que uma zircônia cúbica e pesa
menos que um CZ.
Moissanita têm inclusões como diamantes e podem ter sombras verdes.
Essa gema sintética combina com o diamante na dureza do mineral, mas há uma desvantagem.
O custo é de cerca de US $ 500 por quilate e o moissante não tem o brilho e o fogo de um diamante ou
da zircônia cúbica.
Um diamante pegará fogo e vaporizará a 1100C. No entanto, a moissanita ainda estará totalmente
intacta nessa temperatura e terá uma aparência tão linda quanto no dia em que foi originalmente criada.
Outros testes de diamante x moissanita mostram que, devido à alta temperatura, a moissanita pode
suportar, é mais fácil fundi-la no lugar e, portanto, qualquer joia pode obter o design perfeito que procuram.
Além disso, os diamantes estão sujeitos a danos pelo calor quando um joalheiro os repara. No entanto, com a
moissanita, as chances de ela ficar danificada são menos prováveis quando o joalheiro está realizando
operações de reparo. Durante um incêndio em uma casa, a moissanita tem grandes chances de sobreviver.
Mesmo que as temperaturas possam ser extremas, a moissanita tem uma chance maior de sobreviver em
comparação com um diamante. Isso significa que você terá menos probabilidade de perder essa joia preciosa
durante um incêndio em uma casa.
Recentemente, foi introduzido no mercado de joias dos EUA o Diamond Nexus.
O Diamond Nexus é o resultado de uma nova técnica de processamento científico. Eles são uma

117
excelente pedra de reposição para o diamante extraído naturalmente.
Eles possuem todas as qualidades de um diamante desde a dureza ao brilho e ao fogo. Eles são usados
apenas em configurações de metais preciosos e custam razoavelmente US $ 80 o quilate.
A Moissanita contém muitas propriedades que outras joias não possuem.
E esse é um dos motivos pelos quais levaram 104 anos para reproduzirem esta joia em um laboratório.
As informações sobre moissanita, conforme descrito, estão facilmente disponíveis e todas essas
informações mostrarão que a moissanita é superior a muitas joias de muitas maneiras diferentes.
O moissanita não é apenas mais bonito do que os diamantes, mas também é conhecido como um
simulador de diamante superior.
Porém a relação de oferta e procura coloca o diamante como um elemento raro, por isso caro.
Muitos até confundem.
Na verdade, uma peça especial de equipamento de teste teve de ser projetada para que os joalheiros
pudessem distinguir a moissanita do diamante, como muitos não conseguiam.
E, claro, a moissanita é muito mais barata que os diamantes.
E se a maioria dos joalheiros não consegue diferenciá-lo dos diamantes, você poderia?
Observe a figura a seguir onde mostra as principais diferenças entre a moissanita e o diamante natural,
principalamente elencando a dureza e refração.

Figura 38 : Diamante e Moissanita , imagem disponível em https://www.canva.com/

118
ALGUMAS HISTÓRIAS INTERESSANTES SOBRE DIAMANTES

O DIAMANTE AZUL ESPERANÇA AMALDIÇOADO

Acredita-se que o Blue Hope Diamond tenha a história mais distorcida. Como ele conquistou o mundo
e acabou no Smithsonian Institution ainda é um mistério.
A história do diamante Hope, considerado o maior diamante azul profundo do mundo, é cheia de
reviravoltas. A pedra de 112 quilates que se tornou a Esperança começou quando o viajante mercante francês
Jean Baptiste Tavernier comprou a pedra da mina Kollur em Golconda, Índia, no século XVII.
Sua cor foi descrita por Tavernier como um belo violeta.
A pedra foi vendida ao rei Luís XIV da França em 1668 com 14 outros diamantes grandes e vários
outros menores. Em 1673, a pedra foi recortada pelo joalheiro da corte resultando em uma pedra de 67
quilates. Por causa de seu intenso azul metálico, era conhecido como o 'Diamante Azul da Coroa' ou 'Azul
Francês'.
Em 1749, o rei Luís XV restaurou a pedra e durante o saque em 1792 o diamante azul francês foi
roubado.
O diamante azul reapareceu em Londres em 1813 e era propriedade do joalheiro Daniel Eliason. Fortes
evidências mostraram que a pedra era do French Blue recortada e a mesma pedra conhecida hoje como Hope
Diamond. O diamante azul que apareceu em Londres foi estimado em 44 quilates.
Há evidências de que foi adquirido pelo rei George IV da Inglaterra e, após a morte do rei George, o
diamante foi vendido para pagar dívidas.
Em 1839, o diamante azul estava em procissão de Henry Philip Hope, de quem o diamante Hope leva o
nome. Diz-se que a família Hope foi contaminada pela maldição do diamante. De acordo com a lenda, o
outrora rico Hopes faliu por causa do Diamante Esperança.
O diamante mudou de mãos várias vezes durante os anos seguintes, terminando com Pierre Cartier. Em
1910, o Hope foi comprado pela herdeira da mineração Evalyn Walsh Mclean, de Washington. Embora
Evalyn Mclean usasse o diamante Hope como um amuleto de boa sorte, outros viram a maldição atingi-la
também. Seu primeiro filho morreu em um acidente de carro, sua filha se matou e seu marido foi declarado
louco e confinado a uma instituição psiquiátrica até sua morte em 1941. Em sua morte, Harry Winston
comprou o diamante Hope e mais tarde doou ao Smithsonian Institution.
Nos dez anos seguintes, o Hope Diamond foi exibido em muitas exposições e eventos de caridade em
todo o mundo. Em contraste, a propriedade da pedra pelo Smithso nian foi muito mais afortunada. Hoje, é o
artefato mais popular da instituição.
Fatos sobre Hope Diamond:

45,52 quilates
VS1
Azul Escuro
Tamanho: 21,78 mm de largura, 25,60 mm de comprimento e 12,00 mm de profundidade.
É cercado por 16 diamantes brancos mais 45 diamantes brancos adicionais que compõem a corrente do
colar.

O MOUSSAIEFF RED DIAMOND

O Moussaieff Red Diamond (anteriormente conhecido como Red Shield Diamond ) é um diamante
medindo 5,11 quilates (1,022 g) com um corte triangular brilhante (às vezes chamado de um trilhão ou um
corte brilhante ), classificado na cor como Fancy Red pelo Gemological Institute of América .
É o maior diamante vermelho conhecido no mundo, o mais raro de todos.
119
O Moussaieff Red foi descoberto por um fazendeiro brasileiro no distrito de Palmeiras em 1989, em
uma região conhecida como Zona da Mata Mineira no estado de Minas Gerais.
A pedra bruta pesava 13,9 quilates (2,78 g).
O diamante foi comprado e lapidado pela William Goldberg Diamond Corp., onde recebeu seu nome
original, o Escudo Vermelho.
Foi comprado em 2001 ou 2002 por Shlomo Moussaieff , um negociante de joias nascido em Israel em
Londres.
Atualmente é propriedade da Moussaieff Jewelers Ltd.O Moussaieff Red foi exibido em 2003 como
parte da exposição "The Splendor of Diamonds" do Smithsonian Institution , ao lado de The De Beers
Millennium Star e The Heart of Eternity . Veja a ficha completa do Moussaieff Red.
Peso em Quilates: 5,11 (1,022 g)
Cor: Fancy Red
Corte: Triangular Brilhante
Local/país de origem: Zona da Mata Mineira no Brasil
Mina: de origem desconhecida
Descoberto em 1989
Cortado por: William Goldberg
Proprietário Moussa Jeweler Ltd.
Valor estimado em $ 20 milhões

Figura 39 – Foto do diamante Moussaieff Red


Disponívem em http://www.hoya.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/09/Moussaieff-Red-Diamond.jpg

LIÇÃO 24

AS PÉROLAS

Ao contrário das gemas até agora consideradas, a pérola não é um mineral, mas é de origem orgânica, ou
seja, é produto de um organismo vivo.
Existem dois tipos principais de moluscos que produzem pérolas verdadeiras em quantidades comerciais.
A mais conhecida do primeiro tipo é a chamada ostra de pérola (Meleagrina margaritifera). O mexilhão
perolado dos riachos de água doce é do segundo tipo (Unio margaritifera).
Outras espécies de moluscos com revestimento perolado em suas conchas podem produzir pérolas, mas
a maioria das pérolas do comércio vem de uma ou outra das duas variedades mencionadas.

