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Problemas resolvidos de Operações de

Transferência
Versão 0.70
João Mário Miranda
jmiranda@fe.up.pt

http://www.fe.up.pt/~jmiranda/ot/

1
Conteúdo

1 Introdução 4
1.1 Programa 2002-2003 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
1.2 Versões programadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3 Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3.1 base . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.3.2 complementar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1.4 Página Web . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6

2 Projecto de tubagens e bombas 7


2.1 Nomenclatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2 Formulário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3 Velocidades típicas em tubagens . . . . . . . . . . . . . . 10
2.4 Perguntas teóricas - múltipla escolha . . . . . . . . . . . 10
2.5 Problemas resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.5.1 Simulação do escoamento em tubagens . . . . . 11
2.5.2 Projecto de tubagens . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2.5.3 Tubagens ramificadas . . . . . . . . . . . . . . . . 28
2.5.4 Projecto de bombas . . . . . . . . . . . . . . . . . 32

3 Leitos fixos e fluidização 45


3.1 Nomenclatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
3.2 Formulário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
3.3 Perguntas teóricas - múltipla escolha . . . . . . . . . . . 47
3.4 Problemas resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48
3.4.1 Exercício extra 3.v2 . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

4 Transporte de calor 53
4.1 Formulário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53

2
4.2 Peguntas teóricas - múltipla escolha . . . . . . . . . . . 54
4.3 Problemas resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61

5 Filtração 70
5.1 Nomenclatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
5.2 Teoria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
5.3 Perguntas teóricas - múltipla escolha . . . . . . . . . . . 73
5.4 Problemas resolvidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 82
5.4.1 Filtração a pressão constante . . . . . . . . . . . 82
5.4.2 Optimização e lavagem . . . . . . . . . . . . . . . 84

3
Capítulo 1

Introdução

1.1 Programa 2002-2003


1. Apresentação dos objectivos da disciplina, programa e método
de avaliação.

2. Breve revisão de alguns conceitos fundamentais da mecânica


de fluidos.

Regimes de fluxo e número de Reynolds (2.5).


A equação de Bernoulli (2.7).
Equações de projecto para o fluxo laminar e turbulento
em tubagens (2.10).
Fluxo compressível de gases (2.11).

3. Aplicações e projecto de instalações envolvendo fluxo de flui-


dos.

Fluxo com objectos imersos, em leitos porosos assentes e


fluidizados (3.1).
Medição e medidores de caudal (3.2).
Bombas e equipamento para movimentação de gases (3.3).
Agitação e mistura de fluidos; cálculo da potência necessária
(3.4).
Fluidos não-Newtonianos (3.5).
Fluxo em sistemas de tubagens ramificadas.

4. Princípios e projecto de unidades de transferência de calor em


estado estacionário.

4
Introdução e mecanismos de transferência de calor (4.1).
Transferência de calor por convecção forçada em tubagens
(4.5).
Transferência de calor por convecção forçada no exterior
de várias geometrias (4.6).
Transferência de calor por convecção natural (4.7).
Ebulição e condensação (4.8).
Permutadores de calor (4.9).
Transferência de calor por radiação; utilizações principais
(4.10).
Transferência de calor com fluidos não-Newtonianos (4.12).
Coeficientes de transferência de calor especiais (4.13).
Condensadores para evaporadores e cristalizadores (8.6)

5. Processos de separação físico-mecânica.

Introdução e classificação das operações de separação físico-


mecânica (14.1).
Filtração em separação sólido-líquido (14.2).
Elutriação e sedimentação na separação de partículas (14.3).
Processos de separação centrífuga (14.4).
Redução mecânica do tamanho (moagem) (14.5).

1.2 Versões programadas


até à versão 0.80 – corrigir erros de contas, conceptuais e de por-
tuguês
até à versão 0.90 – complementar todo o texto com análises teóricas
até à verão 1.0 – rever tudo

1.3 Bibliografia

1.3.1 base

Geankoplis, C.J., 1993. "Transport Processes and Unit Operations,


3rd ed.", Prentice Hall International, Inc., New Jersey, USA

5
1.3.2 complementar

Foust, A.S., et al., 1960."Principles of Unit Operatiosn", John Wiley.


McCabe, W.L., Smith, J.C., Harriot, P., 1993 (2001). "Unit Oper-
ations of Chemical Engineering, 5th (6th)ed.", McGraw Hill, N.Y.,
USA.
Coulson, Richardson, 1993. "Engenharia Química, vol.1", Fund.
Calouste Gulbenkian, Lisboa.
Perry, R.H., Green, D.W., Maloney, J.O., eds., 1991. "Perry´s Chem-
ical Engineering Handbook, 7th ed., McGraw Hill, N.Y., USA.

1.4 Página Web


http://www.fe.up.pt/~sereno/OT0102.htm
http://www.fe.up.pt/~jmiranda/ot/

6
Capítulo 2

Projecto de tubagens e
bombas

2.1 Nomenclatura

ms   velocidade

Nm  pressão

adm factor de correcção: turbulento=1, lami-
nar=0.5

adm coeficiente de atrito de Fanning -
laminar:


adm número de Reynolds


m diâmetro da tubagem

kgm  massa volumica

m 
comprimento da tubagem

Nmkg  trabalho ao veio por unidade de massa
Jkg



m s  

!
kgm  s  viscosidade
Nmkg  perdas totais
Jkg 


m s
"
adm  constante da equação das perdas menores
# $
Nmkg  perdas na expansão
Jkg 


m s 
#%
Nmkg  perdas na expansão
Jkg 


m s
&
m rugosidade

7
 
Nmkg  perdas na tubagem por fricção
Jkg


m s 
 
Nm  queda de pressão por atrito

K temperatura

m área perpendicular ao escoamento
 adm rogusidade relativa

2.2 Formulário
Equação de Bernoulli modificada

 
 
    
    
       
 

 (2.1)

Queda de pressão por atrito

 
   
  (2.2)

Perdas na tubagem

  
   
  (2.3)

Coeficiente de atrito — regime laminar

 

 (2.4)

Perdas de carga em acidentes


#  "
(2.5)

Perdas de carga em expansões

1 2   
#$ !
     "  $ 
#"
  (2.6)

Perdas de carga em contracções

8
 2   
1 #%   

 
   " % 
  "   (2.7)

Número de Reynolds


   
 (2.8)

Limite superior de regime laminar — tubos circulares

 
     
(2.9)

Densidade da água
  
     
       

  


 
   
 

 
 

(2.10)

Viscosidade da água

 
   

     


 
    " (2.11)

Equação de Nikuradse


     !
  
  (2.12)

Equação de Blasius

    
 #" 
 (2.13)

Equação de Colebrook and White


   
 

    $% &


    " (2.14)

Equação de Shacham

9
 

"    (2.15)

 % %   "
 


  




 
  


Equação de Haaland

" 
    %  

 
&  
 
    " (2.16)


2.3 Velocidades típicas em tubagens

Velocidades típicas em tubagens de aço

fluido zona de escoamento velocidade (m/s)


pouco viscoso (água) montante da bomba 0.6 - 0.9
jusante da bomba 1.5 - 2.5
viscoso montante da bomba 0.06 - 0.025
jusante da bomba 0.15 - 0.6
gases — 9 - 36
vapor — 9 - 23

2.4 Perguntas teóricas - múltipla escolha


1 - Para um dado caudal mássico, o número de Reynolds:
a) aumenta com o diâmetro do b) diminui com o diâmetro do
tubo tubo
2 - Para um dado caudal mássico, a queda de pressão numa tubagem
devido ao atrito :
a) aumenta com o diâmetro do b) diminui com o diâmetro do
tubo tubo
3 - Numa tubagem com uma inclinação de 45  , a velocidade:
a) aumenta ao longo da b) diminui ao longo da
tubagem tubagem
c) não varia
3 -A velocidade na superficie livre num tanque com área muito
grande é:
b) desprezável em relação a
a) zero outros termos da equação de
Bernoulli modificada
c) significativa

