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Índice

Índice de ilustrações...................................................................................................................... 2
Introdução ..................................................................................................................................... 3
Protocolo ....................................................................................................................................... 5
Reagentes: ................................................................................................................................. 5
Matrerial: .................................................................................................................................. 5
Procedimento: ........................................................................................................................... 5
Registo de dados ........................................................................................................................... 6
Teste da Densidade (água) ........................................................................................................ 8
Teste da Chama ......................................................................................................................... 8
Teste da Acetona ....................................................................................................................... 8
Teste de Aquecimento .............................................................................................................. 8
Teste da Densidade do Álcool Isopropílico ............................................................................... 9
Teste do Óleo de Milho ............................................................................................................. 9
Análise de dados ......................................................................................................................... 10
Anexo I......................................................................................................................................... 12
Glossário .................................................................................................................................. 12
Anexo II........................................................................................................................................ 13
Polimeros ................................................................................................................................ 13
RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Índice de ilustrações

ILUSTRAÇÃO 1 - CLASSIFICAÇÃO DE POLÍMEROS 3


ILUSTRAÇÃO 2 – DIFERENTES POLÍMEROS USADOS NA EXPERIÊNCIA 7
ILUSTRAÇÃO 3 - TESTE DA DENSIDADE DA ÁGUA 8
ILUSTRAÇÃO 4 - TESTE DA CHAMA 8
ILUSTRAÇÃO 5 – AMOSTRA ALTERADA 8
ILUSTRAÇÃO 6 - AMOSTRA INTACTA 8
ILUSTRAÇÃO 7 - AMOSTRA ALTERADA 8
ILUSTRAÇÃO 8 - AMOSTRA INTACTA 8
ILUSTRAÇÃO 9 - TESTE DA DENSIDADE DO ÁLCOOL ISOPROPÍLICO 9
ILUSTRAÇÃO 10 - TESTE DO ÓLEO DE MILHO 9

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Introdução

Actualmente, se tivermos em consideração, por exemplo, os objectos que


utilizamos nas tarefas do quotidiano, apercebemo-nos que a grande maioria são
criados a partir de plásticos, nome que deriva da grande plasticidade destes. Este
facto, faz com que alguns especialistas considerem o séc. XXI a Idade dos Plásticos.

Apesar de, na sociedade contemporânea o plástico reinar, a sua utilização é


bastante recente. Uma vez que, só na segunda metade do séc. XX, surgiram as
primeiras descobertas no que diz respeito a este material.

Tratando-se de um produto barato, duro e resistente, a sua entrada no


mercado foi, em grande parte, facilitada. Fazendo com que, consoante as várias
aplicações que poderia ter, substituísse alguns materiais que já existiam, como por
exemplo o vidro e a madeira.

O plástico é, principalmente, constituído por um polímero em conjunto com


uma série de aditivos (plastificantes, lubrificantes, antioxidantes, etc.), conferindo-lhe
assim, propriedades bastante particulares. Os monómeros utilizados são,
maioritariamente, provenientes do petróleo.

Existem 7 tipos de polímeros que, de modo a facilitar a sua identificação, estão


associados a um algarismo:

Ilustração 1 - Classificação de polímeros

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Assim, podem considerar-se dois tipos de plásticos: os comuns, essencialmente


utilizados nas embalagens, e os de engenharia ou técnicos, com aplicações mais
sofisticadas.

É graças ao uso de materiais deste tipo, que tem sido possível uma economia
de outros produtos e mão-de-obra. Para além disso, criou-se uma maior facilidade na
realização de certas tarefas, assim como, o desenvolvimento de novos projectos
relacionados, por exemplo, com o desporto e a saúde.

No entanto, a reciclagem de plásticos não é totalmente viável pois existem


plásticos, denominados termofixos, que carbonizam com o aquecimento ao invés de
fundirem, como acontece com os termoplásticos. Para além disso, e para que o
produto final tenha qualidade, é necessário realizar a separação dos diferentes tipos
de plásticos. Daí que o futuro seja a descoberta de plásticos biodegradáveis, pois a
diminuição da utilização deste material não parece, para já, possível.

Com o objectivo de perceber melhor a diferença entre os diversos tipos de


plástico e os seus constituintes, realizamos, no âmbito da disciplina de Química, uma
actividade laboratorial que nos permitiu consolidar as noções que foram dadas nas
aulas.

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Protocolo

Reagentes:
 Água destilada;
 Acetona;
 Água mineral;
 Álcool isopropílico;
 Óleo de milho.

