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Caderno de Soluções

Fabio Simas e Gladson Antunes

24 de novembro de 2010
Sumário

I 3

1 4

2 7

3 8

4 9

5 15

6 18

II 22

7 23

8 28

9 30

10 31

11 32

12 33

III 34

2
Módulo I

3
Aula 1

Atividades Propostas
1. (a) Lembre-se que A ∪ B = {x | x ∈ A ou x ∈ B}. Dessa forma para os conjuntos A e B dados tem-se
que:
A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6} .

(b) Como A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}, então neste caso A ∩ B = {3, 4}.

(c) Lembre-se que A − B = {x ∈ A | x ∈


/ B}. Para os conjuntos dados A − B = {1, 2}.

(d) B − A = {x ∈ B | x ∈
/ A}, portanto B − A = {5, 6}.

(e) Sendo A × B = {(a, b) | a ∈ A e b ∈ B}, então

A × B = {(1, 3) , (1, 4) , (1, 5) , (1, 6) , (2, 3) , (2, 4) , (2, 5) , (2, 6) ,


(3, 3) , (3, 4) , (3, 5) , (3, 6) , (4, 3) , (4, 4) , (4, 5) , (4, 6)} .

2. O conjunto A − ∅ é formado pelos elementos que pertencem a A, mas não pertencem ao conjunto
vazio. Como nenhum elemento de A é elemento do conjunto vazio, temos que A − ∅ = A.

O conjunto ∅−A é formado pelos elementos que pertencem ao conjunto ∅ e não pertencem ao conjunto
A. Logo o conjunto ∅ − A está contido no conjunto vazio e, portanto, ∅ − A = ∅.

3. Considere por hipótese que A ⊂ B. Devemos mostrar que A − B = ∅. De fato, se A − B 6= ∅ então


existiria algum x tal que x ∈ A tal que x ∈
/ B o que contradiz a nossa hipótese de que A ⊂ B ( isto é,
todo elemento de A é também elemento de B ). Portanto, A − B = ∅.

Suponhamos agora, por hipótese, que A − B = ∅. Ora então para qualquer x ∈ A tem-se que x ∈ B
(caso contrário terı́amos A − B 6= ∅), portanto A ⊂ B.

4. Lembre-se que
A × B = {(a, b) | a ∈ A e b ∈ B} .

Se A = B então A × B = A × A = B × A.

4
Se A × B = B × A então para quaisquer elementos a ∈ A e b ∈ B tem-se que existem a ∈ A e b ∈ B
tais que

(a, b) = b, a ,

donde a = b e b = a. Portanto a ∈ B e b ∈ A, o que mostra que A ⊂ B e B ⊂ A, isto é A = B.

A condição de A e B serem não-vazios é necessária porque B × ∅ = ∅ × B = ∅ qualquer que seja o


conjunto B. De fato, nenhum par ordenado (x, y) pertence a B × ∅. Assim se um dos conjuntos é
vazio, digamos A = ∅, então ∅ = A × B = B × A, logo a afirmação é falsa sempre que B 6= ∅.

5. Inicialmente vamos mostrar que A ∪ (B ∩ C) ⊂ (A ∪ B) ∩ (A ∪ C).

Seja então x ∈ A ∪ (B ∩ C) =⇒ x ∈ A ou x ∈ (B ∩ C).

• Se x ∈ A então x ∈ A ∪ B e x ∈ A ∪ C implicando que x ∈ (A ∪ B) ∩ (A ∪ C).

• Se x ∈ (B ∩ C) então x ∈ B e x ∈ C, donde x ∈ A ∪ B e x ∈ A ∪ C e assim x ∈ (A ∪ B) ∩ (A ∪ C).

Mostra-se agora a inclusão contrária, isto é, (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) ⊂ A ∪ (B ∩ C).

Considerando x ∈ (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) tem-se que x ∈ (A ∪ B) e x ∈ (A ∪ C).

Uma possibilidade é x ∈ A, neste caso x ∈ A ∪ (B ∩ C) e encerramos a prova.

Agora, se x ∈
/ A então seguramente x ∈ B e x ∈ C =⇒ x ∈ A ∪ (B ∩ C).

6. Se A e B são finitos, podemos escrever os elementos do conjunto A × B numa tabela como a que segue:
b1 b2 ··· bn
a1 (a1 , b1 ) (a1 , b2 ) ··· (a1 , bn )
a2 (a2 , b1 ) (a2 , b2 ) ··· (a2 , bn )
.. .. .. .. ..
. . . . .
am (am , b1 ) (am , b2 ) ··· (am , bn )
Como as entradas são distintas e a tabela contém todos os elementos de A × B, o número de pares
ordenados da tabela é igual a |A × B|. Portanto, |A × B| = m.n = |A|.|B|.

7. Repare que se A e B são disjuntos, isto é, se nenhum elemento pertence a ambos os conjuntos, então
o número de elementos da união é a soma |A| + |B|. Para resolver o caso geral, sem supor A ∩ B = ∅,
basta escrever A∪B como união de subconjuntos disjuntos e somar seus números de elementos. Repare
que as uniões no segundo membro são todas disjuntas A ∪ B = (A − B) ∪ (B − A) ∪ (A ∩ B). Então
|A ∪ B| = |A − B| + |B − A| + |A ∩ B|. Sempre tendo em vista onde queremos chegar reparamos
que A = (A − B) ∪ (A ∩ B) e B = (B − A) ∪ (B ∩ A) implicam |A| = |A − B| + |A ∩ B| e |B| =
|B − A| + |B ∩ A| porque as uniões são disjuntas. Substituindo os valores de |A − B| e |B − A| em
|A ∪ B| = |A − B| + |B − A| + |A ∩ B|, obtemos |A ∪ B| = |A| + |B| − |A ∩ B|, conforme querı́amos
demonstrar.
8. (a) De x2 > 1 segue que x < −1 ou x > 1, isto é, x ∈ (−∞, −1) ∪ (1, +∞), agora, de x2 < 4 vem que
−2 < x < 2, isto é, x ∈ (−2, 2).
Portanto, x ∈ [(−∞, −1) ∪ (1, +∞)] ∩ (−2, 2), ou seja, x ∈ (−2, −1) ∪ (1, 2).
∴ A = (−2, −1) ∪ (1, 2).

(b) De x2 < 9 vem que −3 < x < 3, ou seja, x ∈ (−3, 3), e de x2 ≥ 4 segue que x ≤ −2 ou x ≥ 2, isto
é, x ∈ (−∞, −2] ∪ [2, +∞).

Portanto, x ∈ (−3, −2] ∪ [2, 3). Então, A = (−3, −2] ∪ [2, 3).

(c) Observe que A é o conjunto dos pontos x ∈ R que satisfazem as duas inequações x2 ≥ 1 e x2 ≥ 2.
Claramente toda solução da inequação x2 ≥ 2 também satisfaz x2 ≥ 1. Assim o conjunto A pode
ser reescrito como A = {x ∈ R | x2 ≥ 2}. Abaixo resolvemos a inequação
√ √ √ √ √
x2 ≥ 2 ⇔ x2 ≥ 2 ⇔ |x| ≥ 2 ⇔ x ≤ − 2 ou x ≥ 2,

√ √
logo A = (−∞, − 2] ∪ [ 2, +∞).

