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CULTURA, INDIVÍDUO E SOCIEDADE.

Cultura: Forma comum e aprendida da vida, que compartilham os membros de uma sociedade, e que consta da
totalidade dos instrumentos, técnicas, instituições, atitudes, crenças motivações e sistemas de valores que o grupo
conhece (Foster).
Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização. É a
herança que determinada sociedade transmite a seus membros através da educação sistemática e da convivência
social. Portanto, fazem parte da cultura de um povo as seguintes atividades e manifestações: música, teatro, rituais
religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, danças, arquitetura, invenções, pensamentos, formas de
organização social, etc.
O conceito de cultura é bastante complexo. Em uma visão antropológica, podemos o definir como a rede de
significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto
de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, entre outros.
A cultura em si, é aquilo que faz com que o Homem seja aquilo que é numa sociedade específica e num tempo próprio.
Falar de cultura é, essencialmente, falar do Homem, das suas faculdades, do seu desenvolvimento da sua maneira de
ver e entender o cosmos, de compreender o sobrenatural. A cultura é o desejo permanente e incessante do Homem se
conhecer, crescer no mundo e escrever a história.
A palavra cultura pode, também, exprimir a totalidade, ou uma parte do pensamento e das ações que distinguem uma
sociedade de outras. Assim, podemos dizer que o fator cultural na vida dos povos, é o que de mais essencial faz
perpetuar a sua maneira de ser e de estar no mundo. Deste modo, podemos afirmar que há uma pluralidade de
culturas que convivem em diferentes tempos e lugares.
Por fim, ressaltando, todos os seres humanos têm cultura, e que a cultura não é inata nas pessoas, mas é adquirida na
convivência em grupo. E o lugar ideal para a aquisição, desenvolvimento e conscientização da importância da cultura,
ainda é a escola. Nela alunos e professores trocam experiências, vivências e singularidades. Convivem diariamente
com as diferenças e praticam a “inclusão cultural”. 
Sociedade: Estrutura formada pelos grupos principais, ligados entre si, considerados como uma unidade e participando
todos de uma cultura comum (Fischer).
A sociedade é um conjunto de pessoas que compartilham ideias, costumes, vontades, preocupações, e que interagem
entre si constituindo uma comunidade, que pode ser formada por membros da família ou também por pessoas
próximas, unidas por esse conjunto. Ela pode ser constituída por pessoas com semelhanças étnicas, culturais,
religiosas e até mesmo políticas.
Pessoas de diferentes nações (como por exemplo, vindas de outro país formam sociedades, que muitas vezes são
fechadas entre si) unidas por suas tradições, crenças e ideais também são chamadas de sociedade.
Por fim, a sociedade é um conjunto de indivíduos que partilham uma cultura com suas maneiras de estar na vida e os
seus fins, e que interagem entre si para formar uma comunidade. Embora as sociedades mais desenvolvidas sejam as
humanas, também existem as sociedades animais.
Indivíduo por sua vez, podemos definir como pessoas de diferentes sociedades, culturas, etnias, crenças e de classes
sociais totalmente desiguais, mas que conseguem de uma forma ou de outra convive entre si, sendo no trabalho, como
chefes e ou empregados, ou no próprio meio em que vivem, por terem uma desigualdade muito grande de situação
financeira. Enquanto alguns vivem em verdadeiras mansões, outros estão morando em casebres sem a menor
infraestrutura necessária, ou até mesmo debaixo de pontes sem ter muitas vezes nem alimentação necessária.
TRABALHO, CONSUMO E SOCIEDADE.
O ser humano vivia em uma época pouco questionada, onde simplesmente as pessoas faziam as coisas pelo simples
fato de estarem fazendo o que lhes era pedido, ordenado, ensinado sem nem terem a noção para que servia ou porque
era feito. Esta época era o período onde o surgimento das maquinas aquecia a indústria mecânica e por este fato o
trabalho mecânico começava em forte escala e consequentemente exigindo mais de seus funcionários a produtividade
cada vez mais acelerada, para isso
Etapa I 
Cultura Indivíduo e Sociedade

