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INSTITUTO TEOLÓGICO KERIGMA

JANETE DOS SANTOS CASTRO

PANORAMA ESCATÓLOGICO PARALELISTA PROGRESSIVA COM


ÊNFASE NO AMILENISMO

CRICIÚMA 2016
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JANETE DOS SANTOS CASTRO

PANORAMA ESCATÓLOGICO PARALELISTA PROGRESSIVA COM


ÊNFASE NO AMILENISMO

Trabalho de conclusão de curso de Bacharel em


Teologia apresentado ao Instituto teológico
Kerigma em parceria com a Faculdade de
teologia Integrada como requisito parcial para a
obtenção do título de Bacharel(a) em Teologia.

Área de habilitação: Teologia

Orientadora: profa Ms. Kelly Cristina Fernandes


da Rosa

CRICIÚMA

2016
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AGRADECIMENTOS

Ao Deus Pai, por ser a fonte da vida; A Jesus Cristo, como o Mestre dos Mestres,
por ser a fonte de toda a graça; Ao Espírito Santo, o Consolador; por ser a fonte de
todo entendimento; Aos Professores e Professoras, por sua dedicação ao ensinar e
ajudaram a chegar até aqui.
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SUMÁRIO Comentado [CP1]: Arrumar o sumário: capítulo em maiúsculo


negrito; subcapítulos em maiúsculo sem negrito

1 Introdução..........................................................................................................05

2. Correntes de pensamentos escatológicas.....................................................06

2.1 Conceitos Escatológicos..............................................................................06

2.2 Pré-milenismo histórico e dispensacionalista........................................,.....08

2.3 Pós-milenismo............................................................................................12

2.4 Amilenismo..................................................................................................13

2.5 O pré-milenismo dispensacionalista à luz do amilenismo de Harald Schaly 15

2.1 Sobre o arrebatamentos e juízos.................................................................16

2.2 Reino milenar..............................................................................................17

2.3 Cerceamento de Satanás............................................................................18

2.4 Quadro sistemas escatológicos...................................................................20

Capitulo 2

1. Revelações apocalípticas..............................................................................21

1.1 Apocalipse, simbolicamente simbológico....................................................22

1.2 Objetivando a apocalíptica...........................................................................24

2. Panorama geral da revelação apocalíptica de gêneses à apocalipse...........25

2.1 Escatologia de Gênesis...............................................................................25

2.2 Reforço escatológico em Daniel..................................................................26

2.3 Quadro das setenta semanas de Daniel.....................................................27

2.4 Jesus encarnado e a escatologia de Mateus 24..........................................27

2.5 Um panorama escatológico de Mateus 24..................................................28

3. Indícios do fim................................................................................................30

3.1 Os falsos cristos e suas manipulações do mundo.......................................30

3.2 Atentando para os sinais do fim...................................................................31

3.3 Segunda vinda visivelmente visível.............................................................34


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4. Recontagem de Mateus com novas matizes................................................36

4. Síntese da revelação especial.......................................................................37

Capítulo 3

1. Paralelismo progressivo, uma visão cíclica da revelação..............................40

2. Seções do livro de Apocalipse.......................................................................42

2.1 Primeira seção de Apocalipse 1-3 - vida da igreja na terra.........................43

2.2 Segunda seção de Apocalipse 4-7 - a visão do céu e dos selos.................43

2.3 Terceira seção de Apocalipse 8-11 as 7 - trombetas..................................44

2.4 Quarta seção de Apocalipse 12-14 - batalha do bem contra o mal.............44

2.5 Quinta seção de Apocalipse 15-16 - as 7 taças..........................................46

2.6 Sexta seção de Apocalipse 17-19 - visão do julgamento............................46

2.7 Sétima seção de Apocalipse 20-22 - juízo final...........................................47

Conclusão..........................................................................................................48

Referências bibliográficas..................................................................................49
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1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho de pesquisa bibliográfica visa um estudo


panorâmico escatológico das revelações finais de Deus aos homens por uma
percepção simples e objetiva das diversas correntes de pensamentos e visões sobre
o tema, revelação apocalíptica.

Atualmente temos uma diversidade de opiniões, umas pró, outras contra, a


essa ou aquela questão, sendo que, em sua maioria, visões extremamente
complicadas de correntes que se formaram devido a um período da história mundial
ou uma cultura local. Alguns ilustres formatadores destas correntes de pensamento
falavam em um tempo que aquela visão se fazia clara, por seu contexto cultural,
social e histórico, mas com o decorrer dos anos, muitas visões tiveram reveses, em
decorrência da mudança do quadro geral mundial. A base destes pensamentos foi
elaborada com a contribuição de um contexto histórico que não mais as corrobora,
assim sendo a linha de pensamento na qual o pensador seguiu já não tem mais
como total sustentabilidade.

Estudar a escatologia à luz de uma corrente apenas sem buscar o


conhecimento, o estudo mais aprofundado das outras escolas escatológicas, levar o
leitor a fazer uma escolha unilateral, correndo o risco de inferir em erro. Algumas
destas correntes de pensamento, ao ser estudada com profundidade, em um dado
momento, poderão obscurecer o pensamento e a visão do estudante, o quadro geral
fica nebuloso, a mente não consegue ter um panorama geral e descomplicado do
todo. Há o entendimento de alguns quadros, mas dentro de um todo incompleto e
com exegese equivocada em alguns pontos e sobrecarregada em outros.

Se analisar com imparcialidade observamos algumas discrepâncias:


acontecem repetidos arrebatamentos, várias parusias, algumas ressurreições, e o
julgamento das nações por mais de uma vez, como seria possível dizimar o que já
fora dizimado? Muito elucubrei sobre estas questões sem conseguir chegar a uma
solução que fosse plausível e viável ao entendimento (ao observar o panorama
geral). O que via era a visão de um quadro abstrato onde, mesmo depois de horas
de observação, continua-se sem definir as linhas gerais.
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Observadores menos atentos, no caso desse tipo de obra, acabam por fazer
uma leitura exagerada e não raro equivocada. Isso porque não faz um sentido
lógico, mas quando estudado a luz do amilenismo cíclico progressivo há um
esclarecimento, a visão se torna clara, os traços tomam forma e o todo se torna
conexo, há um descortinamento que pode ser descrito como sobrenatural tudo torna-
se claro e cristalino. É possível entender que a gloriosa mensagem e o esplendor do
mensageiro.

Todo estudante de escatologia precisa estar aberto as argumentações, ouvir


o que os defensores de outras linhas de pensamento apregoam. Ter uma concepção
arraigada não significa ter a mente cauterizada, há os que ao defenderem sua teoria
não concebem avaliar ou mesmo somente ouvir linhas de pensamentos contrárias a
sua e quando as ouvem, o fazem com uma contrariedade tal que mesmo que estas
façam algum sentido eles as ignoram por pura obstinação, tem seus pressupostos e
não cede um milímetro, mesmo que seja somente para analisar a ideia de outrem.

Analisar o estudo de outra pessoa não obriga ninguém a compactuar com o


mesmo, tem algumas pessoas que se sentem ofendidos pela não aceitação de suas
ideias, acreditam que quem as questionam o faz em agravo, mas, na verdade, é
preciso estudar escatologia sempre com a mente e coração aberto, é preciso estar
atento, ouvir o que está sendo explanado, mesmo que sejam argumentos contrários
a sua linha de pensamento, ouvir de forma imparcial e mesmo que os argumentos
não o convençam, servem de subsídios para defender sua própria linha de
pensamento, pois todos buscam a verdade.
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2 CORRENTES DE PENSAMENTOS ESCATOLÓGICOS

2.1 CONCEITO ESCATOLÓGICO

A doutrina escatológica é fundamenta em alguns textos da Bíblia, tais como:

Isaias 2.2: E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do
Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele
todas as nações.

Miquéias 4.1: Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do
SENHOR será estabelecida no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e
a ele afluirão os povos.

1 Pedro 1.20: O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes
da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;

1 João 2.18: Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o


anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é
já a última hora.

Escatologia significa doutrina das ultimas coisas e, portanto, tem como


escopo o estudo das profecias concernentes ao fim desta era e a volta de Cristo.
Pr. Luiz Antônio Ferraz

Escatologia (do grego antigo Éschatos (εσχατος), "último", mais o sufixo-


logia) é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos
na história do mundo ou do destino final do gênero humano, comumente
denominado como fim do mundo. Em muitas religiões, o fim do mundo é
um evento futuro profetizado no texto sagrado ou no folclore. De forma
ampla, escatologia costuma relacionar-se com conceitos tais
como Messias ou Era Messiânica, a pós-vida, e a alma.” Wikipédia.
“O termo escatologia origina-se de duas palavras gregas, "éschatos" e
"lógos". "Éschatos" significa: Último de uma série, fim de uma era, extremo
de uma jornada, ponto final de um acontecimento, alvo a ser atingido, meta.
A palavra "lógos" tem variadíssimo uso, mas aqui é tomada no sentido de
estudo. Portando, "escatologia" é o estudo das últimas coisas, dos
acontecimentos do fim dos tempos, o termo final da atual ordem mundial e
da presente história humana. Tal fim se dará, segundo as Escrituras, com a
volta de Cristo, a ressurreição de todos os mortos, a transformação dos
eleitos, que estiverem vivos na ocasião do evento, o juízo final, a
glorificação dos justos, a perpétua condenação e detenção de Satanás com
seus anjos e súditos.” http://pt.slideshare.net/batore06/o-que-escatologia

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Existem três escolas escatológicas primárias, são elas: Pré-Milenista histórico


e Dispensacionalista, Pós-Milenista e Amilenista e estas correntes trabalham com as
três linhas de tempo, umas são preteristas e afirmam que o cumprimento total das
profecias foi no passado. Há aquelas que afirmam que quase a totalidade as
profecias apocalípticas só serão cumpridas no futuro vindouro e também as que
trabalham com o passado, presente e futuro. Existem dois métodos usados para a
interpretação escatológica que são: o método alegórico e literal. Na atualidade, o
método alegórico é o de maior proeminência entre os teólogos estudiosos de
teologia escatológica.

A unanimidade entre os estudiosos é:

1. A Volta de Jesus
2. O Julgamento das Nações
3. A Ressurreição
4. O Julgamento de Satanás (Mal)
5. A Instauração do Estado Eterno ou Morada Celestial

2.2 PRÉ-MILENISMO HISTÓRICO E DISPENSACIONALISTA

O Pré-Milenismo Histórico e dispensacionalistia crê que haverá a segunda


vinda e após este evento virá um milênio literal na terra com o reinado pessoal de
Cristo sobre os homens. E este milênio será o cumprimento das profecias de Deus
para com o estado de Israel e vindo a seguir a instauração do estado eterno.

Esta corrente de pensamento trabalha com a visão literalista. Para estes


estudiosos, o apocalipse é visto de forma literal e cronológica, onde os
acontecimentos de um capítulo tem continuidade no capítulo seguinte, e, por
conseguinte creem em mais de uma vinda de Cristo, onde a primeira ocorrerá no
início da septuagésima semana de Daniel, em secreto, e outra no final.

Creem em várias batalhas finais e que após o milênio será inaugurado o


Estado Eterno, também conhecido como novos céus e nova terra.

No Estado Eteno, os convertidos nominais, que não foram arrebatados,


ficarão na grande tribulação junto com os judeus para sofrerem nas mãos do
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antecristo e, se mudarem de vida e só se mudarem de vida, haverá salvação, mas


sem o Espírito Santo como será possível?
Os dispensassionalistas acreditam ainda que Deus trabalha conforme o
caminhar do humano. Não tem um plano, só vai mudando do plano A para o plano
B, C e D, que a Igreja foi um hiato no tempo onde Deus tratará com ela nesta
intermitência e somente no final deste tempo, tempo de tratamento com os gentios
tratará com Israel. Só na última semana das setenta semanas de Daniel, que foi
realocada para o final dos tempos, Israel será tratado, tendo assim um tempo
especial reinando com Jesus. Esta linha de pensamento acredita que Deus queria
mesmo era tratar com Israel e a Igreja é só um hiato no tempo entre a sexagésima
nona e septuagésima semana de Daniel, trabalham com a crença de que o milênio
literal é necessário para tratar com Israel, para cumprir as profecias feitas ao povo
de Israel no antigo testamento.

