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Índice

Preâmbulo

Estrutura do ensino/formação

Direitos e Deveres do Professor

Sessões de formação

Medidas Educativas Disciplinares

Natureza das faltas

Avaliação

Regime de progressão

Procedimentos e documentação da responsabilidade do professor


Não saibas: imagina...
Deixa falar o mestre, e devaneia...
A velhice é que sabe, e apenas sabe
Que o mar não cabe
Na poça que a inocência abre na areia.

Sonha!
Inventa um alfabeto
De ilusões...
Um a-bê-cê secreto
Que soletres à margem das lições...

Voa pela janela


De encontro a qualquer sol que te sorria!
Asas? Não são precisas:
Vais ao colo das brisas,
Aias da fantasia...

Miguel Torga, Diário IX


Ao novo colaborador

Bem-vindo,
Acolher um novo elemento é, acima de tudo, fornecer-lhe as melhores
condições de integração para que, o mais rapidamente possível, se sinta membro
desta instituição.
Este manual foi elaborado a pensar em si, para que possa vivenciar plenamente
a nossa escola.
É nossa intenção facultar-lhe uma imagem, o mais aproximadamente possível,
deste estabelecimento de ensino e prestar-lhe todas as informações que possam
contribuir para que a sua actividade na Epralima seja pautada por um bom
desempenho. Sem pretender ser exaustivo, este Manual de Acolhimento deve ser
encarado como um guia de funcionamento, dispondo de um conjunto de informações
que o auxiliará no seu dia-a-dia.
As dúvidas que possam surgir-lhe após a leitura deste documento devem ser,
preferencialmente, colocadas ao Coordenador da Área Disciplinar, ao Director de
Turma e/ou Director de Curso, à Direcção Pedagógica ou aos Serviços Administrativos.
Deste modo, damos-lhe as boas vindas e desejamos-lhe o maior sucesso nesta
Instituição cujo lema é e sempre será “Mais e Melhor Educação”.

A Direcção
Preâmbulo

Na sequência da publicação do Decreto/Lei 4/98, de 8/01, que constituiu um


enquadramento legislativo para as escolas profissionais surgiu o projecto educacional:
a Epralima – Escola Profissional do Alto Lima, C.I.P.R.L.
Constituída por escritura pública, em 7 de Janeiro de 1999, a nova escola, que
apresentava como promotores instituições profundamente solidificadas no contexto
social, económico, cultural e local, as Câmaras Municipais de Arcos de Valdevez e
Ponte da Barca, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alto Minho, a Associação
Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, o Centro Cultural Frei
Agostinho da Cruz e Diogo Bernardes e o Grupo de Estudos do Património Arcuense,
alicerçou-se sob o regime cooperativo e definiu como sua área de influência o espaço
geográfico do Vale do Lima. Surgira, na sequência do diagnóstico então efectivado
pelos promotores da Escola Profissional do Alto Minho – Câmaras Municipais de Arcos
de Valdevez, Ponte da Barca, Paredes de Coura, Melgaço e Parque Nacional Peneda
Gerês, os quais, independentemente das virtualidades do projecto, identificavam um
conjunto de factores que apontavam para múltiplos constrangimentos quer
administrativos quer pedagógicos, optando, assim, pela criação de duas novas
estruturas, uma (a ADEMINHO) circunscrita ao Vale do Minho e outra ao Vale do Lima
(a Epralima).
A Escola Profissional do Alto Lima (Epralima) visa continuar a perseguir os
pressupostos essenciais por que se regeu a EPRAMI – formação técnica e prática dos
quadros médios com cursos predominantemente orientados para áreas de incidência
nos recursos endógenos da região, procurando a fixação local dos jovens que
experimentavam um abandono precoce do ensino escolar, perseguindo, agora, uma
maior contextualização local dos planos educativos e uma maior
responsabilização/flexibilização na gestão por parte da entidade proprietária.
As alterações vividas pela sociedade nas últimas décadas exigem a adopção de
posturas educativas dinâmicas e inovadoras que conduzam a formas de actuação mais
activas e eficazes. O quadro de Gestão e Administração das Escolas do Ensino Básico e
Secundário, expresso no Decreto-Lei nº 115/A-98, de 4 de Maio, complementado pela
Lei nº 24/99, de 22 de Abril, implica exigências e mudanças nos processos de ensino e
aprendizagem. A autonomia e a abertura da Escola à comunidade implicam a prática
do diálogo no quotidiano da Escola e entre esta e outras instituições, tornando
necessária uma participação mais empenhada dos alunos, dos professores, dos
funcionários e dos encarregados de educação.
Para a construção do presente documento contribuíram os Projectos Educativos que
desde 1999 foram sucessivamente elaborados e as propostas de mudança expressas
na contribuição participada de todos os sectores que constituem a escola.
A construção de um novo projecto educativo não poderia deixar de alicerçar-se numa
análise ponderada e participada por toda a comunidade educativa sobre os objectivos
então delineados e a respectiva concretização. No âmbito pedagógico, a instituição das
figuras do Director de Curso e do Director de Turma (com novas competências e
visando um mais eficaz acompanhamento da vida escolar dos formandos, sua
integração na escola e no mundo do trabalho e ligação às respectivas famílias) e a
criação dos cargos de Coordenador dos Directores de Curso, Coordenador dos
Directores de Turma, Coordenador dos CEF, Coordenador do Plano Anual de
Actividades e Coordenadores Disciplinares (integrando os novos membros internos e
externos à escola, perseguindo uma mais forte interacção com a sociedade e o tecido
empresarial), relevam a permanente atenção dada à ligação que desejamos cada vez
mais indelével, entre alunos/escola e escola/sociedade.
No que concerne à reorganização dos serviços, a Epralima implementou um Sistema
de Gestão de Qualidade, baseado na ISO 9001:2000, obtendo em Dezembro de 2005 o
selo de certificação pela EIC – Empresa Internacional de Certificação no âmbito de:
“Prestação de Serviços de Formação Profissional. Cursos de Educação Formação,
Cursos de Ensino Profissional e Especialização Tecnológica”.
O processo de Certificação vem ao encontro daquela que tem sido a cultura da
Epralima desde a sua criação: “Formar e qualificar jovens com perfil ajustado ao tecido
económico e social da região”.
Estrutura do ensino/formação

Tendo em conta o disposto nos termos do Decreto-Lei 4/98 de 8 de Janeiro, a Epralima


é autorizada a leccionar os cursos aprovados anualmente pelo Ministério de Educação.
Os cursos são organizados segundo níveis de qualificação profissional, em módulos de
duração variável combináveis entre si.
O Decreto-Lei nº 74/2004 de 26 de Março preconiza a aplicação da estrutura modular.
Trata-se de um modelo que permite estruturar, organizar e avaliar as várias unidades
de formação profissional resultantes do desmembramento de uma estrutura curricular
coesa em partes autónomas – módulos (conjunto autónomo de aprendizagens) – que
são percorridos ao ritmo individual, substituindo, assim, a divisão tradicional dos
conteúdos por anos lectivos.
O sistema modular, entendido como estrutura curricular organizada modularmente,
implica a interligação e integração dos módulos que a constituem, de modo a evitar-se
a fragmentação dos saberes e facilitar a transferência dos conhecimentos.
A gestão e a avaliação curriculares da estrutura modular assumem modalidades
diversificadas consoante as componentes de formação sociocultural, científica e
técnica, tecnológica e prática e ainda de acordo com as diferentes áreas de formação.
A organização dos espaços e dos recursos de aprendizagem na estrutura modular
deverá adoptar formas flexíveis capazes de responder às necessidades e recursos de
cada região/escola; às exigências de cada nível de qualificação e às necessidades de
cada aluno.