10
2.5 Problemas resolvidos

2.5.1 Simulação do escoamento em tubagens

res.2.10-3, pp.89
Um líquido com a densidade de 801 kg/m3 e a viscosidade de 4.46
cp, flui numa tubagem à velocidade de 4.57 m/s. A tubagem é de
aço comercial sch.no. 40 com 2" de diâmetro nominal. Calcule a as
perdas de energia mecânica por atrito em J/kg numa secção da
tubagem com 36.6 metros. [Resp. 174.8 J/kg]

tipo de problema: simulação, determinado



 
          kg m  s    


 
cp cp  kg m  s

cp
(2.17)
        
D m (Tabela A.5-1, pp. 892, [Geankoplis])


  
N  (2.18)

 
         
  kg m   m s m  





N   

   (2.19)
 kg m  s

Como o número de Reynolds é muito superior a 2100, o regime de


escoamento é turbulento.
Como o tubo é feito de aço comercial, a rugosidade, segundo a figura
2.10-3 [Geankoplis] é dada por:

&   

  m (2.20)

A razão entre a rugosidade e o diâmetro é:

 
 

&
 m      
      (2.21)
m

O coeficiente de fricção determina-se do gráfico de Moody:

11
   
&
     
 (2.22)

As perdas na tubagem são dadas pela equação:

 
   
 (2.23)

        $     m      
 m s
      (2.24)
m

  
   
JKg  (2.25)

ex. 2.10-3, pp.111


Um líquido com a densidade de 801 kg m  e uma viscosidade de

 
  Pa.s flui numa tubagem


horizontal de aço de 1,5", Sch.no.
40 à velocidade de 4.57 ms 

calcule as perdas por atrito . [Resp. 348.9 J/kg]

supondo que se utiliza um tubo liso com o mesmo diâmetro


interno, qual seria a redução percentual de perdas que se con-
seguiria. [Resp. 21.4%]

tipo de problema: simulação, determinado

   

kg m  (2.26)

 



 
 kgm  s  (2.27)

Do apêndice A.5 [Geankoplis]:

      
m (2.28)

  
  
ms  (2.29)

12
  #

m (2.30)

 
       
   kg m   ms   m 
  




  (2.31)
 kgm  s 

Da figura 2.10-3[Geankoplis]:

&   

  m (2.32)

pelo que o número adimensional &  


é igual a:

 

&
  m     


      (2.33)
m

Segundo o diagrama de Moody, para


  
  

e       



o coeficiente de fricção é igual a 0.006.
As perdas de atrito determinam-se por:

   
#
   

       m  ms 
        (2.34)
m m s

    
 J Kg 

(2.35)
     
Para um tubo liso, do diagrama de Moody determina-se
pelo que:

   
#
   

       m  ms 
        (2.36)
m m s

   
#
 J Kg  (2.37)

Redução percentual:

   

  
#


  
  

(2.38)


13
ex.2.10-10, pp.112
Água circula no espaço anelar de um permutador de calor de tubos
concêntricos colocado horizontalmente, sendo aquecida de 40 o C a
50o C no permutador que tem um comprimento equivalente de 30
m. O caudal de água é de 2.90E-3 m3/s. Os tubos são de aço
comercial, sch.no.40, o interior de 1" e o exterior de 2". Qual a
queda de pressão sofrida pela água ? (considere as propriedades da
água à temperatura média e suponha, para efeito de correcção do
factor de atrito, que a parede do tubo está a uma temperatura 4 o C
acima da temperatura no seio do fluido.

Não resolvido

ex. 2.10-4, pp.111


Num projecto de hidráulica vai ser usada tubagem de ferro fundido
com um diâmetro interno de 0.156 m e 305 m de comprimento para
transportar águas residuais a 293K. A altura de àgua disponível é
de 4.57 m. Desprezando as perdas em juntas e outros acessórios
da tubagem calcule o caudal na conduta (considere as propriedades
da água).

tipo de problema: simulação, determinado


Dados e conversões

   
 
m (2.39)

    
m (2.40)

  
K (2.41)

Da tabela A.2-3 [Geankoplis]:

    
 Kgm  (2.42)

Da tabela A.2-4 [Geankoplis] :

 
    
Kgm  s  (2.43)

14
   
não há trabalho ao veio,
Da figura 2.10-3[Geankoplis] (ferro fundido ==cast iron):

&  

 
 m (2.44)

Equações

 

    
     
   
      
 
(2.45)

continuidade:


  (2.46)

caudal:

 
   (2.47)

Reynolds:


    
 (2.48)

Perdas:


   


  (2.49)

Haaland:

" 
     

  



  
&  

% &
 

(2.50)
 "

Incógnitas
  
 

Algorítmo

15
  
 
     
arbitrar 

 
    
não   
 laminar?
  
sim



 "    " 

   

%  
       


 

 
           
não     

 conv?
  

  
sim
resultados

Resolução numérica
  
iteração  

(m/s)    ) (m) (J/Kg)
1 1 0.123 1



 44.8
 
 
 
2 1.40 0.171 1.40




 44.8
 

 
3 1.41 0.172 1.41



 44.8
 

 

2.5.2 Projecto de tubagens

res.2.10-4, pp.90
Pretende-se movimentar água a 4.4o C numa tubagem horizontal de
aço comercial com 305 m a um caudal de 150 gal/min. Dispõe-se
de uma altura de água de 6.1 m para vencer as perdas por atrito.
Calcule o diâmetro que a tubagem deve ter. [Resp. D=9.5 cm à
Sc.no. 40 de 4"]

tipo de problema: projecto, determinado


Dados e conversões de unidades:

16

 

min
m
gal min-1 gal min-1
s   

gal
(2.51)







 m s  (2.52)

    
m (2.53)

   


      

 
K (2.54)

Da tabela A.2-3 [Geankoplis]:

 

Kgm  (2.55)

Da tabela A.2-4[Geankoplis] :

 
   


 
 Kgm  s  (2.56)

Da tabela do diagrama de Moody [Geankoplis] :

&   

  m (2.57)

Equações:
Equação de Bernoulli modificada:

 

    
     
   
      
 
(2.58)

Está implicito no problema que:

          
   
 
m s (2.59)

Continuidade:

17

  (2.60)

Caudal:

 
 
  (2.61)

Reynolds:


    
 (2.62)

Perdas:


   


  (2.63)

Haaland:

" 
         %  

 
&  
 

&     " (2.64)


Incógnitas:
    
 

18
Algorítmo:

arbitrar      
 
      

 
    
não   
 laminar?
  
sim


" 

   

%  
    "  
     


 



     
não    
        
 conv?
  
  
sim
resultados

Resolução numérica:
   
iteração  

(m/s) (m/s) (m) (J/Kg)





 
1 1 1 0.11 59.8 

 


 





2 1.44 1.44 0.0915 59.8 
  
3 1.32 1.23 0.0954 
 59.8



$
 
 
4 1.35 1.35 0.0945 

 59.8




$

 
5 1.34 1.34 0.0947



 59.8




$

 
6 1.34 1.34 0.0947



 59.8




$

 

19
Extra 1

L2 D E L3 P
 

 A
H3 H3
B

H1
C F 
H5
H2 H4
L1 L1

Dados: L1=50; L2=100; L3=100m; L4=50m; Fluido: água; T=25  C.

a)Tendo em conta a instalação da figura, escreva as equações:

da continuidade (A e B, C e F, C e D)

de Bernoulli modificada (A e B, A e P);

das perdas totais;

do número de Reynolds;

do caudal em função da velocidade;

do coeficiente de Fanning;

Considere as duas hipóteses de regime de escoamento: laminar ou


turbulento.
Considere as duas hipóteses de regime de escoamento: laminar ou
turbulento.
  
b) Projecte a instalação com o objectivo de escoar 
m  s  do

H4=20;H5=25. Considere os diâmetros e


 
iguais.

tanque A para o tanque B. Dados: H1=40 m, H2=20m, H3=30;


Desenhe um método iterativo adequado para resolver este prob-


lema no Excel;

20
Modifique o método iterativo para resolver este problema com
papel, lápis e calculadora;

Qual o valor inicial da variável a arbitrar? De que factores


depende esse valor?
  
c) Projecte a instalação com o objectivo de escoar 
m  s  do
tanque A para o tanque B. Dados: H1=40 m, H2=20m, H3=60;
H4=20;H5=25. Considere os diâmetros

e

iguais.
 