A distinção entre Igreja e Israel é uma posição defendida pelo pré-milenismo


dispensacionalista, o pré-milenismo histórico não faz esta distinção.

“Em Atos 15.14.18 temos a interpretação do cumprimento figurado dessa


profecia. (Amos 9.11,12) Tiago entende que ela se cumpriu quando Deus os
gentios na comunidade do povo de Deus. Portanto, se até o Novo
testamento demonstra que as profecias do Antigo Testamento não precisam
ser cumpridas literalmente, por que nos deveríamos insistir nisso?” (Razão
da Esperança Pg 613)”.

O que fez crescer esta corrente foi a forte influência Judaica nos EUA no
século XX, com o crescimento do movimento Sionista, que é um movimento político
e filosófico que defende o direito à autodeterminação. Seu direito a decidir por si
mesmo, a livre escolha do próprio destino do povo judeu e à existência de
um Estado Nacional Judaico independente e soberano no território onde
historicamente existiu o antigo Reino de Israel. Este período, o século XX, foi
marcado pela imigração de judeus aos EUA, para recomeçarem suas vidas no
Mundo Novo como era conhecido este continente na Europa. Vindo de países com
predominância ariana que no ante e também no pós-guerra perseguia judeus, por
considerá-los uma sub-raça. E por sofrer esta forte influência judaica, o
dispensacionalismo pautou sua crença nas promessas que Deus fez a este povo.
Segundo os Dispensacionalistas o Reino dos Céus, que tanto é mencionado
por Cristo, será no milênio, um império mundial e será instaurado com o objetivo de
Deus tratar com o povo de Israel. Assim, os Dispensacionalistas creem que o Reino
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dos Céus é prioritariamente para os judeus e o Reino de Deus que será instaurado
no céu é para a igreja arrebatada e todos os seres celestiais.

Este reino celestial ou império mundial será estabelecido sete anos após o
arrebatamento de igreja; já o reino de Deus, que abrange as demais criaturas, será
instaurado no final do milênio terreno, no final do Império Mundial, que Cristo
chamava de Reino dos céus, designado primariamente aos judeus.

Ensinam os dispensacionalistas que Jesus, na sua primeira vinda, veio para


estabelecer o Reino dos Céus, que, segundo eles, é um império temporal,
político, judaico, mundial, devendo durar mil anos, em outras palavras
estabelecer o milênio: que esse é o conteúdo do Evangelho do Reino, e que
o primeiro que o pregou foi João Batista, seguido por Jesus e os discípulos
até a ultima semana do ministério de Cristo. Mas quando o judeus
oficialmente rejeitaram Jesus, terminando por crucificá-lo, este Reino dos
Céus, ou Milênio, foi adiado para segunda vinda de Cristo. (O Pré-Milenismo
Dispensacionalista à Luz do Amilenismo p. 46).

Na palavra de Deus fica estabelecido um tratamento diferenciado, mas, este


tratamento está condicionado à obediência, se ele, o Estado de Israel andasse em
seus caminhos, se guardassem o pacto. Mas, conforme é descrito na Bíblia, o povo
judeu andou fora da Palavra em diversas ocasiões, quebrou o pacto, a aliança, era
um povo de dura cerviz e o ápice de sua rebeldia foi quando condenaram o filho de
Deus, o Messias. Deus não vai mais tolerar os desmandos desse povo rebelde! Isso
fica muito claro na parábola dos trabalhadores maus em Marcos 12.9: Que fará,
pois, o senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. e
Mateus 21.43: Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será
dado a uma nação que dê os seus frutos. Assim, o Senhor estabelece uma nova
aliança com todas as nações, sem mais acepção de pessoas, todo aquele que crê e
for batizado no Espírito de Deus, será “um” em Cristo, sem distinção de raça. Após
Jesus, todos herdaram a promessa feita a Abraão e todos os povos se tornaram
uma única nação eleita, formou um só corpo, o corpo de Cristo.

Jesus, após sua morte na cruz tornou-se o Senhor e Rei de todas as nações
e muitas são as passagens bíblicas que corroboram este novo pacto, o da nova
aliança derramado sobre o povo de Deus. A desobediência dos filhos de Israel que
perseguiram a Cristo e aos cristãos por séculos após a morte de Jesus e isso a
palavra de Deus e também a história corroboram. A cerca deles, Paulo fala no novo
testamento, que se permaneceram na incredulidade não serão enxertados
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novamente. Rm 11: 23 E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão


enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar.

O Israel temporal encerou sua missão quando rejeitou Jesus, que era O
descendente de Abraão, a quem fora feito “a” promessa, e na carta aos Gálatas fica
claro que todos que estão em Cristo são herdeiros da promessa. “Porque todos
quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem
grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em
Cristo Jesus.E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme
a promesa.” Gl 3:27-29)

Um dos temas característicos da apocalíptica judaica diz respeito ao fato de


que, no fim dos tempos, Deus haveria de vindicar Israel. E com base nesse
princípio que notamos uma profunda diferença entre a apocalíptica judaica e
a apocalíptica cristã, justamente porque no estudo da mensagem
escatológica de Jesus não há uma preocupação nacionalista — como a que
se vê na apocalíptica judaica — com a restauração de Israel. Pela
compreensão judaica, o Messias seria um guerreiro que conduziria
“triunfalmente a nação de Israel a uma posição gloriosa entre as nações”,
mas, em vez disso, o que se vê nos escritos bíblicos do Novo Testamento
não é um futuro promissor para os israelitas, conforme afirma Lucas 21.24:
“Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as
nações”. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se
cumpram. (Fundamentos da Teologia Escatologica-pdf pg. 24/25)

2.3 PÓS-MILENISMO

Os Pós-Milenistas acreditam em um milênio de paz seguido da segunda vinda


e após a instauração do Estado Eterno.

Pós-Milenismo, é a expectativa de um longo período de paz na Terra,


chamado milênio, À medida em que cada vez mais as pessoas se
submetam ao plano do Senhor e começam a praticar os ensinos e modo de
vida que Ele estabeleceu, a paz será o resultado natural. (Opções
contemporâneas na escatologia, p. 47/48).

O milênio vai começar não com a segunda vinda de Cristo, mas sim através
da Igreja com a pregação do evangelho e obras, que irá paulatinamente mudar o
quadro atual dos seres humanos e assim extirpar a maldade. Assim, o mundo viverá
um período de paz na terra chamado milênio e após estes acontecimentos Jesus
voltará.

Este pensamento surgiu em um século que o mundo estava em crescente


evolução. A ciência crescia velozmente, a “era dourada” no século XIX, o século do
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otimismo, do crescimento, do conhecimento e da ciência, acreditavam que o mal que


habitava o ser humano era o oprimitivismo, falta de educação, assim sendo
acreditavam que com o crescimento do conhecimento o mal seria extirpado. Outro
fator a contribuir para o crescimento desta visão foi o aumento das missões, parecia
mesmo que o mundo estava entrando em uma “era dourada”, mas aí vieram as duas
grandes guerras e o golpe foi feio nesta forma de interpretação da profecia.

O século seguinte (século XX), na realidade foi o século do pessimismo, pois


ao contrário das expectativas, o progresso acabou por aumentar a maldade humana.

Em muitos círculos protestantes, houve entusiasmo com a perspectiva do


declínio do papado e da conversão maciça de judeus, depois que fora
assegurado a estes o direito à cidadania plena na França e em países
vizinhos. Na Inglaterra, tal período se caracterizou por uma exultação quase
apocalíptica, e grande parte desse estado de ânimo se transferiu para os
Estados Unidos. “Na segunda década do século 19, a causa missionária
alcançara uma importância e uma glória ‘inefavelmente maiores’ do que em
qualquer época anterior do protestantismo. (Fundamentos da Teologia
Escatologica-pdf p. 74).

Se o crescimento do conhecimento e a disseminação do evangelho fosse fator


determinante, o Brasil seria composto em uma grande parte, estatisticamente
falando, de pessoas voltadas a fazer o bem, ajudando seu próximo. Sabe-se que o
Brasil tem 42,3 milhões (segundo IBGE senso de 2010) de evangélicos na
atualidade, mas não houve mudança.

2.4 AMILENISMO

O amilenismo acredita em um milênio instituído, seguido da segunda vinda e


após a instauração do Estado Eterno, isto é, o milênio já começou, não um milênio
literal, mas um tempo perfeito que Deus determinou entre a primeira e a segunda
vinda de Cristo. Este tempo foi estabelecido assim que o Cordeiro, que foi imolado,
subiu aos céus e iniciou seu reinado e esta é a primeira parte, a parte maior que se
iniciou com a instauração da igreja e irá terminar com o aparecimento do antecristo
quando se inicia a segunda parte do milênio não literal, é um tempo de perseguição
feroz, onde as correntes que prendiam o dragão serão afrouxadas, e se esse tempo
não se abreviasse muitos escolhidos iriam sucumbir.
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O amilenismo entende que o milênio de Apocalipse 20 já esta em atividade


neste momento, pois começou com a primeira vinda de Jesus e terminara
na segunda vinda com a instauração dos novos céus e nova terra. Por isso,
para o amilenismo, o milênio não é literal, mas espiritual. (Razão da
Esperança Pg. 599).

O amilenismo era a principal escola interpretativa desde os pais da igreja,


conforme a mensagem do evangelho é a que mais coerência tem, é uma mensagem
simples embasada nas palavras e testemunho dos cristãos primitivos, uma visão que
sempre fez muito sentido e sem necessidade de Bíblias específicas para sua
interpretação. Para estes estudiosos, a escatologia já foi inaugurada, Jesus veio,
ressuscitou, subiu aos céus e inaugurou o milênio.

Agostinho considera a era atual como o milênio: o governo e reinado de


Cristo por mil anos, período durante o qual Satanás é acorrentado, o
anticristo aparece, e Satanás é solto para uma temporada de tentação das
nações. Portanto, as declarações no livro de Apocalipse não são literais, e a
vitória na luta do bem contra o mal já havia se realizado, pois Deus triunfara
mediante a cruz e a ressurreição de Cristo. Disso concluímos que, na visão
agostiniana, o momento atual caracteriza a era da tribulação, que teve início
com a morte de Cristo e cessará em sua segunda vinda. Essa compreensão
do milênio teve grande aceitação na Igreja e prevaleceu por quase toda a
Idade Média. E bom afirmar que, embora o amilenarismo fosse a corrente
oficial da Igreja — uma vez que a “vasta maioria de teólogos cristãos e
líderes eclesiásticos desde o pai da igreja Agostinho foram amilenaristas.
(Fundamentos da Teologia Escatologica-pdf pg28/29).

Para os amilenistas, o reino de Deus é o reino dos céus que foi inaugurado na
primeira vinda de Cristo (Lc 11.20) Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de
Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus. Este versículo e também (Lc
10.9) E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de
Deus.) atestam que o reino de Deu chegou sobre os homens. Todo o Novo
Testamento nos fala desta verdade, a verdade de uma nova aliança com o povo de
Deus, a verdade de que o povo está sob um novo reinado e que a promessa foi
transferida para a igreja de Jesus. (Mt 21.43 Portanto, eu vos digo que o reino de
Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos.).