Os Cursos de nível IV e os Cursos de Educação e Formação (CEF) estão organizados em


quatro componentes de formação:

Sociocultural
É constituída pelas competências, atitudes e conhecimentos gerais, relativos ao
exercício dos diversos papéis sociais. Visa a integração das aprendizagens realizadas
nas diferentes componentes de formação no processo de desenvolvimento pessoal e
social dos indivíduos e a sua inserção dinâmica no mundo do trabalho. Corresponde ao
aprender a saber ser.

Científica
É constituída pelas disciplinas ou ciências básicas que fundamentam as respectivas
tecnologias e são comuns às várias actividades profissionais. Corresponde ao aprender
a saber.

Tecnológica e prática
É constituída pelo conhecimento de tecnologias e competências técnicas cuja
aquisição permite a execução dos gestos e das destrezas que integram o exercício
profissional. Corresponde ao aprender a fazer.
Considerando que os saberes adquiridos na escola só são reconhecidos na sociedade
se estiverem em relação com sistema económico, a escola procura actualizar, de uma
forma contínua os conteúdos de formação e estabelece uma colaboração estreita com
as forças económicas da região, de modo a assegurar que os saberes adquiridos na
escola sejam socialmente reconhecidos e procura responder às solicitações de
formação do meio através da sua Estrutura de Formação Profissional Inicial e Contínua.

Direitos e Deveres do Professor

Direitos Gerais

1. São direitos gerais do professor:


a. Ser tratado com respeito, correcção e delicadeza por qualquer elemento da
comunidade escolar, não sofrendo qualquer tipo de discriminação;
b. Exprimir-se livremente, qualquer que seja a sua origem e situação;
c. Ser ouvido por todos os elementos da comunidade escolar;
d. Ser tratado de forma igual em situações iguais;
e. Obter da escola as melhores condições possíveis de ambiente e de trabalho;
f. Ser informado de toda a legislação e normas que lhe digam respeito;
g. Ser atendido pelos serviços competentes com a rapidez possível e
competência.
2. São ainda direitos do professor os consignados no Estatuto da Carreira Docente e
no Contrato colectivo de trabalho do particular e cooperativo.

Direitos Específicos

1. Constituem direitos específicos dos professores:


a. Ser informado em tempo útil de tudo o que lhe diga respeito e, bem assim, de
toda a actividade docente;
b. Usufruir de bom ambiente de trabalho;
c. Ser respeitados pelos alunos e restante pessoal da escola;
d. Apresentar sugestões que visem a melhoria da acção pedagógica da escola;
e. Receber os honorários nos prazos estipulados;
f. Participar na eleição do seu representante ao conselho consultivo;
g. Participar no processo educativo;
h. Conhecer previamente toda a documentação sujeita a discussão;
i. Propor aos órgãos de gestão e administração da escola, todas as sugestões
que, em seu entender, tenham como finalidade melhorar a acção formativa
da comunidade escolar;
j. Ser ouvido nos órgãos onde tem assento, em todas as questões, pedagógicas
ou não, que digam respeito à escola;
k. Intervir na definição do projecto educativo de escola;
l. Assistir a actividades de interesse pedagógico ou científico, podendo para tal
utilizar os dias consagrados no Despacho n. 185/92, pedindo autorização ao
órgão de gestão, com 5 dias de antecedência;
m. Exercer livremente a actividade sindical;
n. Não ser interrompido nas sessões de formação, excepto em situações
excepcionais;
o. Os professores devem beneficiar do pagamento integral da refeição e
alojamento, conforme lei em vigor, sempre que se encontrem em deslocação
ao serviço da escola;
p. Ser avaliado em conformidade com o disposto no Decreto Regulamentar n. 11
/ 98 de 15 de Maio e Estatutos da escola.

Deveres Específicos

1. O corpo docente da Epralima será recrutado pela Direcção da Entidade


Proprietária, através da Direcção da escola, sob proposta da Direcção Pedagógica.
2. São deveres do pessoal docente, de acordo com as disposições do artigo 3.º do
Decreto-Lei n.º 24/84 de 16 de Janeiro e com o Contrato Colectivo de Trabalho do
Ensino Particular e Cooperativo, os de:
Obediência;
Isenção;
Assiduidade;
Zelo;
Sigilo;
Lealdade;
Correcção;
Pontualidade.
3. Sem prejuízo do estabelecido na lei, no exercício das suas funções, tem o professor
dever de:
a. Cumprir o horário estipulado pautando-se por grande rigor na pontualidade;
b. Informar o Director de Turma com vinte e quatro horas de antecedência da
sua não comparência às actividades lectivas que lhes foram atribuídas,
accionando a sua substituição por outro professor;
c. Registar no livro de ponto o sumário da aula ou ocorrência escolar;
d. Apresentar ao Director de Curso a(s) planificação trienal/ anual e modular.
Relativamente a esta, deverá ser entregue com 8 dias de antecedência à data
do início do módulo;
e. Cumprir o disposto no contrato de trabalho celebrado com a Epralima;
f. Fazer o lançamento dos módulos avaliados em todos os registos de avaliação,
imediatamente após a sua realização;
g. No início de cada módulo, informar os alunos dos objectivos, actividades e
estratégias a implementar;
h. Fornecer informações sobre os alunos, sempre que solicitadas pelos órgãos
competentes da escola, ou sempre que o professor julgue pertinente;
i. Participar na elaboração do plano de actividades da turma e colaborar com o
Director Pedagógico na planificação de actividades curriculares e
extracurriculares;
j. Comunicar por escrito ao Director de Turma qualquer ocorrência anormal
verificada durante as aulas ou no espaço da escola;
k. Comparecer nas reuniões convocadas pelos órgãos competentes da escola;
l. Colaborar em projectos que a escola venha a desenvolver paralelamente à
actividade lectiva;
m. Solicitar autorização ao órgão de gestão competente, e, eventualmente, aos
encarregados de educação, para ministrar a aula fora do recinto escolar, ou
comunicar quando ministrar a aula na escola fora dos locais habituais;
n. Manter na sala de aula um clima propício ao normal funcionamento dos
trabalhos;
o. Marcar sempre faltas aos alunos que não se encontrem na aula; todas as
expulsões dos alunos têm que ser acompanhadas de participação disciplinar,
por escrito, ao Director de Turma;
p. Comunicar ao Director de Turma regularmente dados sobre o rendimento e
comportamento da turma;
q. Dar imediato conhecimento de qualquer anomalia do material didáctico e
audiovisual ao Director de Instalações;
r. Manter os dossiês de direcção de turma/curso nos locais respectivos após
consulta;
s. Fazer da avaliação uma atitude consciente, responsável, permanente e
participada;
t. Manter-se actualizado, quer científica, quer pedagogicamente;
u. Utilizar o material disponível na escola, optimizando-o na sua prática
quotidiana;
v. Contribuir para a educação global dos alunos de forma a permitir-lhes uma
boa integração na escola e na sociedade;
w. Ter presente, na sua actuação pedagógica, a valorização da personalidade do
aluno, com vista à sua formação integral;
x. Definir, em conjunto com os elementos da sua área disciplinar, objectivos de
aprendizagem, encetar estratégias e planificar actividades;
y. Colaborar com os colegas, assim como com os restantes elementos da
comunidade educativa com vista a um bom funcionamento da escola;
z. Trabalhar em estreita colaboração com o Director de Turma, nomeadamente,
colhendo dados relativos aos alunos; fornecendo com frequência uma
informação global de cada aluno; mantendo contacto com os restantes
elementos do Conselho de Turma; prestando auxílio eficaz e permanente (ao
Director de Turma) em todas as tarefas por ele desempenhadas;
aa. Introduzir na biblioteca digital (Epragest) o material didáctico que elaborar
(testes, textos de apoio, fichas de trabalho, jogos, etc.);
bb. Cumprir e diligenciar para que seja respeitado o regulamento interno da
escola e quaisquer disposições a ele aplicáveis;
cc. O professor deverá deixar a porta da sala de aula fechada. Antes da saída dos
alunos deverá verificar se a sala se encontra arrumada, as mesas e o quadro
limpos, diligenciando junto dos alunos para o cumprimento destas normas;
dd. Se, ao entrar na sala de aula, o professor verificar qualquer anomalia,
designadamente, material danificado, a sala desarrumada ou outra situação
deverá, de imediato, comunicar a ocorrência à Direcção Pedagógica em
impresso próprio;
ee. Os professores que tenham cargos, aulas de apoio ou de sala de estudo, horas
de clube, Biblioteca/Mediateca, ou outros, têm de inserir o registo desse
cargo no Epragest.

