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Aprendizagem de Mecatrónica Automóvel

Unidades de Comando, Sensores e Actuadores

Modo de funcionamento do sensor de velocidade


O sensor activo é um sensor de aproximação com sistema electrónico
integrado, alimentado por uma tensão definida por um
módulo de comando do ABS, (“estes sensores necessitam
de uma tensão alimentação entre 7 e 20v, a tensão de
saída obtida no sensor depende do fluxo magnético”).
Como roda impulsora, pode utilizar-se, por exemplo, um
anel multipolar que, se encontra no anel vedante do
rolamento da roda. Neste anel vedante, existem ímanes
com orientações polares alternadas (pólo
norte e sul, figura 1). As resistências
magnetoresistivas integradas no circuito
electrónico do sensor detectam um campo Figura 1 – Anel de vedante
magnético alternado aquando da rotação do 1- Anel multipolar
2- Sensor
anel multipolar. No sensor, o sistema
3- Caixa do sensor
electrónico converte este sinal sinusoidal num
sinal digital (figura 2). A transmissão ao módulo de comando é
feita na forma de sinal de corrente pelo processo gerador de
Figura 2 – Sinal Digital
impulsos modulados. O sensor está conectado ao módulo de
comando por um cabo de ligação eléctrico bipolar. Ao mesmo tempo, a linha
de alimentação transmite o sinal do sensor. A outra linha funciona como
massa do sensor. Para além dos sensores magnetoresistivos, montam-se
actualmente também sensores de Hall que permitem um maior entre ferro e
reagem às menores alterações no campo magnético.
Se uma viatura for equipada com uma roda impulsora em aço em vez
de um anel multipolar, aplicar-se-á mais um íman no sensor. Quando a roda
impulsora gira, altera-se o campo magnético constante no sensor. O
processamento do sinal e o CI são idênticos ao sensor magnetoresistivo.
Vantagens dos sensores activos (comparados aos sensores passivos):
 Detecção da velocidade a partir da paragem. Isso possibilita medi-
ções de velocidade até 0,1 km/h, que são significativas em sistemas
de controlo de tracção (ASR) já no momento do arranque.
 Os sensores que funcionam segundo o princípio de Hall detectam
movimentos para frente e para trás. Os sensores são mais pequenos e
mais leves.
 A supressão das rodas impulsoras permite a simplificação das articu-
lações de transmissão de energia.
 A sensibilidade frente a interferências electromagnéticas é menor.
 As alterações do entre ferro entre o sensor e o anel magnético não
afectam directamente o sinal.
 Maior resistência frente a vibrações e oscilações de temperatura.

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Aplicações
São poucos os sensores magnetoresistivos que existem nos
automóveis, encontramos mais sensores de efeito hall, os sensores
magnetoresistivos existem com alguma frequência nos sensores de
velocidade, mas podemos encontrar noutros sensores, como exemplo:

 Sensor de velocidade do veículo (sensor referido ao longo das


páginas);
 Sensor da cambota;
 Sensor da árvore de cames;

Ligações
Os sensores magnetoresistivos contem 2 ligações, uma é de
alimentação e a segunda é de massa, estas ligações normalmente são
controladas pela unidade. O sinal transmitido a unidade pelo sensor é um
sinal digital, este em amperes, deve-se efectuar as medições com o
amperímetro em serie ou com o osciloscópio, nota: não se pode medir a
resistência interna do sensor, pode danifica-lo.

Como testar
Na maioria das vezes, antes do controlo dos sensores de velocidade
das rodas, houve uma falha num sistema de travão ABS/ASR/ESP. Após a
lâmpada de advertência acender-se, existem as seguintes possibilidades de
localização de erros e diagnóstico:
Aparelho de diagnóstico
 Leitura da memória de erros;
 Avaliação dos parâmetros;
 Comparação das velocidades das rodas no banco de ensaio de travões.
Multímetro
 Voltímetro;
Controlar a alimentação de tensão (positivo e terra);
 Ohmímetro;
Não aplicável, pois a medição da resistência pode danificar o sistema elec-
trónico do sensor.
Osciloscópio
 Representação do sinal;
Avaliação do decurso do sinal
Os requisitos para um diagnóstico seguro incluem:
 Documentação suficiente na forma de dados técnicos;

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 Um aparelho de diagnóstico apropriado, multímetro ou osciloscópio;


 Know-how especializado do técnico, formação dos colaboradores.

Exemplo prático referente ao diagnóstico de erros no quotidiano de


uma oficina
No exemplo a seguir, “Sensor de velocidade traseiro à esquerda com
defeito”, explico o diagnóstico de um sensor de velocidade das rodas activo.