(d)
Aula 2

Atividades Propostas
1. Da maneira como está definido o conjunto Ω, a relação não é transitiva pois se x > 0 então xR0 e
0R(−x), mas (x, −x) ∈
/ Ω. Logo R não é relação de equivalência.

Se definirmos Ω por {(x, y) ∈ R2 | xy > 0}, então a relação R no conjunto R como definida no
enunciado é relação de equivalência conforme verificado abaixo.

Para mostrar que R é uma relação de equivalência devemos verificar que ela é reflexiva, simétrica e
transitiva.

Observe que neste caso xRy ⇔ xy > 0 ⇔ (x, y) ∈ Ω.


R é reflexiva: Para todo x ∈ R temos xx = x2 > 0 logo xRx.
R é simétrica: Se xRy então xy > 0. Então yRx porque yx = xy > 0.
R é transitiva: Se xRy e yRz então xy > 0 e yz > 0. Isto significa que x, y e z têm todos o mesmo
sinal (positivo ou negativo), logo xz > 0, ou seja, xRz.

2. Para ser uma relação de equivalência a relação precisa satisfazer as três condições: reflexividade,
simetria e transitividade. Portanto, se uma delas falha a relação não é de equivalência.

(a) Não é relação de equivalência porque a relação não é reflexiva. De fato, o par (1, 1) ∈
/ Ω logo não
vale 1R1. Na verdade a relação também não é simétrica, mas é transitiva.

(b) A reflexividade não vale pois, por exemplo, para x = 1, tem-se xx > 0. A simetria é válida devido
à comutatividade do produto. A transitividade também não vale pois, por exemplo, se x = 1,
y = −1 e z = 1, tem-se xy < 0 e yz < 0, mas xz > 0.

(c) A reflexividade não vale pois, por exemplo, para x = 1, tem-se x2 + x2 = 2 > 1. A simetria é
válida devido à comutatividade da soma. A transitividade também não vale pois, por exemplo,
se x = 1, y = 0 e z = 1, tem-se x2 + y 2 = 1 e y 2 + z 2 = 1, mas x2 + z 2 = 2 > 1.

7
Aula 3

Atividades
1. Lembre-se que a1 + a2 i ≤L b1 + b2 i ⇔ a1 ≤ b1 ou (a1 = b1 ) e a2 ≤ b2 . É preciso estar atento no que
é parte real e no que é parte imaginária do número número complexo.

• 1 + i ≤L 2 pois 1 ≤ 2.

• i ≤L 1 + i pois 0 ≤ 1.

• 1 + i ≤L 2 + i pois 1 ≤ 2.

• 1 + i ≤L 1 + 2i pois 1 = 1 e 1 ≤ 2.

• 2 ≤L 3 pois 2 ≤ 3.

• i ≤L 1 pois 0 ≤ 1.

2. Deve-se mostrar que para quaisquer z1 , z2 ∈ C tem-se que

z1 ≤L z2 ou z2 ≤L z1 .

Sejam z1 = a1 + b1 i e z2 = a2 + b2 i. Sendo a1 , b1 , a2 , b2 números reais e ≤ a ordem natural definida


em R. Nota-se então que ou

• a1 ≤ a2 =⇒ z1 ≤L z2 ou,

• a2 ≤ a1 =⇒ z2 ≤L z1 ou,

• a1 = a2 e b1 ≤ b2 =⇒ z1 ≤L z2 ou,

• a1 = a2 e b2 ≤ b1 =⇒ z2 ≤L z1 .

3. Temos 0 = 0 + 0.i ≤L 0 + 1.i e também temos i2 = i.i = −1 = −1 + 0i ≤L 0 + 0i = 0. Em resumo vale


i2 ≤ 0 ≤ i, pela transitividade vale i2 ≤ i.

8
Aula 4

Atividades 1
1. Sejam a e b ∈ Z elementos neutros da adição em Z. Somando a e b temos a = a + b porque b é elemento
neutro da adição em Z e, por outro lado, a + b = b pois a também é elemento neutro da adição em Z.
Juntando os resultados temos que a = a + b = b. Logo existe um único elemento neutro na adição de
números inteiros, este é o número chamado de zero.

Para mostrar a unicidade do elemento neutro da multiplicação o argumento é o mesmo. Suponha que
tanto 1 como 10 ∈ Z sejam elementos neutros da multiplicação em Z. Então 10 = 1.10 porque 1 é neutro
e 1.10 = 1 porque 10 é neutro, logo 1 = 10 .

2. Suponha que os números b e b0 ∈ Z sejam inversos aditivos do número a ∈ Z. Então a + b = 0 = a + b0 ,


logo a + b = a + b0 , subtraindo a em ambos os membros da igualdade concluimos que b = b0 . Portanto,
o inverso aditivo de cada elemento a ∈ Z é único.

Atividades 2
3. (a) A verificação de que a fórmula vale para n = 1 é trivial, a saber:
1(1 + 1)(2.1 + 1)
1=
6
Suponha que a proposição vale para um número natural n, isto é, suponha que
n(n + 1)(2n + 1)
1 2 + 2 2 + · · · + n2 =
6
para um certo número natural n. Vamos mostrar que isso implica que a proposição vale para
n + 1. De fato,
12 + 22 + · · · + n2 +(n + 1)2 =
| {z }
n(n+1)(2n+1)
6 + (n + 1)2 =
1
6 (n + 1)[n(2n + 1) + 6(n + 1)] =
1 2
6 (n + 1)[2n + 7n + 6] =
(n+1)(n+2)[2(n+1)+1]
6 .
Conforme querı́amos demonstrar.

9
(b) Verifica-se que a fórnula é válida para n = 1.
Por hipótese de indução admitimos que a afirmação é válida para n = k,
 2
3 k (k + 1)
1 + 8 + ... + k = .
2

Provemos a fórmula para n = k + 1.


2 2 3
k 2 (k + 1) + 4 (k + 1)

3 k (k + 1) 3
1 + 8 + . . . + k 3 + (k + 1) = + (k + 1) = =
2 4
2  2 2 2
(k + 1) k 2 + 4 (k + 1)

(k + 1) (k + 2) (k + 1) (k + 2)
= = = .
4 4 2

4. (a) Claramente a expressão é válida para n = 1.


Vamos admitir, por hipótese de induçào, que ela é válida para n = k, isto é, existe um inteiro a
tal que
k 3 + 2k = 3a.
3
Vamos provar que (k + 1) + 2 (k + 1) é um múltiplo de 3. De fato,

3
(k + 1) + 2 (k + 1) = k 3 + 3k 2 + 3k + 1 + 2k + 2 = 3a + 3 k 2 + k + 1 = 3b,


3
onde b = a + k 2 + k + 1, mostrando que (k + 1) + 2 (k + 1) é um múltiplo de 3.

(b) A afirmação é falsa para n = 2, é verdadeira para n = 3 e novamente falsa para n = 4 pois
43 − 4 = 60 que não é divisı́vel por 24. É verdadeira se supomos n ı́mpar.

No entanto, para todo n ≥ 1 o número n3 − n é divisı́vel por 6.