4. O professor deve igualmente ser assíduo, pontual e cumpridor em relação ao


serviço docente e a todas as actividades escolares, nomeadamente:
a. Comparecer na sala de aula depois do primeiro toque, dentro do horário que
lhe foi atribuído;
b. Não trocar de sala sem dar conhecimento ao funcionário;
c. Caso o professor se encontre a resolver qualquer assunto urgente e inadiável
que o impossibilite de comparecer pontualmente na sala de aula, deverá
comunicar ao funcionário do bloco o seu eventual atraso;
d. Respeitar o período de duração das aulas;
e. Ter o direito de beneficiar de uma tolerância de 10 minutos aos primeiros
tempos dos turnos da manhã e da tarde;
f. Ser o primeiro a entrar na sala de aula e o último a sair;
g. Não abandonar a sala durante o tempo normal lectivo, salvo em situações
excepcionais, participando o facto ao Órgão de Gestão;
h. Sumariar a sua lição com clareza e registar as faltas dos alunos;
i. Corrigir e entregar em tempo normal lectivo, as fichas de avaliação e outros
trabalhos;
j. Permitir que o aluno assista à aula, mesmo que chegue atrasado, desde que
este justifique correcta e objectivamente o atraso.
Sessões de Formação

1. A duração de um tempo lectivo é de 90 minutos, devendo essa duração ser


respeitada sem interrupção;
2. O início de cada sessão de formação é assinalado com um toque de campainha/
toque de entrada;
3. Há um toque de tolerância de 5 minutos, após o 1.º toque; ao 1.º tempo da manhã,
a tolerância é de 10 minutos;
4. No caso de ausência do professor os alunos só podem abandonar o local, por
indicação do funcionário do sector;
5. Em cada sessão de formação o professor deve registar as faltas do aluno e o
sumário; sempre que se dê início a um novo módulo, este deve ficar assinalado no
sumário;
6. O final da sessão de formação é assinalado com um toque de campainha; o
professor não deverá deixar sair os alunos antes do referido toque, nem conceder
dispensa, ou permitir que saiam mais cedo, a menos que por motivo devidamente
justificado;
7. Após o toque de entrada o professor deve dirigir-se para a sala de formação e ser o
primeiro a entrar e o último a sair, tendo a preocupação de deixar a porta fechada,
depois de verificar que esta se encontra arrumada, o quadro apagado e o
equipamento existente em ordem; qualquer alteração na disposição da sala de
formação deve ser efectuada na presença do respectivo professor; a disposição
inicial deverá ser retomada no final da sessão;
8. As sessões de formação a ministrar fora da sala de formação carecem de
autorização prévia da Direcção Pedagógica, mediante pedido por escrito por parte
do professor interessado, referindo os motivos que o justificam;
9. As sessões a ministrar em locais afastados da escola implicam também, e sempre,
a autorização dos encarregados de educação, para além de um seguro quando a
deslocação exija transporte.
Visitas de Estudo

1. As visitas de estudo integram o Plano Anual de Actividades da Escola e devem ser


encaradas como actividades lectivas, cabendo a análise das propostas
apresentadas e a sua aprovação ao Conselho de Turma e posterior aprovação em
Conselho Pedagógico.
2. Nas visitas de estudo devem participar todos os alunos da turma, salvaguardando
situações excepcionais devidamente justificadas.
3. As visitas de estudo devem ser:
a. Orientadas, fundamentalmente, para proporcionar aos alunos experiências
práticas que vão de encontro às necessidades do curso e das disciplinas;
b. Planeadas, de preferência, no início do ano lectivo, e de carácter
interdisciplinar;
c. Precedidas da entrega da ficha de planificação, entregue à Direcção Técnico –
Pedagógica;
d. Formalizadas através de ofício da escola, enviado às instituições a visitar,
solicitando a devida autorização;
4. Goza de estatuto de professor acompanhante qualquer professor da turma, directa
ou indirectamente ligado ao objectivo da visita, devendo o seu número respeitar o
rácio 1 professor por cada 15 alunos.
5. Sendo as visitas consideradas como actividades lectivas, para contagem das horas
se o Encarregado de Educação não autorizar a Visita de Estudo, os Professores das
disciplinas envolvidas têm que compensar os conteúdos descritos na planificação
da mesma, com a elaboração de um trabalho, a ser realizado pelo aluno, na escola,
no(s) dia(s) da visita de estudo.
Medidas Educativas Disciplinares

Infracção Disciplinar

Qualificação de infracção disciplinar

A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos no artigo 15.º da lei n.º 3/2008
de 18 de Janeiro ou no regulamento interno da escola, em termos que se revelem
perturbadores do funcionamento normal das actividades da escola ou das relações no
âmbito da comunidade educativa, constitui infracção, passível da aplicação de medida
correctiva ou medida disciplinar sancionatórias, nos termos dos artigos seguintes.

