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25/03/2021

 Tipos de escoamento:
 Escoamento laminar: se dá quando as partículas do fluido
se movem em trajetórias bem definidas, na forma de lâminas
ou camadas, cada uma delas preservando sua identidade no
meio.

Prof. Danilo Alves de Lima 1


contato: danilo.delima@ufla.br

 Fluido: substância que se deforma constantemente sob a  Tipos de escoamento:


aplicação de uma tensão de cisalhamento, assumindo a forma  Escoamento laminar: se dá quando as partículas do fluido
dos corpos com os quais está em contato. Consiste nas fases se movem em trajetórias bem definidas, na forma de lâminas
líquida (viscosa e incompressível) e gasosa (não-viscosa e ou camadas, cada uma delas preservando sua identidade no
compressível). meio.
 Viscosidade: propriedade relacionada à resistência de um fluido ao
escoamento, sendo, portanto uma medida inversa à fluidez.

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 Tipos de escoamento:  Vazão (ou fluxo):


 Escoamento laminar: se dá quando as partículas do fluido  Vazão volumétrica: é o volume de fluido deslocado por
se movem em trajetórias bem definidas, na forma de lâminas unidade de tempo.
ou camadas, cada uma delas preservando sua identidade no
meio.
𝛿𝑉 𝐴𝛿𝑥
 Escoamento turbulento: se dá quando as partículas do 𝑄 = = = 𝐴𝑣
fluido se movem em trajetórias irregulares, com movimento 𝛿𝑡 𝛿𝑡
aleatório, produzindo uma transferência de quantidade de
movimento entre regiões de massa líquida. onde:

𝛿𝑉 [m³] é o volume de fluido deslocado no intervalo de tempo


𝛿𝑡 [s], 𝐴 a área de seção transversal do conduto [m²] e 𝑣 a
velocidade de escoamento do fluido [m/s].

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 Número de Reynolds: coeficiente experimental adimensional  Vazão (ou fluxo):


usado na determinação dos tipos de escoamento:  Vazão mássica: é a massa de fluido deslocada por unidade
de tempo.
𝑣𝜌𝐷
𝑅𝑒 =
𝜇
𝛿𝑚
𝑄 = = 𝜌𝐴𝑣
𝛿𝑡
onde 𝑅𝑒 é o número de Reynolds, 𝑣 é a velocidade de
escoamento do fluido [m/s], 𝜌 é a sua massa específica [kg/m³], onde:
𝐷 é o diâmetro do conduto [m] e 𝜇 a viscosidade absoluta do
fluido [Pl]. 𝛿𝑚 [kg] é a massa de fluido deslocada no intervalo de
tempo 𝛿𝑡 [s].

 Escoamento laminar: Re < 2000;


 Escoamento turbulento: Re > 2000.

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 Vazão (ou fluxo):  Sensores por deslocamento positivo:


 Vazão em peso: é o peso de fluido deslocado por unidade  Princípio de medição: variação da rotação de algum
de tempo. elemento mecânico inserido no conduto (turbina,
paddlewheel, disco nutante, engrenagens), em função da
𝛿𝑃 vazão volumétrica do fluido em escoamento.
𝑄 = = 𝛾𝐴𝑣
𝛿𝑡

𝑄 𝑛 = 𝑘𝐷³𝑛
onde:
𝛿𝑃 [N] é o peso de fluido deslocado no intervalo de
tempo 𝛿𝑡 [s] e 𝛾 é o seu peso específico [N/m³].
Onde:
𝑘 é uma constante,
𝐷 o diâmetro do elemento mecânico [m] e
𝑛 a sua velocidade de rotação [rad/s].

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 Tipos de medição:  Sensores por deslocamento positivo:


 Medição direta: é a que se dá por meio da medição do  Princípio de medição: variação da rotação de algum
volume, massa ou peso do fluido escoando em uma seção elemento mecânico inserido no conduto (turbina,
num dado intervalo de tempo. paddlewheel, disco nutante, engrenagens), em função da
vazão volumétrica do fluido em escoamento.