De fato, n3 − n = n(n2 − 1) = n(n − 1)(n + 1) = (n − 1)n(n + 1). Leia-se, n3 − n é o produto de
três inteiros consecutivos. Ora, dados dois inteiros consecutivos um deles tem que ser par, logo
o número é divisı́vel por dois. Da mesma maneira, dados três inteiros consecutivos (exatamente)
um deles deve ser divisı́vel por três. Consequentemente, o número n3 − n = (n − 1)n(n + 1) é
divisı́vel por dois e por três e portanto é divisı́vel por 6.
Prova por indução:
Primeiramente, observe que n3 − n = n(n2 − 1) = n(n − 1)(n + 1). Se n = 1, então n3 − n = 0 e
zero é divisı́vel por 6. Se para algum inteiro não-negativo n vale que n3 − n é divisı́vel por 6, então
tome (n + 1)3 − (n + 1) = (n − 2)(n − 1)n = n(n − 1)(n + 1 − 3) = n(n + 1)(n − 1) + 3n(n + 1). A
primeira parcela da soma é divisı́vel por 6 pela hipótese de indução e a segunda parcela é divisı́vel
por 6 porque é divisı́vel por 3 e é par, já que é o produto de dois inteiros consecutivos.

(c) Se n = 1, isto é, se Ω é um conjunto unitário, então P (Ω) = {∅, Ω} que tem 2 = 21 elementos. Su-
ponha que para algum inteiro n, o número de elementos do conjunto das partes de {a1 , a2 , · · · , an }
é 2n . Tome Ω = {a1 , a2 , · · · , an , an+1 }. Então os subconjunto de Ω podem ser divididos em duas
classes: aqueles em que an+1 figura e aqueles em que an+1 não figura. Observe que a operação de
tomar união com {an+1 } determina uma bijeção entre essas duas classes. Por isso elas possuem o
mesmo número de elementos. Pela hipótese de indução, o número de subconjuntos de Ω que não
contêm an+1 é 2n . Logo o número de elementos de P (Ω) é 2.2n = 2n+1 .

5. Como o problema trata de polı́gonos começaremos com um triângulo, n = 3. Para provar que a soma
dos ângulos internos de um triângulo é 180o considere um triângulo ABC com ângulos internos α, β
e γ correspondentes a ABC, respectivamente. Trace por B uma reta r paralela a AC. Observe os
alternos internos relativos a α e γ sobre r (isto é, transporte o ângulo α paralelamente ao lado AB até
o vértice B. Analogamente, transporte o ângulo γ paralelamente ao lado BC até o vértice B). Observe
que α + β + γ = 180o , conforme a figura.

Suponha que a expressão para a soma dos ângulos internos de um polı́gono seja válida para algum número
inteiro n ≥ 3. Seja A1 A2 · · · An+1 um polı́gono de n + 1 lados. Para usar a hipótese de indução
considere o polı́gono A1 A2 · · · An incluindo a diagonal de A1 a An para fechar o polı́gono. A soma
dos ângulos internos de A1 A2 · · · An+1 é a soma dos ângulos internos de A1 A2 · · · An mais a soma dos
ângulos internos do triângulo A1 An An+1 . Logo, 180o (n − 2) + 180o = 180o ((n + 1) − 2), cqd.

Atividades pag. 46
1. (a) A verificação de que a fórmula vale para n = 1 é trivial, a saber:

1(1 + 1)
1=
2

Suponha a proposição para um número natural n, isto é, suponha que

n(n + 1)
1 + 2 + ··· + n =
2

para um certo número natural n. Vamos mostrar que isso implica que a proposição vale para
n + 1. De fato,
n(n+1) 1
1 + 2 + · · · + n +(n + 1) = 2 +n+1= 2 [n(n + 1) + 2(n + 1)]
| {z }
hip. de indução
(n+1)[(n+1)+1]
= 2 .
Assim pelo Princı́pio de Indução a fórmula vale para todo n ∈ N.

(b) Este exercı́cio já foi resolvido. Ver página 9 deste caderno.

(c) Este exercı́cio já foi resolvido. Ver página 10 deste caderno.

(d) A verificação de que a fórmula vale para n = 1 é trivial, com efeito, 1 = 2.1 − 1 = 12 . Suponha a
proposição é verdadeira para um número natural n, isto é, suponha que 1 + 3 + · · · + (2n − 1) = n2
para um certo número natural n. Vamos mostrar que isso implica que a proposição vale para
n + 1. De fato,

1 + 3 + · · · + (2n − 1) +(2n + 1) = n2 + (2n + 1) = (n + 1)2 .


| {z }
hipótese de indução

Então pelo Princı́pio de Indução a fórmula vale para todo n ∈ N.

2. Se n = 1, temos 13 + 2.1 = 3, que é múltiplo de 3 - a proposição é verdadeira para n = 1. Suponha


a afirmação verdadeira para n ∈ N, isto é, suponha que n3 + 2n = 3q para algum q ∈ Z. Queremos
mostrar que (n + 1)3 + 2(n + 1) é múltiplo de 3.
(n + 1)3 + 2(n + 1) = (n3 + 3n2 + 3n + 1) + 2n + 2 = n3 + 3n2 + 5n + 3 =
= (n3 + 2n) +3(n2 + n + 1).
| {z }
=3q

Então (n + 1)3 + 2(n + 1) = 3(q + n2 + n + 1) e, portanto, é múltiplo de 3, isso mostra que n3 + 2n é


múltiplo de 3 para todo n ∈ N.

n

3. Observe inicialmente que o número binomial k não tem sentido quando k < 0. Se n = 1 então m = 1
(porque a fórmula não faz sentido para m = 0) e
     
1 1 2
+ =2=
0 1 1

e, portanto, a expressão é verdadeira neste caso.

Suponha que a expressão seja verdadeira para algum número natural, chamemos k este número e para
todo m ∈ N − {0} com m ≤ k. Queremos mostrar que
     
k+1 k+1 k+2
+ = .
m m+1 m+1

Mãos-à-obra!
k+1
 k+1
 (k + 1)! (k + 1)!
m + m+1 = + =
m!(k − m + 1)! (m + 1)!(k − m)!
k+1 k! k+1 k!
= + =
m (m − 1)!(k − m + 1)! (m + 1)m (m − 1)!(k − m)!
   
(k + 1) k k (k + 1) k

= + + m−1 =
(m + 1) m−1 m m(m + 1)
| {z }
hip. de indução

(k + 1) h k+1
 k
i
= m m + m−1 =
m(m + 1)
(k + 1)! (k + 1)!
= (k + 1). + =
(m + 1)!(k − m + 1)! (m + 1)!(k − m + 1)!
(k + 2)! k+2

= = m+1 .
(m + 1)!(k − m + 1)!

Pelo Princı́pio de Indução a fórmula vale para todo n ∈ N.


4. Considere a proprosição P (n) = a n-ésima pessoa da fila é mulher. Precisamos mostrar que para
algum n ∈ N − {0} a n-ésima pessoa é mulher, mas a (n + 1)-ésima pessoa não é mulher. Precisamente,
devemos mostrar que para algum n temos P (n) mas não temos P (n + 1). Isto é equivalente a verificar
que P (n) não implica P (n + 1) para algum n ∈ N − {0}. Ora, a primeira pessoa é mulher, então vale
P (1). Se tivéssemos P (n) ⇒ P (n + 1) para todo n ∈ N − {0}, então pelo Princı́pio de Indução terı́amos
P (n) para todo n o que não é verdade, pois a última pessoa da fila é um homem. Conclusão, existe
n ∈ N − {0} tal que P (n) 6⇒ P (n + 1), o que é equivalente a existe uma mulher que está na frente de
um homem.