Medidas disciplinares

Finalidade das medidas disciplinares

1. Todas as medidas correctivas e disciplinares sancionatórias prosseguem


finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração visando, de
forma sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, a preservação da
autoridade e segurança dos professores no exercício da sua actividade
profissional e, de acordo com as suas funções, dos demais funcionários visando
ainda, o normal prosseguimento das actividades da escola, a correcção do
comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com
vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade
de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade
educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens.
2. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância
do dever violado e gravidade da infracção praticada, visam igualmente, para
além das identificadas no número anterior, finalidades punitivas.
3. Nenhuma medida disciplinar pode, por qualquer forma, ofender a integridade
física, psíquica e moral do aluno, nem revestir natureza pecuniária.
4. As medidas correctivas e disciplinares sancionatórias devem ser aplicadas em
coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objectivos da sua
educação e formação, no âmbito, tanto quanto possível, do desenvolvimento
do plano de trabalho da turma e do projecto educativo da escola.

Determinação da medida disciplinar

1. Na determinação da medida correctiva ou disciplinar sancionatória a aplicar deve


ter-se em consideração a gravidade do incumprimento do dever violado, a idade do
aluno, o grau de culpa, o seu aproveitamento escolar anterior, o meio familiar e
social em que o mesmo se insere, os seus antecedentes disciplinares e todas as
demais circunstâncias em que a infracção foi praticada que advoguem contra ou a
seu favor.
2. São circunstâncias atenuantes da responsabilidade disciplinar do aluno o seu bom
comportamento anterior e o seu reconhecimento, com arrependimento, da
natureza ilícita da sua conduta.
3. São circunstâncias agravantes da responsabilidade do aluno a premeditação, o
conluio, bem como a acumulação de infracções disciplinares e a reincidência nelas,
em especial se no decurso do mesmo ano lectivo.

Medidas correctivas para procedimento disciplinar

1. As medidas correctivas prosseguem os objectivos referidos no n.º 1 do artigo 36.º


do Regulamento Interno (RI);
2. São medidas correctivas para procedimento disciplinar:
a. A advertência;
b. A ordem de saída da sala de aula, e demais locais onde se desenvolva o
trabalho escolar;
c. A realização de tarefas e actividades de integração escolar (artigo 43, ponto 4
do RI), podendo, para esse efeito, ser aumentado o período de permanência
obrigatória, diária ou semanal na escola;
d. O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de
certos materiais ou equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem
afectos a actividades lectivas;
e. A mudança de turma.

Medidas disciplinares sancionatórias

1. As medidas disciplinares sancionatórias prosseguem os objectivos referidos no n.º 1


do artigo 36.º do RI.
2. São medidas disciplinares sancionatórias:
a. A repreensão;
b. A repreensão registada;
c. A suspensão da escola até dez dias úteis;
d. A transferência de escola.

Cumulação de medidas disciplinares

A aplicação de uma ou mais medidas correctivas é cumulável apenas com a aplicação


de uma medida disciplinar sancionatória.

Advertência

A advertência consiste numa chamada verbal de atenção ao aluno, perante um seu


comportamento perturbador do funcionamento normal das actividades da escola ou
das relações no âmbito da comunidade educativa passível de ser considerado infracção
disciplinar, alertando-o para a natureza ilícita desse comportamento, que, por isso,
deve cessar e ser evitado de futuro.
Ordem de saída da sala de aula

1. A ordem de saída da sala de aula é uma medida cautelar, aplicável ao aluno que aí
se comporte de modo que impeça o prosseguimento do processo de ensino e
aprendizagem dos restantes alunos, destinada a prevenir esta situação.
2. A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho
escolar, é da exclusiva competência do professor respectivo implica a permanência
do aluno na escola, competindo àquele, determinar, o período de tempo durante o
qual o aluno deve permanecer fora da sala de aula, se a aplicação de tal medida
correctiva acarreta ou não a marcação de falta ao aluno e quais as actividades, se
for caso disso, que o aluno deve desenvolver no decurso desse período de tempo.

Actividades de integração escolar

1. A execução de actividades de integração na escola traduz-se no desempenho, pelo


aluno que desenvolva comportamentos passíveis de serem qualificados como
infracção disciplinar grave, de um programa de tarefas de carácter pedagógico, que
contribuam para o reforço da sua formação cívica, com vista ao desenvolvimento
equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os
outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de
responsabilidade e das suas aprendizagens.
2. As tarefas referidas no número anterior são executadas em horário não
coincidente com as actividades lectivas, mas nunca por prazo superior a quatro
semanas.
3. As actividades de integração na escola devem, se necessário e sempre que
possível, compreender a reparação do dano provocado pelo aluno.
4. As actividades de integração na comunidade educativa são:
a. Colaboração em actividades de limpeza;
b. Realização de trabalho de reflexão sobre comportamentos perturbadores
e proposta de remediação;
c. Participação na organização de actividades integradas no Plano Anual de
Actividades da escola;
d. Colaboração no serviço do fornecimento das refeições no refeitório;
e. Participação em tarefas de âmbito administrativo - pedagógico;
f. Reparação dos danos provocados pelo aluno;
g. Actividades na Biblioteca/Mediateca;
h. Participação em actividades de manutenção e embelezamento dos
espaços da escola;
i. Outras medidas que o conselho de turma disciplinar considere pertinente,
consoante o dano provocado pelo aluno.
5. No caso de incumprimento das actividades de integração educativa decididas,
será aplicada a medida educativa prevista no artigo 48.º (RI), graduada em 3
dias.

Transferência de escola

1. A transferência de escola é aplicável ao aluno, de idade não inferior a dez anos, que
desenvolva comportamentos passíveis de serem qualificados como infracção
disciplinar muito grave, notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo
de ensino e aprendizagem dos restantes alunos da escola, e traduz-se numa
medida cautelar destinada a prevenir esta situação e a proporcionar uma efectiva
integração do aluno na nova escola, se necessário com recurso a apoios educativos
específicos.
2. A medida disciplinar de transferência de escola só pode ser aplicada quando estiver
assegurada a frequência de outro estabelecimento de ensino e, frequentando o
aluno a escolaridade obrigatória, se esse outro estabelecimento de ensino estiver
situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima, servida de transporte
público ou escolar.
Repreensão

A repreensão consiste numa censura verbal ao aluno, perante um seu comportamento


perturbador do funcionamento normal das actividades da escola ou das relações no
âmbito da comunidade educativa, constituinte de uma infracção disciplinar, com vista
a responsabilizá-lo no sentido do cumprimento dos seus deveres como aluno.

Repreensão registada

A aplicação da medida disciplinar sancionatória de repreensão registada é da


competência do professor respectivo, quando a infracção for praticada na sala de aula,
ou da directora pedagógica, nas restantes situações, averbando-se no respectivo
processo individual do aluno, a identificação do autor do acto decisório, data em que o
mesmo foi proferido e a fundamentação de facto e de direito que norteou tal decisão.