Determine a pressão no ponto P
  
d) Projecte a instalação com o objectivo de escoar 
m  s  do
tanque B para o tanque C. Dados: H1=40 m, H2=20m, H3=60;
H4=20;H5=25. Considere os diâmetros

=2

iguais.
 

a)
Equações
Equação de Bernoulli modificada:

  
     
 

    
 
   
 
(2.65)

Perdas:

     #      
  

      
  

           
                
 
  "

   
 ( 2.66)

Continuidade:

 %  
   

  (2.67)

 
 

 % (2.68)

21
     (2.69)

        (2.70)

como a densidade é igual:

     (2.71)

como a área de escoamento é igual:

  (2.72)

Factor de atrito:

"   
    %     &   
 
   " (2.73)


"  
    %      
&  

 
    " (2.74)
 

Caudal:

 %
   (2.75)

Número de Reynolds:


   
 (2.76)

  
   
  (2.77)

Incógnitas
       

 
 

22
b)Algorítmo
(excel)

arbitrar    
     
 
  

 
        
não         
 laminar? 

  
sim


" 

     "  
  
 
     




 


"  
  %   "  
  
 
 
    

 




 




      
     

  

        

   

                

 "

 "
   
    





não
!       
       
     
  






sim

23
Algorítmo (papel e lápis)
O algorítmo anterior não é o mais adequado para reslver o problema
com papel e lápis. Para resolver o problema em papel e lápis é
necessário que a variável arbitrada seja calculada no fim do ciclo.
Neste caso, não é possível determinar a velocidade, , a partir da
equação de Bernoulli. A velocidade tem que ser determinada pela
equação das perdas:

     #      
  

       
  
           
               
 
  "

   


     #      
  

     
   "
         
    

       
 
  
"

   
 "

É necessário eliminar  desta equação. Como:

 
 
  (2.78)


então:

     #      
  

     
   "
           
    

      
 
  
"

   
 " 




  
324
  87 9:9<;:; !;
"! #%$&(')'*#%$&,+'*#.-/
#%$&,+'*#%$&(')'0-)/1 32!65 # 4 5>= 4;

O algorítmo é apresentado na página seguinte. Note-se que a equação


das perdas trocou de posição com a equação de Bernoulli.

24
arbitrar    
       



 
         
não        
 laminar? 

  
sim


 " 

   

  
    "       


 


"  

   

%   




 " 

   
  



 




    

         
    

  

   
   
      

       
    

       

     

   
não  conv? 
  
  
sim

25
    :
c)Pressão no ponto P para um dado diâmetro
Equação de Bernoulli modificada:


    
 

     
  
   
 
(2.79)

Perdas:

     #      
  

       
  

 

    

  




  "

   (2.80)

Continuidade:

 
 

 % (2.81)

Factor de atrito:

"  
    %  

 &   
 
     " (2.82)


"  
    %      
& 


 
    " (2.83)
 

Caudal:

 %
   (2.84)

Número de Reynolds:


   
 (2.85)


     
  (2.86)

Incógnitas:
    

 
 

26
Algorítmo:

  #   
    
        


 
        
não           
 laminar? 

  
sim


" 

   

  
    "  
     


 


"  

   

%  
    "  

   
  



 




           

  
 

 

          
"

    

    
     
          


27
2.5.3 Tubagens ramificadas

l(ex. 3.6-1) Um sistema de condução de água é constituído por


três tubagens que partem do ponto A e convergem no ponto B. As
respectivas características são as seguintes:

Tubagem Comprimento (m) Diâmetro, (poleg) 


& 

1 1600 6


 


2 1000 5




 
3 800 4 

O caudal de água através do sistema é de 100 m  /h. A pressão em


A e B é atmosférica e o nível de A está 3m abaixo de B. Calcular o
caudal em cada uma das tubagens e a potência da bomba a instalar
em A (antes da ramificação) . [Resp. 43.6, 34.8, 21.6 m3/h; 2.74
CV]
Dados e conversões:

Tubagem Diâmetro, (poleg) Diâmetro(m)


(nominal) apêndice A.5
1 6 0.1023
2 5 0.1282
3 4 0.1541

Temperatura não é dada. Supondo T=25oC:

   

 
kg m  (2.87)

    




 
 kgm  s  (2.88)

100 m  /h

 

  
m h  h 


 
m h    2.78  m s  (2.89)
 s
Equações:

28
   

(2.90)

Equação de Bernoulli modificada:

  
     
  

    
 
   
 
(2.91)

Perdas:


    

  (2.92)

Caudal:

 
   (2.93)

Número de Reynolds:


   
  (2.94)

Factor de atrito:

"   
     

  



 
 &   

% &
 

(2.95)
  "

Inógnitas:
     
 
15 equações e 15 incógnitas: problema determinado
Este problema pode ser divido em dois. Na primeira parte, dado
o caudal total, é necessário determinar as perdas e a queda de
pressão nas tubagens e paralelo. Na segunda parte, dadas as per-
das e o caudal, é necessário determinar a potência da bomba.
Equações(primeira parte):

   

(2.96)

29
As perdas são iguais em todas as tubagens:

 
   (2.97)

    (2.98)


Perdas:


    

  (2.99)

Caudal:

 
   (2.100)

Número de Reynolds:


   
  (2.101)

Factor de atrito:

"   
 

    
    

%   & 
 &
   " (2.102)
 
    

14 equações e 14 incógnitas: problema determinado
Equações(segunda parte):
Equação de Bernoulli modificada:

  
      


   
 
  

    (2.103)

simplifica-se:

     
 
(2.104)

Determinação da potência:

    
 (2.105)

30
Algorítmo:



  
  
  

   

   
  
  laminar? 
 sim
  
não


 " 



  

%  
     "      

 

 

 




  
 

 
    
 


  arbitrar   
 

 

 

  
       sim
  laminar?
    
não


 " 

   

  
     "        

 

 


   
   não      não 
  
sim

  
sim         
i=i+1   

    
i>3

 
    

  

 não
 SQ=Q 
   
 
  
sim
resultados

31
2.5.4 Projecto de bombas

ex.2.10-6, pp.112
Um tanque aberto contém água a 82.2o C, que se pretende bombear
a um caudal de 379 litros/min. A tubagem desde o tanque até à
bomba e de aço sch.no. 40 com 2" e tem 6.1 m e três cotovelos.
A tubagem de descarga após a bomba é identica, tem 61 m e dois
cotovelos. Esta descarrega para a atmosfera a uma altura de 6.1 m
acima do nível do tanque.
a) Calcule as perdas por atrito; [Resp. SF = 122.8 J/kg]
b)Calcule a energia a fornecer ao fluido na bomba, WS em J/kg;
[Resp. Ws = -186.9 J/kg]
c)Calcule a potência da bomba em kW, se a eficiência mecânica for
de 75%. [Pot = 1.53 kW]

tipo de problema: a) simulação, determinado; b)projecto, determi-


nado
Dados e conversões de unidades


  

  
v D   min m 


 
Q vA  l min 
 s

 m s 
l
(2.106)

          
nominal m (2.107)

      


    
 (2.108)

Densidade (tabela A.2-3, pp 855, [Geankoplis]):

  
kgm  (2.109)

Viscosidade(tabela A.2-4, pp. 855,[Geankoplis])

   




 
 kgm  s  (2.110)

Definir ponto 1 no primeiro tanque, ponto 2 no segundo tanque,


ponto 3 na tubagem até à bomba, ponto 4 na tubagem depois da
bomba.