5. Se n = 1 então n3 − n = 0 e, portanto, divisı́vel por 24. Provaremos que se para algum número ı́mpar
k ∈ N a afirmação for verdadeira, isto é, se k 3 + k for múltiplo de 24, então a afirmação valerá também
para o próximo número ı́mpar, a saber, k + 2. De fato,

(k + 2)3 − (k + 2) = (k 3 + 6k 2 + 12k + 8) − (k + 2) = (k 3 − k) + 6(k 2 + 2k + 1) =


= (k 3 − k) +6 (k + 1)2 .
| {z } | {z }
=24q =4q 0
3
Na última linha, k − k é múltiplo de 24 por hipótese de indução. Como k é ı́mpar, k + 1 é par, logo
múltiplo de 2. Sendo assim (k + 1)2 é múltiplo de 4. Portanto, quando multiplicado por 6 o produto é
múltiplo de 24. Por conseguinte,toda a expressão na última linha é múltiplo de 24, conforme querı́amos
demonstrar.

6. Sabemos que F0 = F1 = 1 são os dois primeiros números de Fibonacci. Então a fórmula vale quando
n = 0 e quando n = 1. De fato,

0

0 =1e
1
+ 01 = 1.
 
0

Para facilitar a redação defina


       
n n−1 1 0
an = + + ··· + + .
0 1 n−1 n

Já verificamos que a0 = a1 = 1. Usaremos o Princı́pio de Indução para mostrar que an+1 = an + an−1
para todo n ≥ 1 natural, então teremos que Fn = an para todo n ∈ N e a fórmula estará verificada.

Se n = 1, temos, por um lado que an + an−1 = 1 + 1 = 2 e por outro


     
2 1 0
a2 = + + = 1 + 1 + 0 = 2,
0 1 2

então a proposição an+1 = an + an−1 é verdadeira para n = 1.

Tome por hipótese que a proposição an+1 = an + an−1 seja verdadeira para algum n ≥ 1 qualquer
(arbitrário, mas fixado!). Devemos agora verificar que an+2 = an+1 + an . Tomemos o segundo membro
da equação e usemos a relação de Stiefel (esta é a fórmula provada no exercı́cio 3 na pagina 12 deste
caderno).
n+1 n n−1 1 0
    
an+1 + an = 0 + 1 + 2 + ··· + n + n+1 +
n n−1 1 0
   
+ 0 + 1 + ··· + n + n+1 =
 
n+1 n+1
 n
 2
 1

= + 1 + 2 + ··· + n + n+1 =
0
| {z }
 =1   
n+2 n+1
 n
 2
 1
 0
= + 1 + 2 + ··· + n + n+1 + = an+2 .
0 n+2
| {z } | {z }
=1 =0
Aula 5

Exercı́cios pag. 49

1. D(60) = {±1, ±2, ±3, ±4, ±5, ±6, ±10, ±12, ±15, ±20, ±30, ±60}
D+ (60) = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30, 60}
D− (60) = {−1, −2, −3, −4, −5, −6, −10, −12, −15, −20, −30, −60}

2. Um número primo p tem exatamente 4 divisores, são eles {±1, ±p}.

Exercı́cios pag. 50

1. Os números 8 e 12 satisfazem a condição |D(n)| = n. De fato, D(8) = {±1, ±2, ±4, ±8} e D(12) =
{±1, ±2, ±3, ±4, ±6, ±12}.

Atividades pag. 58

1. D(156) = {±1, ±2, ±3, ±4, ±6, ±12, ±13, ±26, ±39, ±52, ±78, ±156};
D(130) = {±1, ±2, ±5, ±10, ±13, ±26, ±65, ±130};
mdc = 26.

Determinando a interseção temos D(156)∩D(130) = {±1, ±2, ±13, ±26}. Observe que o mdc é o maior
elemento do conjunto e é múltiplo de todos os elementos deste conjunto.

156 130
2. Efetuando a divisão temos que = 6 e = 5. Como 5 é primo não há divisores comuns aos
26 26
divisores de 6 além dos triviais. Portanto, mdc(5, 6) = 1.

Também poderı́amos encontrar os divisores de 5, os divisores de 6 e procurar os números que são


divisores comuns aos dois.

3. Deixamos este exclusivamente para o leitor.

Exercı́cios pag. 61

1. Em todos os items utilizaremos o processo das divisões sucessivas desenvolvido nesta aula.

15
5 1 3
(i) 138 24 18 6 =⇒ mdc(138, 24) = 6.
18 6 0

1 1 1 2 2 1 3 2
(ii) 227 143 84 59 25 9 7 2 1 =⇒ mdc(227, 143) = 1.
84 59 25 9 7 2 1 0

2 6 1 4
(iii) 657 306 45 36 9 =⇒ mdc(843, 208) = 1.
45 36 9 0

4 18 1 5 1 3
(iv) 12.378 3.054 162 138 24 18 6 =⇒ mdc(12.378, 3.054) = 6.
162 138 24 18 6 0

2. a|b e a|c =⇒ existem inteiros m e n tais que b = am e c = an =⇒ b + c = am + an = a (m + n)


=⇒ a|(b + c). Observe que a|c =⇒ a|(−c). Logo, a|b e a|c =⇒ a|b e a|(−c) =⇒ a|(b − c). Conforme
querı́amos demonstrar.

3. Sendo r uma raiz inteira do polinômio, então r2 + ar + b = 0. Logo r(r + a) + b = 0 e, portanto,


b = −(r(r + a)) = r(−(r + a)), ou seja, r é divisor de b.

4. Pelo Teorema de Divisão de Euclides, existem inteiros q e r tais que

a = 2q + r com 0 ≤ |r| < 2.

Como a é ı́mpar, então r 6= 0 e, portanto, a = 2q + 1 ou a = 2q − 1. Assim,

a2 − 1 = 4q 2 + 4q = 4q(q + 1) ou a2 − 1 = 4q 2 − 4q = 4q(q − 1).

Se q é par então q = 2k para algum inteiro k, logo 4q(q + 1) = 8k(q + 1) e 4q(q − 1) = 8k(q − 1) são
divisı́veis por 8.

Se q é ı́mpar então q + 1 e q − 1 são pares, logo existem inteiros k1 e k2 tais que q + 1 = 2k1 e q − 1 = 2k2
e, portanto, 4q(q + 1) = 8k1 q e 4q(q − 1) = 8k2 q são divisı́veis por 8.

5. Diremos que o número inteiro positivo d é o máximo divisor comum a n números inteiros não nulos
a1 , a2 , · · · , an , se:

• d é um divisor comum a a1 , a2 , · · · , an , isto é, d divide ai para todo i = 1, 2, · · · , n.


• d é o maior divisor comum a todos eles, isto é, se d0 é outro divisor comum a a1 , a2 , · · · , an , então
d0 divide d.