A interpretação amilenista do livro de apocalipse é uma paralelista


progressiva conforme defendida por William Hendriksem em seu livro “Mais que
vencedores” é um método de interpretação que divide o apocalipse, geralmente, em
sete seções, descrevendo eventos de forma recapitulativa, aonde cada seção vai
agregando maior número de informação que a anterior, cada seção refere-se a
mesma era, o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. São seções
paralelas e progressivas e revelam um certo grau de progressão escatológica.
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2.5 O PRÉ-MILENISMO DISPENSACIONALISTA À LUZ DO AMILENISMO DE


HARALD SCHALY

Segundo os dispensacionalista, Jesus veio para estabelecer seu reino


temporal, mas foi frustrado em seu intento. Então, Deus instaurou uma interpolação
entre a sexagésima nona e a septuagésima semana de Daniel, que já dura mais de
dois mil anos, e agora eles estão aguardando a segunda vida de Jesus para que
seja estabelecido o Reino dos Céus ou Reino Milenar terreno, reino este que foi
frustrado, foi adiado na primeria vinda. Este novo plano, o plano B é para que Deus
volte a tratar com o povo de Israel e neste reino será estabelecido um novo templo,
instaurado novamente os sacrifícios sacerdotais. Como é possível observar são
todos os preceitos da lei mosaica, mas segundo a nova aliança, Jesus veio como
sacrifício supremo, veio cumprir a lei. Então, não há lógica de se começar tudo
novamente.

Não há nenhuma promessa, na bíblia, concernente a restauração de Israel, que tenha


sido escrita posteriormente à restauração da babilônia.” (O prémilenismo
dispesacionalista à luz do amilenismo. p. 77).

No ano 70 d.C. Deus veio com juízo sobre os judeu por terem matado o
Messias e após este acontecimento para retornarem a oliveira é preciso que creiam
que o Messias que foi rejeitado é o Messias de Deus, e assim, só assim serão
enxertados na oliveira novamente. Então, farão parte do sacerdócio santo, nação
eleita. Muitos Judeus anônimos e conhecidos já se deram conta dessa verdade no
decorrer da história, converteram-se a Cristo e receberam sua herança novamente.
Assim, será até a segunda vinda de Cristo e todo que crer será salvo.
Ao colocarem esta interpolação, este parêntese na profecia de Daniel, os
dispensacionalistas estão esquartejando as escrituras. Caso esse parêntese fizesse
realmente parte das escrituras, Deus assim deixaria explícito em sua Palavra, o que
corroboraria a visão deste grupo.
Conforme consenso entre os cristãos, Jesus afirmou e confirmou um pacto
perpétuo e não por uma semana de anos, mas dentro de uma semana de anos. Esta
explicação de hiato na sexagésima nona semana de Daniel nove traz problemas
difíceis de serem explicados, força a escritura, faz a Bíblia dizer o que não diz e
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significar o que não significa. Eles falam que o evangelho do reino que se estabelece
aqui na terra tem duas fases: a primeira começou com o ministério de João Batista
que vai até a rejeição da cruz, é interrompido e recomeça quando Jesus arrebatar a
igreja, dando fim ao tratamento com este povo, recomeça então o tratamento com os
judeus no milênio e retoma a profecia de Daniel.
Mas, como saber estas verdades sem consultar uma Bíblia específica?
Para eles, há uma diferenciação entre Reino dos Céus e Reino de Deus,
sendo este um império judaico temporal individual em que Cristo reinará como rei
dos Judeus com a capital em Jerusalém que será no milênio, o Reino de Deus um
reino espiritual universal que se dará da vinda de Jesus com a ressurreição de todos
os salvos.

SOBRE ARREBATAMENTOS E JUÍZOS Comentado [U2]: Numerar?????

O que virá como ladrão é o dia do Senhor e não Cristo (2 Pe 3.10). Mas o dia
do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande
estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há,
se queimarão. Jesus no novo testamento virá ressuscitar os vivos e os mortos como
ladrão não por ser às escondidas, pois todo o olho o verá até os que o
transpassaram. Ap 1.7: Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os
mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Essa vinda será como o ladrão, pois será repentina, sem aviso prévio. Jesus virá
uma única vez e de forma totalmente visível a todos de todas as eras, todos que O
conhecerão e mesmo aos que não o conheceram e seguindo-se assim o juízo final e
consumação dos séculos.

Conforme a bíblia Scofilde é apontada sete juízos, que são:

1 O juízo dos pecados dos crentes na cruz de Cristo (Jo 12.31)


2 O juízo de si mesmo pelo próprio crente (1Co 11: 30-32) Comentado [U3]: Entre o capítulo e o versículo utiliza-se ponto
final conforme acima.
3 O juízo das obras do crentes, na volta de Cristo nos ares (2co 5:10)
4 O juízo das nações, na volta de Cristo (Mt 25: 31-46)
5 O juízo de Israel, na volta de Cristo (Ez 20: 37-38)
6 O juízo dos anjos caídos, depois dos mil anos (Judas 6)
16

7 O juízo dos mortos ímpios, com que se encerra a historia atual da terra (Ap 20:11-
15)

A interpretação dispensacionalista em sua visão cronológica que fala de


vários juízos. Em um capítulo de Apocalipse, tudo é destroçado, todos mortos, o
mundo é dizimado e no capítulo seguinte tem outro juízo, como assim? Como
acabar com o que já está acabado?

O REINO MILENAR Comentado [U4]: Você deve numerar os tópicos e subtópicos.

Conforme os dispensacionalistas, o reino milenar será mesclado pelos que já


foram arrebatados antes dos sete anos de tribulação e voltarão com Cristo no final
da grande tribulação.
Pelos não crentes que aceitaram Jesus, na tribulação, já sabendo do
arrebatamento da igreja, cristão que viveram pela fé, que seguiram o caminho que
Jesus deixou sem muitos subsídios palpáveis para se nortearem. (Ef. 2. 8) Porque Comentado [U5]: Esta frase está confusa. Tente refazer. Não
ficou claro!
pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Munidos de uma consciência da real existência de Cristo, serão salvos por
obras, por não negarem o nome de Jesus por serem martirizados pelo anticristo na
grande tribulação.
Pelos Judeus, que como os nãos crentes também já sabem do
arrebatamento, serão salvos sobrenaturalmente por Jesus dos impérios mundiais
que os sitiavam, e na eminência do aniquilamento. Essa é um mistura um tanto
quanto heterodoxa se visto de uma forma imparcial.
Viverão no milênio pessoas com corpos físicos mortais e corpos glorificados
(os arrebatados). Essa amálgama é uma mistura por demais curiosa,
teologicamente não faz muito sentido todo esse plano mirabolante enquanto Jesus
com seu grande poder poderia já ter resolvido tudo na primeira vinda.

Outro problema é que um milênio terrestre é teologicamente supérfluo, questão esta


levantada especialmente pelos Amilenistas. Por que deve haver um reino terrestre de
Cristo? Por que não devemos avançar diretamente da segunda vinda de Cristo pra o
julgamento. E depois para os estados finais dos destinos dos justos bem como dos
injustos?
Especialmente tendo em vista a carência de referencias textuais, o milênio
parece dispensável.” (Opções contemporâneas na escatologia, p. 87). Comentado [U6]: Todas as referência longas com mais de três
linhas devem ter fonte 10 e espaço simples em itálico.
A abreviação de página é p.
17

CERCEAMENTO DE SATANÁS Comentado [U7]: Numerar?????

Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o


reino de Deus. Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo
quanto tem; Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele, e vencendo-o, tira-lhe toda a
sua armadura em que confiava, e reparte os seus despojos. (Lc 11.20-22)

Evidentemente nesta passagem Jesus esta falando do valente Satanás e o


mais valente o próprio Jesus. Ele irá amarrá-lo e restringir seus poderes. E há ainda
mais passagens no Novo Testamento afirmando esta restrição nos poderes de
satanás, quando na cruz Jesus o venceu e tirou seus poderes para cegar as nações.
O verbo usado no grego (Ap 20:2), para amarrá-lo por mil anos é “edesan”. O Comentado [U8]: Arrumar esta citação. Fonte 10 espaço
simples. Depois do versículo é ponto e não dois pontos. A
mesmo verbo e forma usado em Lc 13:16: “E não devia ser solta desta prisão... abreviação de página é p.

esta que é filha de Abraão, a qual há dezoito anos satanás tinha presa (ou
amarada)?” O mesmo verbo também é usado em Rm 7:2 “Porque a mulher
casada esta ligada (ou amarada) pela lei ao marido” Neste sentido “edesan”,
traduzido por ligada ou amarrada, significa liberdade cerceada, e não imobilidade
total, Satanás esta amarrado, mas não está numa camisa de força. "Assim, a
esfera de Satanás foi cerceada na primeira vinda de Cristo, especialmente em
relação aos salvos, e, na segunda vinda, ele será completamente aniquilado,” (O
Pré-Milenismo Dispensacionalista à Luz do Amilenismo pg. 99).

“Alguém podia dizer: como Satanás está amarrado se o mundo está desse
jeito? Ele está amarrado, mas não impossibilitado de atuar. O que ele não pode
fazer, segundo Apocalipse 20,3 é enganar as nações. É dito que depois do fim
do milênio, ele reúne as nações para pelejar contra a igreja (Ap 20.8). No tempo
presente, ele não consegue fazer esse tipo de movimentação de nações contra o
povo de Deus, “(Razão da Esperança Pg. 603)”.

“Satanás já está destruído? Porem, então, como é que ele continua agindo? Ele
está destruído porque já não tem qualquer possibilidade de vitoria. Colossenses
2.15 também deixa bem claro que Satanás está derrotado: “E despojado os
principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando
deles na cruz”. A linguagem desta passagem é militar. Paulo está comparando o
que Jesus fez com satanás e suas hostes, com o que o exército Romano fazia
com os vencidos. Naquele tempo, quando um exército vencia o outro, os
perdedores eram despojados de todos os seus bens, às vezes até das próprias
roupas. Em seguida, eles eram amarrados e obrigados a desfilar pelas ruas,
18

numa humilhação pública. Jesus despojou Satanás e o humilhou perante todos


com sua morte e ressurreição.” (Razão da Esperança Pg. 604)”. Comentado [U9]: Idem ao ítem anterior.

Em Apocalipse 20 fala da prisão de Satanás por mil anos, mas estes mil anos
são um tempo não cronológico, refere-se há um tempo perfeito que Deus
estabeleceu para humanidade poder retornar aos caminhos dEle, neste tempo
Satanás está restrito, amarrado, não com corretes, pois é impossível amarrar um ser
espiritual com coisas matérias, é uma figura de linguagem que é usada para definir a
perda das forças de Satanás, e sua restrição para cegar as nações quanto ao
caminho da Deus.

“É muito difícil entender os mil anos da sua prisão como sendo estritamente
literais, por causa dos óbvios usos dos números simbólicos no Apocalipse. Mil
equivale a dez elevado à terceira potência – um número ideal, não precisamos
tomar o número literalmente, mas todas as aparências indicam que ele
representa um período de tempo real, não importa se curto ou longo.”
(Apocalipse introdução e comentário pg. 194). Comentado [U10]: Arrumar também.

QUADRO DOS SISTEMAS ESCATOLOGICOS.