Indivíduo é o exemplar de uma espécie qualquer, orgânica ou inorgânica, que constitui uma unidade distinta,ou seja,
cada um dos componentes de uma espécie. Sociedade é um sistema de inter-relações que envolvem os indivíduos
coletivamente. O que une as sociedades é o fato de os seus membros se organizarem em relações sociais
estruturadas segundo uma única cultura, isto é, o que chamamos de socialização. Como vimos anteriormente,
socialização é o processo através do qual os membros da sociedade aprendem o modo de vida do grupo em que
vivem. O homem desde tempos remotos sempre viveu em grupos, por isso que podemos afirmar que a vida em grupo
que transforma o animal homem em seres humanos, sem contato com os seres humanos dificilmente o homem
desenvolve característica que chamamos humanas. Podemos afirmar que o grupo social, a sociedade, precede o
individuo, sendo o ser humano um produto da interação social. Esta claro que esta afirmação é uma visão dentro do
campo da sociologia, não existindo nem ai uma concordância de todos cientistas.Todos nós nascemos dentro de um
grupo este nos dotará os mesmos traços sociais ali existentes.Chegamos a conclusão que ao nascermos, possuímos
apenas potencialidades para nos tornarmos humanos. Podemos definir Socialização como sendo a aquisição das
maneiras de agir, pensar e sentir próprias dos grupos, da sociedade ou da civilização em que vivemos. Esse processo
tem inicio no momento em que nascemos e continua ao longo de toda a nossa vida.
A socialização do individuo numa dada sociedade permite que ele adquira uma personalidade própria, que os
diferenciará dos demais e ao mesmo tempo identificara com seu grupo social.O processo de socialização é um
processo profundamente cultural, no sentido da definição de que a cultura é tudo que é socialmente aprendido e
partilhado pelos membros da sociedade – incluindo conhecimento, crenças, arte, moral, costumes e outras
capacidades hábitos adquiridos pelos indivíduos em sociedade. Entre os principais agentes da socialização podemos
identificar cinco: a família, a escola, os grupos de status, os meios de comunicação e os grupos de referencia.
A família é o principal agente da socialização no qual o individuo é influenciado ao nascer, e mantém essa influencia
durante uma forma significativa parte da sua vida. Os estilos de relacionamento nas famílias variam da classe social,
grupos culturais diversos.
A escola transmite às crianças a experiência de lidar com uma grande organização, onde as relações sociais são
diferentes daquelas encontradas no núcleo familiar.
Os grupos de status aumentam sua importância para o processo de socialização com avanço da idade do individuo.
Pequenos grupos com a mesma faixa de idade são fundamentais no processo de socialização dos adolescentes, onde
eles têm a oportunidade de testar o que aprenderam com os adultos, tendo o apoio do grupo para desenvolver
atividades alternativas, como por exemplo, aprendem gestos, gostos por determinadas coisas, um linguajar próprio,
algum tipo de consumo etc.
Meios de comunicação de massa – particularmente a televisão onde há evidencia de que a violência estimula o
comportamento agressivo e senas de sexo consolidam uma relação de exploração do homem em relação à mulher.
Por outro lado são incentivados comportamentos positivos, por exemplo aqueles voltados para preocupações sociais e
ambientais. Cultura é o conjunto de características humanas que não são inatas, e que se criam e se preservam ou
aprimoram através da comunicação e cooperação entre indivíduos em sociedade. Um dos processos mais importantes
que ocorre com o ser humano é a continua aquisição de novas maneiras de agir, pensar, comportar, são hábitos e
costumes que vão se consolidando ao longo dos tempos de tal modo nos indivíduos que passam a serem
considerados comportamentos naturais. Por hora é suficiente definir cultura como a maneira de viver de uma
sociedade compreendendo inúmeros fatores ligados ao comportamento dos indivíduos. Mas entre os fatores
comportamentais que difere uma sociedade há sempre fatores em comum entre eles. A cultura, como um todo,
proporciona aos membros de uma sociedade um guia indispensável em todos os campos da vida e sem ela os seus
membros estariam impossibilitados de ser eficientes, esse é o pré-requisito em todo tipo de vida social organizada. A
existência de padrões culturais é necessária tanto para o funcionamento de qualquer sociedade, como para sua
conservação, isto é , o sistema de organização é, em si, um aspecto da cultura.
A palavra cultura na linguagem cotidiana é empregada com vários significados. Ora significa erudição, grande soma de
conhecimentos, quando, por exemplo, se diz que, “o indivíduo não tem cultura”, ora significa certo tipo de realização
humana, como a arte, a ciência, a filosofia. Já o sentido sociológico desta palavra, no entanto, tão amplo que não
exclui nenhum desses significados. A linguagem sociológica define a palavra como toda criação que resulta da criação
humana. A cultura, compreende todas as elaborações resultantes das “capacidades adquiridas pelo homem como
integrante da sociedade”, pois a mesma não decorre da herança biológica do homem, mas de capacidades por ele
desenvolvidas através do convívio social.
Só o homem possui cultura. Todos os homens possuem cultura, no sentido de que, vivendo em sociedade, participam
de alguma cultura. Ao contrário do que se afirma na linguagem vulgar, quando se diz que algum individuo não tem
cultura, a cultura não é exclusiva das pessoas letradas, já que qualquer individuo normalmente socializado participa
dos costumes, das crenças e de algum tipo de conhecimento da sua sociedade.
Seguindo este raciocínio, podemos afirmar que todas as sociedades, e não apenas as que possuem escritas, têm uma
cultura. Tanto a mais simples e isolada sociedade tribal quanto a mais complexa sociedade urbano‐industrial possui
cultura. A cultura seria então o modo de vida próprio de cada povo. Ela é o fundamento da sociedade e o que distingue
o homem dos animais não humanos. Cada povo, cada sociedade tem sua cultura, o que equivale dizer, seu modo de
vida.
Percebemos que a discussão precedente a respeito da ênfase da sociedade e da cultura se formou a partir da
passividade do indivíduo e como este é moldado por fatores culturais e sociais. Chegamos à conclusão que o ser
humano da nossa época é iguais os dos antepassados, o que caracteriza como diferente é simplesmente certos
fatores sociais que foram inseridos na cultura, que com que esses indivíduos tomassem novas maneiras de
comportamentos, por exemplo: drogas, vulgarização do sexo, violência etc. Para reverter esse quadro é preciso investir
nos principais agentes da socialização, os quais são responsáveis diretamente na formação do individuo.