120
Figura 40 : Pérolas Disponível em https://www.canva.com/ Acesso em 28/02/2021.

Estrutura da Pérola

A estrutura e o material da pérola verdadeira devem ser primeiro compreendidos para compreender as
razões subjacentes à notável beleza desta gema. As pérolas são compostas em parte pela substância mineral
carbonato de cálcio (quimicamente igual ao mármore) e em parte por uma substância dura e córnea de natureza
orgânica chamada conchiolina. A concha da pérola o molusco portador também é composto por essas duas
substâncias.
O carbonato de cálcio pode cristalizar em uma das duas formas, calcita ou aragonita.
No mármore temos calcita.
Nas porções externas da concha da ostra perolada, o carbonato de cálcio está na forma de calcita, mas no
revestimento nacarado interno e na própria pérola o mineral está presente como aragonita. Este é depositado
pelo molusco em camadas cristalinas muito finas nas camadas córneas da conchiolina, de modo que o
revestimento da concha é constituído de camadas aproximadamente paralelas de mineral e de substância
animal. Na concha normal, isso é tudo o que ocorre, mas no caso de um molusco cujo interior é invadido por
qualquer pequena fonte de irritação, como uma broca, ou um grão de areia, ou outro pedaço de material
estranho,
A pérola é construída em camadas, como uma cebola.
Em forma, pode ser esférica, ou em forma de pêra, ou em forma de botão ou de qualquer forma menos
regular do que estas. As formas regulares são mais valorizadas. A forma esférica é de maior valor, outras coisas
sendo iguais. Em seguida, vem a forma de gota ou pêra, depois a forma de botão e, depois disso, a série de
formas irregulares conhecidas pelo joalheiro como "barrocos".
O homem do rio que coleta mexilhões chama essas pérolas de formato estranho de "lesmas".
Vamos agora tentar entender como o belo brilho e iridescência da pérola estão relacionados com a
estrutura em camadas da gema. Em primeiro lugar, deve-se entender que tanto a conchiolina quanto a aragonita
são translúcidas, ou seja, passam luz até certo ponto. Sendo as camadas extremamente finas, a luz pode penetrar
em um número considerável delas, se não for desviada de seu curso. Assim, obtemos reflexos não apenas da
superfície externa de uma pérola, mas de camada após camada dentro da gema e todos esses reflexos atingem
o olho em um reflexo mesclado de grande beleza. O brilho de uma pérola não é apenas um brilho superficial
no sentido usual do termo, mas é um brilho devido a muitas superfícies sobrepostas.

121
Orientar

A fineza do brilho de uma pérola, ou como é dito no comércio, o oriente, depende do número de camadas
que participam do reflexo, e este número, por sua vez, depende da translucidez do material e da finura do
camadas. Pérolas muito finas geralmente têm muitas camadas muito finas que participam do reflexo.
O grau de translucidez, considerado à parte, às vezes é chamado de "água" da pérola.
Além de seu belo brilho, muitas pérolas exibem iridescência, e isso se deve em parte, como no caso do
forro perolado da concha (madrepérola) à sobreposição de camadas sucessivas, como a sobreposição de telhas
em um telhado. Isso dá origem a uma superfície forrada, muito parecida com a grade de difração do físico, que
é feita regando uma placa de vidro com milhares de linhas paralelas por polegada. Tal grade produz espectros
maravilhosos, nos quais as cores do arco-íris são amplamente separadas e muito vivas.
O princípio do qual depende essa separação da luz é conhecido como difração e não pode ser explicado
aqui, mas um efeito semelhante ocorre quando a luz incide sobre a superfície naturalmente regida de uma
pérola e ajuda a produzir o jogo de cores conhecido como iridescência.

Cor

Tendo explicado a causa do oriente e da água das pérolas, a cor deve ser considerada a seguir.
As pérolas podem ser de quase qualquer cor, mas a maioria das pérolas finas são brancas, ou quase isso.
As finas pérolas orientais freqüentemente têm uma tonalidade cremosa.
Entre as pérolas de água doce, o tom cremoso é visto com menos frequência, mas ocorrem tons rosados
finos.
Ocasionalmente, uma pérola negra é encontrada e, devido à sua raridade, atinge um preço quase tão alto
quanto o que se pode obter por uma pérola branca de tamanho e qualidade semelhantes.
O valor das pérolas depende de vários fatores diferentes e está longe de ser uma questão fácil estimar o
valor de uma bela amostra.
É muito mais fácil classificar e estimar o valor dos diamantes do que fazer o mesmo com as pérolas, e é
apenas por um longo e íntimo conhecimento das próprias pérolas que se pode esperar tornar-se especialista em
decidir valores. Existem, entretanto, vários fatores gerais que governam o valor das pérolas.
Os principais são: 1, Oriente; 2, cor; 3, textura ou pele; 4, forma e tamanho.

Fatores que governam o valor das pérolas

Pegando cada um desses fatores separadamente, pode-se dizer do primeiro que, a menos que uma pérola
tenha aquele brilho agudo conhecido como oriente fino, ela tem valor limitado. Não importa o tamanho ou
quão perfeita seja a forma, ele não é nada, se morto e sem brilho.
Para ter grande valor, a gema deve brilhar com aquele brilho suave, mas vivo, peculiar aos espécimes
finos de pérolas. Com variações no oriente, há grandes variações no valor.
Quanto à cor, as pérolas mais escolhidas são o branco puro ou o delicado rosa rosa ou o branco cremoso.
Pérolas nesses tons podem ser encontradas em números e essas cores são o que podemos chamar de cores
regulares. As pérolas de cores extravagantes têm valores peculiares e irregulares, dependendo muito da raridade
e da obtenção de um cliente para uma cor ímpar. Belas pérolas rosa e finas pretas são exemplos do tipo
mencionado aqui.
Para ser muito valiosa, uma pérola deve ter uma pele lisa e uniforme, ou seja, a textura de sua superfície
deve ser plana e regular.
Não deve haver covinhas, arranhões ou rugas, ou pequenas manchas salientes ou rachaduras. Em conexão
com este tópico da "pele", pode-se mencionar que às vezes é verdade que uma pérola de pele ruim ou de pouco
brilho pode ser notadamente melhorada pela "descamação", como é chamado o processo. Como foi dito acima,

122
uma pérola é construída em camadas muito parecidas com uma cebola, e muitas vezes pode ser descascada, ou
seja, uma ou mais camadas podem ser removidas, expondo assim novas camadas abaixo, cuja textura e brilho
podem ser melhores que os de a camada externa original.

Forma

Voltando ao tópico dos fatores que governam o valor das pérolas, a forma da pérola faz uma grande
diferença no valor. As pérolas perfeitamente esféricas são as mais valorizadas e, em seguida, vêm as em forma
de gota ou de pêra, já que essa forma se presta muito bem à confecção de pingentes.
Pérolas ovais ou em forma de ovo também são boas. Depois disso, vêm as formas de botão, em que um
lado é achatado. Pérolas de forma irregular são muito menos valorizadas. As pérolas de formato irregular são
chamadas de pérolas barrocas no comércio.
Os ribeirinhos envolvidos na pesca de pérolas de água doce as chamam de lesmas. Algumas das mais
regulares são chamadas de "pepitas". Outras são chamadas de "espinhos" por causa de sua forma pontiaguda e
ainda outras são chamadas de pérolas de "asas" por causa de sua semelhança com a asa de um pássaro.

Peso

Após a orientação, cor, pele e forma terem sido considerados, o tamanho ou peso finalmente determinam
o valor. As pérolas são vendidas por uma unidade arbitrária de peso conhecida como grão da pérola. Não é
igual ao avoirdupois do grão, mas é um quarto de um quilate de diamante. Como o quilate métrico é um quinto
de grama e como há 15,43 grãos avoirdupois em um grama, é visto de imediato que há apenas 3,08 grãos reais
em um quilate, em vez de quatro.
Assim, o grão da pérola é ligeiramente mais leve do que o grão avoirdupois.
Como as pérolas grandes e finas são extremamente raras, o valor aumenta com o tamanho muito mais
rapidamente do que no caso de qualquer outra gema; na verdade, o valor aumenta conforme o quadrado do
peso. Por exemplo, consideremos duas pérolas, uma de um peso de grão, a outra de dois grãos, e ambas com o
mesmo grau de qualidade. Se o menor vale, digamos, $ 10 por grão, então o maior vale 2 × 2 (o quadrado do
peso) vezes $ 2 (o preço por base de grão, como é chamado no comércio), o que totaliza $ 8. Uma pérola de
quatro grãos deste grau valeria 4 × 4 × $ 2 = $ 32, etc. Assim, é visto que o preço aumenta muito rapidamente
com o aumento de peso.
* Valores meramente ilustrativos .