32
  

      
m (2.111)


      
    

  (2.112)

    



    m s     
           ms  (2.113)

  m


    

    
  (2.114)



 
   
  m s 

   kgm   



 

 

 kgm  s        m
 (2.115)

Rugosidade (aço):

 
 
&
 &
  m   


 
  

       (2.116)
m


  

    
(2.117)


 
   

  

  

    




   
" %  " $   "    " 
  (2.118)

   

  

  " %  "  $  "   "



   
 " (2.119)


33
  
      #
      
       
          "

           
        

   (2.120)

 
  
 J/Kg (2.121)

Cálculo da energia a fornecer ao fluido:

 

    
     
   
      
 
(2.122)

     
     
 
(2.123)

   

         (2.124)

  

   
 J/Kg  

 
 J/Kg  
 
 J/Kg (2.125)

Cálculo da potência da bomba:

    
    
 
 J/Kg

kgm 

  

  m s 
 


Js 


(2.126)

 

 
 
    kJs  (2.127)

res. 2.10-7, pp. 97


Pretende-se calcular a potência em kW de uma bomba destinada a
bombear água ao longo da instalação esquematizada a um caudal

34
de 5 l/s. A tubagem é de aço comercial Sch.no. 40 de 4”. Suponha
que a bomba tem uma eficência mecânica de 65%.

tipo de problema: projecto, determinado


  

v D  m 


 
Q vA  l 


 m s  (2.128)
l

      
 
nominal m (2.129)

     


   "
(2.130)

Densidade (tabela A.2-3, pp 855):

   
kgm  (2.131)

Viscosidade(tabela A.2-4, pp. 855)

 
  


 
 kgm  s  (2.132)

Definir ponto 1 no primeiro tanque, ponto 2 no segundo tanque,


ponto 3 na tubagem até à bomba, ponto 4 na tubagem depois da
bomba.

  

  
 
m (2.133)


  
  
   

  (2.134)

  



     m s     
     
    ms  (2.135)

  m

    



      
 kgm  m s 
   

 

 
    
   
 

 kgm  s   
m

35
(2.136)

Rugosidade (aço):

  

 m 
&
 &
  

 
  

 
     (2.137)
m


  

    
(2.138)


 
   

  

  

    




  
 " %  " $   " 
  (2.139)


   

  

  " %  "  $  "

   
 " (2.140)


       

      
    
 
   
  "

     



  
     (2.141)

  
  J/Kg (2.142)

Cálculo da energia a fornecer ao fluido:

 

    
     
   
      
 
(2.143)

     
     
 
(2.144)

36
   

         (2.145)

     
   


  J/Kg  

J/Kg J/Kg (2.146)

Cálculo da potência da bomba:

    
   
(2.147)


 

   


   


J/Kg kgm   m s  Js  (2.148)

 
   

 
   kJs  (2.149)

Problema extra no 2

É necessário transportar 0.01 m  s  de água de um tanque A para
um tanque B localizado numa posição mais elevada. A instalação
utilizada está representada na figura. Encontram-se disponíveis 3
bombas centrífugas cujas curvas características são apresentadas
na tabela. Considere que o NPSH requerido pelas bombas é igual
a 3 m. Os dados relativos à instalação são os seguinte: H3=50m,
H4=60m, L1=10m e L2=100m. H2 é desprezável. Projecte a insta-
lação e responda às questões seguintes:
a) este problema é determinado ou indeterminado? Quantos graus
de liberdade tem?
b) que informação adicional é necessária para o resolver?
c) o que é preciso determinar para completar o projecto?
d) após o projecto, que alterações devem ser feitas na instalção para
que esta transporte um caudal o mais próximo possível do dese-
jado?

37
B


H4
 A
H3

H1
H2
L2
L1

Tabela 1 - Dados para construir a característica das bombas

(carga fornecida pela bomba em metros)

Q  B1 B2 B3
m s  m m m
0 40 80 110
0.005 39.5 79.5 109.5
0.0075 39 79 109
0.01 38 78 108
0.0125 36 76 106
0.0150 34 74 104
0.0175 32 72 102
0.0200 28 68 98
0.0250 22 62 92
0.0300 16 56 86

Este problema é indeterminado porque as variáveis que têm que


ser especificadas são maiores que as equações disponíveis para as
determinar. As variáveis que não são conhecidas são: os diâmetros
da tubagem, a altura H1, o material do tubo, número de Schedule e
a bomba. Destes, apenas a bomba ou o diâmetro da tubagem é que
podem ser determinados pelas equações de mecânica dos fluidos. A
informação necessária para determinaras outras variáveis tem que
ser obtida fora do âmbito da mecânica dos fluidos.
Os factores que devem ser considerados são:

38
factores económicos
factores de segurança
limites físicos

Para resolver este problema é necessário arbitrar, de preferência


com base em factores extra mecânica dos fluidos, as variáveis seguintes:
,  , H1, material da tubagem e número de Schedule.
 

O número de Schedule caracteriza a espessura da tubagem e é um


indicador da capacidade da tubagem para suportar pressões ele-
vadas. Os tubos de Schedule igual a 80 suportam pressões mais
elevadas que os tubos de Schedule igual a 40. Numa situação real
é necessário determinar a espessura da parede do tubo necessária
para suportar a pressão máxima do sistema. Neste caso, vamos
pressupor que os tubos de 40 são adequados (o que é uma su-
posição perfeitamente arbitrária).
A escolha do material de que é feito a tubagem é influênciada pelo
custo, pela resistência mecânica e pela resistência à corrosão. Deve-
se escolher o material mais barato que satisfaça as restrições de
resistência química e mecânica. Como a informação sobre estes
factores não se encontra disponível, neste caso vamos pressupor
que os tubos são de aço inox.
O diâmetro da tubagem determina-se a partir de considerações económi-
cas. O custo tem duas componentes: custo de material e custo de
energia. O custo de material aumenta com o diâmtro. O custo de
energia diminui com o aumento do diâmetro. O diâmetro óptimo de-
pende de uma análise ecnómica detalhada, mas existe uma heurís-
tica para determinar um diâmetro óptimo aproximado. O diâmetro
deve ser tal que a velocidade tome os valores da tabela seguinte:

fluido secção v(m/s)


viscoso (água) zona de sucção 0.6-0.9
zona de descarga 1.5-2.5

Determinação do diâmetro:

 

 (2.150)

 


(2.151)

39
   

    
 
   (2.152)

Do apêndice A.5:

   
 

(2.153)


   (2.154)


   


  
    
(2.155)

Do apêndice A.5:

     
(2.156)

A altura H1 deve ser determinada tendo em conta dois factores:

- a superfície livre do tanque de alimentação deve estar acima


da bomba. Só assim é possível ferrar a bomba

a pressão na tubagem imediatamente antes da bomba deve ter


uma pressão superior ao
     
+Pvapor.
  

Dedução da equação para determinar H1:

 
 
       
  
(2.157)
  

equação de Bernoulli entre A e C:


     
 

  
  
    (2.158)


     



  
  
       (2.159)

40



       
       (2.160)

 
! 

