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Universidade Licungo

Faculdade de Economia e Gestão

Curso de Gestão de Recursos Humanos

Chakila Nurmamade Arune

A ÉTICA FACE AOS MODERNOS DESAFIOS


CIENTÍFICOS

Beira
2022
Chakila Nurmamade Arune

A ÉTICA FACE AOS MODERNOS DESAFIOS


CIENTÍFICOS

Trabalho de Carácter Avaliativo da


cadeira de Ética e Deontologia
Profissional em HST (EDP em HST),
4º ano, curso de Gestão de Recursos
Humanos a ser apresentado no
departamento de Economia e Gestão.

Docente: Msc. Augusto Alberto

Beira
2022
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Índice

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO..................................................................................................3

1.1. Contextualização..........................................................................................................3

1.2. Objectivos.....................................................................................................................4

1.2.1. Objectivo geral......................................................................................................4

1.2.2. Objectivos Específico...........................................................................................4

1.3. Metodologia.................................................................................................................4

CAPÍTULO II: A ÉTICA FACE AOS MODERNOS DESAFIOS CIENTÍFICOS..................5

CAPÍTULO III: CONCLUSÃO...............................................................................................10

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA..........................................................................................11
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CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO

1.1. Contextualização

O presente trabalho tem como objectivo o estudo da ética face aos modernos desafios
científicos, uma vez que a consciência ética e o dever ético sempre com base em filósofos
clássicos e modernos significativos no que diz respeito à ética profissional na sociedade
contemporânea. Trata-se de um guia de conduta produzido. Embora estejamos numa
conjuntura social onde a rapidez da troca de informações e as respostas imediatas trazem a
incerteza em todos os campos da interação humana, precisamos educar o olhar para ser capaz
de tomar atitudes corretas diante da vida cuja base seja regida pela ética.

Definida de forma variado que visa a transformação do mundo, a que assistimos


desamparados, provoca uma mudança dos processos em vários meios que assolam a
sociedade como: econômicos, sociais e culturais, fazendo-nos perder o conceito de família
média, ou seja, a base educacional que todo cidadão encontra no seio familiar. As mudanças
significativas de espaço e tempo questionam premissas históricas, agora invadidas por um
acúmulo de informação, acesso mais fácil ao referido ocasionando assim uma revolução nos
métodos quantitativos, processo de riscos e oportunidades.

O trabalho, esta estruturada da seguinte forma, primeiro capítulo introdução, objectivos e


métodos usado para trabalho. No segundo capítulo, Marco teórico. E no terceiro capítulo,
conclusão e a referência bibliográfica.
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1.2. Objectivos

Gil, (2002) é a finalidade sempre propostas quando se deseja buscar, descobrir e realizar
qualquer acção, dá se a entender que desde que o pesquisador se propõe a realiza-la, e tem
objectivos definidos.

1.2.1. Objectivo geral

 Compreender a ética face aos modernos desafios científicos.

1.2.2. Objectivos Específico

 Descrever os desafios científicos;


 Analisar a ética face aos modernos desafios científicos;

1.3. Metodologia

Segundo MARCONI e LAKATOS (2009, p. 83), o método, é “o conjunto das actividades


sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objectivo -
conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e
auxiliando as decisões do cientista”.

Para o presente trabalho usaremos o Métodos Bibliográfico que segundo MARCONI e


LAKATOS, (2005), é uma técnica de obter dados relativos à experiência íntima de alguém
importante para o conhecimento do objecto em estudo.
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CAPÍTULO II: A ÉTICA FACE AOS MODERNOS DESAFIOS CIENTÍFICOS

No início do estudo o autor faz citação a interdisciplinaridade que da origem a diversas outras
ciências. Com a ética não é diferente, uma serie de ciências é que serve de base a postura
moral de um ser, desde o período pré Sócrates já se mencionava e multidisciplinaridade de
ideias.

A posterior é abordada a questão da sobrevivência humana, citando o RNA e DNA. Os


filósofos antigos já se preocupavam com inquietações íntimas que ocorriam fora do ser,
buscando sempre aprimorar seus conhecimentos. Dessas observações originou-se outras
ciências como a aritmética.

Nos dias atuais o capitalismo impera na sociedade fazendo com que o ser humano busque
cada vez mais o ter, deixando o mais importante da vida que é o ser. Isso faz com que as
pessoas se sintam egoístas. Grandes pensadores como São Tomas de Aquino já mencionavam
a prática do amor como bem-estar da sociedade.

É louvável as contribuições das ciências para a formação espiritual e moral das pessoas,
porém cada pessoa carrega sobre si uma carga genética imensa, a qual pode expor uma pessoa
ao desvio de conduta grave. É comum com tantos afazeres as pessoas pararem para refletir
sobre suas atitudes, porém se fizessem isso muitas coisas ruins poderiam ser evitados.