Matrerial:
 6 Tipos de plásticos;
 Gobelés;
 Fio metálico;
 Pinça de madeira;
 Lamparina.

Procedimento:
1. Identificar os 6 tipos de plásticos diferentes;
2. Cortar um pedaço pequeno de cada;
3. Colocar as diferentes amostras dentro de 1 gobelé com água destilada;
4. Realizar o teste da chama com os pedaços de plástico que não flutuaram no
teste da água destilada. Este teste consiste em aquecer um fio metálico (até
ficar em brasa) com a ajuda de uma pinça de madeira para depois se retirar um
pouco do plástico com a ajuda da pinça em brasa. Colocar novamente ao lume
na lamparina para ser possível a visualização da cor da chama;
5. Caso a chama seja amarela, pôr esses plásticos num gobelé com acetona, para
averiguar se há ou não alterações na forma;
6. Se alguns dos plásticos permanecerem inalterados no teste da acetona,
introduzi-los num gobelé com água o mais quente possível;
7. Com os plásticos que não flutuaram na água, realizar o teste da densidade do
álcool isopropílico (com uma concentração de 70% (V/V)), ou seja, colocá-los
num gobelé com o referido álcool;
8. Utilizar os pedaços de plástico que flutuarem para realizar o teste do óleo de
milho, através da introdução dos mesmos num gobelé.

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Registo de dados

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
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Tipo de Nome do Amostra


plástico polímero
Polietileno de Garrafa de
tereftalato água

Polietileno de Embalagem
alta densidade de Nívea /
Saca de
plástico
Policloreto de Tubo de
vinilo canalização

Polietileno de Pacote de
baixa densidade lenços de
papel
Polipropileno Embalagem
de gel de
banho
Poliestireno Tampa das
bebidas do
McDonald

Amostras utilizadas:

4
6
5
3

1
2
Ilustração 2 – Diferentes polímeros usados na
experiência

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Teste da Densidade (água)

Durante o teste da densidade da água as


amostras 1, 3 e 6 afundaram.

Ilustração 3 - Teste da densidade da água

Teste da Chama
As amostras que no teste anterior foram ao fundo,
são sujeitas ao teste da chama, em que é identificado o PVC. Na
presença deste, a chama tornou-se mais forte tendo uma ligeira
tonalidade alaranjada.

Ilustração 4 - Teste da chama

Teste da Acetona
As amostras 1 e 6 são sujeitas ao teste da acetona. A amostra número 6 sofre
alterações na sua conformação, permitindo, assim, a identificação do PS.
Ilustração 5 –
Amostra alterada

Ilustração 6 - Amostra
intacta

Teste de Aquecimento
A amostra número 1 é sujeita ao teste do aquecimento. Esta altera a sua forma
permitindo, deste modo, a identificação do PET.

Ilustração 7 - Amostra
alterada

Ilustração 8 - Amostra
intacta

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POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Teste da Densidade do Álcool Isopropílico


As amostras 2, 4 e 5, que no teste da água ficaram à superfície, são sujeitas ao
teste da densidade do álcool isopropílico. Neste teste, a amostra número 2 afunda,
permitindo a identificação do PEAD.

Ilustração 9 - Teste da densidade do


álcool isopropílico

Teste do Óleo de Milho


As amostras 4 e 5 são sujeitas ao teste do óleo de milho. A amostra número 4
afunda, o que permite a identificação do PEBD. A amostra 5, que fica à superfície,
corresponde ao PP.

Ilustração 10 - Teste do óleo de milho

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Análise de dados

Sendo o objectivo principal deste trabalho a identificação dos diversos tipos de


plásticos existentes, foi possível, com esta actividade experimental, avaliar quais os
testes que são mais susceptíveis de sofrerem desvios e erros relativamente aos
resultados que se poderiam esperar.

Durante o teste da água verificou-se que algumas amostras afundam, enquanto


outras ficam à superfície. Isto acontece devido à densidade dos materiais: os plásticos
mais densos que a água (os plásticos número 1, 3 e 6) acabam por mergulhar, ao
contrário dos menos densos (os plásticos número 2, 4 e 5) que flutuam. Isto é, os
plásticos com densidade superior a 1 afundaram (1-PET: 1,29-1,40; 3-PVC: 1,38-1,45; 6-
PS: 1,05), e os com densidade inferior a 1 permaneceram à superfície (2-PEAD: 0,94-
0,96; 4-PEBD: 0,92-0,94; 5-PP: 0,90).