𝑄 𝑛 = 𝑘𝐷³𝑛

 Medição indireta: é a que se dá por meio da medição da


velocidade de escoamento, diferença de pressão ou da Onde:
carga hidráulica em diversos pontos numa seção transversal. 𝑘 é uma constante,
𝐷 o diâmetro do elemento mecânico [m] e
𝑛 a sua velocidade de rotação [rad/s].

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 Sensores por deslocamento positivo:  Sensores por deslocamento positivo:


 Princípio de medição: variação da rotação de algum  Princípio de medição: variação da rotação de algum
elemento mecânico inserido no conduto (turbina, elemento mecânico inserido no conduto (turbina,
paddlewheel, disco nutante, engrenagens), em função da paddlewheel, disco nutante, engrenagens), em função da
vazão volumétrica do fluido em escoamento. vazão volumétrica do fluido em escoamento.

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 Sensores por deslocamento positivo:  Sensores por pressão diferencial:


 Princípio de medição: variação da rotação de algum  Princípio de medição: variação da pressão do fluido ante
elemento mecânico inserido no conduto (turbina, uma restrição em seu percurso, em função da sua velocidade
paddlewheel, disco nutante, engrenagens), em função da de escoamento. Estes sensores apresentam, em geral, perda
vazão volumétrica do fluido em escoamento. de carga variável e área de estrangulamento constante.

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 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Princípio de Bernoulli: num fluido ideal (sem viscosidade e  Tubos de Venturi: apresentam como restrição uma seção
sem atrito) em escoamento fechado, toda a energia é convergente (20° a 30°), seguida de uma seção reta
conservada durante seu percurso. Esta energia consiste nas conhecida como garganta do Venturi (25% a 75% de
componentes cinética, de pressão e potencial gravitacional. estrangulamento) e de uma seção divergente (5° a 14°).

𝑚𝑣²
+ 𝑝𝑉 + 𝑚𝑔ℎ = 𝑘
2

onde
𝑝 é a pressão atuante no fluido [Pa],
𝑔 a aceleração da gravidade [m/s²],
ℎ o nível (ou carga hidráulica) do fluido com relação à
um determinado referencial [m] e
𝑘 uma constante.

17 19

 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Princípio de Bernoulli: num fluido ideal (sem viscosidade e  Tubos de Venturi: apresentam como restrição uma seção
sem atrito) em escoamento fechado, toda a energia é convergente (20° a 30°), seguida de uma seção reta
conservada durante seu percurso. Esta energia consiste nas conhecida como garganta do Venturi (25% a 75% de
componentes cinética, de pressão e potencial gravitacional. estrangulamento) e de uma seção divergente (5° a 14°).

𝑚𝑣² Do princípio de Bernoulli,


+ 𝑝𝑉 + 𝑚𝑔ℎ = 𝑘
2 𝑣 ² 𝑝 𝑣 ² 𝑝
+ +ℎ = + +ℎ
2𝑔 𝛾 2𝑔 𝛾
Manipulando (dividindo por 𝑚𝑔):
𝑣 ²−𝑣 𝑝 −𝑝
=
𝑣² 𝑝 2 𝜌
+ +ℎ =𝑘
2𝑔 𝛾 Uma vez que:
Peso específico 𝐴
𝑄 =𝑄 𝐴 𝑣 =𝐴 𝑣 𝑣 = 𝑣
𝑁 𝐴
𝛾 = 𝜌𝑔
𝑚
18 20

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 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Tubos de Venturi: apresentam como restrição uma seção  Coeficiente de vazão aplicado a Tubos de Venturi:
convergente (20° a 30°), seguida de uma seção reta
conhecida como garganta do Venturi (25% a 75% de
estrangulamento) e de uma seção divergente (5° a 14°).

Substituindo,

𝐴 2 𝑝 −𝑝
1− 𝑣 ²=
𝐴 𝜌

2 𝑝 −𝑝
𝑣 =
𝐴
𝜌 1−
𝐴

2 𝑝 −𝑝
𝑄 𝛿𝑝 = 𝐶𝐴
𝐴
𝜌 1−
𝐴 21 23

 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Tubos de Venturi: apresentam como restrição uma seção  Tubos de Venturi:
convergente (20° a 30°), seguida de uma seção reta  Características: não-linearidade, pequena perda de
conhecida como garganta do Venturi (25% a 75% de carga, instalação em trechos centrais do conduto, alto
estrangulamento) e de uma seção divergente (5° a 14°). custo.