O equilíbrio proposto por filósofos entre corpo e alma, torna raro em dias atuais podemos
notar claramente quando refletimos o que o homem faz com meio ambiente não se
preocupando ao menos com sua sobrevivência.

“A interdisciplinaridade é, pois, algo inquestionável e em alguns casos tão estreita é a ligação


que acaba por dar origem a ramos específicos do conhecimento, derivados do somatório delas,
como ocorreu, por exemplo, com a Biogenética (associando Biologia, física e Química).” (Sá,
2009. p. 265).

“No armazenamento na mente, construído pelo ser, encontra-se grande número de


informações acumuladas egressas de outras fontes, estas que desde a infância edificam o
mundo dos pensamentos, algumas falsas, outras verdadeiras, mas todas capazes de influenciar
atitudes.” (Sá, 2009. p. 272).
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“Os defeitos de educação que conduzem ao ceticismo ou fanatismo são ferrolhos, confinam o
pensar aos limites do mau entendimento sobre a utilidade da existência.” (Sá, 2009. p. 273).

“Fé, emoção, razão são eventos comuns e constantes que assomam, derivados de uma
estrutura que possuímos e onde intensas produções energéticas movimentam neurônios que
ensejam atitudes, mas o racional tem prevalência quando se trata de respeito ao ambiente
natural.” (Sá, 2009. p. 285).

Para Sá (2009), “a ciência é um grande campo onde existem diversos sítios de indagações,
cujas dilatações implicam mutações de limites e assimilação de enriquecimentos culturais”
(p.265).

“Cada ciência é, por sua vez, um aspecto da inteligência que se afirma num dado momento do
tempo e numa certa região do espaço” (SÁ, 2009, p.265 apud GUSDORF, 1988, p.255).

“O comportamento humano, a Ética, pois, em relação a determinadas coisas, diante do avanço


científico teve que se adaptar a novos entendimentos, isso porque virtude implica verdade
como essência” (p.267).

“O pensamento, pois, é considerado fruto da energia processada no cérebro, com qualidade e


intensidade que a organização mental consente distribuir” (p.268).

“Cada ser é, portanto, “transformador” de energia, competente para dar a ela vibrações
“positivas” ou “negativas”, consoante a estrutura da “consciência” (p. 268).

Segundo Sá (2009), “viver, estar empenhado com a vida, é um dever ético” (p.269).

“Tudo indica que o Universo não é formado de “perdas”, mas de “transformações”” (p. 271).

“A consciência ética sadia, portanto, deve ter como fundamento a realidade do viver, esta que
é apenas efeito do que permite o exercício da essência, ou seja, a energia cósmica que anima o
ser” (p.273).

“Tal ótica avigora o argumento que o exercício de uma vida inteligente depende do
conhecimento de si mesmo, de um comportamento que enseje o bem-estar próprio e o de
terceiros, tudo dependendo da formação de uma robusta consciência ética” (p.274).
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“A consciência é essencialmente uma entidade cuja contribuição deve-se iniciar e evoluir


dentro do ser em favor da missão que este tem a cumprir, não devendo, todavia, ser
considerada isoladamente, mas como elemento de um conjunto” (p.275).

“A consciência é fruto de uma construção composta de matérias mutáveis, mas tais


transformações constantes, para que sejam eficientes, devem ter caráter evolutivo” (p.278).

“A falta de equilíbrio comportamental não só cria situações anti-humanas, como também é


algo considerado anômalo perante a Ética” (p.286).

“O confronto colérico é um ato aético e tende agravar problemas, raramente resolvê-los,


podendo até ensejar atos de violência extrema” (p.288).

Portanto, “importante, pois é buscar um “equilíbrio desejável”, aguardando a oportunidade


para respostas adequadas”. “É norma de saudável comportamento o admitir que cada ser
tenha sua parcela de responsabilidade pelo que acontece, assim como é a relativa ao que se
decide sobre o que fazer com a própria vida” (p.289).

A ética pode se inter-relacionar com diversas áreas do conhecimento, o ser humano não pode
ser analisado tendo como centro a pessoa e assim isolado, mas com todos os entorno.

O comportamento humano e a ética, teve uma forte relação a determinadas coisas, diante do
avanço científico, teve que se adaptar a novas maneiras porque implica em verdade. (Pag.267)

O autor apresenta que nos temos energias que nos move que não somos capazes de ver porem
sentimos, como em nosso cérebro existe células-troncos. O organismo físico assemelha-se a
um aparelho receptor de poderes, sendo forma compactada a própria energia. A forma que
cada pessoa utiliza sua força diferencia o ser e o determinam os atos na pratica, o pensamento
é o resultado da energia processada no cérebro na organização mental.

A nossa natureza interna é o que nos faz ter consciência de si mesmo, e nos faz julgar o que
nos leva a conduzir e evitar o mal ou absorver o bem. (pag268)

O valor ético em relação à vida, o ser humano proteger seu corpo em relação às ameaças a sua
sobrevivência, captando aquilo que nos interessa e manter o próprio equilíbrio.