De salientar, no entanto que em todos os testes baseados na densidade dos


materiais, é necessário, inicialmente, pressionar ligeiramente as amostras, de modo a
quebrar a tensão superficial dos líquidos em que deveriam “mergulhar”, pois como as
amostras apresentavam tamanhos e densidades variados, não estavam sujeitas às
mesmas condições.

Com a finalidade de identificar o 3-PVC recorreu-se ao teste da chama, no qual


esta, na presença deste tipo de plástico, devia ficar verde, devido à presença do
elemento cloro no PVC. No entanto, o teste não foi 100% conclusivo uma vez que a
chama, apesar de ter aumentado de intensidade, não teve alterações na sua cor.
Embora o plástico estivesse identificado como PVC, não há certezas de que se trate de
uma amostra pura. Para além disso, a quantidade utilizada como amostra pode não ter
sido suficiente para que se verificasse o fenómeno.

Para que fosse possível identificar o poliestireno (6-PS), realizou-se o teste da


acetona. Caso este se alterasse seria o poliestireno, pois quando mergulhado na
acetona altera a sua forma, uma vez que esta faz com que as ligações entre as cadeias
de poliestireno enfraqueçam, resultando numa alteração conformacional. Daí que
conclui-se que as embalagens que contém acetona nunca poderão ser feitas em PS,
pois este alterar-se-ia, após algum tempo.

O teste do aquecimento serviu para identificar o PET que, quando sujeito a


temperaturas elevadas, sofre uma deformação. Isto acontece porque, sendo o PET um
termoplástico quando sofre aquecimento altera a sua forma, por não possuir, na sua
cadeia, átomos que permitam estabelecer ligações de umas cadeias para as outras.

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Com as amostras 2, 4 e 5 realizou-se o teste da densidade do álcool


isopropílico, de densidade aproximadamente 1,393 g/ . Assim sendo, tanto o 4
(0,92-0,94) como o 5 (0,90) deveriam flutuar, e o 2 (0,94-0,96) deveria afundar-se. No
entanto este teste não foi conclusivo, uma vez que nenhuma das amostras de
afundou. Isto pode dever-se, quer ao facto da diluição do álcool não ter sido bem
sucedida e este apresentar uma densidade diferente do esperado, quer ao facto de o
álcool poder já não ser tão puro quanto o necessário por já existir no laboratório há
algum tempo. Para além disso, o facto de se ter realizado a experiência num gobelé
relativamente pequeno pode ter tido interferência ao nível da tensão superficial, como
já foi referido em cima.

Para finalmente se distinguir o 4 e o 5 utilizou-se o teste da densidade do óleo


de milho (0,917). Deste modo, como o 4-PEBD apresenta uma densidade superior ao
óleo de milho, este afundou. O processo contrário ocorreu com o PP, que, por ser
menos denso que o óleo de milho, ficou à superfície.

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Anexo I

Glossário

Biodegradável - é todo material que após o seu uso pode ser decomposto por
microorganismos presentes no meio ambiente.

Densidade - é o quociente entre a massa e o volume de um corpo, mede o grau


de concentração de massa num determinado volume.

Monómeros - pequenas moléculas que se unem entre si para formar


polímeros.

Plástico - materiais orgânicos poliméricos sintéticos, de constituição


macrocelular, dotada de grande maleabilidade, facilmente transformável mediante o
emprego de calor e pressão, e que serve de matéria-prima para a fabricação dos mais
variados objetos.

Polimero - macromolécula resultante de unidades mais pequenas, designadas


monómeros, unidas entre si através de ligações covalentes.

Termofixo - são plásticos cuja rigidez não se altera com a temperatura.

Termoplástico - são plásticos que fundem e amolecem com a temperetura.

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RELATÓRIO DA ACTIVIDADE LABORATORIAL SOBRE
POLÍMEROS 2 de Junho de 2011

Anexo II

Polimeros

Polímero Monómero Designação Principais aplicações

Polietileno de Garrafas de água,


teraftalato embalagens, …

Polietileno de alta Frascos, garrafas de


densidade água, frascos, tambores,
tubulações, …

Policloreto de vinilo Objectos insufláveis,


tubos pavimentos,
isolamento eléctrico, …

Polietileno de baixa Bolsas, stretch film,


densidade garrafas térmicas,
mangueiras, …

Polipropileno Sacos, frascos, caixas,


grades, brinquedos, …

Poliestireno Esferovite, caixas de CD,


brinquedos, …

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