2 𝑝 −𝑝
𝑄 𝛿𝑝 = 𝐶𝐴
𝐴
𝜌 1−
𝐴

𝐶 é um coeficiente de correção (ou de descarga) que depende da


relação entre os diâmetros da garganta do Venturi e do conduto e
do número de Reynolds, caracterizando, indiretamente, a perda de
carga do sensor. 22 24

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 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Placas de orifício: apresentam como restrição uma placa  Placas de orifício:
instalada no conduto com um ou mais orifícios de pequeno  Características: não-linearidade, grande perda de carga,
diâmetro. baixo custo.

25 27

 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Placas de orifício: apresentam como restrição uma placa  Bocais: apresentam como restrição uma seção reta elíptica
instalada no conduto com um ou mais orifícios de pequeno com estrangulamento mais gradual que nas placas de
diâmetro. orifício.

Maiores perdas de carga! 26 28

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 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Bocais: apresentam como restrição uma seção reta elíptica  Tubos de Pitot: apresentam como restrição uma sonda
com estrangulamento mais gradual que nas placas de encurvada a 90° com abertura dirigida a montante. No
orifício. interior desta sonda é estabelecida uma pressão (dinâmica)
suficiente para suportar o impacto da velocidade do fluido.

29 31

 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Bocais:  Tubos de Pitot:
 Características: não-linearidade, perda de pressão Do princípio de Bernoulli,
moderada, preço intermediário entre o tubo de Venturi e a
placa de orifício. 𝑣 ² 𝑝 𝑣 ² 𝑝
+ +ℎ = + +ℎ
2𝑔 𝛾 2𝑔 𝛾

𝑣 ² 𝑝 −𝑝
=
2 𝜌

2 𝑝 −𝑝
𝑣 =
𝜌

30 32

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 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Tubos de Pitot:  Tubos de Pitot:
No caso da figura,  Características: não-linearidade, pequena perda de
carga.

𝑝 = 𝛾ℎ

𝑝 = 𝛾(ℎ + ∆ℎ)

Substituindo,

𝑣 = 2𝑔∆ℎ

𝑄 ∆ℎ = 𝐶𝐴 2𝑔∆ℎ

33 35

 Sensores por pressão diferencial:  Sensores por pressão diferencial:


 Tubos de Pitot com tomada manométrica:  Tubos de Pitot:
Neste caso,  Muito usado na aeronáutica.

2 𝑝 −𝑝
𝑣 =
𝜌

𝑝 + 𝛾𝑘 + 𝛾 𝑅 − 𝛾 𝑘 + 𝑅 = 𝑝

𝑝 −𝑝 = 𝛾 −𝛾 𝑅

Substituindo,
𝛾
𝑣 = 2𝑔 −1 𝑅
𝛾

𝜌
𝑄 𝑅 = 𝐶𝐴 2𝑔 −1 𝑅
𝜌 34 36

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 Sensores por pressão diferencial:  Sensores Vortex:


 Problemas com Cavitação: fenômeno caracterizado pela  Princípio de medição:
vaporização do fluido devido uma redução muito brusca na
sua pressão. Está relacionada a sensores com 𝑑
estrangulamentos muito acentuados. 𝑣=
𝑆
𝑓

 Pode destruir a tubulação,


 Restringir a vazão, 𝐴𝑑
𝑄 𝑓 = 𝑓
 Arruinar o elemento primário, 𝑆
 Produzir vibrações nas estruturas e
 Produzir níveis de ruído inaceitáveis.
Onde:
𝑑 é a dimensão do obstáculo [m],
𝑓 a frequência de formação dos vórtices [Hz] e
𝑆 um coeficiente empírico adimensional denominado
número de Strouhal.
37 39

 Sensores Vortex:  Sensores Vortex:


 Princípio de medição: variação da frequência dos vórtices  Características: linearidade, baixo custo, perda de carga
(ou turbilhões) produzidos na jusante de um obstáculo moderada.
inserido no interior do conduto, em função da velocidade de
escoamento do fluido. A frequência dos vórtices é, em geral,
detectada por cristais piezelétricos.