Preço "Base por grão"

Algumas das qualidades inferiores de pérolas em tamanhos pequenos são vendidas pelo grão direto, ou
seja, o preço por grão é meramente multiplicado pelo peso em grãos para se obter o valor, assim como o preço
por quilate seria multiplicado pelo número de quilates para obter o valor de um diamante.
Esse método de calcular o valor das pérolas é usado apenas para os tipos mais baratos e tamanhos
pequenos, entretanto, e o método explicado primeiro, o cálculo por base do grão, é o de uso universal para
gemas finas.
Gemas excepcionais muito finas podem ser vendidas a um preço alto pela peça, independentemente do
peso.
É interessante notar, a este respeito, que Tavernier, o comerciante francês de gemas do século XVII, nos
diz que em sua época o preço dos diamantes grandes era calculado por um método semelhante ao que agora
usamos para as pérolas, ou seja, o o peso em quilates foi elevado ao quadrado e o produto multiplicado pelo
preço por quilate.
Tal método daria um preço muito alto para os diamantes nos dias de hoje.

123
O alto preço das pérolas finas

Isso sugere a ideia de que as pérolas de excelente qualidade e grande tamanho são as mais caras de todas
as gemas hoje em dia e, ainda assim, parece não haver parada na demanda por elas.
Na verdade, a América está apenas começando a se interessar pelas pérolas e está começando a apreciá-
las como há muito são apreciadas no Oriente e na Europa. Aqueles que pensaram que o avanço dos preços dos
diamantes nos últimos anos os colocará em taxas proibitivas, deveriam considerar os enormes preços que foram
obtidos e estão sendo obtidos por pérolas finas.
Para facilitar o cálculo dos preços das pérolas, tabelas foram calculadas e publicadas dando os valores
das pérolas de todos os tamanhos a preços diferentes por base de grão, e várias vezes essas tabelas foram
superadas, e novas, correndo para valores mais altos, tem sido feito.
Há muitas justificativas para os altos preços exigidos e pagos por pérolas grandes e finas. Essas joias são
realmente raras.
Aqueles que, quando meninos, abriram centenas de mexilhões de rio apenas para encontrar muito poucas
"lesmas" pequenas e malformadas perceberão que é apenas um molusco em um número muito grande que
contém uma pérola fina. Além disso, como o bisão e o pombo selvagem, os moluscos portadores de pérolas
podem ser grandemente diminuídos em número ou mesmo exterminados pela ganância do homem e seus
métodos terrivelmente destrutivos de colher os produtos da natureza.
Na verdade, o rendimento da pesca está diminuindo há algum tempo, e a maioria das pérolas finas que
são comercializadas são pérolas velhas, já perfuradas, dos tesouros de potentados orientais, que foram forçados
pela necessidade a aceitar os altos preços oferecidos pelo Ocidente por parte de seus tesouros.
Na Índia, as pérolas há muito são uma garantia aceitável para empréstimos, e muitas joias finas chegaram
ao mercado depois que os proprietários não pagaram esses empréstimos.
Tendo considerado os fatores que influenciam o valor das pérolas, consideraremos a seguir brevemente
suas propriedades físicas.
A gravidade específica é menos definida do que com minerais e varia entre
2,65 e 2,70. Pode ser ainda maior para pérolas rosa.

Propriedades físicas

Em termos de dureza, as pérolas também variam, variando entre 31⁄2 e 4 na escala de Mohs. Eles são,
portanto, muito macios e facilmente desgastados ou riscados pelo uso intenso.
Um caso que mostra o desgaste bastante rápido das pérolas chamou recentemente a atenção do escritor.
Um pingente em forma de cruz latina foi feito de pérolas redondas que foram perfuradas e amarradas em duas
hastes de ouro delgadas para formar a cruz.
As pérolas estavam livres para girar nos fios.
Após um período de cerca de vinte ou mais anos de uso, as pérolas tornaram-se todas distintamente
cilíndricas em forma, o esfregar contra as roupas sobre as quais o pingente tinha sido usado tinha sido suficiente
para esmerilhar o material macio nessa extensão.
O brilho ainda era bom, as pérolas tendo sido virtualmente "descascadas" muito lentamente pela abrasão.

Cuidado com as pérolas

Este exemplo sugere o grande cuidado que deve ser tomado pelos proprietários de pérolas finas para
evitar atrito ou desgaste indevido dessas joias valiosas, mas não extremamente duráveis.
Eles devem ser limpos cuidadosamente após o uso para remover a poeira e, em seguida, guardados em
uma caixa bem fechada.
As pérolas nunca devem entrar em contato com qualquer ácido, nem mesmo ácidos fracos como

124
limonada, ou ponche ou vinagre, pois, sendo em grande parte carbonato de cálcio, são facilmente afetados por
ácidos, e um simples toque com um ácido pode arruinar brilho de superfície.
Sendo parcialmente orgânicas por natureza, as pérolas não são eternas, mas devem eventualmente se
deteriorar, como é mostrado pela condição pulverulenta de pérolas muito antigas que foram encontradas com
múmias ou em ruínas antigas.
A matéria orgânica cedeu ao ataque bacteriano e se decompôs, deixando apenas a matéria mineral em pó
para trás.
Como o calor e a umidade são as condições mais propícias ao crescimento de bactérias e, portanto, à
decomposição, segue-se que as pérolas finas devem ser mantidas em um local fresco e seco quando não
estiverem em uso.

PÉROLAS CULTIVADAS E IMITAÇÕES DE PÉROLAS

Pérolas Cultivadas

Como todas as pedras preciosas, as pérolas estimularam a engenhosidade do homem a tentar fazer
imitações que passariam por genuínas.
Talvez o produto mais engenhoso e de aparência mais natural seja a "pérola cultivada". Esta é realmente
uma pérola natural em grande parte do seu exterior, mas artificial por dentro e por trás. Para chegar a esse
resultado, os japoneses, que deram origem ao presente produto comercial, mas que provavelmente pegaram
emprestada a ideia original dos chineses, pedem em seu auxílio a própria ostra-pérola. As ostras são abertas
suavemente, pequenos discos hemisféricos de madrepérola são introduzidos entre a concha e o manto e a ostra
replantada.
O material estranho é revestido pela ostra com verdadeiras camadas peroladas, como de costume, e
depois de vários anos, um acúmulo suficientemente espesso de camadas peroladas é assim depositado no
núcleo, de modo que a ostra pode ser colhida e aberta e a pérola cultivada removida serrando-a da concha à
qual foi fixada. À base é então cuidadosamente cimentado um pedaço de madrepérola para completar uma
forma quase esférica, e as partes da superfície que não foram cobertas com pérola verdadeira são então polidas.
O produto, quando colocado em uma montagem de pérola adequada, é bastante convincente e realmente
bonito.
Como o tempo durante o qual a ostra pode trabalhar sobre a pérola cultivada é, sem dúvida, muito menor
do que o necessário para o crescimento de uma grande pérola natural, o número de camadas de material
perolado verdadeiro é consideravelmente menor do que o número de camadas que participam no múltiplo
reflexões explicadas na lição anterior e, portanto, o "oriente" da pérola cultivada nunca é igual ao de uma
pérola verdadeira e fina.
No entanto, é freqüentemente muito bom e, para usos que não exigem a exposição de toda a superfície
da pérola, a pérola cultivada fornece um substituto para pérolas genuínas de qualidade e preço moderados. As
partes de trás da pérola cultivada, sendo apenas madrepérola polida, têm a aparência de um botão de pérola
comum, em vez de uma pérola verdadeira.

Imitações de pérolas

Além dessas pérolas cultivadas meio artificiais, as imitações de pérolas que foram vendidas com mais
sucesso são de dois tipos gerais, primeiro "pérolas romanas" e, segundo, "pérolas indestrutíveis".