Amilenismo Pós- Pré-Milenismo Pré-Milenismo


Milenismo Histórico Dispensacionalista
Segunda Eventos Eventos Arrebatamento Segunda vinda em
Vinda simples, sem simples, sem e segunda Duas fazes. Cristo
distinção entre distinção entre vinda retorna para
arrebatamento arrebatamento simultâneos. buscar sua igreja
e segunda e segunda Cristo retorna e para estabelecer
vinda. Inicio vinda. Inicio para o milênio após 7
do Estado do Estado estabelecer o anos.
Eterno. Eterno. milênio.
Ressurreição Ressurreição Ressurreição Ressurreição
Três
geral de geral de geral de
ressurreições:
crentes e crentes e crentes no
crentes na
incrédulos na incrédulos na início do
segunda vinda,
segunda segunda milênio e
judeus depois dos
vinda. vinda. incrédulos ao
sete anos,
final. incrédulos ao final
do milênio.
Julgamento Julgamento Julgamento Julgamento na Julgamento na
geral de todas geral de todas segunda vinda e vinda depois da
as pessoas. as pessoas. depois do tribulação e depois
milênio. do milênio. Comentado [U11]: Fonte arial.
19

Tribulação Experimenta na Experimenta na Experimenta na Igreja arrebatada


presente era. presente era. presente era. antes da tribulação.
Milênio Não Literal. A presente era Igreja é Israel Um milênio futuro
Crentes reinam entrara no no Novo após a vinda de
com Cristo no milênio pelo Testamento, Jesus, reino milenar
céu e sobre a progresso dos porem, Deus literal sobre as
terra até a povos tratara com nações do mundo.
segunda vinda. mediante o Israel
evangelho. separadamente.
Igreja e Igreja é Israel Igreja é Israel Igreja é Israel Completa distinção
Israel no Novo no Novo no Novo entre Israel e igreja.
Testamento. Testamento. Testamento, Deus tem um
Nenhuma Nenhuma Porem Deus programa para cada
distinção entre distinção entre tratara com um dos grupos
Israel e Igreja. Israel e Igreja. Israel
separadamente.
Defensores L. Berkhof Carles Hodge G. E. Ladd L. S. Chafer
A. Hoekema B. Werfield M. J. Erickson J. D. Pentecost
W. Hendriksen W. G. T. Shedd A. Resse . F. Walvoord
G.C.Berkouwer L. Bortnner
Fonte: https://bereianos.blogspot.com.br/2013/06/o-reino-milenar.html

2 REVELAÇÕES APOCALÍPTICAS Comentado [U12]: Nova página

A palavra apocalipse vem do grego apokálypsis, significa "revelação",


formada por "apo", tirado de, e "kalumna", véu. Um "apocalipse", na terminologia
do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então
permaneciam secretas e são reveladas a um profeta escolhido por Deus. O local em
que João recebeu esta revelação apocalíptica, na ilha de Patmos, uma
pequena ilha a 55 km da costa da Turquia, no mar Egeu, é de consenso geral que
foi escrito por volta de 90 a 96 d.C, tendo como autor o apóstolo João, aquele que
Jesus amava. Estas informações são aceitas com base no testemunho dos pais da
igreja.

“A igreja primitiva é quase unânime em atribuir o livro de Apocalipse ao apostolo


João. Esta era a opinião de Justino Mártir (c. 140 A.D.), de Irineu (c. 180 A.D.),
que foi um discípulo de João.” (Mais Que vencedores Pg. 23/24). Comentado [U13]: Arrumar...

No período intertestamentário, houve muita literatura apocalíptica, que foram


consideradas apócrifas. Estes materiais literários não eram aceitos por se tratar de
20

escritos que surgiram neste período, mas eram atribuídos a personalidades do


passado bem longínquo.

Muitos escritos apócrifos apocalípticos começaram a circular entre os cristãos


no período intertestamentário e outros no segundo século d.C. Portanto, não
poderiam ser de autoria de pessoas que já estavam mortas há séculos atrás, alguns
autores por não serem conhecidos atribuíam a autoria a algum personagem de
renome, para que seu trabalho ganhasse notoriedade.

Alguns Exemplos são:


Apocalipse de Abrão
Apocalipse de Baruque
Apocalipse de Adão
Apocalipse de Moises
Apocalipse de Enoque
Apocalipse de Elias
E outros

Em um tempo que crescia a literatura apocalíptica, a única que foi


considerada canônica foi o apocalipse de João, pelo censo comum daqueles dias e
testificado pelos pais da igreja.

APOCALIPSE, LINGUAGEM SIMBOLICAMENTE SIMBOLÓGICA. Comentado [U14]: Numerar.

O apocalipse é um livro altamente simbólico, usa muitos símbolos, números e


cores para transmitir uma mensagem simples, é profunda que vem direto de Deus
aos filhos, são símbolos que muitas vezes faziam todo o sentido no contexto da
época em que foi escrito, para seus leitores e suas vidas perseguidas, mas que para
nosso tempo não se aplica. Não irão fazer quase nenhum sentido. Muitas vezes
pessoas se perdem tentando decifrar coisas que são indecifráveis e puramente
alegóricas utilizam tempo buscando informação que não são pertinentes, perdendo
assim esse tempo precioso que poderia ser investido em algum estudo
verdadeiramente edificante e esclarecedor.
21

Claro que é necessário investigar estes símbolos e buscar em toda a Palavra


escrita de Deus, entender seu significado, mas não deixar que estes símbolos sejam
o foco, o alvo central do estudo escatológico. Ater-se somente a eles em detrimento
ao todo é gerar um estudo incompleto.

A própria Palavra de Deus se auto explica. O estudante de escatologia


precisa, paralelo aos grandes teólogos, fazer a verificação dos ensinos, se estes
estão em concordância com a palavra escrita. Essa varredura é primordial sim, pois
os estudantes precisam focar no todo e assim munidos do que o Pai deixou revelado
em sua palavra, avaliar as diversas interpretações existentes. É preciso entender
que alguns destes teólogos embasavam suas conclusões em suposições pessoais
utilizando o pano de fundo da era em que viveram, seus óculos, em alguns
momentos, eram temporais. Isso na prática propiciava a confusão na análise do
contexto podendo os afastar da verdade revelada, sendo assim, é melhor filtrar
algumas informações, pois elas não nos são pertinentes, não edificarão em nada e
em nada contribuirão para a salvação.

O fato é que tudo que Deus revelou é possível sim, com afinco e bastante
estudo, aprender e entender, pois está elucidada em Sua maravilhosa Palavra que
foi dirigida aos cristãos daquela era e de todas as eras até a consumação dos
séculos, mas nem tudo se aplica a todos.

Obviamente um estudo acadêmico ajuda muito, dá uma diretriz, organiza o


aprendizado, expande o raciocínio. Pesquisar o que teólogos, exegetas e autores
renomados, que com certeza possuem ou possuíram inteligência e sabedoria
suficiente, para fazerem comentários maravilhosos. Isso é inquestionável, mas a
última palavra tem que ser sempre do Espírito Santo, o objetivo deste conhecimento
precisa ser sempre o nortear do conhecimento da Palavra na vida do cristão e não
puramente descortinar profecias futurísticas para o conhecimento e gloria pessoal.
Alguns estudiosos fixam um conceito pautados em um momento específico da
história e mesmo que este conceito, esta visão, seja derrubada pela própria história
não tem a humildade de reconhecer o fato, mas sim, os torcem para que se
enquadrem em sua visão, e se apegam a isso não admitindo que estão seguindo um
equívoco, buscam explicar o inexplicável.

Este não foi e nem é o objetivo das revelações apocalípticas, e sim, tem o
objetivo de prevenir os cristãos dos perigos de apostatar da fé em Jesus, seu
22

objetivo é o proteger, orientar e dirigir as ovelhas no caminho de Jesus, sempre com


misericórdia rumo à salvação, e orientar o homem na trajetória de volta ao seu
criador.

OBJETIVANDO A APOCALÍPTICA Comentado [U15]: Numerar

O objetivo da revelação apocalíptica é dar uma diretriz para aqueles que


buscam o caminho reto a seguir e que são pautados pela Palavra de Deus, que
buscam o caminho certo a seguir, para que não incidam no erro e passe a ser réus
de juízo no tribunal de Cristo, quando da sua segunda vinda. Sabemos que quando
Jesus voltar, virá para resgatar sua igreja e todos serão julgados, uns para salvação
outros para perdição. A Palavra dEle esta recheada de direções, orientações,
cuidados e palavras de consolo, se alguém se desvia é por sua própria vontade, por
guiar-se pela vontade de sua carne, por seu egocentrismo incorre no erro, podendo
assim correr o risco de afastar-se da comunhão do Seu criador novamente, imitando
assim o casal original, a estes, sim Jesus virá com juízo e pesará Sua mão.

Sabemos que qualquer justiça que Deus venha a aplicar aos desobedientes,
será justa, mesmo por que todas as chances já foram esgotadas. E a estes, será
revelado o justo Juiz e serão julgados todos os que não O honraram nesta terra. (Mt
25. 31 E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele,
então se assentará no trono da sua glória; Rm 2 16 No dia em que Deus há de julgar os
segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho). Comentado [U16]: Arrumar conforme as antes riores.

Apocalipse, a revelação foi dada ao cristão do primeiro século e dos séculos


posteriores como esperança, mas também traz o alerta para os que apostatam da fé,
para aqueles que não estão nem frios nem tão pouco quentes e para aqueles que
nem se quer O proclamam como Deus.

PANORAMA DA REVELAÇÃO APOCALÍPTICA DE GÊNESES A APOCALIPSE Comentado [U17]: Numerar de acordo com as normas.

ESCATOLOGIA DE GÊNESIS
23

No livro de Gênesis é dada a largada para o plano da redenção. A criatura


tornou-se escrava do pecado, passa a ser domínio de Satanás, o mal tem soberania
sobre a criatura e a criação, os maus frutos começam a serem produzidos por
estarem neste estado de separação com Deus, gera-se uma barreia entre Deus e os
homens. Mesmo o homem tendo desagradado ao criador de forma a causar uma
catástrofe dessa magnitude, Ele elabora um plano de salvação para sua criação,
onde na queda já proclama uma palavra de esperança e promete um recomeço para
sua obra.
No capítulo 3, vem a promessa do resgate através do sacrifício de sangue
apontando para a morte vicária de Jesus, morte substitutiva. Como o homem tornou-
se conhecedor do mal, a única saída viável para protegê-lo seria expulsá-los do
paraíso. Sendo que se ele permanecesse no paraíso, continuaria a comer da árvore
da vida e assim o homem seria eternamente detentor do mal, Deus por sua
onisciência sabia que o homem tomaria esse caminho horrendo que vem trilhando.
Sob o domínio de Satanás as coisas só poderiam piorar, é ai que o Pai lança o plano
da salvação, expulsa o homem do paraíso para que ele não mais coma da árvore da
vida e venha a morrer.
No seguimento de seu plano salvífico, Deus escolhe um povo e segue
tratando com ele para assim mandar o nosso resgatador, o nosso Salvador, mas
como Satanás estava na direção do mundo criado. Deus tratou somente com a
nação de Israel, as outras noções ficaram na mais absoluta escuridão, assim
viveram até que Jesus veio e restringiu as ações maléficas de Satanás. Se assim
não fosse, o homem seria eterno se continuasse no paraíso, não morreriam e o mal
se proliferaria muito e muito mais, a população iria crescer o planeta não teria
espaço para todos os habitantes e seria uma guerra sem fim por território, a solução
foi torna-lo mortal para pagar com a morte por seus pecados e ser gerado
novamente através de Jesus (I Pe 1:23 Sendo de novo gerados, não de semente Comentado [U18]: arrumar

corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva, e que permanece para
sempre). Em meio ao caos da queda do homem, Deus já providencia um plano de
salvação para seus filhos.

REFORÇO ESCATOLÓGICO EM DANIEL Comentado [U19]: numerar e colocar nas normas.


24

A promessa e o plano da salvação são reforçados em Daniel 9. Quando


Daniel clama por seu povo é lhe dado uma visão do plano da salvação e seu
próximo cumprimento, v 24 promete que em setenta semanas viria o Salvador para
dar fim ao pecado que estava arraigado em seu povo, cessar as transgressões,
firmando uma aliança com seu povo, a nova aliança e fazer cessar o sacrifício de
animais, pois o sacrifício Supremo já tinha se cumprido em Cristo, o assolador virá e
destruirá o templo do Senhor, onde ainda o israelita estava fazendo sacrifícios, é de
domínio publico que só o Messias prometido poderia cumprir essa profecia, quando
Israel não aceito-O como tal, e deu prosseguimento aos sacrifícios, tornaram vã o
sacrifício de Cristo e assim, por sua dura servis, esse povo foi espalhado por toda a
terra para sofrer por sua transgressão. Comentado [U20]: Pontuação no parágrafo todo.