Suspensão da escola

1. A suspensão da escola consiste em impedir o aluno de entrar nas instalações da


escola, quando, perante um seu comportamento perturbador do funcionamento
normal das actividades da escola ou das relações no âmbito da comunidade
educativa, constituinte de uma infracção disciplinar grave, tal suspensão seja
reconhecidamente a única medida apta a responsabilizá-lo no sentido do
cumprimento dos seus deveres como aluno.
2. A medida disciplinar de suspensão da escola pode, de acordo com a gravidade e as
circunstâncias da infracção disciplinar, ter a duração de um a dez dias úteis.

Competência para aplicação das medidas disciplinares

Competência para advertir

Fora da sala de aula, qualquer professor ou funcionário da escola pode advertir o


aluno, de acordo com disposto no artigo 42.º (RI).
Competência do professor

1. O professor, no desenvolvimento do plano de trabalho da turma e no âmbito da


sua autonomia pedagógica, é responsável pela regulação dos comportamentos na
sala de aula, competindo-lhe a aplicação das medidas de prevenção e remediação
que propiciem a realização do processo de ensino e aprendizagem num bom
ambiente educativo, bem como a formação cívica dos alunos, com vista ao
desenvolvimento equilibrado das suas personalidades, das suas capacidades de se
relacionarem com outros, das suas plenas integrações na comunidade educativa e
dos seus sentidos de responsabilidade.
2. No exercício da competência referida no número anterior, o professor pode aplicar
as medidas disciplinares de advertência, ordem de saída da sala de aula,
repreensão e repreensão registada, dando conhecimento ao Director de Turma,
excepto no caso de advertência.

Competência do Director de Turma

1. Fora das situações de desenvolvimento do plano de trabalho da turma na sala de


aula, o comportamento do aluno que possa vir a constituir-se em infracção
disciplinar, nos termos do artigo 36.º (RI), deve ser participado ao Director de
Turma.
2. Participado o comportamento ou presenciado o mesmo pelo Director de Turma,
pode este aplicar as medidas disciplinares de advertência, repreensão e repreensão
registada, mediante, se necessário, prévia averiguação sumária, a realizar pelos
mesmos, no prazo de dois dias úteis, na qual são ouvidos o aluno, o participante e
eventuais testemunhas.
Competência do Director Pedagógico

1. O Director Pedagógico é competente, sem prejuízo da sua intervenção para


advertir e repreender, para a aplicação das medidas disciplinares de suspensão da
escola até dez dias úteis.
2. A decisão de aplicar a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola até
dez dias úteis, é precedida da audição em auto do aluno visado, do qual constam,
em termos concretos e precisos, os factos que lhe são imputados, os deveres por
ele violados e a referência expressa, não só da possibilidade de se pronunciar
relativamente àqueles factos, como da defesa elaborada, sendo competente para a
sua aplicação o Director Pedagógico da Escola, que pode, previamente, ouvir o
Conselho de Turma.
3. Compete ao Director Pedagógico, ouvidos os pais ou encarregado de educação do
aluno quando menor de idade, fixar os termos e condições em que a aplicação da
medida disciplinar sancionatória referida no número anterior será executada,
podendo igualmente, se assim o entender, e para aquele efeito, estabelecer
eventuais parcerias ou celebrar protocolos ou acordos com entidades públicas ou
privadas.

Competência do conselho de turma disciplinar

1. O conselho de turma disciplinar é competente, sem prejuízo da sua intervenção


para advertir e repreender, para aplicar as medidas disciplinares de execução de
actividades de integração na escola, de transferência de escola, de repreensão
registada, de suspensão e de expulsão da escola.
2. O conselho de turma disciplinar é constituído pelo Director Pedagógico, que
convoca e preside, pelos professores da turma ou pelo professor titular, por um
representante dos pais e encarregados de educação dos alunos da turma, bem
como, pelo delegado ou subdelegado de turma.
3. O Director Pedagógico pode solicitar a presença no conselho de turma disciplinar
de um técnico dos serviços especializados de apoio educativo, designadamente dos
serviços de psicologia e orientação.
4. As pessoas que, de forma directa ou indirecta, detenham uma posição de
interessados no objecto de apreciação do conselho de turma disciplinar não podem
nele participar, aplicando-se, com as devidas adaptações, o que se dispõe no
Código do Procedimento Administrativo sobre garantias de imparcialidade.
5. As reuniões dos Conselhos de Turma Disciplinar devem, preferencialmente, ter
lugar em horário posterior ao final do turno da tarde do respectivo
estabelecimento de ensino.
6. A não comparência dos representantes dos pais e encarregados de educação ou
dos alunos, quando devidamente notificados, não impede o conselho de turma
disciplinar de reunir e deliberar.

Competência do Director Regional de Educação

A aplicação da medida disciplinar sancionatória da transferência de escola é da


competência do Director Regional de Educação do Norte, observando-se, em termos
processuais, nas situações que, em abstracto, possam justificar aquela aplicação, as
regras constantes do procedimento disciplinar.

Procedimento disciplinar

Dependência de procedimento disciplinar

1. A aplicação das medidas disciplinares de execução de actividades de integração na


escola, de transferência de escola, de suspensão da escola até dez dias úteis
depende de procedimento disciplinar, destinado a apurar a responsabilidade
individual do aluno.
2. O disposto no número anterior não prejudica as necessidades de comunicação, de
registo e de procedimentos de averiguação inerentes às medidas disciplinares de
advertência, ordem de saída da sala de aula, de repreensão, de repreensão
registada, de acordo com o regulamento interno.

Participação

1. O professor ou funcionário da escola que, na situação referida no n.º 1 do artigo


50.º (RI), entenda que o comportamento presenciado é passível de ser qualificado
de grave ou de muito grave, participa-o ao Director de Turma, para efeitos de
procedimento disciplinar.
2. O Director de Turma que entenda que o comportamento presenciado ou
participado é passível de ser qualificado de grave ou de muito grave, participa-o ao
Director Pedagógico, para efeitos de procedimento disciplinar.

Instauração do procedimento disciplinar

Presenciados que sejam ou participados os factos passíveis de constituírem infracção


disciplinar, o Director Pedagógico tem competência para instaurar o procedimento
disciplinar, devendo fazê-lo no prazo de um dia útil, nomeando logo o instrutor, que
deve ser um professor da escola, salvo qualquer impedimento.