Usamos a notação mdc(a1 , a2 , · · · , an ) para denotar o máximo divisor comum a a1 , a2 , · · · , an .


Aula 6

Atividades pag. 65
1. (a) Não é ideal porque 0 ∈
/ I.

(b) O conjunto I é um ideal de Z porque são verificadas as três propriedades da definição de ideal.

• 0 ∈ I;

• Para quaisquer x e y em I, existem inteiros a e b tais que x = 24a e y = 24b. Logo,


x − y = 24a − 24b = 24(a − b) é múltiplo de 24 e, portanto, x − y ∈ I.

• Dados x ∈ I e m ∈ Z o produto xm ∈ I, porque x = 24n para algum n ∈ Z, logo xm = 24nm


é múltiplo de 24.

(c) É ideal

Observe, inicialmente que x ∈ I ⇐⇒ existem inteiros m e n tais que x = 18m e x = 24n.

• 0 ∈ I, pois 0 = 0 · 18 e 0 = 0 · 24.

• Se x, y ∈ I, então existem inteiros m1 , m2 , n1 e n2 tais que x = 18m1 , x = 24n1 , y = 18m2 e


y = 24n2 .. Assim
x − y = 18(m1 − m2 ) e x − y = 24(n1 − n2 )

e, portanto, (x − y) ∈ I.

• Se x ∈ I, então existem inteiros m e n tais que x = 18m e x = 24n. Assim, para todo r ∈ Z,
rx = 18rm e rx = 24rn e, portanto, rx ∈ I.

(d) É ideal

Observe, inicialmente que x ∈ I ⇐⇒ existe um inteiro q tal que 21x = 9q.

• 0 ∈ I, pois 21 · 0 = 0 = 0 · 9.

• Se x, y ∈ I, então existem inteiros q1 e q2 tais que 21x = 9q1 e 21y = 9q2 .. Assim

21(x − y) = 9(q1 − q2 )

e, portanto, (x − y) ∈ I.

18
• Se x ∈ I, então existe um inteiro q tal que 21x = 9q. Assim, para todo r ∈ Z, 21rx = 9rq e,
portanto, rx ∈ I.

2. O conjunto J ⊂ Z é um ideal porque são verificadas as três condições da definição de ideal. De fato,

• 0 = 0.a1 + 0.a2 + · · · + 0.ak ∈ J;

• Queremos mostrar que x − y ∈ J para quaisquer x e y em J. Como x e y ∈ J existem inteiros


m1 , m2 , · · · , mk e n1 , n2 , · · · , nk tais que

x = m1 a1 + m2 a2 + · · · + mk ak e y = n1 a1 + n2 a2 + · · · + nk ak .

Então,
x−y = (m1 a1 + m2 a2 + · · · + mk ak ) − (n1 a1 + n2 a2 + · · · + nk ak ) =
= (m1 − n1 )a1 + (m2 − n2 )a2 + · · · + (mk − nk )ak ∈ J ;
• Dados x ∈ J e b ∈ Z vamos mostrar que o produto bx ∈ J. Como x ∈ J, existem inteiros
m1 , m2 , · · · , mk tais que x = m1 a1 + m2 a2 + · · · + mk ak , então o produto
bx = (bm1 )a1 + (bm2 )a2 + · · · + (bmk )ak , logo bx ∈ J.

Atividades pag. 68
1. O conjunto Z · 84 + Z · 30 = {m = r 84 + s 30|r, s ∈ Z}. Um elemento m ∈ Z · 84 + Z · 30 é sempre
do tipo m = 84r + 30s = 22 · 3 · 7 · r + 2 · 3 · 5 · s = 6(14r + 5s), então todo elemento do ideal
Z · 84 + Z · 30 é múltiplo de 6, isto é, verificamos que Z · 84 + Z · 30 ⊂ Z · 6. Reciprocamente, observe que
se tomarmos r = −1 e s = 3 temos 14r + 5s = 1. Assim, dado qualquer 6n ∈ Z · 6 podemos escrever
6n = 6 · n · 1 = 6n[14(−1) + 5 · 3] = 84(−n) + 30(3n) e temos verificado que Z · 6 ⊂ Z · 84 + Z · 30.
Juntamente com a outra inclusão já verificada concluimos que os conjuntos Z · 84 + Z · 30 e Z · 6, são
iguais.

Como consequência da construção acima verificamos que 6 = 6 · 1 = 84(−1) + 30 · 3.

Atividades pag. 70
1. (a) mdc(36, 25) = 1 =⇒ J =Z

(b) mdc(18, 21, 24) = 3 =⇒ J = Z · 3 = {... − 9, −6, −3, 0, 3, 6, 9, ...}

(c) mdc(105, 52) = 1 =⇒ J = Z · 1 = Z

Atividades pag. 72
1. O conjunto Z · 12 é o conjunto dos inteiros múltiplos de 12, isto é,
Z · 12 = {· · · − 60, −48, −36, −24, −12, 0, 12, 24, 36, 48, 60 · · · }, analogamente,
Z · 15 = {· · · , −60, −45, −30, −15, 0, 15, 30, 45, 60, · · · }.
Logo a interseção Z · 12 ∩ Z · 15 é formada pelos inteiros que são múltiplos, simultaneamente, de 12 e
15, isto é, Z · 12 ∩ Z · 15 = {· · · , −180, −120, −60, 0, 60, 120, 180, · · · }.
O mmc(12, 15) = 60 pelo Teorema 3. Por cortesia verifiquemos também pelas propriedades de mmc.
Como 60 ∈ Z · 12 ∩ Z · 15, o número 60 é múltiplo de ambos, 12 e 15, portanto vale 1.. Se um número
inteiro M é múltiplo de 12 e de 15, então M ∈ Z · 12 e M ∈ Z · 15, logo M ∈ Z · 12 ∩ Z · 15 é múltiplo
de 60 também e assim verificamos 2..

2. • Obviamente, b é múltiplo de b, pois b = 1b. Por outro lado, como a divide b, existe um inteiro q
tal que b = qa, ou seja, b é múltiplo de a.

• Seja M 0 um múltiplo comum de a e b. Então, tem-se diretamente que M 0 é múltiplo de b.

Conclusão: b = mmc(a; b).

Atividades pag. 73

1. Exercı́cio de fixação

2. Esta questão já foi resolvida exercı́cio 2 da página 20 deste caderno.

3. O Teorema 4 afirma que mmc(a, b) · mdc(a, b) = ab. Por outro lado, se a e b são primos entre si,
mdc(a, b) = 1. Logo, mmc(a, b) = ab se a e b são primos entre si.

Exercı́cios pag. 76

1. A interseção de dois ideais ainda é um ideal.

• Como I e J são ideais, 0 ∈ I e 0 ∈ J e, portanto, 0 ∈ I ∩ J.

• Se x, y ∈ I ∩ J, então x, y ∈ I e x, y ∈ J. Como I e J são ideais , então (x − y) ∈ I e (x − y) ∈ J


e, portanto, (x − y) ∈ I ∩ J.

• Se x ∈ I ∩ J, então x ∈ I e x ∈ J. Como I e J são ideais, então, para todo r ∈ Z, rx ∈ I e rx ∈ J


e, portanto, rx ∈ I ∩ J.