125
As pérolas romanas são vazadas e depois preenchidas com cera, as pérolas indestrutíveis têm bases
sólidas de esmalte. Em ambos os tipos o aspecto perolado é obtido revestindo o interior, ou revestindo o
exterior, com camadas mais ou menos numerosas daquilo que é conhecido como "nácar" ou algumas vezes
como "essência d'oriente". É preparado com as escamas de um pequeno peixe encontrado no Mar do Norte e
na Rússia. As escamas são removidas e tratadas com certas soluções que removem o pó prateado das escamas.
O "nácar" é então preparado a partir desse pó. A finura do efeito perolado torna-se maior à medida que o
preparo envelhece, de modo que imitações muito finas geralmente são feitas de "nácar" antigo.
O efeito também é melhor quanto maior for o número de camadas sucessivas usadas. A pérola artificial,
portanto, assemelha-se à verdadeira pérola nas causas físicas do belo efeito.
Em alguns casos, a pérola romana tem uma iridescência verdadeira que é produzida pela "queima" de
cores na conta de esmalte oca.
Algumas das pérolas indestrutíveis são feitas sobre contas de vidro opalescente, conferindo assim um
efeito mais fino ao produto acabado.
Enquanto os tipos mais baratos de pérolas indestrutíveis têm apenas três ou quatro camadas de nácar,
alguns dos mais finos têm até trinta ou mais.
As pérolas indestrutíveis anteriores eram feitas com um material de revestimento que era facilmente
afetado pelo calor, ou pela água, ou pela transpiração, já que uma goma de gelatina estava incluída nela.
O produto mais recente tem um aglutinante mineral que não é afetado, de modo que as "pérolas" são
realmente tão duráveis quanto as naturais, e durarão pelo menos uma vida inteira se usadas com os devidos
cuidados.
Como as pérolas naturais finas, as imitações finas devem ser limpas após o uso e guardadas com cuidado.
Eles também devem ser amarrados ocasionalmente, assim como as pérolas verdadeiras, tanto para evitar perda
pelo rompimento do cordão quanto porque o cordão fica sujo depois de um tempo, o que prejudica a aparência
da joia.
O tipo de imitação "romano" não agüenta muito calor, pois o núcleo de cera derrete e escorre.

Testando imitações de pérolas

Como a fabricação de imitações de pérolas é principalmente trabalho manual e como muitos tratamentos
são necessários para as melhores imitações, preços bastante altos são exigidos por esses melhores produtos, e
a aparência e permanência justificam tais preços.
As melhores pérolas de imitação são realmente muito difíceis de detectar, exceto por um exame mais
atento. É claro que não suportarão inspeção sob grande ampliação.
As pérolas artificiais também podem ser detectadas por sua gravidade específica incorreta, por seu grau
incorreto de dureza e, no caso das pérolas ocas, fazendo uma pequena mancha de tinta na superfície da "pérola"
e olhando-a através de uma lente.
Um reflexo da mancha na superfície interna da conta aparecerá ao lado da própria mancha se a pérola for
do tipo romano.
As pérolas artificiais até agora descritas são produtos de alta classe.
Algumas das imitações muito baratas e pobres são meramente sólidas ou ocas, contas de vidro ou esmalte
que foram feitas ligeiramente peroladas, seja pela adição de vários materiais ao vidro ou esmalte quando foi
feito, ou pelo revestimento grosseiro das contas fora ou dentro com cera contendo "nácar" barato.

FATORES DE VALOR DE PÉROLA: JULGANDO E AVALIANDO PÉROLAS

Como você escolhe pérolas?


Aqui vou tentar repassar como as pérolas cultivadas e usando os sete fatores de valor definidos pelo GIA,
poderemos classifica-las.

126
Que perguntas você faz ao comprar?
Qual é a aparência de uma pérola de alta qualidade?
Quais são as características a serem evitadas?
Aqui, vamos dizer o que torna uma pérola valiosa.
Também forneceremos perguntas para fazer ao seu joalheiro e às ferramentas para que você mesmo
julgue essas joias brilhantes.

Fatores de valor de pérola

Embora não haja um padrão internacional para classificar pérolas, existe um sistema que é comumente
usado para avaliar essas belas gemas coloridas.
Desenvolvido pelo Gemological Institute of America (GIA), o maior instituto mundial sem fins
lucrativos de pesquisa e aprendizagem gemológica, este sistema de classificação considera sete características
de pérolas ao determinar o valor.
Eles são: tamanho, forma, cor, brilho, qualidade da superfície, qualidade do nácar e correspondência.
Vamos dar uma olhada em cada um em sua relação com a bela pérola cultivada.

Tamanho da Pérola

As pérolas podem ser tão pequenas quanto a cabeça de um alfinete ou quase tão grandes quanto uma bola
de golfe, mas, claro, em algum lugar entre esses dois extremos é a norma.
O tamanho é determinado por muitos fatores. Isso inclui o tamanho do animal que produz as gemas, o
tamanho da conta implantada, a duração do tempo que a ostra ou molusco teve permissão para formar a pérola,
o clima e as condições do ambiente e a saúde do animal que produziu a Pérola.
Diferentes tipos de pérolas têm diferentes intervalos de tamanho esperado.
Por exemplo, porque são produzidas em uma ostra relativamente pequena, as pérolas cultivadas akoya
são geralmente muito menores do que suas contrapartes do Mar do Sul, que são cultivadas em um dos maiores
moluscos do mundo, P. maxima.
Este grande animal pode aceitar um núcleo de conta maior e pode estabelecer nácar, a combinação de
substâncias orgânicas que compõe uma pérola, muito mais rápido do que seu primo menor.
Certifique-se de descobrir que tipo de pérola você está procurando (água doce, Akoya, Mar do Sul ou
Taitiano).
Todos têm diferentes faixas de tamanho esperado e qualquer coisa fora da faixa será refletido no preço.
Um guia: akoyas normalmente variam de 2 a 11 mm; Taitianos de 8-14 mm; Pérolas do Mar do Sul de 9-20
mm e pérolas de água doce de 4-11 mm.
Todas as outras coisas sendo iguais, uma pérola maior terá um preço mais alto. Pérolas maiores
geralmente demoram mais para crescer e não são tão comuns quanto pérolas menores.
Como em qualquer coisa, porém, a beleza está nos olhos de quem vê.
Para algumas pessoas, outro fator de valor da pérola, como o brilho, pode ser mais importante do que o
tamanho.
Ao avaliar o tamanho, tenha em mente que existem pequenas pérolas de alta qualidade, assim como
pérolas grandes de baixa qualidade.
Assim, o tamanho da pérola é apenas um fator a ser considerado ao julgar a qualidade da pérola.
Isso nos leva a ...

Forma

Feche os olhos e imagine um colar de pérolas.


O que você vê?

127
Provavelmente um colar brilhante de joias brancas redondas, certo?
Isso porque o colar de pérolas redondas brancas é uma joia básica atemporal e um clássico tradicional
em muitas culturas.
Como você pode esperar, as pérolas redondas são desejáveis devido à demanda, mas também são valiosas
porque são raras. (Pense nisso: o irritante entra na ostra, a ostra esconde o nácar, o nácar cobre o irritante. A
pérola sai ... redonda? Duvidoso.)
Embora as técnicas de cultivo de pérolas estejam melhorando o tempo todo, uma pérola perfeitamente
redonda é incomum. (As safras de Akoya geralmente contêm mais pérolas esféricas do que outros tipos de
pérolas.)
De acordo com o GIA, coletar pérolas de cultura redondas de alta qualidade suficientes para um cordão
de pérola correspondente pode levar anos.
Pérolas redondas ou quase redondas geram mais dinheiro do que outras formas. Isso não quer dizer que
outras formas não tenham valor. (Lembre-se novamente do ditado “a beleza está nos olhos de quem vê”.)
De acordo com o GIA, as formas das gotas podem às vezes corresponder ao valor dos arredondamentos,
especialmente quando são simétricas e bem formadas.
Não é tradicionalista?
As pérolas vêm em vários formatos e, dependendo do que você gosta, podem ser tão desejáveis, mas
menos dispendiosas, do que redondas. As formas de pérolas incluem botão, oval, gota, semi-barroco e barroco.
Algumas pérolas até lembram barras, cruzes e moedas. Alguns, chamados de pérolas circuladas, têm
ranhuras que circundam a circunferência das gemas. Essas belezas podem fazer joias maravilhosas.
O GIA classifica as pérolas em três categorias principais de forma:

1- Esférico: pérolas redondas ou quase redondas


2- Simétrico: quando cortadas ao meio, essas pérolas têm metades iguais
3- Barroco: Pérolas sem simetria perceptível
Embora os formatos das pérolas variem, aquelas que apresentam algum tipo de simetria geralmente
custam mais. Mas as pérolas barrocas, quando colocadas sozinhas ou agrupadas com formas semelhantes em
um colar ou pulseira, podem ser muito bonitas e incomuns. E as pérolas barrocas frequentemente mostram o
oriente, um desejável efeito cintilante de arco-íris que aumenta o valor das pérolas. Muitos designers preferem
trabalhar com pérolas barrocas por suas infinitas possibilidades de design - e muitos consumidores as compram
por sua beleza única.