Tramitação do procedimento disciplinar

1. As funções de instrutor, do professor que para o efeito é nomeado, prevalecem


relativamente às demais, devendo o processo ser remetido para decisão do
Director Pedagógico ou Director Regional de Educação do Norte (em caso de
transferência de escola), no prazo de oito dias úteis após a nomeação do instrutor.
2. Finda a instrução, no decurso da qual a prova é reduzida a escrito, é elaborada a
acusação onde consta, de forma articulada e em termos concretos e precisos, os
factos cuja prática é imputada ao aluno, devidamente circunstanciados em termos
de tempo, modo e lugar e deveres por ele violados, com referência expressa aos
respectivos normativos legais ou regulamentares, seus antecedentes disciplinares e
medida disciplinar sancionatória aplicável.
3. Da acusação atrás referida é extraída cópia e entregue ao aluno no momento da
sua notificação, sendo de tal facto informados os pais ou respectivo encarregado
de educação, quando o aluno for menor de idade.
4. Para efeitos do exercício do direito de defesa, o aluno dispõe de dois dias úteis para
alegar por escrito o que tiver por conveniente, podendo juntar documentos e
arrolar testemunhas até ao limite de três, sendo a apresentação das mesmas, no
dia, hora e local que para efeitos da sua audição for designado pelo instrutor, da
responsabilidade do aluno, sob pena de não serem ouvidos.
5. Finda a fase de defesa é elaborado um relatório final, do qual consta a correcta
identificação dos factos que haviam sido imputados ao aluno que se consideram
provados e a proposta da medida disciplinar sancionatória a aplicar, ou o
arquivamento do processo, devendo a análise e valoração de toda a prova
recolhida ser efectuada ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 37.º (RI).
6. Depois de concluído, o processo é entregue ao Director Pedagógico que convoca o
Conselho de Turma para se pronunciar quando a medida disciplinar sancionatória
proposta pelo instrutor for a transferência de escola.
7. Aplica-se à audiência o disposto no artigo 102.º do Código do Procedimento
Administrativo, sendo os interessados convocados com a antecedência mínima de
dois dias úteis.

Suspensão preventiva do aluno

1. Durante a instrução do procedimento disciplinar o aluno arguido pode ser


suspenso preventivamente da frequência da escola pelo Director Pedagógico, se a
presença dele na escola perturbar gravemente a instrução do processo ou o
funcionamento normal das actividades da escola, garantindo-se ao aluno, um plano
de actividades pedagógicas durante o período de ausência da escola.
2. A suspensão tem a duração correspondente à da instrução, podendo, quando tal se
revelar absolutamente necessário, prolongar-se até à decisão final do processo
disciplinar, não podendo exceder cinco dias úteis, nem continuar para além da data
de decisão do procedimento disciplinar.
3. As faltas do aluno resultantes da suspensão preventiva não são consideradas no
respectivo processo de avaliação ou de registo de faltas, mas são descontadas no
período de suspensão da escola que venha a ser aplicado como medida disciplinar.

Decisão final do procedimento disciplinar

1. A decisão final do procedimento disciplinar é fundamentada e proferida no prazo


de dois dias úteis, sendo tomada pelo Director Pedagógico, ou no prazo de seis dias
úteis, sendo tomada pelo director regional de educação, devendo constar dessa
decisão a indicação do momento a partir do qual a execução da medida disciplinar
sancionatória começa a produzir efeitos, ou se, ao invés, essa execução fica
suspensa, nos termos do número seguinte.
2. A execução da medida disciplinar, com excepção da transferência de escola, pode
ficar suspensa, por um período máximo de três meses a contar da decisão final do
procedimento disciplinar, se se constatar, perante a ponderação das circunstâncias
da infracção e da personalidade do aluno, que a simples reprovação da conduta e a
previsão da aplicação da medida disciplinar são suficientes para alcançar os
objectivos de reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento
equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os
outros, da sua plena integração na comunidade educativa, do seu sentido de
responsabilidade e das suas aprendizagens; a suspensão caduca se durante o
respectivo período vier a ser instaurado novo procedimento disciplinar ao aluno.
Esta suspensão cessa logo que, ao aluno, seja aplicada outra medida disciplinar
sancionatória no decurso dessa suspensão.
3. A decisão final é notificada por contacto pessoal, no dia útil seguinte àquele em
que foi proferida, ao aluno ou, sendo menor, ao respectivo encarregado de
educação; não sendo a notificação por contacto pessoal possível, é ela feita por
carta registada com aviso de recepção, considerando-se, neste caso, a notificação
efectuada na data da assinatura do aviso de recepção.
4. A notificação referida no número anterior deve mencionar o momento da
execução da medida disciplinar, o qual não pode ser diferido para o ano lectivo
subsequente, excepto se, por razões de calendário escolar, for essa a única
possibilidade de assegurar a referida execução.
5. Nos casos em que, nos termos do artigo 54.º (RI), o director regional de educação
tenha que desenvolver os procedimentos destinados a assegurar a frequência pelo
aluno de outro estabelecimento de ensino, por efeito da aplicação das medidas
disciplinares de transferência de escola ou de expulsão da escola, a decisão deve
prever as medidas cautelares destinadas a assegurar o funcionamento normal das
actividades da escola até à efectiva execução da decisão.

Execução da medida disciplinar

1. Compete ao Director de Turma ou ao professor titular o acompanhamento do


aluno na execução da medida correctiva ou disciplinar sancionatória a que foi
sujeito, devendo aquele articular a sua actuação com os pais e encarregados de
educação e com os professores da turma, em função das necessidades educativas
identificadas e de forma a assegurar a co-responsabilização de todos os
intervenientes nos efeitos educativos da medida.
2. A competência referida no número anterior é especialmente relevante aquando da
execução da medida correctiva de actividades de integração na escola ou do
regresso à escola do aluno a quem foi aplicada a medida de suspensão da escola.
3. O disposto no número anterior aplica-se aquando da integração do aluno na nova
escola para que foi transferido por efeito de medida disciplinar sancionatória.
4. Na prossecução das finalidades referidas no n.º 1, a escola conta com a
colaboração do centro de apoio social escolar.
Recurso da decisão disciplinar

1. Da decisão final do procedimento disciplinar cabe recurso hierárquico para o


director regional de educação respectivo, a ser interposto pelo encarregado de
educação ou, quando maior de idade, pelo aluno, no prazo de cinco dias úteis.
2. O recurso hierárquico não tem efeito suspensivo, excepto quando interposto de
decisão de aplicação das medidas disciplinares sancionatórias de transferência de
escola e de suspensão da escola.
3. O recurso hierárquico constitui o único meio admissível de impugnação graciosa.
4. O despacho que apreciar o recurso hierárquico é remetido, no prazo de cinco dias
úteis, à escola, cumprindo ao respectivo Director Pedagógico a adequada
notificação, nos termos e para os efeitos do n.º 3 do artigo 60.º (RI).

Intervenção dos pais e encarregados de educação

Entre o momento da instauração do procedimento disciplinar ao seu educando e a sua


conclusão, os pais e encarregados de educação devem, contribuir para o correcto
apuramento dos factos e, sendo aplicada medida disciplinar sancionatória, diligenciar
para que a execução da mesma prossiga os objectivos de reforço da formação cívica do
educando, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua
capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na comunidade
educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens.