“E como a sexagésima nona semana , segundo os dispesacionalistas, se


encerrou com a última semana do ministério de Cristo, e a septuagésima não se
seguiu, por ter sido deslocada para o futuro então remoto, a morte de Cristo,
que, para ao menos alguns deles, parece ter sido desnecessária, também não
coube mais nas setenta semana dos dispesacionalistas.” (O Pré-Milenismo
Dispensacionalista à Luz do Amilenismo pg. 30) Comentado [U21]: Arrumar conforme as outras referências

QUADRO DAS 70 SEMANAS DE DANIEL 09.


25

“Então conforme o consenso da cristandade a quase dois milênios, Jesus não só


firmou, mas confirmou um pacto perpétuo, e não por uma semana de anos, mas
dentro de uma semana de anos, e esta semana corresponde a última semana (7
anos) das setenta semanas da Daniel.” (O Pré-Milenismo Dispensacionalista à
Luz do Amilenismo pg. 41). Comentado [U22]: arrumar

JESUS ENCARNADO E A ESCATOLOGIA DE MATEUS 24

Com a encarnação de Jesus aqui na terra se cumpre a escatologia do Antigo


Testamento em toda a sua plenitude. O Antigo Testamento aponta todo para o
sacrifício salvífico de Jesus e como esta parte do plano da salvação completa,
reiniciam-se as profecias que apontam para a segunda vinda do Cristo, e a dá início
agora ao novo pacto, a nova aliança que vai apontar para a conclusão redentora do
plano de Deus para os homens.

Jesus dá seguimento às profecias bíblicas das coisas derradeiras. Neste


caso, vemos uma profecia sobre as últimas coisas para Israel daquela época, onde
ocorreu a diáspora do povo Judeu que até a vinda do Messias era o único povo com
quem Deus tratava. Esse povo que fora escolhido com amor, para ser o povo da
promessa, rejeitou o Messias enviado de Deus e ao rejeitar Jesus que é “O”
descendente de Abraão (Gl 3; 16 Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua
descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só:
E à tua descendência, que é Cristo.) e assim, como rechaçaram o Cristo de Deus o Comentado [U23]: arrumar como as normas.

povo Judeu perdeu o direito a sua primazia, tornado-se muitos entre tantos. Mesmo
porque não há uma razão lógica para que Deus persista com esse povo em
detrimento aos outros, a escritura conta outra história, conta a história de povos que
quando chegaram a seu teto máximo de pecado foram dizimados da terra e pode
haver pecado maior que mandar matar o Messias e pedir que seu sangue recaia
sobre toda a descendência?

Vemos no capítulo 24 de Mateus, um exemplo da forma de narrativa cíclica,


repetição oral era uma forma de ensino nos tempos bíblicos. Jesus conta e reconta a
profecia, mas com ênfase em tempos distintos, esta era a metodologia de ensino da
época, os alunos fixavam a matéria pela repetição.
26

UM PANORAMA ESCATOLÓGICO DE MATEUS 24 Comentado [U24]: Numerar e colocar nas normas.

Não ficará pedra sobre pedra (v.2), nos anos 70 d.C quando o general Tito
destruiu Jerusalém (Conforme a obra História dos Hebreus de Flávio Josefo que foi um
escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C.) os soldados atearam fogo na Comentado [U25]: arrumar

cidade e no templo, a devastação foi de proporções nunca vistas antes, e o templo


era todo revestido de ouro e este ouro com o fogo, foi parar nas fendas das pedras
da construção do templo os soldados romanos tiveram que literalmente tirar pedra
por pedra para resgatar este ouro que fazia parte dos espolio de guerra. (Lc 21: 6
Quanto a estas coisas que vedes, dias virão em que não se deixará pedra sobre pedra, que
não seja derrubada.). Comentado [U26]: arrumar

Quando da destruição do templo e a diáspora do povo judeu, Tito sitiou a cidade,


os judeus que lá estavam presos, digladiavam entre si em sua eterna luta por poder,
chegaram a queima grande parte dos grãos que tinham em estoque para que o
outro partido não viesse a se beneficiar. O cerco durou muito tempo e eles passaram
uma fome de proporções devastadora. Josefo conta que mães cozinhavam e
comiam o próprio filho depois de morto. Eles, os judeus, ficaram até os últimos dias
dessa guerra esperando o socorro de Deus.

Durante o cerco, aproximadamente um milhão de pessoas perderam a vida.


Muitos viraram escravos romanos, outros enviados para pedreiras do Egito vendidos
no mercado, que lotavam com escravos judeus, presenteados aos amigos dos
romanos e os mais fortes e jovens separados para lutas com animais, jogos de
gladiadores para marcha triunfal do imperador. A destruição do templo traz um
horror para os judeus, pois é a profanação do templo e difamação da lei, o Senhor
descreve em Daniel, narra o horror da desolação.

“Exatamente quarenta anos depois de Jesus ter dito estas palavras, numa
festa de Páscoa, Tito se acampou com suas tropas diante de Jerusalém e
começou a sitiá-la. O cerco durou cinco meses. Foi um tempo terrível para
a cidade. Por causa da festa da Páscoa ela estava repleta de gente. Os
dois partidos principais, que deveriam defender Jerusalém contra Roma,
inicialmente estavam desunidos entre si. Encontravam-se numa constante
27

guerra interna, transformando a cidade seguidamente num campo de


batalha, até poucos dias antes do início do sítio.” (Evangelho de Mateus
Comentário Esperança-pdf - Fritz Rienecker) pg. 257). Comentado [U27]: arrumar conforme as normas.

Conforme Josefo, quando acontece o cerco a Jerusalém os dois principais Comentado [U28]: Ano??

partidos deveriam juntar forças contra Roma, estavam em pé de guerra, chegando


ao ponto de incendiar os estoques de cereais para que o outro não possuísse, e a
lutas partidárias seguiam dentro de Jerusalém enquanto que o exército romano já
estava acampado nos portões da cidade. Na festa pascal, aconteceu outra chacina
no interior da cidade líderes e adeptos do partido de Eliezer foram assassinados. Foi
somente quando os Romanos começaram a forçar a portões da cidade é que a luta
interna parou, então quando os romanos finalmente conseguiram penetrar os muros
a luta que se travou foi uma luta sangrenta, o general Tito até deu ordem para que
não se destruísse o templo, mas os romanos estavam com tanta raiva dos judeus,
sua teimosia, que nem ouviram as ordens de seu general e atiram fogo no templo.

INDÍCIOS DO FIM Comentado [U29]: Numerar conforme as normas.

OS FALSOS CRISTOS E SUAS MANIPULAÇÕES DO MUNDO

Virão muitos em meu nome (v5), no primeiro século depois de Cristo


realmente aparecerem vários que se denominavam o messias, incitando ao povo a
guerra, dizendo-se o messias libertador de Israel, aquele que libertaria o povo das
mãos do opressor. Eles instigavam o povo a ir à luta armada e houve um destes
pseudos messias que levou mesmo o povo a rebeliões e muitas pessoas morreram
em batalhas que não havia a mínima possibilidade de vitória, o povo crendo que
estavam lutando ao lado do messias iam para o campo de batalha contando com a
mão de Deus para levá-los a vitória.

Nação contra nação (v7), após a crucificação de Cristo, Roma começou seu
declínio gradativamente, os reinos vinham contra ela e também se digladiavam entre
28

si. Havia muitos povos bárbaros que se levantavam contra Roma e uns contra os
outros, era realmente nações contra nações.

O princípio das dores (v8), o início da perseguição das testemunhas de


Jesus após sua morte, o primeiro mártir foi Estevão, após vieram muitos outros,
Tiago, o apóstolo, foi decapitado, Pedro crucificado de cabeça para baixo, Paulo foi
prezo, levado para Roma e condenado a morte, todos que seguiam a Jesus eram
perseguidos, espoliados e mortos das formas mais brutais possíveis, essa
perseguição duraria até os tempos do fim. Mudam as formas, mas a perseguição
continua por todo o período da igreja e ainda nos dias de hoje.

Sereis atribulados (v9), aqui fala do inicio da perseguição, da tribulação que


acontece e acontecerá a todo que bradar o nome de Jesus. Esse tempo foi
inaugurando por Estevão e perdurara até a vinda de Jesus, em algum tempo mais
em outros menos, mas continuará até o fim.

Falsos profetas (v11), naqueles tempos e nos tempos atuais, falsos profetas
e falsas doutrinas enganarão a muitos, vieram e virão oferecendo os prazeres deste
mundo como sendo benesses do Senhor para a vida do cristão e aquele que não
estivar com seu foco em Jesus irá ser atraído por estas iscas de Satanás, afastando-
se assim dos caminhos da verdade. É preciso estar sempre atento, com a visão na
vida eterna. O verdadeiro cristão, aquele que realmente se converteu a Cristo tem
seus olhos voltados para Ele, tem suas esperanças colocadas aos pés dEle e não
nas coisas deste mundo e a estes falsos profetas não enganarão.

ATENTANDO PARA OS SINAIS DO FIM Comentado [U30]: numerar

Será pregado este evangelho do reino por todo o mundo (v14), o


evangelho, boas novas da ressurreição de Jesus, Paulo fala em sua carta aos
colossenses (Cl 1:23 Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos Comentado [U31]: arrumar

moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura
que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.) que o evangelho tinha
sido levado até os confins da terra.
29

Paulo está falando do mundo conhecido daquela época, do mundo conhecido


de sua era. Podemos perceber, então, que este capítulo de Mateus tanto fala do fim
do mundo na consumação dos séculos, percebemos que o fim que sucedeu após
esta fala do apóstolo Paulo é o fim do povo Judeu, que até então estava separado
para o conhecimento restrito da Palavra e que com o advento da diáspora. Deste
povo pelo mundo, o povo de Deus passou a ser uma só nação, um só povo, o povo
de Deus, que é a igreja de Jesus na terra.

Entretanto este capítulo do evangelho segundo Mateus também aponta para


o fim de toda a humanidade, como outras profecias bíblicas, esta também
subentende um cumprimento em duplicidade.

Nos versos. 15 a 25 - Fala da queda de Jerusalém em 70 d.C, quando o Tito


sitiou a cidade. Quarenta anos antes de Jesus predisser estas coisas aconteceriam
que seriam tempos de tribulações sem precedentes, era a época da páscoa, tinha
3.000.000 de judeus e destes 1.100.000 sofreram os horrores desta guerra.

Com este evento se deu a diáspora e o povo judeu foi espalhado por toda a
terra. (1 Re 9:7 Então destruirei a Israel da terra que lhes dei; e a esta casa, que santifiquei Comentado [U32]: arrumar

a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel será por provérbio e motejo, entre
todos os povos.), sem um lar(nação) para morar e assim ficou até muito
recentemente. O Senhor predisse um evento real, que aconteceria brevemente,
ainda naquela geração e já usou esta profecia para exemplificar, dar um panorama,
de como seria o fim dos tempos, o tempo em que Deus virá com seu julgamento, foi
uma profecia de cumprimento naquela época que apontava para o fim.