2. O exercı́cio é provar que a interseção de finitos ideais de Z ainda é um ideal de Z. Verifiquemos que
I = I1 ∩ I2 ∩ · · · ∩ Ik goza das 3 propriedades de ideal.

• 0 é elemento de I; Com efeito, como I1 , I2 , ..., Ik são todos ideais, 0 ∈ Ij para todo j = 1, 2, · · · k,
então 0 ∈ I = I1 ∩ I2 ∩ · · · ∩ Ik ;

• Se x e y ∈ I então x − y ∈ I; Como x e y pertencem à interseção I1 ∩ I2 ∩ · · · ∩ Ik , temos que


x e y pertencem a todos I1 , I2 , · · · , Ik . Dado j ∈ {1, 2, · · · , k} o conjunto Ij é um ideal de Z que
contém x e y, então x − y ∈ Ij para todo j = 1, 2, · · · , k. Mas isto é equivalente a afirmar que
x − y pertencem à interseção I = I1 ∩ I2 ∩ · · · ∩ Ik .
• Se x ∈ I e m ∈ Z então xm ∈ I; De fato, se x ∈ I = I1 ∩ I2 ∩ · · · ∩ Ik , então x é elemento de
cada um dos ideais I1 , I2 , · · · , Ik . Como cada um dos Ij é ideal, temos que xm ∈ Ij para todo
j = 1, 2, · · · , k, o que é equivalente a dizer que x pertence à interseção I = I1 ∩ I2 ∩ · · · ∩ Ik .

3. O exercı́cio afirma que a interseção de infinitos ideais de Z ainda é um ideal de Z, se a coleção de ideais
T∞
é enumerável. Verifiquemos que I = k=0 Ik goza das 3 propriedades de ideal.

• 0 é elemento de I; Com efeito, como Ij é ideal de Z para todo j ∈ N, o zero figura em Ij para
T∞
todo j ∈ N, logo pertence à interseção, portanto, 0 ∈ I = k=0 Ik ;

• Se x e y ∈ I então x − y ∈ I; Como x e y pertencem à interseção, x e y ∈ Ij para todo j ∈ N.


Mas se x e y ∈ Ij e Ij é ideal de Z, então x − y ∈ Ij . Logo, x − y é elemento de Ij para todo
T∞
j ∈ N, o que implica que x − y ∈ I = k=0 Ik .
T∞
• Se x ∈ I e m ∈ Z então xm ∈ I; De fato, se x ∈ I = k=0 Ik , então x é elemento de cada um
dos ideais I1 , I2 , · · · . Como cada um dos Ij é ideal, temos que xm ∈ Ij para todo j ∈ N, o que é
T∞
equivalente a dizer que x pertence à interseção I = k=0 Ik .

4. Considere o ideal de Z dado por Z · a1 + Z · a2 + · · · + Z · ak . Para verificar a identidade entre


os ideais Z · a1 + Z · a2 + · · · + Z · ak e Z · d precisamos verificar que a1 , a2 , · · · , ak ∈ Z · d e que
d ∈ Z·a1 +Z·a2 +· · ·+Z·ak (porque se um ideal I contém os geradores do ideal J então I contém o ideal
J). Ora, como d = mdc(a1 , a2 , · · · , ak ), o número d divide aj , isto é, existe mj ∈ Z tal que aj = dmj
e, portanto, aj ∈ Z · d, para todo j = 1, 2, · · · , k. Concluimos que Z · a1 + Z · a2 + · · · + Z · ak ⊂ Z · d.
O Teorema 1 desta aula garante que todo ideal de Z é principal, isto é, existe um número inteiro
q ∈ Z tal que Z · a1 + Z · a2 + · · · + Z · ak = Z · q. Juntamente com a parte já verificada temos que
Z · q = Z · a1 + Z · a2 + · · · + Z · ak ⊂ Z · d. Então q divide aj para todo j = 1, 2, · · · , k. Lembre-se
que d = mdc(a1 , a2 , · · · , ak ), logo, se q divide os números a1 , a2 , · · · , ak , então q divide d, isto é, existe
n ∈ Z tal que d = nq. Consequentemente, Z · d ⊂ Z · q, o que termina a verificação da igualdade entre
os conjuntos.
Módulo II

22
Aula 7

Atividades pag. 4

1. Para mostrar que Z · m é subconjunto próprio de Z · n, precisamos mostrar que Z · m está contido em
Z · n, mas que os conjuntos não são iguais. Como todo ideal de Z é principal basta mostrar que m, o
gerador de Z · m, é elemento de Z · n e que o gerador n de Z · n não é elemento de Z · m. De fato, se
m ∈ Z · n, então todo múltiplo de m também é elemento de Z · n, logo Z · m ⊂ Z · n e como n ∈
/ Z·m
a inclusão é própria, isto é, Z · m ( Z · n.

Agora, para resolver o exercı́cio precisamos usar a técnica acima em cada um dos casos.

• Z · 2 ( Z; claramente observa-se que 2 ∈ Z e 1 ∈


/ Z · 2, de onde segue que Z · 2 ( Z.

• Z · 4 ( Z · 2; analogamente 4 ∈ Z · 2 e 2 ∈
/ Z · 4, assim Z · 4 ( Z · 2.

• Z · 8 ( Z · 4; do mesmo modo observa-se que 8 ∈ Z · 4 e 4 ∈


/ Z · 8, e portanto Z · 8 ( Z · 4.

2. Por definição, se m é um inteiro composto, então m = pq com p e q inteiros diferentes de ±1.


Afirmamos que o ideal Z · m ( Z · p ( Z. De fato,

m = pq e q 6= ±1 ⇒ m∈Z·p e p∈
/ Z·m ⇒ Z · m ( Z · p.

E como p 6= ±1 o ideal Z · p ( Z.

Atividades pag. 6

1. Pelo Teorema 1 desta Aula um ideal Z · p de Z é maximal se, e somente se, p é primo. Então Z · 5 é
ideal maximal porque 5 é primo.

Costuma ser um bom exercı́cio provar teoremas em casos particulares. Demonstremos que o ideal Z · 5
é maximal sem usar o Teorema 1 por cortesia.

Precisamos verificar que:

• Z · 5 ( Z; é claro que Z · 5 ⊂ Z e é igual porque nem todo número inteiro é múltiplo de 5.

23
• Se para um ideal I de Z vale Z · 5 ⊂ I, então Z · 5 = I ou I = Z; como todo ideal de Z é
principal, o ideal I = Z · n para algum n ∈ Z. Supondo que Z · 5 ⊂ Z · n, temos que n divide 5 (o
que é equivalente a 5 é múltiplo de n), mas como 5 é primo, ou bem n = 1 e Z · n = Z ou bem
n = 5 e Z · n = Z · 5.

2. Ora, se Z · n = Z, então Z ⊂ Z · n, logo todo inteiro a é do tipo a = rn para algum r ∈ Z, ou seja, n


divide qualquer número inteiro a, em particular n divide o 1, logo n = ±1. A recı́proca é óbvia.

Atividades pag. 8
1. Sejam m = 6, a = 4 e b = 3. Claramente, temos que m | ab, m - a e m - b. O número inteiro m deve,
necessariamente, ser um número composto porque se m fosse primo e m | ab, então m | a ou m | b pelo
Teorema 2 desta Aula.