Registo de faltas

1. As faltas serão registadas:


a. Pelo professor, em suporte próprio;
b. Pelo Director de Turma, nos suportes determinados para o efeito.
Excesso grave de Faltas

1. O limite de faltas a uma disciplina é excedido quando for atingido o triplo de


tempos lectivos semanais, por disciplina, independentemente da natureza das
faltas, ou tratando-se exclusivamente de faltas injustificadas, o dobro de tempos
lectivos semanais por disciplina.
2. O limite de faltas relativo à formação em contexto de trabalho, é de 5% da carga
horária prevista, visto o tempo de FCT ser contínuo e não distribuído em horas
lectivas semanais.

Natureza das faltas

Faltas justificadas
3. Consideram-se justificadas todas as faltas dadas pelos seguintes motivos:
a. Por doença do aluno, devendo esta ser declarada por médico, se determinar
impedimento de duração superior a cinco dias úteis;
b. Por isolamento profiláctico determinado por doença infecto-contagiosa de
pessoa que coabite com o aluno, comprovada através de declaração da
autoridade sanitária da área;
c. Por acompanhamento do encarregado de educação, em caso de deslocação
deste por motivo ponderoso;
d. Por nascimento de irmão do aluno, durante o dia e o dia posterior;
e. Para realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou
deficiência, que não possa efectuar-se fora do período das actividades
lectivas;
f. Por assistência na doença a membro do agregado familiar do aluno, nos casos
em que comprovadamente tal assistência não possa ser prestada por
qualquer outra pessoa;
g. Por impedimento decorrente de religião professada pelo aluno;
h. Por facto não imputável ao aluno, designadamente determinado por motivos
imprevistos ou por cumprimento de obrigações legais;
i. Atrasos de transportes escolares ou públicos;
j. Acidentes de trabalho e acidentes abrangidos pelo seguro escolar;
k. Realização de tarefas profissionais a que os alunos não se possam eximir;
l. Nojo, parto e casamento durante o período legal de justificação de faltas
previsto no estatuto dos funcionários públicos;
m. Participação em provas desportivas ou culturais quando com representação
oficial da escola ou do País ou em Provas internacionais de interesse público
Nacional, quer durante as provas quer durante a sua preparação;
n. Faltas interpoladas, no caso de doença, devidamente comprovadas perante as
autoridades escolares, por médico especialista;
o. Outro facto impeditivo da presença na escola, desde que, comprovadamente,
não seja imputável ao aluno, ou seja, justificadamente, considerado atendível;
p. Podem ainda ser consideradas justificadas faltas dadas por outros para além
das alíneas anteriores, competindo a aceitação da sua justificação ao Director
de Turma ou quem as suas vezes fizer, ponderando a situação escolar do
aluno.

Faltas Injustificadas
1. São consideradas faltas injustificadas:
a. As faltas de que não foi apresentada justificação;
b. As faltas cuja justificação foi entregue fora de prazo;
c. As faltas cuja justificação não mereceu a aceitação da entidade com
competência na matéria.

Processo de Justificação de faltas

1. Processo de justificação:
a. As faltas de comparência devem ser justificadas pelo encarregado de
educação ou pelo aluno, quando maior;
b. As faltas podem, ainda, ser justificadas pelas entidades que determinaram a
não comparência do aluno;
c. A justificação é apresentada por escrito (em formulário próprio), com
indicação do dia, aula ou actividade lectiva em que a não comparência se
verificou, bem como dos motivos que a determinam;
d. O Director de Turma pode solicitar as provas que considerar necessárias para
fundamentação da sua decisão de justificar ou não as faltas.

Momento de Justificação

1. A justificação deve ser apresentada:


a. Previamente, se o motivo for previsível;
b. Até ao 2.º dia útil subsequente à falta, nos demais casos;
c. Sempre que não for apresentada justificação de falta, o Director de Turma
deve comunicar aos pais e encarregados de educação ou, quando maior de
idade, ao aluno, sempre que considere pertinente.

Avaliação

Princípio Orientador

1. A avaliação tem por objectivo central fornecer ao aluno elementos que lhe
permitam gerir da melhor forma o seu próprio processo de aprendizagem. Para
tanto, deve a avaliação proporcionar informação e elementos de apreciação sobre
os pontos de êxito e os factores de dificuldade encontrados na aprendizagem, suas
causas e modalidades alternativas que favoreçam o sucesso.
2. A avaliação fornecerá igualmente elementos de controlo sobre a organização do
processo educativo, permitindo identificar as mudanças que a própria escola ou
qualquer dos intervenientes devam introduzir para melhorar as condições de
ensino/aprendizagem.
3. A avaliação é de natureza fundamentalmente contínua.
4. A avaliação organiza-se de modo a permitir a certificação dos conhecimentos e
competências adquiridas.
5. Uma avaliação com intenção educativa supõe a participação e responsabilização de
todos os intervenientes no processo ensino/aprendizagem – designadamente dos
alunos, sem diluir a responsabilidade profissional do docente pelo seu contributo
para a avaliação.

Inserção da avaliação no processo de ensino/aprendizagem

1. A avaliação refere-se sempre a objectivos propostos explicitamente para cada


módulo.
2. Os objectivos podem ser considerados em três vertentes e assim devem ser
estruturados:
a. Aquisição de conhecimentos e domínio da informação;
b. Domínio de métodos de trabalho;
c. Educação de capacidades, atitudes e competências pessoais.
3. Os objectivos são necessariamente apresentados pelos professores aos alunos no
início de cada módulo, após discussão com o Director de Curso que avalizará a ficha
de planificação proposta pelo professor.
4. O quadro de objectivos de um módulo comporta:
a.Após a apresentação aos alunos do quadro de objectivos de um módulo e
antes de o mesmo ser iniciado, é realizado um diagnóstico incidindo sobre
as condições de partida que possam influenciar o desenrolar do processo
(pré-requisitos).
b. O diagnóstico pode revestir diversas formas, desde trabalhos específicos
em sala de aula até uma bateria de testes - desde que garanta a cada
aluno e aos professores o melhor conhecimento das condições em que
cada aluno se encontra à partida, relativamente aos pré-requisitos e
objectivos em causa.
c. Todos os elementos do processo de avaliação devem ser referidos no
quadro de objectivos, para que essa relação possa sempre ser explicitada.
5. No final de cada módulo é preenchida uma ficha individual de avaliação, para os
alunos que forem para remediação, na qual consta a auto-avaliação do aluno e a
avaliação do professor.
6. No caso de divergência professor/aluno relativa à avaliação do módulo, caberá ao
Director de Turma numa primeira instância, e depois ao Director Pedagógico, a
decisão final, ouvidas ambas as partes.

Os Agentes do Processo de Avaliação

1. São agentes activos do processo de avaliação:


a. O aluno (auto-avaliação);
b. Os colegas (hetero-avaliação horizontal);
c. Os professores (hetero-avaliação vertical);
d. Outros elementos exteriores à escola, mas que tenham de algum modo
participado no processo de ensino/aprendizagem (hetero-avaliação externa);
e. O conselho de turma.