Cor

Embora o branco provavelmente sempre ganhe o concurso de popularidade da cor da pérola, as pérolas
vêm em uma ampla gama de cores lindas. Do branco mencionado ao cinza-preto, as pérolas também podem
ser lavanda, rosa, laranja e muitos tons intermediários.
A escolha é sua, mas tenha em mente o tom de pele do usuário ao escolher: a cor pérola deve
complementar a cor do usuário.
Ao descrever a cor de uma pérola, os joalheiros falam sobre três características: matiz, que é a cor geral
da pérola - aquela que você vê na primeira impressão; sobretom, que nem sempre está presente, mas que é a
cor secundária que você vê quando olha para a pérola (ou seja, um blush rosado em uma pérola branca) e
oriente, que também não está sempre presente, mas, como mencionado acima, pode ser melhor descrito como
um brilho colorido semelhante ao arco-íris.
A popularidade das cores peroladas aumenta e diminui; o valor é determinado pelo que está na moda.
Como é de se esperar, o branco está sempre "na moda".
As pérolas de lavanda são muito populares agora também.
E as pérolas cultivadas no Taiti, que são tipicamente cinza escuro, verde escuro ou azul escuro / roxo
eram, surpreendentemente, praticamente desconhecidas antes dos anos 1970, mas agora são amplamente

128
cobiçadas - e muito caras.
Às vezes, também, uma modelo ou celebridade usará uma determinada cor perolada e essa cor terá um
aumento na popularidade.
Tal como acontece com o tamanho, os tipos de pérolas exibem características típicas quando se trata de
cor. Akoyas, por exemplo, geralmente são brancos ou creme; Os taitianos são tipicamente pretos, cinza ou
marrons; Os mares do sul são geralmente prateados, brancos ou dourados, e os de água doce vêm em branco,
creme e uma grande variedade de tons pastéis.
De acordo com a GIA, se a cor pérola desejável for rara, pérolas finas exibindo essa cor terão preços
altos.

Brilho

Como as pérolas são conhecidas por seu brilho interno, uma característica que as diferencia das outras
joias, esse fator de valor supera todos os outros. De acordo com a GIA, “O brilho é o mais importante de todos
os fatores de valor para a beleza de uma pérola.”
Dependente de muitos fatores, entre eles a espessura do nácar e as condições de crescimento, o brilho só
é bom quando o nácar é translúcido e suas placas se sobrepõem de forma que a pérola pareça iluminada por
dentro. Nácar espesso não garante brilho nítido, mas certamente ajuda. Quanto mais nítido for o reflexo em
uma pérola, melhor será o brilho.
A GIA define quatro categorias de brilho:

Excelente: os reflexos são brilhantes, nítidos e distintos


Bom: os reflexos são brilhantes, mas não nítidos e ligeiramente nebulosos nas bordas
Razoável: os reflexos são fracos, nebulosos e desfocados
Fraco: os reflexos são escuros e diluídos

O brilho é um dos fatores de valor da pérola mais fáceis de avaliar. Basta segurar um objeto, como uma
caneta, perto da pérola. (Tenha cuidado para não deixar cair tinta na gema.)
Quanto mais nítido for o reflexo, melhor será o brilho e mais valiosa será a pérola. Observe, porém, que
cada tipo de pérola tem seu próprio brilho característico. Akoyas são conhecidos por seu brilho fino e afiado,
enquanto as pérolas cultivadas do Mar do Sul, por exemplo, têm um brilho mais sutil e suave.
Qualidade da superfície
As pérolas são orgânicas e, portanto, "imperfeitas", o que significa que não são orbes uniformes,
brilhantes e perfeitamente redondas sempre que saem de uma ostra. Em vez disso, como objetos naturais em
camadas, eles mostram muitas características de superfície, como abrasões, saliências, lascas, rachaduras,
buracos, arranhões e rugas.
A maioria das pessoas nunca verá uma pérola perfeita em sua vida e, na verdade, pequenas
irregularidades na superfície não diminuem o valor de uma pérola.
Conforme definido pelo GIA, existem quatro classificações de características de superfície pérola:

• Limpo: a pérola pode estar livre de manchas ou sem manchas, ou conter características superficiais
mínimas que são muito difíceis de ver quando examinadas por um observador treinado.
• Levemente manchado: as pérolas mostram pequenas irregularidades na superfície quando
inspecionadas por um observador treinado
• Moderadamente manchado: as pérolas mostram características de superfície perceptíveis.
• Muito manchado: as pérolas mostram irregularidades superficiais óbvias, que podem comprometer a
durabilidade.

A aparência geral da pérola determinará seu valor.

129
Características superficiais óbvias ou múltiplas ou grandes manchas que afetam a durabilidade da gema
prejudicarão seu valor, enquanto uma pérola de aparência mais limpa vale mais.
A maioria de nós não pode comprar um colar de pérolas perfeito, mas, felizmente, pequenas saliências e
manchas podem frequentemente ser escondidas por um orifício. De acordo com o GIA, “… uma pérola
completamente limpa é um tesouro raro.
Como a raridade influencia o valor, os preços dessas pérolas são extremamente altos. A maioria dos
consumidores deve se contentar com algum grau de irregularidade superficial na pérola que compra. Mesmo
as melhores pérolas podem conter pequenas características de superfície. ”

Qualidade Nácar
Diretamente ligada ao brilho, a qualidade / espessura do nácar é um fator de valor muito importante que,
felizmente, pode ser avaliado a olho nu.
É melhor, claro, avaliar a espessura com uma máquina de raio-x ou cortando a pérola, mas a maioria de
nós não tem essa máquina, nem queremos usar pérolas que foram cortadas ao meio. (Imagine isso por um
minuto!)
Dê uma olhada na pérola que você deseja avaliar.
Uma aparência opaca e opaca significa que o nácar provavelmente é fino.
Em alguns casos, o nácar é tão fino que o núcleo da conta fica visível. Não compre essas pérolas - elas
não durarão!

O GIA classifica o nácar em três categorias:


Aceitável: o núcleo da pérola não é perceptível e a gema não exibe aparência de giz.
Núcleo visível: a pérola mostra evidências de seu núcleo de conta através do nácar. A pérola mostra um
forte “piscar” (uma cintilação de luz e escuridão) quando é girada em uma fonte de luz.
Aparência de giz: a pérola tem uma aparência opaca e fosca.

O nácar fino tem um efeito negativo sobre o valor de uma pérola, embora o nácar espesso não garanta o
brilho intenso.
O nácar fino pode rachar, descascar ou se deteriorar e as pérolas não duram muito. (Ao contrário de
outras gemas, o polimento de uma pérola não restaura sua beleza original.) Pérolas com nácar mais espesso
são mais duráveis e valiosas.
Pergunte sobre a espessura do nácar se tiver oportunidade.
Fato interessante: muitas pérolas cultivadas em água doce são cultivadas apenas com tecido de manto,
em vez de contas de madrepérola e, como resultado, são quase nácares sólidos. Muitos especialistas em pérolas
dizem que as pérolas cultivadas de água doce da China hoje rivalizam com a beleza das akoyas japonesas!

Coincidindo

Como você pode imaginar, esse fator de valor da pérola só entra em ação quando uma peça de joalheria
contém mais de uma pérola.
Alguns designers não combinam as pérolas intencionalmente para obter um efeito estético, mas quando
um fio deve ser uniforme, o quão bem as gemas combinam é uma consideração importante.
Felizmente, isso é fácil de determinar. Basta olhar para o fio e notar qualquer diferença óbvia nas joias.
(Alguns joalheiros tentarão esconder pérolas pequenas ou imperfeitas perto do fecho, então verifique esta área
com cuidado.)
Ao avaliar um fio correspondente, tenha em mente que as pérolas cultivadas são orgânicas, não
derramadas de um molde de fábrica. Não há dois exatamente iguais, portanto, é impossível fazer uma
combinação perfeita. Isso não prejudica a joia, embora, desde que, em geral, a peça seja uniforme.
Para testar, olhe para o fio, segure-o de perto e também veja-o com o braço estendido.

130
As pérolas são do mesmo tamanho geral?
Cor?
Forma?
Brilho?
Qualidade Nácar?
Se eles tiverem a mesma aparência, eles são bem combinados.
O GIA define três categorias de correspondência:
• Excelente: as pérolas são uniformes na aparência e perfuradas no centro.
• Bom: a peça mostra pequenas variações na uniformidade.
• Razoável: as pérolas são visivelmente diferentes umas das outras.