38 40

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 Sensores por força de arrasto:  Sensores por força de arrasto:


 Princípio de medição: variação da força de arrasto  Princípio de medição:
exercida pelo fluido sobre um obstáculo inserido no interior
do conduto, em função da velocidade de escoamento do Da teoria de Mecânica dos Fluidos,
mesmo.
1
𝐹 = 𝜌𝑣 𝐶 𝐴
2

Assim,

2𝐹
𝑣=
𝜌𝐶 𝐴

2𝐹
𝑄 𝐹 =𝐴
𝜌𝐶 𝐴

41 43

 Sensores por força de arrasto:  Sensores por força de arrasto:


 Princípio de medição:  Características: não-linearidade, perda de carga
moderada.
Da teoria de Mecânica dos Fluidos,

1
𝐹 = 𝜌𝑣 𝐶 𝐴
2

Onde:
𝐹 é a força de arrasto [N],
𝜌 é massa específica do fluido em escoamento [kg/m³],
𝐶 um coeficiente adimensional de arrasto e
𝐴 a área de obstáculo [m²].
42 44

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 Sensores por força de arrasto:  Sensores por força de arrasto:


 Rotâmetros:  Rotâmetros:
 Princípio de medição: variação da altura de um  Princípio de medição:
obstáculo centrado por uma haste em uma seção cônica
vertical do conduto, em função da vazão volumétrica do 𝐹 +𝐹 =𝐹
fluido em escoamento.
Uma vez que,
1
𝐹 = 𝜌𝑣 𝐶 𝐴
2

𝐹 = 𝜌𝑉 𝑔
Onde:
𝐴 é a área do obstáculo [m²], 𝐹 =𝜌 𝑉𝑔
𝑉 o volume do obstáculo [m³],
𝑔 a aceleração da gravidade [m/s²],
𝜌 a massa específica do obstáculo [kg/m³],
𝜌 a massa específica do fluido [kg/m³] e
45
𝐶 o coeficiente adimensional de arrasto. 47

 Sensores por força de arrasto:  Sensores por força de arrasto:


 Rotâmetros:  Rotâmetros:
 Princípio de medição:  Princípio de medição:

𝐹 +𝐹 =𝐹 𝐹 +𝐹 =𝐹
Substituindo,
1
𝜌𝑣 𝐶 𝐴 + 𝜌𝑉 𝑔 = 𝜌 𝑉 𝑔
2

1
𝜌𝑣 𝐶 𝐴 = 𝑉 𝑔 𝜌 − 𝜌
2

Onde: 2𝑉 𝑔 𝜌 − 𝜌
𝐹 é a força de arrasto [N], 𝑣=
𝜌𝐶 𝐴
𝐹 a força de empuxo [N] e
𝐹 a força peso aplicadas ao obstáculo.
46 48

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 Sensores por força de arrasto:  Sensores por força de arrasto:


 Rotâmetros:  Rotâmetros:
 Princípio de medição:  Características: não-linearidade, perda de carga
Além disso, moderada, área de estrangulamento variável, instalação
em trecho reto ou curvo.
𝜋𝑑
𝐴= −𝐴
4

𝑑−𝐷
tan 𝜃 =
2𝑦

𝑑 = 2𝑦 tan 𝜃 + 𝐷

𝜋
𝐴= 2𝑦 tan 𝜃 + 𝐷 −𝐴
Onde: 4
𝐷 é o diâmetro de entrada do rotâmetro [m],
𝑑 o diâmetro do rotâmetro na altura 𝑦 do obstáculo [m] e
49 51
𝜃 o ângulo de estrangulamento [rad].