Modalidades e Momentos de Avaliação

1. A avaliação processa-se segundo duas modalidades: formativa e sumativa.


2. A avaliação formativa ocorre:
a. Ao longo do processo de ensino/aprendizagem, em cada área disciplinar;
b. Em cada ano lectivo, para o conjunto dos processos em que o aluno esteja
envolvido (avaliação formativa formal).
3. A avaliação sumativa ocorre:
a. No final de cada módulo.
4. São parâmetros a ter em conta na avaliação:
a. Desenvolvimento de capacidades, atitudes e competências pessoais;
b. Aquisição e compreensão de conhecimentos, progressão na aprendizagem e
resultado de provas;
c. Utilização da aprendizagem em novas situações;
d. Outros objectos previamente definidos na ficha de planificação modular.

Avaliação Formativa

A avaliação formativa será orientada pelo professor de cada disciplina de forma


contínua ao longo de todo o processo de ensino/aprendizagem, e pelo conselho de
turma.

Avaliação Sumativa

1. A avaliação sumativa ocorrerá no final de cada módulo, sendo registada em


documentação interna elaborada para o efeito, afixada e disponível na Internet,
através da aplicação Epragest.
2. O conselho de turma ratifica a avaliação.
3. É da responsabilidade de cada um dos professores proporcionar as condições
necessárias para que a avaliação sumativa dos módulos resulte da ponderação de
todos os elementos inerentes à avaliação contínua.
4. A avaliação sumativa visa, ao classificar, traduzir o processo de avaliação contínua
numa escala reconhecida externamente e que garanta a comparabilidade dos
resultados, designadamente, para efeitos de certificação.
5. A quantificação será feita numa escala de 0 a 20 valores.

Participação dos Alunos na Avaliação

1. É direito dos alunos participar na avaliação do processo de ensino/aprendizagem.


2. É dever dos alunos participar de forma responsável e contínua na avaliação.
3. A participação dos alunos não pode, em caso algum, diluir a responsabilidade
profissional do docente perante a avaliação.
4. Nos momentos de avaliação formativa formal, os Conselhos de Turma são
obrigatoriamente preparados com a colaboração dos alunos, podendo a turma
apresentar contribuições escritas por iniciativa própria, por solicitação do
professor, do Director de Turma ou da Direcção Pedagógica.
5. Os delegados de turma participam nos Conselhos de Turma que incluam a
avaliação na sua ordem de trabalhos, salvaguardando-se sempre que se não
confundam situações pessoais com a função de representação e a
confidencialidade do Conselho.
6. Nos momentos de avaliação sumativa, os delegados de turma podem apresentar à
Direcção Pedagógica um pedido fundamentado de revisão do processo, no caso de
o considerarem global ou pontualmente desequilibrado.

Registo da Avaliação

1. A classificação final de cada módulo ficará registada na pauta de avaliação interna


assinada pelo professor e, também, na ficha de avaliação interna, caso o aluno não
obtenha aproveitamento no 1.º momento de avaliação. A ficha de avaliação
interna será assinada pelo aluno e professor.
2. Todas as fichas de avaliação, referidas no ponto anterior, contendo as respectivas
classificações finais dos módulos, serão arquivadas em dossiê próprio e
publicitadas na pauta de avaliação modular actualizada.
3. Todas as classificações dos módulos constituintes das disciplinas que integram o
Plano Curricular serão registadas pelo professor e avalizadas pela Direcção
Pedagógica em livro de termos próprio, que além da classificação final do módulo
contém especificado o respectivo tema/assunto e número de módulo.
4. A classificação dos módulos, assim como a assiduidade, poderá tornar-se pública a
partir de registo informático.

Classificação Final

1. A classificação final de cada disciplina obtém-se pela média aritmética ou


ponderada das classificações obtidas em cada módulo.
2. A classificação final respeitante à conclusão do Plano Curricular obtém-se pela
média aritmética simples das classificações finais de cada disciplina.
A classificação final, incluindo os resultados da "Prova de Aptidão Profissional",
será obtida segundo as normas emanadas pelo Ministério da Educação. A "Prova
de Aptidão Profissional" respeitará as orientações oficiais e o projecto educativo da
escola.

Regime de Progressão

1. O aluno poderá frequentar o módulo seguinte de cada disciplina, mesmo sem ter
obtido aprovação no módulo imediatamente anterior.
2. Sempre que um aluno não atinja os objectivos mínimos num módulo, ser-lhe-ão
proporcionadas actividades a fim de lhe possibilitar a remediação necessária, a
ocorrer durante a vigência do módulo seguinte.
3. Caso o aluno não obtenha aprovação no módulo após a implementação das
actividades previstas no ponto anterior, passará à frequência do módulo seguinte.
4. Os alunos com módulos em atraso deverão inscrever-se para as épocas de
recuperação programadas no início de cada ano lectivo.
5. Todos os alunos que se inscrevam para uma quarta possibilidade de avaliação de
um módulo pagarão a respectiva taxa de inscrição independentemente da data da
sua ocorrência.
6. Para efeitos exclusivos de conclusão de curso serão criadas épocas de avaliação de
módulos em atraso/PAP a realizar conforme calendário escolar.
7. Para efeitos exclusivos de conclusão de curso, os ex-alunos poderão inscrever-se
para a realização de módulos em atraso fora das épocas de avaliação estabelecidas,
desde que apresentem, em documento dirigido à Direcção Pedagógica justificação
de motivo. Caberá à Direcção Pedagógica validar a pertinência do mesmo.
8. A candidatura às épocas de avaliação de módulos em atraso e apresentação das
PAP consagrada nos pontos anteriores implica inscrição prévia e pagamento da
taxa definida pela Direcção.
9. No final de cada ano lectivo a escola fixará um calendário para a recuperação de
módulos em atraso, da responsabilidade da Direcção Pedagógica e da Comissão da
Época de Recuperação de Módulos em atraso.
10.O controlo do processo de avaliação compete à Direcção Pedagógica, ao Conselho
Técnico-Pedagógico, aos Coordenadores de Delegação, aos Directores de Turma,
aos Conselhos de Turma e aos professores responsáveis pela disciplina.

Procedimentos e documentação da responsabilidade do professor

1. Toda a documentação a utilizar deve ser retirada da página electrónica da


Epralima (www.epralima.com). O professor deve sempre certificar-se que esta
está actualizada.
2. No início de cada módulo o professor deve apresentar aos alunos a planificação
modular do mesmo, que deve ser entregue para aprovação, ao Director de
Curso com oito dias de antecedência.
3. O registo dos sumários e a marcação de faltas devem ser feitos no Epragest no
próprio dia.
4. No final do módulo o professor deve lançar as notas no Epragest até oito dias
após o seu terminus, imprimir a pauta de avaliação, recolher as assinaturas dos
alunos e entregá-la ao Director de Turma.
5. No caso de os alunos serem submetidos a segundo momento de avaliação, para
além da pauta de avaliação (remediação), o professor deverá preencher a ficha
de avaliação modular que se encontra na página electrónica da escola; depois
de assinada pelo professor e pelo aluno esta deverá ser entregue ao Director
de Turma.
6. Deve ficar registado no sumário o início do módulo a leccionar, bem como no
final deste a auto e hetero-avaliação.