Atividades pag. 9
1. Para resolver este exercı́cio você deve seguir os passos do Exemplo 2. Verifiquemos primeiro que o
mdc(198, 25) = 1. Usando o algoritmo de Euclides temos:
198 = 7 · 25 + 23 Portanto, o mdc(198, 25) = 1. Começando da penúltima equação, isolamos
25 = 1 · 23 + 2 o 1 no primeiro membro. Em seguida usamos a equação 25 = 1 · 23 + 2 para
23 = 11 · 2 + 1 determinar o valor de 2 e na sequência usamos a primeira equação para
2 = 2·1+0 substituir o 23 por 198 − 7 · 25 e assim obter os números procurados.
De fato,
1 = 23 − 11 · 2 =
= 23 − 11 · (25 − 23) =
= 12 · 23 − 11 · 25 =
= 12 · (198 − 7 · 25) − 11 · 25 =
= 12 · 198 − 84 · 25 − 11 · 25 = 12 · 198 − 95 · 25
Portanto, x = 12 e y = −95.

Exercı́cios pag. 10
1. Seguiremos os passos apresentados no Exemplo 2 desta aula para a solução deste exercı́cio. Primeiro
calculamos o mdc(a, b) pelo algoritmo de Euclides e depois usamos as equações obtidas para determinar
os coeficientes x e y que buscamos.

(a) Cálculo do mdc(102, 33):


102 = 3 · 33 + 3
33 = 11 · 3 + 0 portanto, mdc(102, 33) = 3
Da primeira equação obtemos diretamente que

3 = 102 − 3 · 33.
logo x = 1 e y = −3.

(b) Cálculo do mdc(−15, 50):


50 = (−3) · (−15) + 5
−15 = (−3) · 5 + 0 portanto, mdc(−15, 50) = 5
Da primeira equação obtemos diretamente que

5 = 3 · (−15) + 50.

logo x = 3 e y = 1.

(c) O mdc(20, 1) = 1 e temos 1 = 1 · 20 − 19 · 1.

2. Sejam a e a + 1 dois inteiros consecutivos e considere m = mdc(a, a + 1). Como m | a e m | (a + 1),


então m | [(a + 1) − a] = 1 e, portanto, m = 1. Logo, a e a + 1 são primos entre si.

3. Seja m = mdc(2a + 1, 4a2 + 1). Então, existem inteiros p e q tais que

2a + 1 = mp e 4a2 + 1 = mq.

Dessa forma, tem-se que

2
(mp − 1) = mq − 1 =⇒ m2 p2 − 2mp + 2 = mq =⇒ m(mp2 − 2p) + 2 = mq

 
e, portanto, m | m(mp2 − 2p) + 2 . Como m | m(mp2 − 2p), segue que m | 2 (visto que 2 =
 
m(mp2 − 2p) + 2 − m(mp2 − 2p)). Sendo m um inteiro, positivo, então m = 1 ou m = 2. Como m é
um divisor de 2a + 1, que é um número ı́mpar, conclui-se que m = 1 e, portanto, 2a + 1 e 4a2 + 1 são
primos entre si.

4. Seja m = mdc(b, c). Então, pelo teorema 2 da aula 6, Z · m = Z · b + Z · c. Pelo mesmo teorema, para
mostrar que am = mdc(ab, ac), basta verificar que Z · (am) = Z · (ab) + Z · (ac)

• Se x ∈ Z · (am), então existe um inteiro p tal que x = amp. Como Z · m = Z · b + Z · c, então


m ∈ Z · b + Z · c e, portanto, existem inteiros r e s tais que m = rb + sc. Logo

x = a(rb + sc)p = (rp)ab + (sp)ac,

ou seja, x ∈ Z · (ab) + Z · (ac).

• Por outro lado, se x ∈ Z · (ab) + Z · (ac), então existem inteiros r0 e s0 tais que x = r0 ab + s0 ac =
a(r0 b + s0 c). Como r0 b + s0 c ∈ Z · b + Z · c = Z · m, existe um inteiro p0 tal que r0 b + s0 c = mp0 .
Logo
x = amp0 ,

ou seja, x ∈ Z · (am).
Conclusão: Z · (am) = Z · (ab) + Z · (ac) e, portanto, a · mdc(b, c) = mdc(ab, ac).
5. Suponha por absurdo que mdc(a, mn) > 1, ou seja, que exista b > 1 tal que b | a e b | (mn). A seguir,
mostra-se que
mdc(b, m) = mdc(b, n) = 1.

De fato, suponha que as igualdades acima sejam falsas, ou seja, que existam inteiros c > 1 e d > 1
tais que c | b e c | m e d | b e d | n. Assim existem inteiros q1 e q2 tais que

b = cq1 e b = dq2 .

Por outro lado, como b | a, existe um inteiro q3 tal que a = bq3 . Dessa forma segue que

a = bq3 = (cq1 )q3 = c(q1 q3 ) =⇒ c/a

a = bq3 = (dq2 )q3 = d(q2 q3 ) =⇒ d/a.

Tem-se, então:

• c | a, c | m e c > 1 =⇒ CONTRADIÇÃO com mdc(a, m) = 1

• d | a, d | n e d > 1 =⇒ CONTRADIÇÃO com mdc(a, n) = 1,


e, portanto, mdc(b, m) = mdc(b, n) = 1.

Finalmente, como b | (mn) e mdc(b, m) = 1, segue do Teorema 7 da aula 6 que b | n e como b > 1, isso
CONTRADIZ o fato de que mdc(b, n) = 1. Dessa forma, não pode existir b > 1 tal que b | a e b | (mn),
ou seja, mdc(a, mn) = 1.

6. Este exercı́cio está resolvido neste caderno página 24 exercı́cio 2.

7. Como de costume, para verificar que I é um ideal devemos verificar que são satisfeitas as três proprie-
dades:

• 0 ∈ I; como I1 é um ideal, 0 ∈ I1 . Logo, 0 ∈ I porque I contém I1 ;


S∞
• Se x, y ∈ I, então x − y ∈ I; como x, y ∈ I = i=1 Ii , existe j ∈ N tal que x e y ∈ Ij , logo
x − y ∈ Ij porque Ij é um ideal. No entanto, Ij ⊂ I, donde concluimos que x − y ∈ I;

• Se x ∈ I e m ∈ N, então xm ∈ I; se x ∈ I, então existe um j ∈ N tal que x ∈ Ij . Como Ij é um


ideal xm ∈ Ij . Logo xm ∈ I porque Ij ⊂ I.

Como valem as três propriedades para I, este conjunto é um ideal de Z.