 
 

  
     (2.161)

  
 
  
 

  
  

          
 (2.162)

      
 
   





   
 
      (2.163)

cálculo aproximado:

  
       


 

 
(2.164)



   
  (2.165)

Projecto da bomba
A equação de Bernoulli modificada entre os pontos A e B é a seguinte:

           
      
  

Como tanto como são iguais à pressão atmosférica e as ve-


   
locidades em A em e B são muito baixas:

     
   
 

após divisão por g, esta equação é equivalente a:

    

  

 


41
em que  

é igual à carga fornecida pela bomba,
 :


    

  


    
 

O termo do lado esquerdo
do sistema,
    é igual à perda de carga

   


Tanto

como
   são função do caudal:

    

 


é uma característica da bomba, a chamada curva carac-
 
 pode ser determinado pelo algoritmo

terística da bomba.
seguinte:

42
      
     


 
      
não  
 laminar?  

  

  
sim


 " 

   

  
    "       


 


"  

   

%     " 
   
  






 



            
  
  

             
"

"
  



       

  


43
As curvas características da instalação e das bombas estão repre-
sentadas na figura seguinte:

A figura é uma representação das curvas características das bom-


bas B1, B2, B3 ( a preto) e da instalação (a vermelho). Esta repre-
sentação mostra que:

a bomba B1 fornece uma carga que é, para qualquer caudal,


sempre inferior à perda de carga na instalação

para a bomba B2, a carga foneceida pela bomba iguala a carga


fornecida pela instalação para Q aproximadamente igual a 0.017

para a bomba B3, a carga foneceida pela bomba iguala a carga


fornecida pela instalação para Q aproximadamente igual a 0.026

A bomba B1 não é adequada porque nem caudais baixos consegue


bombar do tanque A para o B. Deve-se escolher a bomba B2 porque
é aquela que dá um caudal mais próximo do pretendido e porque ,
muito provavelmente, consome menos que a bomba B3.

44
Capítulo 3

Leitos fixos e fluidização

3.1 Nomenclatura

m diâmetro das partículas
&
porosidade
m raio hidráulico

m2 área superficial de uma partícula

  m3 volume de uma partícula

 m-1
m-1
área específica de uma partícula
razão entre a área total das partículas e o
volume total
 
Pa queda de pressão ao longo do leito
 
m altura do leito
 
m/s velocidade superficial


esfericidade

 m/s velocidade miníma de fluidização


&
porosidade inicial

m comprimento incial

 
  número de Reynolds
número de Reynolds minímo de fluidização

3.2 Formulário
Porosidade




& poros
(3.1)
total

área específica de uma partícula

45
 




(3.2)

razão entre a área total das partículas e o volume total

   
 &  (3.3)

relação entre a velocidade superficial e a velocidade intersticial

 &
(3.4)

esfericidade

  




(3.5)


em que

é o diâmetro da esfera com o mesmo volume da partícula.
??
equação de Ergun

 
 
   
 

  

 
  &   &

(3.6)

 &


&


equação de Ergun - esfericidade

    
 



 


  

 
  &   &

(3.7)
 
 &

 
&


Número de Reynolds - Ergun


 

 
(3.8)

 
& 

Força de arrasto

      


(3.9)

46
Número de Reynolds (arrasto)

  


 (3.10)

 laminar


    (3.11)

3.3 Perguntas teóricas - múltipla escolha



1 - Na equação de Ergun, o é a massa volúmica:
a) das partículas b) do fluido
2 -Qual é a relação entre a velocidade mínima de fluidização,  ,e
a velocidade terminal de uma partícula isolada:
a) 
 
b)   
c)  
d) 
 
e) 


3 -Um leito de partículas em que a massa volúmica das partículas é
500 kgm  , a  massa

volúmica do fluido é 1000 kgm  , a viscosidade
é 0.001Kgm  s  , a porosidade é 0.4, o diametro das partículas é
0.001 m e a velocidade superficial do fluido que sobe é 0.001 ms 
está:
a) fluidizado b) fixo
d) é arrastado

47
3.4 Problemas resolvidos
3.4.1 Exercício extra 3.v2
A coluna A contém partículas es- A B
féricas de diâmetro igual a 1 mm
e densidade igual a 2000 kg/m3 .
O peso total das partículas é igual          
a 1000 kg. A porosidade do leito
é 0.4. O diâmetro da coluna é v’ v’
igual a 0.5 m. A coluna B pos-   
sui apenas uma partícula igual às 
partículas da coluna A. Cada co-  
luna é atravessada por um deter- 
 L
minado caudal de água. Para a  
coluna A, determine: 

a) a altura do leito; 
b) a queda de pressão em função
da velocidade do fluido;
c) a velocidade mínima de fluidização;
d) a porosidade quando a velocidade é 3 vezes a velocidade mínima
de fluidização;
Responda ainda às seguintes questões:
e) A velocidade necessária para suspender a partícula na coluna B é
maior ou menor que a velocidade necessária para suspender todas
as partículas da coluna A?
f) A que velocidade é que a partícula da coluna B é arrastada com o
escoamento? E as partículas da coluna A?

a)

 total

 poros

 partículas (3.12)


   
 
poros partículas
(3.13)
total total



 

& partículas
(3.14)
total



 

& partículas
(3.15)
total

48
 


partículas &
(3.16)
total




partículas
 &
(3.17)
partículas c





partículas
    &
(3.18)
partículas  c


   partículas
(3.19)

 
   &
partículas  c

   
    

   
  

     m (3.20)

b)existe um ficheiro excel com a solução desta alínea


c)Velocidade mínima de fluidização

  
peso aparente do leito (3.21)

 
c



p
    c 


&  (3.22)

 


p
   


&  (3.23)

       

  

 
 
  

 &   &
p

   &
(3.24)

 &


&



 

   


 
 
 

  &  &
  p  
 &    
(3.25)

&


&


     
(3.26)

49
    

$   
   

  


 
  &      



&   
 
 (3.27)


      

 
$
     


    

 
  &
 



&   
 
 (3.28)
 

                     
p
 
 & 



     
(3.29)

 

   
    



   ms  (3.30)

d) Uma das formas possíveis de resolver este problema consiste em


considerar que a equação:

       

  

 
 
  

 &   &
p

   &
(3.31)

 &


&


é válida para leito fluidizado.

e)A velocidade superficial necessária para suspender as partículas


é maior na coluna B. Porquê?

f)Velocidade terminal

  Impulsão

Peso (3.32)

     


(3.33)

   

      
(3.34)

50


         (3.35)

laminar:





 
 

  

   (3.36)




     



 
  (3.37)

 

  
 


 
      (3.38)
 




     


 (3.39)

       
 (3.40)



   
   
   
 
  


    

ms  (3.41)


   
   


      
  
   
(3.42)

CD=0.5



         (3.43)



 
 

 

 (3.44)

51
  
     

 

   (3.45)


 
    
  (3.46)

    
   
    

       (3.47)





    
 


       (3.48)



    
  


  $    

 
   
(3.49)

CD=0.8

    
   
    

       (3.50)





   
 


       (3.51)



    
  


  $    

 
   
(3.52)

52
Capítulo 4

Transporte de calor

Nomenclatura
calor

K temperatura
h 
coeficiente de transferência de calor
A m área
U coeficiente global de transferência de calor
k condutividade térmica

número de Prandtl



número de Nusselt
  

capacidade calorífica
temperatura na parede

temperatura no fluido

4.1 Formulário
convecção

 #      
(4.1)

   
(4.2)

resistências em série






   #    #    (4.3)

53
número de Prandtl

  
 (4.4)

número de Nusselt

# 

 
 (4.5)

número de Peclet

       
 (4.6)

permutadores

      (4.7)

    
     
 
 