O dever ético de bem-estar, harmonia parte de um compromisso consigo mesmo ou seja,


interferindo o próprio eu e terceiros.
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Existir é se relacionar consigo mesmo espírito, mente, corpo e igualmente com o ambiente
externo indivíduos, classes, sociedade nação, natureza e o cosmo (pag 275)

Faz-se necessários relacionar as conquistas neurociência, biogenética, parapsicologia visando


integrar corpo, mente e espírito trazendo contribuições para a ética.

O ser humano necessita da natureza para sobreviver, portanto, deve-se ter uma postura ética
em respeito ao desenvolvimento sustentável.

O autor demonstra ao final do texto a importância de se estabelecer um equilíbrio em relação


ao comportamento humano e a neurociência influenciando a determinação do que é a ética, e
para isso deve desenvolver capacidades físicas e mentais para estabelecer uma ponderação em
relação à ética.

De acordo com Sá (2009) o avanço da ciência o comportamento do ser humano e a conduta


ética tiveram que se adaptar aos novos entendimentos, devido a implicar a verdade como
essência

A explicação sobre a essência do comportamento humano, no campo científico, está a ampliar


sua visão sob o influxo da metodologia do “holismo”, ou seja, nas ciências humanas e sociais,
que defende a importância da compreensão integral dos fenômenos e não a análise isolada dos
seus constituintes. O homem não pode mais ser avaliado face às suas atitudes apenas por um
determinado grupo de pessoas, como se algo isolado fosse, mas relacionado com todos os
seus entorno (Sá,2009. p.266).

O compromisso com a vida não é apenas um argumento perante a doutrina da ética. O ser
humano pensa que sua existência é algo passageiro ou transitório, algo relativamente de curto
prazo, se equivocam. Tudo indica que o universo que nos rodeia não é somente formado por
percas, mas como também mudanças.

Nas maiorias das vezes, pessoas buscam-nos em outros indivíduos, sem perceber de que é
junto dela que está sua fonte de satisfação. Devida tal atitude o individuo afasta cada vez de
seu interior, da sua própria existência, de seu universo interior. A falta de reconhecimento, a
ignorância de como tratar tal poder é responsável pela maior parte das insatisfações; cada ser,
na maioria das vezes é seu próprio algo em razão da forma como se conduz eticamente. Nossa
energia vital e a mente devem estar em harmonia para que o comportamento do ser possa ser
ético.
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De acordo ainda com autor a falta da concentração da energia no próprio corpo, a evasão dos
pensamentos que atormentam, sem o enfrentamento dos mesmos, são algumas das causas de
grandes males. Poucas vezes o pensamento age como tirano e faz com que o ser fuja de suas
próprias pretensões.

Sá (2009) ainda comenta que a consciência quando influenciada pela a benevolência, faz do
comportamento humano ser o princípio dos estudos e da filosofia da ética.

A atitude do homem não pode ser considerada como atitudes de "centro das atenções", que o
mundo gira em torno de si próprio, mas sim ser considerado do meio que o entorna.

Podemos dizer que o progresso do ser humano nas relações éticas é mutável ao longo dos
tempos, e que a mesma recebe influências do avanço tecnológico. Com isso o ser humano tem
argumentos e discernimentos suficientes em distinguir entre o que é certo ou errado, bom ou
mal, ético e não-ético.
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CAPÍTULO III: CONCLUSÃO

O que diferencia cada ser é, portanto, a “forma” de utilizar a força que possui e que determina
os atos que pratica, ou seja, não basta sentir-se existindo, sendo necessário fazer da existência
uma oportunidade de ser útil, contribuindo para a evolução do cosmos.

Para poder compartilhar energias positivas com terceiros e consigo mesmo, primeiramente
tem que estar bem internamente e com si próprio, a falta de concentração do próprio corpo a
fuga de pensamentos que atormentam, sem conseguir enfrentá-los são a causa de grandes
males.

Sendo assim, o ser humano busca na maior parte do tempo a felicidade, o bem-estar em outras
pessoas, sem se dar conta que essas fontes de satisfação se encontram dentro dele. É um dever
ético preservar o que é fator de bem-estar e sobrevivência dos seres humanos. O ser humano
deveria utilizar a Terra racionalmente com amor, preservando sua vida, não destruindo a
camada de ozônio, não poluindo os rios entre outros fatores, ou seja, pensar no coletivo e não
individualmente, isso demonstra irresponsabilidade com o corpo celeste que o abriga.
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Gil, A. C. Administração de Recursos Humanos: um Enfoque Profissional. Atlas. 1994

Lakatos, Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 4ª


ed., rev. e ampl. São Paulo: Atlas. 2001. 288 p.

SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional do administrador. 8 ed, São Paulo, Atlas 2009.

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