 Sensores por força de arrasto:  Sensores por efeito Coriolis:


 Rotâmetros:  Princípio de medição: variação da torção de um tubo em
 Princípio de medição: forma de U dotado de movimento oscilatório, a qual é
ocasionada por conjugados opostos oriundos de forças de
Assim, Coriolis, em função da vazão do fluido em escoamento. A
2𝑉 𝑔 𝜌 − 𝜌 torção do tubo é medida por sensores de proximidade.
𝑣=
𝜌𝐶 𝐴

𝜋
𝐴= 2𝑦 tan 𝜃 + 𝐷 −𝐴
4

𝜋 2𝑉 𝑔 𝜌 − 𝜌
𝑄 𝑦 = 2𝑦 tan 𝜃 + 𝐷 −𝐴
4 𝜌𝐶 𝐴

50 52

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 Sensores por efeito Coriolis:  Sensores por efeito Coriolis:


 Efeito Coriolis: um objeto de massa 𝑚 deslocando-se a uma  Efeito Coriolis: um objeto de massa 𝑚 deslocando-se a uma
velocidade 𝑣 relativa a um referencial que gira a uma velocidade 𝑣 relativa a um referencial que gira a uma
velocidade angular 𝜔 estará submetido a uma força, velocidade angular 𝜔 estará submetido a uma força,
denominada força de Coriolis, dada por: denominada força de Coriolis, dada por:

𝐹 = 2𝑚 𝜔 × 𝑣 𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 sin 𝛼 𝐹 = 2𝑚 𝜔 × 𝑣 𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 sin 𝛼


𝛼 é o ângulo [rad]
formado entre os vetores
velocidade angular e
velocidade relativa.

53 55

 Sensores por efeito Coriolis:  Sensores por efeito Coriolis:


 Efeito Coriolis: um objeto de massa 𝑚 deslocando-se a uma  Efeito Coriolis: um objeto de massa 𝑚 deslocando-se a uma
velocidade 𝑣 relativa a um referencial que gira a uma velocidade 𝑣 relativa a um referencial que gira a uma
velocidade angular 𝜔 estará submetido a uma força, velocidade angular 𝜔 estará submetido a uma força,
denominada força de Coriolis, dada por: denominada força de Coriolis, dada por:

𝐹 = 2𝑚 𝜔 × 𝑣 𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 sin 𝛼 𝐹 = 2𝑚 𝜔 × 𝑣 𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 sin 𝛼


𝛼 é o ângulo [rad]
formado entre os vetores Ausência de fluxo Presença de fluxo
velocidade angular e
velocidade relativa.
rotativo

vibratório

54 56

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 Sensores por efeito Coriolis:  Sensores por efeito Coriolis:


 Efeito Coriolis: um objeto de massa 𝑚 deslocando-se a uma  Efeito Coriolis:
velocidade 𝑣 relativa a um referencial que gira a uma
velocidade angular 𝜔 estará submetido a uma força, 𝒯
𝑄 =
denominada força de Coriolis, dada por: 2𝜌𝐿𝜔𝑑

Lembrando que pela Lei de Hooke:


𝐹 = 2𝑚 𝜔 × 𝑣 𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 sin 𝛼
𝒯 = 𝑘𝜃
𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 = 2𝜌𝑉𝜔𝑣 = 2𝜌𝐴𝐿𝜔𝑣
Onde:
𝑘 é a constante elástica do tubo [N/m²] e
Onde: 𝜃 seu ângulo de torção [rad],
𝜌 é a massa específica do fluido [kg/m³],
𝐴 a área de seção transversal do tubo [m²],
𝐿 o comprimento de um de seus ramos [m], 𝑘𝜃
𝑄 𝜃, 𝜔 =
𝜔 sua velocidade angular instantânea [rad/s] e 2𝜌𝐿𝜔𝑑
𝑣 a velocidade do fluido em relação ao tubo [m/s].
57 59

 Sensores por efeito Coriolis:  Sensores por efeito Coriolis:


 Efeito Coriolis:  Características: baixa perda de carga, alto custo,
linearidade, medição de vazão mássica de gases.
𝐹 = 2𝑚𝜔𝑣 = 2𝜌𝑉𝜔𝑣 = 2𝜌𝐴𝐿𝜔𝑣

Lembrando que:
𝑄 = 𝐴𝑣

𝐹 = 2𝜌𝐿𝜔𝑄
𝐹
𝑄 =
2𝜌𝐿𝜔
Além disso:
𝒯 =𝐹 𝑑
𝒯
𝑄 =
Onde: 2𝜌𝐿𝜔𝑑
𝒯 é o conjugado de torção devido às forças de Coriolis [N.m] e
58 60
𝑑 a distância entre os ramos do tubo[m].