Abominável da desolação (v15), algum tempo antes, dos eventos da queda


de Jerusalém, Josefo fala de um tirano chamado Simão que matou os sacerdotes no
próprio templo e muitos outros que ali estavam por época da páscoa, deixou seus
corpos espalhados pelo templo por muito tempo, para os judeus isso era um ato
abominável, sendo que para entrar no templo era preciso estar limpo, seguir um
ritual de purificação conforme mandava a lei, e se o sacerdote tivesse tocado em
cadáver teria que se purificar por sete dias, o que o tal Simão fez aos olhos dos
Judeus devotos era uma abominação, deixar corpos espalhados pelo templo. Os
judeus não aceitaram a morte de Jesus e por isso ainda cumpriam os ritos da lei,
muitos ainda vinham dos confins da terra para oferecer sacrifício no templo. Isso
30

aconteceu antes da destruição do templo, foi um indicativo de que o tempo estava


acabando para essa nação, e que chegou o tempo para o cumprimento de sua
própria maldição proferida em Mateus (27: 25 E, respondendo todo o povo, disse: O seu Comentado [U33]: arrumar

sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.).

“Quem lê entenda” Quem lê sistematicamente as escrituras entenderia que


Antioco Epifânio foi um tipo de destruidor profano, quem tivesse familiarizado com a
história do povo de Israel perceberia que com a aproximação de Tito para o cerco a
Jerusalém. Também o evento com o tal Simão que se chamava de messias e outros
que de iguais proporções criaram o caos naqueles dias, estes eram os indícios que
este tempo, o ano de 70 dC foi o tempo de fugir. O tempo o qual Cristo se referia em
Mateus 24 e que certamente Tito traria o abominável da desolação para o templo, a
cidade do templo.

Falsos cristos (v. 24), Num primeiro momento, não havia explicitamente a
ideia do retorno do messias, que ele já havia voltado, mas o conceito já pairava no
ar, isso é percebido nas narrativas de historiados da época. Relatos falam de alguns
lideres de pequenas seitas querendo aliciar pessoas de proeminência na luta pela
libertação de Israel, libertação política, esses falsos messias que pegaram a ideia no
ar e a utilizaram em seu próprio benefício, se diziam cristo e faziam milagres
(truques), um deles foi Simão, o mago, que pediu para comprar de Pedro o poder do
Espírito Santo, mas tinha muitos outros, que viviam no deserto e se auto-
proclamavam messias.

Quanto mais próximo estiver da vinda de Jesus, mais a pessoa dEle será
usada para enganar os desavisados. A busca desenfreada pelo dinheiro e poder de
nossa atualidade não perdoara nem o sagrado para atingir seus objetivos, muitos
estão vindo em nome dEle sim, em nome do que Ele pregou, em nome do amor que
Ele plantou e prometendo a paz que só Ele pode nos dar.

“É verdade que a história não registra expressamente nos tempos depois de


Jesus que tenham surgido falsos messias, que se apresentaram em nome
próprio como o Messias ou o Jesus retornado do céu. Contudo, nas tentativas de
aliciamento, de pessoas como Jônatas, Teudas, Dositéu, Simão, Menandro e
31

outros, já se encontrava embrionariamente aquele engano que mais tarde se


apresentou de modo mais decidido na forma de um messianismo falso. Quanto
mais próximo chegar o fim da história, porém, a arte de iludir e confundir dos
falsos profetas aumentará de forma assustadora. O poder da mentira, a
crueldade, a incredulidade, isso tudo se alastrará cada vez mais com seu horror
diabólico e assumirá o controle até chegar ao último clímax, um pouco antes do
julgamento do mundo.” (Evangelho de Mateus Comentário Esperança.pdf pg.
256/257). Comentado [U34]: arrumar

SEGUNDA VINDA VISIVELMENTE VISÍVEL Comentado [U35]: numerar conforme as normas.

Como o relâmpago (v27), relâmpago vem repentinamente, mas é visto por


todos, Jesus não virá incógnito, mais todo o olho O verá. Há algumas escolas de
interpretações proféticas que afirmam que haverá um arrebatamento secreto, Jesus
virá silenciosa e invisivelmente até às nuvens para arrebatar sua igreja, mas não há
embasamento bíblico para esta afirmação. Como é possível observar neste e no
versículo 31 a segunda vinda de Cristo será de uma forma tão visível que mesmo
que alguns queiram não ver, não será possível. Será um evento de dimensões
astronômicas e será somente uma vez, Cristo virá buscar a igreja, julgar a todos e
instaurar os novos céus e terra.

“A Bíblia descreve a vinda do Senhor como um evento único, mas muitos crentes
tem imaginado que haverá mais de uma vinda do Senhor. Como já dissemos,
especialmente aqueles que creem na existência literal do milênio (pré-
tribulacionistas), pensam em mais de uma vinda.” (Razão da Esperança Pg. 594) Comentado [U36]: arrumar

O sol escurecerá (v29), estrelas cairão do firmamento. Em 70, o templo foi


incendiado, fumaça tomou tudo e escureceu o céu, conforme Josefo o dia parecia
noite. Este versículo nos remete também à profecia de Isaias acerca da destruição
do reino do sul, quando Nabucodonosor sitiou a cidade e levou todos cativos. Isaias,
em seu livro, profetizou sobre a queda do reino sul, ele fala em uma linguagem
apocalíptica, figurada, fala dos astros se contorcendo, é quase uma linguagem
poética. Esta descrição fala de eventos com consequências drásticas aqui na terra,
eventos fatais, de destruição total.
32

Is. 13: 9-13 Eis que vem o dia do Senhor, horrendo, com furor e ira ardente, Comentado [U37]:

para pôr a terra em assolação, e dela destruir os pecadores. Porque as estrelas Comentado [U38R37]: arrumar

dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao
nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz. E visitarei sobre o mundo a
maldade, e sobre os ímpios a sua iniquidade; e farei cessar a arrogância dos
atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos. Farei que o homem seja mais
precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir. Por isso farei
estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do
Senhor dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ir.

Mesmo porque quando os Babilônios invadiram o reino sul eles destruíram


tudo, a cidade e o templo, tudo ficou devastado e muitos foram levados como
escravos para Babilônia. Mas não houve nenhum evento cósmico, o céu não
escureceu e as estrelas não caíram do firmamento. Provavelmente esta é uma das
profecias bíblicas que se cumprem também em duplicidade, serviu para aquela
época e também remete aos tempos do fim. É projetado para o dia em que o Senhor
irá julgar as nações.

Grande clangor de trombetas (v31), Jesus recolherá todos de uma só vez, o


arrebatamento se dará concomitantemente a ressurreição dos mortos em uma única
vez, será em proporções mundiais e todo o olho verá.

Analisando estes versículos fica claro e cristalino que Jesus, como Ele próprio
profetizou neste capítulo de Mateus, virá de uma forma totalmente visível onde todos
do planeta o verá e os mortos estarão já ressuscitados para presenciar Seu triunfo e
gloria, arrepender-se e sofrer por suas atitudes nefastas contra o Deus vivo (Ap 1:7 Comentado [U39]: arrumar

Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram;).

“Deus resolveu deixar algumas marcas no mundo que servissem de indicadores


de que a segunda vinda de seu Filho está próxima. Esses sinais não tem a
pretensão de indicar com exatidão o dia da vinda de Jesus, mas apenas fornecer
recursos às pessoas para que elas consigam discernir a época em que estão
vivendo, e a proximidade da vinda do Senhor. São sinais para os fieis, apenas os
fieis, para que renovem as suas esperanças.” (Razão da Esperança pg. 569). Comentado [U40]: arrumar
33

A partir destes versículos, inicia-se uma nova narrativa. As mesmas profecias


narradas até aqui tem um tom diferente, tem a tônica da brevidade, é narrada por um
ângulo diferente, conta a parábola da figueira como um alerta para vigiar, estar
sempre atento, pois o dia e a hora ninguém nunca vai saber.

RECONTAGEM DE MATEUS COM NOVAS MATIZES Comentado [U41]: numerar

Aprendei, pois a parábola da figueira (v32),reinicia a profecia falando sobre


a figueira. Na bíblia, em várias passagens que Israel é associado à figueira e neste
versículo é sobre o broto dessa figueira, Israel, que Jesus está falando, sobre a
instauração do estado de Israel em 1948 para se cumprir a palavra de Deus que os
reuniria e não os deixaria despatriados, e também como alerta para os tempos do
fim, assim como o sinal do broto da figueira anuncia o verão, a instauração do
estado de Israel anuncia a proximidade de Sua volta.

As portas (v32), esse também é um aviso dos tempos do fim, que após a
figueira brotar Jesus estará a caminho, que já está às portas, é preciso estar
preparado, avaliar atitudes, comportamentos e as intenções dos corações. Foi para
isso que Ele deixou as profecias e não para que se descubra, descortine o futuro.
Isso não pertence ao homem.

Não passará esta geração (v34), é provável que a geração da qual Jesus
fala seja aquela, do tempo em que o templo foi destruído, pois esta profecia de
Mateus tem cumprimento em duplicidade, o primeiro já se cumpriu com a destruição
do templo no ano 70 d.C e o segundo cumprimento será na consumação dos
séculos.

Ninguém sabe (v36), muitos já tentaram calcular o tempo da vinda de Jesus


e acabaram por ser desacreditados perante aqueles que os seguiam. Não adianta
ficar fazendo cálculo, isso é perda de tempo, o Pai não revelou e ponto final, este
fato precisa ser aceito, é necessário estudar a palavra profética para edificação e
norteamento, mas não para previsões futurísticas, ninguém sabe o dia e nunca o
saberá.
34

Nos dias de Noé (v37), nos tempos de Noé não tomavam conhecimento de
Deus, viviam seu hedonismo para satisfazer sua carne, seus desejos orgânicos,
suas satisfações materiais e físicas. Achavam que estavam em paz e tranquilidade,
sem preocupação com as coisas de Deus, ninguém para ditar regras, eles faziam o
que queriam sem se preocuparem com nada, com nenhum padrão moral que
devessem seguir e isso para eles era paz, ninguém a acusá-los de seus pecados.
Mas o Senhor estava atento e puniu aquela geração perversa e assim o fará no final,
quando o pecado chegar ao seu teto máximo, ao limite insuportável por Deus, Ele
virá e dizimará tudo, mas com certeza sua igreja será recolhida antes. (I Tes. 5: 3 Pois
que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição,
como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.). Comentado [U42]: arrumar

Por esta razão, todas as gerações devem sempre esperar a volta eminente de
Jesus e não fazer como os que ficam achando que irá demorar e correm o risco de
serem pegos despercebidos. Vigiar, esta é a ordem de Jesus para os convertidos,
estar sempre alertas e não perderem a vinda do Noivo assim como as virgens
nécias.

SÍNTESE DA REVELAÇÃO ESPECIAL Comentado [U43]: arrumar

Fazendo uma análise profunda da revelação especial percebemos que o


reinado de Jesus não foi postergado, mas foi inaugurado com sua primeira vinda em
Atos 1(10-11 E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles Comentado [U44]: arrumar

se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por
que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há
de vir assim como para o céu o vistes ir), Apocalipse é a revelação da segunda vinda e
vem dar continuidade a estes versículos.

A revelação que o Senhor Deus deu através do apóstolo João, é uma


revelação especial do Senhor Jesus vitorioso, ler Apocalipse da forma correta induz
a adoração, ler este livro leva ao conhecimento da continuidade do plano de Deus
para salvação de todo aquele que crê, quando o Senhor já, lá, no início de Gênesis
decretou o juízo ao humano, Ele também deixou todo o plano da salvação
esquematizado, a morte ressurreição de Cristo foi uma parte deste plano, e a outra
35

parte nos foi revelada, no livro de apocalipse, revelação essa, que mostra a vitória
sobre Satanás, a coroação de Cristo nos céus, e seu empossamento como rei deste
mundo, pois conforme a Palavra fala, que após Sua morte na cruz Ele passou a ter
todo o poder nos céus e na terra até o fim dos tempos (Mt 28:18 E, chegando-se Jesus, Comentado [U45]: arrumar

falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra), com a vitória na cruz é
revelado ao homem, por seu Salvador em Apocalipse, o seguimento do plano de
salvação, Jesus revela o que aconteceu nos céus após sua morte na cruz, a visão
do Apocalipse é dada a João para relatar a maravilhosa coroação do Cordeiro nos
céus, na sala do trono e a vitória final de Jesus contra o príncipe deste mundo, que
quando na morte de Cristo perdeu seu poder, poder esse, que fora adquirido no
episódio da queda do homem. Quando Eva desobedeceu às determinações de
Deus, e com a desobediência o casal original deu a Satanás posse da criação,
criação foi dada ao homem para governar.