De acordo com o GIA, “É preciso muita habilidade e trabalho para classificar as pérolas colhidas.
O tempo e o esforço envolvidos na produção de um colar de pérolas bem combinados refletirão seu preço
de mercado. ”

Conclusão

Por serem produzidos em diferentes animais em diferentes ambientes sob condições únicas, cada tipo de
pérola tem suas próprias características esperadas.
Quando os traços mostrados para uma determinada pérola estão fora do normal para seu tipo, a pérola
será mais valiosa.
Cada pérola é única e singularmente bela.
Qual tipo de pérola e pérola é a mais bonita?
Você decide. (Este autor prefere pérolas brancas barrocas de água doce e pérolas douradas redondas do
Mar do Sul.)
Vai fazer compras?
Parabéns!
Agora você sabe o que procurar e quais perguntas fazer ao comprar pérolas.
Lembre-se de que o valor de uma pérola depende de sua aparência geral - quão bem ela combina os sete
fatores de valor.
Lembre-se de que nem todos os fatores de valor são importantes para todas as pessoas. Você pode estar
mais interessado na cor da pérola do que no tamanho da pérola, por exemplo.
Como com qualquer coisa, gostos individuais reinam supremos.
Agora, vá em frente e compre com confiança.

LIÇÃO 25

LEGISLAÇÃO SOBRE AS PEDRAS PRECIOSAS NO BRASIL


Sobre a extração:
Quanto a lavra garimpeira das gemas e minerais de uma maneira geral, a atividade é regida pela LEI Nº
7.805, DE 18 DE JULHO DE 1989.que regulamenta a atividade mineral no Brasil.
Segundo essa lei a União detém os direiros de exploração mineral do solo e subsolo nacional. Portanto
toda riquesa mineral, em tese, pertence ao Governo Federal.
É preciso uma autorização especial de lavra concedida pelo antigo Departamento Nacional de Produção
Mineral (DNPM) que agora faz parte da Agência Nacional de Mineração - ANM.
Todo processo pode ser realizado de forma remota pela internet através do site
https://sistemas.anm.gov.br/scm/site/admin/ . Porém aconselho a consultoria de um advogado e ou contador
131
para lhe auxiliar na liberação da Licença de Lavra Garimpeira.
Detalhe, a autorização não precisa necessáriamente ser concedida ao dono da terra, podendo ser
concedido a terceiros, inclusive a Cooperativas de Garimpeiros ou empreses extrativistas. Isso explica a
expropriação de algumas áreas por grandes empresas de mineração.

Veja a lei na intergra retirada de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7805.htm em 26 de março de


2021.

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 7.805, DE 18 DE JULHO DE 1989.
Altera o Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de
(Regulamento) 1967, cria o regime de permissão de lavra garimpeira,
(Regulamento) extingue o regime de matrícula, e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte
Lei:
Art. 1º Fica instituído o regime de permissão de lavra garimpeira.
Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei, o regime de permissão de lavra garimpeira é o aproveitamento
imediato de jazimento mineral que, por sua natureza, dimensão, localização e utilização econômica, possa ser
lavrado, independentemente de prévios trabalhos de pesquisa, segundo critérios fixados pelo Departamento
Nacional de Produção Mineral - DNPM.
Art. 2º A permissão de lavra garimpeira em área urbana depende de assentimento da autoridade administrativa
local, no Município de situação do jazimento mineral.
Art. 3º A outorga da permissão de lavra garimpeira depende de prévio licenciamento ambiental concedido pelo
órgão ambiental competente.
Art. 4 A permissão de lavra garimpeira será outorgada pelo Diretor-Geral do Departamento Nacional de
Produção Mineral - DNPM, que regulará, mediante portaria, o respectivo procedimento para habilitação.
Art. 5º A permissão de lavra garimpeira será outorgada a brasileiro, a cooperativa de garimpeiros, autorizada
a funcionar como empresa de mineração, sob as seguintes condições:
I - a permissão vigorará por até 5 (cinco) anos, podendo, a critério do Departamento Nacional de Produção
Mineral - DNPM, ser sucessivamente renovada;
II - o título é pessoal e, mediante anuência do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM,
transmissível a quem satisfizer os requisitos desta Lei. Quando outorgado a cooperativa de garimpeiros, a
transferência dependerá ainda de autorização expressa da Assembleia Geral;
III - a área permissionada não poderá exceder 50 (cinquenta) hectares, salvo quando outorgada a cooperativa
de garimpeiros.
Art. 6º Se julgar necessária a realização de trabalhos de pesquisa, o Departamento Nacional de Produção
Mineral - DNPM, de ofício ou por solicitação do permissionário, intimá-lo-á a apresentar projetos de pesquisa,
no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data da publicação de intimação do Diário Oficial da União.
Parágrafo único. Em caso de inobservância, pelo interessado, do prazo a que se refere o caput deste artigo, o
Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM cancelará a permissão ou reduzir-lhe-á a área.
Art. 7º A critério do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, será admitida a permissão de lavra
garimpeira em área de manifesto de mina ou de concessão de lavra, com autorização do titular, quando houver
viabilidade técnica e econômica no aproveitamento por ambos os regimes.
§ 1º Havendo recusa por parte do titular da concessão ou do manifesto, o Departamento Nacional de Produção
Mineral - DNPM conceder-lhe-á o prazo de 90 (noventa) dias para que apresente projeto de pesquisa para
efeito de futuro aditamento de nova substância ao título original, se for o caso.

132
§ 2º Decorrido o prazo de que trata o parágrafo anterior sem que o titular haja apresentado o projeto de pesquisa,
o Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM poderá conceder a permissão de lavra garimpeira.
Art. 8º A critério do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, será admitida a concessão de lavra
em área objeto de permissão de lavra garimpeira, com autorização do titular, quando houver viabilidade técnica
e econômica no aproveitamento por ambos os regimes.
Art. 9º São deveres do permissionário de lavra garimpeira:
I - iniciar os trabalhos de extração no prazo de 90 (noventa) dias, contado da data da publicação do título no
Diário Oficial da União, salvo motivo justificado;
II - extrair somente as substâncias minerais indicadas no título;
III - comunicar imediatamente ao Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM a ocorrência de
qualquer outra substância mineral não incluída no título, sobre a qual, nos casos de substâncias e jazimentos
garimpáveis, o titular terá direito a aditamento ao título permissionado;
IV - executar os trabalhos de mineração com observância das normas técnicas e regulamentares, baixadas pelo
Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM e pelo órgão ambiental competente;
V - evitar o extravio das águas servidas, drenar e tratar as que possam ocasionar danos a terceiros;
VI - diligenciar no sentido de compatibilizar os trabalhos de lavra com a proteção do meio ambiente;
VII - adotar as providências exigidas pelo Poder Público;
VIII - não suspender os trabalhos de extração por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias, salvo motivo
justificado;
IX - apresentar ao Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, até o dia 15 de março de cada ano,
informações quantitativas da produção e comercialização, relativas ao ano anterior; e
X - responder pelos danos causados a terceiros, resultantes, direta ou indiretamente, dos trabalhos de lavra.
§ 1º O não-cumprimento das obrigações referidas no caput deste artigo sujeita o infrator às sanções de
advertência e multa, previstas nos incisos I e II do art. 63 do Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967, e
de cancelamento da permissão.
§ 2º A multa inicial variará de 10 (dez) a 200 (duzentas) vezes o Maior Valor de Referência - MVR,
estabelecido de acordo com o disposto no art. 2º da Lei nº 6.205, de 29 de abril de 1975, devendo as hipóteses
e os respectivos valores ser definidos em portaria do Diretor-Geral do Departamento Nacional de Produção
Mineral - DNPM.
§ 3º A permissão de lavra garimpeira será cancelada, a juízo do Departamento Nacional de Produção Mineral
- DNPM, na hipótese de que trata o parágrafo único do art. 6º desta Lei.
§ 4º O disposto no § 1º deste artigo não exclui a aplicação das sanções estabelecidas na legislação ambiental.
Art. 10. Considera-se garimpagem a atividade de aproveitamento de substâncias minerais garimpáveis,
executadas no interior de áreas estabelecidas para este fim, exercida por brasileiro, cooperativa de garimpeiros,
autorizada a funcionar como empresa de mineração, sob o regime de permissão de lavra garimpeira.
§ 1º São considerados minerais garimpáveis o ouro, o diamante, a cassiterita, a columbita, a tantalita e
wolframita, nas formas aluvionar, eluvionar e coluvial; a sheelita, as demais gemas, o rutilo, o quartzo, o berilo,
a muscovita, o espodumênio, a lepidolita, o feldspato, a mica e outros, em tipos de ocorrência que vierem a ser
indicados, a critério do Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM.
§ 2º O local em que ocorre a extração de minerais garimpáveis, na forma deste artigo, será genericamente
denominado garimpo.
Art. 11. O Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM estabelecerá as áreas de garimpagem, levando
em consideração a ocorrência de bem mineral garimpável, o interesse do setor mineral e as razões de ordem
social e ambiental.
Art. 12. Nas áreas estabelecidas para garimpagem, os trabalhos deverão ser realizados preferencialmente em
forma associativa, com prioridade para as cooperativas de garimpeiros.
Art. 13. A criação de áreas de garimpagem fica condicionada à prévia licença do órgão ambiental competente.
Art. 14. Fica assegurada às cooperativas de garimpeiros prioridade para obtenção de autorização ou concessão
para pesquisa e lavra nas áreas onde estejam atuando, desde que a ocupação tenha ocorrido nos seguintes casos:

133
I - em áreas consideradas livres, nos termos do Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967;
II - em áreas requeridas com prioridade, até a entrada em vigor desta Lei,
III - em áreas onde sejam titulares de permissão de lavra garimpeira.
§ 1º A cooperativa comprovará, quando necessário, o exercício anterior da garimpagem na área.
§ 2º O Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM promoverá a delimitação da área e proporá sua
regulamentação na forma desta Lei.
Art. 15. Cabe ao Poder Público favorecer a organização da atividade garimpeira em cooperativas, devendo
promover o controle, a segurança, a higiene, a proteção ao meio ambiente na área explorada e a prática de
melhores processos de extração e tratamento.
Art. 16. A concessão de lavras depende de prévio licenciamento do órgão ambiental competente.
Art. 17. A realização de trabalhos de pesquisa e lavra em áreas de conservação dependerá de prévia autorização
do órgão ambiental que as administre.
Art. 18. Os trabalhos de pesquisa ou lavra que causarem danos ao meio ambiente são passíveis de suspensão
temporária ou definitiva, de acordo com parecer do órgão ambiental competente.
Art. 19. O titular de autorização de pesquisa, de permissão de lavra garimpeira, de concessão de lavra, de
licenciamento ou de manifesto de mina responde pelos danos causados ao meio ambiente.
Art. 20. O beneficiamento de minérios em lagos, rios e quaisquer correntes de água só poderá ser realizado de
acordo com a solução técnica aprovada pelos órgãos competentes.
Art. 21. A realização de trabalhos de extração de substâncias minerais, sem a competente permissão, concessão
ou licença, constitui crime, sujeito a penas de reclusão de 3 (três) meses a 3 (três) anos e multa.
Parágrafo único. Sem prejuízo da ação penal cabível, nos termos deste artigo, a extração mineral realizada sem
a competente permissão, concessão ou licença acarretará a apreensão do produto mineral, das máquinas,
veículos e equipamentos utilizados, os quais, após transitada em julgado a sentença que condenar o infrator,
serão vendidos em hasta pública e o produto da venda recolhido à conta do Fundo Nacional de Mineração,
instituído pela Lei nº 4.425, de 8 de outubro de 1964.
Art. 22. Fica extinto o regime de matrícula de que tratam o inciso III, do art. 2º, e o art. 73 do Decreto-Lei nº
227, de 28 de fevereiro de 1967.
Parágrafo único. Os certificados de matrícula em vigor terão validade por mais 6 (seis) meses, contados da data
de publicação desta Lei.
Art. 23. A permissão de lavra garimpeira de que trata esta Lei:
a) não se aplica a terras indígenas;
b) quando na faixa de fronteira, além do disposto nesta Lei, fica ainda sujeita aos critérios e condições que
venham a ser estabelecidos, nos termos do inciso III, do § 1º, do art. 91, da Constituição Federal.
Art. 24. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da data de
sua publicação.
Art. 25. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 26. Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 18 de julho de 1989; 168º da Independência e 101º da República.
JOSÉ SARNEY
Vicente Cavalcante Fialho
João Alves Filho
Rubens Bayma Denys
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 20.7.1989 e retificada no D.O.U. de 11.10.1989

Como vimos na legislação específica, além da Licença da Lavra Garimpeira, o minerador também irá
recorrer as outros orgãos dependendo da natureza.
São eles:

Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral - SGM/MME: responsável por formular

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e coordenar a implementação das políticas do setor mineral.

Agência Nacional de Águas (ANA): Responsável pela execução da Política Nacional de Recursos
Hídricos, sua principal competência é a de implementar o gerenciamento dos recursos hídricos no país.
Responsável também pela outorga de água superficial e subterrânea, inclusive aquelas que são utilizadas na
mineração.

Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA): responsável por formular as políticas ambientais,
cujas resoluções têm poder normativo, com força de lei, desde que, o Poder Legislativo não tenha aprovada
legislação específica.

Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH): responsável por formular as políticas de recursos
hídricos; promover a articulação do planejamento de recursos hídricos; estabelecer critérios gerais para a
outorga de direito de uso dos recursos hídricos e para a cobrança pelo seu uso.

Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM: responsável pelo planejamento e fomento do


aproveitamento dos recursos minerais, preservação e estudo do patrimônio paleontológico, cabendo-lhe
também superintender as pesquisas geológicas e minerais, bem como conceder, controlar e fiscalizar o
exercício das atividades de mineração em todo o território nacional, de acordo o Código de Mineração.

Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA): responsável, em


nível federal, pelo licenciamento e fiscalização ambiental.

Ministério de Minas e Energia - MME: responsável por formular e coordenar as políticas dos setores
mineral, elétrico e de petróleo/gás.

Ministério do Meio Ambiente - MMA: responsável por formular e coordenar as políticas ambientais,
assim como acompanhar e superintender sua execução.

Serviço Geológico do Brasil - CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais): responsável por
gerar e difundir conhecimento geológico e hidrológico básico, além de disponibilizar informações e
conhecimento sobre o meio físico para a gestão territorial.

Observação: O garimpo também deverá atender as normas das agências ou secretarias reguladoras do
estado e do município na qual está localizado.

Da classificação das gemas:

Com toda papelada em dia, começam os trabalhos do garimpo.


Encontrei as gemas, e agora?
As gemais estão ai na natureza à milhões de anos. Porém ao falarmos sobre o mercado de gemas a
certidão de nascimento delas é o laudo gemológico atestado por um gemólogo autorizado.
Essa é uma garantia do cliente para não “comprar gato por lebre” visto que no mercado ilegal muitos
golpes são aplicados.
A partir do atestado gemológico a gema deixa de ser um mineral (um agregado sólido de compostos
químicos) e passa a ser um minério ( mineral com valor comercial, mercadoria), podendo se emitir a nota fiscal
do produto.
Segundo BRANCO(2008), mesmo tendo a nota fiscal e o certificado de garantia, o comprador das
gemas pode querer ter a certeza de que lhe venderam a pedra preciosa que pediu. Então, o que fazer para ter o

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certificado?
Nesse caso, você deve levar as gemas a um laboratório gemológico.
Um gemólogo terá condições de examinar a gema e identificá-la corretamente. O comprador terá uma
despesa adicional, mas bem menor do que o valor pago pela joia.
O que o gemólogo irá analisar a gema com o uso de vários equipamentos, ele medirá as propriedades
físicas da pedra através de exames não destrutivos como demonstrado nesse livro, e esses processos não
danificam o material examinado.
O consumidor que preza seu rico dinheirinho deve antes de tudo fazer a compra numa empresa que
julgue digna de confiança. Ele provavelmente pagará mais caro do que comprando a mesma gema numa
joalheria pequena e desconhecida, mas empresas que zelam por sua figura não querem correr o risco de uma
acusação por fraude. Uma segunda medida é pedir sempre, seja onde for, nota fiscal discriminando bem o
produto.
Feito os testes você deve pedir um certificado de garantia da gema.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT estabeleceu um modelo para esse documento.
Os vendedores não precisam fornecer certificado exatamente igual, mas as informações mínimas que
ele deve conter são as especificadas pelas normas ABNT NBR 10630 e NBR 12310.
Atualmente, o certificado mais respeitado no mundo da joalheria é o relatório emitido pelo GIA,
laboratório reconhecido por sua rigidez e qualidade de análise, sendo sem dúvida, a maior autoridade de
certificação de gemas a nível mundial.
Portanto é bom que o gemólogo seja credenciado pela GIA (Gemological Institute of America).
Acesse o endereço https://www.gia.edu/gia-alumni-directory digite o nome do profissional/gemólogo
e clique no botão “SEARCH” para saber se o gemólogo é formado pelo instituto.
Por fim, independente do produto, quem compra uma joia ou gema está protegido pelo Código de
Defesa do Consumidor.