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 Sensores ultrassônicos:  Sensores ultrassônicos:


 Princípio de medição: variação do tempo de trânsito (ou  Tipos de sensores:
deslocamento da frequência) de pulsos ultrassônicos  Por tempo de trânsito:
emitidos no sentido do escoamento e contra o mesmo, em
função da velocidade do fluido. 𝐿
𝑡 =
𝑣 − 𝑉 cos 𝜃
𝐿
𝑡 =
𝑣 + 𝑉 cos 𝜃

1 1 2𝑉 cos 𝜃
− =
𝑡 𝑡 𝐿

𝐿 1 1 𝐿 1 1
𝑉= − = −
2 cos 𝜃 𝑡 𝑡 2 sin 𝜃 cos 𝜃 𝑡 𝑡

𝜋𝐿 1 1
61
𝑄 𝛿𝑡 = − 63
8 sin 𝜃 cos 𝜃 𝑡 𝑡

 Sensores ultrassônicos:  Sensores ultrassônicos:


 Tipos de sensores:  Tipos de sensores:
 Por tempo de trânsito:  Por efeito Doppler:

𝐿
𝑡 =
𝑣 − 𝑉 cos 𝜃
𝐿
𝑡 = 𝑣 𝑓 −𝑓
𝑣 + 𝑉 cos 𝜃 𝑉=
2 cos 𝜃 𝑓

Onde:
𝑡 e 𝑡 são os tempos de trânsito do ultrassom nos sentidos
sensor A para o B, e sensor B para o A, respectivamente [s], Onde:
𝐿 é a distância entre os sensores [m], 𝑓 é a frequência do ultrassom emitido [Hz] e
𝑣 a velocidade de emissão do ultrassom [m/s] e 𝑓 a frequência do ultrassom refletido [Hz].
𝜃 o ângulo de desalinhamento entre os sensores [rad]. 62 64

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 Sensores ultrassônicos:  Sensores eletromagnéticos:


 Tipos de sensores:  Princípio de medição:
 Por efeito Doppler:
𝐹⃗ = 𝑞 𝑣⃗ × 𝐵

𝑣 𝑓 −𝑓
𝑉=
2 cos 𝜃 𝑓

Onde:
𝐹 é a força eletromagnética [N],
𝑞 é a carga dos elétrons [C],
𝑣 𝑓 −𝑓 𝑣 a velocidade de deslocamento (escoamento do fluido) [m/s]
𝑄 𝛿𝑓 = 𝐴
2 cos 𝜃 𝑓 e
𝐵 a densidade de fluxo magnético [T].
65 67

 Sensores ultrassônicos:  Sensores eletromagnéticos:


 Características: nenhuma perda de carga, alto custo,  Princípio de medição:
linearidade (por efeito Doppler), dependência de partículas
em suspensão (por efeito Doppler). 𝐹⃗ = 𝑞 𝑣⃗ × 𝐵

Logo,
𝐹
𝑣=
𝑞𝐵
Da lei de Coulomb,

𝑞
𝐹= 𝐸
𝐷
Onde:
𝐷 é a distância entre cargas elétricas de sinais opostos (diâmetro
do conduto) [m] e
𝐸 a tensão elétrica induzida [V].
66 68

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 Sensores eletromagnéticos:  Anemômetros de fio quente:


 Princípio de medição:  Princípio de medição: variação da corrente elétrica que
percorre um fio aquecido posicionado ao redor do conduto,
𝐹⃗ = 𝑞 𝑣⃗ × 𝐵 ou variação da temperatura do fluido devido à proximidade
do fio, em função da vazão volumétrica do fluido em
Logo, escoamento.
𝐹
𝑣=
𝑞𝐵
Da lei de Coulomb,

𝑞
𝐹= 𝐸
𝐷
Assim,
𝐸
𝑣=
𝐵𝐷
𝜋𝐷
𝑄 𝐸 = 𝐸 69 71
4𝐵

 Sensores eletromagnéticos:  Anemômetros de fio quente:


 Características: nenhuma perda de carga, alto custo,  Princípio de medição:
linearidade, necessidade de fluidos condutivos.
Da teoria de Transferência de Calor e
Massa,

𝒫=𝐴 𝑇 −𝑇 𝐶 +𝐶 𝑣

Onde:
𝒫 é a taxa de transferência de calor do fio ao fluido [W],
𝐴 a área efetiva do fio aquecido [m²],
𝑇 a temperatura do fluido após a passagem pela resistência [°C],
𝑇 a temperatura do fluido antes da resistência [°C],
𝑣 a velocidade de escoamento do fluido [m/s] e
70 𝐶 e 𝐶 constantes empíricas. 72

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 Anemômetros de fio quente:  Anemômetros de fio quente:


 Princípio de medição:  Tipos de anemômetros:
 De corrente constante: a vazão é função da diferença de
Da teoria de Transferência de Calor e
temperaturas.
Massa,

 De temperatura constante: a vazão é função da corrente


𝒫=𝐴 𝑇 −𝑇 𝐶 +𝐶 𝑣 (mais usual).

Considerando o fio aquecido e o fluido


em equilíbrio térmico,

𝒫 = 𝑅 𝑖²
Onde:
𝑅 é a resistência elétrica do fio [Ω] e
𝑖 a corrente que o percorre [A].

73 75

 Anemômetros de fio quente:  Anemômetros de fio quente:


 Princípio de medição:  Características: baixa perda de carga, alto custo, não-
linearidade.

𝒫=𝐴 𝑇 −𝑇 𝐶 +𝐶 𝑣 e 𝒫 = 𝑅 𝑖²

𝑅 𝑖² = 𝐴 𝑇 −𝑇 𝐶 +𝐶 𝑣

𝑅 𝐶
𝑣= 𝑖² −
𝐶𝐴 𝑇 −𝑇 𝐶

𝑅 𝐶
𝑄 𝑖, 𝛿𝑇 = 𝐴 𝑖² −
𝐶𝐴 𝑇 −𝑇 𝐶

74 76

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 Vertedores:  Vertedores:
 Princípio de medição: variação do nível do fluido causada  Tipos de vertedores:
pela obstrução da sua área de escoamento, em função da  Vertedores retangulares: utilizados para vazões acima de 300
vazão do mesmo. L/s.
 Contraídos: possuem largura inferior à largura do canal,
resultando nas chamadas contrações laterais.

𝑄 𝐻 = 1,838 𝐵 − 0,2𝐻 𝐻

77 79

 Vertedores:  Vertedores:
 Tipos de vertedores:  Tipos de vertedores:
 Vertedores retangulares: utilizados para vazões acima de 300  Vertedores triangulares: utilizados para vazões abaixo
L/s. de 30 L/s.
 Plenos (de placa delgada): possuem a mesma largura do
canal.

𝑄 𝐻 = 1,838 𝐻
Onde: 𝑄 𝐻 = 1,4 𝐻
𝐻 é a altura da lâmina d’água sobre a crista do vertedor [m],
𝐿 sua largura [m] e
78 80
𝑃 sua altura [m].

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 Vertedores:  Calhas:
 Características: baixa perda de carga, medição de vazão  Princípio de medição: variação do nível do fluido causada
em canais abertos, relação de medição empírica, alto custo, pela restrição da sua área de escoamento, em função da
boa precisão. vazão do mesmo. As calhas mais conhecidas são as calhas
Parshal e Palmer.

81 83

 Calhas:
 Princípio de medição: variação do nível do fluido causada
pela restrição da sua área de escoamento, em função da
vazão do mesmo. As calhas mais conhecidas são as calhas
Parshal e Palmer.

𝑄 𝐻 =𝑘 𝐻

Onde:
𝐻 é a altura da lâmina d’água na calha [m] e
𝑘 e 𝑛 são coeficientes tabelados em função das dimensões da calha. 82 84

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 http://abreueoliveira.com.br/wp-
content/uploads/Publica%C3%A7%C3%B5es2.pdf

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