O Objetivo central da revelação do Senhor para João é a vitória de Cristo na


cruz sobre os poderes maléficos que dominavam as nações. A Satanás, foi dada a
procuração para administrar a criação, Adão a passou assim que pecou, perdeu seu
direito de administrador, a revelação de Cristo não é apenas com juízo contra os
incrédulos, mas é, com certeza, a promessa da vitória vindoura.

A palavra apocalipse (revelação) estabelece que Deus está colocando à luz


coisas encobertas, revelando mais uma parte de seu plano que não era permitido
saber até aquele momento. Esta é a revelação final de Deus para os homens,
revelação para um povo que estava sofrendo e precisava de esperança, de conforto,
para manter-se firme em meio à tribulação que estavam vivendo naquela época,
Jesus vem trazer esperança às suas testemunhas fiéis daqueles dias e dos dias
vindouros.

“O Apocalipse [revelação] de Jesus Cristo. É uma revelação ou desvendamento


do plano de Deus para a Historia do mundo, especialmente da igreja.” (Mais Que
vencedores Pg. 76). Comentado [U46]: arrumar

Em um tempo que havia muita perseguição, os cristãos do primeiro século


eram devorados nos anfiteatros, queimados vivos e usados como tochas humanas
para iluminar as estradas, Nero costurava peles de animais mortos nos cristãos, os
soltava nas florestas e a seguir saia com sua matilha de cães ferozes a caçá-los,
mulheres grávidas tinha seus filhos arrancados à espada e substituídos por gatos
36

vivos e costuradas para sofrerem uma morte mais cruel possível, em um tempo que
o Imperador Domiciano se auto proclamava deus, exigia a adoração de todo o
império e, se assim não fosse, o “herege” seria condenado as mais terríveis torturas
e também a morte. Em um tempo que todos esperavam o retorno eminente de
Cristo, mas os sofrimentos só aumentavam e a segunda vinda não acontecia
conforme eles esperavam estes cristãos, por seu sofrimento perene, já estavam
começando a se inquietar e por em dúvida sua fé nas promessas de Jesus e seus
apóstolos. É neste contexto que Jesus traz a revelação de Sua vitória estrondosa
sobre o mal, sobre Satanás e seus aliados, colocando assim esperança nos
corações sofridos dos crentes perseguidos daqueles dias.

Assim, descortina às suas testemunhas mais uma parte de seu plano


redentor, o ato final da salvação, mostrando à suas fiéis testemunhas o post-mortem
de Cristo, o caminho a trilhar para ficar preparado para a sua volta. Conhecedores
desta profecia, da revelação de Sua vitória e sabedores que o céu é uma realidade
palpável linda e maravilhosa, sigam e prossigam no caminho do Pai. Pois neste dia,
quem não estiver entre os que foram fiéis, a este sim, será um dia tenebroso, o dia
em que irá recair o juízo do Senhor sobre aqueles que viraram as costas ao seu
sacrifício salvífico, à sua morte na cruz, pois conforme fala na carta aos hebreus que
é pior estar sujeito à ira de Deus (Hb 10:31 Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus Comentado [U47]: arrumar

vivo.) do que passar por qualquer tribulação que venha de Satanás, portanto é
preciso estar vigilante para não se deixar seduzir pelas coisas deste mundo, as
coisas deste mundo são efêmeras, mas a vida com Deus é eterna, a vida sem Ele
também o será, dependendo do lado escolhido, o dia da vinda de Jesus será ou não,
um dia glorioso, mas, isso dependera exclusivamente da escolha que o ser humano
fará, uma escolha pautada pelo livre arbítrio de cada um.

O tempo da profecia e o futuro construído sobre o passado é um presente


continuo para as sete igrejas do primeiro século e para as igrejas em todos os
tempos.
Passado, presente e futuro dos cristãos do primeiro século; passado presente
e futuro da igreja de todos os séculos passados; passado presente e futuro da nossa
geração; passado presente e futuro da geração vindoura e assim até Jesus voltar, o
presente é continuo.
37

3 PARALELISMO PROGRESSIVO, UMA VISÃO CÍCLICA DA REVELAÇÃO

A importância de estudar as profecias é muito significativa, sendo que ao


início da revelação Jesus deixa isso bem claro para João “bem aventurado quem lê
e quem ouve a profecia”, a de se observar que a literatura daquela época não era
como hoje em nossos dias, onde contamos com uma infinidade de obras e autores
de grande conhecimento, o acesso é simples, facilitado, basta ir a uma livraria e
comprar a um preço acessível uma diversidade de livros sobre qualquer assunto,
internet, congressos só ter a sede do saber e pronto, as informações estão lá, basta
lançar mão delas.
Nos tempos que João deixou essa profecia a situação era outra, a mensagem
era escrita em papiro ou pergaminho, havia uma única cópia, pelo menos em
primeiro momento, um lia e o resto só ouvia, em alguns casos era lida para aquele
público somente uma vez. Portanto, era muito importante que quem ouvisse
prestasse muita atenção, eles ficavam com os ouvidos bem atentos, pois não sabia
qual seria a próxima oportunidade que teriam de ouvi-la novamente ou mesmo não
ouvir mais sobre aquela questão. Após uma temporada de exposição em uma
cidade era necessário enviar a próxima cidade e aguardar uma nova porção da
revelação.
Era uma revelação para todas as igrejas do primeiro século, muito
provavelmente era passada de igreja em igreja por toda a Ásia Menor, e não
somente pelas sete igrejas. Por isso o Apocalipse foi escrito de forma cíclica
progressiva, para que seus ouvintes pudessem ouvi-la em doses menores e
assimila-la aos poucos de forma cumulativa, assim aprendessem a profecia
apocalíptica de todos os ângulos e repetidamente.
A repetição era uma das formas de didática dos tempos bíblicos, o mestre lia
e relia varias vezes um determinado rolo, contava e recontava varias vezes o mesmo
texto para que houvesse absorção do conteúdo da exposição. Esse era um método
muito eficaz de aprendizado naqueles dias, tanto é assim que uma criança de 6 a 10
anos já sabia de cor a Tora.
38

“Uma leitura cuidadoso do livro de Apocalipse mostra claramente que o livro


consiste de sete seções, e que estas correm paralelas umas às outras. Cada
uma delas abarca toda a dispensação, da primeira à segunda vinda de Cristo.
Esse período é visto ora de uma perspectiva, ora de outra.” (Mais Que
vencedores Pg. 31). Comentado [U48]: arrumar

A exemplo dos judeus, que estudam exaustivamente desde a mais tenra


idade os rolos da lei, os cristãos precisam estudar a sagrada escritura com bastante
diligência, buscando compreender as profecias para entendê-la, mesmo por que há
muitas alegorias, números e símbolos, essas alegorias não são o centro da
revelação, mas é preciso estuda-las com muita atenção. Há um número em
particular que chama a atenção, esse numero é o sete, o apocalipse tem uma
estrutura toda construída sobre esta ideia, a ideia da perfeição de Deus, que é o que
representa o número sete. Em todo livro de Apocalipse percebemos uma construção
sobre o número SETE:

1. Sete Bem Aventuranças


2. Sete Referências ao Todo-Poderoso
3. Sete Referências à Palavra de Deus
4. Sete Referências à Vinda Iminente
5. Sete Usos Implícitos de Louvor
6. Sete Selos
7. Sete Trombetas
8. Sete Cálices
9. Sete Taças
10. Sete Visões do Julgamento
11. Sete Visões da Consumação

Por ser um livro que usa muitos símbolos e alegorias, fazer uma leitura
cronológica acaba que a profecia fica muito confusa. A leitura cronológica é uma
maneira de não entendê-lo, confundi o entendimento de forma tal que o leitor entra
em um labirinto psicológico educacional que em muitos casos não o levam e lugar
algum, por isso a visão cíclica progressiva é tão reveladora, resgata o leitor do
labirinto psicológico que ele adentra quando estuda de forma cronológica. João
39

conta a mesma historia várias vezes, de pontos de vista diferentes, sempre com uma
nova perspectiva e nuances diferente, com novas informações para complementar o
quadro. O método cíclico ou paralelismo progressivo enfatiza bastante o período
entre primeira e a segunda vinda de Cristo. Essa divisão do livro em sete ciclos se
mostra bastante simples e informativa, a repetição da contagem da história fica
evidente se estamos com os óculos correto. Dependendo do prisma que a questão é
abordada o leitor mais desavisado vai perder-se em devaneios e incorrer no erro
interpretativo.

“Um estudo cuidadoso do capítulo 20 revela que ele descreve um período


sincrônico com o capítulo 12. Desta forma, mediante esse método de raciocínio,
fica demonstrado o paralelismo.” (Mais Que vencedores Pg. 31). Comentado [U49]: arrumar

No livro de Mateus no capítulo 24, é possível ter uma prévia deste tipo de
literatura e também em vários outros textos da Bíblia, sendo que era uma forma
muito comum de escrita naquela época.

Assim sendo é necessário que este livro seja dividido em sete narrativas
paralelas, sete ciclos progressivos, sete partes que se completam e formam um todo
inteligível, sete porções de uma mesma história contada com ênfases diferentes,
contadas como um ângulo novo e complementar a cada seção, esta divisão nos
propicia o entendimento mais claro da revelação apocalíptica.

SEÇÕES DO LIVRO DE APOCALIPSE Comentado [U50]: numeração

PRIMEIRA SEÇÃO - APOCALIPSE 1-3: VIDA DA IGREJA NA TERRA

Cristo no meio dos candeeiros. Cristo está no comando e vem falar a igreja
que ela precisa perseverar mesmo em meio às tribulações.
Jesus está no comando, vem com todo o poder e glória mostrar isso a suas
testemunhas que estão vivendo dias de intensa perseguição e precisam de um
refrigério para continuar a obra missionária, estão em meio a perseguições internas
40

e externas. Interna, pois judeus os perseguiam exaustivamente, entregando-os


inclusive aos governantes romanos, e externas, do governo vigente de Roma, em
meio a todo o tipo de paganismo, Jesus então vem mostrar a João que o Cordeiro
reina nos céus e sobre a terra, com os poderes e gloria que foram outorgados por
Deus por meio do cumprimento de sua missão na cruz, o resgate da obra da criação
das mãos de Satanás, que foi restrito em seus poderes contra as nações de toda
terra, sendo que sua procuração foi rasgada na cruz e seus poderes revogados.

São proferidos sete conselhos perfeitos, conselhos do novo líder. Ele está no
comando e vem passar ao homem as novas diretrizes de seu reinado eterno, o
mundo agora está sob nova jurisdição. Ele vem preparar os seus para o que hà de
vir, para avisar que estão no começo do fim e que sua volta será o ponto final da
obra da criação.