(4.8)

4.2 Peguntas teóricas - múltipla escolha


Considere o permutador de tubos concêntricos representado na
figura.

  
x

  
 
     
 

1 - O caudal no tubo interior relaciona-se com a velocidade no tubo


interior por:
a) b)
 


 
 

 

54
c) d)
   
 

2 - O caudal no tubo exterior relaciona-se com a velocidade no tubo


exterior por:
a) b)
    
   
  
   
  


c) d)

  

 
 
 

  
 
 

  

e)
 
  
    

3 - O número de Reynolds no tubo interior determina-se por:


a) b) c)
  
   
  
  
       
 

4 - O número de Reynolds no tubo exterior determina-se por:


a) b)
       
     

 
 
 


   

c) b)
 
    
     

 
 

   

5 - A taxa de calor transferido do tubo exterior para o tubo interior


   
na secção entre e + determina-se por:

55
a) b)
     
 
    
 
 
  
 

c) d)
 
    
       

  



6 - Dos conjuntos seguintes, quais os que violam a primeira lei da


termodinâmica? E quais os que violam a segunda lei da termod-
inâmica?
a)



  

     
 
  

  

b)



  

     
     

    
c)



  

     
     

   

d)



  

     
 
  

    
7 - Num espaço à temperatura ambiente, qual as condições de op-
eração é mais eficiente na prática?
a)
b)

 
       

     



 

c)



    

 

8- O calor tansportado por unidade de tempo pelo caudal para o


interior do volume de controlo infinitésimal determina-se por:

56
a) b)
 
   $


  
 $   

c)
 
   $   




   
9 - Se 
  e     
     , qual
 
é o perfil de temperaturas no
volume infinitésimal ente e ?
a)

 

b)

 

10 - O coeficiente global de transferência de calor determina-se por:

57
a) b)



 



 

   
   #    #      
#    #   

c)


  



   #    #   

11 -
  nas equações anteriores é igual a:
a) b)

 
    
     
       
  
 

c)


    
  

  

  

 


 
12 - nas equações anteriores é gual a:
a) b)

     
  
     


a) b)

    
      
  


13 - Dos números adimensionais seguintes, qual é: o número de


Prantl, o número de Nusselt e o número de Peclet:
a)
b) c)


# 
 



 

#
14 - Qual das correlações seguintes permite determinar para
regime laminar? E regime turbulento? Qual é a equação de Sieder

58
e Tate?
a)

 
  ml     #"  



 
 

  "

b)
 

  ma 
          #"   

  "
# 
15 - Como é que se determina a partir das equações anteriores?

a) Não é possível b) Considerando que o es-


comento no tubo exterior
é equivalente ao escoa-
mento num tubo normal com
 
diâmetro igual a

c) Considerando que o trans- d) Considerando que o trans-


porte de massa no tubo ex- porte de massa no tubo ex-
terior é equivalente ao trans- terior é equivalente ao esco-
porte de massa num tubo nor- mento num tubo normal com
mal com diâmetro igual a
 
 diâmetro igual a

 

16 - O calor transferido por unidade de tempo do tubo interior para
o tubo exterior pode ser determinado pela equação:
a) b)
            
  
    
 

c) d)
                 

17 - Das seguintes, quais são as unidade de taxa de transferência


de calor, do coeficiente de convecção, da capacidade calorífica e da
condutividade térmica?

a) W/m .K b) W
c) J/Kg.K d) W/m.k
18 - Dos valores seguintes, qual é: a massa volúmica da água, a vis-
cosidade da água, a capacidade calorífica da água, a condutividade

59
térmica da água e a condutividade térmica do aço (temperatura am-
biente, SI)?
a) 1000 b) 0.00086
c)54 d) 0.614
e) 4200
19 - Se
 for determinado a partir de valores de #
determinados
pela equação:

 
  ml     #"  




 
 

  "

relaciona-se com
 por:
a) b)
        
  
  
   

  
 

20 - Se

for determinado a partir de valores de
#
determinados
pela equação:

 

  ma 
          #"   

  "

relaciona-se com
 por:
a) b)
        
  
  
   

  


21 -Na equação:

 
  ml      #"  




 
 

  "

o número de Reynolds e o número de Prandtl são avaliados a que


temperatura:
a) de entrada b) de saída
c) média entre a entrada e a saídad) média entre o bulk e a parede
e) na parede

60
4.3 Problemas resolvidos
Extra5.v2
Considere o permutador de tubos concêntricos representado na
figura. O tubo interior tem diâmetro interno igual a 0.1 m e diâmetro
externo igual a 0.11 m e é alimentado por uma corrente de 0.01
 
m s  de água a
 . O tubo exterior tem diâmetro interno de

0.2 m e é alimentado por uma corrente de 0.02 m  de água a  .
Considere co-corrente.

  
x

  
 
     
 

Considere as propriedades da água à temperatura ambiente.



Se a temperatura à saída do tubo exterior for  determine:
a) o calor transferido através da parede do tubo interno;
b) a temperatura à saída do tubo interior;
c) a temperatura à saída de um permutador infinito;
d) o calor tranferido num permutador infinito;
e) a eficiência do permutador;
f) o número de Reynolds do tubo interno;
g) o número de Prandtl do tubo interno;
h) o número de Nusselt do tubo interno;
i) o coeficiente de transferência de calor para o tubo interno;
j)o número de Reynolds do tubo externo;
k)o número de Prandtl do tubo externo;
l)o número de Nusselt do tubo externo;
m)o coeficiente de tranferência de calor do tubo externo;
n)o perímetro médio logarítmico do tubo interno;
o)o coeficiente global de transferência de calor;
p)o comprimento do permutador;
q)a área do permutador.

As equações relevantes para resolver este problema são as seguintes:

61
 
  ml     #"  



 
 

  " (4.9)

      
 
 



 

    (4.10)    #   #    (4.11)
   

            
        
(4.12) (4.13)

     

 
 
 

    

   (4.14)   (4.15)

       
     
   (4.16)    (4.17)

#  #   

  
 

 (4.18)   (4.19)

     
   
    (4.20)    


(4.21)

 
    
     
  (4.22)
 

a)Os dados para a corrente do tubo exterior são conhcidos pelo que
o calor transferido pode ser determinado por:

  
        (4.23)


     
         
 


 
(4.24)

b)A temperatura à saída do tubo interior determina-se a partir do


balanço energético à corrente que passa nesse tubo:

62
  
                (4.25)

         
        (4.26)

     
   
      (4.27)


        
   

  (4.28)

 
 
         

  
(4.29)

   
 (4.30)

c) A temperatura à saída de um permutador infinito em co-corrente


determina-se a partir do facto de as temperaturas serem iguais no
tubo interno e no tubo externo. Sendo assim:

  
                 (4.31)

 
     
            (4.32)

 
              
   (4.33)

         
  
  
  (4.34)

    
      
 (4.35)

63
 

  


     
  

     (4.36)

d) Se o permutador for de co-corrente, o calor máximo transferido


determina-se a partir da temperatura de saída obtida na alínea an-
terior:

  
        (4.37)


               





(4.38)

Se o permutador fosse de contra-corrente, o calor máximo determina-


se por:


$       
     (4.39)

em que

   
  

  (4.40)

logo:


$ 
     
  
      








(4.41)

e)A eficiência determinase por:

   
        
&

$
         % 

 
(4.42)

  
       
       % 

&
 (4.43)

    
 
 

&
    
 (4.44)


   %

64
        
    
&
  

         (4.45)

f) O número de Reynolds para o tubo interno determina-se por:

 
   
 
   (4.46)


   



   
 

    
(4.47)

 
g)O número de Prandtl do tubo interno determina-se por:

   



 
  
    
"    #
  (4.48)

h)O número de Nusselt do tubo interno determina-se por:



       
 
  #"
 (4.49)



      

 

    

#"

  
(4.50)

i)O coeficiente de transferência de calor para o tubo interno determina-


se a partir da definição de Nusselt:

  
# 
 
 (4.51)

# 
     
(4.52)

   #

#  
 

        
(4.53)
  

j) O número de Reynolds do tubo interno determina-se a partir do


diâmetro hidrâulico:

65

   área molhada
 perímetro molhado
(4.54)

       
      
       
       
  
     (4.55)
 
   
   
  
    
    

 
 
 


    (4.56)

  
 
  
     
     (4.57)
 
 
  
    
   
  

   

 
    

 
      (4.58)

  

k)O número de Prandtl do tubo externo é igual ao do tubo interno:

   


(4.59)

l) O número de Nusselt do tubo externo determina-se por:



       
 
  #"
 (4.60)


         

      

#"

 
(4.61)

m) O coeficiente de transferência de calor para o tubo externo determina-


se a partir da definição de Nusselt:

  
#   
 
  (4.62)

#  
     
 
   (4.63)

66
   #


#  
    

 


   
   (4.64)

n) O produto do coeficiente global pelo perímetro determina-se pantindo


da equação seguinte:



 

  
 

  #       #     (4.65)



 

  
 

 #     #    (4.66)

O perímetro médio logarítmico determina-se partindo da equação


seguinte:

 
    
     
  
  
 

(4.67)

 



     
   
   
     

     (4.68)
     



  


   
  
    
     


 
(4.69)

  

  
    
 


 (4.70)

 
  


(4.71)
  

p)Determinação do comprimento:

  
  
  


    (4.72)
 


  
  


   
    (4.73)

 
67

      



   
 
         
        


 (4.74)

q) Determinação da área:

      



  


    (4.75)

Extra6
Considere o permutador de tubos concêntricos representado na
figura. O tubo interior tem diâmetro interno igual a 0.1 m e diâmetro
externo igual a 0.11 m e é alimentado por uma corrente de 0.01
 
m s  de água a
 . O tubo exterior tem diâmetro interno de

0.2 m e é alimentado por uma corrente de 0.02 m  de água a  .
Considere contra-corrente.
Considere as propriedades da água à temperatura ambiente.

  
x

  
 
     
 

Se a área do permetudor for 30 m , determine:
a) o   (livro, página 273);
b) o 
$
(livro, página 273);
c) o 
$
(livro, página 273);
d) a eficiência do permutador(livro, página 274);
e) o calor transferido;
f) as temperaturas à saída do permutador.

   
  

  (4.76) 
$  
   
  (4.77)


   $    
    (4.78)

68
 
    
 
 



   

 
      
 
 
&
(4.79)

  
 
 




 




&
  (4.80)

69
Capítulo 5

Filtração

5.1 Nomenclatura
  %
queda de pressão através do bolo
  constante da equação de Carman-Kozeny
velocidade superficial

espessura do bolo de filtrado

área superficial das partículas por unidade
 de massa

área do filtro
&


porosidade do bolo
volume de filtrado




 concentração de partículas na suspensão
resistência do filtro


constante

volume de filtrado necessário para criar
um bolo com uma resistência equivalente
à do filtro

massa de partículas retidas no bolo

5.2 Teoria
Durante o processo de filtração as partículas acumulam-se à super-
fcie do filtro formando um bolo cuja espessura aumenta à medida
que o processo decorre. Para determinar o volume de filtrado em
função do tempo é necessário partir da equação de perda de carga
através do bolo de filtrado:

    


 %
    &
 &  (5.1)


70
A velocidade superficial de filtrado relaciona-se com o volume de
filtrado acumulado pela equação:

 


 (5.2)

e a espessura do bolo pela equação:

 


&   
  &   
(5.3)

  


 
  (5.4)


& & 

A velocidade superficial pode ser obtida da equação de perda de


carga:

  % &
  
   (5.5)

 
 &
 

  % &
  % 
    
 %     


&    (5.6)
  
como


 &    &  
(5.7)



     
       %  

  % &

     

(5.8)






  

      % 
  %

 
   (5.9)





  



 %
%  
 (5.10)

71
em que:



 &  
  (5.11)
 &


Para o filtro:





  

 


 (5.12)

Como o bolo e o filtro estão em série:



    
 
  %  
 
  (5.13)

ou:



   %    



  
 (5.14)

Filtração a pressão constante:


     
  
  %  
 
  (5.15)


 
 %    
 

     (5.16)


 
 %    
 
   
    

         
   (5.17)




 "
 
(5.18)

   

     (5.19)

    
   (5.20)

72
Após integração:

 "
  
 (5.21)

Como determinar as constantes:


 "
 
(5.22)

5.3 Perguntas teóricas - múltipla escolha


Extra 7
Uma suspensão de partículas de
e massa volúmica 

diâmetro
está a ser filtrada com um filtro

de área
mento


e resistência ao escoa-
. A viscosidade do flu-
ido é  . O bolo de filtração tem

espessura e porosidade & .
1 - A queda de pressão através do bolo em regime laminar determina-
se por:
a)
   
 
    
 &  
   


 &
(5.23)
 &  &
 

b) c)
        


 
 % 
    &
 
  &
 &  (5.24) 
& (5.25)
 

d)

  



 
  &
(5.26)

 &


2 - A partir da equação anterior é possível obter uma equação para


a velocidade superficial. Qual?
a) b)

 
  % &  
 
   
 &   
 
&  (5.27)  %  (5.28)

 
 &
  


73
c)
  % &
  
   (5.29)

 
   &


3 - A velocidade superficial relaciona-se com a área do filtro, ,e
com o caudal de suspensão tratada, , por qual equação:
a) b)
   
(5.30) & (5.31)

c) d)
  

 &  (5.32) (5.33)


4 - O caudal de suspensão tratada, , relaciona-se com o volume
total tratado ( ) ao fim de um tempo por qual equação:
a) b)


  (5.34)   
(5.35)

c) d)

 

  (5.36)   

(5.37)

5 - Um balanço material permite relacionar a massa de sólidos no
bolo com a massa de sólidos na suspensão inicial. Este balanço é
expresso por uma das equações seguintes em que o lado esquerdo
representa a massa de partículas acumuladas no bolo e o lado di-
reito representa a massa de partículas na suspensão inicial. Qual é
essa equação?
a) b)
    
 (5.38)
 


&   
 (5.39)

c) d)
 


&   
  &   
(5.40)

  &      


&  (5.41)

6 - A partir da equação anterior é possível obter uma equação para

74
a espessura do bolo. Qual?
a) b)
 




 & 
& 
 
(5.42)
 

 &


 
 &   (5.43)

c) d)




&   &  
  

 
(5.44)    (5.45)


 & & 

7 - A derivado do volume de filtrado em ordem ao tempo determina-


se pela equação:





  



%
 %

  (5.46)

A que é igual  , a resistência específica do bolo de filtração?


a) b)

  &
 


&  


 
&   (5.47) 
 &  (5.48)
 

c) d)



 &   


 &  

& 
 
(5.49) (5.50)
 &



8 - Para chegar à equação



     


%
 %

  (5.51)

que simplificação foi necessário fazer? Essa simplificação é plausível?