A alíquota aplicada no cálculo da CFEM, no caso do diamante é de 0,2% do faturamento líquido


(faturamento bruto deduzindo-se tributos que incidem na comercialização, como também as despesas com
transporte e seguro).
Obtidas as notas para cor, pureza e lapidação/acabamento, pode-se calcular o valor final da nota final
da gema se somará a 0,2% em impostos federais, mais ICMS(que varia de acordo com estado) e ISS caso
houver prestação de serviços no processo (gemólogo, joalheiro, transporte, seguros, etc..).
Para a extração, venda no mercado interno, exportação e importação do diamante, toda a cadeia
produtiva tem que seguir uma legislação específica, devido ao Sistema de Certificação do Processo Kimberley,
que visa impedir remessas de diamantes brutos extraídos de áreas que não sejam legalizadas perante o DNPM
de acordo com o Código de Mineração, e impedir a entrada no país de diamantes brutos sem o Certificado de
Kimberley do país de origem.
Já o processo de Kimberley é um processo de certificação de origem de diamantes concebido para evitar
a compra e venda de diamantes de sangue, isto é, procedentes de áreas de conflito, guerras civis e de abusos
de direitos humanos, etc..

Como Avaliar uma Pedra Preciosa Lapidada?

O consumidor que pretende comprar uma pedra preciosa e não tem conhecimento especializado avalia
a qualidade da gema com base em critérios puramente pessoais, sendo seu gosto o que atribui valor ao produto.
Além disso, se for um consumidor sem conhecimentos de gemologia, ele avaliará a gema com base
principalmente em cor, brilho e tamanho. O que não está errado, mas deixará de considerar aspectos igualmente
importantes, como a qualidade da lapidação.
Como se trata de um comprador individual, essa avaliação poderá implicar perda ou prejuízo apenas
para si próprio. Mas, quando se trata de comprar para uma empresa ou quando se faz necessária uma avaliação

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profissional, como no caso de uma ação judicial, a avaliação não pode ser assim subjetiva. Ela deve basear-se
em critérios objetivos e quantificáveis.
Mas como se faz isso?
São quatro os fatores a considerar na avaliação de uma pedra preciosa lapidada: cor, pureza, qualidade
da lapidação e do acabamento e peso. Como se verá, esses fatores não têm o mesmo grau de importância.

Peso

O peso das gemas lapidadas é expresso sempre em quilates (símbolo ct). Um quilate corresponde a 200
miligramas, ou seja, um grama equivale a cinco quilates (1 g = 5 ct).

Cor

Normalmente a cor é o fator mais importante, representando 50% do valor da gema.


Para determiná-la levam-se em conta três aspectos: o matiz, que é a cor propriamente dita ou uma
combinação de cores (ex.: amarelo, amarelo-esverdeado, verde-azulado etc.); o tom(ou tonalidade), que é
descrito em termos de claro ou escuro; e asaturação, que é a pureza ou intensidade do matiz e que varia de
vívida a sem vida.

Pureza

Descreve a quantidade e o tamanho das inclusões existentes na gema, entendendo-se por inclusão
corpos estranhos ou qualquer outra imperfeição que afete a transparência e a beleza da pedra. A pureza
responde por 30% do valor da gema lapidada. Essa característica é avaliada usando-se lupa de 10 aumentos; o
que não é visto com essa ampliação considera-se inexistente.
Nesse aspecto é preciso lembrar que há gemas que praticamente sempre têm inclusões, como a
esmeralda e a rubelita. Outras – como topázio, água-marinha, ametista e turmalina verde – podem ser
facilmente encontradas sem essas imperfeições. Rubi, safira, granada e alexandrita situam-se numa posição
intermediária nesse aspecto. Portanto, a presença de inclusões numa ametista ou numa água-marinha é muito
mais grave do que numa esmeralda.
As gemas são classificadas em cinco categorias com relação à pureza: SI (sem inclusões), IL (inclusões
leves), IM (inclusões moderadas), IA (inclusões acentuadas) e IE (inclusões excessivas). Não se deve esperar
ver no mercado ametistas ou águas-marinhas com qualidade IE, tampouco esmeraldas com pureza SI.

Lapidação e Acabamento

A qualidade da lapidação e do acabamento é o fator de menor peso na avaliação da gema, representando


20% da nota final. Nesse item, devem-se observar vários aspectos:
a) Proporções: altura da gema (não pode ser muito alta nem baixa demais em relação à largura), tamanho
da mesa (a faceta maior e mais importante), boa proporção entre comprimento e largura etc.
b) Acabamento: características da superfície da gema, como marcas deixadas pelo polimento.
c) Simetria: forma, posição e arranjo das facetas.
Cada um dos três fatores – cor, pureza e lapidação/acabamento – recebe uma nota que vai de 1 a 10.
Exemplos:
- Uma gema de matriz puro e uniforme com brilho intenso recebe nota entre 8 e 10 com relação à cor.
Mas se ela tiver muita saturação (quase preta) ou, ao contrário, pouquíssima saturação (quase incolor), terá
nota entre 1 e 4.
- Uma gema daquelas que são facilmente encontradas sem inclusões visíveis a olho nu terá uma nota
entre 8 e 10 para pureza, se examinada com lupa de 10 aumentos e mostrar inclusões pouco visíveis ou ausentes.

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Mas se tiver inclusões visíveis a olho nu cai para uma nota entre 1 e 4.
- A pedra preciosa com lapidação bem feita, mostrando boas proporções, simetria perfeita, bom
polimento e facetas bem colocadas terá nota de 8 a 10 com relação à lapidação. Mas se mostrar grandes
variações de simetria e for mal proporcionada e mal polida sua nota cai para 1 a 4.
Notas entre 8 e 10 para um determinado parâmetro classificam a gema como excelente ou extra; notas
entre 6 e 8 caracterizam a gema como boa ou de primeira.
Se a nota cair no intervalo de 4 a 6 ela será média ou de segunda; e se tiver nota apenas entre 1 e 4 será
fraca ou de terceira.

Cálculo da nota final e sua importância para o valor de mercado

Ela será a média ponderada das três notas, levando-se em conta a importância de cada um dos três
parâmetros.
Vamos supor que uma gema alcançou nota 6 na cor, 9 na pureza e 7 na lapidação. A média será:
6 x 50% = 3,0 (cor)
9 x 30% = 2,7 (pureza)
7 x 20% = 1,4 (lapidação)
Obtidas as notas para cor, pureza e lapidação/acabamento, pode-se calcular a nota fiscal com o valor final da
gema se somará a 0,2% em impostos federais, mais ICMS(que varia de acordo com estado) e ISS (no caso se
houver prestação de serviços).
Basicamente esse é um dos calculos que definem os valores das gemas, é claro, que aliado a fatores de mercado,
principalmente da oferta e procura.

CONCLUSÃO E DICAS

Este pequeno livro buscou evedênciar os principais aspectos que evolvem a gemologia.
Gemologia é uma disciplina complexa e fascinante que envolve as ciências da natureza, humanas,
matemática, arte e até a fé.
Acredito que nós seres humanos somos como uma pedra preciosa, envolta em cascalhos barrentos,
mais que cortados, lapidados, moldados e polidos na forma correta nos transformanos em uma linda e única
joia.
Um estudo mais detalhado e aprofundado se faz sempre necessário, principalmente quando nos
deparamos com gemas desconhecidas.
O estudante de gemas irá, é claro, querer ler muitos livros sobre o assunto e a breve bibliografia a seguir
permitirá ao iniciante selecionar sua leitura com sabedoria desde o início.
Um dicionário gemológico também se faz nescessário para o estudo mais embasado. Você pode
consulta-los através de aplicativos gratuítos no Googlo Play como o Minerais, disponível em
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.do_apps.catalog_69&hl=pt-BR ou o Guia de minerais,
dosponível em
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.soft24hours.dictionaries.dictionary6&hl=pt-BR .
Bibliografias mais completas podem ser encontradas em alguns dos livros listados aqui, isso cobre
muitos idiomas.
Em conclusão, espero que este pequeno texto possa levar alguns a aprofundar este tema tão fascinante e
que a busca possa trazer tanto conhecimento, quanto prazer e lucro para os amantes das pedras preciosas e
semipreciosas.
Isso é só o começo.
Bons estudos e sucesso nessa nova caminhada!
Juscemar Manoel de Brito

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