Etapa II
O FILME (passo I,II,)
No filme "A classe operária vai ao paraíso” relata a historia de um operário consumido pelo capital e cujo trabalho
estranhado consome sua vida. A fábrica adota sistema de quotas (metas) que intensifica a produção.O operário é
hostilizado pelos outros companheiros de chão de fábrica. Após perder um dedo na máquina,ele adota uma atitude
critica ao modelo de exploração, confrontando a gerencia. Os operários (situação e oposição sindical) não concordam
com as quotas. Após uma greve, Lulu é demitido. Depois de negociações, ele consegue ser readmitido na fábrica,
voltando à linha de produção e reintegrando-se ao coletivo de trabalho. Por conta da mobilização operária, o sistema
de cotas é revisto pela direção da fábrica. Deste modo, podemos caracterizar a analise critica do filme a partir de dois
importantes assuntos: primeiro, produção de mais-valia relativa (inovação técnico-organizacional do capital),
desvalorização da força de trabalho como mercadoria, degradação do trabalho vivo (saúde do trabalhador) e
resistência contingente e necessária do proletariado. Segundo, capital consome trabalho vivo e trabalho estranhado
consome vida. Os dois eixos explicativos da estrutura narrativa do filme constituem os traços essenciais do que seria a
precarização do trabalho no capitalismo global.O filme responde uma pergunta que ecoava na época: Pra onde estava
indo a classe trabalhadora? – Podemos destacar com clareza no enredo do filme a resposta seria a seguinte: vai
depender da própria classe trabalhadora, do despertar ou não de sua consciência de classe. 
Os fatores

trabalho, consumo e Sociedade são característica predominante no mundo capitalista que predomina até os dias de
hoje.
O trabalho é dividido em diversos setores: Setor primário: agricultura, pecuária e extrativismo. Setor secundário:
indústria de transformação e construção civil e setor terciário: prestação de serviços e comércio.
O consumo, na sociedade atual, tem a função de movimentar a economia reafirmando o capitalismo enquanto modelo
econômico, o que torna esse tema uma questão importante e contraditória para os empreendimentos de economia
solidária. Esta pesquisa teve por objetivo compreender os sentidos atribuídos ao consumo pelos sujeitos inseridos em
empreendimentos, tendo em vista sua inserção no sistema tradicional de economia capitalista. Aprendemos que as
conquistas obtidas só sairão do papel através de muita luta e sofrimento e que a solução vai além da problemática de
um único individuo, mas envolve a totalidade dos seres humanos submetidos ao capitalismo.
É notório que hoje em dia, desde criança, cada indivíduo da atual sociedade urbana é direcionado, motivado e
influenciado em seu desenvolvimento tendo em vista, de alguma forma, as características do mercado de trabalho e as
estruturas do consumo próprias da nossa sociedade. Por exemplo, a escolha da formação escolar, as opções de
aquisição de conhecimentos, a valorização e a carga simbólica emprestada a determinadas atividades, instituições,

profissões e marcas de produtos e serviços, tudo isso está inserido numa enorme engrenagem que mantém em
funcionamento o sistema político-econômico capitalista neoliberal globalizado que nos envolve. Além disso, esses
direcionamentos aparentemente inofensivos apresentam, em algum grau, um incentivo mais ou menos explícito à
manutenção do jogo da concorrência empresarial, da competitividade dos espaços de trabalho, da elevação dos
padrões e da quantidade de consumo, entre outras coisas. Trabalho e consumo, na nossa sociedade, possuem
características interdependentes.

Nessa esteira, quando se fala aqui do trabalho e do consumo envolvidos no funcionamento da organização social
pautada no atual modelo político-econômico, não se trata de qualquer trabalho e de qualquer consumo. Há um modelo
de trabalho e um padrão de consumo bem delimitado, com características próprias e de contornos relativamente
precisos, segundo a nossa sociedade se organiza, se desenvolve e se compreende. O trabalho e o consumo a que me
refiro aqui são diferentes, por exemplo, do trabalho praticado entre comunidades rurais mais tradicionais em que
prevalece a base de troca de mercadorias e de serviços, em que a agricultura de subsistência ou com mínima
produção de excedente ainda é forte e em que o mercado é exercido de modo marcadamente local, com predomínio
de produtos de origem regional, baixo nível de processamento e industrialização, constância de padrões de consumo,

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