Porquê?
9 - A queda de pressão através do filtro verifica qual equação?
a) b)
     
 & 
 
  



 &   
(5.52)  (5.53)
 & &
 

75
c) d)
  
  

   (5.54)
  



   (5.55)

10 - As resistências ao escoamento do bolo e do filtro são resistên-


cias:
a) em paralelo
b) em série

  
d) independentes
11-A resposta à pergunta anterior permite relacionar com as
propriedades do bolo e do filtro. Obtém-se que equação?
a) b)

   
 

   
 
    

%
 
 
 (5.56)   

 %  
  (5.57)

d)
c)


   %    



  
  %

   
(5.59)
 
%   
    (5.58)  

 


 
12 - A equação solução da pergunta anterior é equivalente à equação:


       
 
 
%
 

 (5.60)

Qual é o significado de  
?
b) volume de filtrado necessário
a) volume do filtro para criar um bolo com uma re-
sistência equivalente à do filtro
c) volume de filtrado com a
mesma massa do filtro
13 - A massa total de partículas acumuladas no bolo é igual a:
a) b)
    
(5.61)
  
 (5.62)

14 - Porque é que  pode variar com a queda de pressão? Qual é a


relação entre a compressibilidade do bolo e  ? Para que servem as
equações seguintes?

76
    

 
(5.63)


   
     
 (5.64)

15 - Que truque é que se usa para integrar a equação:


   
 
    

%  
  
 (5.65)

16 - A equação


   

   

    
   (5.66)

é equivalente à equação:




 "
 
(5.67)

em que
 está relacionado com as propriedades do bolo:


   

     (5.68)

e B está relacionado com as propriedades do filtro:

    
   (5.69)

Após integração obtém-se:


a) b)
 
  
 
(5.70)
 
   
 (5.71)

c)

 

  

 (5.72)

77
 
17 - Se se pretender determinar e a partir de resultados exper-
imentais de volume de filtrado e do tempo de filtração, utiliza-se a
equação:
a) b)



    

 (5.73)
 

 

 (5.74)

c)
   
 (5.75)

18 - Os resultados experimentais quando representados em gráfico


têm o aspecto seguinte:




A que é igual o declive e a odenada na origem no gráfico?

Extra 7.cont

19 - Em filtros em que o percurso do líquido de lavagem é igual ao


percurso do filtrado, como se determina o caudal de lavagem?
a) b)

     
(5.76)       (5.77)

c) d)

   

    

(5.78)
 

 (5.79)

20 - Qual das figuras seguintes representa o percurso do filtrado


num filtro de prensa e qual representa o percurso do líquido de
lavagem?

78
a)











b)










21 - A área de filtração num filtro de prensa é:
a) 1/2 da área de lavagem b) 2 vezes a área de lavagem
c) 1/4 da área de lavagem d) 4 vezes a área de lavagem

22 - A espessura final do bolo num filtro de prensa é:


a) 1/2 da espessura per-
b) 2 vezes a espessura percorrida
corrida pelo fluido de
pelo fluido de lavagem
lavagem

23 - Num filtro de prensa, a razão entre o valor de B para filtração


e o valor de B para lavagem é de:
a) 1/2 b) 2
c) 1/4 d) 4

24 - Num filtro de prensa, a razão entre o valor de para filtração

e o valor de para lavagem é de:
a) 1/2 b) 2
c) 1/4 d) 4

79
25 - Em filtros de prensa, como se determina o caudal de lavagem?
a) b)
  
   
 (5.80)  
  
(5.81)

c) d)

  
      

  (5.82)    (5.83)

26 - Em filtros de prensa, o tempo de lavagem determina-se por?


a) b)

 
     
(5.84)         
(5.85)  
c) d)

   
       
   (5.86) 
     (5.87)

80
27 - O tempo de um ciclo de filtração determina-se por:
a)

% %
    

 


 (5.88)

b)



  

% %
   
     

 
(5.89)

c)



% %
  


 (5.90)

d)
% %
  
%


  



(5.91)

28 - O caudal médio de um ciclo de filtração determina-se por:


a)

  
  





  
  (5.92)

b)

  
   





  
 
 
   

  (5.93)

c)

     


  

 
 


%




(5.94)

d)

  
  





  
         
(5.95)

81
29 - Considere o gráfico seguinte, o qual representa o volume de
filtrado em função do tempo durante a filtração:


V


-t t t

a) O que representa ?
b)O que representa o declive da recta que passa por  ?
c)O que representa ?
d)O que representa  ?

5.4 Problemas resolvidos

5.4.1 Filtração a pressão constante


Res.14.2-1, pp. 810
Dados de filtração laboratorial de uma suspensão de CaCO3 em

água a 298.2 K obtidos sob pressão constante (-  ) de 338 kPa
são os indicados

na tabela. A área do filtro prensa utilizado era de

0.0439 m e a concentração da suspensão c =23.47 kg/m3. Calcule
as constantes a e Rm.

  
 

   

  



   

 


  

    
      

 

  
                


    







  
  

 






 
    

  


Do gráfico de
    
 
  em função de  , determina-se:

 
   
 
Como:

82

   

     (5.96)

então:

  
   
  (5.97)

         
para T=25  C,  "
    . Logo:

 

       



   



 

  

(5.98)

como:

    
   (5.99)

então:

 


   
 (5.100)


 
 

 
   
   
  


  
 (5.101)

Res. 14.2-2, pp.811


A suspensão do problema anterior R.14.2-1 vai ser filtrada num
filtro prensa com 20 caixilhos de 0.873m2 cada caixilho. Vai usar-
se a mesma pressão do ensaio. Supondo que o bolo tem as mesmas
propriedades antes determinadas e a mesma tela filtrante, calcule
o tempo necessário para recuperar 3.37m3 de filtrado. [t = 269.7s]

  
       



 


(5.102)
 


    
 
 
    (5.103)

83
   
 
 

   
  

     (5.104)

 
 %   
 %     


 
 

(5.105)
  




 
     
 
(5.106)

   

 

    

    (5.107)


O tempo de filtração determina-se pela equação:



  
 (5.108)

  
  

    
        
   s (5.109)

5.4.2 Optimização e lavagem


Res. 14.2-3, pp.813
No final do ciclo de filtração do problema anterior R.14.2-2 em que
se recolhe 3.37 m3 durante 269.7 s. O bolo é lavado por uma cor-
rente de água que atravessa todo o bolo em cada caixilho, utilizando
10% do volume de filtrado.
a. Calcule o tempo de lavagem e o tempo total do ciclo se a limpeza
do filtro demorar 20min. [Resp. tlav=194 s; tciclo=27.73 min]
b. Calcule o ciclo óptimo de filtração.
O caudal de lavagem num filtro de prensa é dado por:

  


"
  
 (5.110)

 
 

    


"
  

 

  
(5.111)

84
 
 

 
   
        
  


    
 

 (5.112)



 
 

       
 

  
  
    
% %
  (5.113)

Res 14.2-3, b)
Solução analítica


    
 

  


% %
  (5.114)



% %
     
   
 
   
(5.115)

% %
  

  
"   

  
 

(5.116)

     (5.117)
 % %


   
 

            

(5.118)


   
 
 
    
  

  
  



  
   
  

  
  

   
   
  

   

    (5.119)
          




   
   
 
     
 

 


 "

 


  
"   

  
  
(5.120)

85
   
        
 

 

 
 

 (5.121)

 
 
     (5.122)

86
Bibliography

[Geankoplis] Geankoplis, C.J., 1993. "Transport Processes and


Unit Operations, 3rd ed.", Prentice Hall International,
Inc., New Jersey, USA

[Foust] Foust, A.S., et al., 1960."Principles of Unit Opera-


tiosn", John Wiley.

[McCabe] McCabe, W.L., Smith, J.C., Harriot, P., 1993


(2001). "Unit Operations of Chemical Engineering, 5th
(6th)ed.", McGraw Hill, N.Y., USA.

[Coulson] Coulson, Richardson, 1993. "Engenharia Química,


vol.1", Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa.

[Perry] Perry, R.H., Green, D.W., Maloney, J.O., eds., 1991.


"Perry´s Chemical Engineering Handbook, 7th ed.,
McGraw Hill, N.Y., USA.

87