SEGUNDA SEÇÃO - APOCALIPSE 4-7: A VISÃO DO CÉU E DOS SELOS

Vitória do Cordeiro quando subiu aos céus, capacitando o cristão a pregar o


evangelho e alerta sobre perseguições que virão.
Jesus vai mais a fundo em sua revelação a João, o leva aos céus para que
possa ver com seus próprios olhos a chegada do Cordeiro após a crucificação e seu
empossamento como Senhor e Rei dos reis, a João é dado ver todo o esplendor
desta cerimônia celestial, para que transmita aos mártires, aos perseguidos por
testemunharem o evangelho da cruz, que o Senhor vive e está reinando sobre e
com eles, Jesus dá a João um panorama do céu, para que, ao voltar à terra traga
mais informações das boas novas sobre Jesus. João trás a notícia de que Ele vive e
reina nos céus. Que Ele foi entronizado no céu como representante de Deus Pai,
Jesus comprou com seu sangue todas as tribos nações e línguas. E assim é dada a
partida no reino milenar com a pregação do evangelho a todas as criaturas, e não
mais a apenas uma nação.

Também é dado, nesta seção, uma prévia de como será a destruição do


mundo, Jesus revela a João em um panorama bem simples, sem riqueza de
detalhes, como será o juízo final, para avisá-los das perseguições que estão por vir,
morte, fome e pestes, naqueles tempos e nos tempos do fim.
41

Jesus nesta seção dá uma prévia de como serão as últimas coisas, mas seu
principal objetivo é dar ao seu povo subsídios para continuar sua missão,
estimulado-os a não desistir de sua palavra e para isso Ele revela o céus em seu
grande esplendor e glória em um momento dos mais especial já pensado por seus
seguidores, o dia de sua coroação como Rei deste século, Rei do milênio
inaugurado.

TERCEIRA SEÇÃO - APOCALIPSE 8.11: E AS 7 TROMBETAS

As trombetas são a ira de Deus sobre as nações e os perversos, o mundo


pecador. Se por um lado Deus permite a perseguição, por outro Ele promete que virá
com sua justiça sobre os algozes e os pecadores.
A revelação dos selos ganha novas proporções com as trombetas e o Senhor
recomeça a narrativa do princípio novamente, só que agora com ênfase maior no
juízo, é dado mais detalhes sobre como será o dia do juízo final, é colocado mais
cores na pintura que antes só tinha alguns riscos e pinceladas, o quadro começa a
tomar forma e cor, é mostrado aos homens como será a ira de Deus sobres as
nações e o mundo pecador. E aos eleitos é dada em seus corações uma forte e
sobrenatural esperança em meio ao caos.

QUARTA SEÇÃO - APOCALIPSE 12-14: BATALHA DO BEM


CONTRA O MAL

A batalha do dragão, no céu é um paralelo a batalha física, cristãos morrendo


nas mãos dos Romanos, a guerra espiritual se desenrola no céu desde o principio
da criação e paralelamente também aqui na terra.
Jesus mostra que está se desenrolado uma guerra espiritual paralelo à guerra
terrena, Satanás persegue o Messias para impedir sua obra da salvação, mas, o
dragão ao falhar e perceber que não conseguiu destruir o Messias sai furioso a
perseguir Sua descendência.
Mais um recomeço na transmissão da revelação de Jesus, João recomeça e
insere o plano da salvação, conta como Satanás tem perseguido o Salvador, com
toda sua fúria e com um arsenal de artimanhas sem fim, mas quando Satanás
42

percebe que Jesus retornou vitorioso para o céu e tomou posse de seu reino, ele
fica furioso e vem perseguir os testemunhos fiéis de Jesus aqui na terra, para
desviá-los do caminho, sua fúria é maior agora por não estar mais no controle total,
ele foi restrito em suas ações, não pode mais cegar por completo as nações como
até então fazia, ele está amarrado e furioso com isso.

Nesse ponto da revelação, Jesus dá um panorama da guerra cósmica que se


trava no céu, de como Satanás tem perseguido a Jesus desde o momento que lá no
jardim do Éden Deus deu a vitória a Jesus, o descendente da mulher. Satanás está
desesperado, tenta por todo meio impedir a vinda do Messias, pois sabe que seu
reinado absoluto de maldade será restrito a uma ínfima parte do que era até então.
Sabe que com o cumprimento da missão salvifica de Jesus a sua derrota é iminente.

Satanás instiga Caim a matar Abel, Deus providência outro herdeiro, Sara,
Rebeca, Raquel, todas estéreis, Deus entra com seu poder e segue mantendo a
linhagem. Em Herodes Satanás da mais uma cartada na tentativa de impedir o
crescimento do Messias e é frustrado, em meio a sucessivas derrotas o dragão fica
furioso, mas Jesus vence a morte e é arrebatado para o céu.

No céu, há festa por que estão livres deste visitante inoportuno, já os


habitantes da terra ainda não se livraram totalmente do estorvo, ele irá usar de todo
tipo de sedução e artimanhas para que os cristãos apostatem da fé, só que agora
ele não tem mais poder, só lhe resta artimanhas e enganação, mas os cristãos estão
com muito mais perspectiva de vitória, o dragão agora é um derrotado, nem mais as
chaves do inferno ele tem, ele agora é um sem teto, que vaga pela terra.

QUINTA SEÇÃO - APOCALIPSE 15.16: AS 7 TAÇAS

As taças são a ira plena de Deus sobre os infiéis. É o Senhor atendendo a


oração dos santos.
João recomeça a narrativa novamente, nesta seção se concentra mais no
juízo final, no finzinho da vindima, mostra a vitória dos fiéis em uma cerimônia
celestial onde é derramada a ira de Deus sobre os que são infiéis, aqui a descrição
dos flagelos são completas, toda a terra é destruída.
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A descrição do juízo vai se intensificando cada vez mais, o santuário é


interditado até que se cumpra o juízo de Deus, todos os pecadores saem em uma
única batalha, mas descrita várias vezes com cores diferentes e sempre de uma
perspectiva nova.

O poderio do antecristo e dos impérios mundiais se congregam para enfrentar


o Deus Todo Poderoso, neste momento todos serão derrotados, mas será uma
batalha rápida, não tem nem chance para os inimigos revidarem, e se cumpre a ira
plena de Deus.

SEXTA SEÇÃO - APOCALIPSE 17-19: VISÃO DO JULGAMENTO

Queda da Babilônia a destruição do inimigo de Deus, os aliados do dragão: A


Babilônia, o Antecristo e o Falso Profeta.

A recontagem da história começa mais uma vez com ênfase no julgamento, o


dos inimigos de Deus, a destruição dos inimigos. A ótica agora é sobre como os
inimigos perdem seu poder, por mais que lutem para mentê-lo, façam aliados,
tentem estratégia, e por incrível que pareça ainda conseguem aliados em sua
guerra, aliados estes que também serão condenados ao lago de fogo por toda a
eternidade.

Nesta seção é revelado à aparência dos inimigos do Senhor e seus


estratagemas para se manterem no poder, o sistema político religioso e hedonista
que Satanás e suas hostes usam para manter o homem dominado e no poder, mas
é inútil, um apoia-se no outro para manter-se em pé, só que a queda é iminente e a
condenação fatal, eles não tem nenhuma chance. Toda organização global, todo um
preparo estratégico, para perder a batalha em um segundo. Lutar contra Cristo
vitorioso é burrice, uma luta desigual, acham que podem alguma coisa contra o
Cordeiro, mas serão destroçados.

SÉTIMA SEÇÃO - APOCALIPSE 20-22: JUÍZO FINAL

Novos Céus e Nova Terra, Estado Eterno.


Esta é a ultima recapitulação e recomeça a narrativa desde o principio, mais
ou menos um resumo panorâmico de tudo, descreve a vitória de Jesus na cruz, a
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derrota de Satanás e sua cólera tentando sua ultima cartada contra o reino vigente,
seduz uns desavisados à o seguirem e guerrearem contra o Senhor, mas não há
uma remota chance de vitória todos são consumidos e destruídos. A criação é refeita
novamente a partir do caos e os Céus e Terra se juntam onde as águas da vida
fluem.

Fazendo-se essa leitura percebe-se que não é possível que o capítulo vinte
seja uma continuação cronológica do capítulo dezenove, mesmo por que tudo já
havia findado, todos os oponentes são dizimados sobre a Terra, restando apenas a
desolação nesse ponto João vem dar mais umas pinceladas, mais detalhes do que
já havia acontecido, reforçar a vitória gloriosa de Jesus. João nesta seção vem só
concluir, fechar com chave de ouro a narrativa da obra prima de Deus.

“As sete seções do apocalipse são organizadas em ordem climática crescente.


Há progresso na ênfase escatológica. O juízo final é, primeiramente, anunciado,
depois, apresentados e, finalmente descrito. Igualmente, o novo céu e a nova
terra são descritos mais plenamente na seção do que nas precedentes.” (Mais
Que vencedores Pg. 56). Comentado [U51]: arrumar

CONCLUSÃO Comentado [U52]: numerar

Escatologia é uma doutrina que usa de diversas cores e símbolos para


anunciar a mensagem de Deus, para dar um panorama da eternidade e de um Cristo
vencedor aos salvos, tem juízo, isso tem, mas não necessariamente só o juízo
negativo, como é observado pelos estudantes menos atentos. Uns serão julgados
para a morte eterna, mas outros para a vida eterna, e, mesmo assim, esse não é o
finalidade central, o objetivo principal é o de dar perspectiva futura de vitória, é a
nossa mensagem de redenção, é o alicerce de nossa esperança e não pode ser
solapada por esse mundo, é a esperança aos que sofrem pelo anúncio das boas
novas ao mundo e por testemunhar Jesus na terra em todas as eras, passadas,
presente e futuras. É a conclusão do plano da salvação.
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Na escatologia, há muitos pontos divergentes entre os estudiosos, mas tem


cinco pontos que são unânimes entre todos, são os pontos que não são negociáveis.
É de consenso geral que Jesus voltará, que as nações serão julgadas por Ele após
serem glorificadas, que o mal será julgado e extirpado e após isso é que a nossa
doce esperança se tornará realidade, será instaurado o Estado Eterno, os Novos
Céus e Nova Terra onde Deus e Jesus estarão presentes propiciando aos que ali
habitarem tudo que for necessário para uma existência de amor e paz, será um local
de inimaginável beleza, o apóstolo João até se esforça em descrevê-lo, fala em
pedras preciosas, ouro, mas humanamente é impossível descrever, pois na terra
não tem nada semelhante para que ele possa fazer um paralelo.

Mas fora isso, há uma diversidade de pensamentos e discussões infindáveis


sobre o tema, algumas correntes de pensamento que mais complicam que explicam.
Buscas exaustivas por decifrar símbolos que podem nem ser decifráveis e
talvez nem sejam para nosso tempo, buscas essas que podem estar tirando o foco
do objetivo principal do livro, a revelação da parusia, a razão de nossa esperança.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia Sagrada – Bíblia Almeida Corrigida Fiel (ACF)

LIMA, Leandro Antonio de. Razão da Esperança. Editora Cultura Cristã, 2006. Comentado [U53]: arrumar todas as referências conforme esta.

Lima, Leandro Antonio de - Igreja Presbiteriana de Santo Amaro -


https://www.youtube.com/watch?v=zca1l2VN8l0&index=1&list=PL5rMg27MLsGykOIa3ejXhc
kNFgdd_fukU

Schaly, Harald - O Pré-milenismo Dispensacionalista à Luz do Amilenismo - Editora:


Juerp - 1987.

Lopes, Edson - Fundamentos da Teologia Escatológica - Edson Lopes Editora


MUNDO CRISTÃO - 2013.

Rienecker, Fritz - Evangelho De Mateus Comentário Esperança.


Editora Evangélica Esperança – 1998
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Hendriksen, William - Mais Que Vencedores Editora Cultura Cristã - 1982.

Erickson, Millard J. – Opções Contemporâneas na Escatologia Editora Vida Nova –


1986
Ladd, Georg Eldon – Apocalipse introdução e comentário Editora Vida Nova 1980.

Ferraz, Pr. Luiz Antônio – http://solascriptura-


tt.org/EscatologiaEDispensacoes/Escatologia-Ferraz.htm

http://pt.slideshare.net/batore06/o-que-escatologia

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