8. Se I e J são ideais de Z tais que I * J e J * I, então existem elementos a ∈ I e b ∈ J tais que a ∈


/Je
b∈
/ I. Claramente a, b ∈ I ∪ J, afirmamos que a + b ∈
/ I ∪ J. De fato, argumentemos por contradição
se a + b ∈ I ∪ J, então a + b ∈ I ou a + b ∈ J. Suponha que a + b ∈ I, o outro caso é análogo. Sabemos
que a ∈ I, então b = (a + b) − a ∈ I porque I é ideal de Z, isso contradiz a suposição de que b ∈
/ I.
Conclusão: se I e J são ideais de Z tais que I * J e J * I, então a união I ∪ J não é um ideal de Z
porque existem elementos a e b na união I ∪ J tais que a + b ∈
/ I ∪ J.
9. Seja q = np um múltiplo do número primo p. Por definição temos que o ideal Z · q ⊆ Z · p. Pelo
Teorema 1, afim de que o número q seja primo, é necessário e suficiente que o ideal Z · q seja maximal
em Z, então devemos ter Z · q = Z · p, logo q = p ou q = −p.
Aula 8

Atividades pag. 17
1. Todo inteiro n ≥ 2 pode ser expresso de modo único como

n = pq11 · pq22 · · · pqkk

com p1 < p2 < · · · < pk ∈ Z primos distintos e qk ∈ N − {0}.

ou ainda,

Todo número inteiro positivo n, se escreve como

n = pq11 · pq22 · · · pqkk

com p1 , p2 , · · · , pk os primeiros k números primos e qj ∈ N.

Se o número k, que depende de n, for tomado o menor possı́vel, então a escrita acima é única.

Atividades pag. 18
1. Os primeiros pares de primos gêmeos são 3 e 5, 5 e 7, 11 e 13, 29 e 31, 41 e 43, 59 e 61, 71 e 73, 101 e
103, 107 e 109.

Exercı́cios pag. 21
1. Podemos simplesmente usar a segunda versão do Teorema Fundamental da Aritmética no exercı́cio 1
αk β1 β2
na página 28 deste caderno: escreva a = pα 1 α2 βm
1 p2 · · · pk e b = p1 p2 · · · pm onde p1 < p2 < · · · são

os números números primos com α1 ,α2 , · · · , αk e β1 ,β2 , · · · , βm inteiros não-negativos. Seja n o maior
entre os números k e m. Podemos escrever

a = pα1 α2 αk
1 p2 · · · pk e b = pβ1 1 pβ2 2 · · · pβkk

completando com zeros nos expoentes de ı́ndices que ainda não apareciam.

2. (1) mdc(a, b) = pγ11 pγ22 · · · pγkk = D


De fato, verifiquemos que D goza das propriedades de mdc:

28
• D divide a e b: como γi = min{αi , βi } temos

(α1 −γ1 ) (α2 −γ2 ) (αk −γk ) (β1 −γ1 ) (β2 −γ2 ) (βk −γk )
a = D · (p1 p2 · · · pk ) e b = D · (p1 p2 · · · pk );

• Se d divide a e b então d divide D: como d divide a, a decomposição de d em fatores


primos não pode ter primos além dos que figuram na decomposição de a, precisamente,
d = pσ1 1 pσ2 2 · · · pσk k com σi ≤ αi inteiros não-negativos. Analogamente, como d divide b, os
expoentes σi ≤ βi . Logo, σi ≤ γi = min{αi , βi } e, portanto, d divide D.

(2) mmc(a, b) = pδ11 pδ22 · · · pδkk = M


Precisamos verificar que M tem as propriedades de mmc:

• a e b dividem M : como δi = max(αi , βi ) temos

(δ −α1 ) (δ2 −α2 ) (δ −αk ) (δ −β1 ) (δ2 −β2 ) (δ −βk )


M = a · (p1 1 p2 · · · pk k ) e M = b · (p1 1 p2 · · · pk k ),

então a | M e b | M .
• Se a e b dividem m ∈ N, então M divide m: por hipótese, existem q, q 0 ∈ Z tais que

αk 0 β1 β2 βk
m = q · pα1 α2
1 p2 · · · pk = q · p1 p2 · · · pk ,

α β δ
então tanto pj j como pj j dividem m, então pj j divide m para todo j = 1, 2, · · · , k, logo M
divide m.

(3) Neste caso só precisamos calcular usando (1) e (2):

β1 β2 βk
ab (pα1 pα2 · · · pα
k ) · (p1 p2 · · · pk )
k

= 1 2 = pδ11 pδ22 · · · pδkk = M .


D pγ11 pγ22 · · · pγkk

3. Todo ideal de Z é principal, logo cada Ij da cadeia pode ser escrito como Ij = Z · aj , com aj ∈ N. Para
dois ideais de Z, temos que

Z · aj ⊂ Z · aj+1 ⇔ aj+1 | aj (⇒ aj ≥ aj+1 ) analogamente

Z · aj ( Z · aj+1 ⇔ aj+1 | aj e aj+1 6= aj (⇒ aj > aj+1 ).

Considere o conjunto A ⊂ N formado pelos aj , isto é, pelos geradores dos ideais I1 , I2 , · · · da cadeia.
Pelo Princı́pio da Boa Ordenação, como A 6= ∅, o conjunto A tem menor elemento. Assim a sequência
de números naturais a1 ≥ a2 ≥ · · · ≥ an ≥ · · · estabiliza, isto é, existe k ∈ N tal que
ak = ak+1 = · · · = ak+m = · · · . Portanto, a cadeia de ideais também estabiliza.

4. Precisamos verificar que a cadeia não estabiliza, isto é verificar que para todo k ∈ Z+ existe m ∈ Z+
tal que Ik ) Ik+m .

Ora, para todo k ∈ Z+ temos Z · 2k ) Z · 2k+1 . De fato, Z · 2k ⊃ Z · 2k+1 pois 2k | 2k+1 e Z · 2k 6= Z · 2k+1
porque 2k ∈ Z · 2k , mas não pertence a Z · 2k+1 .
Aula 9

Atividade pag. 25
1. Os elementos do conjunto {· · · , −10, −5, 0, 5, 10, · · · } podem ser escritos como 5n onde n ∈ Z. Sejam
a, b ∈ {· · · , −10, −5, 0, 5, 10, · · · } então a = 5m e b = 5n, para algum par de inteiros m e n. Para
verificar que a ∼ b é suficiente (e necessário) verificar que a − b é múltiplo inteiro de 5. De fato, temos
a − b = 5m − 5n = 5(m − n), logo a ∼ b.

2. Pelo Teorema de Divisão de Euclides, dado n ∈ Z existem q, r ∈ Z tais que


n − r = 5q onde r ∈ {0, 1, 2, 3, 4} ⇔ para todo n ∈ Z existe r ∈ {0, 1, 2, 3, 4} tal que n ≡ r(mod5).

As classes de congruência módulo 5 são {5n ; n ∈ Z}, {5n+1 ; n ∈ Z}, {5n+2 ; n ∈ Z}, {5n+3 ; n ∈ Z}
e {5n + 4 ; n ∈ Z}.

Atividades pag. 28
1.

2.

Atividades pag. 30
1. (a)

(b)

2.

3.

4.

30
Aula 10

Atividade pag. 34
Atividades pag. 37
Atividade pag. 39
Atividade pag. 40
Atividades pag. 41
Exercı́cios pag. 42
1. (a)

(b)

(c)

2.

3.

4.

31
Aula 11

Atividades pag. 49
1. (a)

(b)

(c)

(d)

2.

3.

32
Aula 12

Atividades pag. 52
1.

2.

3.

Atividades pag. 53
Atividades pag. 57
1.

2.

3.

Atividades pag. 59
1.

2. (a)

(b)

33
Módulo III

34

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