 Reclamação do cliente
 O seu cliente informa haver uma falha no fun-
cionamento do sistema ABS.
 A luz de advertência do ABS mantém-se ace-
sa durante a condução.
 Preparação do diagnóstico
 Para poder classificar a viatura correctamente, é importante que os
documentos estejam anexados ao pedido (livrete).
 Verifique a tensão da bateria. Uma alimentação inadequada pode cau-
sar falhas do sistema, medições incorrectas ou quedas de tensão.
 Verifique os fusíveis relacionados ao sistema. Uma inspecção visual da
caixa de fusíveis já pode eliminar a primeira fonte de erro.
 Localização de erros
1. Verificação do travão de serviço
 Faça a condução no banco de ensaio do travão. Para isso, recomenda-
se a utilização de um banco dinamométrico de rolos. Podem-se deter-
minar eventuais deficiências no sistema mecânico do travão até mes-
mo sob leve travagem. Um desequilíbrio no disco de travão origina
velocidades diferentes das rodas durante a travagem e, desta manei-
ra, altera as informações ao dispositivo de comando acerca da veloci-
dade das rodas.
 Determinar o efeito de travagem.
2. Controlo visual
 Colocar a viatura no elevador.
 Verificar o conjunto e o tamanho correcto das rodas.
 Controlar a pressão e a escultura dos pneus.
 Controlar a folga do rolamento da roda e a suspensão do eixo.
 Verificar o nível do líquido para travões.
 Verificar se os calços do travão apresentam desgaste.
 Verificar a ficha e a cablagem dos sensores quanto à posição, à fixa-
ção e à presença de avarias grosseiras.

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3. Utilização do dispositivo de diagnóstico


 Ligar o dispositivo de diagnóstico à ficha OBD
de 16 pinos.
De acordo com o fabricante e a data da licença do
veículo, pode ser necessário utilizar uma outra
tomada de diagnóstico e um adaptador adicional.
4. Leitura da memória de erros
 Neste exemplo, o código de erro “Sensor de velocidade traseiro à
esquerda” foi memorizado.
Para além do código numérico, alguns
equipamentos de diagnóstico indicam
também a definição do código de erro.
Isso facilita a próxima etapa do diagnós-
tico.

5. Analisar os detalhes
 Aqui são memorizadas as primeiras indicações relativas a uma causa
potencial do erro.
O código de erro visualizado não indica necessariamente um defeito real do
componente. Antes de iniciar a substituição dos componentes isolados,
deverá ler cuidadosamente tais informações para determinar a próxima
medida a tomar no diagnóstico.
6. Leitura dos blocos de parâmetros/medição
 Aqui são indicados os valores reais para a
avaliação posterior.
Neste caso, vê-se nitidamente o decurso incor-
recto do sinal em relação ao sensor HR. Devido
às irregularidades visíveis no decurso do sinal,
pode localizar-se a falha.
7. Controlo da alimentação de tensão
 Aqui se recomenda fazer directamente a medi-
ção na ficha do sensor, a fim de verificar a linha com-
pleta entre o dispositivo de comando e o sensor.
8. Verificação da base do sensor e do anel de impulso
 Desmontar o sensor.
 Verificar se o sen-
sor e o anel de impulso apresentam ava-
rias.
No nosso exemplo, detectou-se uma falha no
cabo do sensor: Uma interrupção no cabo de
alimentação, causada por danos mecânicos, pro-
vocou um mau contacto na ficha.

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9. Substituição do sensor de velocidade das rodas


 Limpar a base do sensor.
Limpar a superfície da base com uma escova
metálica ou, se for necessário, com uma lixa de
esmeril.
 Substituir o sensor de velocidade das
rodas.
É favor ter em conta a colocação e a fixação
correcta do cabo do sensor.
 Observar o binário de aperto.
Respeitar o binário do fabricante da viatura, caso ele esteja indicado .

10. Leitura da memória de erros


 Apagar os erros memorizados.
 O módulo de comando pode localizar erros
adicionais com base nos serviços de diag-
nóstico executados na viatura. Esses erros
têm de ser apagados antes do teste de
estrada.
11. Execução do teste de estrada
 Em seguida, para controlar o sinal da velocidade das rodas após a
substituição do sensor, deverá executar um teste de estrada com o
equipamento de diagnóstico ligado e a avaliação simultânea dos parâ-
metros.
12. Controlo final
 Após o teste de estrada, fazer novamente a leitura da memória de
erros.
Devido à interligação dos sistemas na viatura, uma avaria no sistema ABS
também será memorizada em outros dispositivos de comando. Neste caso,
recomenda-se executar uma consulta geral dos dispositivos de comando e
apagar os erros memorizados.

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